“SOU CRISTÃO APESAR DA IGREJA” OU “A IGREJA SOBREVIVE, APESAR DE MIM”?

Isaltino Gomes Coelho Filho

Uma ovelha que aprendi a amar e respeitar como bom crente em Jesus comentou comigo sobre o livro “Alma sobrevivente”, de Philip Yancey, cujo subtítulo é “Sou cristão, apesar da igreja”. Yancey mostra os pecados de alguns crentes do passado. A pessoa falou sobre isso e citou Martin Luther King Jr. e seu pecado rotineiro. Mas esta ovelha, crente firme e fiel, não comentou como fofoca ou para denegrir a imagem dos alistados na obra. Foi conversa de amantes de livros.

Tenho esta obra e outras mais de Yancey, como “O Jesus que eu nunca conheci”, que muito me edificou, e “O Deus (In) visível” e “Maravilhosa graça”, que eu lera antes, em inglês (“What’s so amazing about grace?”), emprestado por uma ex-ovelha. Gostei tanto que o adquiri em português, que é meu idioma. Yancey é um homem de Deus e não quero contestar suas obras, embora discorde da expressão “sou cristão apesar da igreja”.

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setembro 2, 2010 · Isaltino · No Comments
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“É VERDADE… DEUS NOS DISSE…NÃO MORRERÃO COISA NENHUMA!”

“A cobra era o animal mais esperto que o Deus Eterno havia feito. Ela perguntou à mulher: – É verdade que Deus mandou que vocês não comessem as frutas de nenhuma árvore do jardim? A mulher respondeu: – Podemos comer as frutas de qualquer árvore,

menos a fruta da árvore que fica no meio do jardim. Deus nos disse que não devemos comer dessa fruta, nem tocar nela. Se fizermos isso, morreremos. Mas a cobra afirmou: -Vocês não morrerão coisa nenhuma! Deus disse isso porque sabe que, quando vocês comerem a fruta dessa árvore, os seus olhos se abrirão, e vocês serão como Deus, conhecendo o bem e o mal”. (Gênesis 3.1-5)

Isaltino Gomes Coelho Filho

Estranho diálogo. A cobra (NTLH) faz uma pergunta torcida. Má intencionada, pergunta se é verdade que Deus proibiu ao casal todas as frutas do jardim. Insinua a má vontade do Criador para com a criação. Atribui-lhe maldade. “É verdade que Deus mandou?” começa ela. O Tentador foi o primeiro exegeta da Palavra de Deus. Falar da Palavra de Deus nem sempre quer dizer que a pessoa está certa. A Bíblia já foi usada para legitimar a escravidão, o machismo, e agora alguns a usam para justificar o homossexualismo. Crentes ingênuos, que nao entendem nada, por vezes dizem: “O que importa é que a Palavra de Deus está sendo pregada, e ela não volta vazia” (outra exegese estrambótica). Isso justifica qualquer heresia e todo uso da Bíblia para fins pessoais. Devemos ter cuidado com interpretações que fogem claramente ao sentido das Escrituras. Há gente que está descobrindo agora o que nunca alguém viu em 2.000 anos de cristianismo e mais de 3.500 anos de Palavra de Deus! Todo grupo herético afirma que a Bíblia é a Palavra de Deus, e depois a analisa por Helen White, Livro do Mórmon,  revelações, reescrita da Bíblia (como testemunhas de Jeová e outros). Citar a Palavra de Deus não é garantia de correção. Pode-se deturpá-la.

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setembro 1, 2010 · Isaltino · No Comments
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“E ASSIM ACONTECEU”

“E assim aconteceu” (Gênesis 1.7, 9, 11, 15, 24 e 30, LH)

Isaltino Gomes Coelho Filho

“E assim aconteceu”, diz, seis vezes, o capítulo inicial de Gênesis. Aconteceu o que Deus disse. O refrão pode ser estendido a toda a Bíblia, extrapolando o relato da criação. Sempre acontece o que Deus diz. A Bíblia é seu texto-prova. Seu teor comprova que aquilo que o Senhor falou realmente aconteceu. Mais tarde, o livro de Isaías registrará: “A erva seca, e as flores caem quando o sopro do Deus Eterno passa por elas. De fato, o povo é como a erva. A erva seca, a flor cai, mas a palavra do nosso Deus dura para sempre” (Is 40.7-8). No Novo Testamento, mostrando sua autoridade e o peso de sua palavra, Jesus diz: “O céu e a terra desaparecerão, mas as minhas palavras ficarão para sempre” (Mc 13.31).

A Palavra de Deus está firmada para sempre: “Ó Deus Eterno, a tua palavra dura para sempre; ela é firme como o céu” (Sl 119.89). Como isto nos exorta! A Palavra de Deus é digna de confiança. O que ele fala, isso acontece. Não é uma palavra comum, mas a Palavra Viva de um Deus Vivo. Uma Palavra que faz as coisas acontecerem!

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agosto 31, 2010 · Isaltino · No Comments
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“NO COMEÇO DEUS” (Gênesis 1.1-2, LH)

“No começo Deus criou o céu e a terra. A terra era um vazio, sem nenhum ser vivente, e estava coberta por um mar profundo. A escuridão cobria o mar, e o Espírito de Deus se movia por cima da água”.

Isaltino Gomes Coelho Filho

Quanta solenidade nestas palavras! Ao mesmo tempo, quanta profundidade! Assim começa tudo. Não havia nada, tudo era um vazio. Mas Deus estava lá. O impacto de “No começo Deus” se vê em Isaías 46.10 e 48.12, palavras destinadas ao povo na Babilônia. No meio da multidão de divindades pagãs, o Judá cativo devia lembrar que seu Deus é que era o Criador, que estava no começo e estará no fim. Foi dele a primeira palavra. Será dele a última palavra.

Mesmo criada a terra, não havia ninguém. Nada vivo. Só a Vida estava presente. Só o Senhor e Autor da Vida.  A Linguagem de Hoje diz que “a terra era um vazio”. O hebraico é tohû wâ bohû. Um rico jogo sonoro! Tohû dá a idéia de algo que não se pode agarrar porque é informe. Bohû dá a idéia de vácuo, de vazio. A terra era um nada. Apenas uma massa ígnea, gases, ainda informe. Mas Deus já estava lá. Estava lá quando tudo começou. Estará quando tudo terminar.

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agosto 30, 2010 · Isaltino · No Comments
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A Comichão nos Ouvidos do Exército

Dr Marcelo Quirino/Psicólogo Clínico

Docente Seminário Teológico Batista de Duque de Caxias (www.stbdc.com)

www.marceloquirino.com

Cristo está voltando. Isto é fato óbvio, mas pouco comentado hoje. O apelo para a santificação e para o Ide deveria aumentar na proporção da tomada de consciência sobre a segunda vinda do Mestre. Ao invés disso, o corpo de Cristo clama por tesouros terrenos e amarra-se nas produções infinitas de tais promessas.

Catástrofes naturais em proporções nunca vistas, mudanças climáticas fenomenais, fundamentalismos religiosos, apostasia da Doutrina pura e da motivação para a pregação e estudo da Palavra, aumento da perversão sexual e do liberalismo moral, e etc já prenunciam o fim. O que a igreja faz? Apenas jaz.

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agosto 23, 2010 · Isaltino · No Comments
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GOLEIRO MEDIANO, MAU ATOR, CARÁTER DUVIDOSO

Isaltino Gomes Coelho Filho

Numa noite dessas, pouco antes de dormir, liguei a televisão para ver se havia algo que não fosse gente pulando. Passei por um canal, que transmitia Ponte Preta e Portuguesa de Desportos, pela 2ª. divisão. Não vi o jogo (nem sei qual foi o placar), porque há muito que perdi o interesse pelo futebol. A seleção do Dunga contribuiu para isso. Além isso, Ponte e Portuguesa só mesmo para os apaixonados pelos dois. Mas nem minha filha Nelya, pontepretana, se interessou.

Liguei no exato momento em que um jogador da Ponte se chocou com o goleiro da Portuguesa. Estendeu-lhe a mão para se desculpar, mas ele, ostensiva e grosseiramente, a recusou. O atacante da Ponte pôs-lhe a mão no braço, para lhe falar, o goleiro se desviou, deu dois passos e se jogou nao chão, segurando o braço como se tivesse levado uma navalhada, contorcendo-se em dores. Cena ridícula! Queria cavar a expulsão do adversário. Read the rest of this post »

agosto 22, 2010 · Isaltino · No Comments
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POSSE DO PR. ISALTINO GOMES COELHO FILHO NA IB CENTRAL DE MACAPÁ

Rosana Costa Figueiredo

A Igreja Batista Central de Macapá teve sua origem em cultos realizados no ano de 1969, pela missionária Ibéria N. Galvão em sua casa, na Av. Mendonça Furtado, esquina com a Rua Manoel Eudóxio Pereira, no bairro Central, junto com a família da irmã Maria de Lourdes P. Borges, ainda hoje membro atuante da IBC. Assim surgiu a Congregação Batista Luz do Evangelho.

Mais tarde, passou a fazer parte dos batistas bíblicos, mudando o nome para Congregação Batista Bíblica de Macapá, subordinada à 1ª Igreja Batista Bíblica de Vitória da Conquista, na Bahia.

Com o tempo, o lugar ficou pequeno, pois havia vários novos convertidos participando dos cultos. Daí surgiu a idéia de construir um templo. O irmão Francisco P. Borges, já falecido, esposo da irmã Lourdes doou o terreno em que está localizada hoje a IBCM, na Rua Manoel Eudóxio Pereira, nº 1754, bairro Central.

Já sediada no novo templo, foi organizada, em 21.02.1971, a PIB Bíblica de Macapá, pelo pastor Gerson Rocha, com 15 membros, e filiada a Convenção Batista Bíblica da Bahia. A Igreja Batista Central de Macapá foi organizada por uma igreja da Bahia!

Como era difícil ter um obreiro do grupo batista bíblico em Macapá, o Pastor Eurico Ferreira Rabelo orientou a igreja a se transferir para a então Convenção Batista do Pará e Amapá, e ela foi adotada como congregação da Igreja Batista Memorial de Macapá, em 1984.

A denominação de 1ª Igreja Batista Bíblica de Macapá foi mudada na gestão do pastor Medeiros, para 3ª Igreja Batista de Macapá. Em 2004, na presidência do Pr. Juscelino, passou a se denominar Igreja Batista Central de Macapá, filiada atualmente à Convenção Batista Amapaense e à Convenção Batista Brasileira.

Há meses estávamos sem pastor-presidente, mas firmados na Rocha que é Jesus. Deus atendeu o nosso clamor, através das orações que fazíamos, pedindo que nos enviasse um obreiro. Na noite de sábado, dia 31 de julho do corrente ano, às 19 horas e 30 minutos, celebramos o culto de posse do Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho, servo do nosso Senhor, confirmando em nossos corações a resposta de Deus. Os contatos começaram em novembro de 2009, quando o Pr. Isaltino foi o orador da 13ª. Assembléia da Convenção Batista Amapaense, ele que já fora o orador da primeira assembléia do estado, em 1996, quando as igrejas do Amapá deixaram a Convenção do Pará.

O culto contou com a participação de vários membros da própria igreja; de convidados; da família do pastor; de diáconos, membros de outras regiões (Pará, S. Paulo e Amazonas) e de igrejas locais; da presença de treze pastores do campo, inclusive dos obreiros das nossas congregações: Boas Novas, Antioquia e Cutias do Araguari.

O culto foi dirigido pela irmã Hilma Menezes, presidente da igreja, que agradeceu a presença de todos. O templo ficou completamente lotado,

para honra e glória do nosso Senhor.

O diácono Beny Gomes Coelho, da Igreja Batista de Rio Maria, da Convenção Batista de Carajás, sul do Pará, filho do pastor Isaltino, orou empossando o seu pai, por autorização da igreja. O Dr. Beny, na sua fala, enfatizou sua grande satisfação de ter os pais de volta à Amazônia e da alegria de sua mãe, Meacir Carolina F. Coelho, e de seu genitor, de encerrarem a carreira na região Norte. O irmão Beny é mestrando em Teologia e aspira ao ministério pastoral. Sua família tem uma longa história de pastores, tanto por parte do pai (Gomes Coelho e Werdan) como por parte da mãe (família Lota).

A bênção pastoral foi feita pelo Pr. Isaias Gomes Coelho, presidente da Igreja Batista Nova Vida, da Convenção Batista do Distrito Federal, eirmão do pastor Isaltino, e que pediu a igreja, para estender suas mãos, no momento da oração.

Tivemos também o privilégio de cultuarmos ao Senhor através da mensagem bíblica, inspirada por Deus, no texto de Efésios 4.11, na voz do Dr. Vanias Batista de Mendonça, diácono da PIB de Manaus, Juiz naquela cidade, e que foi relator do GT de reestruturação da CBB. A mensagem foi um desafio à igreja e aos crentes em geral e foi muito bem aceita. O Dr. Vanias testemunhou ainda da sua alegria em servir a Cristo, quando se identificou como evangelista do Senhor. Fez parte da programação a homenagem à irmã Hilma Menezes, prestada pela igreja.

A IBCM é uma igreja voltada para missões. Desde sua origem tem a responsabilidade de cooperar com os obreiros que estão nos campos missionários, tanto locais, nacionais, quanto mundiais. No ano passado (2009), obteve o 46º lugar, no Brasil, em contribuição para missões

nacionais. Constantemente está fazendo caravanas de membros para evangelizar no interior do Amapá. Uma de suas congregações fica a 150 km de Macapá.

O Pr. Isaltino é bastante conhecido da denominação. Seu retorno para a Amazônia atende a uma vocação do casal para esta região. Eles têm um filho trabalhando nesta região, e nora e neto amazônidas. E o filho aspira ao ministério pastoral na Amazônia. Damos boas-vindas à família Gomes Coelho, que já tem vínculos de trabalho e também afetivos com a região. Que seja uma bênção para nossa igreja e nossa igreja seja uma bênção para ela.

agosto 21, 2010 · Isaltino · No Comments
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O Equívoco do Emocionalismo na Liturgia

Dr. Marcelo Quirino – Psicólogo Clínico

Docente do Seminário Teológico Batista de Duque de Caxias

Na forma litúrgica do discurso neopentecostal percebe-se que há uma fixação em expressividade emocional intensa. Qualquer forma comedida e tímida de louvar a Deus no momento de culto é radical e toscamente constrangida se não estiver sob o formato de expressão intensa e ampla de emoções, o que é julgado por ideal.

O Louvor a Deus é medido por essa expressividade emocional que precisa ser extensa e intensa, senão não é caracterizado como louvor ao Pai. Um formato litúrgico é imposto como o verdadeiro e o idealmente aceito. Esse formato litúrgico é equivocado, pois se baseia na exclusividade de apenas um item da dimensão humana como fator expressivo do louvor, desconsiderando todas as outras muitas dimensões da subjetividade humana. Um parâmetro de louvor ideal equivocadamente se estabelece levando em consideração somente um aspecto do humano.

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agosto 16, 2010 · Isaltino · No Comments
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PAREM DE TENTAR SALVAR A IGREJA!

Isaltino Gomes Coelho Filho

Como intelectual, lia eu certa vez uma história de Walt Disney, em que Zezinho, Huguinho e Luisinho, escoteiros mirins, tentavam fazer sua boa ação do dia. Assim, pegaram uma senhora idosa pelo braço e a fizeram atravessar a rua, num trânsito bastante pesado. A senhora ficou furiosa. Não queria atravessar a rua. Conseguira vir do lado para onde os escoteiros a levaram, e eles a fizeram retornar! Ajudantes trapalhões!

A história me voltou à mente ao reler um dos livros que arrumava em minha biblioteca. Um livro com análises sociológicas sobre a igreja, com várias receitas para salvá-la. Alguns dos temas versavam sobre “caminhos alternativos”, “reflexões e propostas”, “uma proposta para o futuro da igreja”, “novos paradigmas para viabilizar a igreja”, etc. Segundo os comentaristas, a igreja está doente, e seus judiciosos conselhos poderiam revitalizá-la. Queriam salvá-la. Lembrei-me quando cheguei ao Seminário do Sul, com 19 para 20 anos, e ouvia os veteranos conversarem sobre o futuro da igreja. O marxismo e o existencialismo avolumavam-se como uma onda. Era a época da teologia da morte de Deus, de Altizer, Hamilton, Adolphs, Van Buren, e a igreja estava para morrer. Um colega, bem incisivo, não dava dez anos para as igrejas fecharem as portas. Naquela época, era sinal de intelectualidade criticar a igreja e vaticinar seu fim. Hoje, além disso, parece ser sinal de espiritualidade. Ah, antes que me esqueça: o colega incisivo não está no ministério. Nem em alguma igreja local.

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agosto 10, 2010 · Isaltino · No Comments
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Bombeiros – Uma Filosofia De Vida

agosto 10, 2010 · Isaltino · No Comments
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UM PAI QUE PASSA VALORES AOS FILHOS

Isaltino Gomes Coelho Filho

Hoje é o dia dos pais, data sem o brilho do dia das mães. A figura da mãe é ímpar, mística, em nosso meio. É mais terna e romântica. O pai leva desvantagem na nossa cultura. Em muitos lares, ele fica com a disciplina dos filhos. Chega em casa, à noite, cansado, e a esposa diz: “Dá um jeito nesse menino!”. Ou: “Dá um jeito no seu filho!”. E o garoto pensa: “Chegou o pai, chegou a bronca!”.

A mídia ocidental massacra o homem. Há muitos livros tipo “Mulheres que amam, e maridos que (alguma coisa ruim)”, “Por que as mulheres fazem isso (algo bom) e os homens (algo ruim)”, ou “Mulheres são isso assim-assim (algo bom) e os homens são assim (algo ruim)”! Os homens estão mal na foto…

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agosto 6, 2010 · Isaltino · No Comments
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ÉTICA CRISTÃ E POLÍTICA: UMA REFLEXÃO SOBRE O EXERCÍCIO DA CIDADANIA PLENA

Em milhares de municípios, brevemente, milhões de brasileiros escolherão aqueles que em seu nome e benefício elaborarão leis justas, pertinentes e eficazes as suas necessidades e, sobretudo devem governar para o bem comum o Estado Brasileiro. Um verdadeiro festival da democracia e da cidadania conforme se poderá ver em todo o país.
Contudo, antes de tratarmos das implicações da ética cristã para a atividade política, é necessário que diferenciemos o sentido de ética e de política. Ethos significa “estilo de vida, conduta, costume ou prática”, segundo o Novo Testamento (Lc 1.9; 2.42; Jo 19.40; At 6.14; 28.17; Hb 10.25). Entretanto, a ética cristã na história recebe diversos nomes: Sittenlehre – “ciência dos costumes”; “moral” e, Ethik (ética) derivado do texto bíblico. Definindo: Ética é o estudo da moralidade (do Latim: “moralitos”, que significa “a qualidade do que é moral”, “caráter”), e não o estudo de costumes. Por isso, ela procura a verdade e o bem através do Supremo Bem que é Deus e de Sua vontade revelada aos homens nas Escrituras Sagradas (cf., Reifler, H.N., in: A Ética dos Dez Mandamentos. 1992:16-17).

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agosto 4, 2010 · Isaltino · No Comments
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“IGREJA JÁ ERA! NÃO ME ACRESCENTA NADA!”

            Esta frase me foi dita por um suposto crente em Jesus, cujo esporte predileto é jogar pedra na igreja.

            Tal pessoa não entendeu o que a Bíblia ensina sobre a vida cristã, não tem noção do que é igreja, e não se vê como serva, mas como consumidora a ser bajulada.

A igreja não existe em função de nós mesmos. Ela é um espaço de serviço a Deus e aos demais. Deus nos deu dons para usar em prol dos outros: “Assim também vós, já que estais desejosos de dons espirituais, procurai abundar neles para a edificação da igreja” (1Co 14.12). Quem diz que “serve a Deus e não aos homens”, é enfatuado e não entendeu a vida cristã.

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julho 30, 2010 · Isaltino · No Comments
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PASTOR OU GERENTE? IGREJA OU EMPRESA?

Isaltino Gomes Coelho Filho

            A questão não é nova.  E me defino logo: a igreja não é empresa e o pastor não é gerente eclesiástico. Sei que um pastor deve ter noções de liderança de grupo e que uma igreja precisa de regras de vivência administrativa. Inclusive, por ser pessoa jurídica, se submeter às leis do país.  Mas igreja não é empresa. Igreja é igreja, algo totalmente singular e distinto de qualquer outra organização. E deve ser pastoreada por homens que sejam pastores. Deus deu pastores à igreja (Ef 4.1) e não administradores de empresa. Gerentes devem ficar em empresas, e pastores nas igrejas.

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julho 29, 2010 · Isaltino · No Comments
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“TEU IRMÃO HÁ DE RESSURGIR”

Isaltino Gomes Coelho Filho

“Respondeu-lhe Jesus: Teu irmão há de ressurgir” (João 11.23)

Diante da palavra de Marta de que Deus poderia lhe conceder tudo quanto ele pedisse (inclusive a ressurreição de Lázaro), Jesus diz que ele há de ressurgir. E Marta crê. Ela crê numa ressurreição geral, no último dia (v. 24). Jesus continua sua argumentação, seguindo o raciocínio de Marta: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e todo aquele que vive, e crê em mim, jamais morrerá. Crês isto?” (vv. 25-26). Haverá, sim, uma ressurreição no último dia. Por causa de Jesus, que é ressurreição e vida. Ele pergunta a Marta se ela crê nisto, e ao invés de apenas dizer “sim”, ela vai além: “Sim, Senhor, eu creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo” (v. 27).

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julho 27, 2010 · Isaltino · No Comments
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A MANIFESTAÇÃO DA VERDADEIRA FÉ

Isaltino Gomes Coelho Filho

“Disse, pois, Tomé, chamado Dídimo, aos seus condiscípulos: Vamos nós também, para morrermos com ele” (João 11.16).

Poucas palavras expressam um compromisso tão grande como estas de Tomé. Jesus insiste em retornar a Judéia (11.7). Seus discípulos tentam dissuadi-lo (11.8), mas ele se mantém irredutível. É quando Tomé concita os demais a irem, mesmo que seja para morrer com ele.  Verdade é que, como os demais, acabou fugindo (Mt 26.56). Mas recuperou-se, gastou sua vida na obra missionária, e morreu como mártir. Desta maneira, sua fala não foi retórica. Ele foi para morrer por Cristo. Cumpriu o que disse.

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julho 26, 2010 · Isaltino · No Comments
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VÓS SOIS A LUZ DO MUNDO…

 

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

 

Preparado originalmente para a revista “Você”, e publicado com a autorização da revista

 

            Quem sai da bela e rica cidade de Marília para Lins, interior de S. Paulo, percorrerá cerca de 60 km. Mas ao sair de Marília já avistará o brilho de Lins, à noite. Situada em plano mais alto, a cidade tem suas luzes vistas de longe. Esta figura se ajusta à palavra de Jesus, à qual hoje chegamos, em nossa caminhada pelo sermão do monte: “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; nem os que acendem uma candeia a colocam debaixo do alqueire, mas no velador, e assim ilumina a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” (Mt 5.14-16).

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julho 21, 2010 · Isaltino · No Comments
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ESTUDO BÍBLICO EM HEBREUS – PARTE 3

Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

Já vimos que Hebreus é um livro absolutamente singular, com uma estrutura literária e teológica diferente da dos demais, e com uma linha de argumentação também bastante diferente. O autor tem um profundo conhecimento do judaísmo e da teologia dos sacrifícios, mas emprega categorias de pensamento próprias dos gregos. Isto torna o livro mais fascinante, porque é uma forma de argumentação que ainda não estudamos. É uma visão teológica do relacionamento entre cristianismo e judaísmo, entre a nova e a antiga revelação, com uma visão estrutural grega.

Já vimos, anteriormente, dois dos seus temas: a superioridade de Cristo e o sacrifício de Cristo. Eles nos enriqueceram quanto a uma visão mais correta da pessoa e da obra de Cristo. Hoje temos o terceiro, a nova aliança. Torna-se oportuno analisar isto porque há cristãos meio desorientados, querendo voltar a guardar preceitos do Antigo Testamento, ressuscitando festas judaicas, como se fosse observância para a igreja de Jesus. Tudo aquilo já passou, como diz Colossenses 2.16-16: “Ninguém, pois, vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados, que são sombras das coisas vindouras; mas o corpo é de Cristo”. Na realidade, isto já fora sinalizado desde a Transfiguração de Jesus, quando estão presentes Moisés (a Lei), Elias (os Profetas) e Jesus (a nova Revelação) e diante da proposta de Pedro de colocar os três em pé de igualdade, o Pai tirou Moisés e Elias de cena, e declarou, sobre Jesus: “Este é o meu Filho amado em que me comprazo, a ele ouvi”. Nós não ouvimos Moisés e Elias, mas a Jesus. Infelizmente, muitos cristãos estão apostando, negando a Cristo e sua cruz, e rebaixando-o a ao nível de vultos do Antigo Testamento. Este estudo reflete sobre isto.

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julho 18, 2010 · Isaltino · No Comments
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RAZÃO E SENSIBILIDADE

“Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos;

portanto, sede prudentes como as serpentes

e simples como as pombas” (Mt 10.16)

O filme inglês Razão e Sensibilidade (1995) narra a história de duas irmãs que diante das dificuldades financeiras da família adotaram formas diferentes de enfrentar a vida: uma, mais prática, valeu-se da razão como condutora de suas decisões, e a outra apoiou-se na emotividade como resposta. Na verdade, e a grosso modo, este é um pêndulo que todos nós precisamos aprender a nos equilibrar.

Carl Gustav Jung desenvolveu a teoria que possuímos  quatro funções psicológicas fundamentais: pensamento, sentimento, sensação e intuição. A seu ver, saudável é aquele capaz de transitar bem em cada uma dessas funções, para poder dar a melhor resposta que o momento exige. Coisa difícil, pois o problema é que costuma haver a preponderância de uma delas, que ele chama de “função superior”, e uma conseqüente dificuldade de transitar pelas outras funções.

Jesus deseja trazer unidade, equilíbrio e estabilidade à nossa personalidade. Da mesma forma que o Eterno organizou o caos do Universo, ele também pode trazer harmonia e beleza a cada um de nós. Ao preparar seus discípulos para enfrentar as duras experiências da vida de fé, Jesus advertiu-lhes para que fossem “prudentes como as serpentes e simples como as pombas”. Ou seja, o Mestre os instruiu para combinar a prudência, sagacidade e inteligência própria dos ofídicos, aliada à simplicidade das pombas. Numa tradução mais livre, que complementassem a razão com a sensibilidade.

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julho 11, 2010 · Isaltino · No Comments
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POBRE ELISA…

Elisa é uma jovem que teria sido morta, e o principal suspeito é o goleiro do Flamengo, Bruno. Quando escrevo, ainda não se achou o corpo e Bruno não confessou o crime. Não emito opinião se ele é culpado ou não. Não sou investigador ou juiz. Sei o que saiu na mídia, o que não ajuda. Os repórteres são confusos nas perguntas, falam mal, cheios de “é”, ahn”, como um locutor da Band, que não emite uma frase corrida, além de ser discursivo e repetitivo.

A moça não tem culpa, caso tenha sido assassinada, de sua própria morte.   Mas caiu na ilusão de tanta gente, a da visibilidade. É pensar que, por aparecer na mídia, uma pessoa é mais importante ou melhor que outras. A revista “Veja” trouxe uma reportagem de oito páginas, em que o apelido de “Maria chuteira”, caçadora de jogadores de futebol, lhe é associado. São moças que procuram jogadores famosos.

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julho 10, 2010 · Isaltino · No Comments
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ESTUDO BÍBLICO EM HEBREUS – PARTE 2

Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

Hebreus é o livro da Bíblia que mais discute o sacrifício de Cristo. Como o tema do livro é a superioridade de Cristo, o autor desenvolve a questão do porquê do sacrifício de Jesus e tece comparações entre ele e os sacrifícios judaicos. Nosso assunto posterior será a nova aliança. É preciso referir-nos a ela, de passagem, agora. A primeira aliança, feita com Moisés, estava estruturada sobre os sacrifícios. A nova, feita em Cristo, está estruturada sobre um sacrifício, o de Jesus. E o autor mostrará que este é superior, é único e suficiente. Nao há motivo algum para voltar ao passado, ao sangue de animais, nem mesmo à pesada legislação sacerdotal do Antigo Testamento.

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julho 1, 2010 · Isaltino · No Comments
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QUANDO A IGREJA É AFETADA PELO QUE HÁ DE PIOR NA CULTURA DO MUNDO

Isaltino Gomes Coelho Filho

Fui com a esposa à costureira, num ateliê ladeado por duas igrejas evangélicas, e outra em frente.  Da BR 040 até a quadra onde resido, a distância é de 2,3 km. Há treze igrejas evangélicas. Porque uma fechou. Após minha quadra há uma área de preservação ambiental. Na quadra seguinte, mais seis igrejas. Sem retórica: há mais igrejas que bares.

A proliferação de igrejas deveria ser saudável. Mas preocupa, pois boa parte delas não tem conteúdo. A placa “igreja” pode abrigar um grupo longe do conceito bíblico de igreja. Pode ser apenas um lugar onde pessoas se reúnem e cantam cânticos de auto-ajuda, fazem catarse, ouvem um discurso estimulante, mas sem alusão ao conteúdo do Novo Testamento, sem menção a Jesus. Às vezes paro na porta e observo o que se canta, prega e faz. Faixas de propaganda (a competição é feroz!) anunciam semana de posse, recuperação de bens, vitória sobre o Devorador, felicidade, prosperidade, cura, saúde, etc. Uma anunciava a semana para recuperar um amor perdido. É a teologia da dor de cotovelo. Outra dizia para levar peças de roupas, que seriam ungidas. Neste frenesi, uma anunciava “óleo ungido”. Como se unge óleo?

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junho 29, 2010 · Isaltino · No Comments
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O espelho

junho 26, 2010 · Isaltino · No Comments
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QUANDO JESUS SE ATRASA…

Isaltino Gomes Coelho Filho

“Quando, pois, ouviu que estava enfermo, ficou ainda dois dias no lugar onde se achava” (João 11.6).

Fugindo dos que queriam prendê-lo, Jesus “retirou-se de novo para além do Jordão, para o lugar onde João batizava no princípio; e ali ficou” (Jo 10.40). Este lugar era Betânia (“Estas coisas aconteceram em Betânia, além do Jordão, onde João estava batizando” – Jo 1.28). Estamos agora no ciclo de atividades de Jesus em Betânia. Talvez estivesse um pouco distante da cidade ao ser informado que Lázaro, que morava em Betânia (11.1), estava doente. Ele se demorou mais dois dias para visitá-lo (11.6). Quando chegou ele havia sido sepultado há quatro dias (11.17). Sua caminhada demorou dois dias.

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junho 26, 2010 · Isaltino · No Comments
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AS LEIS DO FENÔMENO LIDERANÇA

Dr. Marcelo Quirino Psicólogo Clínico/UFRJ
www.marceloquirino.com

Estive lendo, quer dizer, ouvindo o audiobook de John Maxwell sobre o que ele considera serem as 21 leis irrefutáveis da liderança. É um bom livro para termos uma compreensão geral e introdutória do fenômeno da liderança.

Neste livro, o autor apresenta algumas leis imprescindíveis que qualquer líder deverá seguir para lograr êxito na sua missão de tornar-se e permanecer líder.

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junho 21, 2010 · Isaltino · No Comments
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A VIDA DE QUEM AMA MISSÕES

Isaltino Gomes Coelho Filho

Eu era professor na Faculdade Teológica Batista de S. Paulo, fim da década de setenta, prestes a entrar nos meus trinta anos. Na capela da Faculdade falou-nos Helena Bagby Harrison, filha do casal Bagby, iniciador do trabalho batista entre brasileiros. Bem idosa mesmo. Desde sua figura física até o fim de sua palavra fiquei totalmente desnorteado. Ela contou a história de seus pais, como sua mãe morrera, em um vôo, e o piloto, que fora seu aluno, retornou com o avião, dizendo que morrera uma princesa a bordo, “a Princesa dos Batistas Brasileiros”.

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junho 18, 2010 · Isaltino · No Comments
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ESTUDO BÍBLICO EM HEBREUS – PARTE 1

Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

INTRODUÇÃO

Hebreus é o único livro do Novo Testamento de autoria desconhecida. E é um livro de conteúdo também desconhecido, na maior parte de nossas igrejas. Raramente se prega nele ou se estuda seu conteúdo. Geralmente se usa o texto de 13.8, para justificar dons miraculosos, mas se ignora o resto do livro. E assim mesmo, o uso deste versículo, quando assim feito, é fora do contexto.  Mas, infelizmente, ignora-se principalmente o significado global do seu tema. No entanto, ele é possuidor de mais rica teologia. Um cristão não pode ignorar seu conteúdo. Ele traz a essência da fé cristã. É o livro do Novo Testamento que mais claramente enfatiza as distinções que há entre o judaísmo e o cristianismo, e mostra, de maneira bem clara, o que é ser um cristão. Estudar Hebreus é conhecer as implicações da obra redentora de Jesus.  Temos um cristianismo que não ensina a totalidade da obra de Jesus. Para muitos segmentos, ele é apenas um pretexto para se usar seu nome como se fosse uma senha para se acessar o site das bênçãos de Deus.

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junho 17, 2010 · Isaltino · No Comments
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O LIVRO DE JÓ

Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

Alguém denominou o livro de Jó de “a noite tenebrosa da alma”. O reformador Lutero o considerava como “o maior livro da Bíblia”. Para Carlyle, é “o maior livro já escrito”. Isto mostra que é mesmo um escrito fascinante. Eis o seu enredo, em linhas gerais: o personagem central, descrito como um homem íntegro, é degradado, ao extremo, em quatro níveis. Materialmente, passa da riqueza à pobreza; do bem estar à calamidade.   Socialmente, passa da honra ao desprezo. Fisicamente, da saúde à doença. Emocionalmente, da alegria ao desespero. Seus sofrimentos seguem num crescendo. Atônito, ele se recolhe para pensar, e após uma longa reflexão sobre o que lhe acontecera, explode em três porquês: (1) Por que nasci? (3.11), (2) Por que não morri ao nascer? (3.12), (3) Por que não morro agora? (3.20-22). Ele deseja a morte e amaldiçoa o dia em que nasceu (3.1-4). Sai situação era calamitosa. Primeiro, ele perdeu os bens (1.13-22). Depois, perdeu a saúde (2.7-8). A mulher, que deveria apoiá-lo, o aconselhou a se matar (2.9). Read the rest of this post »

junho 15, 2010 · Isaltino · No Comments
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AS OVELHAS DE JESUS

“As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem;

eu lhes dou a vida eterna, e jamais perecerão; e ninguém as arrebatará da minha mão”- João 10.27-28.

Após dizer que os judeus não eram suas ovelhas, Jesus caracteriza quem são elas. “As minhas ovelhas”, ele começa a dizer, e faz uma das mais lindas declarações de toda a Bíblia. Não pertencem a uma denominação nem se caracterizam por uma determinada liturgia. São conhecidas por seis marcas, todas de relacionamento com ele.

A primeira: “ouvem a minha voz”. Elas ouvem a Jesus, não a estranhos. A Jesus, não a Moisés ou a Elias (Mt 17.5), símbolos do Antigo Testamento. Ouvir Moisés e Elias produz situações tristes, como a noticiada pela Internet de sete igrejas evangélicas colombianas que se tornaram sinagogas. Há muita igreja “sinagogada” por aí. Não se compõem de ovelhas de Jesus. Não o ouvem direito.

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junho 13, 2010 · Isaltino · No Comments
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CORRIGINDO EQUÍVOCOS

Isaltino Gomes Coelho Filho

Preparado para a revista “Pregação e pregadores”, da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil

Infelizmente muitas pessoas pensam que falar corretamente é ato de vaidade ou exibicionismo cultural. Para pessoas que usam o idioma como ferramenta, isto deveria ser uma preocupação. Falar corretamente não é afetação ou vaidade. Falar complicado ou valendo-se um vocabulário complicado e não usual, isto sim, é afetação. Mas o uso correto da língua mostra cuidado e respeito pelo auditório e pela sua missão. Esta coluna não tem como pretensão ironizar ou ridicularizar pessoas nem considerar alguém inferior por cometer equívocos que aqui mostramos. Pretende ajudar em sua correção, pela dignidade que a pregação deve ter. A pregação não precisa ter uma linguagem afetada, mas esta pode ser correta. Assim apontamos alguns equívocos que podem ser corrigidos.

  1. Nunca diga “No entretanto”. Tal expressão não existe. É “no entanto” ou “entretanto”.
  2. Também não ore pedindo que “A mensagem venha de encontro às nossas necessidades” nem peça que Deus “venha de encontro à igreja”. A não ser que você queira ser atropelado pela mensagem ou por Deus. “De encontro” é chocar-se. Peça que a mensagem venha “ao encontro de nossas necessidades” ou que Deus “venha ao encontro da igreja” (se bem que ele nunca a perde; ela, às vezes, perde o rumo). Mas não confunda “ao encontro de” com “de encontro a”.
  3. “Outra alternativa” é pleonasmo, pois alter já significa “outro”. Diga, apenas, “alternativa”. Há também uma diferença entre “alternativa” e “opção”. A rigor, “alternativa” se aplica a uma possibilidade de escolher apenas entre duas questões. “Opção” é quando há mais de duas possibilidades de escolha. Mas, modernamente, nos testes escolares, se pede que assinale a alternativa correta, e se incluem quatro ou cinco opções. Como diz o Professor Sacconi: “A alternativa, em rigor, só poderia ser assinalada se houvesse apenas duas possibilidades de escolha para a resposta daquilo que se pede. Forçou-se assim, mais uma catacrese, já que em alternativa existe o elemento alter, que significa outro”.
  4. Não fale “previlégio”. É “privilégio”, que se diz. “Previlégio” é um sacrilégio contra a língua.
  5. Evite o uso do termo “Ofertório” para o momento de devolução de dízimos e entrega de ofertas no culto. Todo mundo entende, mas não é o mais correto. “Ofertório” é (1) a “parte da missa durante a qual o padre oferece a Deus o pão e o vinho, antes de consagrá-los”; (2) “orações que precedem ou acompanham essa oblação”; (3) “trecho musical composto para esta parte da missa”. Chame de “entrega dos dízimos”, ou, melhor, ainda, de “devolução dos dízimos”. Cuidado, também, com “dizimar”. Está popularizado entre nós como o ato de entrega do dízimo, e todos compreendem, mas “dizimar” vem do latim decimare, “matar um em cada dez”. Dicionários ainda registram “Destruir em parte ou quase completamente” e “desbaratar, desfalcar”. De repente, um purista da língua entende ao pé da letra, e eis o problema!
  6. Não confunda “bimestral” com “bimensal”. “Bimestral” acontece de dois em dois meses, e “bimensal”, duas vezes por mês. Na realidade, “bimensal” está mais como sinônimo de “quinzenal”.
  7. Não confunda “estada” com “estadia”. Não diga que o conferencista está em “estadia” na igreja. “Estada” é o ato de estar ou permanecer, e sempre se aplica a pessoas ou animais. “Estadia” é o tempo de permanência de veículos na garagem. O carro do conferencista poderá fazer “estadia” no estacionamento da igreja, mas ele, não, coitado. Arranje-lhe um quarto.
  8. Da mesma maneira, não confunda “ao invés de” com “em vez de”. “Ao invés de” se usa com a idéia de oposição, de situação contrária ou antônima. “O dólar, ao invés de baixar, subiu”. “Em vez de” se usa para simples troca ou substituição: “O Pr. João, em vez de pregar um sermão expositivo, pregou um sermão temático”. A diferença de sermões não é uma situação contrária, mas o dólar subir e não baixar, isto é.

Até a próxima edição. Se você tem alguma dúvida ou alguma sugestão ou algum comentário sobre os tópicos, escreva para a redação.

junho 12, 2010 · Isaltino · No Comments
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