GRANDES DOUTRINAS DA BÍBLIA – 13

IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ

GRANDES DOUTRINAS DA BÍBLIA – 13

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho.

 

INTRODUÇÃO

Hoje estudamos sobre o reino de Deus. A primeira pregação registrada no Novo Testamento anuncia sua chegada (Mateus 3.1-2). A primeira pregação de Jesus também anuncia sua chegada (Mateus 4.17). Ele se consuma no final da história (Apocalipse 11.15). Mas que é ele, exatamente, e em que ponto dele estamos se sua chegada foi anunciada e ele ainda não se consumou?

REINO DE DEUS – O reino de Deus é o domínio soberano e universal de Deus e é eterno (1). É também o domínio de Deus no coração dos homens que, voluntariamente, a ele se submetem pela fé, aceitando-o como Senhor e Rei. É, assim, o reino invisível nos corações regenerados que opera no mundo e se manifesta pelo testemunho dos seus súditos (2) A consumação do reino ocorrerá com a volta de Jesus Cristo, em data que só Deus conhece, quando o mal será completamente vencido e surgirão o novo céu e a nova terra para a eterna habitação dos remidos com Deus (3).

(1) Dn 2.37-44; Is 9.6,7
(2) Mt 4.17; Lc 17.20; 4.43; Jo 18.36; 3.3-5
(3) Mt 25.31-46; 1Co 15.24; Ap 11.15

OBSERVAÇÕES

1. O reino de Deus não é a igreja visível. Ele é maior que ela. Ele é a igreja invisível, como bem se depreende de afirmação (1). A igreja visível é a ponta do iceberg do reino. Mas é um pequeno aspecto dele.

2. Ele não é uma realidade material. Os judeus o identificavam com o domínio de Israel e sua política (Atos 1.6). Jesus caracterizou bem sua essência: João 18.36. A teologia da libertação associa muito o reino a uma realidade material. Identifica-o com justiça social, ditadura do proletariado, punição dos capitalistas opressores, etc. Não devemos associar o reino de Deus com realidades desta natureza. É uma realidade espiritual. O homem que tinha teologia correta e que debateu com Jesus, estava próximo dele (Marcos 12.34). O homem se aproximara do reino por causa de sua postura religiosa correta (Marcos 12.32-33). Não vem pelas armas.

3. O reino de Deus não consiste de realidades externas ao homem, mas de realidades que lhe são internas (Lucas 17.20-21, Romanos 14.17).

4. Ele foi lançado na terra nos dias de Jesus, está em crescimento oculto, e se consumará quando Jesus regressar. As sete parábolas do reino (foram sete para darem uma ideia de completude) contadas por Jesus em Mateus 13, mostram o reino desde a semente lançada (Mateus 13.3) até o juízo final, com a seleção dos salvos e dos perdidos feita pelos anjos (Mateus 13.47-50).

5. Já somos cidadãos do reino de Deus e entraremos na plenitude da cidadania, quando Jesus, após destruir todo poder inimigo, o entregar completo e aperfeiçoado ao Pai (1Coríntios 15.24). O último inimigo do reino que Jesus vencerá será a morte: 1Coríntios 15.26. Então o reino será uma realidade gloriosa!