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	<title>Isaltino Gomes Coelho Filho &#187; Meditações em João</title>
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		<title>A BÊNÇÃO DA AFLIÇÃO</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Jun 2011 19:00:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meditações em João]]></category>

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		<description><![CDATA[Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho “Eu vos preveni sobre esses acontecimentos para que em mim tenhais paz. Neste mundo sofrereis tribulações, mas tende fé e coragem! Eu venci o mundo” (João 16.33, King James). Poucas coisas são tão equivocadas como o triunfalismo da pregação neopentecostal. O evangelho se torna mensagem de auto-ajuda, a cruz é [...]]]></description>
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										</div><p>Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho</p>
<p><em>“Eu vos preveni sobre esses acontecimentos para que em mim tenhais paz. Neste mundo sofrereis tribulações, mas tende fé e coragem! Eu venci o mundo” </em>(João 16.33, King James).</p>
<p>Poucas coisas são tão equivocadas como o triunfalismo da pregação neopentecostal. O evangelho se torna mensagem de auto-ajuda, a cruz é substituída pelo trono e Jesus, por Lair Ribeiro. Tal pregação ignora a tensão entre o <em>já </em>e o <em>ainda não. </em>Jesus Cristo <em> já</em> inaugurou o reino de Deus, mas este <em> ainda não</em> se consumou. O mundo por vir, com sua transformação escatológica, <em> já</em> teve suas bases lançadas, mas <em> ainda não</em> chegou. <em>Já</em> somos filhos de Deus, temos bênçãos indescritíveis para nós reservadas, <em> </em> mas elas <em> ainda não</em> se manifestaram em sua totalidade porque <em>ainda não</em> entramos na plena liberdade dos filhos de Deus. Satanás <em>já </em> foi vencido, porque Jesus entrou em seus domínios e o amarrou, libertando-nos do seu poder e domínio, mas <em> ainda não </em> foi subjugado por completo.</p>
<p>Esta tensão tem sido ignorada em muitas análises da vida e teologia cristãs. E esta ignorância tem permitido o surgimento de muito exotismo doutrinário. Ainda não chegamos ao céu, vivemos num mundo que “jaz no Maligno” (1Jo 5.19), e somos a igreja militante, e não a triunfante. Como disse Kierkegaard, em uma oração: “Aqui no mundo não é lugar da tua Igreja triunfante, mas somente da Igreja militante&#8230; Se ela cisma dever triunfar neste mundo&#8230; ela desaparece, pois que se confundiu com o mundo&#8230; Estejas tu, então, com a tua Igreja militante, de modo que jamais venha a acontecer (e esta é a única maneira possível) que ela seja cancelada da face da terra por ter-se tornado Igreja triunfante” (<em>Das profundezas, </em>p. 84.).<span id="more-1939"></span></p>
<p>Enquanto está aqui, a igreja é militante. Como diz o belíssimo hino 504 do HCC, em correta teologia: “Em meio aos sofrimentos que vive a enfrentar/Espera a igreja santa um dia triunfar/Pois a visão gloriosa enfim se cumprirá/E a igreja vitoriosa em paz repousará”. Sim, igreja triunfante só no céu. Somos a igreja militante.</p>
<p>Temos vitórias, superamos dificuldades, triunfamos sobre crises, mas ainda estamos batalhando. Este mundo não é uma penitenciária, onde purgamos nossa sentença de vidas passadas, como querem alguns. É o belo mundo de Deus, embora não seja o paraíso. Neste belo mundo de Deus, “sofrereis tribulações”, disse Jesus. A vida não se compõe apenas de triunfos. Há percalços. Tombos, arranhões e machucados sérios. A estrada para a Jerusalém celestial não tem apenas montanhas. Há vales. Há depressões. Não há como viver sem se machucar. Riobaldo Taturana, personagem de Guimarães Rosa, disse isso: “Viver é muito perigoso”. Antes dele, Mr. Dalloway, em <em>Virginia Woolf,</em> já dissera: “&#8230; Sempre sentira que era muito perigoso viver, por um só dia que fosse”.</p>
<p>A vida cristã não é menos perigosa: “O Diabo, vosso inimigo, anda ao redor como leão, rugindo  e procurando a quem devorar” (1Pe 5.7).O Salvador nos chamou a tomarmos a cruz para segui-lo, e não o trono. Por isso, mais cautela e menos açodamento. Ao invés de dizer “Eu sou filho do Rei e mereço o melhor”, é prudente dizer: “Eu sigo a Cristo, tenho a promessa do melhor, em alguns momentos desfrutarei do melhor, mas tenho o pior dos inimigos me caçando”. E se preparar para a luta.</p>
<p>Se você estiver passando por dificuldades e enfrentando grande crise, examine a situação com objetividade. Se for culpa sua, arrependa-se. Diz Pedro: “Mas nenhum de vós sofra como homicida, ladrão, praticante do mal, ou como quem se intromete em negócios alheios” (1Pe 4.15). Conserte a vida. Ponha-a em ordem. Mas se sofre por sua fé, eis a continuação da palavra de Pedro: “Entretanto, se sofrer como cristão, não se envergonhe disto; antes glorifique a Deus por meio desse nome” (1Pe 4.16).</p>
<p>Sofrer não é pecado nem falta de fé. Faz parte da vida. E em alguns momentos é inevitável a quem segue a Cristo. Jesus disse que teríamos “tribulações”. O termo grego usado por João é <em>thlipsis</em>, com a idéia de aflição, opressão e adversidades. Se você é mesmo um crente em Jesus Cristo e tomou a cruz, por certo que sofrerá. Jesus sofreu. Mas ele mesmo diz: “<em>mas tende fé e coragem! Eu venci o mundo!</em>”. Lute sempre. Um dia, você, que é membro da igreja militante, receberá sua recompensa como igreja triunfante.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A BÊNÇÃO DA SOLIDÃO</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jun 2011 19:17:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meditações em João]]></category>

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		<description><![CDATA[Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho “Pois chegará o momento, e realmente, a hora é esta, quando sereis espalhados cada um para sua família. Vós me deixareis sozinho. Mas Eu não estou desamparado, pois meu Pai está comigo” (João 16.32, King James). &#160; Poucas coisas são tão desestruturadoras como a solidão. No filme A última esperança [...]]]></description>
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										</div><p>Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho</p>
<p><em>“Pois chegará o momento, e realmente, a hora é esta, quando sereis espalhados cada um para sua família. Vós me deixareis sozinho. Mas Eu não estou desamparado, pois meu Pai está comigo” </em>(João 16.32, King James).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Poucas coisas são tão desestruturadoras como a solidão. No filme <em>A última esperança da Terra, </em>Charlton Heston faz um personagem que, sem contato com outros humanos (os demais estão contaminados e ele os evita), joga xadrez consigo mesmo. E conversa com uma estátua. Para não enlouquecer. Como no filme <em>o náufrago, </em>em que o personagem principal conversa com um côco, a quem chama de Mr. Wilson.<span id="more-1897"></span></p>
<p>Li, certa vez, sobre a solidão das pessoas em S. Paulo, a maior cidade do Brasil. Numa cidade de onze milhões de habitantes, como há solitários! O Centro de Valorização da Vida, que atende pessoas em situação de crise, por telefone, tem seu trabalho dobrado em feriados e fins de semana prolongados. As pessoas ficam em casa, e não têm os colegas de trabalho consigo. Sentem-se sós, e se afligem.</p>
<p>Como, pois, dizer que a solidão é uma bênção? Artur da Távola apresentava um programa pela Tevê Senado, sobre ópera. Dizia constantemente que “Quem lê tem vida interior, e nunca está sozinho”. A solidão pode ser uma bênção para a pessoa desfrutar sua própria companhia. Para ler. Para pensar, reunir dados em sua mente, organizar seus pensamentos, estruturar sua vida.  A solidão é um excelente momento para o auto-exame. Sócrates disse que “A vida que não é examinada não é digna de ser vivida”. É bom autoexaminar-se.</p>
<p>A solidão é uma bênção porque nela a pessoa pode ouvir Deus. Moisés estava só quando Deus lhe falou e o chamou para uma obra que marcaria o mundo para sempre. Elias estava só (e queixou-se disso) quando Deus o alcançou e o mandou refazer seu caminho. Na solidão do ventre do grande peixe, Jonas teve muito tempo para examinar sua vida. Após seu batismo, Jesus foi o deserto, para a solidão. E o Diabo foi lhe fazer companhia, porque ele sempre se aproveita de nossa solidão. Mas o Salvador se fortaleceu, porque Deus também marcou sua presença ali. Ele sempre marca sua presença quando estamos sós, no deserto. Há até mesmo uma teologia do deserto, na Bíblia, mostrando-o como lugar de solidão, de crise, mas também lugar de se ouvir a voz de Deus. Porque o silêncio nos quebranta. Mostra que não somos tão fortes como pensávamos. Mostra que os amigos falham, e nem sempre podemos contar com eles. Bendita solidão! Ela pode nos ajudar a enxergar as coisas com mais clareza!</p>
<p>A grande bênção da solidão é que podemos ouvir mais claramente a voz de Deus. Não há alarido nem distrações. Há apenas a pessoa. E Deus. “Vós me deixareis sozinho”, disse Jesus. Seria seu pior momento. Mas na solidão produzida pelo abandono dos amigos, ele também disse: “Meu Pai está comigo”. Na solidão, tudo o que o fiel tem é a companhia de Deus. E isto basta! E como basta! Na realidade, o fiel nunca está só. Pode estar sem pessoas com ele, mas tem a promessa de Jesus: “Eu estarei permanentemente convosco, até o fim dos tempos” (Mt 28.20). Na solidão descobrimos que nunca estamos sós, pois o Senhor está conosco. Bendita solidão! Porque o Deus da Bíblia é o amigo dos solitários.</p>
<p>Já me senti só, no ministério pastoral. Acusado, infamado, apenas a família comigo. Alguns amigos desapareceram. Bem, se os amigos de Jesus desapareceram, por que seria diferente conosco? Mas nestes momentos da solidão, fiz a grande descoberta: Ele estava junto comigo. Bendita solidão!</p>
<p>Você nunca estará só. Se você é de Cristo, terá sua companhia. Terá a presença da Trindade bendita (não apenas o Espírito Santo, mas toda a Trindade) em sua vida. Será fortalecido. Os amigos falharão, mas Ele nunca falhará. Os amigos se ausentarão, mas Ele nunca se ausentará.</p>
<p>Na solidão, lembre-se do belíssimo hino 355 do HCC: “Sozinho? Por que sozinho? Oprimido? E abandonado? Ninguém te mostra carinho? Ninguém te tem amparado? Descansa em Deus o cuidado, põe nele tua esperança. E vai dormir descansado, como dorme uma criança, como dorme uma criança”.</p>
<p>Solitários: vocês podem contar com a companhia do Salvador. “&#8230; Porque Ele mesmo declarou: ‘Por motivo algum te abandonarei, nunca jamais te desampararei’” (Hb 13.5).</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A BUSCA DE APLAUSOS DO MUNDO</title>
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		<pubDate>Fri, 13 May 2011 12:07:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meditações em João]]></category>

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		<description><![CDATA[Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho “Se o mundo vos odeia, sabei que, antes de vós odiou a mim. Se fôsseis do mundo, ele vos amaria como se pertencêsseis a ele. Entretanto, não sois propriedade do mundo; mas Eu vos escolhi e vos libertei do mundo; por essa razão o mundo vos odeia” (João 15.18-19, King [...]]]></description>
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										</div><p>Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho</p>
<p><em>“Se o mundo vos odeia, sabei que, antes de vós odiou a mim. Se fôsseis do mundo, ele vos amaria como se pertencêsseis a ele. Entretanto, não sois propriedade do mundo; mas Eu vos escolhi e vos libertei do mundo; por essa razão o mundo vos odeia”</em> (João 15.18-19, King James).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para evitar distorções de meu escrito, que fique bem claro que não digo que a igreja deve ser gratuitamente beligerante. Agressividade iracunda não é o mesmo que ardor evangelístico. E mau humor não significa espiritualidade ou ortodoxia. Eis o ponto: vemos hoje alguns segmentos da igreja buscando aplausos do mundo. É um tal de  igrejas amigáveis, de igrejas querendo ser relevantes (ora, se ela prega Jesus como Salvador é a instituição mais relevante do mundo) e de busca de honrarias humanas que me desnorteia. Entendo a perspectiva de muitos, de quererem respeito e reconhecimento. Assim vemos igrejas abordando temas mais sociais que espirituais, na esteira de temas da moda, querendo ser vistas pelo mundo como “relevantes”. Para o mundo, igreja é algo ocioso, que trata de uma vida que não interessa. Assim, ocupemo-nos do que interessa e dá ibope: cuidar dos pobres, falar de ecologia, ser um espaço alternativo, etc. Ao invés de salvar os pecadores, muitos querem salvar as baleias. Nada contra as baleias, por favor. Mas precisamos de cautela para não transformamos a igreja numa ONG. Muitos desses temas podem ser encampados por ONGs até dirigidas por cristãos, mas pregar o evangelho, anunciar o reino de Deus, o perdão dos pecados em Jesus, só a igreja pode fazer. E é a missão mais relevante do mundo, anunciar o reino de Deus chegado em Jesus. Isto é, se a igreja crê mesmo no reino de Deus mostrado nas Escrituras.<span id="more-1871"></span></p>
<p>“Qual o seu plano para atrair jovens para a igreja?”, perguntou-me alguém na igreja que ora sirvo. Soou-me intrigante. Por que os jovens? Por que não um plano para atrair adultos? Por que não um plano para atrair maduros? Por que não um plano para atrair terceira idade? Porque queremos vender a imagem ao mundo, e às demais igrejas, de que somos uma comunidade contextualizada, que atrai público jovem (o que dá uma aura de mística e de relevância e adaptação aos novos tempos, porque, para alguns, “o jovem é a verdade”). Disse que minha preocupação não era atrair pessoas, mas pregar o evangelho. Assim, em oito meses tivemos 39 batismos, incluindo os das congregações. E desses, 30 eram jovens. Eles vieram porque ouviram o evangelho. O que os atraiu não foi um plano, mas a pregação de Jesus Cristo. O inquiridor entendeu e hoje apóia minha visão de ministério. O evangelho, como Jesus mostrou na parábola do semeador, é uma semente. O poder que faz a semente germinar está nela, não no invólucro que a traz. Mas temos procurado mostrar ao mundo uma face moderna, ágil, ligada nos novos tempos. Queremos ser bem vistos e exibir uma imagem de relevantes e atuais.  Temos nos auto-avaliado pelo mundo, mais que pela Palavra. Definamos bem: nossa maior preocupação, embora não devamos buscar o confronto, não deve ser buscar aplausos ou mostrar que somos agradáveis.  Nossa maior preocupação deve ser a fidelidade a Deus.</p>
<p>Às vezes, a igreja sofre porque merece. Seus membros são mal-educados. Estacionam carros nas garagens dos vizinhos. Que ainda sofrem com o som elevado. Mas como seu Senhor, ela não é do mundo. É outra a sua visão e são outros os seus valores.  Ser rejeitada é natural. Ao invés de se esforçar para agradar ao mundo, que se esforce em sua lealdade. Seu Senhor se agrada de fidelidade.</p>
<p>Sobre ser amiga do mundo e mostrar uma face agradável, como dizia um humorista, “há controvérsias”. Um cântico muito entoado em nossas igrejas diz: “Não existe nada melhor do que ser amigo de Deus”. É verdade. Diz Tiago 2.23, sobre Abraão: “&#8230; ele foi chamado amigo de Deus”. Este deve ser nosso anseio: receber o elogio de Abraão, “amigo de Deus”.</p>
<p>A igreja não é gratuitamente beligerante com o mundo, mas não se pauta por ele. Sua preocupação não deve ser a passar uma imagem de moderna, atual, contextualizada, relevante, seja lá qual for o rótulo que lhe pespeguem. O mundo precisa ver que ela é séria, e deve vê-la como igreja de Cristo. O mundo não precisa nos aplaudir. Mas deve nos respeitar. Precisa reconhecer que temos uma mensagem vinda da parte de Deus. E nos respeitar pela seriedade espiritual.</p>
<p>Nosso olhar não é para o mundo, mas para Deus. Nossa identificação é com Jesus Cristo.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>AMOR, O QUE É ISTO?</title>
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		<pubDate>Tue, 03 May 2011 19:58:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meditações em João]]></category>

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		<description><![CDATA[“Não existe maior amor do que este: de alguém dar a própria vida por causa dos seus amigos” (João 15.13, King James, em português). Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho A maior característica do amor é sua dadivosidade. Quem ama dá. João 3.16 deixa isso claro: Deus amou e deu o que tinha de mais importante. [...]]]></description>
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										</div><p>“<em>Não existe maior amor do que este: de alguém dar a própria vida por causa dos seus amigos” (</em>João 15.13, King James, em português).</p>
<p>Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho</p>
<p>A maior característica do amor é sua dadivosidade. Quem ama dá. João 3.16 deixa isso claro: Deus amou e deu o que tinha de mais importante. No texto de João 15.13 Jesus dimensiona a grandeza de seu amor em dar sua vida pelos seus amigos.</p>
<p>Um cínico definiu amor como “a capacidade de gostarmos de nós mesmos e elegermos pessoas para nos satisfazerem”. Talvez tal pessoa ame assim. Mas o verdadeiro amor é dadivoso. É pródigo em dar-se.</p>
<p>Para os gregos, o amor estava associado à estética, à beleza e à contemplação. Conseqüentemente, o amor lhes era sentimento. Culturalmente somos filhos dos gregos, por isso muitos de nós associamos amor a devaneios, suspiros e sensações. Amar é sentir algo por alguém. Muito do que se chama de amor, em nosso meio, são apenas sentimentos. Inclusive há um livro com este título: “Amor, sentimento a ser aprendido”. Até mesmo em nossa espiritualidade associamos nosso amor a Deus pelo que sentimos. Se temos boas emoções, estamos amando a Deus. Isso é problemático. Porque, para alguns, basta sentir emoções no culto.<span id="more-1846"></span></p>
<p>Para os hebreus, o amor era ação, e não sentimento. Amar significava fazer algo pela pessoa amada. Quando era Israel era chamado a amar a Deus não era para experimentar sensações no culto, mas para obedecer-lhe. Não era sentir, mas fazer, praticar.  O Pr. Martin Luther King Jr. foi feliz ao dizer que dava graças a Deus porque Jesus não mandou que gostássemos de nossos inimigos, mas que os amássemos. Porque gostar é ter afeição e amar é fazer algo de bom por quem se ama. Ele não tinha afeição a quem jogava bombas em sua igreja e espancava os negros. Mas estava disposto a amá-los.</p>
<p>Na peça “As mãos sujas”, um personagem de Sartre (Hugo?) diz que “prefere severidade a amor fútil”. Declarações de amor desacompanhas de gestos dadivosos valem pouco. Até mesmo para um existencialista ateu.</p>
<p>Lemos em 1João 3.18: “Filhinhos, não amemos de palavras nem de boca, mas sim de atitudes e em verdade” (KJ). É significativo que o pano de fundo teológico de 1João seja o gnosticismo grego, que reduzia tudo a sensações e devaneios, prescindindo de uma revelação. Amar não é dizer, ensina João. É fazer.</p>
<p>O amor de Deus não é um amor de palavras. Está provado na história: “Porém, Deus comprova seu amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido em nosso benefício quando ainda andávamos no pecado” (Rm 5.8, KJ). Deus fala, mas não é blábláblá. É de agir. Seu amor é de atos. Nosso amor deve ser assim. Temos muitas declarações pomposas, inclusive em nossos cultos (“Eu declaro…”), mas nem sempre manifestamos este amor em ações comprobatórias. Creio que foi Francisco de Assis quem disse: “Pregue o evangelho, se for necessário use palavras”. Testemunhar verbalmente, efetuando o <em>kerygma </em>como proclamação (desculpem a redundância) é necessário. Mas de palavras o mundo anda cheio. Talvez até mesmo Deus esteja cansado de tanto falatório nosso. Menos palavras, pois.</p>
<p>Jesus amou os seus e deu sua vida por eles. Amar é dar. Amamos a Deus? O que lhe damos? Pedidos e cânticos? Amamos a igreja de Jesus? O que lhe damos? Apenas críticas e queixas? Mostremos nosso amor a Deus e a nossos irmãos. Amor hebreu, bíblico, não grego. Amor como o de Jesus, não como o dos gnósticos. Amor doador.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>ORAÇÕES DA BÍBLIA &#8211; “A maior de todas as orações” – João 17 &#8211; 3ª. parte (vv. 20-26)</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Feb 2011 11:50:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
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										</div><p><em>Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho</em></p>
<p>INTRODUÇÃO</p>
<p>É bom quando oram por nós! É bom saber que na nossa dificuldade alguém intercedeu por nós. Um dia Jesus orou por nós: João 17.20. Somos produto do trabalho lançado pelos apóstolos. Cremos na sua palavra e na história que deixaram para a posteridade, a mais bela de todas as histórias, a de Jesus. Mas ele orou por nós. Por mim e por você.  Que pediu?</p>
<p><span id="more-1764"></span></p>
<ol>
<li>QUE TIVÉSSEMOS UNIDADE &#8211; V. 21</li>
</ol>
<p>Pai e Filho são unidos: João 14.8-10 e 17.1-5. A igreja deve ter o caráter do Pai e do Filho. Israel foi forte enquanto foi unido. Ao se dividir, no reinado de Roboão, enfraqueceu. Presa fácil para inimigos. Mateus 12.25. Personalismo e ego matam a igreja. Precisamos aprender o sentido de equipe, de família. Não há adversários dentro da igreja. Devemos buscar o bem comum. Foi o desejo de Jesus. Esta oração de Jesus é para o Pai, mas é a igreja que a responde, com sua prática.</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol>
<li>QUE TIVÉSSEMOS COMUNHÃO COM O PAI E COM ELE – VV. 22 E 26</li>
</ol>
<p>V. 22: Filho recebeu a glória do Pai e deu à igreja. É sério ser igreja! Ela tem a glória de Deus. Rosto de Moisés brilhava (Êx 34.29) e o de Estevão parecia o de um anjo (At 6.15). E o nosso? V. 26: fez e fará. Fez por eles e fará por nós. Pelo E. Santo: João 14.18. O Pai e Filho se amam. A igreja deve ter este amor em sua vida. Ser cheio do Espírito não é gritar no culto, mas mostrar o amor de Deus. A comunhão com o Pai, o Filho e o Espírito produz amor na vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol>
<li>QUE DÉSSEMOS TESTEMUNHO – V. 23</li>
</ol>
<p>Pela nossa unidade. Pessoas diferentes unidas ao redor de Jesus.  Há igrejas ao redor de um líder, de uma doutrina, de um modelo como G-12. Meros movimentos humanos que são idolatrados. A unidade é ao redor de Jesus, não de projetos, por melhores que sejam. Maior testemunho: crê em Jesus, vive o ensino de Jesus, procura imitar a Jesus. Bem expresso: 1Coríntios 11.1, Efésios 5.1 e 1Tessalonicenses 1.6. O verbo “imitar”é  <em>mimétai, </em>mimetismo, um com o ambiente. Um com Deus.</p>
<p>&nbsp;</p>
<ol>
<li>QUE VÍSSEMOS A SUA GLÓRIA – V. 24</li>
</ol>
<p>Alguns logo pensam em Isaías: visões, êxtases, fumaça, fogo. João 1.14. “Do unigênito”, único nascido de Deus. Cheio de graça e de verdade. A graça presente em Jesus, a verdade personificada. O que precisamos conhecer sobre Deus está em Jesus. Tudo se resume nele. Por exemplo, vida eterna, que é? João 17.3. Conhecer a Deus, conhecer a Jesus.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CONCLUSÃO</p>
<p>O ensino de Jesus é, como sempre, precioso. Só teremos perfeita comunhão com Deus se nosso coração estiver em paz com os irmãos. A igreja não é um passatempo nem pode ser projeto pessoal ou cultural. É a manifestação da glória de Jesus aos homens. E Jesus é a manifestação da glória de Deus ao mundo. A igreja deve manifestar a glória de Jesus em sua vida. Que a nossa a manifeste.</p>
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		<title>NÃO SOMOS ÓRFÃOS</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Feb 2011 13:55:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Meditações em João]]></category>

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										</div><p>Isaltino Gomes Coelho Filho</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>“Não vos deixarei órfãos; voltarei a vós” (João 14.18). </em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Platão disse, sobre Sócrates, que ao morrer deixou ele os discípulos órfãos. Jesus vai para a morte, mas faz questão de dizer que não deixará os seus nesta condição. Não se trata da <em>parousia, </em>sua segunda vinda. Ele voltaria para aqueles discípulos, e não em um futuro remoto. Trata-se, como alguém definiu, de uma <em>enfania, </em>sua manifestação nos discípulos, vindo para morar neles. Seria sua volta pelo Espírito Santo. No dia de Pentecostes, Jesus voltou para sua igreja, na pessoa do Espírito Santo. É confortador para a igreja saber que Jesus não é um vulto distante na história, tanto na passada como na por vir. É um vulto presente. O Senhor da igreja está com a igreja: “e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mt 28.20).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Alguns “teólogos” que perderam a fé ou que se perderam em seu raciocínio, gostam muito do jogo de palavras, de brincar com elas. Parece que trocaram a teologia pela poesia, que é agradável (quando é boa), mas é distinta. No jogo de palavras, um deles disse que quando a igreja se reúne é para celebrar a ausência de Deus. O culto é apenas para evocar saudades. O Pai está distante, e o Filho se foi. Morreu e acabou. Cristãos que têm uma experiência profunda com Deus sabem que o culto celebra uma presença, a de Jesus. Ele está com a igreja todos os dias, até o fim do mundo. Sabem que o Espírito não é uma evocação saudosa ou o sentimento comunitário da igreja, mas uma pessoa viva e real.</p>
<p><span id="more-1758"></span></p>
<p>O Espírito Santo é motivo de muita confusão em nosso meio. Para alguns, apenas uma força ou uma energia. Em certos segmentos neopentecostais, apenas um fio desencapado dando choque nas pessoas para elas gritarem e caírem nos cultos. Em certos segmentos tradicionais, um nome que traz problemas, e com o qual não se sabe lidar corretamente. Ele é Deus conosco. É Jesus conosco. É a certeza de que não somos órfãos. Fui tornado órfão, quando criança. Sem chorar miséria, afirmo que é uma das mais angustiantes sensações. Abandono, falta de rumo, incerteza de como será a vida, de como  sobreviveremos emocionalmente. O mundo desaba para uma criança que experimenta a orfandade. Mesmo que ela ganhe uma madrasta ou um padrasto muito bons, que a tratem muito bem. Mas nunca substituirão o pai ou a mãe quando esses foram bons. A igreja não experimenta esta sensação. Ela tem a certeza de que nunca está órfã, e que nunca experimentará o abandono nem terá a insegurança. Tem um Pai presente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O cristão não é um órfão. Se você crê em Jesus, não é um menino de rua. Convivi com alguns deles, ao longo de meu ministério, e vi a dor e a desestruturação de não ter um genitor que cuide. Nós temos. Nosso Pai cuida. Nosso irmão maior, como Hebreus 2.11 alude a Jesus, não se envergonha de nós.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Seguir a Cristo é ter certeza de uma vida com rumo. É ter um Salvador presente. Adorar a Cristo não é ter saudades, mas celebrar a presença mística do Senhor da igreja com seu povo. Se você pertence a Cristo, não é um coitado nem um largado. Ele o trouxe para a casa do Pai. O Pai o adotou. E ele, Jesus, o irmão mais velho (novamente citando Hebreus) estará sempre com você.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por isso cabem aqui as palavras do grande Gióia Júnior, que musicadas pelo também grande Marcílio de Oliveira, nos deram o hino 355 do HCC: “Aflito? Por que aflito? Cansado? Por que cansado? (&#8230;) Descansa em Deus o cuidado, põe nele tua esperança e vai dormir descansado, como dorme uma criança, como dorme uma criança”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Descansa, aflito. Tu não és órfão!</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>E AGORA, MALCO? O QUE FAZER?</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Feb 2011 19:24:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meditações em João]]></category>

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		<description><![CDATA[Isaltino Gomes Coelho Filho &#160; “Então Simão Pedro, que tinha uma espada, desembainhou-a e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O nome do servo era Malco” (João 18.10). Homem curioso. Famoso não por si, mas pela orelha. Não fosse ela, ninguém saberia que ele existiu.  Nada sabemos dele, além de que [...]]]></description>
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										</div><p>Isaltino Gomes Coelho Filho</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em> </em></p>
<p><em>“Então Simão Pedro, que tinha uma espada, desembainhou-a e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O nome do servo era Malco” (João 18.10).</em></p>
<p><em> </em></p>
<p>Homem curioso. Famoso não por si, mas pela orelha. Não fosse ela, ninguém saberia que ele existiu.  Nada sabemos dele, além de que era servo do sumo sacerdote, e seu nome. Malco é a forma helênica do hebraico Meleque, “rei”. A tradução de Chouraqui diz que sua orelha foi “decepada”. Parece ter havido uma pequena luta entre o grupo que veio prender Jesus, do qual ele fazia parte, e alguns discípulos. E eis sua história: na luta ele perde a orelha, Jesus a recompõe (conforme Lucas), e pronto. Só isso. Nada mais se fala dele.</p>
<p><span id="more-1742"></span></p>
<p>Mas imaginemos algumas perguntas que poderiam ser feitas a ele:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1. Você foi prender um homem que era tido como criminoso. E dos perigosos, porque vocês foram armados. Ele não se defendeu, não lutou, não fugiu. Aceitou passivamente ser preso e pediu que liberassem os demais, já que procuravam por ele. Você não acha isso estranho?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2. Você e ele estavam em lados opostos. Eram adversários, tanto que um dos que estavam com ele feriu você. Ele interveio e até impediu coisas piores. Você não acha isso estranho?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>3. Você teria dificuldades bem sérias com a orelha decepada. Sangraria muito, até chegar a um lugar aonde fosse medicado. Pegaria poeira e poderia infeccionar. Que você ficaria sem a orelha é certo. Ele ainda teve tempo para curar você. Você não acha isso estranho?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>4. Você foi a última pessoa que recebeu um milagre dele. Você já tinha ouvido falar de alguém efetuar milagres para beneficiar os inimigos? Você não acha isso estranho?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>5. Você foi o penúltimo que ele beneficiou. Na cruz ele ainda teve tempo de beneficiar um criminoso. Que zombava dele até poucos minutos atrás, antes de cair em si. As duas últimas pessoas que ele beneficiou foram adversários. Você não acha isso estranho?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>6. Você sabe o nome disso, Malco? É GRAÇA!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>7. Pois é, Malco. E agora, o que fazer? Ficar indiferente? Isso seria rejeitar a graça. Rejeitar a graça é uma desgraça.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Essas perguntas aqui expostas seriam as mesmas perguntas que poderíamos encaminhar para muitas pessoas que são beneficiadas pelo Senhor Jesus, em nossos dias. Gente que é abençoada por ele. Alguém ora por essas pessoas e a graça de Jesus opera em suas vidas. Um pai ou uma mãe ora pelo filho, chora de joelhos, e a graça livra o filho de um desastre. Gente que não sabe (ou sabe erradamente) sobre Jesus é abençoada por causa de sua graça, que é sempre desconcertante e não obedece aos nossos parâmetros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quanta gente, como Malco, é agraciada pelo Senhor Jesus, mesmo sendo indiferente! Talvez o leitor! E nunca reconheceu isto!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Conheci um homem não crente que teve problemas com uma pessoa que lidava com demônios. Esta pessoa procurou um feiticeiro para fazer mal ao homem. O feiticeiro disse: “Estou impedido de tocar nesta pessoa porque seu filho ora por ele todos os dias. Há uma sombra protetora sobre ele”. Este homem foi impactado pelo testemunho do feiticeiro e se firmou de vez na fé. Os métodos de Deus não são convencionais. Além de graça, ele tem soberania: faz o que quer, quando quer, usa quem quer e não deve nada a ninguém por isso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E aí, Malco do século 21? Já decidiu o que fazer? Sugiro-lhe pensar no Salmo 116.12-14: “Que darei eu ao Senhor por todos os benefícios que me tem feito? Tomarei o cálice da salvação, e invocarei o nome do Senhor. Pagarei os meus votos ao Senhor, na presença de todo o seu povo”. Passe para o lado do homem que conserta orelhas dos que estão contra ele.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>UMA ORAÇÃO SEM SENTIDO</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Feb 2011 18:39:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meditações em João]]></category>
		<category><![CDATA[meditação]]></category>

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		<description><![CDATA[Isaltino Gomes Coelho Filho “Disse-lhe Felipe: Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. Respondeu-lhe Jesus: Há tanto tempo que estou convosco, e ainda não me conheces, Felipe? Quem me viu a mim, viu o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?” (João 14.8-9). &#160; Um corinho muito cantado em algumas igrejas diz: “Quero te [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="padding-top:5px;padding-right:0px;padding-bottom:5px;padding-left:0px;;">
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										</div><p>Isaltino Gomes Coelho Filho</p>
<p><em>“Disse-lhe Felipe: Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. Respondeu-lhe Jesus: Há tanto tempo que estou convosco, e ainda não me conheces, Felipe? Quem me viu a mim, viu o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?” (João 14.8-9).</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um corinho muito cantado em algumas igrejas diz: “Quero te ver, quero te tocar&#8230; revela-te a mim&#8230; conhecer-te eu quero mais”. Sua música é envolvente e sua letra expressa um desejo de mais profundidade espiritual. Seu conteúdo se assemelha muito com o pedido de Felipe. “Mostra-nos o Pai”, disse ele. O pedido deste discípulo manifestava um desejo sincero, como o de muitos crentes, o desejo de ter um relacionamento mais profundo com Deus. Isto é saudável. Mas o pedido não faz sentido. Ninguém pode ver o Pai, como ele disse a Moisés: “E disse mais: Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum pode ver a minha face e viver” (Êx 33.20). No Novo Testamento lemos: “Ninguém jamais viu a Deus” (1Jo 4.20-a). O pedido pode ser sincero, mas não faz sentido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quem queira ver a Deus deve olhar para Jesus. É nele que vemos Deus. Recebi um e-mail falando sobre as manifestações da presença de Deus. Uma mensagem bem elaborada, dizendo que Deus está na natureza, no sorriso de uma criança, num gesto de amor. Isso é panteísmo. Deus não está nas coisas. Não está na natureza, nem no sorriso de uma criança, nem num pôr-do-sol, embora estas coisas sejam bonitas. Evitemos teologizar com base no sentimentalismo. Deus está em Cristo: “Deus estava em Cristo&#8230;” (2Co 5.19). É em Cristo que vemos Deus. Dele, com muita propriedade, Paulo disse: “o qual é imagem do Deus invisível” (Cl 1.15). “Imagem” é o grego <em>eikon, </em>que tinha também o sentido de “espelho”. É uma figura muito preciosa. Quando Deus olha no espelho há um rosto nele, o de Jesus. Quando Jesus olha no espelho, há um rosto nele, o de Deus. Jesus é Deus.</p>
<p><span id="more-1719"></span></p>
<p>“Quem me viu a mim, viu o Pai”, disse Jesus. O Deus eterno se manifestou em Jesus, e não vai se manifestar de outra maneira. Não adianta pedir “manifesta-te a mim”. Ele se manifestou ao mundo por meio de Jesus Cristo: “e que agora se manifestou pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus, o qual destruiu a morte, e trouxe à luz a vida e a imortalidade pelo evangelho” (2Tm 1.10). Ninguém espere uma manifestação especial de Deus. Ele escolheu Jesus e se manifestou ao mundo pela segunda pessoa da trindade. Podemos ter uma experiência mais profunda com ele, na adoração, mas ele já se manifestou, e fez isto em Jesus de Nazaré.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Quem me viu a mim, viu o Pai”. Quem queira encontrar Deus precisa saber que ele está em Jesus, que ele se manifestou em Jesus, que é em Jesus que vamos encontrá-lo. Sem Jesus pouco saberemos sobre Deus. Teremos a revelação natural, a revelação no Antigo Testamento e a revelação na consciência, mas as três são incompletas e parciais. Em Jesus está a revelação climáxica de Deus: “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias a nós nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e por quem fez também o mundo; sendo ele o resplendor da sua glória e a expressa imagem do seu Ser&#8230;” (Hb 1.1-3).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É em Jesus que Deus se manifestou definitivamente. Nele, Deus deu sua última palavra revelacional. Cuidado com o sentimentalismo como substituto da revelação final pelo Filho. Quem seja como Felipe, querendo ver o Pai, que olhe para o Filho. O Pai está nele.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>BUZINAR OU OBEDECER?</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Feb 2011 02:36:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Meditações em João]]></category>
		<category><![CDATA[meditação]]></category>

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										</div><p>Isaltino Gomes Coelho Filho</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>“Se me amardes, guardareis os meus mandamentos (&#8230;) Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama&#8230;” (João 14.15, 21).</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em <em>Igreja, corpo vivo de Cristo, </em>Stedman, ao narrar um momento na <em>Peninsula Bible Church, </em>diz: “Um jovem soldado, de farda, entra com o seu jipe no espaço ao lado do Volkswagen. No pára-choque está escrito: ‘Se você ama a Jesus – buzine!’. Ouvem-se várias buzinas. Ele salta do carro e acena enquanto anda em direção à igreja” (p. 5). Parece que Stedman acha isso muito bonito. Entendo que deve haver algum significado nisso. Alguém que ama ao Senhor Jesus se identifica ao motorista, que também ama a Jesus. E mostra o amor buzinando. Deve ser isso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O livro está defasado nas ilustrações (a primeira edição em português é de 1974). O que era alternativo hoje é padrão. Naquela época era inusitado mostrar sua fé através de buzina. Ou de outra maneira exótica. O inusitado de 1974 é rotina em 2011. As pessoas querem mostrar sua fé por atos que não envolvem, necessariamente, compromisso ou entrega da vida. Antigamente se cria que a evangelização era a maneira de levar as pessoas a serem de Jesus. Hoje se coloca uma placa na entrada da cidade: “Coxipó de Poconé de Conceição do Mato Dentro é do Senhor Jesus”. Pronto, Coxipó é de Jesus. Ou pior, ainda: aluga-se um helicóptero e joga-se óleo lá de cima, para “ungir Coxipó de Poconé de Conceição do Mato Dentro”. Agora, a cidade ficou “ungida”. Mas nada mudou. A violência continua, a prostituição não recua, o uso de drogas avança, mas declarou-se Coxipó como sendo de Jesus. Ou “ungida” para ser de Jesus. Recordo-me de uma cidade do interior de São Paulo que ostenta uma placa, em sua entrada, dizendo que ela pertence ao Senhor Jesus. E recordo-me de ter lido um relatório da Secretária de Segurança do Estado de S. Paulo em que tal cidade era a mais violenta do estado. E me recordo de 1João 5.19: “&#8230; o mundo inteiro jaz no Maligno”.</p>
<p><span id="more-1716"></span></p>
<p>Sei que há uma distância entre o conteúdo do livro de Stedman e o ensino neopentecostal sobre atos proféticos. Não é isso que ele defende, mas deixa aberta uma porta para alguns verem a fé em Cristo como atos externos que não envolvem mudança de vida, compromisso mais profundo, mas apenas gestual.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Amar a Jesus não se manifesta em buzina de carro. Assim fosse, os engarrafamentos de trânsito nas grandes cidades seriam uma sinfonia de louvor. Nas palavras do Salvador, quem o ama o obedece. Amar a Jesus é mais que levantar as mãos e exibir um ar de profunda concentração quando se canta. É encarnar na vida os ensinos de Jesus.  Quem ama, obedece.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A questão é que obedecer à Palavra é mais difícil que fazer gestos ou dar-se ares de espiritualidade. E é mais que repetir chavões, sem os quais o crente parece um mundano de extrema carnalidade.  É mais que espargir “ô glória”, “ô bênção” e “graça e paz” em cada sentença gramatical. É assim que muitos medem espiritualidade. Mas a verdadeira espiritualidade é amor a Jesus, manifestado em obediência e lealdade a ele. Para o apóstolo Paulo, a obediência era fundamental em sua vida: “Pelo que, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial” (Atos 26.19).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitos hoje pensam em santidade por um viés litúrgico. Pensam que prestar culto é o que de mais importante podem fazer. Não é. O mais importante é a obediência, não por constrangimento, mas por amor. Samuel disse isso a Saul: “Samuel, porém, disse: Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à voz do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, do que a gordura de carneiros” (1Samuel 15.22). O sacrifício era a forma mais sublime de culto no Antigo Testamento, mas um sacerdote diz que Deus deseja obediência mais que culto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Jesus também assim se definiu nestes termos. Quem o ama obedece aos seus mandamentos. Isso implica em conhecê-lo e à sua Palavra. Implica em leitura e profundidade no Novo Testamento, que traz a revelação completa dele aos homens. Implica em compromisso de vida. Uma vez, conversei com um obreiro muito consagrado, desses que a gente olha e vê que vive que na presença de Deus. Homem capaz e apto para qualquer grande pastorado em seu país, a Inglaterra, gastava sua vida numa aldeia africana. De férias, mas ansioso para voltar para lá. Perguntei-lhe porque estava lá, e não à frente de uma grande igreja. Sua resposta não me foi assimilada imediatamente. Eu era seminarista e pensava em escrever meu nome, ser um “figurão”. Disse-me ele: “Estou lá por causa de Jesus. Ele me quer lá, e isso basta”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Chamava-se Green, este inglês. Devo-lhe isto. Os anos passaram e sua declaração foi crescendo dentro de mim. Sei que amar a Jesus é obedecer-lhe, não buzinar. Até mesmo porque não gosto de buzina. Se você ama a Jesus, obedeça-o. Encarne seus ensinos em sua vida.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>JESUS AINDA É O CAMINHO?</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Dec 2010 20:28:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Meditações em João]]></category>

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										</div><p>Isaltino Gomes Coelho Filho</p>
<p><em>“Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” –</em> João 14.6</p>
<p>Um dos mais graves problemas para a igreja de Cristo é a perda da visão da exclusividade da salvação pela graça por meio da fé em Jesus. Teoricamente, cremos que só Jesus Cristo salva, mas na prática, essa declaração não permeia a vida de muitas igrejas. A crença na salvação exclusivamente por meio de Jesus deveria produzir uma ardorosa visão evangelística e missionária. Cristo seria o carro-chefe da igreja e a mensagem do Cristo crucificado, poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, seria a tônica da pregação. Estranhamente, porém, boa parte das igrejas tem se escondido no Antigo Testamento, trazendo para o culto arca, shophar (esta é a nova grife!), quipá, estrela de Davi, etc. São igrejas evangélicas que baniram o evangelho e recuperaram o sistema veterotestamentário. Sua leitura da Transfiguração deve ser que o Pai retirou Jesus de cena, deixando Moisés e Elias, e declarou: “Estes são os meus Filhos amados em que me comprazo; a eles ouvi”.</p>
<p><span id="more-1606"></span></p>
<p>Alguns parecem ter banido Jesus Cristo de sua própria igreja. É uma negação de sua pessoa e sua obra. Tal atitude se encaixa perfeitamente na declaração do autor de Hebreus: estão pisoteando o Filho de Deus, e caíram da graça. Não entendem que o judaísmo se esgotou. O vinho velho acabou. As talhas de purificação estão vazias. Só Jesus, o Filho de Deus, tem poder para produzir novo vinho, e de qualidade superior. A exclusividade da salvação pela fé em Cristo tem se perdido no arsenal de truques e novidades para engabelar os crentes, dando-lhes a sensação de estarem seguindo a Bíblia. Mas o preço é alto: sem Cristo. A cruz é um estorvo para muitos cristãos. Eles querem bênçãos e poder, mas não a cruz. Querem riquezas, mas não o caminho do sofrimento com e por Cristo. Cantam “quero subir o monte santo de Sião”, não o monte do Calvário. Esqueceram-se que o caminho é Jesus, não o louvor nem o Espírito Santo (identificado com seus sentimentos).</p>
<p>Outros estão olhando pelo outro lado do microscópio. Ao invés de analisar a cultura secular pela Bíblia, analisam-na por pensadores seculares. Adotam o inclusivismo soteriológico. Jesus salva, mas Buda também, Maomé também. Qualquer um também. Gente bem intencionada está salva. O que vale é a sinceridade. Outros nem crêem que haja alguma coisa de que ser salva. A igreja é apenas uma instituição social ou recreacional.</p>
<p>Ouço e leio muito a expressão “o olhar do outro” (frasezinha bonita!), no tocante à verdade espiritual.  Não posso deixar de perguntar: “E o olhar de Jesus, onde fica? As declarações de Jesus, onde ficam?”.</p>
<p>Quando fui evangelizado aos catorze anos aprendi isso: “Jesus não disse que é <em>um caminho</em>, mas <em>o caminho</em>”. Compreendi que o único meio de se chegar a Deus é por ele. Mas segmentos de sua igreja não falam do caminho para Deus, e sim de um caminho tranqüilo por esta vida. Deus se tornou do tamanho das pessoas, porque sua vontade para conosco ficou associada ao bem-estar material. Todo desejo dele para nós é que nos demos bem nos negócios aqui. O propósito de Deus para nós é uma boa vida, e Jesus é apenas um nome que se usa na frase final de qualquer oração, como se fosse uma senha para garantir nosso pedido. Mas a igreja não é mais dele.</p>
<p>Precisamos voltar a Jesus, deixando Moisés e Elias de lado. Jesus disse: “A lei e os profetas vigoraram até João; desde então é anunciado o evangelho do reino de Deus, e todo homem forceja por entrar nele” (Lc 16.16). Voltemos a pregar que só Jesus Cristo salva, que ele é único caminho para o céu, que ser gente boa é bom, mas isso não salva. Aprendi adolescente, e não esqueci: Jesus é o único caminho para o Pai. Quando a igreja deixa aberta a possibilidade de outro Salvador, ou deixa de falar do Salvador, nega ao Senhor. E negou-se a si mesma. Não há “olhar do outro” para salvação. Só há Jesus. Não há outro caminho. Jesus é o único. Nem Moisés, nem Elias, só Jesus. Nem shophar, nem quipar, nem arca. Só a cruz. Fora do Cristo crucificado não há caminho.</p>
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