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	<title>Isaltino Gomes Coelho Filho &#187; Meditações em Jeremias</title>
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		<title>Adoradores, sim, mas incrédulos!</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 19:12:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Assim diz o SENHOR: Apresenta-te no pátio da casa do SENHOR e diz aos habitantes das cidades que vêm adorar na casa do SENHOR, todas as palavras que te mando que lhes fales; não omitas uma só palavra. Pode ser que ouçam e se convertam do seu mau caminho, para que desista do mal que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center">“Assim diz o SENHOR: Apresenta-te no pátio da casa do SENHOR e diz aos habitantes das cidades que vêm adorar na casa do SENHOR, todas as palavras que te mando que lhes fales; não omitas uma só palavra. Pode ser que ouçam e se convertam do seu mau caminho, para que desista do mal que planejo fazer-lhes por causa da maldade de suas ações” – Jeremias 26.2-3 (Almeida Século 21).</p>
<p>Palavra dura, mas bem clara: eram adoradores, mas incrédulos. Quem vê a dimensão que o termo “adorador” tomou no cenário evangélico, pensa que io que de mais importante podemos fazer é cantar corinhos ingênuos, com cara de quem sofre crise de cálculo renal, isto é, fazendo ar de quem sente dor, franzindo testa, levantando mãos, revirando olhos. Isto é o cúmulo do <em>status </em>da espiritualidade evangélica: cantar letras fraquinhas em músicas capengas, com instrumentos banais, fazendo ar compungido.</p>
<p><span id="more-1055"></span>Os contemporâneos de Jeremias iam ao templo para adorar, mas eram incrédulos. Jogo de cena, voz tremelicada, gestual, nada disso é relevante, mas sim se a pessoa é convertida. Os adoradores do tempo de Jeremias não eram.</p>
<p>Alguns me dirão que não devo duvidar da conversão de ninguém nem julgar ninguém. Devo e posso. Jesus autoriza: “Pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7.16). Tanta gente dá bordoada em pastores, por que não posso duvidar de adoradores que não mostram na vida o que cantam? Por que sou obrigado a concordar com a idéia, falsa por sinal, de que cantar é sinal de espiritualidade? Desde quando ser adorador (cantar no culto) é sinal de conversão? O sinal de conversão são os frutos de uma vida regenerada. Estou cansado de pregar em igrejas onde os menestréis adoradores não levam Bíblia e saem do templo na hora da pregação. Estou cansado de ver tanta adoração na igreja evangélica brasileira e não ver vida séria.</p>
<p>Estou chocado com a falta de espiritualidade dos evangélicos, apesar do excesso de adoradores. Eis um trecho do livro que estou preparando sobre o fruto do Espírito e onde cito o jornal inglês <em>The Guardian:</em></p>
<p><em>Veja-se esta notícia, profundamente chocante, que veio na coluna do jornalista Cláudio Humberto, que é publicada em vários jornais brasileiros e na Internet, e que extrai do “Jornal de Brasília”: “CONTAGEM MACABRA &#8211;           Criticando a crescente violência no Rio, o jornal inglês The Guardian acredita que ‘milhares vão morrer antes dos Jogos Olímpicos de 2016’. E fala de um novo tipo de bandidos: os traficantes evangélicos”. Aonde chegamos! Traficantes evangélicos? Como pode acontecer isto? Onde está aquele povo que tinha tanta preocupação com a conduta que excluía das igrejas quem fumasse um simples cigarro ou bebesse um copo de cerveja? Como chegamos a ter traficantes em nossas igrejas? Que evangelho está sendo pregado e que atraiu estas pessoas? Como alguém pode ter fé em Cristo (um evangélico, antigamente, era quem cria e seguia a Jesus) e ser traficante, arruinando vidas, vendendo morte, destruindo lares? Onde está o fruto do Espírito na vida desses evangélicos?</em></p>
<p>Adorar faz bem a quem adora. A pessoa se libera, solta energias, faz gestos, faz cara de sofredor, manifesta <em>status</em> (generalizou-se a idéia de que ser adorador é ser espiritual), mas o importante é retidão. Não é concebível haver evangélicos que sejam traficantes! Há tempos que pipocam notícias, esparsas e logo abafadas, de conivência de igrejas evangélicas com traficantes. Estes traficantes evangélicos devem adorar, mas não são convertidos.</p>
<p>Precisamos de crentes convertidos. De servos rendidos a Cristo. De gente regenerada pelo Espírito. Pode se ser adorador sem ser convertido. Mas não se pode ser convertido sem ter frutos dignos de arrependimento (Mt 3.8). Que tal menos alarido e mais frutos de convertidos?</p>
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		<title>Vinte e três anos de trabalho infrutífero</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 20:34:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Por um período de vinte e três anos, desde o décimo terceiro ano de Josias, filho de Amom, rei de Judá, até o dia de hoje, a palavra do SENHOR tem vindo a mim, e eu a tenho anunciado a vós insistentemente. Mas vós não me tendes dado ouvidos” – Jeremias 25.3 (Almeida Século 21). [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center">
<p align="center">“Por um período de vinte e três anos, desde o décimo terceiro ano de Josias, filho de Amom, rei de Judá, até o dia de hoje, a palavra do SENHOR tem vindo a mim, e eu a tenho anunciado a vós insistentemente. Mas vós não me tendes dado ouvidos” – Jeremias 25.3 (Almeida Século 21).</p>
<p align="center">
<p align="center">
<p>Algumas expressões mostram o peso da acusação neste versículo. “A palavra do Senhor”, “vinte e três anos”, “vindo a mim”, “tenho anunciado”, “não me tendes dado ouvidos”. Como o povo de Deus ouve a palavra de Deus por 23 anos e se recusa a cumpri-la? Há milhares de crentes assim! Há igrejas inteiras em que a vida social prevalece sobre a palavra de Deus, e a vontade de donos da igreja prevalece sobre a vontade de Deus! A fala de Jeremias e o que observamos hoje comprovam como o coração humano é duro e pecaminoso! E a facilidade com que tornamos os negócios de Deus uma extensão dos nossos, e como tornamos o relacionamento com Deus em atividade social! Quantos membros de igreja querem mesmo ouvir a voz de Deus, e não apenas receber seu amparo e promessas?</p>
<p><span id="more-1053"></span>Imagino Jeremias numa ordem de pastores, hoje. A teologia do sucesso ensina que o bom pastorado é aquele em que a igreja está cheia de figurões, a receita cresce, todo mundo está feliz, o pastor é um “paizão”, há muito louvor e muita reunião social: o futebol dos jovens, os chazinhos das senhoras e reuniões absolutamente dispensáveis que nada acrescentam, mas que fazem bem, porque dão a idéia de ser uma igreja ativa. Jeremias diria que ninguém estava satisfeito com ele (os donos do poder religioso não estavam mesmo) e ninguém queria ouvir seus sermões. Até desejaram matá-lo. “Tsc, tsc, tsc”, diria um colega. “Você precisa participar das conferências promovidas pela <em>Igreja bajuladora </em>e ouvir as mensagens do <em>Dr. Sorriso Colgate </em>e sua esposa <em>Amo vocês, rebanho maravilhoso</em>! Veria as novas técnicas de agradar o povão. O povão quer é festa, Pr. Jeremias! Que palavra de Deus, o que!”.</p>
<p>Imagino a frustração de Jeremias. Quase um quarto de século sem obter fruto e uma coleção de desafetos e perseguições. Bem, ele reclamou bastante de Deus&#8230;</p>
<p>Só que Jeremias estava certo, o povão estava errado, como também o profeta <em>Sorriso Colgate </em>e sua esposa <em>Amo vocês, rebanho maravilhoso</em>! Deus anunciou o que faria: “Portanto, eis que vêm dias, diz o Senhor, em que nunca mais dirão: Vive o Senhor, que tirou os filhos de Israel da terra do Egito; mas: Vive o Senhor, que tirou e que trouxe a linhagem da casa de Israel da terra do norte, e de todas as terras para onde os tinha arrojado; e eles habitarão na sua terra. Quanto aos profetas. O meu coração está quebrantado dentro de mim; todos os meus ossos estremecem; sou como um homem embriagado, e como um homem vencido do vinho, por causa do Senhor, e por causa das suas santas palavras. Pois a terra está cheia de adúlteros; por causa da maldição a terra chora, e os pastos do deserto se secam. A sua carreira é má, e a sua força não é reta. Porque tanto o profeta como o sacerdote são profanos; até na minha casa achei a sua maldade, diz o Senhor. Portanto o seu caminho lhes será como veredas escorregadias na escuridão; serão empurrados e cairão nele; porque trarei sobre eles mal, o ano mesmo da sua punição, diz o Senhor” (Jr 23.7-12).</p>
<p>Respeitosamente, com temor diante de Deus: colega pastor, não procure a popularidade, mas a fidelidade ao Senhor e sua Palavra. Rebanho de Deus: seja dócil para ouvir a palavra do Senhor, submeter-se a ela e corrigir a vida. Há festas e reuniões em demasia, e santidade e seriedade de vida em escassez. É hora de mudar. Os resultados da postura errada são muito duros.</p>
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		<title>Maldito seja o negligente!</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 12:04:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Maldito quem fizer a obra do Senhor de forma negligente!&#8230;” &#8211; Jr 48.10 (Almeida Século 21). Se o versículo contivesse apenas esta declaração já seria chocante. Mas a segunda piora a situação: “Maldito o que poupar a sua espada de derramar sangue!”. É uma profecia contra Moabe. Deus anuncia sua ruína e manda destruidores contra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center">
<p align="center">
<p align="center">“Maldito quem fizer a obra do Senhor de forma negligente!&#8230;” &#8211; Jr 48.10 (Almeida Século 21).</p>
<p align="center">
<p>Se o versículo contivesse apenas esta declaração já seria chocante. Mas a segunda piora a situação: “Maldito o que poupar a sua espada de derramar sangue!”. É uma profecia contra Moabe. Deus anuncia sua ruína e manda destruidores contra Moabe. E estes devem fazer o serviço bem feito. Ai deles se pouparem Moabe! Ai deles se fizerem esta obra de condenação divina com negligência.</p>
<p>A questão é impressionante. Se Iahweh não tolera má vontade na destruição tolerará má vontade na construção? A construção do reino de Iahweh, cujas bases foram estabelecidas por Jesus Cristo, e de modo tão caro (seu sangue) pode ser feita de maneira relaxada?</p>
<p><span id="more-1048"></span>A negligência na obra de Deus é pecado contra ele e seu reino. Com que facilidade cometemos este pecado! Sermões sem preparo, na empáfia de quem tem uma linha direta com Deus ou que grita bem ou sabe se expressar bem, e assim o pregador não gasta tempo com a Palavra e com a oração. É o solista que canta sem treinar, que nunca melhora e não ensaia. É o professor de EBD que não prepara a lição, e leva a classe no bate papo amigável, mas sem acréscimo espiritual para os alunos. São os instrumentistas que não estudam, tocam os mesmos acordes, sem aperfeiçoamento, sem procurar melhorar. Barulho substitui capacidade, na compreensão de muitos, hoje.</p>
<p>A desculpa de que “É para Deus e não para os homens” é pretexto para muito trabalho mal feito. Para Deus deve ser sempre o melhor. E não é verdade que cantamos ou pregamos apenas para Deus. Ora, se quem canta só canta para Deus, cante em casa, no banheiro. Pelo menos não envergonha o evangelho. Na igreja, o que fazemos tem direção dupla. É para Deus e é para os homens. O culto é para Deus, mas é público. Sempre digo aos meus alunos de Homilética que pregar não é apenas expor a Palavra de Deus. É expor a Palavra de Deus <em>aos homens.</em> Por isso deve ser feito com esta consciência de que Deus merece o melhor, mas a igreja também merece o melhor. O povo não crente merece receber a melhor mensagem, ouvir o melhor testemunho, ter o melhor louvor. O que vale a pena ser feito deve ser bem feito. E muito mais no terreno espiritual.</p>
<p>Não seja negligente. Não use a desculpa de que “é para Deus” e por isso, qualquer coisa serve para ele. Você se preparara para provas, para testes, para concursos. E se no seu trabalho for negligente, será despedido. Nunca dê a Deus e não faça para Deus menos do que faz para as pessoas. Ele merece sempre o nosso melhor. Por Malaquias ele reclamou que o povo dava o melhor para o governante, mas para ele dava o bagaço: “Pois quando ofereceis em sacrifício um animal cego, isso não é mau? E quando ofereceis o coxo ou o doente, isso não é mau? Ora apresenta-o ao teu governador; terá ele agrado em ti? ou aceitará ele a tua pessoa? diz o Senhor dos exércitos. Agora, pois, suplicai o favor de Deus, para que se compadeça de nós. Com tal oferta da vossa mão, aceitará ele a vossa pessoa? diz o Senhor dos exércitos” (Ml 3.8-9).</p>
<p>Deus considera o negligente para destruir como maldito. Você é chamado para construir. Seja mais competente, ainda! Faça sempre o melhor! Dê sempre o melhor para Deus!</p>
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		<title>Que a vontade de Deus se cumpra! (desde que coincida com a nossa!)</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Nov 2009 12:36:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Seja a resposta boa, seja má, obedeceremos à voz do SENHOR nosso Deus, a quem te enviamos, para que tudo vá bem conosco, obedecendo à voz do SENHOR nosso Deus” e “Foram para a terra do Egito, em flagrante desobediência à voz do SENHOR, e chegaram a Tafnes”   &#8211; Jeremias 42.6 e 43.6 – Almeida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center">“Seja a resposta boa, seja má, obedeceremos à voz do SENHOR nosso Deus, a quem te enviamos, para que tudo vá bem conosco, obedecendo à voz do SENHOR nosso Deus” e “Foram para a terra do Egito, em flagrante desobediência à voz do SENHOR, e chegaram a Tafnes”   &#8211; Jeremias 42.6 e 43.6 – Almeida Século 21.</p>
<p align="center">
<p>A liderança política de Judá procurou Jeremias e lhe pediu para consultar ao SENHOR. Deveriam ir para o Egito ou não? Estavam dispostos a obedecer, fosse a resposta boa ou não. Que atitude bonita! Vemos tanta gente assim, hoje, que quer saber a vontade de Deus para sua vida e se dispõe a cumpri-la, independente de qual seja. Isto é que é submissão!</p>
<p>Dez dias depois, a palavra do SENHOR veio a Jeremias, e ele chamou Joanã e os demais líderes da nação e lhes deu a resposta. Não deveriam ir para o Egito, e sim ficar em Jerusalém. A resposta fora dada e agora era a hora de cumprir a disposição de obedecer.</p>
<p>Foi uma indignação: “Então falaram Azarias, filho de Hosaías, e Joanã, filho de Careá, e todos os homens soberbos, dizendo a Jeremias: Tu dizes mentiras; o Senhor nosso Deus não te enviou a dizer: Não entreis no Egito para ali peregrinardes” (Jr 43.2). O povo foi para o Egito e arrastou Jeremias e seu secretário, Baruque, consigo. E a obediência tão pomposamente afirmada antes? Bem, Deus não confirmou a vontade do povo, e assim este se recusou a obedecer. Bem típico de muita gente, ainda hoje. Se a Bíblia confirma sua posição, cumpra-se. Se não corrobora sua posição, então busque-se alguma outra fonte. O que importa é que a vontade do homem se cumpra.</p>
<p><span id="more-1018"></span>“Que a vontade de Deus se cumpra, desde que coincida com a nossa!” parece ser o lema de muitos crentes. Boa parte deles não quer obediência, mas tranqüilidade. Correção, nem pensar. Conforto, sim. A mensagem deve ser sempre de promessa e de consolação. O crente nunca pode ser admoestado ou corrigido. Nas classes de Escola Bíblica, com facilidade, o tema “O que a Bíblia diz” é substituído por “Eu acho assim, ó”. As pessoas não querem ouvir a voz de Deus e sim que sua voz seja ouvida. Aliás, em muitos cultos, depois de se cantar por uma hora, não há mais tempo para a mensagem do pregador. Mas isto parece não incomodar muita gente. Ouvir Deus, para essas pessoas, não é importante, mas falar de Deus, isto sim, é. É bom porque dá a impressão de espiritualidade, de que algo de muito espiritual foi feito, mas nos protegemos, mantendo Deus à distância. Não deixamos sua voz soar em nosso coração.</p>
<p>Ouvir a voz de Deus é problemático. Ela pode nos desafiar, e queremos comodidade. Ela pode nos pedir mudança, e queremos que ele nos mantenha estáveis. Ela pode nos pedir que abandonemos o pecado, e queremos que ele nos abençoe em nossos pecados.</p>
<p>Queremos a voz de Deus, mas fazendo um dueto com a nossa, sendo a segunda voz. Que nos acompanhe em segundo plano para a nossa brilhar. Assim, muitas vezes vamos para o Egito, somos machucados, perdemos a bênção, e culpamos os outros. E ai dos profetas que nos advertem, dizendo a verdade.</p>
<p>A verdade de Deus nem sempre é agradável. Mas é sempre segura. Ouça a voz de Deus, e não atribua aos seus desejos o <em>status</em> de voz divina.<em> </em>Firme-se na Palavra de Deus. Não é se você gosta ou não do que recebe. Mas deve cumprir. Adapte sua vida ao ensino bíblico e nunca torça a Palavra para acomodar seus sonhos de ir para o Egito. Você pode se dar mal. Por certo que se dará mal.</p>
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		<title>Não me adianta me queimar; se me queimar vem outro em meu lugar</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Nov 2009 12:34:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“(&#8230;) O rei as cortava com uma faca de escrivão e as lançava no fogo braseiro, até que todo o livro foi queimado no fogo do braseiro (&#8230;) E enquanto Jeremias ditava, Baruque escreveu nele todas as palavras que Jeoaquim, rei de Judá, tinha queimado. E foram acrescentadas muitas outras palavras semelhantes” &#8211; Jr 36.23 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center">“(&#8230;) O rei as cortava com uma faca de escrivão e as lançava no fogo braseiro, até que todo o livro foi queimado no fogo do braseiro (&#8230;) E enquanto Jeremias ditava, Baruque escreveu nele todas as palavras que Jeoaquim, rei de Judá, tinha queimado. E foram acrescentadas muitas outras palavras semelhantes” &#8211; Jr 36.23 e 32 (Almeida Século 21).</p>
<p align="center">
<p>Raul Seixas, roqueiro baiano, compôs uma música chamada “A mosca na sopa”. Ela mescla e alterna os ritmos de rock e música baiana (que é sempre a mesma, embora mude anualmente o nome). Se me lembro bem, foi sua resposta à crítica que recebera de alguns cantores baianos que queriam que ele só cantasse música baiana e não o rock, “símbolo do imperialismo”. Ele se dizia a mosca que pousara na sopa de alguém, e, em certo trecho, diz: “Não adianta me dedetizar porque se me matar aí vem outra em meu lugar”. O patrulhamento ideológico dos “intelectuais” não impediria o estilo do rock de avançar, mesmo na Bahia. Foi isso que entendi, ao ler a questão. Aliás, os intelectuais e a esquerda libertadora são patrulheiros. A liberdade é sempre para si, nunca para os outros. Vide a liberdade de imprensa cubana e chavista.</p>
<p><span id="more-1016"></span>Sem vulgarizar, foi isso que Jeremias e Baruque fizeram com o rei Jeoaquim. Por ordem de Deus, Jeremias ditou a Baruque um livro para o rei Jeoaquim. Quando Baruque o leu perante os funcionários reais, estes tremeram. Levaram o livro ao rei. Este, no palácio de inverno, instalado diante da lareira, ouviu a leitura, e na medida em que o livro (em forma de rolo) era lido, cortava o que fora lido e jogava no fogo. E mandou prender Baruque e Jeremias. Típica atitude do pecador. Tantos fazem assim hoje! Ao invés de ouvir a Palavra de Deus, desprezam-na e ameaçam os que a divulgam. Como este mundo pecador cerceia a pregação do evangelho! Como apologiza o pecado, desdenha da Palavra de Deus, e levanta cercas ameaçadoras à pregação!</p>
<p>Deus estava atento. Mandou Jeremias escrever de novo, e com outras palavras mais. Levantar cercas, desprezar a Palavra, hostilizar o evangelho, tudo isso não resolve. Deus continua atento e suas palavras não passam. Da mesma forma sucede com pregadores que tentam domesticar o evangelho e fazer da igreja uma comunidade bonachã, massageadora do ego de pecadores, ao invés de fazer da igreja uma comunidade fiel a Deus e sua Palavra, respeitada pela coerência, e não pela bajulação. Podem hostilizar e ridicularizar os Jeremias e Baruques, os fiéis, os que pregam a verdade. Deus está atento. Não suspende o juízo, não muda suas advertências nem altera seus planos. Segue na mesma toada.  Sempre há outro livro a ser escrito e sempre há um profeta a dizer a mesma coisa.</p>
<p>A igreja está acuada e descaracterizada, em alguns segmentos. Em crise de identidade. Não sabe o que deve fazer nem dizer ao mundo. Mas está no Livro! Basta ler o Livro. Tentar queimá-lo ou varrê-lo para baixo do tapete, substituindo-o por livros de pensadores seculares, não remove o juízo. Deus continua o mesmo.</p>
<p>Lembremos as palavras de Paulo: “Que os homens nos considerem, pois, como ministros de Cristo, e despenseiros dos mistérios de Deus. Ora, além disso, o que se requer nos despenseiros é que cada um seja encontrado fiel” (1Co4.1-12). O que se requer da igreja é a fidelidade ao Livro, mesmo que o mundo queira se livrar dele. Toda tentativa de queimá-lo se revelou inútil e toda tentativa futura será inútil. Deus o manterá sempre vivo.</p>
<p>Que as igrejas preguem o Livro!</p>
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		<title>Os dentes dos filhos não sentem dor pelo mau uso dos dentes dos pais</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Nov 2009 12:29:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Naqueles dias não dirão mais: Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos é que embotaram? Pelo contrário, cada um morrerá por sua própria iniqüidade; os dentes de todo aquele que comer uvas verdes é que se embotarão” – Jeremias 31.19-30 (Almeida Século 21) Ávidos por novidades, buscando destaque e atenção pelo inusitado, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center">“Naqueles dias não dirão mais: Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos é que embotaram? Pelo contrário, cada um morrerá por sua própria iniqüidade; os dentes de todo aquele que comer uvas verdes é que se embotarão” – Jeremias 31.19-30 (Almeida Século 21)</p>
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<p>Ávidos por novidades, buscando destaque e atenção pelo inusitado, pregadores criaram uma doutrina que o cristianismo, em dois mil anos, nunca suspeitou haver: maldição hereditária. Aliás, o que tem de gente reinventando o evangelho é terrível. Como a competição é grande, as idéias mais esdrúxulas aparecem. Com esta, a pessoa, mesmo convertida, carrega uma maldição proferida por alguém, e precisa de uma reza forte para quebrar a maldição. O sangue de Jesus perdeu o poder, ou só funciona quando manipulado por alguém&#8230;</p>
<p>Deus diz que haveria um tempo em que ninguém sofreria a ação dos antepassados. Se os pais chupassem uvas verdes, os dentes dos filhos não embotariam. Os dentes dos pais, sim. Os dos filhos, que não chuparam, não. Quando seria isto? Logo a seguir, após esta declaração, Deus anuncia a nova aliança (Jr 31.31-34), a que faria por meio de Jesus Cristo (Mt 26.28). Na nova aliança, a responsabilidade é pessoal. Pai não transfere culpa, filho não herda culpa.</p>
<p><span id="more-1014"></span>Deus repetiu isto por Ezequiel: “Que quereis vós dizer, citando na terra de Israel este provérbio: Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram? Vivo eu, diz o Senhor Deus, não se vos permite mais usar deste provérbio em Israel. Eis que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá.” (Ez 18.2-4). O título do capítulo 18 de Ezequiel é “A responsabilidade é pessoal”.</p>
<p>Não há salvação hereditária. Não há condenação hereditária. Não há maldição hereditária. Não há bênção hereditária. Cada pessoa  responde por si, diante de Deus. E não faz sentido o Cristo de alguns, tão fraco que sua obra não tem poder de cancelar maldições na vida da pessoa. Vemos uma incongruência hoje: um Cristo fraco e demônios fortes. A obra de Cristo é incompleta sem a oração do pastor. É ele quem quebra as maldições.</p>
<p>Quem está em Cristo é nova criatura (2Co 5.17). Seu passado morreu. O seguidor de Jesus não tem passado. O sangue de Jesus o aboliu! Saudades do tempo em que, ao invés de só cantar “Quero te louvar!”, cantávamos hinos com substância, como “O sangue de Jesus me lavou, me lavou&#8230;” e “Há poder, sim, força sem igual. Só no sangue de Jesus!”. Cantávamos o poder de Jesus. Quando alguém se converte, o sangue de Jesus o cobre, perdoa e elimina seu passado, dá-lhe nova vida. Pouco importa o poder de Satanás, seus asseclas e a força de suas maldições. O crente tem Jesus! E como diz 1João 4.4: “Filhinhos, vós sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo”. Sou habitação da Trindade e ela é maior que Satanás.</p>
<p>O que meu pai fez, não importa. O que meu avô fez, não importa. Importa o que eu faço. Como uso minha vida e como me porto diante de Deus. E conto com a ajuda do Espírito Santo para saber que chupar uvas verdes faz mal aos meus dentes. Se meus antepassados chuparam, o problema foi deles. Não caiu sobre mim. Se, desafortunadamente, eu as chupar, meus dentes sofrerão. Mas os de meus filhos, não.</p>
<p>O evangelho deixa claro: Cada um de nós responde por si diante de Deus. Cuide dos seus dentes. Não chupe uvas verdes e não culpe os seus pais pelos seus dentes embotados.</p>
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		<title>Síndrome de Raquel</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 16:05:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Assim diz o SENHOR: Ouviu-se um clamor em Ramá, lamentação e choro amargo: É Raquel chorando por seus filhos; e não se deixa consolar, porque já não existem” – Jeremias 31.15 (Almeida Século 21). Síndrome é um conjunto de sintomas que caracterizam uma doença, física ou psicológica.  Usa-se, figuradamente, como sinônimo de características de uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center">
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<p align="center">“Assim diz o SENHOR: Ouviu-se um clamor em Ramá, lamentação e choro amargo: É Raquel chorando por seus filhos; e não se deixa consolar, porque já não existem” – Jeremias 31.15 (Almeida Século 21).</p>
<p align="center">
<p>Síndrome é um conjunto de sintomas que caracterizam uma doença, física ou psicológica.  Usa-se, figuradamente, como sinônimo de características de uma situação ou momento. Dito isto, vamos ao texto. Raquel é Jerusalém. Jeremias vê a cidade como uma mulher chorando a morte dos filhos. Jerusalém chorando a morte de seus filhos e dos que iriam para o cativeiro. A cidade-mulher não quereria consolo. Os filhos não existiam mais.</p>
<p>É neste sentido que uso a palavra síndrome. Há pessoas que não querem consolo. Parecem sofrer de vitimismo. Já lidei com tantas ovelhas assim! Por mais que se mostre na Bíblia que Deus está no controle, por mais terno e amigo que se seja, por mais que se ore, a pessoa faz questão de cultivar sua dor. Quer ser vista como uma coitadinha, como uma sofredora. Quer piedade e não conforto. O sofrimento é uma necessidade para essas pessoas porque então todos ficam com peninha, não a censuram, não a criticam. A dor é uma proteção para elas.</p>
<p>Síndrome de Raquel é aquela atitude do crente que gosta de chorar miséria e alardear a necessidade de compaixão. É a atitude do crente que espera que todos se compadeçam dele. Crentes assim, além de evidentemente doentes, são um problema para o pastor. Alugam-no. São vampiros emocionais. Sugam toda a energia do pastor, sempre esperando atenção especial, mais que qualquer outro. Tive uma ovelha que era um vampiro emocional. Todos os dias eu devia lhe dedicar uma hora do meu tempo. Eu era o melhor pastor do mundo. Mas um dia precisei atender um irmão que perdera a esposa e logo depois perdera a mãe. Não pude dispensar atenção ao vampiro. Foi um deus-nos-acuda. Passei a ser o pior pastor do mundo. Aliás, muitos membros de igreja são assim. Quando o pastor se recusa a ser manipulado ou usado por elas, torna-se uma pessoa horrorosa.<span id="more-1011"></span></p>
<p>Todos sofremos. Raquel, a cidade-mulher, sofria. Mas Deus fizera uma promessa: “Assim diz o Senhor: Reprime a tua voz do choro, e das lágrimas os teus olhos; porque há galardão para o teu trabalho, diz o Senhor, e eles voltarão da terra do inimigo” (Jr 31.16). Deus diz para Raquel parar de chorar. Ele aceita o choro, mas não aceita a recusa do conforto.</p>
<p>Não ame a sua dor. Não seja um vampiro emocional do seu pastor ou da sua igreja. Por maior que seja seu sofrimento, Deus está atento, e diz para aceitar o consolo. Quer consertar sua vida. Não o impeça. É sua ordem que os pastores consolem o povo: “Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus. Falai benignamente a Jerusalém, e bradai-lhe que já a sua malícia é acabada, que a sua iniqüidade está expiada e que já recebeu em dobro da mão do Senhor, por todos os seus pecados” (Is 40.1-2). Aceite o conforto, enxugue as lágrimas e, em vez da tática do vitimismo, adote a tática do “Recebi em dobro e está na hora de refazer a vida”.</p>
<p>Síndrome de Raquel, não! Levantar a cabeça e recompor a vida, sim! Os eternamente queixosos afugentam as pessoas ao seu redor. E, o que é pior, afugentam a própria vida. Vamos viver!</p>
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		<title>“Profeta, não dê palha ao povo!”</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 14:35:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“O profeta que tem um sonho conte o sonho; e aquele que tem a minha palavra, fale fielmente a minha palavra. Que tem a palha em comum com o trigo?, diz o SENHOR.” – Jeremias 23.28 (Almeida Século 21). No meu tempo de aluno do Seminário do Sul, quando os alunos do primeiro ano iam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center">“O profeta que tem um sonho conte o sonho; e aquele que tem a minha palavra, fale fielmente a minha palavra. Que tem a palha em comum com o trigo?, diz o SENHOR.” – Jeremias 23.28 (Almeida Século 21).</p>
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<p>No meu tempo de aluno do Seminário do Sul, quando os alunos do primeiro ano iam pregar seu sermão de prova, os veteranos se alvoroçavam. Os calouros eram por eles chamados de “palhudos” e exortados a não pregarem palha. Na sala de aula de Homilética, um pequeno salão de cultos, com púlpito e tudo, aparecia o texto de Êxodo 5.7: “Não deis palha ao povo”. Era uma brincadeira que servia de laços de união. Eram tempos bons, também. Ninguém queria ser chamado de “palhudo”, que denotava o pregador fraco, relaxado. Os candidatos a pastores queriam pregar bem.</p>
<p>Deus não gosta de pregadores palhudos. Não do pregador fraco, mas de outro tipo de palhudo. Não é a palha de Êxodo que o incomoda, mas a palha da qual ele falou a Jeremias, os devaneios humanos.  Ao profeta, ele compara os sonhos com a palha e sua Palavra com o trigo. Havia gente pregando seus sonhos, tantos os oníricos como os devaneios, como se fossem Palavra de Deus. Como hoje: há gente trocando a Palavra de Deus, a Bíblia, sua revelação verbalizada e proposicional, pelos sonhos humanos. São púlpitos que têm vergonha de ecoar a Bíblia, porque a acham ultrapassada, e ecoam o coração humano.  E deixam de ser apaixonados pela Palavra e por Jesus, o fio de prumo para interpretar a Palavra, e se dizem apaixonados por Tillich, Nietzsche, Marx e outros confusos e fracassados. Sonhos humanos são palha, por mais bem intencionados que sejam. A Palavra é o trigo.<span id="more-1005"></span></p>
<p>Há os que sonham e atribuem seu onirismo a Deus. Seus sonhos são revelação de Deus. Acham-se novos Josés (tanto o do Antigo Testamento como o esposo de Maria) e que o produto de sua mente é revelação divina. Normalmente tais pessoas fazem um conceito muito baixo da Bíblia. E não me parecem sadias.</p>
<p>Palha é falso alimento. A pessoa mastiga substância que não alimenta. O trigo é o vegetal símbolo do alimento. Ele gera o pão e as massas, por exemplo. Dá substância. Os pregadores têm direito de sonhar e de ter escritores e pensadores prediletos, mas nunca de querer alimentar o povo com eles. Nossos sonhos são sonhos, e o que alimenta o povo é a Palavra.</p>
<p>Há muitos crentes que gostam de palha. Em uma igreja que pastoreei, uma senhora a freqüentou por três meses e depois disse que não seria membro da igreja. Nós dávamos muita ênfase à Bíblia e ela queria uma igreja que desse mais ênfase às experiências. Nós éramos muito tradicionais, porque ensinávamos a Bíblia. Ela queria sonhos e revelações. Foi tão desdenhosa que me levou a dizer: “Fico muito agradecido por não tê-la como ovelha!”.</p>
<p>Quem quer comer palha por certo que terá fornecedores de palha para enganá-lo. Vá e encha sua barriga. Mas o crente sincero deve rejeitar palha e exigir trigo do seu pastor. Quando Deus comissiona um homem para ser pastor não o faz para ele se aproveitar do rebanho ou para projetar seu nome em algum projeto, mas para alimentar o povo com o trigo da sua Palavra. Ele acertará as contas com os fornecedores de palha. E os pastores devem ser sérios. Não devem dar palha ao povo.</p>
<p>Ovelha, não aceite palha! Profeta, não dê palha ao povo!</p>
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		<title>“Eu senti no meu coração!” E daí?</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 14:32:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“O coração é enganoso e incurável, mais que todas as coisas; quem pode conhecê-lo?” – Jeremias 17.9 (Almeida Século 21). No cenário evangélico contemporâneo, a maior vertente hermenêutica é o “sentismo”, junto com seu irmão, o “pensismo” ou o seu primo, o “achismo”. Para uma boa parte dos crentes, as posições espirituais são tomadas desta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center">
<p align="center">
<p align="center">“O coração é enganoso e incurável, mais que todas as coisas; quem pode conhecê-lo?” –</p>
<p align="center">Jeremias 17.9 (Almeida Século 21).</p>
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<p>No cenário evangélico contemporâneo, a maior vertente hermenêutica é o “sentismo”, junto com seu irmão, o “pensismo” ou o seu primo, o “achismo”. Para uma boa parte dos crentes, as posições espirituais são tomadas desta maneira: “Eu sinto em eu coração”, ou “Eu penso assim, ó”. Ou, ainda, “Eu acho assim, ó”.  É lamentável, profundamente lamentável, que a maior parte dos evangélicos despreze a autoridade das Escrituras e estabeleça seus sentimentos como padrão de conduta. Descrendo da Bíblia, desprezando o Espírito Santo que a inspirou, e crendo num espírito santo (com letras minúsculas) do tamanho delas, que elas confundem com seus sentimentos, procuram afirmar seus pensamentos como sendo os pensamentos de Deus. Elas acham que por crerem em Deus, o que elas pensam foi posto por Deus na mente delas. O neopentecostalismo, com sua anarquia espiritual e desmoralização da Bíblia, é responsável por isto. Eleva palavras de pecadores, que por serem pastores, acham que são divinos, e não podem ser contestados. Eles se consideram uma nova revelação. Como o herege Morris Cerulo, que declarou, certa vez; “Vocês não estão olhando para Morris Cerullo; estão olhando para Deus, estão olhando para Jesus Cristo”. Blasfemo!</p>
<p>Jeremias seria estigmatizado por esta turma festiva de evangélicos que elevam seus pensamentos pecaminosos à categoria de revelação divina. A turma festiva o chamaria de “tradicional, carnal, sem poder, sem o Espírito Santo”. É o ônus de crer na Bíblia.<span id="more-1000"></span></p>
<p>“Eu senti no meu coração”. Brada o neopentecostal e o tradicional bobinho. E eu pergunto: “E daí?”. Muita gente cometeu crimes porque sentiu no coração. Quando eu tinha 16 anos senti no meu coração que iria casar com Wanderléia, cantora da Jovem Guarda. Casei com mulher mais bonita, e Wanderléia nem sabe que existo.</p>
<p>O coração (<em>lêb </em>ou <em>lebâb</em>, no hebraico) é, na psicologia dos hebreus, o centro das de decisões, o centro volitivo da pessoa. Mas ele é mau, é pecador, é corrompido. Nós somos pecadores. Quem coloca o que sente no coração como réplica da vontade de Deus, comete um perigoso erro. Isaías 55.8 é bem claro: “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor.”. Não é o que sentimos. É o que Deus diz. Blasfemam contra o Espírito Santo, recusando sua orientação, aqueles que colocam o que sentem como sendo a voz de Deus. Deus não é do nosso tamanho nem tem a nossa cabeça pecaminosa. Nossos pensamentos devem ser subordinados às Escrituras e avaliados por ela. É a Palavra de Deus que deve ser nosso guia, e não os nossos sentimentos.</p>
<p>“Eu senti no meu coração!”, brada o crente ignorante do valor das Escrituras. E eu pergunto: “E daí? Você não é Deus!”. A questão é outra: “O que a Bíblia diz?”. Ela é que é a Palavra de Deus e não os nossos sentimentos.</p>
<p align="center">MEDITAÇÕES EM JEREMIAS – 10</p>
<p align="center">
<p align="center">“NÃO OUVIU NO TEMPO CERTO”</p>
<p align="center">
<p align="center">“Falei contigo no tempo da tua prosperidade; mas tu disseste: Não escutarei. Este tem sido o teu procedimento, desde a tua mocidade não ouves a minha voz” – Jeremias 21.25 (Almeida Século 21).</p>
<p align="center">
<p>A ruína de Judá era iminente. Nas pregações religiosas, Jeremias era a voz destoante, porque profetas e sacerdotes anunciavam apenas prosperidade. O pregador que hoje disser o que a Bíblia diz, será como Jeremias. Incompreendido, mal visto e recusado. O mundo e desafortunadamente a igreja também querem ouvir coisas boas. Quem quiser ser chamado de medieval e jurássico, fale de pecado. Os pecadores querem apenas satisfazer os desejos de seu coração. Prova disso é que a maior parte das leis hoje aprovadas é para retirar limites do erro, e para colocar limites aos que discordam do erro. Copiando o mundo, a igreja evangélica segue na mesma direção: quer ouvir coisas boas. Se um pastor quiser ser desagradável e perder espaço, chame os crentes ao abandono do pecado e ao compromisso. Eles querem é benção. Esta é a doença da igreja contemporânea: “bênçãotite”. Todo mundo quer ser abençoado. Compromisso, nem falar! Boa parte dos crentes é consumidora espiritual, e a igreja é o estabelecimento comercial. O pastor é o vendedor. Por isso muitos não anunciam todo o conselho de Deus, mas procuram fidelizar clientes, para que estes, satisfeitos, deixem o outro rebanho e venham para o seu. Há igrejas que crescem apenas por tirarem ovelhas de outros rebanhos. Seus batistérios estão secos.</p>
<p>A voz de Deus era bem clara: arrependimento dos pecados e abandono à vontade divina. O povo queria ouvir coisas boas. Estudar Jeremias me enriqueceu muito. Como o mundo e os crentes de hoje se parecem com os ouvintes dele! E me mostrou porque pregadores como Jeremias recebem tantas pedradas de crentes hoje. Ele também recebeu!</p>
<p>O momento atual, quando tudo vai bem, é tempo para ouvir a voz de Deus e consertar a vida com ele. Só havia uma possibilidade de evitar o juízo: a mudança de vida. Mas os falsos profetas anunciavam prosperidade e futuro radioso para os ouvintes. Estes se indignavam contra Jeremias e preferiam os falsos pregadores.</p>
<p>Ouça a voz de Deus! Ela chama à mudança de vida, à conversão, ao abandono de pecados. Não há bênçãos para pecadores rebeldes. Não pense que porque você pagou ou deu uma oferta para o ministério de televisão que lhe massageia o ego, Deus o abençoará. Deus não é corrupto. Não se deixa vender. Ele pede mudança de vida. Sem conversão não há bênçãos; mas apenas juízo. Acerte sua vida com Deus agora, no tempo bom, antes que as coisas piorem!</p>
<p>Há pregadores pecaminosos, corruptos como os dos dias pré-Reforma, que ofereciam perdão em troca de dinheiro. Anunciam um Deus que se deixa subornar por ofertas. Deus quer caráter e vida submissa. Ninguém está autorizado a oferecer carro zero, em nome de Deus. Jesus ofereceu a cruz. E não há prosperidade sem retidão. E é corrompido o crente que procura mais seu bem-estar que a vontade de Deus.</p>
<p>Você é de Cristo? Ame-o, honre-o, sirva-o, gaste-se por ele. Não o confunda com Papai Noel. Procure fazer a vontade de Deus. Se você fizer, tudo se ajeitará. Muito provavelmente você não ficará rico (até mesmo porque Jesus não prometeu isso), mas sua vida terá tanta riqueza espiritual e tanto conteúdo, que o resto será secundário.</p>
<p>Ouça a voz de Deus, conforme sua Palavra a revela. Você se realizará. Ouça agora, porque agora é o tempo certo.</p>
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		<title>Advertência contra o humanismo</title>
		<link>http://www.isaltino.com.br/2009/10/advertencia-contra-o-humanismo/</link>
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		<pubDate>Sun, 18 Oct 2009 12:30:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Meditações em Jeremias]]></category>

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		<description><![CDATA[“Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, faz daquilo que é mortal a sua força e afasta do SENHOR o seu coração” – Jeremias 17.5 (Almeida Século 21). Ameaçado de juízo divino por causa de seus pecados, Judá buscou solucionar o problema. Era bem fácil: arrependimento e postura correta diante de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center">“Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, faz daquilo que é mortal a sua força e afasta do SENHOR o seu coração” – Jeremias 17.5 (Almeida Século 21).</p>
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<p>Ameaçado de juízo divino por causa de seus pecados, Judá buscou solucionar o problema. Era bem fácil: arrependimento e postura correta diante de Deus. Isto eliminaria o juízo que viria pela Babilônia. Mas Judá tinha suas soluções: buscava alianças políticas ora com a Assíria, que destruíra Israel, ora com o Egito. Em vez de confiar em Deus, confiava nos homens. Por isso a palavra dura em Jeremias 17.5: “Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, faz daquilo que é mortal a sua força e afasta do SENHOR o seu coração”.</p>
<p>Abstraída do contexto e aplicada em seu sentido geral, como esta palavra é atual! A igreja contemporânea é tão humanista! Não é humana, é humanista mesmo. O humanismo é a doutrina filosófica que exalta o homem, que o vê como capaz, que exclui a necessidade de forças espirituais para ajudá-lo. Ele se basta. Como nossas igrejas confiam em planos, modelos eclesiológicos, modelos litúrgicos e líderes humanos! Como idolatramos pastores, gurus, bispos e “apóstolos”! Como os batistas confiamos em nossas instituições, juntas (a maior parte falindo), associações, comissões e GTs! Todos os nossos problemas, cremos, podem ser resolvidos por um Grupo de Trabalho! Nunca vi um chamado ao jejum e à oração por parte de toda a denominação para resolver nossos problemas administrativos (juntas, colégios e seminários semifalidos). Mas sempre temos planos. Que parecem não dar certo.</p>
<p><span id="more-993"></span>Billy Graham criticou os Estados Unidos, dizendo que estes colocavam em sua moeda a inscrição “Nós confiamos em Deus”, mas no coração diziam: “Primeiro em nós”. Não são apenas os Estados Unidos. Somos nós, como denominação. Somos nós, como igrejas. Somos nós, como indivíduos. É o humanismo de confiar em si, sua capacidade, e depois de planos feitos, uma oraçãozinha para Deus abençoar o que fizemos.</p>
<p>A solução está em Jeremias 17.7-8: “Bendito o varão que confia no Senhor, e cuja esperança é o Senhor. Porque é como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro, e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano de sequidão não se afadiga, nem deixa de dar fruto”. Tão simples, não é? Menos homem, mais Deus. Menos confiança em seus planos, mais oração e mais dependência de Deus.</p>
<p>Não me importa o humanismo filosófico. É uma falácia. Incomoda-me ver o humanismo religioso. Este é terrível! E não impede que Babilônia chegue e leve tudo de roldão.</p>
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