HEBREUS 7.11-28 – “A superioridade de Jesus” – parte 2

IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ

ESTUDO BÍBLICO EM HEBREUS – 8.5.13

HEBREUS 7.11-28 – “A superioridade de Jesus” – parte 2

 

INTRODUÇÃO

Tendo mostrado a superioridade da obra de Jesus sobre o sacerdotalismo judaico (os dois estudos anteriores), o autor conclui seu arrazoado. O texto é longo e não faremos uma análise versículo a versículo, mas em blocos de ideias. Eis algumas delas:

1. O SACERDÓCIO LEVITA ERA INCOMPLETO E INCAPAZ DE RESOLVER O PROBLEMA DO HOMEM

(1) O simples fato de se levantar uma nova ordem, a de Melquisedeque, indica que a ordem antiga era incapaz de levar à perfeição: v. 11. “Perfeição” é teleiosis, “completação”. O sacerdotalismo do AT era incapaz de levar o homem a ser espiritualmente ajustado à vontade de Deus.

(2) O sistema antigo (“mandamento”, entolê, no v. 18, que significa “prescrição divina”) era frágil e inútil, conforme o versículo 18.

(3) A Lei (Nomós, no v. 19) nunca aperfeiçoou nada: v. 19. Precisava-se de uma esperança muito superior.

Diz a King James: “A história registra que a proclamação daquele que viria a ser Sacerdote para sempre (o Messias) foi escrita profeticamente bem na metade do período em que os sacerdotes levitas exerciam seu serviço ministerial, mostrando que o sacerdócio levítico existente deveria dar lugar a um sistema melhor (Sl 110.4)”.

 

2. O SACERDÓCIO DE JESUS É SUPERIOR E RESOLVE O PROBLEMA DO HOMEM

(1) Deus jurou que ele seria sacerdote para sempre: v. 21, conferir com Salmo 110.4.

(2) Por causa dessa garantia divina, o sacerdócio de Jesus é uma aliança superior: v. 22. Lembremo-nos da sua palavra na Ceia: Lucas 22.20. Ele fala “nova aliança”. Compare com Hebreus 8.13. Não há porque retornar ao Antigo Testamento, ao levitismo (levitas na igreja é uso indevido do termo e do conceito) e não à rejudaização das igrejas.

(3) O sacerdote levita era mortal (v. 23), mas Jesus vive para sempre (v. 24). O sacerdote levita precisava de perdão para si, mas Jesus nunca precisou do perdão que ofereceu (v. 27). Ele é Santo!

Diz a King James: “Os sumos sacerdotes humanos, por mais dedicados que fossem, não eram capazes de viver sem cometer pecado (como prova a história até nossos dias); mortais e, portanto, impermanentes; segundo a Lei, somente podiam oferecer sacrifícios de animais, que jamais serviriam de substitutos suficientes para o ser humano, criado à imagem de Deus. Cristo, entretanto, foi ‘aperfeiçoado’ ao enfrentar e vencer as tentações, jamais tendo sucumbido a pecado algum. Obedecendo em tudo ao Pai, estabeleceu uma perfeição eterna”.

 

CONCLUSÃO

O autor segue firme em sua argumentação. Por que se sentir atraído pela legislação veterotestamentária? Tudo do Antigo Testamento era incompleto e transitório, mas a obra de Jesus é permanente. Ele resolveu, para sempre, o problema do relacionamento correto com Deus. Nada mais há a fazer e voltar atrás é insensatez. Por isso, para frente, com os olhos nele (Hb 12.2).