GRANDES DOUTRINAS DA BÍBLIA – 19 – o ministério da Palavra

IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ

GRANDES DOUTRINAS DA BÍBLIA – 19

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho.

 

INTRODUÇÃO

O assunto hoje é o ministério da Palavra. Em Macapá proliferam apóstolos, bispos, “pai de multidão” e gente que não é pastor é tratada por pastor. Ao mesmo tempo, no imaginário público, pastor é um espertalhão que vive à custa do dízimo de incautos. Sim, há líderes que exploram o rebanho. Mas o ministério pastoral é bíblico. Vejamos o entendimento dos batistas sobre o ministério pastoral.

XI- MINISTÉRIO DA PALAVRA

Todos os crentes foram chamados por Deus para a salvação, para o serviço cristão, para testemunhar de Jesus Cristo e promover o seu reino, na medida dos talentos e dos dons concedidos pelo Espírito Santo (1). Entretanto, Deus escolhe, chama e separa certos homens, de maneira especial para o serviço distinto, definido e singular do ministério da sua Palavra (2). O pregador da Palavra é um porta-voz de Deus entre os homens (3) Cabe-lhe missão semelhante àquela realizada pelos profetas do Velho Testamento e pelos apóstolos do Novo Testamento, tendo o próprio Jesus como exemplo e padrão supremo (4). A obra do porta-voz de Deus tem finalidade dupla: a de proclamar as Boas Novas aos perdidos e a de apascentar os salvos (5) Quando um homem convertido dá evidências de ter sido chamado e separado por Deus para esse ministério, e de possuir as qualificações estipuladas nas Escrituras para o seu exercício, cabe à igreja local a responsabilidade de separá-lo, formal e publicamente, em reconhecimento da vocação divina já existente e verificada em sua experiência cristã (6). Esse ato solene de consagração é consumado quando os membros de um presbitério ou concílio de pastores, convocados pela igreja, impõe as mãos sobre o vocacionado (7). O ministro da Palavra deve dedicar-se totalmente à obra para a qual foi chamado, dependendo em tudo do próprio Deus (8) O pregador do Evangelho deve viver do Evangelho (9) Às igrejas cabe a responsabilidade de cuidar e sustentar adequada e dignamente seus pastores (10).

(1) Mt 28.19,20; At 1.8; Rm 1.6,7; 8.28-30; Ef 4.1,4; 2Tm 1.9; Hb 9.15; 1Pe 1.15; Ap 17.14
(2) Mc 3.13,14; Lc 1.2; At 6.1-4; 13.2,3; 26.16-18; Rm 1.1; 1Co 12.28; 2Co 2.17; Gl 1.15-17
(3) Ex 4.11,12; Is 6.5-9; Jr 1.5-10; At 20.24-28
(4) At 26.19,20; Jo 13.12-15; Ef 4.11-17
(5) Mt 28.19,20; Jo 21.15-17; At 20.24-28; 1Co 1.21; Ef 4.12-16
(6) At 13.1-3; 1Tm 3.1-7
(7) At 13.3; 1Tm 4.14
(8) At 6.1-4; 1Tm 4.11-16; 2Tm 2.3,4; 4.2,5; 1Pe 5.1-3
(9) Mt 10.9,10; Lc 10.7; 1Co 9.13,14; 1Tm 5.17,18
(10) 2Co 8.1-7; Gl 6.6; Fp 4.14-18


OBSERVAÇÕES

1. Todos os crentes devem servir. O pastor não é um faz tudo. É aquele que deve alimentar o rebanho para este servir (Ef 4.11-13).

2. A atividade maior do pastor é de ordem espiritual (At 6.2-4). Pastor não é para supervisionar colocação de tijolos em construção ou vistoriar banheiros. A liderança da igreja deve cuidar disso, principalmente diáconos.

3. É a igreja quem deve reconhecer se a pessoa é chamada para o ministério. Veja o item (6). Quem for chamado deve evidenciar isso.

4. O ideal é o ministério de tempo integral. Paulo e suas tendas têm sido mostrados como prova de que o pastor pode ter ocupação secular. As tendas eram eventuais na vida de Paulo, quando ele esteve fora do ministério. Não era seu estilo de vida. Há gente que faz tenda com o ministério e gasta a vida em ocupação secular.

5. Ao pastor compete servir a igreja. À igreja, sustentar o obreiro. Veja item (10). Os filipenses investiram em Paulo mesmo quando ele não os pastoreava mais (Fp 4.14-18). Mas viram que era sua responsabilidade.

6. O ministério é algo digno, e deve ser efetuado por homens dignos. As igrejas devem ser cuidadosas em consagrarem alguém ao ministério pastoral. Há homens que desonram o ministério e criam problemas para as igrejas por que elas não são cautelosas. O perfil de um pastor foi bem delineado em 1Timóteo 3.1-7 e Tito 1.6-9. E a igreja deve honrar estes homens: Hb 13.17 e 1Tm 5.17.