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	<title>Isaltino Gomes Coelho Filho</title>
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		<title>NEM MONGE NEM EXECUTIVO</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 13:15:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho Pastoral do boletim da Igreja Batista Central de Macapá, 5.2.12 É moda entre os evangélicos citar monges como modelo de espiritualidade. Apesar de permanecerem idólatras, são mostrados como exemplos para nós. Por exemplo, Philip Yancey, que exibe grande ressentimento contra tradicionais, é mestre em exaltar monges. Nesta esteira veio o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="CENTER"><span style="line-height: 19px; font-size: small;">Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho</span></p>
<p align="CENTER"><span style="line-height: 19px; font-size: small;">Pastoral do boletim da Igreja Batista Central de Macapá, 5.2.12</span></p>
<p align="CENTER"><span style="font-size: small;">É moda entre os evangélicos citar monges como modelo de espiritualidade. Apesar de permanecerem idólatras, são mostrados como exemplos para nós. Por exemplo, Philip Yancey, que exibe grande ressentimento contra tradicionais, é mestre em exaltar monges. Nesta esteira veio o livro </span><span style="font-size: small;"><em>O monge e o executivo</em></span><span style="font-size: small;">, de James Hunter, tido como uma “bíblia” de liderança.</span></p>
<p> <span id="more-2273"></span></p>
<p><span style="font-size: small;"> Quando vi o livro de Paul Freston, </span><span style="font-size: small;"><em>Nem monge nem executivo, </em></span><span style="font-size: small;">gostei e adquiri. Pelo título e por Freston, que combina espiritualidade e brilho intelectual. Li de uma assentada. É um livro de meditações nos evangelhos. Analisando personagens que se relacionaram com Jesus, começando por Maria, Freston mostra como suas vidas foram radicalmente modificadas. Ao invés de olhar para homens como modelos de espiritualidade, ele acena com o modelo de vida de Jesus. Não trata de liderança, mas como Jesus é um modelo de espiritualidade invertida, uma espiritualidade serviçal. Freston não combate o livro de Hunter. Nem eu. Li </span><span style="font-size: small;"><em>O monge e o executivo,</em></span><span style="font-size: small;"> aprendi com ele, e vejo valor nele. Mas Jesus é realmente fantástico. Um homem absolutamente despreocupado consigo mesmo, sem qualquer desejo de dominar. Na realidade, um antilíder, pois sua preocupação maior era de ser servo. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: small;"> Jesus é o maior líder, o maior vulto da história. Escolheu doze homens sem relevância social, numa região atrasada, subdesenvolvida, e trabalhou com eles por curtos três anos. Foi traído por um deles e abandonado pelos demais. Foi morto com requintes de crueldade, sob intensa zombaria. Não deixou uma linha escrita. Mas mais livros se escreveram sobre ele que sobre qualquer outro personagem. Mais músicas se compuseram sobre ele que sobre qualquer tema. Sua maior viagem não ultrapassou 300 km. Mas marcou o mundo. Fundou um movimento que chamou de “minha igreja”, e que tem atravessado os milênios, duramente perseguida. Até mesmo por gente que diz segui-lo. Há gente na igreja que serve ao inimigo: odeia-a. Muitas vezes seus seguidores o desonraram e fizeram coisas erradas em seu nome. E ele continua como o maior homem que já existiu.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: small;"> Ninguém recuperou mais vidas que ele. Ninguém reconstruiu mais lares que ele. Ninguém encheu os homens de esperança e vigor para uma vida correta mais que ele. Gosto de Beethoven, mas não morreria por ele. Gosto de Machado de Assis, mas não sofreria por ele. Não apenas eu como milhões de pessoas morreriam por Jesus, vendo isto como privilégio.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: small;"> Jesus é o modelo. Um líder que não aprendeu com monges. Era menos executivo e mais </span><span style="font-size: small;"><em>office boy: </em></span><span style="font-size: small;">sua preocupação era fazer a vontade do Pai. Nunca usou as pessoas como trampolim para seu ego, mas deu a vida por elas. Ninguém chega aos seus pés.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-size: small;"> Sim, nem monge nem executivo. Jesus. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>ESTUDO BÍBLICO EM FILIPENSES &#8211; TEXTO: 1.12-18</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 21:34:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estudos em Filipenses]]></category>

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		<description><![CDATA[IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ ESTUDO BÍBLICO EM FILIPENSES &#8211; FOLHA 5 TEXTO: 1.12-18 Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho &#160; INTRODUÇÃO Uma carta alegre escrita da prisão. Seu teor mostra que o sofrimento não deve derrubar um fiel. “Benditos sejam os problemas”.  Conceito hoje: “Pare de sofrer”. Paulo: há sofrimento, mas Deus pode [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ</p>
<p>ESTUDO BÍBLICO EM FILIPENSES &#8211; FOLHA 5</p>
<p>TEXTO: 1.12-18</p>
<h2>Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho</h2>
<p>&nbsp;</p>
<p>INTRODUÇÃO</p>
<p>Uma carta alegre escrita da prisão. Seu teor mostra que o sofrimento não deve derrubar um fiel. “Benditos sejam os problemas”.  Conceito hoje: “Pare de sofrer”. Paulo: há sofrimento, mas Deus pode torná-lo em vitória. O centro da argumentação:  v. 18. A ele voltaremos no fim do estudo.</p>
<p><span id="more-2241"></span></p>
<p>COMENTÁRIO TEXTUAL</p>
<p>Vv. 12-14 -  Acalma a igreja. Está tudo bem com ele. “Progresso” é <em>prokope</em>, “avanço mesmo com bloqueio”. V. 13: preso por sua fé. “Guarda pretoriana” (9.000 soldados, de elite, que acabaram ouvindo o evangelho). Preso a um, em cadeias (Ef 6.20). Que oportunidade de testemunho! Se este soldado a quem Paulo estava preso não se converteu, está mesmo perdido! Como deve ter ouvido de Jesus! Nossas dificuldades podem ser instrumento nas mãos de Deus.  V. 14: outros, estimulados por seu testemunho, se lançam à pregação. Nossa atitude em meio às lutas é estímulo para os outros. Quando sofremos, perseveramos e vencemos estimulamos outros. “Pare do sofrer” não é a questão. A questão é: se sofrer, aja como um cristão. O sofrimento por causa da fé identifica-nos com Cristo: 1Pedro 4.12-16.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Vv. 15-18 &#8211; Há gente se exibindo, mas e daí? Há quem pregue em competição com ele (v.17).  A King James traduziu “por ambição egoísta” (v. 17). Na realidade, o que eles diziam era, mais ou menos: “Nós pregamos e estamos bem; ele prega e está preso. Deus está do nosso lado!”. Mas e daí?  Ele não está preocupado em fazer carreira ou competir com alguém. Sua alegria: Cristo está sendo anunciado, mesmo que com intenções escusas dos pregadores. Era a sublime obsessão de Paulo. Stott: “Paulo era um homem intoxicado de Cristo”. Hoje: intoxicados de denominação, de estruturas eclesiásticas, de vontades pessoais, de dons. Cristo ocupa a periferia dos sentimentos. Há gente intoxicada de um time de futebol. Você está intoxicado de alguma coisa? Há gente cheia de si. Paulo estava cheio de Cristo (Gl 2.20).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CONCLUSÃO</p>
<p>O v. 18 dá título à carta:  “a epístola da alegria”.  Concluamos com uma citação de Weingärtner: “Se a nossa pregação não produzir alegria, se ela não tirar fardo, iluminar trevas, abrir prisão, então ela sofre de um mal grave.  Talvez nos tenhamos acostumado a amaldiçoar as trevas, em vez de deixarmos brilhar a luz. Devemos entender que maldição não muda treva nenhuma. A alegria em Cristo, porém, assim como transformou as trevas da prisão de um missionário, dois mil anos atrás, poderá transformar as trevas de nossa vida, mesmo na situação mais desesperadora.” <em>  (Filipenses,</em> p. 38). E também transformará as trevas espirituais de muitas vidas. Que nossa preocupação não seja “livrar nossa cara”, mas glorificar a Cristo, em qualquer circunstância.</p>
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		<title>NADEZ EM ALTO ESTILO</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 09:34:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Isaltino Gomes Coelho Filho               Não é nudez. É nadez mesmo. É um conceito da filósofa Gertrude Stein. Ela criou o neologismo referindo-se ao vazio interior das pessoas, que lhes dá uma vida incolor. Elas necessitam de motivações, mas não querem causas que exijam engajamento. Também não querem estudar, e receiam coisas profundas. São superficiais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center">
<p align="center">Isaltino Gomes Coelho Filho</p>
<p align="center">
<p>              Não é nudez. É nadez mesmo. É um conceito da filósofa Gertrude Stein. Ela criou o neologismo referindo-se ao vazio interior das pessoas, que lhes dá uma vida incolor. Elas necessitam de motivações, mas não querem causas que exijam engajamento. Também não querem estudar, e receiam coisas profundas. São superficiais e vegetativas. Alimentam-se do vazio e do nada. Isto é a nadez.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quer ver exemplos de nadez? Selecionei, em três sites, notícias publicadas no dia 7 de janeiro. FOLHA.COM: (1) Fernanda Paes Leme curtiu o mar neste sábado; (2) DiCaprio apresentou nova namorada à mãe; (3) Marco Rizza se aborrece e levanta dedo para paparazzo. IG: (1) Famosos levam seus bebês ao teatro no Rio; (2) Cláudia Jimenez e Miguel Falabella jantam juntos no Rio de Janeiro; (3) Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert curtem peça. UOL: (1) Paula Abdul termina relacionamento com Braston; (2) Top Ana Beatriz Barros vai à praia com namorado; (3) Filme fez Scarlett Johansson parar de comer carne. Tirando-se DiCaprio, que conheço pelo filme “Titanic”, se trombasse com os demais na rua não saberia quem são. Vez por outra encontro alguns desses famosos em vôos ou aeroportos. São-me tão conhecidos como eu para eles. Um cantor chamou-me de alienado porque eu não sabia quem ele era.</p>
<p><span id="more-2238"></span></p>
<p>São notícias típicas da cultura nadez. Dão às pessoas a sensação de estarem informadas, de estarem por dentro dos bastidores. Sabem coisas. Banais e inúteis, mas sabem. Ajunte-se a isto o prazer que bisbilhotar a vida alheia dá e eis a realização da pessoa da cultura nadez. Ela se sente ocupada e tem uma sensação de cultura. Seu vazio intelectual, emocional e espiritual é preenchido com o nada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Parece-me, sem querer ser maldoso, que estão surgindo uma cultura e uma geração medíocres. Fui pré-adolescente e adolescente nos anos sessentas. Aquela geração foi às ruas protestar. A geração de hoje vai aos shoppings consumir. Aquela queria transformar o mundo. A atual quer o melhor do mundo. O ideal cedeu espaço para o desfrute. Falta de grandeza. Mas meu grande receio é que a nadez esteja migrando para as igrejas. As pessoas querem agito, mas não reflexão. Querem sensações, mas não estudo. Nada de “pesado” deve ser pregado. Sermão expositivo? Nada disso! Que tal algumas historinhas? A mensagem e o culto devem ser  “light”, como as notícias dos sites. O estudo bíblico cede lugar ao “compartilhamento”, um momento em que cada um conta uma história em que, geralmente, é o herói. Fui a uma reunião de estudo bíblico na qual as pessoas estavam sem Bíblia. Disseram-me, candidamente, que seu costume era o de compartilhar sua semana uns com os outros. É uma boa prática, mas não deveria receber o nome de “estudo bíblico”. O livro texto não era a Bíblia, mas as pessoas. Não se estudava a Bíblia. Papeava-se. Em muitos cultos nadez, as pessoas ouvem alguma coisa sobre Deus e cantam alguma coisa sobre ele. Mas nada “denso” (como alguém me  recomendou para pregar), nada comprometedor. Tudo suave. Tudo nadez. Alguns de nossos cânticos são nadez pura. O próprio enfoque da vida cristã não é mais o de ideal, mas o de desfrute: como ser abençoado, como conseguir o melhor na vida material, seguindo alguns bons conselhos espirituais. A vida cristã passou a significar uma vida tranqüila, cheia de coisas, e não o investimento da vida e dos bens no reino, num compromisso com o evangelho e com a igreja de Jesus. Nadez espiritual.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nadez cultural já é lastimável. Mas nadez espiritual é pior. Ilude a pessoa. Leva-a a sentir-se realizada com migalhas que caem da mesa, e não com o pão farto. Leitor, você está na fase da nadez ou do tudez? Não tenho a envergadura de uma Gertrude Stein, mas deixe-me criar um neologismo. O tudez vem do esquecido hino “Tudo, ó Cristo, a ti entrego, tudo, sim, por ti darei”. Tudez dá realização. Nadez é engodo. Opte pelo tudez.</p>
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		<title>ESTUDO BÍBLICO EM FILIPENSES &#8211; TEXTO: 1.9-11 – 2ª. parte</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Jan 2012 13:28:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estudos em Filipenses]]></category>

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		<description><![CDATA[IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ ESTUDO BÍBLICO EM FILIPENSES &#8211; FOLHA 4 TEXTO: 1.9-11 – 2ª. parte Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho &#160; INTRODUÇÃO Vimos que esta é a terceira e mais curta seção da carta.  Paulo ora  pela igreja. É bom verificarmos seu pedido, pois expressa o desejo apostólico para a comunidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ</p>
<p style="text-align: center;">ESTUDO BÍBLICO EM FILIPENSES &#8211; FOLHA 4</p>
<p style="text-align: center;">TEXTO: 1.9-11 – 2ª. parte<br />
Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho
</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>INTRODUÇÃO</p>
<p>Vimos que esta é a terceira e mais curta seção da carta.  Paulo ora  pela igreja. É bom verificarmos seu pedido, pois expressa o desejo apostólico para a comunidade cristã. Por certo que nos ajudará, também. Vimos a estrutura da sua oração, reproduzindo as expressões que ele emprega (conforme a Versão Revisada, IBB), e comentamos quatro delas, no estudo passado. Neste estudo completamos com as três faltantes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>5. CHEIOS DO FRUTO DA JUSTIÇA &#8211; Mostrar o fruto de uma vida  de quem foi perdoado (idéia anterior). Que é isto? O fruto da justiça que nos foi imputada em Cristo, o fruto da justificação. O fruto de quem tem o Espírito Santo, que nele veio habitar, quando de sua justificação. É o fruto de Gálatas 5.22-23. IMPORTANTE: <em>hoje se enfatizam muito os dons. Dons podem ser falsificados. Muçulmanos xiitas falam em línguas, bem como católicos, monges budistas e esquimós. Mas o fruto, conforme Gálatas 5.22-23, esse ninguém pode falsificar. </em>Lembremos da palavra de Jesus: Mateus 7.16-18.<span id="more-2234"></span></p>
<p><em> </em></p>
<p>6. QUE VEM POR MEIO DE JESUS CRISTO – Nós não conseguimos produzir por nós mesmos. É obra de Cristo em nossa vida. Quanto mais houver de Cristo em nossa vida mais frutos teremos. Lembremos Gálatas 2.20. O problema é que muitos crentes querem um Cristo que seja seu serviçal e não se vêem como servos dele, a não ser em afirmações verbais. Neste entendimento, ele deve nos abençoar, mas não tem direitos sobre nós. A vida cristã é Cristo em nós. Ele é o Senhor e tem direitos sobre nossa vida. Não é nosso quebrador de galhos. A profissão de fé da igreja primitiva não era “Jesus é Provedor”, mas “Jesus é Senhor”. Veja a queixa de Paulo em Filipenses 2.21.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>7. PARA A GLÓRIA E LOUVOR DE DEUS – Não é para exaltação pessoal. Há gente que se orgulha de sua espiritualidade. Há gente que cultua a si mesmo. Há pessoas que vão dar um testemunho, mas exaltam sua pessoa. O nome de Jesus e a glória a Deus só aparecem para compor o quadro. É exaltação a si mesmo. Deus deve ser louvado por nós e glorificado em nossa vida. Em qualquer circunstância. Veja Filipenses 1.20-21.</p>
<p><em> </em></p>
<p>CONCLUSÃO</p>
<p>É uma oração que cobre várias áreas de nossa vida. Ela expressa o desejo de Paulo pela virtuosa igreja de Filipos. Um cristão que busque a excelência por certo que desejará em sua vida as mesmas coisas desejadas por Paulo. Assim façamos. É o desejo registrado na Palavra de Deus.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A INTEGRIDADE DA PROFECIA</title>
		<link>http://www.isaltino.com.br/2012/01/a-integridade-da-profecia/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 00:11:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palestras]]></category>
		<category><![CDATA[Foz do Iguaçu]]></category>

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		<description><![CDATA[Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho para a Assembléia da Convenção Batista Brasileira, em Foz do Iguaçu, PR, 22.1.12 &#160; INTRODUÇÃO Comecemos definindo os termos, como dizia meu professor de Filosofia, Dr. Reynaldo Purim. Quando falo de “Integridade da profecia”, por “integridade” aludo à completude e ao inter-relacionamento da profecia. Aludo a como ela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center">Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho para a Assembléia da Convenção Batista Brasileira, em Foz do Iguaçu, PR, 22.1.12</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>INTRODUÇÃO</p>
<p>Comecemos definindo os termos, como dizia meu professor de Filosofia, Dr. Reynaldo Purim. Quando falo de “Integridade da profecia”, por “integridade” aludo à completude e ao inter-relacionamento da profecia. Aludo a como ela é completa, no sentido de ser um todo, e afirmo que é como um todo que o evento profecia deve ser analisado. E afirmo que suas partes e épocas se relacionam entre si. Para um bom entendimento teológico, ela não pode ser analisada em episódios desconectados uns dos outros. Em uma etapa posterior desta palestra, mostro o que isto implica para nós, em nossa teologia e em nossa ética. É nesta direção que caminharemos.<span id="more-2230"></span></p>
<p>Ao definir “integridade” como sendo sinônimo de completude e de um todo, quero eliminar a visão fragmentária de profecia, como ela fosse destinada por Deus para tratar de questiúnculas de varejo. A profecia bíblica não é um sistema de augúrios, tipo horóscopo, com previsões para a vida dos leitores. Pessoas que parecem não saber administrar sua vida buscam este uso da profecia. Precisam de alguém que lhes diga o que fazer. Geralmente elas encontram algum alegado profeta, que lhes dirá o que fazer na sua vida (quem quer ser iludido sempre encontrará alguém que lhe ajudará neste mister).  Em algumas vezes, neste processo, a Bíblia é usada para pinçar declarações em versículos isolados que são interpretadas por elas como sendo um oráculo divino pessoal. Em muitos segmentos, os alegados profetas que palpitam sobre a vida das pessoas chegam às raias da absoluta ausência de bom senso. Batizei uma jovem advogada que estava em uma dessas igrejas, onde ainda não fora batizada, mas ela e seu namorado já haviam sido designados para serem pastores. A profetisa orientara-os a já morarem juntos antes do casamento. Isto trouxe grande confusão à cabeça da jovem, que procurou uma igreja tradicional, onde a Bíblia fosse ensinada e tratada com reverência. O rapaz, hoje, está no espiritismo. Nem naquela seita permaneceu. Mas ambos foram “vocacionados” pela profetisa porque tinham formação superior e ocupavam funções sociais de visibilidade social. O critério sequer era espiritual, mas sim o quanto o jovem casal daria de visibilidade àquela seita. Muita gente acha que a verdade está na fama, e quando algum famoso professa alguma fé, esta fé deve ser a verdadeira. É por isso que famosos fazem mais sucesso em nossas igrejas com seus testemunhos que os santos homens e santas mulheres de Deus com seu ensino bíblico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1. UM POUCO MAIS DE DEFINIÇÃO</p>
<p>Vou andar um pouco por aqui, negando, para afirmar depois o que ela é. Profecia não é adivinhação. O termo hebraico para “profetizar” é <em>nibba’ <a title="" href="file:///C:/Users/kleber/Downloads/A%20INTEGRIDADE%20DA%20PROFECIA%20-%2029.12.docx#_ftn1"><strong>[1]</strong></a></em>, cuja etimologia é bastante disputada. A idéia mais aceita é que se relaciona com o acadiano <em>nabû, </em>“chamar, convocar, proclamar”. Vemos isso no Código de Hamurábi, quando o rei caldeu afirma que ele foi <em>nibit Bel</em> (“vocacionado por Bel”) e que as demais divindades caldaicas o <em>nibiû </em>(chamaram ou nomearam) para ser seu vice-regente na terra. Este parece ser o primeiro registro histórico do termo. Seu sentido ficou sendo o de alguém chamado e designado por alguma divindade. Deste termo <em>nabû</em> vem o hebraico <em>nabhi</em>, “profeta, a pessoa chamada”.  O profeta seria alguém chamado por Deus para entregar uma mensagem, sendo seu representante entre os homens. Esta mensagem que ele transmite é a profecia.</p>
<p>Como a profecia só existe se existir um profeta (anjos não profetizam), a figura do profeta esclarece mais o evento da profecia. Os dois estão intrinsecamente ligados. O profeta era também chamado de <em>ish Elohym</em>, “homem de Deus”, como a sunamita declarou de Eliseu, em 2Reis 4.9 (<em>ish Elohym qadôsh – santo homem de Deus</em>). A expressão designava uma pessoa de uma vida totalmente consagrada a Deus. A profecia dependia, para sua comunicação, de uma relação especial do profeta com Deus.  Outros dois termos que se intercambiavam era <em>hôzeh </em>ou <em>ro’eh</em>, “vidente”. O sentido é mais amplo que descobrir coisas (embora em 1Samuel 9.9, o descobridor de coisas seja chamado de <em>ro’eh</em>). A idéia dos dois termos é que o profeta é o homem que vê aquilo que o mundo não vê. Um exemplo atual: eis os homens brincando com o pecado, apologizando drogas, enaltecendo o homossexualismo, banalizando o sexo, destroçando a família, levantando cercas contra o evangelho e contra Deus. Tudo isto é chamado de progresso e de avanço cultural. Quem se oponha a este arrastão é chamado de fundamentalista, e tido como politicamente incorreto. Mas o profeta é o homem que vê aonde conduz a vida sem Deus e brincando com o pecado. Ele ousa dizer que o aborto indiscriminado é infanticídio. Que o homossexualismo pode ser legal, mas é pecado. Ele é mal visto pelos  donos da informação, que massificam as pessoas e forçam a criação de leis para calá-los. Principalmente porque ousa falar do juízo de Deus. Mas pelo menos fica na companhia de um Jeremias, de um Amós, de um Elias, de um João Batista.  Faz parte de uma rara estirpe de homens sérios que serviram a Deus, sem se importarem com a popularidade de um mundo medíocre.</p>
<p>A profecia bíblica é portadora da verdade de Deus e ela mesma é a verdade de Deus. Profecia não é apenas história ou curiosidade. Menos ainda fofoca sobre alguém. Como está registrada na Bíblia, ela é, numa feliz expressão de Ernest Wright, o relato dos atos de Deus, porque na profecia Deus não apenas falou, mas agiu. Ele não é apenas o Deus que fala, mas é também o Deus que age. A profecia é sua palavra e também a sua ação, isso porque ela está enraizada na história. A história é o palco onde Deus se movimenta<a title="" href="file:///C:/Users/kleber/Downloads/A%20INTEGRIDADE%20DA%20PROFECIA%20-%2029.12.docx#_ftn2">[2]</a>. A profecia é histórica porque une palavra e ação.</p>
<p>Assim vemos que o profeta não é um adivinho nem um proferidor de “palavras proféticas” que se cumprirão na vida de alguém. É um oráculo de Deus. E que a profecia é a verdade moral de Deus aos homens, porque a profecia sempre tem um significado moral. Ela não é informativa, mas se propõe a ser formativa.</p>
<p>A profecia é um todo integrado, mesmo com a particularização de destinatários (reis, Israel, Judá, nações pagãs, reis gentios, etc.). Ela é a instrução ao povo sobre a vontade de Yahweh. Por isso, acertadamente, diz Provérbios 29.18: “Onde não há profecia, o povo se corrompe”. A profecia ajudava o povo a se manter nos caminhos do Senhor. Os profetas exortavam o povo ao arrependimento e a uma vida correta com Deus. Havia predições em suas pregações, mas elas eram acessórias e não o fundamental. O fundamental na profecia sempre foi o chamado ao acerto da vida com Deus. A profecia não é, em sua essência, adivinhação ou cognição, mas a transmissão do caráter moral de Deus, com as implicações disto para a vida dos ouvintes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2. A CONEXÃO ENTRE PROFECIA E PREDIÇÃO</p>
<p>Comecei o tópico anterior dizendo que profecia não era predição, e o desenvolvi dizendo que na profecia havia predição. Vamos esclarecer bem isto. As predições aparecem na profecia, geralmente como resultado da obediência ou rejeição à Palavra de Deus. Isto fica bem caracterizado nas bênçãos do monte Ebal, e as maldições do monte Gerizim (Dt 27.11 a 28.68). As bênçãos e maldições são previstas como resultado da resposta do povo. Da mesma maneira,  aspecto futurístico das bênçãos de Jacó sobre seus filhos e netos (Gn 49) tem a ver com o procedimento deles. O caso mais claro é a retirada da bênção da primogenitura a Rúben, e a não cessão dela aos sucessores imediatos, o que deveria suceder pelo direito mosaico, Simeão e Levi, que também são apenados. A bênção da primogenitura termina recaindo sobre Judá. A sua apaixonada defesa de Benjamim (Gn 44.16-34), que move o coração de José, mostra como ele mudou e, mesmo sendo o quarto filho, se habilitou a ela.  Sem dúvida que a peça oratória de Judá sucedeu, mas ela é inserida no texto para mostrar porque Judá passou a ser o destinatário da primogenitura. Ou seja, o futuro, segundo a profecia, é determinado pelo caráter e postura diante de Deus no presente em que a profecia é proferida. O elemento preditivo surge como componente do elemento ético. A profecia é um chamado à correção. Aceitando a correção, há bênção no futuro. Não aceitando, há maldição no futuro. Assim surgem as predições. Não são predições pelo hábito de prognosticar, mas para compor o quadro do ensino. Elas fazem parte de um todo.</p>
<p>É neste sentido que aparecem as predições da destruição de Jerusalém, bem como o retorno de Judá do cativeiro, por Jeremias. As profecias messiânicas surgem neste contexto: a restauração da dinastia davídica, após o castigo de Judá com o cativeiro babilônico. No entanto, há aqui uma notável distinção. A bênção da restauração não se liga a algo de bom feito pelo povo, mas ao <em>hesed</em> de Yahweh, que mantinha o pacto de pé. Mas mesmo neste caso, podemos notar que o futuro não era apenas predição, mas tinha um significado teológico. Mais uma vez, o foco não é adivinhar ou vislumbrar o futuro por mero exercício, como se os profetas fossem treinados para lerem o futuro. O foco é o cumprimento da Palavra falada por Deus. Isto fica bem definido na figura da amendoeira que floresce (Jr 1.11-12), com o interessante jogo de palavras, no hebraico (<em>shoqed, </em>“amendoeira”, e <em>shaqed, </em>“vigio”). A predição está sempre ligada a um projeto de Deus na história, e não à satisfação de figuras patéticas que querem diariamente uma “palavra profética” ou um “ato profético” (seja lá o que isso seja) para continuarem suas vidas opacas de significado histórico e sua incapacidade de viverem sem horóscopos e sem gurus.</p>
<p>Em Ageu, o messianismo profético está tão ligado à casa de Davi que Schwantes usou o termo “davidismo” para designá-lo<a title="" href="file:///C:/Users/kleber/Downloads/A%20INTEGRIDADE%20DA%20PROFECIA%20-%2029.12.docx#_ftn3">[3]</a>. Deus prometeu, pela aliança davídica (2Sm 7.12-16), que um descendente da Davi reinaria para sempre. O davidismo subsidia o messianismo no cativeiro e no pós-cativeiro imediato. Ou seja, a predição messiânica está ligada à Palavra de Deus, e não a um anseio sociológico, em tempos de cativeiro. Ela já fora anunciada antes, na história. Predição não é adivinhação e faz parte de um processo histórico, não de fragmentos de vidas isoladas.</p>
<p>Este aspecto do elemento preditivo não ser fragmentário, atomizado e pessoal e sim se localizar dentro de um propósito de Deus tem um significado teológico muito rico. Praticamente, quase que toda a teologia do Novo Testamento está contida na nova aliança e no davidismo de Ezequiel e nos cânticos do Servo Sofredor de Yahweh<a title="" href="file:///C:/Users/kleber/Downloads/A%20INTEGRIDADE%20DA%20PROFECIA%20-%2029.12.docx#_ftn4">[4]</a>. O elemento preditivo do Antigo Testamento se conecta à nova aliança. Hebreus 1.1-2 deixa isso bem claro. Os atos de Deus na história podem, sem exegese a fórceps, ser inseridos na expressão “de muitas maneiras”. A profecia se liga à história. O Messias é um novo Davi. Lembre-se que o Novo Testamento se abre e se fecha falando de Davi (Mt 1.1 e Ap 22.16). A história realizada do Antigo Testamento é o suporte do Novo Testamento. A profecia se fez história e gerou o Novo Testamento. Por isso, que não rebaixemos o conceito de profecia à adivinhação ou ao ato de algum guru iluminado em fazer declarações sobre a vida de pessoas. Isto é empobrecer ao extremo a idéia de profecia.</p>
<p>Esta integridade se vê no inter-relacionamento entre dois Testamentos. Vários exemplos podem ser aduzidos aqui. Miquéias 5.2 é um desses exemplos que destaco. O texto, produto do oitavo século antes de Cristo, aponta Belém como lugar de nascimento do Messias. Poucas semanas antes do Messias nascer, sua mãe estava em Nazaré, distante de Belém. Na longínqua Roma, um rei pagão edita um decreto, e obriga a mãe do Messias à viagem, e assim a profecia se cumpre. Não foi uma adivinhação, mas ação divina. Que precisou usar um pagão para que ela se cumprisse (como usou Ciro). Ele é Deus sobre os pagãos e os usa quando quer e como quer, sem que nada fique lhes devendo. Mas a escolha de Belém não foi acidental. Coloca-o na linhagem de Davi e da cidade de Davi. Sua criação em Nazaré não foi acidental. É o rei humilde. A profecia traz uma mensagem declarada e muitas vezes  também traz uma implícita, em seus contornos. Mas este exemplo mostra a ação de Deus na história, a interdependência dos dois Testamentos e que a profecia se ocupa de coisas grandes, como o eterno propósito de Deus. Aqui, a predição é altamente profética, mas enraizada na história. O elemento preditivo na profecia não é diletante (“Quem será o campeão deste ano?”)  ou frívola (“Ó profeta, com quem devo me casar?”). É histórico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>3. O QUE TORNA A PROFECIA POSSÍVEL E COMO ELA SE VIABILIZA</p>
<p>A profecia bíblica é possível e repousa sobre este fato: Deus se relaciona com os homens. Isto é notável desde o Éden e se torna agudo em Êxodo 3.18 (“E ouvirão a tua voz; e irás, com os anciãos de Israel, ao rei do Egito e lhe dirás: O SENHOR, o Deus dos hebreus, nos encontrou. Agora, pois, deixa-nos ir caminho de três dias para o deserto, a fim de que sacrifiquemos ao SENHOR, nosso Deus “), que é conhecido como a entrada de Yahweh na história de Israel. O verbo “encontrou” é bastante significativo. Não significa que ele houvesse perdido Israel, mas sim que veio recuperar Israel do cativeiro. Ele entrou na experiência do povo. A profecia existe porque Deus é um ser relacional. Neste relacionamento, por um ato da sua graça e da sua soberania, ele elege pessoas que se tornam seus profetas. A primeira ocorrência do termo “profeta” está em Gênesis 20.7, e se refere a Abraão. O significativo é que o termo não tem nenhuma conotação com vidência ou um significado teológico especial, mas com o caráter de Abraão. “Ele intercederá por ti”. O primeiro uso do termo <em>nabhi </em>se aplica a um homem por quem Deus tinha especial atenção e que deveria ser acatado. Ele era portador de bênção ou maldição para o rei. O profeta é um homem de relacionamento especial com Deus. Yahweh é o Deus da graça, do <em>hesed</em>, escolhe os seus, cuida deles, e os usa como canais para comunicar sua graça do mundo.</p>
<p>Sara não podia gerar um filho de Abimeleque. Ela seria a geradora da família eleita. Observe que a questão do profeta (e por extensão, a profecia) se liga, mais uma vez, à teologia e ao propósito histórico de Deus.</p>
<p>Porque é um ser relacional, Deus deseja manter bom relacionamento com seu povo, e o instrui para isso. O texto de Oséias 4.6 é bem claro: “O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porque tu, sacerdote, rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos”) . Chamo a sua atenção para o fato de que “conhecimento”, aqui, não é cognitivo. Muitas vezes o texto foi usado para dar base à educação religiosa e a necessidade de dar conhecimento bíblico ao povo. O hebraico é <em>da’at</em>, com o sentido de relacionamento vivencial e não cognitivo. É o verbo usado em “E Adão <em>conheceu </em>a Eva, sua mulher” (Gn 4.1). <em>Da’at </em>é conhecimento mais profundo e pessoal que se pode ter. Deus não está dizendo que faltam informações ao seu povo, mas sim que lhe falta relacionamento pessoal com ele. A profecia é transmissão de vida, e não de dados. No contexto de Oséias se entende que a profecia é para trazer o povo ao relacionamento correto com Deus. Correto não necessariamente em ortodoxia, mas em ortopraxia, no relacionar-se com Deus. A profecia é o chamado ao povo para andar corretamente com Deus. Isto pode ser visto como o desejo de Deus, bem expresso a Abrão: “Eu sou <em>El Shadday</em>, anda em minha presença e sê perfeito” (Gn 17.1).  A profecia é um chamado à retidão, ao <em>da’at</em>, ao <em>hallaq </em>(andar) com Deus.</p>
<p>A profecia é íntegra quando chama o homem a andar com Deus. O profeta é um <em>ish Elohym, </em>que por ser homem de Deus pode chamar os homens a andarem com Deus. Por desdobramento, ela se viabiliza por homens e mulheres santos, que Deus usa.</p>
<p>O pregador cristão, como profeta, como <em>ish Elohym</em> (homem de Deus)<em>, </em>como <em>hôzeh </em>ou <em>ro’eh </em>(aquele que vê o mundo com os olhos de Deus) deve transmitir vida. Ele não é um professor de curiosidades bíblicas, mas proclama a Palavra Viva de um Deus Vivo, proclama a Palavra que transmite vida. Por isso, ele não pode ser uma figura errática nem insegura. A moda hoje é não ser diretivo nem politicamente incorreto. Segundo tal posição, não podemos dizer que temos a verdade e que fora da mensagem que pregamos não há salvação e que as pessoas estão erradas. Mas o profeta tem convicções e não se subordina a conveniências culturais, porque a profecia, se é calcada na verdadeira Palavra de Deus, e não em <em>insights </em>humanos, é a verdade. É absoluta e não condicional. E se um homem não tem esta convicção, ele não é um profeta. E o que ele prega não é profecia. Moralmente, o mundo não é íntegro. A profecia, se realmente for bíblica, é moralmente íntegra, porque expressa a vontade de Deus que é “boa, perfeita e agradável” (Rm 12.2). A profecia sempre terá um elevado componente moral. E os profetas devem ser homens de moral elevada. Pigmeus espirituais nunca poderão ser profetas. A sunamita expressou bem. O <em>ish Elohym </em> deve ser <em>qadosh. </em></p>
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<p>4. A PROFECIA É BÍBLICA E NÃO PLATÔNICA</p>
<p>Para ser íntegra, a profecia não pode ser um exercício platônico, na concepção de que saber é ser. Bastaria, então, dizer alguma coisa sobre Deus que as pessoas mudariam, porque saberiam alguma coisa sobre ele. Nossa sociedade tem este viés platônico: acha que se alguém sabe o certo fará o certo. Por isso há tanta ênfase em conscientizar, em nossa cultura. Ao invés de multar o motorista alcoolizado, vamos conscientizá-lo. Tudo se resolve com uma campanha de informações. Quero ressaltar bem este ponto: <em>o profeta não é um informador e a profecia não é informação. </em>O profeta é um pregador e a profecia é uma pregação. A pregação profética não pode omitir um evento teológico fundamental, a Queda. O homem é caído e sempre recusará a voz de Deus. A profecia íntegra sempre deve conter um aspecto moral: Deus é Santo, os homens são pecadores e devem se arrepender de seus pecados. As chamadas para a bênção, felicidade, prosperidade e saúde plena não são o cerne da profecia. De passagem: uma teologia bíblica equilibrada não pode ignorar a Queda. Muitos pregadores foram massificados pelo Iluminismo que molda nossa cultura ao invés de se encharcarem das Escrituras. Acreditam piamente na bondade humana. Ouvi um desses pregadores dizer que “a missão da igreja é despertar nos homens o que eles têm de melhor”. De onde veio tal idéia? Há alguma passagem bíblica que a respalde? A missão da igreja em geral e do profeta em particular foi bem caracterizada por Paulo: “De sorte que somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por nosso intermédio. Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus” (2Co 5.20). Todas as vezes que a Queda é ignorada a teologia fica manca. O profeta se torna como os adversários de Jeremias, que só profetizavam coisas boas para o povo, e não a vontade de Deus. E a profecia não é massagem no ego de pecadores, mas o anúncio de que eles devem ajustar suas vidas às exigências de Deus.</p>
<p>Na realidade, o ambiente em que a profecia se desenrola é um campo de batalha espiritual. Não nos moldes de alguns “batalheiros”, cujo ensino se parece mais com “Guerra nas estrelas” que com o ensino bíblico. Jeremias travou uma dura batalha espiritual com os falsos profetas. Amós a travou com Amazias. Elias com os profetas de Baal. Paulo com Elimas e com os falsos apóstolos. Anunciar o desígnio de Deus é estar em batalha espiritual, não em recreio espiritual. A profecia proclamada suscita a reação dos poderes do mal. É por isso que o profeta precisa ser um <em>ish Elohym. </em>A questão não é de conhecimento, mas envolve luta espiritual. Por isso que o pregador não dá apenas informações, mas prega à mente e às emoções dos ouvintes. Pregamos para mover mentes e corações.</p>
<p>Muito do que o neopentecostalismo chama de profecia são generalidades e abstrações para comandar ou agradar pessoas. A profecia autenticamente íntegra e bíblica é bem definida, não abstrata, e visa, além da chamada ao arrependimento, o amadurecimento do povo de Deus. Lemos em Efésios 4.11-14: “E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro”.  Volto ao que disse anteriormente: a profecia é formativa e não informativa. Ela é instrumento que o Espírito Santo emprega para nosso amadurecimento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>5. AS MARCAS DA INTEGRIDADE DA PROFECIA</p>
<p>Há muita coisa chamada de “profecia” em nosso tempo. Como podemos distinguir entre o que seja a verdadeira e íntegra profecia e o que seja apenas criação humana? Mostrei algumas marcas morais, mas há algumas marcas notáveis no conteúdo. Elas são mostradas por Archer <a title="" href="file:///C:/Users/kleber/Downloads/A%20INTEGRIDADE%20DA%20PROFECIA%20-%2029.12.docx#_ftn5">[5]</a>, aludindo ao profeta. Amplio-as para a profecia. Aliás, neste trabalho, não dissocio os dois, profecia e profeta.</p>
<p>(1) A profecia servia para encorajar o povo de Deus a confiar exclusivamente na graça de Deus, e no seu poder libertador, e não nos méritos de força ou capacidade humanas. A profecia chama para confiar na graça de Deus, e não no homem. Jeremias 17.5-7 traduz isso muito bem: “Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, faz da carne mortal o seu braço e aparta o seu coração do SENHOR! Porque será como o arbusto solitário no deserto e não verá quando vier o bem; antes, morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável. Bendito o homem que confia no SENHOR e cuja esperança é o SENHOR”. Toda profecia que não ponha o foco na graça de Deus e que exalte a pessoa é falsa. Profetas que se colocam sob <em>spotlights </em>não são dignos do título. Profetas que amam os holofotes usurpam a glória de Deus.</p>
<p>(2) A profecia avisava ao povo que a segurança e a bem-aventurança dependiam de sua fidelidade à aliança. Esta aliança não era apenas de conteúdo doutrinário, mas exigia submissão sincera a Deus, em atos de amor. A <em>shemá </em>(Dt 6.4) e seu versículo imediato traduzem isto muito bem: “Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR. Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força”.  A profecia leva à confiança em Deus e a um amor genuíno por ele.</p>
<p>(3) A profecia encorajava Israel quanto ao seu futuro. Não se trata de futurismo, mas daquela atitude de saber que a vida está nas mãos de Deus. As Escrituras têm este poder. Seu ensino profético mostra que Deus está no controle e que as coisas terminarão onde ele deseja e determinou que elas terminassem. Quem expressou isto muito bem foi Paulo: “Segundo a minha ardente expectativa e esperança de que em nada serei envergonhado; antes, com toda a ousadia, como sempre, também agora, será Cristo engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte”(Fp 1.20) e também “O Senhor me livrará também de toda obra maligna e me levará salvo para o seu reino celestial. A ele, glória pelos séculos dos séculos. Amém!” (2Tm 4.18). A profecia (neste caso da segurança de Paulo trata-se da profecia do Novo Testamento) infunde segurança ao povo de Deus. Ele tem tudo em suas mãos!</p>
<p>(4) A profecia hebraica mostrava sua natureza de algo vindo de Deus quando se cumpria de maneira objetivamente averiguável. Archer cita Deuteronômio 18, sem mencionar os versículos, em defesa desta afirmação. Devem ser os versículos 21-22, que dizem: “Se disseres no teu coração: Como conhecerei a palavra que o SENHOR não falou? Sabe que, quando esse profeta falar em nome do SENHOR, e a palavra dele se não cumprir, nem suceder, como profetizou, esta é palavra que o SENHOR não disse; com soberba, a falou o tal profeta; não tenhas temor dele”. Embora sua afirmação tenha respaldo bíblico, Archer  não apresentou todo o ensino sobre o que qualificava a profecia como vinda de Deus. Não era o cumprimento de algo que foi dito que tornava o que foi dito uma profecia vinda de Deus. Eis Deuteronômio 13.1-3: “Quando profeta ou sonhador se levantar no meio de ti e te anunciar um sinal ou prodígio, e suceder o tal sinal ou prodígio de que te houver falado, e disser: Vamos após outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los, não ouvirás as palavras desse profeta ou sonhador; porquanto o SENHOR, vosso Deus, vos prova, para saber se amais o SENHOR, vosso Deus, de todo o vosso coração e de toda a vossa alma”.  O padrão não é o cumprimento, mas se a profecia se coaduna com a Palavra de Deus. Tal profeta, ainda continua o texto de Deuteronômio, deveria ser morto porque falou rebeldia contra Deus (v. 5). O padrão é a Palavra de Deus. Qualquer profecia que colida contra os ensinos claros da Bíblia devem ser rejeitados. O parâmetro para se avaliar a integridade da profecia bem como qualquer palavra pronunciada como se fosse de Deus é a Bíblia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>6. UMA JUNÇÃO DE PROFECIA E PROFETA</p>
<p>Praticamente tratei disto em toda a palestra. Mas vamos ser específicos, agora. A profecia não existe à parte do profeta. Deus não envia mensagens no éter, no vácuo. Até a mão que veio do nada e escreveu na parede (Dn 5) dependeu de um intérprete humano. A revelação natural, tão bem narrada no Salmo 19.1 e em Romanos 1.18-20, pode mostrar “seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade” (Rm 1.20), mas não seu propósito eterno para o homem. Isto só a revelação nas Escrituras e em Cristo pode fazer. O profeta anuncia os atos de Deus.  As marcas da integridade na profecia devem se fazer presentes na vida do profeta.</p>
<p>O profeta deve encorajar o povo de Deus a confiar exclusivamente na graça de Deus, e no seu poder libertador, e não nos méritos de força ou capacidade humanas. Deve avisar à igreja que a sua segurança e a sua bem-aventurança dependem da aliança que Jesus fez conosco, através do seu sangue. Deve avisar o mundo sem Cristo que ele precisa aceitar esta aliança ou estará perdido. Deve encorajar a igreja quanto ao seu futuro. Agora ela é Militante, mas a profecia neotestamentária nos avisa que ela será Triunfante. Ela não deve temer. O profeta contemporâneo aviva na igreja a mensagem de Romanos 8.18: “Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós”.</p>
<p>E, por último, mas não o menos importante: o profeta é escravo da Palavra de Deus. Ela é senhora dele, de seus pensamentos e de sua pregação. Ele deve ser um homem íntegro, moral e teologicamente, porque prega uma mensagem íntegra.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>CONCLUSÃO</p>
<p>A profecia é íntegra, no sentido de ser completa. Afirmo que a Bíblia é uma imensa obra profética, porque é a revelação de Deus. Ela nos fala dele. O que o homem precisa saber de fundamental para sua vida está nas Escrituras. Não é preciso que lhe venha algo de fora.</p>
<p>A profecia é íntegra, no sentido moral. Pode haver muitas coisas no Antigo Testamento que não conseguimos entender. Outras que nos chocam, como o aleijamento de cavalos, em 2Samuel 8.4 e 1 Crônicas 18.4. Mas a profecia do Antigo Testamento é ampliada e esclarecida no Novo Testamento. E é este que serve de padrão. Temos esquecido este aspecto hermenêutico fundamental e básico: é o Novo Testamento que interpreta o Antigo e que o esclarece. O Antigo subsidia o Novo, mas o Novo é a palavra final. Assim, a revelação se completa nas Escrituras. Se, eventualmente, houver alguma revelação, ela deve ser aferida pelas Escrituras, e mais particularmente pelo Novo Testamento. Mas quanto a mim, pessoalmente, ela me basta. Não preciso de um Joseph Smith com seu exótico livro do Mórmon. Nem dos escritos de Ellen White, que, segundo o ex-adventista Ubaldo Ribeiro, na assembléia da Igreja Adventista do Sétimo Dia, em Dallas, EUA (1980), foi considerada como “inspirada no mesmo sentido em que o são os profetas da Bíblia” e, “como mensageira do Senhor, seus escritos são uma continuação e fonte autorizada de verdade&#8230;”<a title="" href="file:///C:/Users/kleber/Downloads/A%20INTEGRIDADE%20DA%20PROFECIA%20-%2029.12.docx#_ftn6">[6]</a>. Isso colocou  seus escritos estão em pé de igualdade com  os escritos bíblicos. Em determinadas circunstâncias, superam a Bíblia porque “esclarecem” seus ensinos.</p>
<p>A Bíblia é íntegra e completa. Ela nos basta em termos de nos ensinar sobre Deus. É uma grande profecia, porque é um grande ensino.</p>
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<hr align="left" size="1" width="33%" />
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<p><a title="" href="file:///C:/Users/kleber/Downloads/A%20INTEGRIDADE%20DA%20PROFECIA%20-%2029.12.docx#_ftnref1">[1]</a>  ARCHER, Gleason. <em>Merece confiança o Antigo Testamento?</em> S. Paulo:  Edições Vida Nova, p. 333.</p>
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<p><a title="" href="file:///C:/Users/kleber/Downloads/A%20INTEGRIDADE%20DA%20PROFECIA%20-%2029.12.docx#_ftnref2">[2]</a> Wright comenta isto com precisão e felicidade em <em>O Deus que age, </em>editado pela ASTE.</p>
</div>
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<p><a title="" href="file:///C:/Users/kleber/Downloads/A%20INTEGRIDADE%20DA%20PROFECIA%20-%2029.12.docx#_ftnref3">[3]</a> Ele a expõe em sua obra <em>Ageu, </em>editada pela Sinodal.</p>
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<p><a title="" href="file:///C:/Users/kleber/Downloads/A%20INTEGRIDADE%20DA%20PROFECIA%20-%2029.12.docx#_ftnref4">[4]</a> A quem se interessar, posso enviar minha dissertação de mestrado intitulada “Os sofrimentos do Messias e sua aplicação para nosso tempo  -– uma avaliação da teologia da prosperidade à luz dos cânticos do Servo Sofredor de Isaías”.</p>
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<p><a title="" href="file:///C:/Users/kleber/Downloads/A%20INTEGRIDADE%20DA%20PROFECIA%20-%2029.12.docx#_ftnref5">[5]</a> ARCHER, p. 336. Eu as aceito e faço um reparo à quarta marca.</p>
</div>
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<p><a title="" href="file:///C:/Users/kleber/Downloads/A%20INTEGRIDADE%20DA%20PROFECIA%20-%2029.12.docx#_ftnref6">[6]</a> ARAÚJO, Ubaldo. <em>O Adventismo</em>, sem indicações, 1981, p. 96.</p>
</div>
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		<title>SINALIZAÇAO DEFEITUOSA, QUE PERIGO!</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 13:48:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho Pastoral do boletim da Igreja Batista Central de Macapá, 22.1.12 Do Cabralzinho, onde moro, para o centro, onde fica a igreja, a rota é a Av. Padre Júlio. Vinha eu por ela, domingo passado, com Meacir. Passamos a Lagoa dos Índios (agora seca, pois o Amazonas está baixo), pela Toca [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="CENTER">Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho</p>
<p align="CENTER">
<p align="CENTER">Pastoral do boletim da Igreja Batista Central de Macapá, 22.1.12</p>
<p align="CENTER">
<p>Do Cabralzinho, onde moro, para o centro, onde fica a igreja, a rota é a Av. Padre Júlio. Vinha eu por ela, domingo passado, com Meacir. Passamos a Lagoa dos Índios (agora seca, pois o Amazonas está baixo), pela Toca da Onça, e estávamos entrando no Chapéu de Palha. A próxima travessa era a Rua Paraná. Semáforo aberto para mim. Olhei o medidor de tempo (Que chique! Macapá tem semáforo com medição de tempo!). Dispunha de catorze segundos para percorrer cinqüenta metros. Tranqüilo. O semáforo decrescia: 13, 12,11, e, de repente, 0! De 11 para 0! Estava com defeito.</p>
<p><span id="more-2227"></span></p>
<p>Passei assustado. Um acidente poderia ter acontecido por causa de sinalização defeituosa. Aliás, é a terceira vez que aquele semáforo faz isso. Por isso passo por ali meio precavido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sinalização defeituosa na vida espiritual é pior ainda. Não são apenas conseqüências físicas, mas morais e espirituais. Falsos profetas arruinaram Judá, que ouvia as mensagens de Jeremias e o odiou porque não profetizava coisas boas como eles. Falsos apóstolos foram uma pedra de tropeço no ministério de Paulo, distorcendo sua obra, difamando sua pessoa, e pior: pregando um falso evangelho. O semáforo defeituoso da Pr. Júlio sucede por causa das chuvas, me disseram. Os semáforos defeituosos dos falsos profetas sucedem porque há pessoas que ignoram ou distorcem a verdade, e porque há pessoas com comichão nos ouvidos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As pessoas seguem um semáforo espiritual errado. Querem viver em seus pecados e serem abençoadas mesmo assim. Querem um Deus paizão que faça vistas grossas ao seu estilo de vida. Um Deus papai Noel, bonachão, entregador de bênçãos. A verdadeira sinalização espiritual foi feita pelo Batista: “Arrependei-vos&#8230;” (Mt 3.2). Foi repetida por Jesus: “Arrependei-vos&#8230;” (Mt 4.17). Foi assumida pela igreja nascente: “Arrependei-vos&#8230;” (At 2.38). Ela pede acerto de vida com Deus. A sinalização espiritual vem da Palavra de Deus. Sinalização espiritual que ignore isto é como o semáforo da Pe. Júlio: leva a risco muito sério.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O Novo Testamento, revelação surgida do advento de Jesus, nos dá uma orientação bem clara sobre como viver nesta vida e como nos prepararmos para a vida futura. Mas há gente que está com a sinalização incompleta, guiando-se pelo Antigo Testamento, em passagens escolhidas (geralmente sobre pessoas que foram abençoadas). A nova revelação trazida por Jesus é a bússola segura, que a revelação antiga apenas esboçou e para a qual apontou.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ao dirigir pela Pe. Júlio, tome cuidado ao se aproximar da Rua Paraná. O semáforo não merece confiança. E andando por esta vida, tome mais cuidado: a sinalização fora de Jesus Cristo é mais que incerta. É uma tremenda roubada&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>ESTUDO BÍBLICO EM FILIPENSES &#8211; TEXTO: 1.9-11 (1ª. parte)</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 11:00:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estudos]]></category>
		<category><![CDATA[Estudos em Filipenses]]></category>

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		<description><![CDATA[IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho – 11 de janeiro de 2012   INTRODUÇÃO A terceira e mais curta seção da carta.  Paulo ora  pela igreja. É bom verificarmos seu pedido, pois expressa o desejo apostólico para a comunidade cristã. Por certo que nos ajudará, também. Eis a estrutura [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p style="text-align: center;">IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ</p>
<p style="text-align: center;">
Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho – 11 de janeiro de 2012<br />
<em> </em></p>
<p>INTRODUÇÃO</p>
<p>A terceira e mais curta seção da carta.  Paulo ora  pela igreja. É bom verificarmos seu pedido, pois expressa o desejo apostólico para a comunidade cristã. Por certo que nos ajudará, também. Eis a estrutura da sua oração, reproduzindo as expressões que ele emprega (conforme a Versão Revisada, IBB):</p>
<p><span id="more-2224"></span></p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div>
<p>1. Que o vosso amor aumente mais e mais</p>
<p>2. No pleno conhecimento e em todo discernimento</p>
<p>3. Para que aproveis as coisas  excelentes</p>
<p>4.  A fim de que sejais sinceros e sem ofensa até o dia de Cristo</p>
<p>5. Cheios do fruto da justiça.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>6. Que vem por meio de Jesus Cristo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>7. Para glória e louvor de Deus.</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mostrado isto, entendamos o propósito de Paulo. No estudo de hoje veremos as quatro primeiras expressões. No próximo estudo, as três seguintes. Não perca sua cópia de hoje.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1.  QUE O VOSSO AMOR AUMENTE MAIS E MAIS &#8211; A igreja de Filipos era amorosa (1.7 e 4.14-16). Mas deveria crescer, ainda, nesta área. O alvo  para o cristão é o crescimento, e não  a estagnação. Veja 1Tessalonicenses 3.12 e 4.10. Há um alvo para o qual caminhar: Fp 3.13-14. Veja também 2Pedro 3.18. A comunidade cristã deve buscar o aperfeiçoamento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2. NO PLENO CONHECIMENTO E EM TODO DISCERNIMENTO &#8211; Não é um amor piegas e inconseqüente. Conhece e discerne. Há necessidade de discernimento na vida cristã. 1Coríntios 12.10: o dom de discernir. Também 1João 4.1.  <em>O caso do “avivamento” na Argentina, pelo qual se gritaram “aleluias”, mas depois se soube que não havia nada daquilo.</em> Viva Tomé!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>3. PARA QUE APROVEIS AS COISAS EXCELENTES  &#8211; “Aprovar” é um verbo grego usado para o teste da qualidade do metal que circulava como moeda. O metal inadequado era retirado, e do bom faziam-se moedas que circulavam. Examinem as idéias e tirem de circulação o que não presta. Aprovar o bem e reprovar o mal. Há um encadeamento lógico: conhecer e discernir para aprovar o bem: 1Tessalonicenses 5.20-22.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>4.  SEJAM SINCEROS E SEM OFENSA ATÉ O DIA DE CRISTO – “Sincero” vem da mesma raiz que  “sol”, no grego. É a idéia de colocar algo sob a luz do sol para ver sua transparência. Era o teste para ver se havia cera nos buracos da madeira. “Sejam transparentes e nunca dissimulados” é o desejo paulino. “Até o dia de Cristo”. Veja Romanos 2.16. Um dia de julgamento e de prova. Até lá, “sem ofensa”, sem qualquer coisa em nossa vida que ofenda ao Senhor. Outra tradução possível é “sem culpa”. Neste caso, seria para vivermos sem a culpa de nossos pecados, pois que já fomos absolvidos (Rm 5.1).</p>
<p><em> </em></p>
<p>CONCLUSÃO</p>
<p>A oração expressa o desejo de Paulo pela virtuosa igreja de Filipos. Um cristão que busque a excelência por certo que desejará em sua vida as mesmas coisas desejadas por Paulo. Assim façamos. É o desejo registrado na Palavra de Deus. Mas não esgotamos. No próximo estudo completaremos a lista dos desejos do apóstolo em nossa vida.</p>
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		<title>O ÚLTIMO SÁBADO E O PRIMEIRO DOMINGO DE LUCAS</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Jan 2012 11:22:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho Pastoral do boletim da Igreja Batista Central de Macapá, 15.1.12 &#160; Neste semestre estou a ler a Bíblia, novamente, na Linguagem de Hoje. Nestes dias concluí Lucas. Notei como ele mostra Jesus em conflito com a liderança judaica e com os grandes temas do judaísmo. Ele se atrita com os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center">Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho</p>
<p align="center">
<p align="center">Pastoral do boletim da Igreja Batista Central de Macapá, 15.1.12</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Neste semestre estou a ler a Bíblia, novamente, na Linguagem de Hoje. Nestes dias concluí Lucas. Notei como ele mostra Jesus em conflito com a liderança judaica e com os grandes temas do judaísmo. Ele se atrita com os fariseus e exibe absoluto desinteresse pela guarda do sábado. Mais de uma vez Lucas o mostra transgredindo o sábado, bezerro de ouro do judaísmo e de seitas cristãs.  O templo, o sábado e as festas judaicas não o atraíam.</p>
<p>A última menção de Lucas ao sábado é em 23.56: “E no sábado elas descansaram, conforme a Lei manda”. No versículo seguinte, surge outro dia: “No domingo bem cedo&#8230;” (24.1). É quando o mundo vai mudar. Jesus ressuscitou. E segue: “Naquele mesmo dia&#8230;” (24.13). E outra aparição dominical de Jesus (“Enquanto estavam contando isso, Jesus apareceu&#8230;”- 24.36). O último sábado de Lucas é um dia de tristeza. O domingo é o dia de alegria. Desde então, o domingo é o dia do Senhor, guardado pela igreja. Ela se reunia neste dia para celebrar a ceia (At 20.7) e separava as ofertas (1Co 16.2). “O Didaqué”, obra cristã datada do primeiro século, espécie de catecismo da igreja primitiva, exorta os cristãos a se reunirem no domingo (Didaqué 14.1). Não é verdade que Constantino mudou o dia de culto e forçou as igrejas a aceitá-lo. Tal afirmação é ignorância histórica e má fé. Ao adotar o cristianismo, Constantino oficializou na esfera civil o que os cristãos haviam feito na esfera religiosa. O domingo é marca cristã.<span id="more-2219"></span></p>
<p>A guarda do domingo não sucedeu por causa de Constantino. Na epístola aos Magnesianos (datada do ano 107), Inácio de Antioquia declarou, em 9.1: “Assim os que andavam na velha ordem das coisas chegaram à novidade da esperança, não mais observando o sábado, mas vivendo segundo o dia do Senhor”. Os adventistas fazem grande alarido pelo sábado, devido ao ensino da Sra. White. Segundo um ex-adventista, a assembléia da Igreja Adventista do Sétimo Dia, em Dallas, Texas, EUA (em 1980), declarou-a como “inspirada no mesmo sentido em que o são os profetas da Bíblia” e que, “como mensageira do Senhor, seus escritos são uma continuação e fonte autorizada de verdade&#8230;”. Eles seguem sua papisa.</p>
<p>O domingo é o dia do Senhor. Não é dia de churrascos, de idas a pesqueiros, sítios e banhos. É  dia para ser dedicado à adoração comunitária, ao congraçamento com os irmãos. Não é para gastar em deleites, mas para uso na obra de Deus. Voltaire, pensador francês, combatedor do cristianismo, disse: ”Para destruir o cristianismo é preciso destruir primeiramente o domingo”. Algumas seitas combatem o domingo, mas alguns cristãos destroem-no com sua conduta no domingo.</p>
<p>O domingo não é seu, meu irmão. É o dia do Senhor. Use-o para o Senhor. Congregue-se, sirva, regozije-se com os irmãos. Não o profane.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>ESTUDO BÍBLICO EM FILIPENSES – TEXTO: 1.3-8</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Jan 2012 12:16:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estudos]]></category>
		<category><![CDATA[Estudos em Filipenses]]></category>

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		<description><![CDATA[IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho INTRODUÇÃO Para nos situarmos bem em nosso estudo, voltemos ao esboço da carta aos filipenses: 1) Destinatários e saudação &#8211; 1.1-2 2) Ação de graças e confiança de Paulo &#8211; 1.3-8 3) A oração apostólica &#8211; 1.9-11 4) Desejo e alegria de Paulo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;">IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ</span></p>
<p>Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho<br />
<span style="font-family: 'Times New Roman', serif;">INTRODUÇÃO</span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;">Para nos situarmos bem em nosso estudo, voltemos ao esboço da carta aos filipenses: </span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: x-small;">1) Destinatários e saudação &#8211; 1.1-2</span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: x-small;">2) Ação de graças e confiança de Paulo &#8211; 1.3-8</span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: x-small;">3) A oração apostólica &#8211; 1.9-11</span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: x-small;">4) Desejo e alegria de Paulo &#8211; 1.12-26</span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: x-small;">5) Exortação e exemplo &#8211; 1.17 a 2.18</span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: x-small;">6) Planos para futuro &#8211; 2.19-30</span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: x-small;">7) A grande digressão &#8211; 3.1-21</span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: x-small;">8 ) Encorajamento, apreciações e cumprimentos &#8211; 4.1-20</span></span></p>
<p><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="font-size: x-small;">9) Despedidas- 4.21-23</span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;">Após a saudação, Paulo mostra sua alegria, em forma de ação de graças. É bem diferente da carta aos gálatas, que começou com repreensão (Gl 1.6). Era uma igreja ativa, missionária, de bom testemunho e liberal no sustento. Em Corinto havia mau testemunho e a mesquinharia. A igreja de Filipos a igreja é totalmente positiva. Há igrejas como as da Galácia, cheias de problemas doutrinários. Há igrejas como a de Corinto, cheia de problemas doutrinários, brigas e mau testemunho. Mas há como a de Filipos, boa, amorosa e que dá alegria a quem convive com ela. Que igreja estamos construindo?<span id="more-2217"></span></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;">COMENTÁRIO TEXTUAL</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;">Vv. 3-4 &#8211; Lembrar-se da igreja fazia Paulo dar graças a Deus. Sempre orava por ela. Uma função pastoral é a sacerdotal: interceder pela igreja. Conforme Hebreus 13.17 há igrejas que fazem pastores gemer. Filipos fazia Paulo se alegrar (v. 4). A Central de Macapá às vezes me preocupa. Mas me alegra. É uma igreja muito boa. Um pastor sempre deve amar a igreja que pastoreia, mas mesmo amadas, há igrejas turronas, difíceis e com donos ou famílias donas. A Central é uma igreja boa. </span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;">V. 5 &#8211; O motivo da alegria: a cooperação da igreja no evangelho. Não era igreja inativa. Cooperava de duas maneiras: bom testemunho (2.15-16) e liberalidade financeira (4.15-16). Isto “desde o primeiro dia” (a conversão deles, o surgimento da igreja) “até agora”. Era constante, sem altos e baixos. “Cooperação” é o grego </span><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><em> koinonia.</em></span><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"> Significa “compartilhamento de fé de forma fraterna”. Não é peso. É algo que se faz com alegria. A igreja de Filipos era compartilhadora, amiga, fraterna. </span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;">V. 6 &#8211; Deus “começou a boa obra” e ele mesmo “aperfeiçoará”. Havia um processo de aperfeiçoamento na igreja. Muitos crentes começam a carreira cristã, mas não se aperfeiçoam. Ficam no mesmo estágio. Não crescem. Uma igreja de bom testemunho e liberal é composta de crentes que estão em aperfeiçoamento. A estagnação espiritual impede o testemunho e liberalidade.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;">V. 7 &#8211; “Vos retenho no meu coração” (VR). “Retenho” é um verbo que dá a idéia de “prender”. Ele estava preso (1.13-14) e prendera a igreja, mas no seu coração. Isto porque ela lhe era solidária nas prisões dele e no testemunho pelo evangelho, que era seu ministério. A igreja se solidarizara com ele. Ela se identificara com seu ministério e ele a prendera em seu coração. E ele não sentia afeto apenas por alguns. “Todos vós”. Era uma igreja “fechada” com o pastor, em seus propósitos e ideais. </span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;">V. 8 &#8211; “Tenho saudades”. Que bonito! Feliz é o obreiro que pode lembrar, sem amarguras, da igreja que pastoreou. Feliz é a igreja da qual um pastor sente saudades. </span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;">CONCLUSÃO</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;">Uma boa igreja é aquela que desperta saudades em quem viveu nela. Uma boa igreja é solidária aos obreiros do passado, aos missionários e aos que enfrentam lutas. Esta é a igreja por quem os pastores oram com alegria, sabendo que Deus está trabalhando nela. É a nossa igreja? Deus está trabalhando em sua vida, aperfeiçoando você? </span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>ME INCLUA FORA DESSA, CARA PÁLIDA!</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 18:15:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pastorais]]></category>

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		<description><![CDATA[Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho Pastoral do boletim da Igreja Batista Central de Macapá, 8 de janeiro de 2012 &#160; Um colunista escreveu um artigo intitulado “A cracolândia somos nós” (Folha, 6.1.12), focando os viciados em crack, em S. Paulo. Não declarou que somos culpados pela existência deles, e sim que eles são responsabilidade de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="CENTER">
<p align="CENTER"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Calibri, serif;">Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho</span></span></p>
<p align="CENTER">
<p align="CENTER"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Calibri, serif;">Pastoral do boletim da Igreja Batista Central de Macapá, 8 de janeiro de 2012</span></span></p>
<p align="CENTER">
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="font-family: Calibri, serif;"> Um colunista escreveu um artigo intitulado “A cracolândia somos nós” (</span><span style="font-family: Calibri, serif;"><em>Folha, </em></span><span style="font-family: Calibri, serif;">6.1.12), focando os viciados em </span><span style="font-family: Calibri, serif;"><em>crack</em></span><span style="font-family: Calibri, serif;">, em S. Paulo. Não declarou que somos culpados pela existência deles, e sim que eles são responsabilidade de todos. Mas o título é pouco lúcido. Um chamariz, mas infeliz. Eu não sou a cracolândia.</span></p>
<p><span style="font-family: Calibri, serif;"> Por ser pastor, chamar-me-ão de reacionário, direitista (até porque não recito chavões esquerdistas que eu adorava quando adolescente). Mas alguns comentários de leitores, mesmo atribuindo ao jornalista o que ele não disse, são úteis. Um deles, Calango Doido (pitoresco!), disse: “</span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Calibri, serif;">Cracolândia somos nós uma pinóia. Inclua-me fora desta. Nunca colaborei com o tráfico e meus filhos foram muito bem criados para que eu também leve esta alcunha. Se você se sente culpado em algo, então diga que a Cracolândia é você, eu não tenho nada a ver com aquela tranqueira”. Outro escreveu: “Eu pago 40% do PIB em impostos para ter saúde, educação, segurança e NÃO TENHO NADA DISSO. Agora segundo o pensamento do Sr. ******, sempre temos responsabilidade em todas as mazelas espalhadas por ai . Outro dia veio dizer que motoboy psicopata é CULPA de todos”. Um terceiro disse: “Esse papo de novo que todo cidadão é culpado pelas mazelas da sociedade já é demais. Drogados não foram obrigados a entrar nessa vida. Se existem culpados nessa história, é certamente o poder público que deixou a situação chegar nessa proporção, e os próprios viciados que alimentam o tráfico”. Não sou o único reacionário deste país. Ou o único a não ceder ao sociologismo bocó&#8230;<span id="more-2214"></span> </span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Calibri, serif;"> A Bíblia diz que somos responsáveis por nossas opções. “Escolhei hoje&#8230;” (Js 24.15). Somos chamados a tomar decisões e administrar nossa vida. Você é responsável pelo que faz. Hoje ninguém assume culpa de nada. Culpam os pais, a sociedade, os políticos (e quem os elege, não tem culpa?). Ninguém diz: “Errei!”. </span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Calibri, serif;"> A graça de Deus nos capacita a acertar na vida. Paulo não se via digno de ser apóstolo, “mas pela graça de Deus sou o que sou” (1Co 15.9-10). Se você acertar, tem mérito, mas deve reconhecer que a bondade e a graça de Deus lhe ajudaram. Se der errado, o culpado não são seus pais nem a sociedade, ente fictício que é todo mundo e não é ninguém. É você. Você faz a sua vida. Pare com o “tadinho de mim!”. O coitadismo é uma desgraça!</span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Calibri, serif;"> Inclua-me fora dessa, cara pálida! Estou a 4.000 km da cracolândia paulista. Basta-me a daqui. Viciados merecem compaixão e ajuda. No entanto, não cedo ao politicamente correto: são pessoas que fizeram opões erradas em sua vida, cuidaram-na mal, e cederam ao pecado. Merecem compaixão. E são uma advertência: quem faz escolhas erradas deve arcar com as conseqüências. Por isso, cuide bem de sua vida. </span></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p lang="en-US" align="LEFT">
]]></content:encoded>
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