HEBREUS 7.1-3 – “Melquisedeque, um tipo de Jesus”

IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ

ESTUDO BÍBLICO EM HEBREUS – 17.4.2013

HEBREUS 7.1-3 – “Melquisedeque, um tipo de Jesus”

 

INTRODUÇÃO

O autor introduz uma nova figura, Melquisedeque. Surge pela primeira vez em Gênesis 14.18-20. É citado no Salmo 110.4. A “Ordem de Melquisedeque”, como instituição, nunca existiu. Que significa seu aparecimento, neste contexto? E que Ordem é esta, que não houve?

1. “ESSE MELQUISEDEQUE” – V. 1

O nome é composto: meleq, “rei”, e tsedeq “retidão”, no sentido legal. Significa “rei da justiça”. Melquisedeque não era sacerdote pagão, mas de El Elyôn, “Deus Altíssimo”, que Abraão, reconheceu como o seu Deus (Gn 14.18-20). Não é uma préencarnação de Cristo. É uma figura histórica. É o primeiro homem chamado de sacerdote (qohen) na Bíblia. É “rei de Salém” (Shalem, “paz”) e “rei da justiça”. Salém era o nome antigo de Jerusalém (“cidade da paz”), talvez apenas uma fortificação, na época. El Elyôn era um nome primitivo de Deus, antes dele se revelar como YHWH (Êx 6.2-3). Ele é rei da paz, rei da justiça e sacerdote do Deus Altíssimo, títulos de Jesus. Os demônios sabiam que Jesus era “Filho do Deus Altíssimo” (Lc 8.28). Melquisedeque é um tipo de Jesus.

 

2. “SEM PAI, SEM MÃE, SEM ORIGEM NEM ANTEPASSADOS, SEM PRINCÍPIO DE DIAS NEM FIM DE VIDA” – V. 3

Alguém pode ser filho sem pai, mas não sem mãe. Todo mundo tem uma mãe. “Sem origem nem antepassados, sem princípio de dias nem fim de vida” não é literal. Só Adão não teve antepassados. Isso significa que ele não precisou provar sua genealogia. Todo sacerdote precisava provar a sua. Caso contrário, não podia ser sacerdote (Ed 2.62). Tinha que provar que era descendente de Abraão. Melquisedeque não precisou provar nada. Era sacerdote sem ter que provar sua genealogia. Não se trata de uma cristofania, mas ele é um tipo de Cristo. Este não precisou provar nada. Era o que era. Jesus não teve princípio de dias e seus dias não terão fim. Como se encarnou precisou de uma mãe. Mas ele era desde o princípio (Jo 1.1-2).

 

3. “PARA O QUAL TAMBÉM ABRAÃO ENTREGOU O DÍZIMO” – V. 2

Abraão, o pai da nação lhe entregou o dízimo. Esta afirmação se repete nos versículos 4, 6, 8-9. Quem recebia os dízimos era maior que aquele que os dava. Então Abraão era inferior a Melquisedeque. Este ainda o abençoou (vv. 1 e 7). Quem abençoava era superior ao abençoado. Então, Melquisedeque era superior a Abraão. O sacerdócio judaico vinha de Levi, que vinha de Abraão. O sacerdócio de Jesus era do tipo de Melquisedeque. Era superior, portanto ao judaico. Consequentemente, o cristianismo era superior ao judaísmo. Por que eles queriam voltar para o inferior? Que ficassem com Jesus, pois “Ele permanece sacerdote perpetuamente” (v. 3). Confira com Hebreus 7.25 e Romanos 8.34.

 

CONCLUSÃO

Por ser à semelhança do Filho de Deus” (v. 3) deixa bem claro que Melquisedeque é um tipo de Jesus. O Salvador é o rei da paz e da justiça e é nosso sacerdote. Melquisedeque é o primeiro rei de Jerusalém de que se tem notícia. Jesus será o último. Sua entrada triunfal em Jerusalém sinalizou isto (Mt 21.5). Hebreus é um livro altamente cristológico e seu ensino nos recorda o lugar central de Jesus na fé bíblica. Sem Jesus, nada tem sentido. Fiquemos com ele.