Dá para levar a Bíblia a sério?
Um crítico falastrão disse que a Bíblia não pode ser levada a sério porque não se pode provar a autenticidade dos seus manuscritos. Aliás, o autor de O Código da Vinci diz que ela foi mudada várias vezes e nunca houve uma redação final. Ao longo dos tempos, os cristãos a mudaram a bel prazer. Quem ler O Código ficará, se for limitado e inculto, com a imagem de que os cristãos são um bando de mafiosos. Curioso! Gente de pouca honestidade intelectual pondo em dúvida as afirmações e o credo alheio.
Dá para levar a Bíblia a sério? Podemos dizer que o que nela está sempre esteve lá e que seus manuscritos são confiáveis?
Tucídides, historiador aceito pelos estudiosos, viveu entre 460-400 a.C. Sua obra sobreviveu em oito manuscritos, datados de 900 a.D. (1.300 anos depois). Os manuscritos de outro historiador, Heródoto, são mais raros, mas também de larga aceitação. Chegaram-nos poucas cópias, também datadas bem depois de sua vida. As obras do filósofo grego Aristóteles datam de 330 a.C., mas o manuscrito mais antigo é de 1.100 a.C., ou seja, 1.400 anos depois! Nenhum intelectual impugnou as obras de Aristóteles por isto. As guerras gaulesas foram narradas por César entre 58 e 50 a.C., mas o manuscrito mais recente é de mil anos após sua morte.
