Minhas Leituras em 2012
1. “Uma introdução à espiritualidade cristã”, Alister McGrath, espiritualidade, 332 páginas, Editora Vida. Com a erudição e piedade do “intelectual de Oxford”. Bom início de ano a leitura de um livro com este!
2. “O cemitério de Praga”, Umberto Eco, ficção, 479 páginas, Editora Record. Denso, como as obras de Eco, mas instrutivo. Que conhecimento de história! Que erudição! Incrível a sua capacidade de escrever! Já lera dele “O nome da rosa”, “Baudolino”, “O pêndulo de Foucault”, “A misteriosa chama da rainha Leona” e “A ilha do dia anterior”. Mas aqui ele cria uma nova estrutura de romance e se supera. As intrigas de políticos, maçons, jesuítas, a criação dos “Protocolos dos sábios de Sião”, Freud, Garibaldi, ironias contra alemães (hilárias), franceses, judeus, cristãos, etc. Que estilo!
3. “Nem monge nem executivo”, Paul Freston, espiritualidade, 125 páginas, Editora Ultimato. Excelente obra de Freston (nem se poderia esperar outra coisa dele). O estilo de liderança de Jesus, em meditações de cunho altamente devocionais, sem banalidade. Aprendi muito. Não é preciso ir para mosteiros. Basta refletir sobre Jesus para aprender sobre liderança e a vida em geral.
4. “A história de Deus e sua história”, Max Lucado, espiritualidade, 15 páginas. Excelente. Muito espiritual, como as obras de Lucado. Simples e piedoso. Um escritor de Deus.
5. “A sedução do crepúsculo”, Dave Roberts, apologética, 17 páginas, Editora Mundo Cristão. Uma análise dos livros e filmes da série “Crepúsculo”, e suas histórias de vampiros bonzinhos e mauzinhos. Além de instruir sobre o conteúdo. Roberts mostra como analisar livros.
6. “Fim de jogo”, John Ortberg, espiritualidade, 333 páginas, Editora Vida. Surpreendeu-me! Que livro! Comprei para fechar um pacote de livros adquiridos. Mas foi o melhor de todos. Ortberg sabe escrever, é piedoso e erudito. Excelente!
Minhas Leituras em 2011
1. “O Deus da promessa”, Michael Horton, teologia, 160 páginas. Em alguns momentos é cansativo e pouco compreensivo, mas é um bom livro. O capítulo sobre a graça comum me ajudou e ensinou muito.
2. “Uma nação sob a ira de Deus: estudos em Isaías 5″, Martin Lloyd-Jones, espiritualidade, 224 páginas, 2a. edição, Editora Textus, Rio de Janeiro. Os capítulos “Humanismo” e ”Pecados nas altas esferas sociais” são fantásticos!
3. “O homem eterno”, G. K. Chesterton, apologética, 305 páginas. Editora Mundo Cristão. Aqui, Chesterton não é tão claro e profundo como em “Ortodoxia”, nem tão enigmático como em “O homem que foi quinta-feira”. É um livro bom, mas algumas vezes confuso. Precisa-se conhecer muito da história e da cultura da Europa para entendê-lo bem. Talvez porque ele seja uma resposta a uma obra de H. G. Wells, An outline of history.
4. “Apologética para questões difíceis da vida”, Willian Lane Craig, apologética, 190 páginas, Edições Vida Nova. O livro é bom, mas a redação é fraca. “Tu” e você” na mesma frase, confusão entre “quantia e quantidade”, etc.
5. “Caetés”, Graciliano Ramos, romance brasileiro, 208 páginas, Editora Bestbolso. Graciliano é o principal romancista da segunda fase do modernismo brasileiro. Um político que sabia escrever, e não usava o indigitado sujeito pleonástico de José Sarney (“o Brasil ele vai” ou “a política ela é a arte…”). Que português! Que redação! Graciliano foi traduzido para o alemão, búlgaro, francês, dinamarquês, espanhol, finlandês, flamengo, húngaro, holandês, inglês, italiano, polonês, romeno, tcheco, sueco e turco. Mas é bem desconhecido dos brasileiros. Pregadores, que devem ter cultura geral, domínio do idioma e conhecer seu próprio país deveriam lê-lo. Aliás, é pena que nossa literatura não seja ruminada pelos pregadores brasileiros.
6. “Memorial de Aires”, Machado de Assis, romance brasileiro, 224 páginas, L&PM Pocket Editora. Obra de mestre Machado, na fase pós-Carolina. Deve ser duro perder a Carolina. Mantenha-me Deus a minha. Aires parece o próprio Machado. Filosófico e melancólico: velhos e viúvos são passado. Restam-lhes saudades. Fidélia é fiel à memória do marido, mas decide viver. Aires murcha e filosofa. Ler mestre Machado é aula de português, literatura e reflexão.
7. “1954: um tiro no coração – o ciclo de Vargas”. Hélio Silva, história, 403 páginas. L&PM Pocket Editora. Segundo Silva, Vargas é “o homem maduro que se dispõe a oferecer a seu povo o que lhe resta de vida. Oblação que se consuma no seu próprio sacrifício”. Faltou dizer que foi um “jesus” que se deu a si mesmo para fundar a Santa Igreja Trabalhista, hoje ameaçada pelas hostes malignas da elite. Afinal a esquerda gosta de chavões religiosos! Ora, Vargas foi um político esperto mas o não bastante para defenestrar e se desvencilhar dos seus aloprados. Só ingênuos acreditam que os aloprados eram independentes e agiam sem a coordenação de um chefe. E Vargas não teve as facilidades de uma imprensa amestrada e uma oposição pífia como o PSDB.
8. “O ser humano em busca de identidade”, Gottfried Brakemaier, teologia sistemática, 220 páginas, Editoras Sinodal e Paulus. O subtítulo é “Contribuições para uma antropologia teológica”. E o autor faz isso. Um bom livro, embora haja uns cochilos da revisão, como o famigerado sujeito pleonástico (“a pessoa terá ela…”).
9. “Para que serve Deus”, Philip Yancey, espiritualidade, 279 páginas, Editora Mundo Cristão. Muita coisa boa, muita mesma, no livro. Apesar do quase ódio de Yancey pela igreja tradicional e pelos cristãos tradicionais que ele chama de “fundamentalistas” (ele sabe o que é um fundamentalista). Yancey é espiritual, mas rançoso com quem não seja monge, freira ou de uma igreja de eclesiologia informal.
10. “Reimaginando a igreja”, Frank Viola, teologia prática, 307 páginas, Editora Palavra. Livro de argumentação canhestra. Justificando sua eclesiologia de igreja nas casas, Viola salienta que o NT não prescreve modelo eclesiológico. Daí apresenta o seu. E passa a impugnar os demais, deixando o seu como o neotestamentário. Canoniza seu modelo (mostra seus pontos fortes e experiências positivas) e sataniza os demais (mostra seus defeitos e experiências negativas). Argumentação primária!
11. “A língua de Eulália – novela sociolingüística”, Marcos Bagno, linguística, 219 páginas, Editora Contexto. Uma novela analisando os conceitos de língua, para defender a idéia de que não há português certo ou errado. Há apenas português diferente. A norma culta (ou norma-padrão) inexiste. Nóis já çabia diço a muito tempo, çeu mosso!
12. “Por que amamos a igreja”, Kevin DeYoung e Ted Kluck, eclesiologia, 269 páginas, Editora Mundo Cristão. Boa fundamentação bíblica e teológica, e com argumentação coerente. Sólida refutação aos apedrejadores da igreja que acham que tomar um cafezinho com rosquinha papeando banalidades sobre espiritualidade equivale a cultuar a Deus.
13. “O segundo mundo”, Parag Khanna, geopolítica, 559 páginas, Editora Intrínseca. Um indiano, muito culto, comenta o segundo mundo e as possibilidades dos países que o compõem de adentrarem o primeiro mundo. Fui ler o capítulo sobre a Líbia para entender um pouco, empolguei-me e li o livro todo. Apesar da apologia do Islã, um livro e tanto. O autor escreve fácil. Consegui entender tudo!
14. “Neve”, Orhan Pamuk, romance, 487 páginas. O autor é turco e descreve alguns dias de um personagem insignificante, numa aldeia turca insignificante, onde se discutem temas insignificantes. Muçulmanos matam-se e explodem-se por ninharias. Pamuk é Prêmio Nobel de Literatura. Deve ser o Saramago turco. Chato e interminável. Desconfio que muito dos nobéis são questões políticas. Pamuk denunciou o massacre armênio pelo seu país.
15. “O castelo nos Pirineus”, Jostein Gaarder, romance, 177 páginas, Companhia das Letras. Discussão teológica, por email, de dois ex-amantes. Fraco. Não é o melhor livro de Gaarder. Ainda são: “O mundo de Sofia”, “O dia do coringa”, “Vita Brevis”, e, um pouco atrás, “Através do espelho”. “O mundo de Sofia” já teve 76 edições no Brasil.
16. “Políticas de Deus e políticas dos homens”, Jacques Ellul, teologia, 216 páginas, Fonte Editorial. Estudos em personagens de 2Reis. Pouco interessante. Não é melhor livro do erudito teólogo francês. Ainda são “Apocalipse – arquitetura em movimento”, “O homem e o dinheiro” e “Reason for being – a meditation on Ecclesiastes”.
17. “O imbecilismo”, Edson Ara, humor, Geração Editorial, 149 páginas. Um livro dedicado “às loiras que usam óculos”. Dei de presente à minha loira, que usa óculos. Muito bom. Humor fino, grosso, gentil, sarcástico, de todo jeito. Valeu, porque ninguém é de ferro!
18. “O que é uma igreja saudável?”, Mark Dever, eclesiologia, 115 páginas., Editora Fiel. Um bom livro. Deu-me matéria para duas pastorais, inclusive.
19. “Onde o seu tesouro está”, Eugene Petersen, espiritualidade, 202 páginas, Editora Textus. Não é o melhor livro de Petersen. Deixou a desejar, em relação aos que dele li antes. Uma sensação de frustração.
20. “Não conte a ninguém”, Harlan Coban, ficção, 250 páginas, Editora Sextante. Uma noite sozinho, em um hotel em Sampa, aguardando voo para Macapá (a Puma cancelou o voo). Comprei o livro, varei a noite lendo-o. Que estilo! Um romance de narrativa linear, sem flashback, inverossímil (óbvio!), e por isso (pela linearidade), arrebatador.
21. “Confie em mim”, Harlan Coban, ficção, 317 páginas, Editora Sextante. Por causa do livro anterior comprei mais dois dele. Não tem o nível do anterior, mas é envolvente, e dá para aprender a escrever. O sujeito sabe desenvolver seu tema. Por isso que vendeu mais de 40.000.000 de livros no mundo! Li num voo de Sampa a Macapá.
22. “Desaparecido para sempre”, Harlan Coban, ficção, 317 páginas, Editora Sextante. Terceiro livro de Coban que li. Talvez por já estar em casa, e com muita coisas por fazer, não me fascinou tanto como os outros dois. Mas não dá para largar.
23. “Reflexões sobre o apóstolo Paulo”, Marcelo Oliveira, espiritualidade, Editora Arte Literária, 83 páginas. Livro bem escrito, bem pesquisado e instrutivo. Acrescentou-me.
24. “Ele morreu para que vivêssemos”, Marcelo Oliveira, espiritualidade, 57 páginas, Editora Naós. Não tão bom quanto o anterior. Até mesmo por causa do estilo. Mas é bom, e com sólido embasamento bíblico.
25. “Filhos da mãe”, Antonio Lazarini Neto, família, MK Editora, 99 páginas. Já o lera antes. Reli porque o dei como leitura obrigatória em Aconselhamento Pastoral. Versa sobre a ausência masculina na criação dos filhos. Sugeri ao autor que escrevesse “Filhos dos avós”, por causa da garotada de 16 e 17 anos que está pondo filho no mundo para serem criados pelos avós.
26. “Cristianismo sem Cristo”, Michael Horton, teologia, Editora Cultura Cristã, 208 páginas. Um excelente livro. Aborda a descaracterização da igreja contemporânea: pregação sem Cristo. Temos um cristianismo cada vez de sentimentos e de sensações. E uma visão da igreja como organização social, que necessita de técnicas de animação humanas. Vale a pena ler!
27. “A volta do idiota”, Plinio Apuleyo Mendoza, Carlos Alberto Montaner e Mario Vargas Llosa, política, 238 páginas, Odisséia Editorial. São os mesmos autores de Manual do perfeito idiota latino-americano. Uma análise da visão política rastaqüera que ainda leva a sério o marxismo, a esquerda política, combate a privatização (como José Dirceu, embora com cinco celulares pendurados na cintura, obra da privatização), acha que o estado sabe administrar, apologiza a luta de classes e incensa Chávez, Fidel, Humala, López Obrador, Evo, et caterva. Interessante e bem documentado. Os autores não têm medo de falar da miopia esquerdista.
28. “O cavalo cego”, Josué Guimarães, contos, 146 páginas, L&PM Pocket. Confundi os Josués. Pensei no genial Montello, nordestino, e comprei um livro do mediano Guimarães, gaúcho. Mas li mesmo assim. Puni-me.
29. “Brasil: terra à vista”, Eduardo Bueno, história, 136 páginas, L&PM Pocket. Bueno escreve bem e é exato. É bom conhecer nosso país.
30. “Trapaça mortal”, Frank Tallis, romance, 416 páginas, Editora Record. O título dá imagem errada do livro. O original equivale a “Desordem mortal”. O autor é psicólogo e professor de Psicanálise e Neuropsiquiatria, no London College. O enredo se passa em Viena, e traz as idéias de Freud, e executores de Beethoven, Brahms, Schubert e outros. E aqueles impronunciáveis sobrenomes alemães.
31. “Irmãos, nós não somos profissionais”, John Piper, teologia pastoral, 278 páginas, Shedd Publicações. Bom livro, mas muitos erros de revisão. Obrigado ao Leo, de Vitória, que me enviou, de presente.
32. “O futuro da humanidade”, Augusto Cury, ficção, 251 p., Editora Sextante. Teor simplista.
33. “Teologia e literatura – reflexão teológica a partir da antropologia contida nos romances de Jorge Amado”, Antonio Manzatto, ensaio teológico, 386 p., Edições Loyola. Só a parte I, “Teologia e Literatura”, já justifica o livro. Gostaria de saber escrever um romance. Os romancistas são geniais. Ah, sim, Amado foi um marxista que nunca leu Marx e nunca aceitou os canônes da direção partidária. Algo parecido com um cristão que nunca tenha lido os evangelhos e que rejeite a orientação da igreja.
34. “Intentos do inferno”, Ricardo Nunes Sena, vida cristã, 157 páginas, Editora Qualidade Gráfica. O autor conta algumas experiências que teve.
35. “Ainda existe esperança”, Enrique Chaiji, 111 páginas, Casa Publicadora Brasileira. Só mesmo sendo adventista para se interessar pelos livros adventistas. Não dá para levá-los a sério. Não fazem teologia nem espiritualidade. Insistem na sua miopia de seita exclusivista, apologizando seus princípios, empurrando seus hábitos alimentares e incensando Ellen White, que eles têm como continuadora autorizada da revelação. São obras superficiais, previsíveis na seqüência argumentativa, e sua interpretação das Escrituras sempre se subordina à Sra. White, sua papisa doutrinária.
36. “A crítica bíblica em julgamento”, Eta Linnemann, hermenêutica, 192 páginas, Editora Cultura Cristã. Que livro! É exaustivo, cheio de tabelas e quadros. A autora demole a crítica bíblica. Sua análise é rigorosa, seguindo padrões científicos. Seu comentário sobre a crítica que os retalhadores das Escrituras fazem de 2Pedro mostra isso. A crítica bíblica alista 8 palavras em 2Pedro que lhe são suficientes para dizer que o livro é pseudepígrafo. Segundo os críticos da Bíblia, nesta carta, a “clara utilização dos termos filosófico-religiosos do helenismo é notável”, e o livro é produto de “um cristão instruído no helenismo do século 2º. d.C”. Linnemann argumenta que todos esses “termos filosófico-religiosos do helenismo” já estavam na LXX! Ela acusa a crítica bíblica de não ser científica, mas de ter pressupostos incrédulos, principalmente na sua refutação sobre o suposto documento Q e o evangelho de Tomé. Muito bom mesmo! Os presbiterianos estão fazendo literatura séria, conservadora e bem fundamentada.
37. “Deuses falsos: eles prometem sexo, poder e dinheiro: mas é disso que você precisa?”, Timothy Keller, espiritualidade, 175 páginas, Thomas Nelson Brasil. Excelente livro comentando os ídolos que fabricamos. Até a família e o serviço cristão podem ser um ídolo se ocupam o primeiro lugar na vida. Ajudou-me, com argumentos e advertências.
38. “See no evil – christian attitudes toward sex in art and entertainment”, T. M. Williams, ética, 103 páginas. Um estudo sobre a pornografia e sua diferenciação do que seja arte. Bem equilibrado.
39. “Quando ela se foi”, Harlan Coban, ficção, 250 p., Editora Arqueiro. Mais entretenimento (bom, nas férias) e mais uma aula de como desenvolver um tema.
40. “O clube do filme”, David Gilmour, ficção, 239 p., Editora Intrínseca. Um pai patético educa um filho também patético, que não quer estudar, com filmes. Como processo pedagógico, muito fraco. Aprendi um pouco sobre cinema.
41. “Robinson Crusoé”, Daniel Defoe, romance clássico, 363 p., Editora BestBolso. Esta obra foi apontada como o início do romance como gênero literário. Alguns críticos optam por O castelo de Otranto, de Horace Walpole, em 1764. Outros, por D. Quixote, de Cervantes, em 1605. Mas em 1719 surgiu The life and the surprizing adventures of Robinson Crusoe, ou, como ficou em português: Robinson Crusoé. Se o romance não se inicia com ele, pelo menos o romance inglês inicia. Defoe tinha poucas letras, por isso Jonathan Swift, autor de As viagens de Gulliver, zombava dele. O livro se baseia nas aventuras reais de um escocês Selcraig, que foi abandonado na ilha de Juan Fernandez, onde ficou sozinho quase cinco anos. Crusoé ficou quase 30 numa ilha deserta. Defoe fez Robinson Crusoe morar cinco anos no nordeste brasileiro, onde Selcraig também esteve. Vale a pena ler. O final decai um pouco, mas é no estilo da época em que foi escrito.
42. “O corcunda de Notre-Dame”, Victor Hugo, romance clássico, 540 p., Edições Ediouro. Victor Hugo faz um romance fantástico ao redor de Notre-Dame. Personagens cheios de vida como Quasímodo, a cigana Esmeralda, o esperto capitão Febo, o odioso Pe. Cláudio Frollo e o hilário Pedro Gringoire. Heróis e vilões, com paixões, medos, ódios, cobiças. Estilo arrebatador em que os desfavorecidos são mostrados em toda a sua insignificância e repulsa aos olhos dos poderosos, mas como mantêm sua dignidade, como a cigana Esmeralda. Um dos marcos da literatura universal.
43. “O décimo homem”, Graham Green, ficção, 172 p., Editora Record. Muito frufru.
44. “Por que 4 evangelhos? “, David Alan Black, crítica bíblica, 172 p., Editora Vida. Muito bom. Muito bem escrito e bem embasado. Refuta a hipótese do Documento Q (veja livro 36), e com sua sólidfa argumentação, me fez rever a posição que assumi desde o seminário, nas aulas de NT, de que Marcos seja o evangelho padrão. O livro texto era Introdução ao Novo Testamento, de Crabtree, e expendia esta posição. Black segue outra linha, até então desconhecida por mim. Mas razoável e mais sensata que Q e Marcos-padrão.
45. “As aventuras de Huckleberry Finn”, Mark Twain, literatura universal, Editora Martin Claret, 411 páginas. Twain é genial. John Macy (“Panorama da Literatura Universal”) diz que ele “é o mais original escritor da América, e o mais americano de todos”. Huck é impagável: sabia tabuada até o ponto de “6 vezes 7 são 35”. Sua espiritualidade é honesta. Foi orar, mas não adiantaria nada porque não estava sentindo o que dizia, e “não se pode rezar mentindo”. Um livro que distrai e enriquece.
46. “A volta ao mundo em oitenta dias”, Júlio Verne, literatura universal, Nova Cultural, 318 páginas. Uma viagem pelo mundo. Muito agradável, e por isso mesmo filmado mais de uma vez. E, surpresa, Verne elogia alguém além dos franceses! Elogia Lincoln e a vida desburocratizada dos Estados Unidos.
47. “As grandes questões sobre a fé – Respostas às perguntas que você sempre fez, mas ninguém respondeu”, Jonathan Hill, apologética, Editora Thomas Nelson, 287 páginas. Bom pano de fundo filosófico, conteúdo seguro. Boa avaliação dos argumentos teleológico e cosmológico. Boa análise de Kierkegaard, embora sucinta. Mas creio que quem tinha perguntas continuou com elas.
48. “Não quero um pastor bacana e outras razões para não aderir à igreja emergente”, Kevin De Young e Ted Kluck, eclesiologia, Mundo Cristão, 319 páginas. São os autores do livro 12. Neste, desmontam a “igreja emergente”, mostrada como produto de classe média branca enfatuada, rendida à pós-modernidade (como tantos “intelectuais” evangélicos). Ajudou-me a desistir de seguir lendo “Uma ortodoxia generosa”, de Brian McLaren. O que me resta de tempo pela frente é menor do que o que gastei. Como modismo e superficialidade me agastam, lerei coisa melhor.
49. “O cortiço”, Aluízio Azevedo, literatura brasileira, 120 páginas, edição em ebook. Que descrição mais vívida do Rio antigo! Os conflitos da população de um cortiço e a briga de dois cortiços, a descrição dos personagens, com todas as suas misérias de personalidade, a elegância do português correto, escorreito mesmo! Uma aula de redação e da língua portuguesa! Como se aprende com os clássicos da literatura!
50. “Mensagens que transformam”, Marcelo Oliveira, devocional. Meditações do autor e uma de Kleber Nobre de Queiroz, 136 páginas, edição do autor. O comentário sobre “selah” é muito bom.
51. “Valorize sua personalidade – cultivando as relações intra e interpessoais”, Jussiê Gonçalves de Souza, 121 páginas, Editora Ponto Press, de Belém. Se é de Jussiê é coisa muito boa. Ele é incapaz de ser mediano. Um livro que não complica e é claro sem ser banal. Mas uma boa revisão o melhorará. No capítulo “Ajustamento e tipos de personalidade”, são alistados cinco tipos de personalidade e são comentados seis tipos. Menciona a “imatura”, mas não a comenta. Não menciona “paranóica” e “esquizofrênica” e as comenta. No capítulo “Os mecanismos de defesa da personalidade”, os mecanismos são enumerados até 10 e depois outros são comentados sem enumeração. O segundo parágrafo da página 81 pode ser simplesmente eliminado e continuar a enumerar. E “reação contrária ou inversão”é o mesmo conteúdo de “formação reativa”. Desculpe, grande amigo, mas isto prova que “bebi” seu livro.
52. “Questões teológicas de ontem e hoje”, Edson Pereira Lopes (organizador), teologia, 161 páginas, Editora Reflexão. Esperava mais, pelo título. À exceção do trabalho de Paulo Romeiro sobre a Congregação Cristã do Brasil, o livro deixa a desejar. O capítulo 6 é uma palestra que sequer foi trabalhada para parecer um artigo e ser menos “palestral”.
53. “Desmistificando a síndrome de pânico, depressão e principais fobias”, Tatiana Tanaka, psicologia, 125 páginas, Editora Universo dos Livros. Poderia ser bom, mas das 125 páginas, 70 são um dicionário dispensável, que não acrescenta, e foi colocado para fazer volume. Por isso, é razoável.
54. “O pastor contemplativo – descobrindo significado em meio ao ativismo”, Eugene Petersen, espiritualidade, 175 páginas, Editora Mundo Cristão. Outro grande livro de Petersen. Como teólogo e homem piedoso, ele sempre me acrescenta algo à vida. O tópico em que ele compara a vida cristã com a voz média, no grego, é genial. Mas suas poesias, no fim do livro, são sofríveis.
55. “Coragem para ser protestante”, David Wells, apologética, 223 páginas, Editora Cultura Cristã. Que livro! Comecei a lê-lo num vôo do Rio a Belém. Foram três horas e meia espremido entre dois obesos, que fizeram um sanduíche de mim. Continuei a ler, de Belém a Macapá. Fui alimentado e enriquecido. Fui fortalecido em minha fé. A ECC está inundando o mercado teológico de coisa boa!
56. “A cartomante”, Machado de Assis, literatura brasileira, 17 páginas, Ebook. Fina ironia! Estilo insuperável! É de Mestre Machado!
57. “O Brasil como problema”, Darcy Ribeiro, ensaios brasileiros, 320 páginas, Livraria Francisco Alves. Quanta tolice num livro só! A idéia de criar uma civilização tropical na Amazônia, “realizando as infinitas potencialidades energéticas e produtivas da floresta amazônica”, me ajudou a entender o “socialismo moreno”, de seu guru político. “Criar uma América – Latina para si mesma” e “O fenótipo predominante do brasileiro é um moreno acobreado” são algumas das “pérolas do livro”. Além da visão rastaqüera de demonizar a privatização e tecer loas ao estatismo.
58. “O povo brasileiro”, Darcy Ribeiro, antropologia, 470 páginas, Companhia das Letras. Há coisas muito boas no livro, que difere do anterior, onde Darcy apenas emite conceitos de uma esquerda delirante e falecida. Mas é difícil levar a sério um livro, quando seu autor diz que no Brasil recém descoberto havia 1.000.000 de índios (p. 31) e depois, que havia mais de 5.000.000 de índios (p. 141). Em 110 páginas nasceram 4.000.000 de índios! Na página 220, entraram no Brasil 12.000.000 de negros. Na página 228, entraram 6.000.000. Faça-me o favor! Não é um cientista social. É um “chutador”.
59. “Cinema e fé cristã”, Brian Godawa, espiritualidade, 256 páginas, Editora Mundo Cristão. Um livro muito bom. O autor conhece muito de cinema e de teologia. Explica como os filmes são estruturados para combater ou afirmar (alguns deles) os valores da fé cristã. Muito instrutivo.
60. “O pastor que Deus usa”, Eugene Petersen, espiritualidade, 285 páginas, Editora Textus. Outro grande livro de Petersen. Agradeço a Deus por tê-lo lido. Petersen é o meu pastor literário.
61. “Saga brasileira”, Míriam Leitão, ensaio sobra o Brasil, 475 páginas, Editora Record. Muito bom! Narra a luta para se ter uma economia sadia no Brasil. Mostra o desastre que foram os governos Sarney (que tragédia!) e Collor (um irresponsável). Resgata o papel de FHC na história recente do país. Passado o massacre que a esquerda raivosa lhe fez, a história fará justiça ao seu papel como político.
62. “Sem nunca jogar a toalha”, George Foreman, autobiografia, 185 páginas, Editora Thomas Nelson. Espiritual, dramático e bem humorado. Foreman passa a imagem de pessoa séria e espiritual. Li três vezes o capítulo “Integridade – não saia sem ela”.
63. “Quem me dera conhecer a Deus”, Silas e Eldna Lima, experiências missionárias, 176 páginas, Editora Descoberta. Relatos de experiências dos pioneiros na evangelização dos índios waiãpi, no interior do Amapá. A igreja a que sirvo é citada, num momento em que ainda não era da Convenção Batista Brasileira, mas cooperava com outro grupo batista. Esses missionários são “feras”.
64. “Por que (sempre) faço o que não quero?”, Elben M. Lenz César, espiritualidade, 134 páginas, Editora Ultimato. Livro agradabilíssimo de ler, bíblico, bem construído. Como me valeu! Como me acrescentou!
65. “Filosofia e teologia no século XXI”, Túlio Jansey, teologia contemporânea, 276 páginas, Abba Press. Pelo título deveria ser um livro empolgante. Mas o autor prejudica sua obra. Usa vírgulas indiscriminadamente, a ponto de inseri-las entre o sujeito e o verbo. Há sentenças gramaticais com treze linhas. Há palavras que não fazem sentido, na sentença gramatical. Há sentenças que começam com um sujeito e concluem com outro. A redação é confusa e o livro não foi revisado. Mas tem conteúdo. A crítica que ele faz aos calvinólatras é boa, quando se entende o arrazoado.
66. “Integridade”, Henry Cloud, psicologia, 206 páginas, Edições Vida Nova. Muito bom! Li-o enquanto sobrevoava a floresta amazônica, em cinco vôos. O “Integridade” a que o autor alude se refere à totalidade da pessoa. Trata da integralidade do sujeito.
67. “O banqueiro anarquista”, Fernando Pessoa, romance, 39 páginas, Ebook. Um porre!
68. “O que sei de Lula”, José Nêumane Pinto, 522 páginas, Topbooks. Nêumane não esconde a luta e a vida sofrida de Lula. Mas o final do livro é estarrecedor. Os assassinatos de Celso Daniel e Toninho do PT carecem de investigação séria, que não parecem ter recebido e talvez não recebam. O relato é espantoso. Ou Lula e PT se fazem de mortos e deixam Nêumane para lá ou o interpelam ou, o que é pior, a dúvida fica. Fiquei até sem ânimo de continuar a leitura. Terminei aos poucos, e de teimoso.
70. “A linguagem de Deus”, Eugene Petersen, espiritualidade, Mundo Cristão, 316 páginas. Como sempre, a mesma espiritualidade de Petersen. Mas o livro não tem um fio condutor, sendo constituído de meditações pulverizadas. A ligação entre elas ficou muito tênue. Para piorar, parece que Petersen está se tornando poeta mais que teólogo. Poesia não é para qualquer um. E ele é um desses para quem ela não é fácil. Aliás, o que há de gente se intitulando de poeta faz pensar que deve haver alguma coisa no horizonte que ainda não enxerguei.
71. “Hermenêutica bíblica”, J. Severino Croatto, hermenêutica, 74 páginas, Editoras Sinodal e Paulinas. Mais uma tentativa de dar à interpretação um viés da teologia da libertação, e mais uma negativa de seu caráter inspirado, apenas um livro de literatura comum. Um ou outro pensamento acrescentou algo.
72. “Transforma meu pranto em dança”, Henri Nowen, espiritualidade, 109 páginas, Editora Thomas Nelson. Um bom livro. Sensível, espiritual e instrutivo.
73. “O mundo pós-americano”, Fared Zakaria, relações internacionais. 307 páginas, Companhia das Letras. Uma ovelha que trabalha na ONU me emprestou, após passar um tempo aqui em Macapá, tempo em que trocamos idéias. Seguiu para Timor Leste, mas emprestou-me o livro. Gostei tanto que comprarei um exemplar para reler e marcar. Zakaria é indiano e seu livro é muito bom. Faz uma análise bem segura da situação atual, e delineia mudanças geopolíticas que devem acontecer nos próximos anos. Embora veja a ascensão de outras nações, não vê o declínio dos EUA. O livro é erudito, mas fácil de ler.
74. “Triste fim de Policarpo Quaresma”, Lima Barreto, literatura brasileira, 104 páginas, Ebook. Barreto escreve bem, fácil e valendo-se de um português castiço. Policarpo Quaresma é uma “figuraça”: entre outras bobagens, desejava o tupi como língua brasileira oficial. Vivesse hoje, tentaria criar o Dia do Saci e proibir neologismos de origem estrangeira, como entende a visão nacionalista de alguns. Na trama irônica de Barreto, seu triste fim é duplo. Primeiro: encarcerado sem merecer e sem amigos que se interessem por ele, e, segundo: frustrado com o Marechal Floriano Peixoto que o achava maçante com seu nacionalismo bocó. Como diziam os integralistas, “Anauê”, Policarpo!
75. “Uma fé mais forte que emoções”, Jonathan Edwards, espiritualidade, 256 páginas, Editora Palavra. Cansativo e chato. Há alguns momentos bons, mas é um livro chato mesmo. O tal de “afetos da graça” não decola nunca. A introdução de Charles Colson é muito boa.
76. “Transtornos mentais & espiritualidade”, Arival Dias Casimiro e Rosei Gedanke Shavitt, espiritualidade 144 páginas, Z3 Editora. Bom livro, de conteúdo bem equilibrado. Se bem que as notas médicas nunca serão seguidas pelos pastores e psicólogos (que não podem receitar remédios) e são elementares para médicos. Mas o livro é bom, destes que a gente pega para ler e segue em frente. E que capa e que confecção!
77. “A outra face”, John MacArthur, espiritualidade, 271 páginas, Editora Thomas Nelson. Um excelente livro, com posições firmes e caridosas, discordando do “politicamente correto” assumido pelo pragmatismo (ou tibieza?) dos evangélicos de hoje. Um bom livro para um tempo em que verdade a tem cedido lugar às conveniências e em muitos medra uma ignorância do que seja a mensagem do evangelho. Obrigado ao Pr. Edson, de Teresina, que me deu de presente.
78. “Crescendo na fé com Billy Graham”, Vários autores, espiritualidade, 207 páginas, SBN Editora. Excelente livro. Testemunhos comoventes de pessoas que foram abençoadas por Billy Graham. Pena que o revisor deixe sempre “bíblia” e “escrituras”. Isto aborrece quem respeita a Palavra de Deus. Nossas editoras não deviam contratar tradutores e revisores que desconheçam o evangelho (em outra obra, um tradutor colocou “Revelação”, ao invés de “Apocalipse”, prejudicando quem não conhece inglês.)
Minhas Leituras em 2010
1. “Pare de se sabotar no trabalho”, Mark Goulston, psicologia, 251 páginas. Livro bom. Boas orientações sobre relacionamentos no trabalho e no grupo.
2. “Esperança para os descasados”, Gary Chapman, aconselhamento, 151 páginas. Bom e honesto, sem apelar para a espiritualidade “melosa”.
3. “O que é positivismo”, filosofia, João Ribeiro, 78 páginas. O positivismo é a corrente filosófica que moldou a cultura brasileira no século 19.
4. “New addictions (As novas dependências)”, Cesare Guerrescchi, psicologia, 200 páginas, Paulus. Um estudo bem feito sobre novos vícios como Internet, celular, compras, trabalho e sexo. Vale a pena ler.
5. “Pornificados”, Pamela Paul, pornografia, 272 páginas, Editora Cultrix. Um livro muito bom, analisando como a pornografia afeta as famílias e os relacionamentos sociais, além de degradar o sexo. Muito bom!
6. “Feridos em nome de Deus”, Marília de Camargo César, vida cristã, 155 páginas. Um livro triste, mas que deveria ser lido por todos os líderes cristãos. Como sempre, apontam-se falhas dos pastores. Fica a imagem de que pastores são desatinados ou mafiosos espirituais. Mas há “ovelhas” muito cruéis, falsas e sagazes, que machucam pastores, passam por vítimas e se ocultam sob capa de espiritualidade. Alguém precisa escrever um livro sobre pastores feridos. Mas vale a pena ler.
7. “Espiritualidade subversiva”, Eugene Petersen, espiritualidade, 315 páginas, Editora Mundo Cristão. Bom, embora coletânea de assuntos. Mas com a qualidade Petersen.
8. “Meditatio”, Osmar Ludovico, espiritualidade, 201 páginas, Mundo Cristão. Uma coletânea de assuntos.
9. “Cristianismo criativo? Uma visão sobre o cristianismo e as artes”, Steve Turner, cristianismo, 173 páginas, W4 Editora. Um livraço. Muito bom!
10. “O ciclo da auto-sabotagem”, Stanley Rosner e Patrícia Hermes, psicologia,206 páginas. Editora BestSeller. Numa viagem que fizemos, Meacir leu na ida e eu, na volta, Muito bom. Útil para a própria vida e para aconselhamento pastoral.
11. “Pequenas criaturas”, Rubem Fonseca, contos, Companhia das Letras, 294 páginas. Esperava mais.
12. “E do meio prostituto só amores guardei ao meu charuto”, Rubem Fonseca, romance, Companhia das Letras, 112 páginas. Também esperava mais.
13. “The gospel of the cross”, Samuel Chadwick, cristianismo, Schmul Publishing House, 110 páginas. Estou escrevendo um livro intitulado “O drama do Calvário”. Este livro de Chadwick foi um jorro de inspiração!
14. “100 erros de português da atualidade”, língua portuguesa, Luiz Antonio Sacconi, Editora Nossa, 144 páginas. É sempre bom melhorar o domínio da última flor do Lácio. Este livro é bom.
15. “Desejo de Deus – diálogo entre psicanálise e fé”, psicologia, Juan Guillermo Droguet, Editora Vozes, 147 páginas.
Na realidade, não é um diálogo. É uma avaliação da fé pela psicanálise, e de Deus por Freud.
16. “Velho muito cedo, sábio muito tarde”, psicologia, Gordon Livingston, Editora Sextante, 139 páginas. Meu caso é pior: estou ficando velho e continuo sem ficar sábio. Mas o livro é bom.
17. “A mulher do mágico”, ficção, James Cain, editora Globo, 293 páginas. Um romance com um final moralista e mórbido.
18. “Ouro de tolo? Discernindo a verdade em época de erro”, teologia prática, John Macarthur. Bom no todo, exceção à crítica aos que fazem apelo evangelístico no culto. Preso aos seus pressupostos (neste caso, bem discutíveis) Macarthur comete o ouro de tolo em dizer que fazer apelo é errado. Os predestinistas não gostam de apelo. Lembro de Spurgeon: “Preguemos e façamos apelo convidando as pessoas para aceitarem a Jesus. Caso se converta alguém que não estava predestinado para se salvar, Deus nos perdoará por isso”. Ora, por que se incomoda com apelo? Se ele for feito corretamente e houver conversões, como impugnar? Eu me converti com um apelo!
19. “Técnicas de comunicação escrita”, redação, Izidoro Blikstein, Editora Ática, 95 páginas. Que preciosidade! Sempre o dei como leitura obrigatória em minhas aulas de Homiletica Escrita. Reli-o para me relembrar e melhorar minha redação.
20. “Vida após os 50″, psicologia, Sam Coombs, Editora Madras, 190 páginas. Livro da Madras sempre deve ser lido com um pé atrás, por causa das infantilidades esotéricas. Mas este tem mais pontos positivos.
21. Reflexus, Revista teológica da Faculdade Unida de Vitória, 127 páginas. O artigo “Um rumor de dragões: os monstros e os seres do mal do Velho Testamento”, de Ricardo Quadros Gouvêa, vale a pena!
22. O cristão na cultura de hoje, Charles Colson e Nancy Pearcey, vida cristã, 352 páginas, Casa Publicadora das Assembléias de Deus. Mais um daqueles livros que dá vontade de aplaudir. Enriquece muito a vida de quem o lê.
23. Mandrake, a Bíblia e a bengala. Rubem Fonseca, ficção, 196 páginas, Editora Companhia das Letras. Dois contos: enredo bons, redação ruim., Mas é moda desconstruir o establishment, até o literário.
24. A profecia no Novo Testamento. George Knight III, estudo bíblico, 33 páginas, Editora Os Puritanos.
25. Cristãos rumo ao século XXI. José Comblin, teologia contemporânea, 373 páginas, Editora Paulus. Mais uma tentativa dos teólgos liberais de salvar Jesus, o evangelho, o cristianismo e a igreja. Basta adaptar tudo ao pensar deles.
26. “Você também é liberal. E não há porque se envergonhar disso…”. João Mellão Neto, política, 79 páginas. O liberal do título não é teológico. É político. Artigos lúcidos do lúcido político paulistano.
27. “A mensagem da cruz”. Martyn Lloyd-Jones, sermões. Editora Palavra, 121 páginas. Dou graças a Deus porque pude ler este livro. Um apaixonado pela cruz e pelo Crucificado escrevendo sobre eles enriquece muito a vida do leitor.
28. “Viciados em mediocridade – cristianismo contemporâneo e as artes”, Frank Schaeffer, espiritualidade, 138 p., W4 Editora. Frustrante! Um dos livros mais fracos que li nos últimos tempos. O prefaciador e o autor tecem muitas críticas aos cristãos e à igreja, o que não requer capacidade artística. Nenhuma orientação sobre como avaliar a arte ou cultivar uma mente artística. Nenhuma sugestão sobre como passar a admirar a arte. Só críticas. Se Schaeffer é artista por certo que não é da palavra. O livro é fraquíssimo.
29. “Os traidores”, Harold Robbins e Junius Podrug, ficção, 382 páginas, Editora Record. Entretenimento. Mas aprendi mais um pouco sobre o terror de Stalin e sobre as Honduras Britânicas.
30. “A abolição do homem”, C. S. Lewis, filosofia, 95 páginas, Editora Martins Fontes. Denso e enriquecedor.
31. “Vale Abraão”, Agustina Bessa-Luíz, ficção, 170 páginas. A autora é o Prêmio Camões 2004. O romance é português (que linda a escrita lusa!) e seu estilo é bovaryano (não bolivariano, nada a ver com Chávez, e sim com Flaubert e seu “Madame Bovary”).
32. “Não há gente sem importância”, Francis Schaeffer, teologia, 207 páginas, Editora Cultura Cristã. De Francis Schaeffer se lê até lista de compras de supermercado. A introdução do livro, de Udo Milddelmann, é muito boa.
33. “Um caso arquivado”, Philip Gourevitch, estudo de casos, 140 páginas, Companhia das Letras. Um interessante estudo da mente de um criminoso. Boa leitura.
34. “Paixão de verão”, Mario Dyvo, contos, Qualitymark Editora, 113 páginas. Contos previsíveis e lineares. Foi difícil ler.
35. “No limite do perigo”, Jack Higgins, ficção, 317 páginas, Editora Record. Sinal de cansaço mental: a leitura de três romances em seguida. Mas este foi um bom entretenimento. Empolgante. Ajudou no relax.
36. “Havana”, Martin Cruz Smith, ficção, 410 páginas, Editora Record. Bom romance, embora lento e de final frustrante. Mas conheço os bairros onde o enredo se passa: Habana Vieja, Vedado, Malecón. Lembro das ruas e do casario arruinado de Cuba. Deu saudades de Cuba.
37. “O evangelho na pós-modernidade”, Márcio aguiar da Silva, teologia contemporânea, 90 páginas, Editora Reformata. Bom livro. Simples, sem ser banal.
38. “Conexão Casa Branca”, Jack Higins, ficção, 317 páginas, Editora Record. Mais um romance de mistério. Bom entretenimento e bom exercício mental. E um pouquinho de vadiagem intelectual não faz mal.
39. “Princípios bíblicos do dízimo cristão”, João Falcão Sobrinho, estudo bíblico, 120 páginas, AD Santos Editora.
40. “Pai e filho”, romance, Larry Brown, 347 p., Editora Record. Boa trama, redação fraca. A cada duas páginas alguém acende um cigarro. Só assim consegue pensar. A cada cinco páginas alguém abre uma lata de cerveja. Só assim consegue conversar. Quando ironizaram Freud, pela teoria dos símbolos fálicos, por gostar de charuto, ele disse que “um charuto, às vezes, é apenas um charuto”. Brown precisa explicar se um cigarro é só um cigarro. E como conseguiu um clima de calor seco entre duas tempestades imediatas.
41. “Choque”, romance. Robin Cook, 446 p., Editora Record. Inverossímil, eletrizante, mas não termina. Gênero de fim sem fim.
42. “Os bons samaritanos e outros filhos de Israel”, jornalismo, Moacir Amâncio, 198 p., Editora Musa. Crônicas sobre situações vividas pelo autor entre os samaritanos que ainda restam (são apenas 600, hoje, no mundo) e em Israel. Aprendi bastante.
43. “Os limites da lei”, Scott Turow, romance, 236 páginas, Editora Record. Romance sobre um juiz patético, com crises de meia idade e existencial. Chatinho.
44. “Projeto de ética mundial: uma moral ecumênica em vista da sobrevivência humana”, Hans Küng, teologia contemporânea, 209 páginas, Edições Paulinas. Ganhei-o em 1993, Vim lê-lo 17 anos depois. Poderia esperar mais 17 anos. A esquerda cristã, que ironiza os conservadores por quererem salvar o mundo com “Jesus salva”, quer salvá-lo com blablabla sociológico. Quando era adolescente eu gostava desse discurso.
45. “Dália negra”, James Ellroy, romance, 419 páginas, Editora Record. Romance policial de pretensão psicológica, com a fixação de vários personagens ao redor de um corpo esquartejado. Psicologia de almanaque de farmácia. Enjoado, porque parece que não acaba nunca.
46. “O fim da memória”, Miroslav Volf, ensaio, 255 páginas, Mundo Cristão. Ensaio de um teólogo cristão sobre a memória, com base no seu sofrimento na Iugoslávia comunista. Cita psicólogos, sociólogos, filósofos, escritores, e, cá e lá, uma passagem bíblica. Para terminar, pulei parágrafos inteiros. Chatíssimo.
47. “Um assassino para o papa”, Tad Szule, romance, 412 páginas, Editora Record. Romance escrito a partir da tentativa do assassinato do papa J. Paulo II. Bem escrito, uma aula sobre a história dos papas e os conflitos da Igreja Católica com os valdenses e muçulmanos. O título engana. Bom entretenimento, e de conteúdo.
48. “Cristo e a cruz”, Alderi Souza de Matos e Hermisten Maia Pereira da Costa, cristologia, 110 páginas, Editora Cultura Cristã. Muito bom. A cristologia me encanta.
49. “Verdade absoluta”, Nancy Pearcey, apologética, 526 páginas, Casa Publicadora das Assembléias de Deus. Tirando a visão luterana sacramental de Nancy em alguns momentos (vista na sua crítica aos evangélicos), isto não é um livro. É um curso de pós-graduação. A crítica ao darwinismo é muito bem pensada: como algo incerto e fradulento se tornou verdade inquestionável.
50. “A arte e a Bíblia”, Francis Schaeffer, vida cristã, 75 páginas, Editora Ultimato. Já o lera em espanhol, mas reli para compensar a frustração com a leitura do livro de Frank Schaeffer (número 28 nesta lista). Como sempre, obra de Schaeffer (pai) é nota 10.
51. “Aliança profana”, David Yallop, romance, 379 páginas, Editora Record. Muito interessante. Ficção sobre bastidores de um televangelista, modelo de virtudes, candidato à Presidência dos EUA. Interessante.
52. “Matador de índio”, Sherman Alexie, romance, 412 páginas. Escrito por um índio, mostrando o choque cultural entre índios e brancos, na atual cultura americana. Deu para ler.
53. “Vinho de amoras”, Joanne Harris, romance, 381 páginas, Editora Record. Um estilo literário completamente diferente. Dá para aprender com ele. O pano de fundo espírita é que empobrece o livro.
54. “Nove marcas de uma igreja saudável”, Mark Dever, teologia da igreja, 307 páginas, Editora Fiel. Um bom livro, e sem apologia do calvinismo.
55. “A vocação espiritual do pastoral”, Eugene Petersen, teologia pastoral, 175 páginas, Editora Mundo Cristão. Um excelente livro, como sói acontecer com os de Petersen. A apresentação de Ricardo Barbosa é muito boa.
56. “Se você finge que ensina, eu finjo que aprendo”, Hamilton Werneck, educação, 87 páginas, Editora Vozes. O exemplar que li é da 13a. edição. Isto mostra que o livro é bom. É duro com a educação brasileira. Pode se incluir a teológica dentro do que ele diz.
57. “Roubo, uma história de amor”, Peter Carey, ficção, 318 p., Editora Record. Este romance ganhou o Booker Price. Devem ser poucas as exigências para este prêmio, porque o livro é ruinzinho…
58. “A fé em tempos pós-modernos – em que crêem os cristãos”, Charles Colson e Harold Fickett, apologética, 327 páginas, Editora Mundo Cristão. Colson é um intelectual conservador e que escreve muito bem. Um bom livro.
59. “A sociedade justa – uma perspectiva humana”, John Kenneth Galbraith, ensaio, 176 p., Editora Campus. Ensaio bem elaborado sobre as estruturas sociais. O capítulo “A síndrome burocrática” ajuda a entender porque tantos obreiros, hoje, querem “seu ministério” e se dão títulos pomposos, desde “bispo” até “patriarca”, em oposição a tudo que Jesus ensinou. A explicação está na página 123.
60. “Resgatando o cristianismo – um clamor à fé autêntica”, A. W. Tozer, espiritualidade, 178 páginas, Editora Motivar. Mesmo que não concorde com Tozer reconhece que era um homem santo, que amava a Deus e a igreja. Ele conhecia a Deus, e mostrava como viver diante de Deus.
61. “Apascenta o meu rebanho – um apaixonado apelo a favor da pregação”. Vários autores, pregação, 176 páginas, Editora Cultura Cristã. Um livro muito bom, que ressalta a centralidade da pregação, da Bíblia e da espiritualidade na vida do pregador.
62. “Gente como a gente”, Max Lucado, espiritualidade, 267 páginas, Editora PocketOuro. A excessiva contextualização chega ao anacronismo, mas o livro é muito bom. Bom demais! Graças a Deus porque o li!
63. “1822″, Laurentino Gomes, história, 351 páginas. Nova Fronteira Participações. Um livro excelente, imperdível mesmo, para quem deseja conhecer mais sobre o Brasil. Este Gomes é brilhante!
64. “Motivação para o trabalho – uma perspectiva espiritual”, David Karnopp, 40 páginas, edição do autor. Um livrinho, porque pequeno, de singeleza e conteúdo extraordinários. Diz o que deveria ser dito sobre o assunto em nossas igrejas. Muito bom.
65. “A pedra da lua”, Wilkie Collins, romance, 685 páginas, Editora Record. Um tijolo. Um dos mais importantes romances ingleses do século 19. Collins influenciou Charles Dickens, e até escreveram um livro em conjunto, “O abismo”, em 1867. Em alguns momentos parece que Collins foi mestre de Agatha Christie. A Inglatera vitoriana, como relatada por ele, nao à toa decaiu. Com licença do termo pouco clássico, era muito “fresca”. Mas é um livro e tanto!
66. “O desaparecimento de Deus”, Alberto Mohler, apologética, 142 p., Editora Cultura Cristã. Livro muito bom, que não deve ser confundido com “O desaparecimento de Deus”, de Richard Elliott Friedman. Este segue a linha de “Um rumor de anjos”, de Peter Berger. Mohler usa o mesmo título, mas segue na linha dos desvios teológicos e pragmáticos da igreja contemporânea. Os dois “desaparecimentos” são bons.
67. “Jesus”, Charles Perrot, cristologia, 127 p., Editora LPM Pockett. Perrot, teólogo católico francês, segue na linha do busca do Jesus histórico. Mantém a piedade, e é bastante erudito.
68. “Princípios para uma cosmovisão bíblica”, John MacArthur, Jr., teologia, Editora Cultura Cristã, 76 p. Bom livro. Bem claro.
69. “Guia politicamente incorreto da história do Brasil”, Leandro Narloch, história, Editora Leya, 320 p.. Muito interessante. Eu já sabia que a feijoada era prato europeu e nada tem a ver com a senzala, bem como o fato de que a Europa não roubou os filhos da África, mas a África vendeu seus filhos, e que os índios não eram conservacionistas, mas predadores. Foca bem os mitos que nos empurram na escola. Vale a pena ler.
70. “The subversion of christianity”, Jacques Ellul, teologia, Wm. B. Eerdmans Publishing Company, 212 p. Apanhei muito para ler porque além do inglês, é uma tradução do francês e do pensamento de Ellul, teólogo protestante de grande erudição. Mas a idéia da perversão do cristianismo em cristandade, que subjaz o teor do livro e é bem desenvolvida, e enriquece muito a nossa compreensão do que vivemos hoje como evangelho.
71. “A verdade sobre o cristianismo”, Dinesh D’Souza, apologética, Editora Thomas Nelson, 367 páginas. Bom, mas cansativo. Ou, cansativo, mas bom. Talvez eu que estivesse cansado. Mas acrescentou.
72. “O dia da tempestade”, Rosamunde Pilcher, romance, Edições Saraiva, 210 páginas. Uma água com açúcar. Foi bom descanso. Li no voo de Manaus a Belém.
73. “O carrossel”, Rosamunde Pilcher, romance, Edições Saraiva, 168 páginas. Mais descanso. Li na espera no aeroporto em Belém, e voo até Macapá.
74. “Teologia para amadores”, Allister McGrath, teologia, Mundo Cristão, 68 páginas. O título diz tudo. Mas que ninguém se engane. “O intelectual de Oxford” sempre acrescenta à vida de quem o lê.
75. “Onde você passará a eternidade?”, Francimar Soares Pontes, espiritualidade, 155 páginas, edição do autor. São quinze sermões no texto do rico e Lázaro. E muito bem construídos. Meu ex-aluno na Faculdade do Amazonas, Francimar pastoreia uma igreja que iniciou do zero. Deu-me o livro quando falei em seu programa de rádio, em Manaus, em novembro. O Pr. Francimar tem futuro. Anotem seu nome!
76. “Por que ser ainda ser cristão hoje?”, Hans Küng, apologética, 105 páginas, Editora Verus (Campinas). Lera-o em 2005, mas reli agora, ao pesquisar para escrever sobre um assunto. No tocante à saúde espiritual da igreja e ao estado moral do mundo tenho muitos pontos de vista coincidentes com este teólogo católico. Vale a pena ler!
77. “Oriente Médio”, Leandro Karnal, história, 71 páginas, Editora Scipione.
78. “A figueira murcha”, Charles Spurgeon, espiritualidade, 32 páginas, Editora Fiel. Muito bom.
79. O que é um cristão? O que a Bíblia diz”, Wayne Mack, 24 páginas.
Minhas Leituras em 2009
1. “Vacas sagradas dão os melhores hambúrgueres”, Kriegel e Brandt, administração, 361 p. Avaliação: bem interessante.
2. “Um ateu garante: Deus existe”, Flew, filosofia, 191 p. Avaliação: bom para muito bom, embora um pouco difícil.
3. “Mensagens memoráveis”, Éber Vasconcelos, 159, sermões. Avaliação: bom. Ele foi o “Príncipe do púlpito batista brasileiro”.
4. “O homem e o dinheiro”, Jacques Ellul, ensaio ético. Avaliação: bom. É do erudito teólogo francês.
5. “A misteriosa chama da rainha Loana”, Umberto Eco, ficção. Avaliação: bom.
6. “O lado oculto da globalização”, Sine, ensaio sobre globalização e cristianismo. Avaliação: regular para bom.
7. “O pai-nosso”, J. Jeremias, crítica textual e teologia, 58 p. Avaliação: bom.
8. “A mensagem central do Novo Testamento”, J. Jeremias, teologia, 123 p. Avaliação: muito bom.
9. “O país dos PeTralhas”, Azevedo, ensaios políticos, 337 p. Avaliação: bom.
10. “Mais Jesus, menos religião”, Felton e Artenburn, devocional, 223 p. Avaliação: muito bom.
11. “Nietzsche, o profeta do nazismo: o culto do super-homem”. Taha, filosofia, 165 p. Avaliação: mediano.
12. “A epopéia de Gilgamesh”, autor desconhecido, arqueologia (?), 182 p. Excelente para estudiosos do mundo pré-bíblico.
13. “Em defesa da fé”, Strobel, apologética, 364 p. Avaliação: muito bom.
14. “Mal, o lado sombrio da realidade”, Sanford, teologia e metafísica, 195 p. Avaliação: muito bom, embora destoe da ortodoxia, em alguns pontos.
15. “O mal – um desafio à filosofia e à teologia”, Ricouer, metafísica, 53 p. Avaliação: fraco.
16. “Vita brevis – a carta de Floria Amélia para Aurélio Agostinho”, Gaarder, ensaio filosófico, 225 p. Crítica ao dualismo agostiniano sobre o material e o espiritual. Avaliação: excepcional.
17. “Pense biblicamente”, MacArthur (ed.), apologética, 541 p. Excelente para ajudar a formar uma cosmovisão bíblica. Avaliação: muito bom.
18. “Verdadeira espiritualidade”, Schaeffer, espiritualidade, 222 p. Avaliação: bom. Leia tudo de Francis Schaeffer, até lista de compras em supermercado.
19. “Terra caída”, Potyguara, Potyguara, ficção, 291 p. Um romance sobre o Acre. Avaliação: muito bom.
20. “Como viveremos?”, Schaeffer, apologética, 222 p. Avaliação: excelente! Indispensável como leitura aos cristãos pensantes.
21. “O bem e o problema do mal”, Stella, (?), 31 p. Avaliação: fraco.
22. “Deus quer o sofrimento?”, Zuchetto, espiritualidade, 63 p. Avaliação: bom.
23. “Paixão pela verdade – a coerência intelectual do evangelicalismo”, McGrath, teologia, 239. Um “livraço”, uma abalizada contestação ao liberalismo teológico e afirmação da ortodoxia. Avaliação: excelente.
24. “Jesus – o maior filósofo que já existiu”, Kreeft, filosofia, 150 p. Avaliação: bom, com alguns senões.
25. “O Jesus que eu nunca conheci”, Yancey, cristologia, 327 p. Avaliação: excelente.
26. “Death in the city”, Schaeffer, apologética, 108 p. Avaliação: excelente.
27. “Proibida a entrada de pessoas perfeitas”, Burke, teologia pastoral, 415 p. Avaliação: excelente.
28. “Em busca do alvo”, Neemias Lima, crônicas, 73 p. Avaliação: bom. Um livro espiritual de um homem espiritual.
29. “A essência da igreja”, Horrel, teologia da igreja, 165 p. Avaliação: excelente. Eu gostaria de tê-lo escrito!
30. “Ortodoxia”, Chesterton, apologética, 264 p. Avaliação: excelente!
31. “O jornalista, o escritor e o aviador”, Falcão, ficção, 366 p. Romance sobre Santos Dumont e Júlio Verne. Avaliação: excelente.
32. “A maldição do Cristo genérico”, Petersen, cristologia ou espiritualidade, 398 p. Avaliação: excelente.
33. “As novas passagens masculinas – descobrindo o mapa da vida dos homens atuais”, Sheey, psicologia, 298 p. Avaliação: muito bom.
34. “Como desenvolver uma vida poderosa de oração”, Frizzel, devocional, 143 p. avaliação: bom.
35. “Paris no século XX”, Júlio Verne, ficção, 223 p. Avaliação: razoável para bom.
36. “Histórias do centro velho”, Pinheiro, contos, 161 p. Contos que se passam na velha Sampa. Que saudades da querida S. Paulo, minha maior paixão geográfica! Avaliação: muito bom.
37. “Crônicas que edificam”, Fernando Veiga, crônicas, 156 p. Avaliação: bom, agradável mesmo!
38. “Cristo por Paulo”, Thomas Manson, cristologia, 125 p. Excelente! Aprendi muito. Deu vontade de aplaudir.
39. “O médico e o monstro”, Robert Stevenson, ficção, 125 p. Muito bom. Um romance com Rm 7.19-24 como fundo. Faltou Rm 7.25.
40. “Jesus, a verdadeira história”, Duquesne, cristologia, 309 p. O título é pretensioso, porque a verdadeira história está nos evangelhos. Mas o livro é bom. Acrescenta.
41. “Homens de verdade têm sentimentos”, Oliver, psicologia, 255 p. Um bom livro. Vale a pena lê-lo.
42. “Perspectivas paulinas”, Kaesemann, teologia, 185 p. Cansativo, mas erudito. Necessitei lê-lo, pois estou preparando estudos sobre a teologia paulina.
43. “Encontrar sentido na vida: propostas filosóficas”, Blank, 96 p. Muito bom até os dois últimos capítulos quando tenta ressuscitar a falecida teologia da libertação, e pior, mostrando-a como o sentido da vida. É um tal de “projeto visionário” de Jesus que cansa.
44. “A mensagem de S. Paulo para o homem de hoje”, C. H. Dodd, 183 p. Não gostei. Confuso. Pareceu-me que tenta reescrever Paulo, como Blank tentou reescrever Jesus.
45. “Paulo, sua vida e sua presença ontem, hoje e sempre”, Rega (ed.),410 p. Tenho dois capítulos neste livro. Reli-os bem como aos demais, num estudo que faço sobre Paulo. Os outros autores foram bem.
46. “Apologética cristã no século XXI”, McGrath, apologética, 364 p. O “intelectual de Oxford”mostra que é digno do título. Excelente livro. Atraente até o fim.
47. “Baudolino”, Umberto Eco, ficção, 600 p. Eco recria o mundo da igreja medieval , com este romance que se passa no ano 1204. Erudito e divertido. Bom livro.
48. “Por que você não quer mais ir à igreja?”, de Jacobsen e Coleman, 205 p. Ficção até agradável e para pensar, mas a tradução prejudica muito. Pastores não rezam nem celebram missas. O mundo não evangélico insiste em ignorar a rica e complexa cultura evangélica. E se expõe ao desgaste.
48. “A mensagem de Romanos 5-8”, Stott, 105 páginas. Estudo bíblico, na linha de Stott. Erudito e piedoso.
50. “House e a filosofia – todo mundo mente” – Coordenação de William Irwin. Um livro chato, em que um monte de gente tenta fazer do seriado House um tesouro de filosofia, e mais ainda, da filosofia oriental. Como se forçam situações! Comparar House com Sócrates, mestres Zen e mestres Dao é dose!
51. “Ânimo – o antídoto contra o tédio e a mediocridade” – Eugene Petersen, teologia devocional, 181 páginas. Um excelente estudo sobre a vida de Jeremias. Grande livro!
52. “Escrito nas estrelas” – Sidney Sheldon, ficção, 414 páginas. Bom entretenimento para tempo ocioso.
53. “Sem medo de viver” – Max Lucado, teologia devocional, 215 páginas. No estilo de Lucado, fácil de ler e piedoso.
54. “Alter ego” – Kathy Lette, ficção, 397 páginas. Se a autora queria provar que uma mulher pode dizer mais palavrões que um homem, conseguiu.
55. “Acorda, Alice! Mãe, o que você está fazendo com o seu filho?”, Regina Pundek, psicologia infantil, 155 páginas. Um bom livro. Os casais com filhos pequenos ou que os planejam devem ler este livro.
56. “O vendedor de sonhos”, Augusto Cury, autoajuda em ficção estilo pastelão, 295 p. Bom entretenimento.
57. “Viktor Frankl: a antropologia como terapia”, Ricardo Peter, psicoterapia, 120 p. Análise da principais idéias da logoterapia, escola psicanalítica fundada Por Frankl. Muito bom, se lido depois de “Em busca de sentido”, do próprio Frankl.
58. “Picos e vales”, Johnson, autoajuda, 126 páginas. É, eu li este livro.
59. “1989 – o ano que mudou a história. A verdadeira história da queda do muro de Berlim”. Meyer, história, 247 páginas. A esquerda autoiludida que gosta de pensar que a crise econômica de 2008 sepultou o capitalismo deve ler este livro, e parar de fazer de conta que o comunismo não morreu em 1989. Muito bom!
60. “Angústia”, Graciliano Ramos, ficção, 345 páginas. Já lera dele “S. Bernardo” e “Vidas Secas”, muito bons. Mas este é chatíssimo! Crise existencial é coisa para adolescentes etários e emocionais!
61. “Maravilhosa Bíblia”, Eugene Petersen, espiritualidade, 191 páginas. Petersen fala da única maneira proveitosa de ler a Bíblia: para si, para aprender e ser corrigido. Mais uma vez ele me ensinou, embora eu sempre dissesse isso.
62. “Cuidado com as tentações no ministério”, Jopencil Silva, ministério pastoral, 109 páginas. Um bom livro, com boas recomendações de um pastor sério. Vale a pena ler.
63. “O pastor de que Deus precisa para o mundo atual”, Jopencil Silva, ministério pastoral, 83 páginas. Mais um livro valioso do colega Jopencil. Excelente!
64. “Semelhante a Jesus”, Aloizio Penido, devocional, 93 páginas. Livro escrito por um homem de Deus. Destaque para o capítulo “Estamos em tempo de guerra”. Deus o use mais, Aloizio.
65. “Recordar para refletir”, Jonair Monteiro da Silva, crônicas pastorais. Jonair completou 50 anos de ministério. Não é para qualquer um. Crônicas leves (não banais), agradáveis e enriquecedoras. Deus o conserve, Jonair.
66. “Um assassinato, um mistério e um casamento”, Mark Twain, ficção, 104 páginas. Estava inédito e foi publicado 125 anos após a autoria. Bem inferior a “As aventuras de Huckleberry Finn” e “As aventuras de Tom Sawyer”. Twain mostra sua francofobia e ressentimento contra Júlio Verne.
67. “O fantasma”, Robert Harris, ficção, 319 p. A história de um “ghost-writer”, mostrando os bastidores do mundo político. Bom entretenimento. Deu para ler de Brasília a Macapá.
68. “O caminhos da Jesus e os atalhos da igreja”, Eugene Petersen, cristologia, 313 p. Excelente. O final dá vontade de aplaudir.
69. “Os caminhos de Jesus Cristo – cristologia em dimensões messiânicas”, Jurgen Molttmann, cristologia, 497 p. Um teólogo alemão prolixo, que usa cem palavras onde poderia usar dez, com muitas notas de rodapé para citações óbvias que são autênticas platitudes. Cansativo e pouquíssimo acrescentador. Chega a ser chato.
70. “Abril vermelho”, ficção, Santiago Roncagliolo, 290 p. Um escritor peruano! Uma construção literária muito bem feita e boa descrição da cultura peruana. Bom entretenimento. Deu para ler de Brasília a Belém.
71. “Jesus e Paulo – vidas paralelas”, teologia, Murphy-O’Connor, 152 p. Diz ele sobre a morte de Jesus: “Jesus estava no lugar errado na hora errada” e “Jesus teve sorte de ter perdido muito sangue na flagelação, pois suportou apenas três horas na cruz…”. Em que este teólogo católico crê? Pelo menos ocupou-me na viagem de Belém a Altamira.
72. “Pacto e Comunhão”, documento batista, 95 p. Organizado por Sócrates Oliveira de Souza. Li-o como preparo para falar em um congresso doutrinário. Bem elaborado e coerente.
73. “A coroa, a cruz e a espada – lei, ordem e corrupção no Brasil Colônia”, história do Brasil, Eduardo Bueno, 276 p. Muito bom! Muito bem escrito! Irei atrás dos outros volumes da coleção.
74. “Paradigmas – uma nova perspectiva para ler nossas verdades”, Hildomar Oliveira, vida cristã, 152 p. Bom livro. Erros de impressão não chegam a prejudicá-lo. Bem pensado e desafiador.
75. “Confissões de um pastor – Por que decidi tirar a máscara da perfeição”, Craig Groeschel, vida crista, 190 p. Um pastor abre o coração, fala de suas falhas, fraquezas e limitações. Numa época em que tanta gente critica os pastores ele fala francamente dos bodes que estão nas igrejas, disfarcados de ovelhas, e são peritos em esfolar pastor. Vale a pena ser lido!
76. “Abril vermelho”, ficção, Santiago Roncagliolo, 290 p. Um escritor peruano! Uma construção literária muito bem feita e boa descrição da cultura peruana. Bom entretenimento. Deu para ler de Brasília a Belém.
77. “Zero absoluto”, ficção, Chuck Logan, 494 paginas. Bom entretenimento. Mas não precisava ser tão extenso!
78. “O ritual da sombra”, Giacometti e Ravenne, 395 paginas. Historia confusa envolvendo a maçonaria que apoiou os judeus e os Aliados, contra a Thule, organização religiosa pagã demoniaca, que inspirou Hitler. Muita imaginação!
79. “Religião vida mansa”, James Innel Packer, 192 paginas. Analise do evangelho que mostra um Deus as nossas ordens, pronto para satisfazer nossos caprichos. Cansativo e um pouco chato.
