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GRANDES DOUTRINAS DA BÍBLIA – 3

IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ

GRANDES DOUTRINAS DA BÍBLIA – 3

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

 

INTRODUÇÃO

Começamos pela doutrina da Escritura Sagrada. A segunda doutrina a estudar é a doutrina de Deus. Abrimos o estudo e falamos de Deus, triunidade e trindade, e um pouco sobre Deus Pai. Hoje, falamos sobre Deus Filho. Deus Filho é como nos referimos a Deus quando ele se fez homem. Deus pode tudo. Então, pode ter assumido forma humana. Assumiu. Na pessoa histórica de Jesus de Nazaré. Assim sendo, falemos do Filho.

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ESTUDO BÍBLICO SOBRE O DIACONATO – 2a. PARTE

IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ

ESTUDO BÍBLICO SOBRE O DIACONATO – 2a. PARTE

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

 

INTRODUÇÃO

Já analisamos o conceito de diaconia. Hoje veremos o texto que tem sido apontado como o surgimento do diaconato na igreja cristã: Atos 6.1-7

 

1. UMA CONSIDERAÇÃONão são chamados de  diáconos. Classe de  auxiliares. V. 1: “distribuição diária” é “diaconia diária”, no grego. No v. 2, “sirvamos às mesas” é “diaconemos às mesas”, no grego. Irineu e Cipriano, pastores nos anos 157 e 258, declararam ser a instituição dos diáconos. Continue lendo ESTUDO BÍBLICO SOBRE O DIACONATO – 2a. PARTE

ESTUDO BÍBLICO SOBRE DIACONATO – 1

IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ

ESTUDO BÍBLICO SOBRE DIACONATO – 1

Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

INTRODUÇÃO

              “Diácono” vem de diákonos,  que significa “servo”. Originalmente, “quem serve à mesa”.  Era o escravo que, sem habilidade artística ou manual, servia às mesas. Era o servo mais indigno.  Mas antes de ver a função, vamos ver o conceito de “diaconía”. Continue lendo ESTUDO BÍBLICO SOBRE DIACONATO – 1

UMA CRISTOLOGIA NO LIVRO DE SALMOS – 3

OS SOFRIMENTOS DO MESSIAS – UMA ANÁLISE  DO SALMO 69

 Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho para a Ordem dos Pastores Batistas do Rio Grande do Norte, em abril de 2012

                Do Salmo 22 passemos ao 69. Nele, vamos nos deter apenas nos versículos 3, 7-9, 12 e 19-21.

 

Vejamos um pouco do seu contexto. Dois comentaristas bíblicos nos ajudarão a entender do que se trata. O primeiro deles é Kidner: “Este salmo revela um homem vulnerável: é alguém que não podia dar somenos importância à calúnia, à traição ou auto-acusação (v. 5); somente uma pessoa endurecida ou ensimesmada, e cujo senso de justiça tinha sido embotado, poderia fazer assim. Tanto suas orações como suas maldições brotaram desta sensibilidade pessoal e moral, e o Novo Testamento vê a prefiguração de Cristo no zelo que o cantor demonstra para com a casa de Deus, e nos seus sofrimentos. Mesmo assim, a própria justaposição entre Davi, que amaldiçoava seus perseguidores, e Jesus, que orava em prol dos Seus (sic), ressalta a grande diferença entre o tipo e o antítipo, e realmente, entre as atitudes que se aceitavam entre os santos do Antigo Testamento e os do Novo”. [1]

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UMA CRISTOLOGIA NO LIVRO DE SALMOS – 2

OS SOFRIMENTOS DO MESSIAS – UMA ANÁLISE NO SALMO 22

Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho para a Ordem dos Pastores Batistas do Rio Grande do Norte, em abril de 2012

 

O Salmo 22 é chamado de “o salmo da cruz”. Normalmente pensamos apenas nos Profetas como anunciadores da vinda e do ministério do Messias, mas também os salmos testemunham dele com abundância de dados. O próprio Senhor Jesus assim declarou, em Lucas 24.44: “São estas as palavras que vos falei, estando ainda convosco, que importava que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos”. É muito provável que Jesus empregasse a palavra Salmos referindo-se à terceira parte da Bíblia Hebraica, Os Escritos. Mas a passagem em tela ilustra bem a verdade que Jesus se viu nos Salmos. Aliás, uma observação de Agostinho, em um de seus comentários sobre os Salmos mostra isso. Ele se referiu a Jesus como “este admirável cantor dos salmos” [1].

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UMA CRISTOLOGIA NO LIVRO DE SALMOS – 1

Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho para a Ordem dos Pastores Batistas do Rio Grande do Norte, em abril de 2012

Admiramos-nos, por vezes, da cabeça dura dos discípulos. Está tão claro para nós! Sim, porque temos a revelação completa! Mas, mesmo com dois mil anos de cristianismo, como há confusão, ainda sobre Jesus e o conteúdo de sua mensagem, em nosso tempo!

 

Imaginem os discípulos, que em três anos tiveram seu mundo teológico, toda a sua cultura religiosa, social e até mesmo nacional, posta de ponta-cabeça! “Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora”, disse-lhes Jesus (Jo 16.12). Jesus não conseguiu colocar tudo o que tinha para ensinar, na cabeça dos discípulos. O Espírito Santo viria completar seu ensino, como ele mesmo declarou: “Ainda tenho muito que vos dizer; mas vós não o podeis suportar agora. Quando vier, porém, aquele, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá o que tiver ouvido, e vos anunciará as coisas vindouras”. O ensino de Jesus seria completado pelo Espírito. O Messias não conseguiu se fazer entender por completo. As Escrituras, que são produto final do Espírito Santo, fariam isto. Na realidade, as Escrituras do Novo Testamento surgiram, em boa parte, como necessidade da comunidade cristã primitiva em entender o Antigo Testamento no que ele dizia sobre o Messias.  Neste sentido, o livro de Salmos foi bastante explorado neste sentido.

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ESTUDO BÍBLICO EM FILIPENSES – TEXTO: 4.21-23 – O TÉRMINO DE UMA CARTA AMOROSA

IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ
ESTUDO BÍBLICO EM FILIPENSES – FOLHA 15
TEXTO: 4.21-23 – O TÉRMINO DE UMA CARTA AMOROSA
Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho – 11 de abril de 2012

INTRODUÇÃO

Termina a carta. Paulo se despede com poucas, mas significativas palavras. Não é um “tchau” seco, mas uma despedida em termos cheios de profundo significado espiritual. Vejamos como ele se despede, e o que sua bênção significa para nós.

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ESTUDO BÍBLICO EM FILIPENSES – TEXTO: 4.10-20 – A GRATIDÃO DE UM OBREIRO A UMA IGREJA AMOROSA

IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ
ESTUDO BÍBLICO EM FILIPENSES – FOLHA 14
TEXTO: 4.10-20 – A GRATIDÃO DE UM OBREIRO A UMA IGREJA AMOROSA
Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho – 4 de abril de 2012

INTRODUÇÃO

Numa carta alegre e grata, o apóstolo termina agradecendo à igreja, pelo apoio financeiro. Muitos dão apoio espiritual: “Vou orar por você!” (se é que oram mesmo). Outros dão apoio moral: “Força! Tô contigo!” (mas somem). A igreja orava por Paulo e investia financeiramente nele. Estando preso, ele precisava de recursos. Continuou escrevendo. Precisava de tinta, de pergaminho, de alimentação decente e de roupas. A prisão não o impediu de escrever e trabalhar. A igreja investiu nele. Era uma igreja amorosa e ele, por isso, era-lhe um obreiro grato. Vejamos o texto.

 

V. 10 – A igreja renovara o cuidado por ele, ofertando-lhe de novo. Faltara oportunidade e ela fazia agora. Não havia bancos e era necessário levar dinheiro em mão. Epafrodito levara.

 

V. 11 – Ele estava satisfeito em qualquer circunstância. No muito ou no pouco. Nós ficamos satisfeitos com o pouco? Nos momentos negativos, ficamos satisfeitos ou nos queixamos?

 

V. 12 – Três contrastes: necessidade ou abundância, fartura ou fome, muito ou escassez.  Fosse qual fosse seu estado, isso não o deprimia. As coisas não eram sua paixão. Era Cristo. Se você tivesse uma queda brusca em sua vida material, como reagiria? Se tivesse que morar em um cortiço,  ainda louvaria a Deus? Paulo perdeu todos os privilégios do judaísmo, ao se converter a Cristo. Expulso da sinagoga e cassado como fariseu, como começar a vida aos 40 anos? Fez tendas (atividade manual, ele, que era um intelectual) e dependeu de ofertas. Da boa vontade dos outros. Nunca se queixou. Sobre a atitude da igreja: “Quando um cristão ou igreja contribui com o sustento missionário, está participando ativamente  das lutas e aflições de irmãos que entregaram suas vidas para levar as boas novas do Evangelho àqueles que, como nós, não tinham qualquer esperança (Hb 10.33)” (Bíblia King James).

 

V. 13 – Pensamos em termos de força. O sentido é de fraqueza. “Posso sofrer tudo porque ele me fortalece”. “Posso tudo” é um verbo que traz a idéia de “ser forte”. “Deus me fortalece na fraqueza material”, é o que ele diz. Quando Deus é nosso valor maior somos fortalecidos.

 

VV. 14-16, 18-19 – A igreja participara de sua aflição. Só ela. Em Tessalônica, duas vezes. Isso fora há dez anos (At 16.40). Agora, recebeu tanto que tinha de sobra. Foi um ato de culto: “sacrifício aceitável…”. Dar é um ato de culto. Nós nos assemelhamos a Deus Pai e a Deus Filho quando damos (Jo 3.16 e Mc 10.45). O amor é dadivoso. O egoísmo, que é amor desfocado, porque é amor a si, pede.

 

V. 17 – Não está atrás de coisas. Mas isso amplia o crédito da igreja. Com quem? Com Deus: v. 19. São os tesouros no céu de que Jesus falou (Mt 6.20). Há gente com muita coisa aqui e que será miserável no céu, sem galardão.

 

V. 20 – E graças a Deus que faz todas essas coisas na vida dos seus servos e pelos seus servos. Enriqueceu a Paulo e enriqueceu a igreja. Porque investir no reino enriquece a pessoa.

 

CONCLUSÃO

Paulo tinha motivos para ser grato. Mas a igreja também. Pela vida dele, pela oportunidade de abençoar outras pessoas (ele e os que ele alcançava com o evangelho). A bênção não está em ter muitos bagulhos, mas em ser útil nas mãos de Deus. Com a vida e com os bens.

ESTUDO BÍBLICO EM FILIPENSES – TEXTO: 3.1-21 – FIRMEZA E BRANDURA

IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ
ESTUDO BÍBLICO EM FILIPENSES – FOLHA 12
TEXTO: 3.1-21 – FIRMEZA E BRANDURA
Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho – 21 de março de 2012.

 

INTRODUÇÃO

Penúltima parte da epístola. Carta sem conflitos internos na igreja, a não ser o desentendimento entre Evódia e Síntique (4.2) e sem grandes problemas doutrinários, mas há aqui uma advertência.  Começa exortando à alegria. Não lhe é penoso repetir isto (v. 1).  Está repetindo algo que já pregou ou disse.  Quatro blocos de idéias. Vejamos.

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ESTUDO BÍBLICO EM FILIPENSES – TEXTO: 2.19-30 – CRENTES QUE DEVEM SER HONRADOS

IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ

ESTUDO BÍBLICO EM FILIPENSES – FOLHA 11

TEXTO: 2.19-30 – CRENTES QUE DEVEM SER HONRADOS

Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho – 14 de março de 2012

 

INTRODUÇÃO

É a 6ª seção da carta: “Planos para o futuro”. Paulo está preso, mas planeja seu futuro. A adversidade não é ponto final para um cristão. É parêntese. Dois personagens aqui: Timóteo (19-24) e Epafrodito (25-30). V. 29: “Honrai os homens como ele”. Um quadro das relações interpessoais na igreja primitiva, o envolvimento dos crentes na obra e o nível de colaboração entre eles. Deviam ser honrados pelo que faziam e pelo que eram. Vamos vê-los. Timóteo era pastor. Epafrodito, um “leigo”, enviado pela igreja. Nem só de pastor vive a igreja. Graças a Deus.

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TEXTO: 2.12-18 – O EXERCÍCIO DA HUMILDADE LEVA A IGREJA AO BOM TESTEMUNHO

IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ

ESTUDO BÍBLICO EM FILIPENSES – FOLHA 10

TEXTO: 2.12-18 – O EXERCÍCIO DA HUMILDADE LEVA A IGREJA AO BOM TESTEMUNHO

Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho – 7 de março de 2012

 

INTRODUÇÃO

Encerramos agora a quinta parte da carta, que se iniciou em 1.27. O assunto é como a igreja pode ser pura, irrepreensível e inculpável (v. 15). É pelo exercício da humildade, questão que continua a ser abordada. Já vimos seu significado e o impacto desta virtude cristã, num mundo que a desprezava, como sendo prática dos escravos. Paulo a apresenta como regra de vida para os cristãos e mostra Cristo como o modelo máximo de humildade (assunto passado). Já a vimos como sendo diferente de autodepreciação. Bernard de Clairvaux a definiu como “uma correta compreensão de si mesmo”. Nem de mais nem de menos. Visão certa. O texto de Romanos 12.3 define-a bem. Isto é humildade.

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ESTUDO BÍBLICO EM FILIPENSES – TEXTO: 2.5-11 – O EXEMPLO MÁXIMO DE HUMILDADE

IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ

ESTUDO BÍBLICO EM FILIPENSES – FOLHA 9

TEXTO: 2.5-11 – O EXEMPLO MÁXIMO DE HUMILDADE

Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho – 29 de fevereiro de 2012

 

INTRODUÇÃO

Esta é terceira divisão da quinta parte da carta: “Exortação e exemplo”.  Vimos a primeira, “A vida digna do evangelho” (1.27-30), e a segunda, “Exortação à humildade” (2.1-4). Eis a terceira, “O exemplo máximo da humildade” (2.5-11). Na próxima semana, a quarta: “O exercício da humildade” (2.12-18). Sobre humildade, disse no estudo anterior: “Esta é uma virtude pouco buscada. Mas num cenário tão narcisista como o evangélico atual é de muita necessidade”.  Vejamos, então, o exemplo dado.

 

COMENTÁRIO TEXTUAL

V. 5 – Ter o sentimento de Jesus. Ele já deixara claro qual era seu sentimento: Marcos 10.42-45. Paulo o apresenta a partir do versículo 6.

 

V. 6 – Paulo cita um antigo hino em aramaico, usando-o para sua teologia. Os cânticos são para ensinar. Alguns cânticos de hoje são banalidade pura, apenas para as pessoas se sacudirem e se sentirem bem. Mas nada acrescentam. O culto não é para nos sentirmos bem. É para honrarmos a Deus (Ele merece) e aprendermos Dele (nós precisamos). E já traz uma grande declaração: Jesus Cristo é Deus (João 1.1-2 e 18, Colossenses 1.15, 19 e 2.9). Adão quis ser como Deus (Gênesis 3.5); Deus Filho quis ser homem (Hebreus 10.7).

 

V. 7 – Uma segunda grande declaração: Jesus é Deus, mas não se aferrou a isto e se fez “semelhante aos homens” (Almeida Séc. 21). Ele é 100% Deus e 100% homem, sem ser 200%. A igreja não cultua uma super-homem, quando adora a Jesus, mas adora a Deus.

 

V. 8 – “Humilhou-se”. Desceu de sua santidade à natureza humana corrompida, embora não se corrompesse. Ele poderia pecar (por isso Satanás o tentou), mas nunca o fez (1Pedro 2.22). O Deus Santo morreu e como criminoso (2Coríntios 8.9, Gálatas 3.13, Hebreus 5.7-8 e 12.2). Passou por sofrimentos físicos, emocionais e espirituais (Mt 27.46). Ele foi o oposto de Satanás, que se ensoberbeceu (Ezequiel 28.14-15).

 

VV. 9-11 – “Por isso”. A resposta do Pai: exaltou-o.  “O Nome” (tó ónoma, em grego), melhor que “um nome”. O nome era o ser da pessoa. Deus Pai honrou Deus Filho no mais alto nível. Todo joelho se dobrará diante de Jesus. “Nos céus” (potestades espirituais), “na terra” (humanidade), “debaixo da terra” (o mundo dos mortos). “Pela vontade soberana de Deus todas as pessoas do mundo, um dia, dobrarão seus joelhos diante de Cristo, e o reconhecerão como Senhor, quer voluntariamente (como crentes salvos), quer não (Rm 14.9)” (Bíblia King James, em rodapé).

 

CONCLUSÃO – Três lições: (1) Vemos aqui extensão do amor de Deus Pai e Deus Filho por nós; (2) O modelo para o cristão é Jesus Cristo, em sua humildade e serviço. Hoje: “Sou filho do Rei e mereço o melhor!”. Você é irmão mais novo do Crucificado (Hebreus 2.12, 17) e tem que ser crucificado (Lucas 9.23); (3) A vitória final será de Jesus Cristo: “O reino do mundo passou a ser de nosso Senhor e de seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos” (Apocalipse 11.15).

ESTUDO BÍBLICO EM FILIPENSES 1.27-30

IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ

ESTUDO BÍBLICO EM FILIPENSES – FOLHA 7

TEXTO: 1.27-30 – UMA VIDA DIGNA DO EVANGELHO

Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

 

INTRODUÇÃO

Entramos na quinta parte da carta: “Exortação e exemplo”.  São recomendações que uma igreja que deseja ser perfeita deve observar. Há quatro divisões nesta quinta seção:

 

1ª. ) A vida digna do evangelho – 1.27-30

2ª. ) Exortação à humildade – 2.1-4

3ª. ) O exemplo máximo de humildade – 2.5-11

4ª. ) O exercício da humildade – 2.12-18

 

Vamos  ver, no estudo de hoje, o que é uma vida digna do evangelho. Para muitas pessoas, é uma vida  de muita atividade cristã, com reuniões e cultos se sucedendo. Para outros, um determinado tipo de comportamento. Infelizmente, a identificação da vida no evangelho com um estereótipo nem sempre sadio se  estabeleceu na mente de  muita gente. Paulo define bem, aqui. Vejamos o que é a vida digna do evangelho.

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ESTUDO BÍBLICO EM FILIPENSES – TEXTO: 1.19-26

IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ

ESTUDO BÍBLICO EM FILIPENSES – FOLHA 6

TEXTO: 1.19-26 – A BÊNÇÃO DE VIVER COM CRISTO

Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

 

INTRODUÇÃO

O título só pode ser este “A bênção de viver com Cristo”. Da prisão, um dos lugares mais tristes do mundo (especialmente naquela época), Paulo escreve jubiloso. Ele está fisicamente preso, mas espiritualmente liberto. A prisão é só nesta vida e por certo tempo. Sua liberdade espiritual é para todo sempre. Ele não leu os livros contemporâneos, mas sua vida tem propósitos. Melhor dizendo, apenas um propósito: Cristo. Que está com ele na prisão e com quem ele estará após esta vida. Quando Cristo é o propósito da vida esta tem sentido.

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ESTUDO BÍBLICO EM FILIPENSES – TEXTO: 1.9-11 (1ª. parte)

IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ

Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho – 11 de janeiro de 2012
 

INTRODUÇÃO

A terceira e mais curta seção da carta.  Paulo ora  pela igreja. É bom verificarmos seu pedido, pois expressa o desejo apostólico para a comunidade cristã. Por certo que nos ajudará, também. Eis a estrutura da sua oração, reproduzindo as expressões que ele emprega (conforme a Versão Revisada, IBB):

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ESTUDO BÍBLICO EM FILIPENSES – TEXTO: 1.3-8

IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ

Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho
INTRODUÇÃO

Para nos situarmos bem em nosso estudo, voltemos ao esboço da carta aos filipenses:

1) Destinatários e saudação – 1.1-2

2) Ação de graças e confiança de Paulo – 1.3-8

3) A oração apostólica – 1.9-11

4) Desejo e alegria de Paulo – 1.12-26

5) Exortação e exemplo – 1.17 a 2.18

6) Planos para futuro – 2.19-30

7) A grande digressão – 3.1-21

8 ) Encorajamento, apreciações e cumprimentos – 4.1-20

9) Despedidas- 4.21-23

Após a saudação, Paulo mostra sua alegria, em forma de ação de graças. É bem diferente da carta aos gálatas, que começou com repreensão (Gl 1.6). Era uma igreja ativa, missionária, de bom testemunho e liberal no sustento. Em Corinto havia mau testemunho e a mesquinharia. A igreja de Filipos a igreja é totalmente positiva. Há igrejas como as da Galácia, cheias de problemas doutrinários. Há igrejas como a de Corinto, cheia de problemas doutrinários, brigas e mau testemunho. Mas há como a de Filipos, boa, amorosa e que dá alegria a quem convive com ela. Que igreja estamos construindo? Continue lendo ESTUDO BÍBLICO EM FILIPENSES – TEXTO: 1.3-8

FILIPENSES 1.01-2

IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ

ESTUDO BÍBLICO EM FILIPENSES

INTRODUÇÃO À CARTA  E COMENTÁRIO EM 1.1-2

Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

 

INTRODUÇÃO

A história da fundação da igreja em Filipos está em Atos 16. Paulo teve uma visão para ir para a Macedônia (v. 9). Deus o chamava para ir pregar naquela região e assim ele chegou a Filipos (v. 12). Esta foi a primeira igreja fundada na Europa. A primeira convertida foi Lídia (v. 14). Foi nesta cidade que se converteu o carcereiro, numa das mais belas histórias da Bíblia (At 16.25-34). Paulo escreveu a carta da prisão em Roma (Fp 1.12-13), quando  já havia cristãos no palácio do imperador (Fp 4.22). Não lamenta, mas escreve uma carta cheia de alegria. Este é o tema do livro, que se intitula  A carta da alegria. Ele está feliz porque a igreja o apoiou na prisão e lhe enviou ofertas para se manter (Fp 4.15-18). Era uma igreja admirável, que amava Paulo, e ele a amava. Vamos estudar a carta da alegria, escrita por um preso.

 

UM ESBOÇO DA CARTA

1) Destinatários e saudação – 1.1-2

2) Ação de graças e confiança de Paulo – 1.3-8

3) A oração apostólica – 1.9-11

4)  Desejo e  alegria de Paulo – 1.12-26

5) Exortação e exemplo – 1.17 a 2.18

6) Planos para  futuro – 2.19-30

7) A grande digressão – 3.1-21

8) Encorajamento, apreciações e cumprimentos – 4.1-23

 

COMENTÁRIO TEXTUAL – 1.1-2

Paulo estava com Timóteo, companheiro inseparável. Ambos se intitulam de “servos”, não de senhores. Não têm autoridade sobre a igreja. Muitos pastores e membros de igreja agem como se fossem donos da obra. A postura correta que cada um de nós deve ter é a de servo. Este foi o padrão de Jesus (Mc 10.45). E foi sua recomendação aos seus seguidores (Lc 22.24-27).

A carta é endereçada aos “santos em Cristo, que estão em Filipos, com os bispos e diáconos” (v. 1). Santos são os crentes. A palavra significa separado,  não para isolamento, e sim para um propósito. São pessoas que passaram a ter uma visão diferente da vida e têm um propósito construtivo no mundo. Bispos é outra maneira de chamar os pastores. Bispo, pastor e presbítero (ou ancião) são termos para a mesma pessoa, no exercício de funções diferentes. Veja Atos 20.17 (anciãos ou presbíteros) e Atos 20.28 (em que eles são bispos e pastoreiam ou apascentam o rebanho). Diáconos eram as pessoas incumbidas de exercer função que aliviasse a carga dos pastores. Seu surgimento está em Atos 6.1-6. Literalmente, a palavra indica alguém que serve à mesa. Era uma posição baixa, na sociedade. Diácono dono de igreja é outra incoerência.

O apóstolo os saúda com graça  e paz. “Graça” é o grego cháris e corresponde ao hebraico hen, “favor”.  Deus usa de bondade para com sua igreja. Paulo deseja que a igreja cresça no conhecimento da bondade de Deus. É bom saber que a bondade de Deus é crescente. “Paz” é o grego  eirene, de onde vem Irene. Corresponde ao hebraico shalom. A idéia é de algo completo, de uma pessoa realizada, ajustada, e não apenas tranqüila. Ele deseja que a igreja prove o cuidado misericordioso de Deus e seja uma comunidade de pessoas completas, realizadas. Esta a proposta do evangelho. Que provemos a graça de Deus e desfrutemos da paz que Cristo oferece. Quando descansamos em Cristo temos paz. Ele deixou isso bem claro em Mateus 11.28-29. É o descanso de sabermos que nossa vida está em boas mãos, nas melhores mãos que há, as de Deus.

Por hoje é só. Na próxima semana teremos mais.

ANJOS – UM BREVE ESTUDO BÍBLICO

 

Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho, para a Igreja Batista Central de Macapá, AP

 

INTRODUÇÃO

O que é um “anjo”? Nos gibis de Maurício de Souza, é um ente com cabelos loiros encaracolados, olhos azuis, um par de asas nas costas e uma auréola sobre a cabeça.  Quando criança, criado na Igreja Católica, eu colecionava estampas de santos em meu catecismo. Havia um cartão especial que me impressionava: uma criança ia atravessar uma ponte e um anjo a protegia. Como sempre, o anjo era loiro e tinha um grande par de asas.

No misticismo de hoje, os anjos são mostrados como entes que podem ser manipulados. Há um anjo para cada dia, dá-se seu nome, e como se relacionar bem com ele. No neopentecostalismo não é diferente. “Gloria Copeland e Charles Capps sugerem que pode haver entre 40.000 e 72.000 anjos designados para cada crente, apenas esperando para servir-nos”[1]. Em certo lugar, um missionário recebera uma legião de anjos da parte de Deus, e os  alugava aos crentes, que pagavam mensalidades de um carnê pelo “aluguel”.

O que é um anjo? Alguém alado, alguém a serviço dos cristãos, alguém que vem nos visitar e dar revelações? O que a Bíblia diz? Continue lendo ANJOS – UM BREVE ESTUDO BÍBLICO

O QUE NOS ACONTECE QUANDO MORREMOS?

 

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho, estudo preparado para a Igreja Batista Central de Macapá

 

INTRODUÇÃO

O que nos acontece quando morremos?  O materialista dirá que não acontece nada. Tudo se acabou. Para alguns, voltamos em uma segunda oportunidade, uma terceira, quantas forem necessárias.  Este mundo é uma espécie de penitenciária, um IAPEN espiritual, onde pagamos os erros de vidas passadas, embora não nos lembremos deles. Para outros mais, ficamos em uma espera, dormindo, até que um dia acordaremos, no juízo final. E outros, ainda, pensam que ficamos num lugar de onde orações e cerimônias religiosas do lado de cá, feitas por outras pessoas, nos tirarão. Mais recentemente, começou a se veicular a idéia de que continuamos vagando por aí, até cumprimos nossa missão. Isto foi mostrado em dois filmes, Ghost  e Sexto sentido. Neste, um psicanalista é morto, mas não sabe que morreu. Contracena com ele um garoto que lhe diz: “I see dead people all the time” (“Eu vejo gente morta, sempre”). Só depois que ajuda o menino a se firmar, desempenhando um papel numa peça de Shakespeare, é que o psicanalista entende que morreu, e pode ir embora, de vez. Esta é uma tendência de romantizar a morte e enaltecer a vida humana mostrando seu sentido como sendo o cumprimento de uma missão. Quem cumpre sua missão aqui na terra pode morrer em paz. É uma  afirmação do existencialismo, que afirma que o sentido da vida é aquele que lhe damos. No entanto, Eclesiastes 12.13 define bem o sentido da vida: “De tudo o que foi dito, a conclusão é esta: Tema a Deus e obedeça aos seus mandamentos porque foi para isso que fomos criados.”. Há um sentido na vida: viver com Deus. Não nascemos para vencer nem para sermos felizes. Nascemos para viver com Deus. Quando vivemos com ele, vencemos e somos felizes. Vitória e felicidade são subprodutos da vida partilhada com Deus. As circunstâncias se tornam pouco relevantes. O problema é que a humanidade quer viver sem Deus. E também quer explicar a morte sem ele.

Há quem diga que a morte não existe e tudo é ilusão. Tudo é maya. Mas todas as pessoas, em todas as épocas, foram iludidas?  A morte é real. Há um grande esforço da cultura secular em banir o sofrimento e a morte de nossas preocupações, negando-a ou romantizando-a. No fundo, é o medo da morte que nos faz revesti-la de aspecto romântico. Mas a morte é feia e triste.

Querer saber o que nos acontece após a morte é algo natural para quem crê na sobrevivência da alma. O materialista nada tem a especular aqui. Sua vida é pobre e se limita à sobrevivência física. Morrendo ele, tudo se acabou. Mas os que pensam em vida após a vida têm esta curiosidade. O que nos sucede, quando morremos? Continue lendo O QUE NOS ACONTECE QUANDO MORREMOS?

ESTUDO BÍBLICO NO LIVRO DE ECLESIASTES

 

Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho para grupos de estudo bíblico

 

INTRODUÇÃO

Um livro curioso e dos mais atraentes.  Para alguns, um livro desalentador, mas não é bem assim. É um dos mais ricos e profundos da Bíblia e que exige certo cuidado em seu estudo. O autor mostra caminhos errados para se realizar na vida, e depois mostra o caminho certo. Ao mostrar os caminhos errados, ele não os defende. Isto faz parte de sua estrutura de trabalho. É um livro diferente, num estilo diferente. Ele mostra uma pessoa, que no relato é ele meso, procurando o significado da existência. Frustrou-se com todas as possibilidades. Por fim, descobre como fazer. É assim que o livro caminha.

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UMA BREVE INTRODUÇÃO À BÍBLIA – UMA ABORDAGEM HISTÓRICA-DEVOCIONAL

IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ

UMA BREVE INTRODUÇÃO À BÍBLIA – UMA ABORDAGEM HISTÓRICA-DEVOCIONAL

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

 

 

INTRODUÇÃO

A Bíblia contém 66 livros (39 no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento), escritos por cerca de 40 autores (31 do AT e 9 do NT).  Ela foi escrita durante um período de mais ou menos 1.500 anos (1.400 a.C. a 100 d.C.), mas tem um único tema – a redenção do homem.  O AT compõe três quartos do conteúdo da Bíblia; o NT, um quarto.  Em termos da mensagem do evangelho:

  1. 1.    O AT relata: ……………………………..a preparação para o Evangelho
  2. 2.    Os quatro evangelhos relatam: …….a manifestação do Evangelho
  3. 3.    Atos relata: ……………………………….a expansão do Evangelho
  4. 4.    As epístolas relatam: …………………..a explicação do Evangelho
  5. 5.    O Apocalipse relata: ……………………a consumação do Evangelho.

IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ

UMA BREVE INTRODUÇÃO À BÍBLIA – UMA ABORDAGEM HISTÓRICA-DEVOCIONAL

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

 

 

INTRODUÇÃO

A Bíblia contém 66 livros (39 no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento), escritos por cerca de 40 autores (31 do AT e 9 do NT).  Ela foi escrita durante um período de mais ou menos 1.500 anos (1.400 a.C. a 100 d.C.), mas tem um único tema – a redenção do homem.  O AT compõe três quartos do conteúdo da Bíblia; o NT, um quarto.  Em termos da mensagem do evangelho:

  1. 1.    O AT relata: ……………………………..a preparação para o Evangelho
  2. 2.    Os quatro evangelhos relatam: …….a manifestação do Evangelho
  3. 3.    Atos relata: ……………………………….a expansão do Evangelho
  4. 4.    As epístolas relatam: …………………..a explicação do Evangelho
  5. 5.    O Apocalipse relata: ……………………a consumação do Evangelho. Continue lendo UMA BREVE INTRODUÇÃO À BÍBLIA – UMA ABORDAGEM HISTÓRICA-DEVOCIONAL

ESTUDO BÍBLICO NO SALMO 23

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

 

INTRODUÇÃO

O mais conhecido dos salmos. Chamado de “salmo do bom pastor”. Há várias maneiras de analisá-lo. Uma delas é a maneira linear, como fazemos hoje. Façamos, então, a análise linear do Salmo, vendo os versículos em seqüência.

 

 

V. 1 – O Senhor é o meu pastor; nada me faltará – Tese do salmo na primeira declaração. A conseqüência vem na segunda parte. Porque Iahweh é o pastor, nada falta. “Pastor” se aplicava ao homem que cuidava de ovelha (vv. 1-4) e ao líder humano (vv.5-6).

 

V. 2 – Deitar-me faz em pastos verdejantes; guia-me mansamente a águas tranqüilas – Na primeira declaração, vemos o cuidado na alimentação. Era difícil achar pastos verdes no  deserto. Mas o Senhor provê isto. Na segunda, ele conduz a ovelha às águas. Ovelhas só bebem em águas paradas, calmas, nunca agitadas. O versículo fala da provisão de quem confia no Senhor. Ele toma os cuidados necessários, mesmo que sejam especiais.

 

V. 3 – Refrigera a minha alma; guia-me nas veredas da justiça por amor do seu nome – No calor do deserto se precisa de frescor, de refrigério. O Senhor refrigera a alma. Alma é o hebraico nephesh¸ e significa a integralidade da pessoa, o âmago. De novo, a segunda frase se liga à primeira. Como isto acontece? Ele refrigera a alma quando nos guia nos caminhos certos, por amor a ele mesmo. Não é por mérito nosso, mas porque ele tem prazer nisto. A mensagem bíblica é de um Deus que ama e que cuida (1Jo 4.8).

 

V. 4 – Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam  – Quando a situação ficar difícil, beirando a morte, aquele que confia não teme. Tem experiência do cuidado divino, sabe de sua companhia constante. Seu consolo vem da vara (disciplina) e do cuidado (cajado). Deus cuida e ensina. Cuidado e disciplina caminham juntos.

 

V.  5 – Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos; unges com óleo a minha cabeça, o meu cálice transborda – Agora a linguagem é de trato humano. Comer com alguém era ter amizade com este alguém. “Ungir” não é unção sacerdotal, mas, literalmente “passar gordura”. Era para que a pessoa não sofresse insolação no deserto. Ele faz isso com a ovelha. Cálice cheio era sinal de favoritismo. Veja Gênesis 43.34. O Senhor é amigo, cuida de nosso bem-estar e mostra que tem cuidado especial por nós. Veja Êxodo 11.7.

 

V. 6 – Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida, e habitarei na casa do Senhor por longos dias – O fiel tem a certeza de que é acompanhado pela bondade (tôv, o que é bom) e pela misericórdia (hesed, o amor eterno). O fiel é acompanhado, todos os dias, pelas boas coisas de Deus e por seu amor que nunca se acaba. E, quando ele morrer, vai morar na casa do Senhor para sempre.

 

CONCLUSÃO

Um salmo que fala do cuidado de Deus. Quem confia nele, de todo coração, pode descansar. Ele cuida. Sobre quem é este pastor, lembremos destas palavras de Jesus: João 10.11 e 10.14. Aquele que confia em Jesus pode ter a certeza de confiou a vida a quem tem autoridade e interesse.

 

 

DEUS E AS RIQUEZAS

 

“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas” (Mt 6.24).

 

Isaltino Gomes Coelho Filho

 

Publicado originalmente pela revista “Você”. Publicado no site por deferência da revista.

 

Como tudo que Jesus disse, aqui há uma profundidade extraordinária. Ele revelava muita sabedoria em suas palavras e nesta declaração nos deixa um conselho que, se observado, muito ajudará nossa vida espiritual, como também a emocional e até mesmo a vida material. Ele trata da nossa relação com os bens materiais. Eles devem ser nossos servos e devem ser usados por nós. Não podem ser nossos senhores nem nos dominar.

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A CARTA AOS EFÉSIOS

Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

 

INTRODUÇÃO

Esta carta é chamada de “a rainha das epístolas”. É considerada como sendo o melhor tratado sobre a Igreja. Nos dois manuscritos gregos mais antigos, chamados de Álefe e de Beith não constam o nome de Éfeso. Marcião considerava-a como a “epístola a Laodicéia”. Neste caso seria ela o documento mencionado em Colossenses 4.16. Parece que a carta foi uma circular, que Paulo encaminhou às igrejas. Uma  cópia que nos ficou guardou o nome de Éfeso. Mas os dois manuscritos citados o têm em branco. Em favor desta teoria, vem o fato de que Paulo fundara a igreja de Éfeso (At 19.1) e a pastoreou por três anos (At 20.31). Na epístola, aparentemente, ele desconhece a igreja:  1.15. Obviamente, se carta não foi endereçada especificamente a Éfeso,  isto não diminui a sua autenticidade nem o seu valor. Aumenta-o, pelo contrário. Mostra que foi algo que Paulo queria que todas as igrejas lessem. Tem grande valor, portanto.

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ORAÇÕES DA BÍBLIA – “A maior de todas as orações” – João 17 -1ª. parte (vv. 1-8)

IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ

CULTO DE ESTUDO BÍBLICO E ORAÇÃO – 9.2.11

ORAÇÕES DA BÍBLIA – “A maior de todas as orações” – João 17 -1ª. parte (vv. 1-8)

Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

 

INTRODUÇÃO

Jesus tinha vida intensa de oração. Orava muito. Esta não foi a maior de suas orações, mas, das registradas, é a mais profunda. É chamada de “A oração sacerdotal de Jesus”. É um momento dramático. Ele sabe que chegou a hora (v. 1). É sua primeira declaração.  Estava consciente do que aconteceria. É a partir daqui que entendemos a oração. Chegou a hora da cruz. O que aprendemos desta oração de Jesus?

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ORAÇÕES DA BÍBLIA – “A oração do Espírito Santo” – Romanos 8.26-27

IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ

CULTO DE ORAÇÃO E ESTUDO BÍBLICO – 2.2.11

ORAÇÕES DA BÍBLIA – “A oração do Espírito Santo” – Romanos 8.26-27

Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

 

INTRODUÇÃO

Quando pensamos nas orações da Bíblia, vêm-nos à mente as orações de pessoas piedosas ou aflitas. Mas eis uma surpresa: Deus ora! O Espírito Santo é Deus e ele é intercessor. Ele ora por nós. Assim veremos uma oração divina, uma oração do E. Santo. O texto diz que ele ora por nós. Ele não é uma coisa, dando choques nas pessoas ou fazendo-as gritar no culto. É uma pessoa que sente por nós. Vejamos isto.

 

1. A ORAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO POR NÓS É FEITA EM NOSSO MOMENTO DE FRAQUEZA, QUANDO NÃO SABEMOS NEM ORAR

Na hora da fraqueza não sabemos orar convenientemente. Por vezes nem temos vontade de orar. Jesus orou por Pedro (Lc 22.32), pelos discípulos (Jo 17.9), pela igreja do futuro (Jo 17. 20). A Divindade é acessível e sensível. Ama-nos e suas pessoas intercedem por nós. O Espírito está no nosso íntimo, conhece nossos sentimentos e os apresenta a Deus melhor que nós. Ele expressa o que não sabemos expressar.  Quando você não consegue orar, o Espírito é seu intercessor.

 

2. A ORAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO POR NÓS É FEITA COM GEMIDOS QUE NÃO PODEM SER EXPRESSOS POR PALAVRAS

Com dor. Muitas orações humanas são conversa fiada e outras, mero discurso. A do Espírito por nós é passional. Ele não precisa de palavras para se expressar. Às vezes nos colocamos diante de Deus com tanta dor que nem conseguimos falar. O Espírito conhece nossa dor e a externa ao Pai. Ele sofre por nós. Ele geme, expressando nossa dor ao Pai. Oração é mais que palavras. É alma derramada. Ele derrama a nossa. Ele desvela à Trindade o que está no nosso âmago.

 

3. A ORAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO POR NÓS É FEITA DE ACORDO COM A VONTADE DE DEUS

Muitas orações são egoístas. A unha encravada da pessoa dói mais que a fome dos sem teto e sem pão. Ele compatibiliza nossa vontade e a do Pai. Por vezes vamos orar por algo e na oração vemos que não é assim. Ele nos corrigiu. Sintonizou-nos com o Pai. Não sabemos o que pedir porque não sabemos o que é melhor para nós. Ele sabe. Orar no Espírito não é gritar. É harmonizar-se com a vontade do Pai. Jesus ensinou isto: “Seja feita a tua vontade”. O Espírito nos alinha com Deus. Faz com que nosso coração bata junto com o do Pai.

 

CONCLUSÃO

Orar não é dar ordens a Deus ou entregar-lhe uma lista de compras. Devemos buscar sintonia com sua vontade. Devemos mostrar nossa submissão ao Espírito porque ele nos harmoniza com Deus Pai, que esquadrinha nosso coração: Romanos 8.28. Deus Espírito Santo esquadrinha tudo: 1Coríntios 2.10. Orar é auto-examinar-se. É colocar-se diante de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo com lisura de alma. A Trindade nos conhece, nos sonda. Isto é motivo de segurança. Se andarmos corretamente diante de Deus, podemos ter segurança no que pedirmos, pois ele nos conhece.

 

ORAÇÕES DA BÍBLIA – “Uma oração do mundo dos mortos” (Jonas 2) – Parte 2

Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ

CULTO DE ESTUDO BÍBLICO E ORAÇÃO – 12.1.11


 

INTRODUÇÃO

Comecemos como no estudo passado: Jonas já se via no mundo dos mortos (2.2-3 e 6). É de lá que ele ora. Estamos tão acostumados com a história que nem sempre pensamos nisto: ele se dava como morto. Orou e Deus o trouxe à vida. Analisemos sua oração porque muitas vezes vivenciamos situações de quem está perto do mundo dos mortos. Farei sete declarações breves sobre a oração vinda do mundo dos mortos, em dois estudos. Hoje três. Na quarta-feira próxima, mais quatro. As três da semana passada foram: (1) Deus pode ouvir e ajudar não importa onde estejamos; (2) Muitas vezes é Deus quem nos lança nesta situação; (3) Fugir de Deus é uma coisa, ser lançado for por ele é outra. Visto o estudo passado, vamos ao de hoje.

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AS GRANDES ORAÇÕES DA BÍBLIA – “Uma oração do mundo dos mortos” (Jonas 2) – parte 1

CULTO DE ESTUDO BÍBLICO E ORAÇÃO – 5.1.11

IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ

Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

 

INTRODUÇÃO

Jonas já se via no mundo dos mortos (2.2-3 e 6). É de lá que ele ora. Estamos tão acostumados com a história que nem sempre pensamos nisto: ele se dava como morto. Orou e Deus o trouxe à vida. Analisemos sua oração porque muitas vezes vivenciamos situações de quem está perto do mundo dos mortos. Farei sete declarações breves sobre a oração vinda do mundo dos mortos, em dois estudos. Hoje farei três. Na quarta-feira próxima, mais quatro. Vamos às de hoje.

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A FORMAÇÃO DO NOVO TESTAMENTO

Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho, para a Primeira Igreja Batista de Nova Odessa, SP

Comecemos com o texto de 2Pedro 1.20-21: “sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo”. Podemos observar que Pedro considerava “a profecia” (Antigo Testamento) como “Escritura” (grafês, palavra usada para “escrito”, mas aqui com o sentido de um escrito com autoridade).

Isto nos mostra que a Bíblia dos primeiros cristãos foi o Antigo Testamento. Vemos mais disto em Lucas 24.27, na atitude de Jesus: “E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicou-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras”. E também em Lucas 24.44: “Depois lhe disse: São estas as palavras que vos falei, estando ainda convosco, que importava que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos”. Os judeus dividiam o Antigo Testamento em Lei, Profetas e Escritos. Jesus alude às três divisões, apenas citando “Salmos” em vez de “Escritos”. Talvez por ser o maior livro dos Escritos.

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“TODA A ESCRITURA É INSPIRADA POR DEUS” – UM ESTUDO EM 2 TIMÓTEO 3.14-17

Pr Luciano R. Peterlevitz

14 Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste 15 e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. 16 Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, 17 a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.

1. INTRODUÇÃO

Os versos 10-17 de 2Timóteo 3 formam um único parágrafo, subdividido em duas partes: v.10-13 e v.14-17. Cada uma dessas partes inicia-se com a partícula adversativa  συ δε su de, “tu porém”. Há assim um nítido contraste entre aquilo que Paulo descreveu sobre os falsos mestres (v.1-9), e sua orientação a Timóteo (v.10-17). Os falsos mestres naufragaram na fé (1Tm 1.19). Mas o jovem Timóteo deve continuar na fé.

Observa-se ainda que cada uma das partes do parágrafo em questão tem uma temática: na primeira (v.10-13), Paulo exorta Timóteo a seguir seu exemplo, enquanto que na segunda parte (v.14-17) o apóstolo convoca o jovem presbítero a continuar firme nas Escrituras. Há uma lição aqui: antes de Timóteo olhar para a Palavra de Deus, ele deve o olhar ao exemplo do homem de Deus. Como se diz, nós, cristãos, somos uma Bíblia viva. Antes de pedirmos para as pessoas olharem aos valores das Escrituras, nós mesmos devemos transpirar esses valores mediante o nosso exemplo de vida.

Nosso estudo se concentra nos versos 14-17. Vejamos então o que a Palavra de Deus nos ensina nesses versículos.

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