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	<title>Isaltino Gomes Coelho Filho</title>
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		<title>Identidade Batistas Brasileiros</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 09:59:07 +0000</pubDate>
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		<title>LUZ TEMPORÁRIA, SIM; DEFINITIVA, NÃO</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 03:08:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Meditações em João]]></category>

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		<description><![CDATA[“Ele era a lâmpada que ardia e alumiava; e vós quisestes alegrar-vos por um pouco de tempo com a sua luz.” – João 5.35
Isaltino Gomes Coelho Filho
“Luz” é uma das metáforas usadas por João, como verdade, vida, caminho, água, etc. Ele se ligou muito neste estilo de Jesus ensinar. Esta palavra do Mestre que ele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Ele era a lâmpada que ardia e alumiava; e vós quisestes alegrar-vos por um pouco de tempo com a sua luz.” – João 5.35</p>
<p>Isaltino Gomes Coelho Filho</p>
<p>“Luz” é uma das metáforas usadas por João, como verdade, vida, caminho, água, etc. Ele se ligou muito neste estilo de Jesus ensinar. Esta palavra do Mestre que ele registrou em 5.35 é significativa. Jesus falava de João Batista (v. 33). Os homens se alegraram com sua luz, que era temporária. Mas quando veio a luz verdadeira, que João não era (“Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz. Pois a verdadeira luz, que alumia a todo homem, estava chegando ao mundo” – Jo 1.8-9), eles não quiseram.</p>
<p><span id="more-1218"></span>Numa ocasião, quiseram fazê-lo rei (“Percebendo, pois, Jesus que estavam prestes a vir e levá-lo à força para o fazerem rei, tornou a retirar-se para o monte, ele sozinho” – Jo 6.15). Depois não o quiseram como rei e disseram que César era seu rei (“Mas eles clamaram: Tira-o! tira-o! crucifica-o! Disse-lhes Pilatos: Hei de crucificar o vosso rei? responderam, os principais sacerdotes: Não temos rei, senão César” – Jo 19.15). Eis outro contraste registrado por João. Mestre literário, ele sabia tecer o enredo e ligar pontas que, aparentemente, ficavam soltas.</p>
<p>Esta atitude dos contemporâneos de Jesus é um emblema da postura das pessoas que ouvem o evangelho hoje. Elas querem Jesus, querem um Rei, querem Deus, mas <em>soft. </em>Querem Deus, mas não muito. Só o suficiente para serem energizadas para seus negócios, e assim obterem sucesso. Querem um “tantinho” só de Deus. Lembro-me de minha avó Isaltina, me oferecendo café após o almoço: “Só um ‘goliquinho’”. Um pequeno gole, que ela, no falar fluminense, chamava de “goliquinho”. Há gente que quer um “goliquinho” de Deus. Quer Deus, mas domesticado, amestrado, de acordo com suas conveniências. Uma luzinha só basta. Muita luz é problemático. Tais pessoas querem satisfação, mas não compromisso.</p>
<p>Já notou que hoje todo mundo quer ser adorador, e ninguém quer ser servo? Adorar faz bem. Servir é problemático. Exige autodoação e mudança. Ser adorador dá <em>status. </em>“Servo” é termo, mesmo enobrecido espiritualmente, que deprecia. Servo reprime suas emoções para cumprir as ordens do Senhor. Adorador libera emoções. Servo ouve (“Depois veio o Senhor, parou e chamou como das outras vezes: Samuel! Samuel! Ao que respondeu Samuel: Fala, porque o teu servo ouve” – 1Sm 3.10). Adorador fala. Alguns declaram!</p>
<p>Nossos cultos de celebração têm boa freqüência. A Escola Bíblica Dominical, não. Queremos Deus, mas só um pouquinho. Culto alegre, sim. Debruçar-se sobre a Bíblia, não. Ouvi que nos Estados Unidos só 5% dos crentes lêem a Bíblia diariamente. Não deve ser diferente aqui. Basta ver o grande número de crentes sem Bíblia, nos cultos. Um “goliquinho” só de Deus. Porque muito vai mexer em nossa vida. Um Deus que abençoe, que dê saúde, que dê vitória, tudo bem. Traz esta luz para cá. Um Deus que exija, bem, isto é outra história.</p>
<p>Quem é da luz e ama a luz quer luz, e não uma lanterna. “Porque todo aquele que faz o mal aborrece a luz, e não vem para a luz, para que as suas obras não sejam reprovadas. Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que seja manifesto que as suas obras são feitas em Deus” (Jo 3.20-21).</p>
<p>João era uma luz de pouca intensidade, comparado com Jesus. Ele é o sol: “Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça&#8230;” (M. 4.2). Fique com o sol, não com uma lanterna.</p>
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		<title>SONETO DEDICADO ÀS MULHERES</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 03:07:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[(Autor desconhecido, pelo menos para mim) 
Tu és o quelso do pental ganírio
Saltando as rimpas do fermim calério
Carpindo as taipas do furor salírio
Nos rúbios calos do pijom sidério.
És o bartólio do bocal empírio
Que ruge e passa no festim sitério
Em ticoteio de partano estírio
Rompendo as gambás do hartomogenério.
Teus olhos, que têm barlacantes,
São començúrias que carquejam lentes
Nas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(Autor desconhecido, pelo menos para mim) </p>
<p>Tu és o quelso do pental ganírio<br />
Saltando as rimpas do fermim calério<br />
Carpindo as taipas do furor salírio<br />
Nos rúbios calos do pijom sidério.</p>
<p>És o bartólio do bocal empírio<br />
Que ruge e passa no festim sitério<br />
Em ticoteio de partano estírio<br />
Rompendo as gambás do hartomogenério.</p>
<p>Teus olhos, que têm barlacantes,<br />
São començúrias que carquejam lentes<br />
Nas duas pélias do pegal balônio.</p>
<p>São carmentório de um carcê metálico<br />
De lúrias pélias em que pulsa obálico<br />
Em vertimbáceas de um pental perônio.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Igreja Adventista &#8211; Igreja de Vidro</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 22:40:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Clique aqui para download do arquivo.

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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.isaltino.com.br/wp-content/uploads/2010/03/adventista.pdf">Clique aqui para download do arquivo.</a><br />
<iframe src="http://docs.google.com/gview?url=http://www.isaltino.com.br/wp-content/uploads/2010/03/adventista.pdf&#038;embedded=true" style="width:600px; height:500px;" frameborder="0"></iframe></p>
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		<title>O Sobrevivente</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 09:57:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
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		<title>Ventos Laterais</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 16:55:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vídeos]]></category>

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		<title>Animes e Mangás: a influência da religião oriental em nosso meio</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Mar 2010 22:57:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[animes]]></category>
		<category><![CDATA[cultura oriental]]></category>
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		<category><![CDATA[orientalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[João Oliveira Ramos Neto
Licenciado em História &#8211; Estudante de Teologia &#8211; Rio de Janeiro &#8211; RJ
Quando eu era criança, gostava de desenho animado. Na década de 90, a moda era “Pica-Pau”, “Pernalonga” e “Tom e Jerry”. Eu também gostava de jogar video game. Você já ouviu falar em “Super Nintendo”? Que saudade!  Além disso, ainda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João Oliveira Ramos Neto</p>
<p>Licenciado em História &#8211; Estudante de Teologia &#8211; Rio de Janeiro &#8211; RJ</p>
<p>Quando eu era criança, gostava de desenho animado. Na década de 90, a moda era “Pica-Pau”, “Pernalonga” e “Tom e Jerry”. Eu também gostava de jogar <em>video game</em>. Você já ouviu falar em “Super Nintendo”? Que saudade!  Além disso, ainda achava tempo para ler minhas revistas em quadrinhos: as da “Turma da Mônica” e as de “Walt Disney”. Ficava horas e horas viajando com aqueles personagens: o Cascão, querendo fugir da água, o Cebolinha, dando nó na orelha do Sansão, e o Pato Donald, arrumando confusão com o Tio Patinhas.</p>
<p>Nos últimos anos, no entanto, mudanças começaram a acontecer, e o Japão começou a ocupar mais espaço na mídia. Agora, os desenhos animados exibidos na TV são, em sua maioria, <em>animes</em>, e os quadrinhos são <em>mangás</em>. Até a Turma da Mônica passou a ser desenhada no estilo japonês. Geralmente, os <em>mangás </em>saem do papel e vão para as telas do cinema e da televisão e se tornam <em>animes</em>. Portanto, seja revista em quadrinhos, seja desenho animado, seja <em>video game</em> &#8211; porque geralmente um influencia o outro &#8211; eles estão ao nosso redor: Dragon Ball, Digimon e Pokemon, só para citar os principais.</p>
<p><strong>A influência da cultura oriental</strong></p>
<p>Que importância tem essa mudança toda? Como cristãos que somos, não precisamos deixar de usar todos esses recursos para o nosso entretenimento, contudo, algumas considerações precisam ser feitas. Para começar, precisamos identificar a cultura oriental por trás desses desenhos.</p>
<p><span id="more-1195"></span>Geralmente classificados pelos críticos como desenhos extremamente violentos e sensuais, uma de suas características são os olhos desenhados de forma exagerada, para demonstrar a emoção do personagem &#8211; os orientais acreditam que os olhos são as janelas da alma. Além disso, o exagero no tamanho do desenho do olho revela a visão que os japoneses, de olhos puxados, têm dos ocidentais.</p>
<p>Quero destacar três aspectos da religião oriental presentes nesses desenhos, fazendo um paralelo com a fé cristã, a fim de que você possa se divertir sem se deixar influenciar espiritualmente.</p>
<p><strong>1. O bem e o mal</strong></p>
<p>Para as religiões orientais, o mundo é um campo de batalha entre as forças do bem e as forças do mal. Essa doutrina é comumente denominada de Maniqueísmo. Eles não acreditam em um Deus pessoal e Criador, como nós, os cristãos, cremos, mas sim em uma energia cósmica, que ordena o mundo. Você já viu, por exemplo, aquela imagem de um círculo metade preto, metade branco, com um ponto preto na parte branca e um ponto branco na parte preta? É o <em>yin-yang</em>, que simboliza a crença oriental de que todos têm algo bom e algo mau dentro de si e que por isso precisam alcançar um suposto equilíbrio.</p>
<p>Como cristãos, cremos que o mundo foi criado por um Deus pessoal (Gênesis 1-3), que se revela à humanidade por meio de sua Palavra, a Bíblia (2 Timóteo 3.16-17). E, segundo a Bíblia, o mundo não é governado por forças opostas entre o bem e o mal, mas por um Deus soberano (Romanos 8.38-39), onipotente (Êxodo 6.2-3) e totalmente bom (Tiago 1.17). Então, de onde vem o mal? Segundo a Bíblia, da ação do Diabo (Isaías 14.12-15), que atua temporariamente sob a permissão de Deus (Jó 1.12) e que será totalmente destruído no juízo final (Apocalipse 20.10).</p>
<p>O homem, por sua vez, escolheu desobedecer a Deus (Gênesis 3). Por causa disso, encontra-se hoje decaído (Romanos 3.9-20). Ao contrário da doutrina oriental, mortos em nossos pecados (Efésios 2.5), não temos nada de bom para oferecer (Isaías 64.6). Porém, quando uma pessoa se converte a Jesus Cristo, o Diabo deixa de ter poder sobre a sua vida (1João 5.18).</p>
<p><strong>2. A reencarnação </strong></p>
<p>A reencarnação é uma doutrina oriental segundo a qual, após a morte, o espírito humano retorna à terra encarnado em outra pessoa. Isso está ligado a uma ideia de progresso, pois as sucessivas encarnações têm o propósito julgador de melhorar a pessoa até um estágio em que ela não tenha mais que vir a este mundo imperfeito. Logo, para eles, o que você vive hoje, o seu “carma”, é o reflexo do que você fez na vida passada. Essa ideia está presente, por exemplo, nos desenhos Digimon e Pokemon, em que esses seres encontram-se distribuídos em diversas espécies, que, por sua vez, estão em diferentes estados de evolução. Eles têm a capacidade de evoluir e possuem diferentes tipos de poderes mágicos, que são usados dentro do contexto já citado: a luta entre o bem e o mal.</p>
<p>Tendo a Bíblia como a revelação de Deus, nós, os cristãos, entendemos que não existe reencarnação. Quando um homem morre, ele é julgado (Hebreus 9.27), podendo ir para o céu ou para o inferno (Salmos 9.17). E o julgamento não será baseado em suas obras, pois a nossa justiça não é nada diante da justiça de Deus. Seremos julgados por termos ou não aceitado a salvação que Jesus Cristo oferece (Efésios 2.8-9).</p>
<p><strong>3. O fim dos tempos </strong></p>
<p>Em todo filme desse gênero, o bem vence no final, não é verdade? Esta também é a concepção cristã. Mas não significa que a vitória final acontecerá enquanto vivemos neste mundo. O bem finalmente triunfará quando Jesus regressar (Apocalipse 21.4). Por ora, ainda somos submetidos a injustiças (João 16.33). Pessoas de bem, ao contrário do que acontece no mundo dos desenhos, morrem.</p>
<p>Os desenhos japoneses se desenvolveram durante a Segunda Guerra Mundial. Portanto, pela ótica dos orientais, em um contexto pós-apocalipse, retratado nos desenhos, pois é assim que os japoneses se enxergam. Derrotados na Segunda Guerra e massacrados por duas bombas atômicas, eles conseguiram se reerguer e agora se veem como se estivessem vivendo em uma suposta nova era.</p>
<p><strong>Conclusão</strong></p>
<p>Talvez você pense que o desenho não passa de ficção e não interfere na sua vida real. Se assim for, muito bem. Continue a fazer bom uso desse recurso como forma de diversão. Mas é necessário ter cautela. Às vezes, ideias aparentemente ingênuas penetram em nossas convicções sem que tenhamos consciência disso. Essa tem sido a estratégia do Diabo. Infelizmente, influenciados por ideias orientais difundidas pela mídia, como essas três que analisamos, muitos crentes acreditam que temos algo de bom para oferecer ou que estamos em evolução.</p>
<p>Além disso, de uns tempos para cá, o Diabo tem oprimido os cristãos, que, influenciados por essa cultura oriental, confundem conceitos de batalha espiritual e pensam equivocadamente que o Diabo luta com Deus em pé de igualdade. Lembre-se sempre de que o mundo não é ordenado por um equilíbrio entre o bem e o mal, e que basta uma só ordem de Jesus para que os demônios fujam (Mateus 17.18). Sem excluir a nossa responsabilidade de vigiar (Mateus 26.41), essas certezas nos trazem segurança e esperança até na hora da diversão.</p>
<p><em>Editado originalmente pela revista “Você”, ano 16, no. 2. Publicado com autorização da revista e do autor.</em></p>
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		<title>Sexo Virtual?</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Mar 2010 23:23:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelo Quirino]]></category>

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		<description><![CDATA[Marcelo Quirino
Psicólogo Clínico
www.marceloquirino.com
Estamos em pleno século de relacionamentos virtuais e um fato é agravante: esta é a geração cujos pais não souberam educar seus jovens para o manejo da internet justamente por não terem contato com tal ferramenta. A conseqüência negativa da ausência da ciber-educação é o vício por computadores.
O cibervício pode culminar em varias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Marcelo Quirino</strong></em></p>
<p><em><strong>Psicólogo Clínico</strong></em></p>
<p><em><strong><a href="http://www.marceloquirino.com/" target="_blank">www.marceloquirino.com</a></strong></em></p>
<p>Estamos em pleno século de relacionamentos virtuais e um fato é agravante: esta é a geração cujos pais não souberam educar seus jovens para o manejo da internet justamente por não terem contato com tal ferramenta. A conseqüência negativa da ausência da ciber-educação é o vício por computadores.</p>
<p>O cibervício pode culminar em varias tipologias como o vício por internet, o vício por mundos virtuais, além do ciberadultério, o cibersexo (estimulação sexual por computador) e o ciberporno (consumo de produtos pornográficos por computador)</p>
<p><span id="more-1193"></span></p>
<p>Psiquiatras do Projeto de Dependentes de Internet do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo estimam que cerca de 2,5 milhões de brasileiros podem ser viciados em Internet, abrangendo 10% da população entre homens e mulheres, de qualquer idade ou classe social.</p>
<p>Segundo a psicóloga Rosa Maria Farah, coordenadora do Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática da PUC-SP, esses comportamentos são muito mais sintomas do que problemas em si mesmos, pois as pessoas já trazem alguma dificuldade de fundo que se manifesta desta forma.</p>
<p>O vício em computador e internet se assemelha ao vício por drogas e álcool. O viciado possui estado de dependência, síndrome de abstinência e experimenta graus elevados de ansiedade por não estar conectado ao computador. Dentre todos os vícios, o ‘sexo’ virtual pode ser um dos perigos para o cristão.</p>
<p><strong>Visão bíblica do sexo</strong></p>
<p>Sexo é um tema polêmico. Ainda mais se for ‘sexo’ virtual e numa temática gospel. Portanto, precisamos refletir o tema para evitar radicalismos e ao mesmo tempo nos manter santos como deseja Cristo.</p>
<p>Diante do sexo, a sociedade comporta-se quase exclusivamente por dois polos: ou permissividade (liberdade sexual onde tudo pode e ninguém tem nada a ver com isso) e ou repressão (motivado por tabu, o sexo é pecado e devemos nos purificar dele). O cristão deve evitar os dois polos.</p>
<p>A bíblia regulamenta o sexo como prática entre um homem e uma mulher casados com o respeito do consentimento mútuo sobre o que e como fazer o sexo dentro do biblicamente permitido. A bíblia impede a bestialidade (sexo com animais), o adultério (que pode ser em pensamentos pela fantasia), a homossexualidade, a prostituição, a fornicação, o estupro, o incesto, os coitos abusivos e a lascívia.</p>
<p>A forma do sexo não é regulamentada pela bíblia, mas o casal casado não deve romper os princípios acima elencados no relacionamento íntimo. Contudo, a ausência de regulamentação da forma do sexo na bíblia não é evidência de liberalidade, pois o pecado pode estar mesmo na mente do cristão antes do ato consumar-se.</p>
<p>Se formos pensar o livro de Cantares como uma poesia sobre o sexo, percebe-se que o ato sexual envolve interação corporal, sedução audiovisual e táctil, comunicação de palavras, demonstrações de afeto, carinho e amor, embelezamento do corpo, preparação para o ato, divagações de pensamentos e fantasias, tensão e desejo corporal, casamento, intimidade, o ato em si, dentre outros.</p>
<p>Portanto, biblicamente o sexo é um relacionamento integral que visa fundir momentaneamente o corpo, a alma, o espírito e o intelecto. Sexo é estudo do outro é dar no ato de receber e não ser egoísta para visar somente o receber. Alguns casais não sabem, mas as preliminares da relação sexual que acontecerá à noite começam pela manhã ao se dar um bom dia com amor e atenção. O sexo é o apogeu do amor e do respeito mútuo diário entre o casal.</p>
<p><strong>Sexo virtual é pecado?</strong></p>
<p>Tanto o cristão casado quanto o solteiro deve observar princípios bíblicos quanto a essa prática. A primeira questão para os casados então seria: ‘sexo’ virtual é pecado? Entretanto, antes de respondermos a esta pergunta, uma outra nos surge: existe realmente ‘sexo’ virtual?</p>
<p>Devemos usar a palavra ‘sexo’ virtual entre aspas, por considerar que não há relação sexual nessa forma de relacionamento íntimo. Não há sexo pela internet. Há apenas autoestimulação auditiva e visual diante de palavras de outra pessoa vinda pelo computador. Não há interação táctil.</p>
<p>Assim, ‘sexo’ virtual não é sexo e nem deve substituí-lo. Entretanto, não é por não haver sexo que os casados e solteiros estejam livres para fazer o que queiram desconsiderando outros mandamentos bíblicos.</p>
<p>Então sua prática estaria liberada, poderiam dizer os solteiros? Não, pois precisamos entender que apesar de não haver uma relação sexual completa, existe uma intimidade sexual e libidinosa envolvida no âmbito imaginário.</p>
<p>Jesus ao afirmar que quem cobiça a mulher do próximo já está pecando quis dizer que o pecado está mesmo em pensamento e antes mesmo da efetuação do pecado.</p>
<p>Além disso, a prática do sexo por computador pode se tornar um ato pecaminoso se os pensamentos do cristão se tornarem em devaneios contra a fidelidade conjugal e se a integralidade do ato sexual ficar comprometida a ponto de gerar transtornos psicológicos. Deus certamente não fez o sexo para ser constantemente praticado parcialmente e assim gerar problemas psicológicos ao templo do Espírito.</p>
<p>Um objetivo psicológico e fantasioso do sexo é a fusão com determinados aspectos do outro de maneira imaginada através da interação corporal. Quando esse objetivo é constantemente frustrado, pode gerar síndromes de ansiedade e de angústias incontroláveis, justamente por não atenuar toda a libido sexual durante o coito.</p>
<p>Tendo já chegado à conclusão que não existe sexo virtual, mas apenas estimulação sensorial e imaginativa, resta-nos avaliarmos se essa relação virtual entre cristãos casados é ou não pecado.</p>
<p>‘Sexo’ virtual é pecado? Para responder a esta pergunta, deve-se primeiro perguntar: ‘Sexo’ virtual com quem? Em que circunstância? Privado ou em público? Com que freqüência? Extrapolando a privacidade e o respeito? É conveniente para ambos? Eventualmente ameniza distâncias geográficas? Por que dessa forma? Utiliza-se o pensamento para completar as sensações lidas e vistas pelo computador ou telefone? Se sim, em que ou em quem se pensa? Pode-se controlar o pensamento e ser fiel na fantasia? Perguntas assim ajudam a amenizar radicalismos e nos manter no bom-senso.</p>
<p>Nem o radicalismo, nem o liberalismo sexual precisam ser princípios de vida sexual para o cristão. Existe a possibilidade de eventualmente o casal cristão realizar algumas estimulações sensoriais e imaginativas via rede mundial de computadores. Contudo, o bom-senso, a garantia de privacidade, a fidelidade e o respeito mútuo precisam ser princípios de conduta para que essa forma não prejudique nem a relação nem o templo do Espírito.</p>
<p>A eventualidade de uma viagem e da distância pode ser amenizada com uma relação virtual íntima, mas sua frequência e exclusividade podem determinar o fracasso de uma relação que não chega às vias de fato ou que mesmo compromete a fidelidade através da traição por pensamentos fantasiosos diante do computador.</p>
<p><strong>O cristão casado precisa de equilíbrio </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Sexo é comunicação. Tanto de amor e respeito quanto carinho. Essa comunicação se dá intimamente pelo corpo, pelo gestual, pelas palavras, pelas atitudes. Enfim pela relação integral entre corpos, almas, mentes e espíritos de dois seres biblicamente casados e do sexo oposto.</p>
<p>Quando se define o sexo assim, fica evidente que não dá para se relacionar integralmente pela internet. Se essa forma de comunicação utiliza o corpo, o olhar, as palavras e visando estimular percepções, sensações, emoções como o ápice do bom relacionamento entre dois seres do sexo oposto casados biblicamente, então não pode haver interação sexual satisfatória pelo computador entre cristãos casados.</p>
<p>Todas as coisas nos são lícitas, mas nem todas nos convêm e não nos deixaremos dominar por nenhuma delas. O bom senso, o equilíbrio e a eventualidade são os princípios que devem reger a vida do casal cristão frente ao ‘sexo’ virtual. No novo testamento pecamos mesmo por pensamentos e o nosso desafio é como nos manter santos frente ao computador.<strong></strong></p>
<p>Marcelo Quirino<br />
Psicólogo Clínico (UFRJ)<br />
Fone (021) 8260.6966<br />
<a href="http://www.marceloquirino.com/" target="_blank">www.marceloquirino.com</a><br />
<a href="http://twitter.com/quirinopsico" target="_blank">http://twitter.com/quirinopsico</a><br />
Protegido por YHWH</p>
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		<title>O VALOR DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Feb 2010 02:44:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Palestra preparada pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho, para a IB de Vila Elmaz, em São José do Rio Preto, São Paulo, e apresentada em 28 de fevereiro de 2010.
­
INTRODUÇÃO: UMA EXPERIÊNCIA DO PASSADO PRODUZ A REFLEXÃO SOBRE O PRESENTE
Eu era adolescente de dezesseis anos, no Rio de Janeiro, e tinha um ano de convertido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Palestra preparada pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho, para a IB de Vila Elmaz, em São José do Rio Preto, São Paulo, e apresentada em 28 de fevereiro de 2010.</em></p>
<p>­</p>
<p>INTRODUÇÃO: UMA EXPERIÊNCIA DO PASSADO PRODUZ A REFLEXÃO SOBRE O PRESENTE</p>
<p>Eu era adolescente de dezesseis anos, no Rio de Janeiro, e tinha um ano de convertido e batizado. Morava no bairro da Penha e ia de lotação (micro-ônibus) da Penha até Cascadura e lá tomava outra condução para Acari, onde ficava minha igreja, a Batista de Acari. Foi onde me converti. Vendo-me com a Bíblia (naquele tempo portávamos bíblias e éramos chamados de “crentes”), um padre sentou-se ao meu lado e, polidamente, perguntou-me se podíamos conversar. Foi um papo amistoso. O padre era mesmo educado e respeitador. Queria apenas tirar algumas dúvidas sobre como eu via minha fé. Ele recebera de alguém uma assinatura de “O Jornal Batista” e por isso os conhecia um pouco.</p>
<p>Fez algumas perguntas e a todas respondi citando a Bíblia. Como meus dezesseis anos estão quatro décadas atrás, não me recordo de todas, mas de duas ou três. A última foi “Por que os batistas não aceitam Maria como mediadora entre Deus e os homens?”. Também respondi com a Bíblia. Citei 1Timóteo 2.5: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem”. Quando nos despedimos em Cascadura, o padre me perguntou: “Meu filho, você estuda em algum seminário da igreja batista?”. Respondi que não, mas que era aluno da Escola Bíblica Dominical.</p>
<p><span id="more-1187"></span>Na realidade, poderia ter dito que estudava num seminário, porque a EBD é um seminário bíblico. Quando funciona bem, ensina a Bíblia como nenhuma outra instituição. Ensina não como alguns teólogos, que a esquartejam para ver ser acham uma mensagem nela. Seu ensino é vivencial, não por acadêmicos que a menosprezam e subordinam aos homens, mas por pessoas que foram alcançadas e transformadas por ela. É o ensino passional e o estudo com fome, para praticar e viver.</p>
<p>Vão-se longe os tempos em que um adolescente com uma Bíblia na mão podia responder a um padre sobre o que cria. Porque vão-se longe os tempos em que os crentes, hoje “evangélicos”, estudavam a Bíblia com afinco. A Escola Bíblica Dominical está doente em muitas igrejas. Não por acaso, muitas igrejas estão doentes. Porque estão sem ensino bíblico sistemático e ministrado por pessoas piedosas.</p>
<p>A Bíblia era valorizada e amada pelos crentes. O povo nos chamava de “bíblias” por causa de nosso zelo por ela. Ela era nosso símbolo distintivo. Hoje, nosso símbolo distintivo é a caixa de som com que atazanamos a vida dos nossos vizinhos.</p>
<p>Mudaram os tempos. A Bíblia não é mais tão lida pelo nosso povo. Menos ainda estudada. Muitos púlpitos a trocaram por pensadores seculares. Em uma igreja seu estudo foi substituído por livros de autoajuda. Talvez seja por isso que a igreja evangélica brasileira tenha oito milhões de quilômetros quadrados e um centímetro de profundidade. O povo prefere a celebração em alto volume a estudá-la. A festa tomou o lugar da reflexão, e assim a Bíblia foi empurrada para a periferia em nossas igrejas.</p>
<p>1. A BUSCA DE SANTIDADE POR UM VIÉS EQUIVOCADO</p>
<p>Não receio em afirmar que muita gente está na igreja sem uma experiência de conversão. Sei que tomarei algumas bordoadas dos “politicamente corretos”, que me brandirão um versículo de Jesus: “Não julgueis para que não sejais julgados”. OK! Se querem usar este versículo, não me julguem também. Fiquem quietos e saiam de cena. Vocês também não podem julgar. Mas, mesmo assim, cito-lhes Jesus: “Hipócritas, sabeis discernir a face da terra e do céu; como não sabeis então discernir este tempo? E por que não julgais também por vós mesmos o que é justo?” (Lc 12.56-57). Em 2Coríntios 13.5, Paulo nos recomenda o uso do julgamento: “Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados”. E 1João 4.1 nos recomenda termos senso crítico, avaliando e julgando espiritualmente: “Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos vêm de Deus; porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo”.</p>
<p>Tenho quase quarenta anos de ministério pastoral. Trinta e oito anos para trinta e nove anos, exatamente. Isto não me torna dono da verdade. Mas não sou um garoto deslumbrado nem um jovem neófito. Sou um pastor vivido, e já vi coisas em igrejas que nunca pensei que veria. Mas comprometi-me com o ministério, com o evangelho, com o ensino da Bíblia. Tenho apanhado muito por isso. Sempre dos crentes. Porque boa parte deles quer forró, mas não ensino bíblico. Quer festa, não ouvir a Palavra. Assumi o dito de Paulo em Atos 20.7: “Porque não me esquivei de vos anunciar todo o conselho de Deus”. Não fidelizo clientela, mas procuro ensinar todo o conselho de Deus. Procuro ser educado, mas não me preocupo se o que direi massageará o ego das pessoas. Não é esta minha preocupação primeira. Como Lutero, minha consciência é cativa da Palavra de Deus. Tenho visto centenas de pessoas que estão em uma igreja, mas que ignoram a doutrina da salvação. Há pouco tempo fui convidado para falar a um grupo de crentes, razoável por sinal, membros de uma igreja, mas sem muita certeza de sua salvação. E me pediram para falar deste assunto por causa da dúvida em seu ambiente.</p>
<p>Não é acidental que em muitos lugares a catarse, que alguns, torcendo o sentido da palavra, até chamam de louvor, tomou todo o tempo do culto. As pessoas querem por suas emoções para fora, mas não se preocupam tanto em aprender a Palavra de Deus. Algumas até são bem intencionadas. Querem santidade e desejam uma vida espiritual mais significativa. Mas não a encontrarão no louvor. Se louvor e barulho produzissem santidade, a igreja evangélica brasileira seria de santidade irretocável. E sabemos que não é. Precisamos colocar a coisa mais importante no lugar mais importante. E o secundário no lugar secundário. A coisa mais importante para o crente é aprender a Palavra de Deus. É ouvir Deus. Por isso a EBD precisa ser resgatada. A igreja necessita de crentes estudando a Bíblia, num programa sério, completo, que envolva toda a família, e preparado por pessoas comprometidas com a Bíblia e com a igreja. Voltaremos a isso daqui a pouco.</p>
<p>2. SE A IGREJA DESEJA SERIEDADE ESPIRITUAL E SANTIDADE, A EBD É O MELHOR CAMINHO</p>
<p>Há um episódio elucidativo em 1Samuel 15. A ordem dada a Saul fora a de não trazer nada dos amalequitas, mas aniquilar tudo. Ele trouxe despojos, incluindo ovelhas. O profeta e sacerdote Samuel o repreendeu e Saul se desculpou. Trouxera o gado para sacrificar a Deus. Era um “cala boca” em Samuel, que era sacerdote. O sacrifício era a forma mais elevada de culto, no Antigo Testamento. Samuel teria sua parte naquilo. Que ficasse quieto. Afinal, era para adoração. E adorar, como muita gente pensa, é a coisa mais importante do mundo. Secamente Samuel respondeu: “Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à voz do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, do que a gordura de carneiros” (1Sm 15.22).</p>
<p>Compreenderam a extensão da resposta de Samuel? Para Saul, como para muitos crentes hoje, adorar a Deus era a coisa mais importante a se fazer, justificava tudo e se sobrepunha a tudo. Mas vem um sacerdote e diz que obedecer é mais importante que adorar. Você pode adorar até ficar rouco de tanto cantar, e com calo nas mãos de tanto bater palmas, mas se não obedecer à Palavra de Deus isso vale pouco. O que Deus mais espera do seu povo é obediência. É importante conhecer a Palavra de Deus e obedecê-la. Em nosso caso, a EBD é uma excelente escola para formar um caráter santo, porque seu livro texto é a Palavra de Deus.</p>
<p>É a Palavra de Deus que santifica. Lemos no Salmo 119.11: “Escondi a tua palavra no meu coração, para não pecar contra ti”. A internalização da Palavra de Deus dá forças para uma vida santa. É mais que decorar versículos. É internalizá-la. O moço pode gostar do louvor até porque gosta de música agitada e se convencionou que o louvor deve ser agitado. Mas se o jovem quer ser santo, será quando se reger pela Palavra: “Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o de acordo com a tua palavra” (Sl 119.9). E lembro, ainda, Jesus: “Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17). É a Palavra de Deus, estudada, aplicada na vida e cumprida no viver diário, que santifica. Não há santidade sem algo elementar: obediência. E só há obediência real quando sabemos o que a Bíblia diz. A EBD é um lugar excelente para aprender o que é santidade conforme a Palavra do Senhor ensina.</p>
<p>3. CINCO RAZÕES PELAS QUAIS A EBD É INDISPENSÁVEL PARA A IGREJA</p>
<p>Juntando as pontas e seguindo na argumentação, alisto cinco razões pelas quais a EBD é indispensável para que tenhamos uma igreja sadia.</p>
<p>O primeiro é que ela é um seminário bíblico dentro da igreja. Não se aprende crítica textual, nem sociologia ou filosofia, mas Bíblia. E se aprende pelo estudo reverente. Muito obreiro que deseja desviar a igreja da denominação acaba com a EBD ou substitui a literatura sadia da denominação ou de obreiros com fundamentos denominacionais por literatura de outro grupo. Ou se apresentam como o professor da classe única da EBD. Só seu ensino é veiculado e qualquer outra pessoa é posta de lado. O que há de pastor achando que EBD não funciona é impressionante. Mas parece-me haver outro sentido por trás disso. Uma EBD bem estruturada imuniza a igreja contra heresias e golpes doutrinários que se expressam em atitudes pouco cristãs. Quando um pastor quer acabar com EBD na igreja é preciso desconfiar seriamente de sua atitude. Como um pastor quer que a Bíblia deixe de ser ensinada?</p>
<p>O segundo é que ela é um celeiro de líderes. Porque doutrina as pessoas. Porque ensina valores espirituais. Porque habilita pessoas para falarem em público e discutirem e argumentarem. Porque cria hábitos espirituais, como estudar a Bíblia e compartilhar a fé com um grupo pequeno, habilitando para se expressar. Porque cria amor pela vivência em um grupo espiritual. Porque, secundariamente, ensina relacionamento com outros cristãos. Porque está subordinada à igreja, e precisamos resgatar também algo que vai sendo posto de lado, que é a autoridade da igreja.</p>
<p>O terceiro, anteriormente tangenciado, mas aqui bem formulado, é que ela ensina doutrina bíblica. E doutrina não é algo árido como alguns querem nos fazer crer. Doutrina é vida. A EBD provê suporte doutrinário para a igreja. Por isso que o item primeiro é assustador. Sem estudo bíblico a igreja se perde no cipoal de novidades produzidas por uma usina de esquisitices que viceja em nosso tempo. Estudo e ensino teologia, mas se tenho boa formação teológica (alguns acham isso e, um dia, acabarei crendo nisso) é porque estudo a Bíblia mais que qualquer outro livro. Quando lecionava Teologia Sistemática, ao invés de me prender aos livros discursivos de teólogos, lia a Bíblia nos assuntos que deveria abordar. Depois que estava firmado nas Escrituras é que ia aos teólogos. Se eles não falassem como a Bíblia, eu os deixava de lado. A EBD dá firmeza doutrinária e teológica porque ministra a Bíblia.</p>
<p>O quarto é que ela dá firmeza espiritual. Já citei dois versículos do Salmo 119 que falam da firmeza e da santidade pela observância da Palavra de Deus. Não os repito, mas recordo que Jesus venceu Satanás não por força de uma personalidade indômita, embora a tivesse, mas pela força da Palavra de Deus. Todas as tentações e afirmações de Satanás ele rebateu e superou citando as Escrituras. A EBD, por ensinar a Bíblia, ajuda na formação espiritual. Em minha adolescência, três professores me ajudaram a formatar o caráter cristão: Levi Alves, Loecy Cordeiro e Jeiel Ferreira. Eu não tinha formação evangélica, vinha de um ambiente religioso confuso, em que a família que era católica se bandeara para o espiritismo. Pessoalmente, nunca lera a Bíblia.  Eles foram meus referenciais, com suas lições de EBD. Levi, Loecy e Dr. Jeiel me ajudaram a ter firmeza espiritual. Além dos sermões de meu Pastor, João Falcão Sobrinho, que eram bíblicos. Uma EBD forte produzirá uma igreja forte porque esta terá firmeza que vem das Escrituras.</p>
<p>O quinto é que a EBD é um projeto para toda a igreja. Não apenas em faixas etárias, mas em todos os níveis culturais. A EBD trabalha com pessoas de todos os níveis. Alguns modelos eclesiológicos levam a igreja a negar uma de suas maiores características, que é a heterogeneidade. Assim vemos igrejas que se parecem mais com grupos evangélicos só de empresários, ou de atletas profissionais ou outros segmentos. Entendo a razão de ser desses grupos, voltados para evangelizá-los, mas vejo-os como perigosos se criarem a imagem de “Nosso jeito é o certo” ou “Nós somos os reis da cocada preta”. Em uma igreja, um grupo de jovens queria uma classe de EBD só de universitários, para tratarem de assuntos atinentes a eles. Parece que foram picados pela mosca azul (ser universitário não é tão incomum assim) e se deslumbraram. Um pastor me falou de seu desejo de criar uma classe na EBD só de negros, para debater assuntos raciais. Uma espécie de racismo com sinal invertido. Uma ignorância do que é a igreja: “Não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gl 3.28). A EBD é a maior organização a demonstrar a universalidade interna da igreja. Ela arrola a todos ao redor de um tema, a Bíblia. A EBD não é para tratar de assuntos atinentes a grupos, mas para ensinar a Bíblia e valores bíblicos a pessoas. Ela é um projeto que engloba gente de todas as idades, faixas sociais, culturais e raciais.</p>
<p>4. DE QUE A EBD PRECISA PARA DESLANCHAR</p>
<p>De poucas coisas.</p>
<p>A primeira é o apoio incondicional e irrestrito do pastor. Ele é o homem chave. Ele precisa querer a EBD, amar a EBD e ajudar a pensar a EBD. Ele é o homem que pode mudar a fisionomia do ensino na igreja.</p>
<p>A segunda é o apoio incondicional e irrestrito da igreja. Ela não é um apêndice do programa da igreja, mas o substrato de todo o programa da igreja. Se a metade do valor que as igrejas gastam em aparelhagem fosse carreada para o ensino bíblico, isso revolucionaria a igreja. Verbas para compra de bons comentários bíblicos para os professores, de livros com o ensino da denominação, de sua história e de seus princípios, de boas salas, com aparelhagem educacional. Um diácono amigo meu, muito atilado, dizia que era preciso ficar sempre atento porque todo ano o pessoal do som queria trocar a aparelhagem. Mas quando foi que a igreja comprou livros para os professores da EBD?</p>
<p>O terceiro é de bom material humano. Professores que amem a Bíblia, realmente convertidos e apaixonados pelo evangelho, solidários com a igreja. O professor precisa ser uma pessoa de equipe e não um predador solitário, que aproveita momentos para destilar veneno na classe. Deve ser uma pessoa que ame e feche com sua igreja. Ele faz parte do todo. O currículo oculto (no caso, o caráter do professor) pode valer tanto quanto o currículo explícito (o que o professor ensina).</p>
<p>Havendo isso, haverá espaço físico, material didático, cursos para investir em professores. Primeiro, a vontade. Depois o efetuar.</p>
<p>COMO CONCLUSÃO</p>
<p>Foi na EBD que meus valores espirituais foram firmados, minha visão cristã foi formatada e onde aprendi a falar em grupo. Foi o melhor seminário que tive, porque lançou a base que me permitiu construir o que tenho e o que sou. Tenho e sou pouco, mas começou com a EBD. Aprendi a estudar e a valorizar a Bíblia na EBD. Eu a leio todos os anos, e cada ano numa versão diferente, para aprender mais. Quando repito a versão, uso outro volume para não me prender ao que sublinhei.</p>
<p>Diria duas coisas, como conclusão. A primeira é: ame a Bíblia. Com paixão. A segunda é: estude a Bíblia. Com seriedade, na EBD. E, se você é professor de EBD, orgulhe-se de sua missão, desempenhe-a com seriedade e com zelo. Estude para ser melhor. Você realiza a maior função que uma pessoa pode desempenhar. Você ensina a Palavra viva de um Deus vivo. Quer maior responsabilidade diante dos homens do que esta que Deus lhe concedeu e que sua igreja lhe confiou? Deus e a igreja confiam em você. Seja bom no que faz.</p>
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		<title>Mensagens Online</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Feb 2010 05:24:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícia]]></category>

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A partir de agora é possível ouvir as mais de 600 mensagens online do Pr. Isaltino em seu site.
São mais de 350 horas de mensagens disponíveis.
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://www.isaltino.com.br/sermon"><img class="size-full wp-image-1178 aligncenter" title="Mensagens Online" src="http://www.isaltino.com.br/wp-content/uploads/2010/02/listening.jpg" alt="" width="323" height="300" /></a></p>
<p>A partir de agora é possível ouvir as mais de 600 mensagens online do Pr. Isaltino em seu site.</p>
<p>São mais de 350 horas de <a href="http://www.isaltino.com.br/sermon">mensagens </a>disponíveis.</p>
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