DO PASTOR A SEU REBANHO…

DO PASTOR A SEU REBANHO…

Pastoral do boletim da Igreja Batista Central de Macapá, dias 2 e 3 de março de 2013, comemorando seu 42º. aniversário.

Fazíamos o culto doméstico e o texto era o episódio em que Saul transgride a orientação que Samuel lhe dera. Saul era uma figura patética, em sua mesquinharia e vaidade. Advertido pelo profeta de que fora recusado por Deus, que já escolhera outro rei (1Sm 15.28), ele apenas pede que Samuel vá com ele até as tropas para honrá-lo diante das pessoas. Não se importou que Deus o rejeitara e que o trono seria de outro. Preocupou-se apenas com sua autoimagem. Comentamos como Saul era vaidoso e fútil.

Ele não ligou para as consequências de seu ato, mas com o que pensariam dele. Há gente assim, enfiando os pés pelas mãos, fazendo bobagem na vida, mas preocupada apenas com sua imagem, não com o resultado de seus atos! Fazem tolices e mais tolices. Mas não querem que pensem mal delas. Não ligam para seu caráter nem para Deus, mas para a opinião pública. As pessoas devem pensar bem delas. Ficam agitadas se alguém as censura. Como Saul, fazem bobagens, mas não querem que se diga isso.

É trágico quando a opinião pública pesa mais que o caráter, para uma pessoa. Num seguidor de Jesus é pior: não se preocupar com o juízo de Deus, e sim com o juízo dos outros. O pior é quando uma igreja se preocupa mais com o aplauso do mundo que com a avaliação de Deus. Há igrejas mais preocupadas em serem “igrejas amigáveis” às pessoas que igrejas leais a Deus. Li, há pouco, de um “vaticanólogo” (cada bobagem que aparece!) que a Igreja Católica deveria se preocupar em buscar um Papa mais próximo das pessoas, que as compreendesse mais, que as fizesse se sentir bem, e que não desse tanta ênfase à moral da Igreja. Querem dar uma agenda para a Igreja Católica. Bem, isso é problema dela…

Algumas igrejas evangélicas já fazem isso. Dão o que as pessoas querem e não o que elas precisam. Elas precisam ouvir o evangelho, mas dão-lhes entretenimento. Uma Comissão de Sucessão Pastoral perguntou-me, certa vez: “Qual o seu plano para atrair pessoas para a igreja?”. Respondi que não tinha planos para atrair ninguém para a igreja. Que pregaria o evangelho e que os convertidos viriam. Minha filosofia de ministério é trazer convertidos e não aderentes festeiros. Tem dado certo. Convertidos dão firmeza à igreja, mas gente festiva pula fora quando os problemas surgem. Os convertidos têm chegado à Central de Macapá. Que tem crescido e se encorpado.

A igreja não deve se preocupar em agradar o mundo. Nem deixar que o mundo paute sua ética e seus valores. Não deve ter esta visão medíocre de Saul. Sua preocupação deve ser a de lealdade a Deus, o que Saul não teve.

Igreja Batista Central de Macapá, eis a palavra de teu pastor, quando de tuas comemorações de 42 anos: sê fiel e leal a Deus! Preocupa-te com uma vida correta, santa e decente. Não foste chamada para a popularidade, mas para a fidelidade. Sê fiel, Igreja Central!

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho