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	<title>Isaltino Gomes Coelho Filho</title>
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		<title>“SOU CRISTÃO APESAR DA IGREJA” OU “A IGREJA SOBREVIVE, APESAR DE MIM”?</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 19:05:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Isaltino Gomes Coelho Filho Uma ovelha que aprendi a amar e respeitar como bom crente em Jesus comentou comigo sobre o livro “Alma sobrevivente”, de Philip Yancey, cujo subtítulo é “Sou cristão, apesar da igreja”. Yancey mostra os pecados de alguns crentes do passado. A pessoa falou sobre isso e citou Martin Luther King Jr. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Isaltino Gomes Coelho Filho</p>
<p>Uma ovelha que aprendi a amar e respeitar como bom crente em Jesus comentou comigo sobre o livro “Alma sobrevivente”, de Philip Yancey, cujo subtítulo é “Sou cristão, apesar da igreja”. Yancey mostra os pecados de alguns crentes do passado. A pessoa falou sobre isso e citou Martin Luther King Jr. e seu pecado rotineiro. Mas esta ovelha, crente firme e fiel, não comentou como fofoca ou para denegrir a imagem dos alistados na obra. Foi conversa de amantes de livros.</p>
<p>Tenho esta obra e outras mais de Yancey, como “O Jesus que eu nunca conheci”, que muito me edificou, e “O Deus (In) visível” e “Maravilhosa graça”, que eu lera antes, em inglês (“<em>What’s so amazing about grace?”</em>), emprestado por uma ex-ovelha. Gostei tanto que o adquiri em português, que é meu idioma. Yancey é um homem de Deus e não quero contestar suas obras, embora discorde da expressão “sou cristão apesar da igreja”.</p>
<p><span id="more-1450"></span>Explico-me e espero ser entendido antes que me escalpelem. Eu amo a igreja. De todo coração. Nela encontrei Jesus. Nela Deus me vocacionou, aos 15 anos, para o ministério, que abracei há 39 anos. Nela encontrei minha esposa, dediquei meus filhos e tive a glória de batizá-los. Nela meus filhos encontraram seus cônjuges. Nela meu neto foi dedicado a Deus. Como pastor há anos, e procurando ser um homem sério, sei das falhas da igreja. Mas aqui reside a questão: as falhas são dela, como igreja, defeitos de formação, ou são pecados de pessoas, como eu e como seus críticos?</p>
<p>Tenho apontado desvios de conduta teológica e ética de segmentos da igreja. Mas sei distinguir entre a igreja de Jesus, como um todo, e pessoas que formam a igreja de Jesus. Os defeitos dos líderes que Yancey aponta não são, porventura, defeitos de muitos de nós? É a igreja, como instituição, ou somos nós, que a compomos?</p>
<p>Martin Luther King Jr. cometeu certo tipo de pecado que a maioria de nós não comete. Mas olhemo-nos: e a fofoca? E a amargura? E a omissão? E a crítica desapiedada? E a ganância? E a violência camuflada de zelo? E o ódio contra discordantes de nossas posições? Recebo alguns e-mails que parecem mais de jagunços que de crentes em Jesus. E a busca de domínio nos bastidores? É moda jogar pedra na igreja, como se ela fosse a Geni, do Chico Buarque, mas quem tem autoridade moral para fazer isso, o Senhor Jesus, não faz. Ele continua a amá-la e a se manifestar ao mundo através dela. Quanto aos demais, lembro as palavras de Jesus: “Aquele dentre vós que está sem pecado seja o primeiro que lhe atire uma pedra” (Jo 8.7). Que membro da igreja pode acusá-la? Quem é o pecador que pode apontar o dedo contra o corpo de Cristo? Porque a igreja local é corpo de Cristo, sim, senhores (1Co 12.27).</p>
<p>A ótica está equivocada. Não é “Sou cristão apesar da igreja”. Por que, quem sou? Que diferença faço? O que importa o que sinto sobre a igreja, diante do propósito eterno de Deus para ela? Mas eu sou igreja! Fui salvo por Jesus e agregado à sua igreja. A ótica correta é “A igreja sobrevive apesar de mim”. Porque ela é tão boa ou tão ruim quanto eu e você formos. Ela somos nós.  Ela é a soma de nós todos.</p>
<p>Recebi um e-mail de uma pessoa me pedindo ajuda. É filho de pastor e foi crente fiel, mas agora estava com problemas espirituais. As obras de três pastores brasileiros, especialistas em desconstruir a igreja e hábeis em combatê-la, contribuíram para isso. Citou-os nominalmente. Que triste! Uma ovelha do Senhor está se afastando do redil porque três pastores ajudaram o inimigo! Cabem aqui as palavras de Jesus: “É impossível que não venham tropeços, mas ai daquele por quem vierem! Melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho e fosse lançado ao mar, do que fazer tropeçar um destes pequeninos” (Lc 17.1-2). Nenhum desses pastores tem conduta imoral. Sem falsa modéstia, são até mesmo melhores crentes que eu, pelo que os conheço. Mas, se não têm os pecados dos personagens de Yancey e se gostam de dizer que apesar dos defeitos da igreja ainda estão nela, prejudicaram um irmãozinho. Afastaram-no da igreja e o levaram ao esfriamento espiritual. Serviram de tropeço para alguém por quem Cristo morreu. Apesar deles, e apesar de mim, no entanto, a igreja sobrevive. Os erros que nós, pastores, cometemos e os erros que muitos crentes cometem, não impedem a marcha da igreja. Nós, pastores, precisamos pedir muito pedir a Deus que não machuquemos a igreja, mesmo que alguns dentro dela nos machuquem. E que não falemos mal dela, mesmo que alguns dentro dela nos caluniem. Fomos chamados para amar e servir a igreja, não para espancá-la!</p>
<p>Na sua visão de Deus, Isaías não apostrofou o povo, mas primeiro chorou pelo seu pecado. Quando Esdras soube dos pecados dos líderes de Judá não orou dizendo “Eles pecaram!”, mas disse “Nós pecamos!”. Isaías viu primeiro seu pecado. Esdras não foi conivente com o pecado alheio, mas solidário e assumiu as falhas do grupo como suas.</p>
<p>O fantástico com a igreja é que ela sobrevive apesar de nós. Nós, que pecamos e escandalizamos o mundo. Nós, que ferimos nossos irmãos. Nós, que apontamos, com sadismo espiritual, os pecados dos outros, e esquecemos os nossos. Numa festa, na casa de uma pessoa crente, eu conversava com um empresário que batizei. Ele estava com dificuldades em permanecer na igreja, após minha saída, porque ela tomara outra direção. O dono da casa chegou e, ouvindo trecho da conversa, desfechou críticas sarcásticas contra a igreja. O empresário, crente novo, não conhecendo bem nosso anfitrião, perguntou: “Ele é crente mesmo?”. Quando confirmei, ele apenas disse: “Meu Deus, quanto ódio!”.</p>
<p>Não me ponho como juiz nem quero fazer um artigo como o livro de Yancey, “Sou crente apesar dos outros”. Confesso que falhei muito como pastor, e que não sou digno de ser pastor. Mas faço um apelo: cuidado com as críticas ao rebanho de Jesus. Disse Jesus: “O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir” (Jo 10.10). Há muito membro de igreja fazendo o papel do ladrão, roubando a honra da igreja, matando a fé de irmãos mais fracos e destruindo a obra do Senhor.</p>
<p>O correto não é “Sou cristão apesar da igreja”. O correto é “Apesar de minhas falhas, de meus pecados, de minhas críticas destrutivas e de minha falta de colaboração, a igreja de Jesus continua sua marcha”. E continuará até o dia em que ele acertará as contas conosco: “Digo-vos, pois, que de toda palavra fútil que os homens disserem, hão de dar conta no dia do juízo. Porque pelas tuas palavras serás justificado, e pelas tuas palavras serás condenado” (Mt 12.36). Que esta advertência do Senhor modere nosso falar.</p>
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		<title>“É VERDADE&#8230; DEUS NOS DISSE&#8230;NÃO MORRERÃO COISA NENHUMA!”</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 00:04:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Meditações em Gênesis]]></category>

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		<description><![CDATA[“A cobra era o animal mais esperto que o Deus Eterno havia feito. Ela perguntou à mulher: &#8211; É verdade que Deus mandou que vocês não comessem as frutas de nenhuma árvore do jardim? A mulher respondeu: &#8211; Podemos comer as frutas de qualquer árvore, menos a fruta da árvore que fica no meio do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>“A cobra era o animal mais esperto que o Deus Eterno havia feito. Ela perguntou à mulher: &#8211; É verdade que Deus mandou que vocês não comessem as frutas de nenhuma árvore do jardim?</em> <em>A mulher respondeu: &#8211; Podemos comer as frutas de qualquer árvore,</em></p>
<p><em>menos a fruta da árvore que fica no meio do jardim. Deus nos disse que não devemos comer dessa fruta, nem tocar nela. Se fizermos isso, morreremos. Mas a cobra afirmou: -Vocês não morrerão coisa nenhuma! Deus disse isso porque sabe que, quando vocês comerem a fruta dessa árvore, os seus olhos se abrirão, e vocês serão como Deus, conhecendo o bem e o mal”. </em>(Gênesis 3.1-5)<em> </em></p>
<p>Isaltino Gomes Coelho Filho</p>
<p>Estranho diálogo.<em> </em>A cobra (NTLH) faz uma pergunta torcida. Má intencionada, pergunta se é verdade que Deus proibiu ao casal todas as frutas do jardim. Insinua a má vontade do Criador para com a criação. Atribui-lhe maldade. “É verdade que Deus mandou?” começa ela. O Tentador foi o primeiro exegeta da Palavra de Deus. Falar da Palavra de Deus nem sempre quer dizer que a pessoa está certa. A Bíblia já foi usada para legitimar a escravidão, o machismo, e agora alguns a usam para justificar o homossexualismo. Crentes ingênuos, que nao entendem nada, por vezes dizem: “O que importa é que a Palavra de Deus está sendo pregada, e ela não volta vazia” (outra exegese estrambótica). Isso justifica qualquer heresia e todo uso da Bíblia para fins pessoais. Devemos ter cuidado com interpretações que fogem claramente ao sentido das Escrituras. Há gente que está descobrindo agora o que nunca alguém viu em 2.000 anos de cristianismo e mais de 3.500 anos de Palavra de Deus! Todo grupo herético afirma que a Bíblia é a Palavra de Deus, e depois a analisa por Helen White, Livro do Mórmon,  revelações, reescrita da Bíblia (como testemunhas de Jeová e outros). Citar a Palavra de Deus não é garantia de correção. Pode-se deturpá-la.</p>
<p><span id="more-1448"></span>A resposta também é equivocada: “Nem tocar nela”, diz Eva. Deus proibiu comer, mas ela exagera: nem tocar. Torcer a Palavra de Deus é pecado. Tirar dela é errado. Acrescentar também. Eva colocou suas palavras como sendo de Deus. Há gente que coloca seu ensino em nível de igualdade com as Escrituras. Chama seus <em>insights </em>de “revelação”. Põe em Deus a culpa de suas idéias.</p>
<p>Parece que Eva achava isso muito pesado. Era a única restrição de Deus, em tantos benefícios e bênçãos! Faltou-lhe entender aquilo que João pôs em palavras: “os seus mandamentos não são difíceis de obedecer” (1Jo 5.3). Muita gente acha difícil obedecer a Deus. Seleciona seus mandamentos, ou simplesmente ignora-os.</p>
<p>Primeiro, o Tentador torce a Palavra. Depois, a mulher exagera a Palavra. Daí para a negação foi um pulo: “Vocês não morrerão coisa nenhuma!”. A falta de seriedade no trato com a Palavra de Deus e a insubordinação a ela, recusando o que não nos agrada, leva, inevitavelmente, à negação da voz de Deus.</p>
<p>Precisamos ter os olhos abertos para as novas hermenêuticas que surgem. As tentativas de “contextualizar a Bíblia aos novos tempos” são exegese da serpente. A Bíblia é juíza, e não ré. Ela julga os homens e eles devem se amoldar a ela, não o contrário. Precisamos ter os olhos abertos para os que torcem a Palavra de Deus com interesses escusos. Há muito comércio da fé e muito enriquecimento pessoal com o evangelho. E precisamos entender que os mandamentos de Deus não são pesados e foram dados para o  nosso bem.</p>
<p>Acatar a Palavra de Deus, sem tergiversar e sem desculpas. Eis nosso desafio.</p>
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		<title>“E ASSIM ACONTECEU”</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 10:10:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Meditações em Gênesis]]></category>

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		<description><![CDATA[“E assim aconteceu” (Gênesis 1.7, 9, 11, 15, 24 e 30, LH) Isaltino Gomes Coelho Filho “E assim aconteceu”, diz, seis vezes, o capítulo inicial de Gênesis. Aconteceu o que Deus disse. O refrão pode ser estendido a toda a Bíblia, extrapolando o relato da criação. Sempre acontece o que Deus diz. A Bíblia é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>“E assim aconteceu” </em>(Gênesis 1<em>.</em>7, 9, 11, 15, 24 e 30, LH)</p>
<p><em> </em></p>
<p>Isaltino Gomes Coelho Filho</p>
<p>“E assim aconteceu”, diz, seis vezes, o capítulo inicial de Gênesis. Aconteceu o que Deus disse. O refrão pode ser estendido a toda a Bíblia, extrapolando o relato da criação. Sempre acontece o que Deus diz. A Bíblia é seu texto-prova. Seu teor comprova que aquilo que o Senhor falou realmente aconteceu. Mais tarde, o livro de Isaías registrará: “A erva seca, e as flores caem quando o sopro do Deus Eterno passa por elas. De fato, o povo é como a erva. A erva seca, a flor cai, mas a palavra do nosso Deus dura para sempre” (Is 40.7-8). No Novo Testamento, mostrando sua autoridade e o peso de sua palavra, Jesus diz: “O céu e a terra desaparecerão, mas as minhas palavras ficarão para sempre” (Mc 13.31).</p>
<p>A Palavra de Deus está firmada para sempre: “Ó Deus Eterno, a tua palavra dura para sempre; ela é firme como o céu” (Sl 119.89). Como isto nos exorta! A Palavra de Deus é digna de confiança. O que ele fala, isso acontece. Não é uma palavra comum, mas a Palavra Viva de um Deus Vivo. Uma Palavra que faz as coisas acontecerem!</p>
<p><span id="more-1444"></span>Hoje, muitos segmentos da igreja desprezam a Palavra de Deus. Vivem de celebrações, de pretensos sinais, de barulho, de culto ao seu líder, e desprezam a Bíblia, registro proposicional das palavras divinas. A ignorância bíblica de muitos evangélicos é enorme. Uma vez, em Belém, num sábado, parei em um semáforo, de três fases (por isso demorado), em frente a uma igreja neopentecostal. Impressionou-me ver, sob o calor amazônico, dezenas de pessoas saindo de um culto, às 11 da manhã. Olhando mais detidamente sofri outro impacto: nenhuma daquelas pessoas portava a Bíblia. A senhora que nos ajudava em nossa casa pertencia àquele grupo e perguntei-lhe depois sobre isso, e ela me respondeu, ingenuamente: “Nós não precisamos da Bíblia. Tudo nos é revelado. Quando a gente precisa saber alguma coisa da Bíblia, o pastor diz para nós como é”. A Palavra foi trocada pelo palavrório.</p>
<p>A igreja não pode esquecer da Palavra que acontece. E deve esquecer as palavras dos homens, porque elas não acontecem. No livro <em>A fé cristã em tempos modernos, </em>Charles<em> </em></p>
<p>Colson assim comenta: “Lembremo-nos também de todos os místicos que surgiram nos últimos séculos oferecendo-nos a oportunidade de sermos transportados a um estado superior. A maioria deles simplesmente surge, é festejada, atrai os crédulos (eventualmente fazendo pequenas fortunas) e, então, passa rapidamente ao esquecimento. O que restou dos ensinamentos dos gurus dos Beatles, Maharrishi Mahesh Yogi, ou do amigo de Timothy Leary, Baba Ram Dass, ou do ‘curso de milagres’ de Helen Schuman, ou da teosofia de Madame Blavatsky? Poucos sequer se lembram do que essas pessoas ensinaram!” (p. 74). É verdade. E conclui Colson: “No entanto, durante dois mil anos a Bíblia, muitas vezes sem o auxílio de nenhuma intervenção humana, transformou – e em geral drasticamente – a vida dos que a leram”.</p>
<p>A Bíblia tem poder. Ela registra a Palavra acontecida. Ela fala da Palavra que vai acontecer. Mas perdida na atitude pecaminosa de querer novidades, parte da igreja anda à cata de profetas humanos, desprezando a autoridade da Palavra de Deus. Ela ainda é combatida por teólogos liberais, que negam sua inspiração. E relegada por pseudos intelectuais, que fascinados por homens incrédulos, interpretam-na à luz de pensadores perdidos, sem o conhecimento de Deus.</p>
<p>A igreja precisa voltar à Palavra de Deus. Pensadores cristãos não devem se encantar com a voz da serpente, sempre sagaz e hoje com pose intelectual, que os seduz e os afasta da palavra que Deus falou. A Profa. Dra. Serpente e todo seu <em>entourage </em>intelectual passarão, mas a Palavra ficará. E ai de quem a despreza e a troca por ensinos humanos.</p>
<p>Nunca soube que alguém, no leito, na hora da morte, pedisse para lhe lerem Marx, Hegel ou Weber para seu consolo. Mas quantos, na hora de partir, pedem que lhes leiam o Livro, o Velho Livro da capa preta, a Palavra que acontece! Pregadores: preguem a Bíblia e não pensadores humanos!</p>
<p>Fique com a Bíblia. Dispense os que a negam, fuja dos pregadores que a minimizam e colocam outra fonte de inspiração ou autoridade em seu lugar. Fique com a Bíblia. Ela é a Palavra que acontece.</p>
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		<title>“NO COMEÇO DEUS” (Gênesis 1.1-2, LH)</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 15:09:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Meditações em Gênesis]]></category>

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		<description><![CDATA[“No começo Deus criou o céu e a terra. A terra era um vazio, sem nenhum ser vivente, e estava coberta por um mar profundo. A escuridão cobria o mar, e o Espírito de Deus se movia por cima da água”. Isaltino Gomes Coelho Filho Quanta solenidade nestas palavras! Ao mesmo tempo, quanta profundidade! Assim [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>“No começo Deus criou o céu e a terra. A terra era um vazio, sem nenhum ser vivente, e estava coberta por um mar profundo. A escuridão cobria o mar, e o Espírito de Deus se movia por cima da água”.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p>Isaltino Gomes Coelho Filho</p>
<p>Quanta solenidade nestas palavras! Ao mesmo tempo, quanta profundidade! Assim começa tudo. Não havia nada, tudo era um vazio. Mas Deus estava lá. O impacto de “No começo Deus” se vê em Isaías 46.10 e 48.12, palavras destinadas ao povo na Babilônia. No meio da multidão de divindades pagãs, o Judá cativo devia lembrar que seu Deus é que era o Criador, que estava no começo e estará no fim. Foi dele a primeira palavra. Será dele a última palavra.</p>
<p>Mesmo criada a terra, não havia ninguém. Nada vivo. Só a Vida estava presente. Só o Senhor e Autor da Vida.  A Linguagem de Hoje diz que “a terra era um vazio<em>”. </em>O hebraico é <em>tohû wâ bohû. </em>Um rico jogo sonoro! <em>Tohû </em>dá a idéia de algo que não se pode agarrar porque é informe. <em>Bohû </em>dá a idéia de vácuo, de vazio. A terra era um nada. Apenas uma massa ígnea, gases, ainda informe. Mas Deus já estava lá. Estava lá quando tudo começou. Estará quando tudo terminar.</p>
<p><span id="more-1441"></span>Deus sempre está primeiro. Ao povo cativo na Babilônia, ele encaminha vários sermões anunciando que estava agindo primeiro. Em 48.12 se lê: “O Deus Eterno diz: Escute, povo de Israel, o povo que eu escolhi! Eu, o Eterno, sou o único Deus: sou o primeiro e o último”. Ele ainda era Deus. Não morrera nem se aposentara. Ainda era o mesmo Criador: “Com as minhas mãos, coloquei a terra no seu lugar e estendi o céu. Dei uma ordem, e eles começaram a existir” (Is 48.13).</p>
<p>Ele é o Senhor da história do universo. Ele o criou. E ao seu povo ele diz que é também o Senhor da história dos homens. Para os cativos, ele suscitou um homem, Ciro, e o usará, porque o Criador é o Condutor da história, aquele que governa todas as coisas: “Reúnam-se todos e escutem! Nenhum dos deuses anunciou que ia acontecer isto: o homem que eu, o Deus Eterno, amo fará o que eu quero e com o meu poder atacará a Babilônia. Fui eu mesmo quem o chamou; dei a ordem, e ele veio. Eu farei com que tudo o que ele fizer dê certo. Agora, venham cá e escutem o que estou dizendo: desde o princípio, nunca falei em segredo e tenho governado todas as coisas desde que começaram&#8230;” (Is 48.14-16).</p>
<p>Deus tem o controle. Do mundo, da história, de nossas vidas pessoais. Quanta ansiedade, quanto medo, quanta agitação porque queremos que as coisas sejam da maneira que nos parece a certa, quando poderíamos dizer: “Creio que o Senhor fará!”. Ele planeja e leva ao ponto que deseja. Somos ansiosos porque não cremos em seu poder e queremos que nossa vontade prevaleça!</p>
<p>O evangelho de João começa com “No princípio” (Jo 1.1, Almeida). João é o Gênesis do Novo Testamento. O Criador está no começo, como em Gênesis. Mas aqui seu nome é “a Palavra”, título dado a Jesus: “A Palavra se tornou um ser humano e morou entre nós, cheia de amor e de verdade. E nós vimos a revelação da sua natureza divina, natureza que ele recebeu como Filho único do Pai” (Jo 1.14). Jesus estava lá, no começo: “A Palavra estava no mundo, e por meio dela Deus fez o mundo, mas o mundo não a conheceu” (Jo 1.10) e “E agora, Pai, dá-me na tua presença a mesma grandeza divina que eu tinha contigo antes de o mundo existir” (Jo 17.5). Paulo disse que Jesus “é a revelação visível do Deus invisível” (Cl 1.15). A palavra “revelação” (LH) ou “imagem” (Almeida) é o grego <em>eíkon</em>, que deu “ícone”. Significa “espelho”. Quando Deus se olha no espelho, vê o rosto de Jesus. O Deus Criador tem o rosto de Jesus.</p>
<p>Jesus estava no começo, estava no meio (“Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei” &#8211; Gl 4.4, RA), estará no fim (“Homens da Galiléia, por que vocês estão aí olhando para o céu? Esse Jesus que estava com vocês e que foi levado para o céu voltará do mesmo modo que vocês o viram subir” – At 1.11).</p>
<p>Deus estava no começo quando não havia nada. Ainda está. Quando não houver nada, ele estará. No começo, Deus. Jesus com ele. No meio, Deus. Jesus com ele. No fim, Deus. Jesus com ele. Jesus é o Criador, o Senhor e consumador da história. Não esqueçamos que o cristianismo é ele, que a vida é ele, que nosso futuro é com ele. E que nosso presente deve ser com ele.</p>
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		<title>A Comichão nos Ouvidos do Exército</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Aug 2010 10:46:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Dr Marcelo Quirino/Psicólogo Clínico Docente Seminário Teológico Batista de Duque de Caxias (www.stbdc.com) www.marceloquirino.com Cristo está voltando. Isto é fato óbvio, mas pouco comentado hoje. O apelo para a santificação e para o Ide deveria aumentar na proporção da tomada de consciência sobre a segunda vinda do Mestre. Ao invés disso, o corpo de Cristo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">
<p style="text-align: right;"><strong>Dr Marcelo Quirino/Psicólogo Clínico</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Docente Seminário Teológico Batista de Duque de Caxias (<a href="http://www.stbdc.com/" target="_blank">www.stbdc.com</a>)</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong><a href="http://www.marceloquirino.com/" target="_blank">www.marceloquirino.com</a></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Cristo está voltando. Isto é fato óbvio, mas pouco comentado hoje. O apelo para a santificação e para o Ide deveria aumentar na proporção da tomada de consciência sobre a segunda vinda do Mestre. Ao invés disso, o corpo de Cristo clama por tesouros terrenos e amarra-se nas produções infinitas de tais promessas.</p>
<p>Catástrofes naturais em proporções nunca vistas, mudanças climáticas fenomenais, fundamentalismos religiosos, apostasia da Doutrina pura e da motivação para a pregação e estudo da Palavra, aumento da perversão sexual e do liberalismo moral, e etc já prenunciam o fim. O que a igreja faz? Apenas jaz.</p>
<p><span id="more-1438"></span></p>
<p>A comichão nos ouvidos de 2Timóteo 4.3 aparece como a doença mental hipnótica do corpo de Cristo deste século. É um distúrbio de um corpo que está sem a Mente. O comportamento se torna egoísta: é o fracasso diante da busca pelo caráter de Cristo. A doutrina cristã esvaeceu-se no vento de doutrinas de homens: é a ausência do crescimento no conhecimento e na graça de Jesus. O corpo padece dos órgãos: a água é a do poço e não mais a da Vida.</p>
<p>Cientistas sociais constatam o que a Bíblia há milênios previra: a comichão nos ouvidos ou, cientificamente, o desvario psicológico do desejo. O desejo é o novo Baal do povo de Deus. Desejo incontrolável de tudo. Desde a prosperidade à saúde psico-corporal. Menos vontade de missão, caráter e mente de Cristo.</p>
<p><strong>A comichão nos ouvidos é uma doença recente</strong></p>
<p>Nos membros do exército opera outra lei, que batalha contra a lei do entendimento, e os subjuga debaixo da lei do pecado que está sob seu corpo. Este é o narcisismo do qual Paulo fugia. É a lei da inclinação para a carne. Representa a ausência de limites para o próprio desejo humano que digladia contra as tendências do espírito.</p>
<p>O desejo humano sempre paralisa. Hipnotiza, e isso é a sua característica básica. O apóstolo Paulo previu a queda da ordem moral e espiritual da sociedade do século XXI e identificou um distúrbio psicológico coletivo chamado narcisismo. A igreja hipnotizada adora a si mesma diante do marketing dos anjos caídos.</p>
<p>Os anjos decaídos têm uma nova arma contra a igreja, e esta arma opera de dentro para fora a partir de objetos encantadores do desejo. Tais doutrinas são tão perfeitas que enganam até os escolhidos de Cristo. Desejo é sempre incompatível com qualquer ideal coletivo. O desejo é egoísta enquanto o ideal é socialista.</p>
<p>Parte do exército de Cristo está hipnotizada pelo consumismo, culto ao corpo, projeto pessoal de vida, felicidade, autoajuda, pelas relações descartáveis como copos plásticos, ventos do misticismo, pela carreira estressante, ócio confortável, bens, pelo desejo de progresso perante os excluídos que padecem por não ter o que desejamos ter mais ainda.</p>
<p>Desde a década de 70 a história de corrupção moral da sociedade bombardeia a família e o corpo com ideais de machismo e feminismo, liberalismo social, Estado mínimo na economia, liberdade absoluta para o capital financeiro, é proibido proibir, consumismo, tecnologia crescente, informação livre, onipotência da genética e igualdade de direitos entre diferentes dentre outros.</p>
<p>Isso só tem uma conseqüência possível que é a centralização da igreja sobre si mesma.  Há um mal-estar psicológico pela sociedade. A angústia, o vazio, a ansiedade, a depressão e psicossomatização. Todos são conseqüências físicas do distúrbio psíquico do desejo desvairado e da ausência do Espírito doutrinariamente restaurador.</p>
<p><strong>A libertação dos escravos do Brasito</strong></p>
<p>Diante disso precisamos de alguns Moisés para o espírito e não dos muitos doutores para as almas. Profetas que denunciem o pecado coletivo da adoração ao desejo humano. Esses profetas não virão com os pensamentos positivos de inventar mais futuros prósperos, mas sim precisarão exortar, admoestar e consolar. Esses profetas não inventarão palavra alguma. Só irão confrontar esse distúrbio social com o que já está previsto pela Bíblia.</p>
<p>Para isso é necessário ter coragem e ousadia. Todos os profetas que apontaram o pecado foram perseguidos. Desde Moises aos profetas maiores e até mesmo o Cristo com a igreja primitiva. Mas se há um evangelho sem exortação para o pecado é porque está havendo inclinação para a carne e não para o Espírito no seio da igreja.</p>
<p>Agora, além de salvar os perdidos, precisamos também devolver à missão aqueles nossos soldados que foram hipnotizados pelo inimigo. Para isso teremos que alicerçá-los na rocha através da doutrina do general e impedir que sejam levados novamente por ventos. Eles precisam das armaduras e do caráter do general.</p>
<p>Quais são os corajosos que se disporão a serem utilizados por Deus como profetas para salvar parte do corpo que se encontra nesse estado psicoespiritual de hipnose provocado pelo marketing do inimigo e devolvê-lo para o seu caminho em direção ao Ide? Ao crescimento no conhecimento e na graça e na santificação sem outras intenções? Ao socialismo contra o egoísmo? À Doutrina de Cristo contra o misticismo dos desejos?</p>
<p>Seja quem for a se juntar com os profetas já existentes para esta missão, a seara é grande e são poucos os ceifeiros. Agora precisamos voltar nossas estratégias não só para o mundo, mas para o quartel também.</p>
<p>A oração correta para esses tempos deveria ser “Eis me aqui General, envia-me a mim”, e não esta que se repete dominicalmente como mantras de “Eis me aqui Senhor, engorda-me a mim”.</p>
<p>Então, quem vem salvar soldados?</p>
<p>Marcelo Quirino<br />
Psicólogo Clínico (UFRJ)<br />
Fone (021) 8260.6966<br />
<a href="http://www.marceloquirino.com/" target="_blank">www.marceloquirino.com</a><br />
Protegido por YHWH</p>
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		<title>GOLEIRO MEDIANO, MAU ATOR, CARÁTER DUVIDOSO</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Aug 2010 11:37:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Isaltino Gomes Coelho Filho Numa noite dessas, pouco antes de dormir, liguei a televisão para ver se havia algo que não fosse gente pulando. Passei por um canal, que transmitia Ponte Preta e Portuguesa de Desportos, pela 2ª. divisão. Não vi o jogo (nem sei qual foi o placar), porque há muito que perdi o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">Isaltino Gomes Coelho Filho</p>
<p>Numa noite dessas, pouco antes de dormir, liguei a televisão para ver se havia algo que não fosse gente pulando. Passei por um canal, que transmitia Ponte Preta e Portuguesa de Desportos, pela 2ª. divisão. Não vi o jogo (nem sei qual foi o placar), porque há muito que perdi o interesse pelo futebol. A seleção do Dunga contribuiu para isso. Além isso, Ponte e Portuguesa só mesmo para os apaixonados pelos dois. Mas nem minha filha Nelya, pontepretana, se interessou.</p>
<p>Liguei no exato momento em que um jogador da Ponte se chocou com o goleiro da Portuguesa. Estendeu-lhe a mão para se desculpar, mas ele, ostensiva e grosseiramente, a recusou. O atacante da Ponte pôs-lhe a mão no braço, para lhe falar, o goleiro se desviou, deu dois passos e se jogou nao chão, segurando o braço como se tivesse levado uma navalhada, contorcendo-se em dores. Cena ridícula! Queria cavar a expulsão do adversário.<span id="more-1434"></span></p>
<p>Isto virou moda no futebol. Ao invés de mostrarem talento futebolístico, os jogadores querem mostrar talento teatral. Geralmente faltam-lhes ambos. Parece que a preocupação é mais a de conseguir a expulsão de um adversário do que fazer um gol. Não pensam que assim são desleais com um colega de profissão. Torcedores desequilibrados vêem o outro time como inimigo, mas os jogadores são colegas de profissão. Poderão estar no mesmo clube amanhã. Não pensam nisso. Nem que estão mostrando falta de caráter. Mais que falta de talento, o jogador da Lusa mostrou falta de caráter.</p>
<p>Há uma crise de caráter em várias esferas da vida hoje. O político mente, diz que não sabia de nada, que não sabia que depositaram dinheiro em sua conta, e por aí vai.  Algumas igrejas evangélicas recebem visitas de políticos que lhes prometem favores em troca de votos. São políticos aborteiros, e que tentam enquadrar discordantes do homossexualismo como se fossem criminosos, mas que ao visitar as igrejas que se posicionam contra aborto e casamento homossexual, mentem, se calando. Como mentem as igrejas que sabem disso, mas não perguntam, ou ignoram, mesmo cientes da posição contrária à sua, porque querem favores.</p>
<p>Falta caráter a obreiros que mentem às igrejas, ocultando suas posições doutrinárias, e depois tentam dar um golpe, mudando tudo para se beneficiar. Aliás, muitos desses obreiros não têm convicções doutrinárias. É até difícil dizer em que crêem. Querem apenas uma estrutura já organizada para montarem sua franquia religiosa. Muita gente quer ter “seu ministério”, que em algumas ocasiões parece sinônimo de  “seu negócio próprio”.</p>
<p>A pregação se torna adocicada, para atrair pessoas. A igreja deixa de “anunciar todo o conselho de Deus” (At 20.27), e se torna emitente de um discurso parecido com o de uma ONG religiosa cuja finalidade é deixar as pessoas felizes. É assustador o que estão fazendo com o evangelho, com a igreja e com o nome de Jesus! É uma ânsia por elevar seu próprio nome que chega a lembrar o rei de Babilônia, ao dizer “acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono” (Is 14.13). Há gente querendo elevar seu nome!  É uma luta por espaço que deixa atônito! É uma petição de dinheiro que choca! Há, por exemplo, um vídeo circulando na Internet de um obreiro pedindo 30% de oferta do valor do aluguel que o cidadão sem casa própria paga, que assim Deus lhe possibilitará o sonho da casa própria. É chocante! Meus Deus, a que ponto chegamos! Usar a carência e a miséria alheias para arrancar dinheiro! Será mesmo de Deus explorar a fé e a ingenuidade das pessoas? Cevar-se na sua carência é algo espiritual? Casos assim se multiplicam, e o pior é que quando se aponta isso, tais pessoas se abespinham, endurecem o coração, sem sequer orar: “Deus, estou fazendo o correto?”. Elas nunca pensam que podem estar pecando, mas à semelhança do goleiro da Portuguesa, quem esbarra nelas é seu inimigo, que deve ser posto à margem. Seus discordantes são pecadores, frios, inimigos da obra. Não lhes passa pela cabeça que Deus pode estar falando por eles, para os trazerem de volta ao bom senso! Assim, se colocam acima da crítica, o que nunca é bom para um obreiro.</p>
<p>O goleiro da Portuguesa, cujo nome ignoro, queria mais cavar a expulsão de um competidor do que ser um jogador sério. Fez um papelão, mostrando uma absoluta ausência de dignidade. Mentiu escandalosamente, para prejudicar alguém e tirar partido disso, ao invés de cumprir sua missão de jogar futebol. Mas piores que ele são os que se preocupam mais em tirar proveito pessoal do que cumprir sua missão de liderança religiosa. Um líder cristão tem a missão de ser servo. De Deus e da igreja. Há gente usando o nome de Deus em vão, e usando a igreja para montar império econômico. Isso é blasfêmia. Alegam que não devem ser criticados porque são “ungidos do Senhor”, mas não evidenciam temor ao Senhor que dizem que os ungiu, na sua voracidade por dinheiro e publicidade. O homem que não tinha onde reclinar a cabeça (Lc 9.58) tem se tornado pretexto para enriquecimento pessoal. O evangelho foi transformado em um negócio rendoso. O mundo sabe disso porque vê isso e, assim, deixa de levar a igreja a sério. Apenas alguns crentes ingênuos levam isto a sério e se zangam, alegando que se deve ter respeito com os exploradores. Alguns até perdem até o respeito no trato com os que denunciam os sem lisura. Respeito, para eles, é só para proteger seu ídolo de pés de barro.</p>
<p>O goleiro da Portuguesa foi um péssimo ator, e um caráter duvidoso. Não sei se na área espiritual quem age como ele, tentando dar o golpe, é melhor.</p>
<p>Ah, antes que me digam “Não julgueis!”, cito “Pois, que me importa julgar os que estão de fora? Não julgais vós os que estão de dentro?” (1Co 5.12) e “Ou não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo há de ser julgado por vós, sois porventura indignos de julgar as coisas mínimas?” (1Co 6.2). Devemos julgar os que são de dentro e devemos julgar os que estão usando o nome de Jesus para enriquecer.</p>
<p>A crise da igreja é uma crise de caráter. Que Deus tenha misericórdia de seu povo! Que o Espírito de Deus quebrante sua igreja e seus obreiros, trazendo-os de volta ao caminho sem escândalo. Sejamos íntegros, sem querer obter vantagem sobre os demais. Creiamos no poder do Espírito Santo. Ele não é um fio desencapado dando choque nas pessoas para elas gritarem nos cultos. É Jesus conosco, orientando, abrindo portas, e conduzindo. Ele produz retidão e integridade. Quando o Espírito dirige, o mundo respeita porque vê Deus agindo. Mas quando manipulamos pessoas, tiramos da igreja sua credibilidade e enxovalhamos o nome de Deus. Não suceda isso conosco.</p>
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		<title>POSSE DO PR. ISALTINO GOMES COELHO FILHO NA IB CENTRAL DE MACAPÁ</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Aug 2010 13:46:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Rosana Costa Figueiredo A Igreja Batista Central de Macapá teve sua origem em cultos realizados no ano de 1969, pela missionária Ibéria N. Galvão em sua casa, na Av. Mendonça Furtado, esquina com a Rua Manoel Eudóxio Pereira, no bairro Central, junto com a família da irmã Maria de Lourdes P. Borges, ainda hoje membro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">Rosana Costa Figueiredo</p>
<p>A Igreja Batista Central de Macapá teve sua origem em cultos realizados no ano de 1969, pela missionária Ibéria N. Galvão em sua casa, na Av. Mendonça Furtado, esquina com a Rua Manoel Eudóxio Pereira, no bairro Central, junto com a família da irmã Maria de Lourdes P. Borges, ainda hoje membro atuante da IBC. Assim surgiu a Congregação Batista Luz do Evangelho.</p>
<p>Mais tarde, passou a fazer parte dos batistas bíblicos, mudando o nome para Congregação Batista Bíblica de Macapá, subordinada à 1ª Igreja Batista Bíblica de Vitória da Conquista, na Bahia.</p>
<p>Com o tempo, o lugar ficou pequeno, pois havia vários novos convertidos participando dos cultos. Daí surgiu a idéia de construir um templo. O irmão Francisco P. Borges, já falecido, esposo da irmã Lourdes doou o terreno em que está localizada hoje a IBCM, na Rua Manoel Eudóxio Pereira, nº 1754, bairro Central.</p>
<p>Já sediada no novo templo, foi organizada, em 21.02.1971, a PIB Bíblica de Macapá, pelo pastor Gerson Rocha, com 15 membros, e filiada a Convenção Batista Bíblica da Bahia. A Igreja Batista Central de Macapá foi organizada por uma igreja da Bahia!</p>
<p>Como era difícil ter um obreiro do grupo batista bíblico em Macapá, o Pastor Eurico Ferreira Rabelo orientou a igreja a se transferir para a então Convenção Batista do Pará e Amapá, e ela foi adotada como congregação da Igreja Batista Memorial de Macapá, em 1984.</p>
<p>A denominação de 1ª Igreja Batista Bíblica de Macapá foi mudada na gestão do pastor Medeiros, para 3ª Igreja Batista de Macapá. Em 2004, na presidência do Pr. Juscelino, passou a se denominar Igreja Batista Central de Macapá, filiada atualmente à Convenção Batista Amapaense e à Convenção Batista Brasileira.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-1431" title="ASSINANDO TERMO DE POSSE" src="http://www.isaltino.com.br/wp-content/uploads/2010/08/ASSINANDO-TERMO-DE-POSSE1-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></p>
<p>Há meses estávamos sem pastor-presidente, mas firmados na Rocha que é Jesus. Deus atendeu o nosso clamor, através das orações que fazíamos, pedindo que nos enviasse um obreiro. Na noite de sábado, dia 31 de julho do corrente ano, às 19 horas e 30 minutos, celebramos o culto de posse do Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho, servo do nosso Senhor, confirmando em nossos corações a resposta de Deus. Os contatos começaram em novembro de 2009, quando o Pr. Isaltino foi o orador da 13ª. Assembléia da Convenção Batista Amapaense, ele que já fora o orador da primeira assembléia do estado, em 1996, quando as igrejas do Amapá deixaram a Convenção do Pará.</p>
<p>O culto contou com a participação de vários membros da própria igreja; de convidados; da família do pastor; de diáconos, membros de outras regiões (Pará, S. Paulo e Amazonas) e de igrejas locais; da presença de treze pastores do campo, inclusive dos obreiros das nossas congregações: Boas Novas, Antioquia e Cutias do Araguari.</p>
<p>O culto foi dirigido pela irmã Hilma Menezes, presidente da igreja, que agradeceu a presença de todos. O templo ficou completamente lotado,</p>
<p><img class="alignright size-medium wp-image-1430" title="APRESENTANDO A FAMÍLIA" src="http://www.isaltino.com.br/wp-content/uploads/2010/08/APRESENTANDO-A-FAMÍLIA1-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></p>
<p>para honra e glória do nosso Senhor.</p>
<p>O diácono Beny Gomes Coelho, da Igreja Batista de Rio Maria, da Convenção Batista de Carajás, sul do Pará, filho do pastor Isaltino, orou empossando o seu pai, por autorização da igreja. O Dr. Beny, na sua fala, enfatizou sua grande satisfação de ter os pais de volta à Amazônia e da alegria de sua mãe, Meacir Carolina F. Coelho, e de seu genitor, de encerrarem a carreira na região Norte. O irmão Beny é mestrando em Teologia e aspira ao ministério pastoral. Sua família tem uma longa história de pastores, tanto por parte do pai (Gomes Coelho e Werdan) como por parte da mãe (família Lota).</p>
<p>A bênção pastoral foi feita pelo Pr. Isaias Gomes Coelho, presidente da Igreja Batista Nova Vida, da Convenção Batista do Distrito Federal, eirmão do pastor Isaltino, e que pediu a igreja, para estender suas mãos, no momento da oração.</p>
<p>Tivemos também o privilégio de cultuarmos ao Senhor através da mensagem bíblica, inspirada por Deus, no texto de Efésios 4.11, na voz do Dr. Vanias Batista de Mendonça, diácono da PIB de Manaus, Juiz naquela cidade, e que foi relator do GT de reestruturação da CBB. A mensagem foi um desafio à igreja e aos crentes em geral e foi muito bem aceita. O Dr. Vanias testemunhou ainda da sua alegria em servir a Cristo, quando se identificou como evangelista do Senhor. Fez parte da programação a homenagem à irmã Hilma Menezes, prestada pela igreja.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-1432" title="BENY FALANDO AOS PAIS" src="http://www.isaltino.com.br/wp-content/uploads/2010/08/BENY-FALANDO-AOS-PAIS1-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></p>
<p>A IBCM é uma igreja voltada para missões. Desde sua origem tem a responsabilidade de cooperar com os obreiros que estão nos campos missionários, tanto locais, nacionais, quanto mundiais. No ano passado (2009), obteve o 46º lugar, no Brasil, em contribuição para missões</p>
<p>nacionais. Constantemente está fazendo caravanas de membros para evangelizar no interior do Amapá. Uma de suas congregações fica a 150 km de Macapá.</p>
<p>O Pr. Isaltino é bastante conhecido da denominação. Seu retorno para a Amazônia atende a uma vocação do casal para esta região. Eles têm um filho trabalhando nesta região, e nora e neto amazônidas. E o filho aspira ao ministério pastoral na Amazônia. Damos boas-vindas à família Gomes Coelho, que já tem vínculos de trabalho e também afetivos com a região. Que seja uma bênção para nossa igreja e nossa igreja seja uma bênção para ela.</p>
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		<title>O Equívoco do Emocionalismo na Liturgia</title>
		<link>http://www.isaltino.com.br/2010/08/o-equivoco-do-emocionalismo-na-liturgia/</link>
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		<pubDate>Mon, 16 Aug 2010 13:55:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelo Quirino]]></category>

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		<description><![CDATA[Dr. Marcelo Quirino &#8211; Psicólogo Clínico Docente do Seminário Teológico Batista de Duque de Caxias Na forma litúrgica do discurso neopentecostal percebe-se que há uma fixação em expressividade emocional intensa. Qualquer forma comedida e tímida de louvar a Deus no momento de culto é radical e toscamente constrangida se não estiver sob o formato de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;"><strong>Dr. Marcelo Quirino &#8211; Psicólogo Clínico</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Docente do Seminário Teológico Batista de Duque de Caxias</strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p>Na forma litúrgica do discurso neopentecostal percebe-se que há uma fixação em expressividade emocional intensa. Qualquer forma comedida e tímida de louvar a Deus no momento de culto é radical e toscamente constrangida se não estiver sob o formato de expressão intensa e ampla de emoções, o que é julgado por ideal.</p>
<p>O Louvor a Deus é medido por essa expressividade emocional que precisa ser extensa e intensa, senão não é caracterizado como louvor ao Pai. Um formato litúrgico é imposto como o verdadeiro e o idealmente aceito. Esse formato litúrgico é equivocado, pois se baseia na exclusividade de apenas um item da dimensão humana como fator expressivo do louvor, desconsiderando todas as outras muitas dimensões da subjetividade humana. Um parâmetro de louvor ideal equivocadamente se estabelece levando em consideração somente um aspecto do humano.</p>
<p><span id="more-1418"></span>Um louvor comedido de emoções e catarses é típico de ‘almas sem Cristo e que não oferecem o melhor para Deus’. Dizem: ‘<em>dêem o seu melhor para Cristo’</em>. E esse ‘melhor’ a que o clero litúrgico se refere é a expressividade ampla, extensa e intensa de emoções e gestuais. Nesse ‘melhor para Cristo’, o âmbito do cristianismo genuíno fora decepado para ceder formato a um reducionismo na vida do suposto adorador. A vida de adorador se avalia pelas emoções expressas no culto, somente. É a chamada Adoração Extravagante. De onde tiraram respaldo bíblico para esse nome não se sabe.</p>
<p>Um formato supostamente ideal é apresentado como o unicamente certo e por assim ser considerado, é exigido da congregação uma postura expressiva nesse cenário (neo)evangelical brasileiro pós-moderno. Com isso, criam-se os marginais da adoração, ‘os que não sabem adorar, já que não se permitem entregar a Deus e deixar ser guiado pelo Espírito de forma emocional’.</p>
<p>À emoção se reservou o status de quatro funções na liturgia de neopentecostais e de alguns bem-intencionados acríticos: 1) constata a experimentação sensorial da presença de Deus, 2) é o nível pelo qual se mede a espiritualidade do indivíduo e 3) é a apresentação da forma correta de se achegar ao Pai em adoração; 4) É fator psicoterapêutico em culto.</p>
<p>Essa expressividade emocional precisa ser ampla, extensa e intensa. Ou seja, uma emoção eivada de gestuais espaçosos, que perdure durante longo tempo e que alcance clímax emocionais típicos de catarses.</p>
<p>Esses são os papéis que lhe cabe no formato litúrgico pós-moderno. Esse equívoco teológico se funda numa hermenêutica pneumatológica (assim auto-referido pelo discurso neopentecostal, pois ‘pneumatológica’ é uma impropriedade semântica e também conceitual. Na verdade é uma hermenêutica sensorial e subjetiva, já que não se usa as manifestações bíblicas do Espírito Santo para interpretar e sim as próprias sensações designadas ao Espírito, Coelho Filho, 2008) e não cristocêntrica.</p>
<p>As Escrituras comprovam:</p>
<p>·         II Tessalonicenses 2:9 “<em>A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira”.</em></p>
<p><em> </em></p>
<p>·         Mateus 7:22-23 “<em>Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas</em>?”  Então Cristo lhes dirá: “<em>Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade</em>”.</p>
<p>·         I João 4:1: “<em>não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo</em>”.</p>
<p>·         João 7:24: “<em>Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça</em>”.</p>
<p>·         Mateus 7:16: “<em>pelos seus frutos os conhecereis</em>”.</p>
<p>Portanto, os frutos não são sinais e nem prodígios, nem adesão de muitos membros na igreja e nem conquistas materiais por parte da membresia.  Sinais e prodígios o diabo faz, maravilhas e profecias e expulsão de demônios o homem também faz.  Isso atrai multidão.</p>
<p>O fruto aqui sinalizado é daquela lista de Gálatas 5:22 <em>“Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança”. </em>Esses frutos dizem respeito à vida interior do cristão e não ao exterior demonstrável e ou aos sinais vistos dentro da igreja.</p>
<p>Tomamos os sinais, as maravilhas e os prodígios como fatores exclusivos e suficientes para a constatação da presença de Deus. Ignora-se a vida crucificada com Cristo e a conseqüente postura ética advinda disso. O problema não são os sinais. Não se nega que Cristo os faz. Mas torná-los suficientes e objeto de busca exclusiva é o perigo.</p>
<p>Paulo nos alertou sobre o comichão nos ouvidos dos últimos tempos que daria lugar para os desejos da carne humana. Por isso, não se deve crer em todo o espírito. Devem ser provados e julgados (sim) pela reta justiça, ou pela Bíblia como nos diz João em Jo 7:24<em>“Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça”</em>.</p>
<p>Deve-se avaliar os frutos oriundos de uma plena identificação com Cristo. A essência do cristianismo é deixar que Cristo viva ao invés da carne e de emocionalismos (Gl 2:20). Esse é o verdadeiro fruto da conversão humana.</p>
<p>Quanto à forma verdadeira e genuína de louvar a Deus, ela não se demonstra com emoções ou gestuais ou tremeliques. Não é isso que Deus nos exige e não é essa a mensagem de Cristo. Onde está esse formato litúrgico no Novo Testamento? Aliás, onde se encontra um formato litúrgico que  respalde possíveis fixações em alguns modelos como o certo?</p>
<p>Paulo nos adverte sobre a Teologia do Empirismo, aquela em que pelos sentidos e sensações se mede a espiritualidade. Paulo teme que <em>”assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo</em>” (II Co 11:3).</p>
<p>E sabe com o quê o serpente (diabo) enganou Eva, tentou Cristo e assim da mesma forma hoje faz? Ele usou uma fixação carnal humana por: 1) manifestações de sinais, 2) por prodígios e 3) por poder e desejos materiais.</p>
<p>Quando o diabo tentou Jesus, o que ele ofereceu ao mestre? 1) Sinal (<em>manda que estes pães se transformem em pedras</em>), 2) prodígios (<em>aos seus anjos dará ordem ao teu respeito</em>) e 3) poder e desejos materiais (<em>tudo isto te darei</em>). E o que ele usou para isso: a Palavra (<em>porque está escrito</em>).</p>
<p>Isto é diferente das fixações humanas por sinais, por prodígios e por poder e materialismo que há hoje na pós-modernidade em detrimento da figura de Cristo durante a adoração? O diabo usa a própria Palavra de Deus como uma Verdade contada pela metade para conseguir seu intento.</p>
<p>Esse argumento se põe porque o emocionalismo virou categoria de sinais para a presença de Deus. Cristo não disse: “<em>onde estiverem dois ou três sentindo minha presença aí estarei eu no meio deles</em>”. Alguns buscam sentir Cristo e não viver Cristo. A auto-sugestão está aí posta.</p>
<p>Mas se perguntaria: “<em>e quanto a Atos</em> 4:31: <em>E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com ousadia a palavra de Deus</em>”? Cheio do Espírito Santo aqui se refere a uma capacidade concedida pelo Espírito para um determinado fim: ousadia para falar das obras de Cristo e não emocionalidade para experimentar Cristo.</p>
<p>E como princípio de interpretação Bíblica, não podemos nos esquecer da intenção de Lucas ao escrever Atos: apologética e não normativa para os crentes. Como roga os princípios de hermenêutica (de interpretação bíblica): “não tomar descrição por prescrição” e “considere a intenção do autor”.</p>
<p>A intenção de Lucas em Atos é descritiva e apologética e não prescritiva e normativa. O argumento desta proposição se apresenta a partir do momento que consideramos Atos em seu conjunto: uma continuação do Evangelho de Lucas. Atos deve ser entendido como a continuação do Evangelho de Lucas.</p>
<p>Atos é uma carta descritiva e apologética escrita a Teófilo. Esta intenção de Lucas ao escrever Atos dos Apóstolos não se demonstra pelo autor, mas como Atos é a continuação do Evangelho de Lucas, podemos ver essa intenção no Evangelho.</p>
<p>Ao recorrermos ao Evangelho vemos essa intenção dita por Lucas: <em>“havendo já <span style="text-decoration: underline;">informado</span> minuciosamente desde o princípio”</em> (intenção descritiva) e <em>“para que conheceis a <span style="text-decoration: underline;">certeza</span> das coisas que já estais informado”</em> (intenção apologética).</p>
<p>Portanto, a hermenêutica de Atos deve ser entendida e considerada corretamente a fim de não reduzirmos a obra do Espírito a manifestações de catarse, possibilitando a auto-sugestão e o emocionalismo.</p>
<p>Entretanto, quer-se com isso ressaltar que o problema não reside na emoção. Mas sim na sua interposição entre a figura de Cristo e os homens como o único instrumento de vivenciar Deus em sua plenitude. Está em se colocar essa dimensão afetiva como a baliza que guia para Cristo em detrimento da vida crucificada por Cristo. O cerne da questão não está na emoção per si, mas na relação que cria ao intermediar Cristo e os homens.</p>
<p>Portanto, a verdadeira forma de louvar a Deus é o buscar parecer-se com Cristo, de forma integral. Essa é a verdadeira espiritualidade, buscar andar como o mestre andou. Espiritualidade cristã não á expressão de emoção meramente, mas antes sim uma expressão ética oriunda da assunção de atitudes. Isto é fruto do Espírito por meditação ativa.</p>
<p>Isso não significa uma mera assunção de atitudes éticas e morais gerais. Mas sim uma atitude consciente e sacrificatória em direção à Estatura de Cristo e ao seu Caráter. Estes formam a verdadeira ética cristã.</p>
<p>O louvar a Deus não se mede com o nível de emoções, antes sim com a identificação com Cristo e com seu caráter. A intensidade de emoções até os loucos expressam, mas a consciência da negação da concupiscência carnal em prol da estatura de Cristo crucificada em si é uma atitude de santificação, de diminuir o ‘eu’ e engrandecer a Cristo dentro de si.</p>
<p>Devemos andar nEle e permanecer nEle como João andou e permaneceu, e não gritar para Ele, espernear para Ele ou realizar catarse para Ele. Para cristo emoção não é nada. A negação da carne sim. Isso é o verdadeiro cristianismo, baseado em atitudes e não em emoções como modelo de formato litúrgico.</p>
<p>Paulo nos centra mais uma vez em Cristo ao dizer que <em>“Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e  se  entregou por mim”</em> (Gl 2.20). Isso se consegue com gritos e catarses? Ou na labuta diária pela santificação? Onde está na Bíblia que Paulo ‘catarsou’ para parecer-se com Cristo através da autonegação dos desejos concupiscentes?<em> </em></p>
<p>O louvor que Deus requer é integralista. Louve a Deus com todo o seu ser, entregando-se integralmente a Cristo para purificação. As emoções são somente um item e um item muito pequeno da criação Divina constituída de atitudes e de comportamentos e de ações e de ética e de moral e de temperamento e de razão e de escolhas e de personalidade e de inconsciente e de consciente e de pré-consciente e de decisões e de memória e de sentimentos e de vontade e de motivação e de corpo e de linguagem e de raciocínio. Apenas um deles.</p>
<p>Dispensar os reducionismos da Palavra é necessário. Ao mesmo tempo em que o salmista exorta que devemos usar de sinceridade e não com o coração pela metade (“<em>Louvarei ao Senhor de todo o meu coração, na assembléia dos justos e na</em> <em>congregação” &#8211; </em>Salmos 111:1), Paulo nos adverte que o louvor vem de uma atitude ética para Deus ao assumir Cristo como o Novo Caráter e sermos “<em>Cheios dos frutos de justiça, que são por Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus”</em> (Fp 1:11).</p>
<p>Esse ‘todo coração’ do salmista é emoção sim, mas não a magnitude e a intensidade da expressividade emocional. Aqui a sinceridade e a autenticidade de sentimento são medidas por Deus. As Escrituras dizem para “<em>seguir a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor</em>” (II Tm 2:22). O Senhor observa um coração puro e uma vida santificada.</p>
<p>A expressividade das emoções é outra dimensão humana do próprio sentimento dessas emoções no coração. Sentir e expressar são distintos. Sentir é distinto de catarse. A intensidade da expressividade emocional não se pode aliar ao amor que se tem para com o Mestre.</p>
<p>Por que só entregar a Ele as emoções e medir a espiritualidade pela expressividade, amplitude e intensidade das emoções?  O ser humano é somente emoção? Cristo só quer expressão de emoção?  Cristo não quer mais vida crucificada com Ele? O ser humano não é amplamente constituído de dimensões maiores e mais amplas que meras emoções, ou melhor, que meras emoções expressas que nem podem ser genuínas e autenticas? Louvar a Deus do jeito que Ele merece pressupõe somente a expressividade catártica de supostas emoções sinceras, logo o lado irracional do ser humano?  Louvor a Deus se reduz a expressividade de emoções? Só isso? E o ser integral do ser?</p>
<p>E o lado racional descrito em Genesis como a pérola da criação de humana, a razão? O homem não é criado à imagem e semelhança de Deus? Deus é só emoção, portanto?  Por que se mede a espiritualidade e o louvor do crente pelas emoções expressas no culto? Por que se considera e se incomoda demais com as emoções expressas no momento litúrgico? Essas emoções não podem ser apenas uma aprendizagem vicariante, mas que não significa crucificação da carne com Cristo? Por que se impõe essa forma litúrgica, eis a questão.</p>
<p>As emoções são mesmo um item fidedigno de se medir a espiritualidade e a crucificação do ser humano em Cristo? Não se expressam emoções em qualquer lugar e em qualquer hora? Logo essa expressividade de emoções não é algo trivial e comum que se expressa em qualquer evento? Então emoção não é uma exclusividade sacra, certo? Por que pegamos apenas uma dimensão do ser humano e logo o menos significativo e mais ludibriante para se medir uma vida de louvor sacrificada para Cristo? Isso é certo mesmo?</p>
<p>A atitude de louvor é uma atitude ética e não meramente emocional, pois “a<em>quele que afirma que permanece nele, deve andar como ele andou</em>” (I Jo 2:6). Cristo não andou realizando catarse não é? “Como ele andou” significa uma atitude ética, processual, não? Ou “como Ele andou” aqui significa uma amplitude de expressão de emoções?</p>
<p>Mais uma vez ressalta-se que o problema não são as emoções. Mas sim pô-las sob o indicativo exclusivo da presença de Cristo e ou do Espírito. Observá-la como o crivo para a análise da adoração (se é que isso é ético) e como fator de uma espiritualidade madura.</p>
<p>O problema se inicia quando se reduz o cristianismo a uma mera expressão de ‘emocionalidades’. O perigo é reduzir o louvor para Cristo a isso e tornar suficiente o ato de santificação pela expressividade emocional. Não se pode tomar suficiente a emocionalidade. Não se deve revelá-la como a verdadeira e excludente forma certa de expressão de louvor. Aqui reside o perigo e a heresia pós-moderna.</p>
<p>Pois somos alertados pelas Escrituras quanto à forma de se conhecer a espiritualidade sadia. Eis o versículo e a análise em seguida:</p>
<p><strong>1) </strong>(I João 2:3) - <em>E nisto sabemos que o <span style="text-decoration: underline;">conhecemos</span>: se <span style="text-decoration: underline;">guardarmos os seus mandamentos</span>.</em></p>
<p>·         Não se conhece Deus só porque se jaz em catarse.</p>
<p><strong>2) </strong>(I João 2:4) &#8211; Aquele que diz: Eu conheço-o, e não <span style="text-decoration: underline;">guarda os seus mandamentos</span>, é mentiroso, e nele não está a verdade.</p>
<p>·         Atitude ética e não afetiva. O conhecer Deus implica uma atitude ética.</p>
<p><strong>3) </strong>(I João 2:5) &#8211; Mas qualquer que <span style="text-decoration: underline;">guarda a sua palavra</span>, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele.</p>
<p>·         Ser Cristão é uma medida integral. Guardar a Palavra é uma atitude ética e processual e intelectual.</p>
<p><strong>4) </strong>(I João 2:6) &#8211; Aquele que diz que está nEle, também deve <span style="text-decoration: underline;">andar</span> como Ele <span style="text-decoration: underline;">andou</span>.</p>
<p>·         Estar em Cristo não é um passo emocional, mas sim ético e processual, como o verbo ‘andar’ no modo infinitivo.</p>
<p><strong>5) </strong>(I João 4:13) &#8211; Nisto conhecemos que estamos nele, e ele em nós, pois que nos <span style="text-decoration: underline;">deu do seu Espírito</span>.</p>
<p>·         Estar em Deus já é uma promessa. Sua presença não vem através de experimentação emocional.</p>
<p><strong>6) </strong>(João 16:13) -  Mas, quando vier aquele, o Espírito de verdade, ele vos <span style="text-decoration: underline;">guiará</span> em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir.</p>
<p>(João 14:26) -  Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos <span style="text-decoration: underline;">ensinará</span> todas as coisas, e vos fará <span style="text-decoration: underline;">lembrar</span> de tudo quanto vos tenho dito.</p>
<p>(João 15:26) -  Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele <span style="text-decoration: underline;">testificará</span> de mim.</p>
<p><em> </em></p>
<p>·         ‘Guiar na verdade’, ‘ensinar’, ‘lembrar’ e ‘testificar’ pressupõem uma atitude intelectiva.</p>
<p><em> </em></p>
<p><em> </em></p>
<p><strong>7) </strong>(I João 2:17) -  E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que <span style="text-decoration: underline;">faz a vontade de Deus</span> permanece para sempre.</p>
<p>·         Guarda a sua vontade e não experimentação de emoção.</p>
<p><strong>8 ) </strong>(Hebreus 13:21) -  Vos <span style="text-decoration: underline;">aperfeiçoe em toda a boa obra</span>, para <span style="text-decoration: underline;">fazerdes a sua vontade</span>, operando em vós o que perante ele é agradável por Cristo Jesus, ao qual seja glória para todo o sempre. Amém.</p>
<p>·         Aperfeiçoar para a boa obra e realizar a vontade de Deus é atitude ética.</p>
<p><strong>9) </strong>(João 14:21) -  Aquele que <span style="text-decoration: underline;">tem os meus mandamentos e os guarda</span> esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.</p>
<p>·         Aquele que guarda e não o que realiza catarse.</p>
<p><strong>10) </strong>(II Timóteo 3:10) -  Tu, porém, tens seguido a minha doutrina, <span style="text-decoration: underline;">modo de viver</span>, intenção, fé, longanimidade, amor, paciência,</p>
<p>·         Modo de viver diz tudo.</p>
<p><strong>11) </strong>(Mateus 7:21)  Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.</p>
<p>·         Reparem: “Senhor, Senhor”, duas vezes, o que ressalta que quem clama pelo Senhor o faz com exagero, com extravagância. Não se quer dizer que a extravagância é um erro, mas é longe de ser a ideal, a exclusiva o modelo e o sinal de presença de Deus ou de intimidade com Ele. Quem te intimidade com Deus é aquele que faz a vontade dEle.</p>
<p><strong>12) </strong>(Colossenses 1:9) &#8211; Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais <span style="text-decoration: underline;">cheios do conhecimento da sua vontade</span>, em toda a <span style="text-decoration: underline;">sabedoria</span> e <span style="text-decoration: underline;">inteligência</span> <span style="text-decoration: underline;">espiritual</span>;</p>
<p>·         E o melhor versículo. ‘Cheio do conhecimento de sua vontade’ e não da experimentação catártica. Em sabedoria e inteligência e não em intuição e emocionalismo.</p>
<p>Ser Cristão não se reduz a uma expressão emocional catártica. Muito menos adotar a experimentação emocional como parâmetro bíblico para a certeza da presença de Deus. Antes disso, ser Cristão é adotar Cristo numa atitude ética no quotidiano.</p>
<p>Portanto, a espiritualidade não pode ser medida (se é que isso é possível) por parâmetro desse âmbito. Não se adquire a Estatura de Cristo por via da experimentação de emoções. Uma Teologia Empirista não é o legado de Cristo.</p>
<p>Paulo nem outro apóstolo alcançaram a Estatura de Cristo com experimentação catártica. O derramar do Espírito é sempre com um propósito definido e não um fim em si amoldado a apenas uma dimensão humana, a emotiva. O derramar do Espírito também provém sobre a intelectualidade. Paulo se fez de “<em>tudo para com todos”</em> e isso foi obra de intelecto via Espírito de Deus e não de emocionalismo.</p>
<p>Cristo exige a integralidade do ser humano e não 0,99 %. O Espírito não se experimenta por via exclusivamente emocional. Indagar o porquê da fixação em expressividade emocional é um assunto para um outro texto e para outro formato de análise mais acurada. Enquanto isso, busquemos a Estatura Perfeita e não a emoção suspeita.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Referências</span></strong></p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></strong></p>
<p>Coelho Filho. <strong>Neopentecostalismo: uma avaliação pastoral</strong>. Campinas: autor, 2008<strong> </strong></p>
<p>Marcelo Quirino<br />
Psicólogo Clínico (UFRJ)<br />
Fone (021) 8260.6966<br />
<a href="http://www.marceloquirino.com/" target="_blank">www.marceloquirino.com</a><br />
Protegido por YHWH</p>
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		</item>
		<item>
		<title>PAREM DE TENTAR SALVAR A IGREJA!</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Aug 2010 02:59:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Isaltino Gomes Coelho Filho Como intelectual, lia eu certa vez uma história de Walt Disney, em que Zezinho, Huguinho e Luisinho, escoteiros mirins, tentavam fazer sua boa ação do dia. Assim, pegaram uma senhora idosa pelo braço e a fizeram atravessar a rua, num trânsito bastante pesado. A senhora ficou furiosa. Não queria atravessar a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: right;">Isaltino Gomes Coelho Filho</p>
<p>Como intelectual, lia eu certa vez uma história de Walt Disney, em que Zezinho, Huguinho e Luisinho, escoteiros mirins, tentavam fazer sua boa ação do dia. Assim, pegaram uma senhora idosa pelo braço e a fizeram atravessar a rua, num trânsito bastante pesado. A senhora ficou furiosa. Não queria atravessar a rua. Conseguira vir do lado para onde os escoteiros a levaram, e eles a fizeram retornar! Ajudantes trapalhões!</p>
<p>A história me voltou à mente ao reler um dos livros que arrumava em minha biblioteca. Um livro com análises sociológicas sobre a igreja, com várias receitas para salvá-la. Alguns dos temas versavam sobre “caminhos alternativos”, “reflexões e propostas”, “uma proposta para o futuro da igreja”, “novos paradigmas para viabilizar a igreja”, etc. Segundo os comentaristas, a igreja está doente, e seus judiciosos conselhos poderiam revitalizá-la. Queriam salvá-la. Lembrei-me quando cheguei ao Seminário do Sul, com 19 para 20 anos, e ouvia os veteranos conversarem sobre o futuro da igreja. O marxismo e o existencialismo avolumavam-se como uma onda. Era a época da teologia da morte de Deus, de Altizer, Hamilton, Adolphs, Van Buren, e a igreja estava para morrer. Um colega, bem incisivo, não dava dez anos para as igrejas fecharem as portas. Naquela época, era sinal de intelectualidade criticar a igreja e vaticinar seu fim. Hoje, além disso, parece ser sinal de espiritualidade. Ah, antes que me esqueça: o colega incisivo não está no ministério. Nem em alguma igreja local.</p>
<p><span id="more-1415"></span>O final do século 20 e o início do século 21 mostraram a igreja em grande vigor, inclusive em lugares dada como morta. Aliás, a igreja de Cristo tem o estranho hábito de sepultar seus coveiros. Seus “salvadores” se perdem na poeira dos tempos, tornam-se nada, e ela segue sua jornada. Ela não precisa da salvação que afoitos escoteiros mirins lhe apresentam. Ela segue bem sem eles, e eles, na realidade, a atrapalham.</p>
<p>Falta bom senso a tais pessoas. Lembro-me de um jovem que, dizendo-se intelectual, apresentou-me algumas mudanças necessárias na igreja que eu pastoreava, para se tornar membro dela. Se tivéssemos sua visão, que era muito necessária para a igreja se arrumar e sobreviver, ele nos agraciaria sendo membro dela. Acho que ele se via como um presente de Deus à igreja. Como não estávamos tão desesperados assim, catando membros, disse-lhe que conseguiríamos sobreviver sem ele. Aquela igreja vai bem, e o jovem hoje não está em igreja alguma. Salvadores que não usam sua receita (e talvez se dessem mal com ela), mas, pior ainda, rejeitam a receita do Salvador, que tem mantido a igreja viva e vigorosa, em vinte e um séculos.</p>
<p>Esta visão dos escoteiros mirins da igreja parte do pressuposto, equivocado, de que ela é uma instituição meramente sociológica. Aplicando à igreja categorias de pensamentos seculares, eles querem adaptá-la aos novos tempos. Não entendem que a igreja é de origem divina, tem caráter sobrenatural, e que o que a mantém de pé é a presença do Espírito Santo que age nela, corpo de Cristo. E se ela se adaptar a novos tempos, estará sempre mudando sua forma e sua essência. Mudando sua essência, o conteúdo de sua pregação, deixará de ser igreja, embora mantenha o nome. Por exemplo: tendo deixado de ver as pessoas como pecadoras e sim como clientes por lisonjear, a igreja abandonou o conceito de pecado. Quase não se fala nele.  Ele é desajuste, pressão social, outra coisa qualquer. Seu enfoque é psicológico, não bíblico. Em muitos aconselhamentos, a Psicologia tomou o lugar da Bíblia.  Não é que Deus diz na sua Palavra, mas o que homens pecadores dizem com seus escritos. Uma cultura antropocêntrica colocou o foco do culto no homem: vencer, triunfar sobre as adversidades, enriquecer, ser feliz. Você ouve falar de santidade, do juízo final, sobre a volta de Jesus? Você tem ouvido sermões sobre a cruz? Você ouve falar de salvação pela graça, por meio da fé?  Glorificar a Deus passou a ser gritar num culto. Vi isso num programa evangélico na televisão: “Glorifica mais alto, Fulano!”, pedia o animador do culto ao baterista. Glorificar a Deus é espancar a bateria?</p>
<p>Sei que são novos tempos, mas a adaptação da igreja aos tempos cria uma cultura curiosa: o bom culto é o animado, agitado, o barulhento, aquele onde a pessoa aculturada a tempos assim, se sente bem.  Nao é mais o que produz reflexão sobre a vida, sobre Deus, sobre a eternidade. Outro dia comentei com Meacir que toda vez que ligo a televisão, não importa o horário, encontro um canal com gente pulando e se remexendo. Ver televisão me cansa! Como tem gente pulando! Reflexo de uma cultura de expressão corporal, de agito, de barulho. Os sentidos são mais importantes que a razão. Isto migrou para a liturgia. A boa liturgia deve ser agitada, e inclusive o sermão deve ser agitado. Mas como há mandamentos neotestamentários exortando ao uso da razão, do pensamento, da análise! O fio de prumo deve ser cultural ou neotestamentário? Devo me preocupar com o conteúdo bíblico ou com a “salvação litúrgica” recomendada por alguém, sem a qual minha igreja morrerá? Fico com a orientação do autor da Bíblia, o Espírito Santo (2Pe 1.21) ou com a dos escoteiros mirins eclesiásticos?</p>
<p>Será que o presenciamos é o que estava na mente de Jesus quando disse “edificarei a minha igreja”? Igreja é um lugar onde passamos momentos de catarse? Igreja é aonde vamos para nos sentirmos bem? Para sobreviver a igreja precisa de toda essa parafernália que está enriquecendo seus vendedores? Esses “salvadores” com suas fórmulas, modelos, estruturas, opções litúrgicas, não estarão se esquecendo do conteúdo da igreja? Que ela não é um ajuntamento social, mas o agrupamento dos salvos, com uma missão? Que sua finalidade não é promover entretenimento para as pessoas, mas anunciar todo o conselho de Deus? Que sua saúde e seu vigor dependem de Deus, do seu poder que opera nela, de sua fixação sobre o Cristo crucificado?</p>
<p>A igreja dispensa salvadores humanos e receitas sociológicas ou empresariais para viver. Ela é sobrenatural. Ela vive e sobrevive por ser o corpo de Cristo na terra. E não apenas a igreja universal ou um tipo de igreja abstrata, idealizada por muitos. A igreja local é corpo de Cristo. A expressão paulina “Ora, <em>vós</em> sois corpo de Cristo, e individualmente seus membros” (1Co 12.27) foi dirigida a uma igreja local, e não a uma comunidade etérea, vaporosa, conceitual, que muitos admiram, mas que não existe. Seu Senhor é aquele que diz de si mesmo: “Eu sou o que vivo; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre! e tenho as chaves da morte e do inferno”(Ap 1.18). E ela está edificada sobre ele. Domingo passado, ao celebrar a ceia do Senhor com a igreja da qual sou servo, a Batista Central de Macapá, no Amapá, disse-lhe que aquele era o momento mais significativo da liturgia cristã, para mim. Era a certidão de nascimento da igreja. “Este cálice é o novo pacto em meu sangue, que é derramado por vós” (Lc 22.20). Deus fez um novo pacto com os homens, e ele está manifestado na igreja. Somos o povo do novo pacto. Ele foi firmado com o sangue de Cristo. A igreja nunca será extinta nem vencida. Ela nasceu na eternidade, no coração de Deus (Ef 1.4), irrompeu na história pelo ministério do mais fantástico vulto que a humanidade conheceu, Jesus de Nazaré, Deus-Homem, e foi pactuada entre Deus e os homens pelo sangue de Jesus. E, na meta-história, finda a história, e não houver mais nenhuma instituição humana, a igreja estará com o Senhor. A igreja universal é fantástica. A igreja local, expressão máxima da igreja militante, não é menos fantástica. Mesmo com tanto joio no meio do trigo, ela é de Jesus. O trigo vale a pena! É preciso ter cuidado para não trazermos mais joio para o trigal além daquele que o inimigo planta.</p>
<p>A igreja não precisa se adaptar a novos tempos nem de novas técnicas e modelos. Ela precisa viver o evangelho porque o poder é do evangelho (Rm 1.16), e não de formas ou modelos. Por exemplo, Jesus não tinha uma técnica para atrair pessoas. Ele pregava as boas-novas do reino. Corações que querem Deus se abrem para a mensagem de boas-novas. É diferente ter uma membresia atraída pela mensagem de Jesus e ter uma membresia atraída por um programa agradável. Um dia, esta parcela de atraídos por programas descobrirá que o mundo oferece mais, e irá atrás do mundo. Porque o mundo sabe oferecer entretenimento muito melhor que nós. E quem transforma o evangelho em entretenimento dará contas a Deus do que faz. Mas, a membresia que se rendeu ao evangelho de Jesus permanece. A igreja está sendo desfigurada e em alguns momentos ridicularizada por pessoas que a despem de sua grandeza e sua sobrenaturalidade e insistem em métodos e receitas de marqueteiros para energizá-la. A energia da igreja vem do Espírito Santo, da comunhão com ele, do abandono do pecado, do aprofundamento nas Escrituras. Para triunfar, ela precisa apenas ser igreja. Isto é: depender da graça de Deus, ser espiritual, viver na presença dele, obedecer a sua palavra, cultivar bom relacionamento interno, viver ao pé da cruz, enfim. A igreja é espiritual e precisa de soluções espirituais. E estas estão prescritas na Palavra de Deus. A igreja precisa voltar a ser igreja e deixar de ser uma organização religiosa comandada por executivos espirituais e conselhos administrativos empresariais. Precisa ser igreja, nada mais que isso.</p>
<p>Por isso, deixem de tentar salvar a igreja. Cristo já fez isto e lhe outorgou vitória. Sirvam-na. Amem-na. Engajem-se nela. Isto basta, porque é Deus quem a faz crescer. “Eu plantei; Apolo regou; mas Deus <em>deu</em> o crescimento” (1Co 3.6).  Por isso, Zezinho, Huguinho e Luisinho: menos afoiteza e mais serviço. Mais testemunho e mais evangelização. Mais investimento do tempo, emoções e bens. Sejam servos, e não salvadores. A igreja precisa de amantes e de servos, não de salvadores. Ela tem um: Ele. Isso basta.</p>
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		<title>Bombeiros &#8211; Uma Filosofia De Vida</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Aug 2010 02:58:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
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