Livros Lidos

Em 2010

1. “Pare de se sabotar no trabalho”, Mark Goulston, psicologia, 251 páginas. Livro bom. Boas orientações sobre relacionamentos no trabalho e no grupo.

2. “Esperança para os descasados”, Gary Chapman, aconselhamento, 151 páginas. Bom e honesto, sem apelar para a espiritualidade “melosa”.

3. “O que é positivismo”, filosofia, João Ribeiro, 78 páginas. O positivismo é a corrente filosófica que moldou a cultura brasileira no século 19.

4. “New addictions (As novas dependências)”, Cesare Guerrescchi, psicologia, 200 páginas, Paulus. Um estudo bem feito sobre novos vícios como Internet, celular, compras, trabalho e sexo. Vale a pena ler.

5. “Pornificados”, Pamela Paul, pornografia, 272 páginas, Editora Cultrix. Um livro muito bom, analisando como a pornografia afeta as famílias e os relacionamentos sociais, além de degradar o sexo. Muito bom!

6. “Feridos em nome de Deus”, Marília de Camargo César, vida cristã, 155 páginas. Um livro triste, mas que deveria ser lido por todos os líderes cristãos. Como sempre, apontam-se falhas dos pastores.  Fica a imagem de que pastores são desatinados ou mafiosos espirituais. Mas há “ovelhas” muito cruéis, falsas e sagazes,  que machucam pastores,  passam por vítimas e se ocultam sob capa de espiritualidade. Alguém precisa escrever um livro sobre pastores feridos. Mas vale a pena ler.

7. “Espiritualidade subversiva”, Eugene Petersen, espiritualidade, 315 páginas, Editora Mundo Cristão. Bom, embora coletânea de assuntos. Mas com a qualidade Petersen.

8. “Meditatio”, Osmar Ludovico, espiritualidade, 201 páginas, Mundo Cristão. Uma coletânea de assuntos.

9. “Cristianismo criativo? Uma visão sobre o cristianismo e as artes”, Steve Turner, cristianismo, 173 páginas, W4 Editora. Um livraço. Muito bom!

10. “O ciclo da auto-sabotagem”, Stanley Rosner e Patrícia Hermes, psicologia,206 páginas. Editora BestSeller. Numa viagem que fizemos, Meacir leu na ida e eu, na volta, Muito bom. Útil para a própria vida e para aconselhamento pastoral.

11. “Pequenas criaturas”, Rubem Fonseca, contos, Companhia das Letras, 294 páginas. Esperava mais.

12. “E do meio prostituto só amores guardei ao meu charuto”, Rubem Fonseca, romance, Companhia das Letras, 112 páginas. Também esperava mais.

13. “The gospel of the cross”, Samuel Chadwick, cristianismo, Schmul Publishing House, 110 páginas. Estou escrevendo um livro intitulado “O drama do Calvário”. Este livro de Chadwick foi um jorro de inspiração!

14. “100 erros de português da atualidade”, língua portuguesa, Luiz Antonio Sacconi,  Editora Nossa, 144 páginas. É sempre bom melhorar o domínio da última flor do Lácio. Este livro é bom.

15. “Desejo de Deus – diálogo entre psicanálise e fé”, psicologia, Juan Guillermo Droguet, Editora Vozes, 147 páginas.
Na realidade, não é um diálogo. É uma avaliação da fé pela psicanálise, e de Deus por Freud.

16. “Velho muito cedo, sábio muito tarde”, psicologia, Gordon Livingston, Editora Sextante, 139 páginas. Meu caso é pior: estou ficando velho e continuo sem ficar sábio. Mas o livro é bom.

17. “A mulher do mágico”, ficção, James Cain, editora Globo, 293 páginas. Um romance com um final moralista e mórbido.

18. “Ouro de tolo? Discernindo a verdade em época de erro”, teologia prática, John Macarthur. Bom no todo, exceção à crítica aos que fazem apelo evangelístico no culto. Preso aos seus pressupostos (neste caso, bem discutíveis) Macarthur comete o ouro de tolo em dizer que fazer apelo é errado. Os predestinistas não gostam de apelo. Lembro de Spurgeon: “Preguemos e façamos apelo convidando as pessoas para aceitarem a Jesus. Caso se converta alguém que não estava predestinado para se salvar, Deus nos perdoará por isso”. Ora, por que se incomoda com apelo? Se ele for feito corretamente e houver conversões, como impugnar? Eu me converti com um apelo!

19. “Técnicas de comunicação escrita”, redação, Izidoro Blikstein, Editora Ática, 95 páginas. Que preciosidade! Sempre o dei como leitura obrigatória em minhas aulas de Homiletica Escrita. Reli-o para me relembrar e melhorar minha redação.

20. “Vida após os 50″, psicologia, Sam Coombs, Editora Madras, 190 páginas. Livro da Madras sempre deve ser lido com um pé atrás, por causa das infantilidades esotéricas. Mas este tem mais pontos positivos.

21. Reflexus, Revista teológica da Faculdade Unida de Vitória, 127 páginas. O artigo “Um rumor de dragões: os monstros e os seres do mal do Velho Testamento”, de Ricardo Quadros Gouvêa, vale a pena!

22. O cristão na cultura de hoje, Charles Colson e Nancy Pearcey, vida cristã, 352 páginas, Casa Publicadora das Assembléias de Deus. Mais um daqueles livros que dá vontade de aplaudir. Enriquece muito a vida de quem o lê.

23. Mandrake, a Bíblia e a bengala. Rubem Fonseca, ficção, 196 páginas, Editora Companhia das Letras. Dois contos: enredo bons, redação ruim., Mas é moda desconstruir o establishment, até o literário.

24. A profecia no Novo Testamento. George Knight III, estudo bíblico, 33 páginas, Editora Os Puritanos.

25. Cristãos rumo ao século XXI. José Comblin, teologia contemporânea, 373 páginas, Editora Paulus. Mais uma tentativa dos teólgos liberais de salvar Jesus, o evangelho, o cristianismo e a igreja. Basta adaptar tudo ao pensar deles.

26. “Você também é liberal. E não há porque se envergonhar disso…”. João Mellão Neto, política,  79 páginas. O liberal do título não é teológico. É político. Artigos lúcidos do lúcido político paulistano.

27. “A mensagem da cruz”. Martyn Lloyd-Jones, sermões. Editora Palavra, 121 páginas. Dou graças a Deus porque pude ler este livro. Um apaixonado pela cruz e pelo Crucificado escrevendo sobre eles enriquece muito a vida do leitor.

28. “Viciados em mediocridade – cristianismo contemporâneo e as artes”, Frank Schaeffer, espiritualidade, 138 p., W4 Editora. Frustrante! Um dos livros mais fracos que li nos últimos tempos. O prefaciador e o autor tecem muitas críticas aos cristãos e à igreja, o que não requer capacidade artística. Nenhuma orientação sobre como avaliar a arte ou cultivar uma mente artística. Nenhuma sugestão sobre como passar a admirar a arte. Só críticas. Se Schaeffer é artista por certo que não é da palavra. O livro é fraquíssimo.

29. “Os traidores”, Harold Robbins e Junius Podrug, ficção, 382 páginas, Editora Record. Entretenimento. Mas aprendi mais um pouco sobre o terror de Stalin e sobre as Honduras Britânicas.

30. “A abolição do homem”, C. S. Lewis, filosofia,  95 páginas, Editora Martins Fontes. Denso e enriquecedor.

31. “Vale Abraão”, Agustina Bessa-Luíz, ficção, 170 páginas. A autora é o Prêmio Camões 2004. O romance é português (que linda a escrita lusa!) e seu estilo é bovaryano (não bolivariano, nada a ver com Chávez, e sim com Flaubert e seu “Madame Bovary”).

32. “Não há gente sem importância”, Francis Schaeffer, teologia, 207 páginas, Editora Cultura Cristã. De Francis Schaeffer se lê até lista de compras de supermercado. A introdução do livro, de Udo Milddelmann, é muito boa.

33. “Um caso arquivado”, Philip Gourevitch, estudo de casos, 140 páginas, Companhia das Letras. Um interessante estudo da mente de um criminoso. Boa leitura.

34. “Paixão de verão”, Mario Dyvo, contos, Qualitymark Editora, 113 páginas. Contos previsíveis e lineares. Foi difícil ler.

35. “No limite do perigo”, Jack Higgins, ficção, 317 páginas, Editora Record. Sinal de cansaço mental: a leitura de três romances em seguida. Mas este foi um bom entretenimento. Empolgante. Ajudou no relax.

36. “Havana”, Martin Cruz Smith, ficção, 410 páginas, Editora Record. Bom romance, embora lento e de final frustrante. Mas conheço os bairros onde o enredo se passa: Habana Vieja, Vedado, Malecón. Lembro das ruas e do casario arruinado de Cuba. Deu saudades de Cuba.

37. “O evangelho na pós-modernidade”, Márcio aguiar da Silva, teologia contemporânea, 90 páginas, Editora Reformata. Bom livro. Simples, sem ser banal.

38. “Conexão Casa Branca”, Jack Higins, ficção, 317 páginas, Editora Record. Mais um romance de mistério. Bom entretenimento e bom exercício mental. E um pouquinho de vadiagem intelectual não faz mal.

39. “Princípios bíblicos do dízimo cristão”, João Falcão Sobrinho, estudo bíblico, 120 páginas, AD Santos Editora.

40. “Pai e filho”, romance, Larry Brown, 347 p., Editora Record. Boa trama, redação fraca. A cada duas páginas alguém acende um cigarro. Só assim consegue pensar. A cada cinco páginas alguém abre uma lata de cerveja. Só assim consegue conversar. Quando ironizaram Freud, pela teoria dos símbolos fálicos, por gostar de charuto, ele disse que “um charuto, às vezes, é apenas um charuto”. Brown precisa explicar se um cigarro é só um cigarro. E como conseguiu um clima de calor seco entre duas tempestades imediatas.

41. “Choque”, romance. Robin Cook, 446 p., Editora Record. Inverossímil, eletrizante, mas não termina. Gênero de fim sem fim.

42. “Os bons samaritanos e outros filhos de Israel”, jornalismo, Moacir Amâncio, 198 p., Editora Musa. Crônicas sobre situações vividas pelo autor entre os samaritanos que ainda restam (são apenas 600, hoje, no mundo) e em Israel. Aprendi bastante.

43. “Os limites da lei”, Scott Turow, romance, 236 páginas, Editora Record. Romance sobre um juiz patético, com crises de meia idade e existencial. Chatinho.

44. “Projeto de ética mundial: uma moral ecumênica em vista da sobrevivência humana”, Hans Küng, teologia contemporânea, 209 páginas, Edições Paulinas. Ganhei-o em 1993, Vim lê-lo 17 anos depois. Poderia esperar mais 17 anos. A esquerda cristã, que ironiza os conservadores por quererem salvar o mundo com “Jesus salva”, quer salvá-lo com blablabla sociológico. Quando era adolescente eu gostava desse discurso.

45. “Dália negra”, James Ellroy, romance, 419 páginas, Editora Record. Romance policial de pretensão psicológica, com a fixação de vários personagens ao redor de um corpo esquartejado. Psicologia de almanaque de farmácia. Enjoado, porque parece que não acaba nunca.

46. “O fim da memória”, Miroslav Volf, ensaio, 255 páginas, Mundo Cristão. Ensaio de um teólogo cristão sobre a memória, com base no seu sofrimento na Iugoslávia comunista. Cita psicólogos, sociólogos, filósofos, escritores, e, cá e lá, uma passagem bíblica. Para terminar, pulei parágrafos inteiros. Chatíssimo.

47. “Um assassino para o papa”, Tad Szule, romance, 412 páginas, Editora Record. Romance escrito a partir da tentativa do assassinato do papa J. Paulo II. Bem escrito, uma aula sobre a história dos papas e os conflitos da Igreja Católica com os valdenses e muçulmanos. O título engana. Bom entretenimento, e de conteúdo.

48. “Cristo e a cruz”, Alderi Souza de Matos e Hermisten Maia Pereira da Costa, cristologia, 110 páginas, Editora Cultura Cristã. Muito bom. A cristologia me encanta.

49. “Verdade absoluta”, Nancy Pearcey, apologética, 526 páginas, Casa Publicadora das Assembléias de Deus. Tirando a visão luterana sacramental de Nancy em alguns momentos (vista na sua crítica aos evangélicos), isto não é um livro. É um curso de pós-graduação. A crítica ao darwinismo é muito bem pensada: como algo incerto e fradulento se tornou verdade inquestionável.

50. “A arte e a Bíblia”, Francis Schaeffer, vida cristã, 75 páginas, Editora Ultimato. Já o lera em espanhol, mas reli para compensar a frustração com a leitura do livro de Frank Schaeffer (número 28 nesta lista). Como sempre, obra de Schaeffer (pai) é nota 10.

Em 2009

1. “Vacas sagradas dão os melhores hambúrgueres”, Kriegel e Brandt, administração, 361 p. Avaliação: bem interessante.

2. “Um ateu garante: Deus existe”, Flew, filosofia, 191 p. Avaliação: bom para muito bom, embora um pouco difícil.

3. “Mensagens memoráveis”, Éber Vasconcelos, 159, sermões. Avaliação: bom. Ele foi o “Príncipe do púlpito batista brasileiro”.

4. “O homem e o dinheiro”, Jacques Ellul, ensaio ético. Avaliação: bom. É do erudito teólogo francês.

5. “A misteriosa chama da rainha Loana”, Umberto Eco, ficção. Avaliação: bom.

6. “O lado oculto da globalização”, Sine, ensaio sobre globalização e cristianismo. Avaliação: regular para bom.

7. “O pai-nosso”, J. Jeremias, crítica textual e teologia, 58 p. Avaliação: bom.

8. “A mensagem central do Novo Testamento”, J. Jeremias, teologia, 123 p. Avaliação: muito bom.

9. “O país dos PeTralhas”, Azevedo, ensaios políticos, 337 p. Avaliação: bom.

10. “Mais Jesus, menos religião”, Felton e Artenburn, devocional, 223 p. Avaliação: muito bom.

11. “Nietzsche, o profeta do nazismo: o culto do super-homem”. Taha, filosofia, 165 p. Avaliação: mediano.

12. “A epopéia de Gilgamesh”, autor desconhecido, arqueologia (?), 182 p. Excelente para estudiosos do mundo pré-bíblico.

13. “Em defesa da fé”, Strobel, apologética, 364 p. Avaliação: muito bom.

14. “Mal, o lado sombrio da realidade”, Sanford, teologia e metafísica, 195 p. Avaliação: muito bom, embora destoe da ortodoxia, em alguns pontos.

15. “O mal – um desafio à filosofia e à teologia”, Ricouer, metafísica, 53 p. Avaliação: fraco.

16. “Vita brevis – a carta de Floria Amélia para Aurélio Agostinho”, Gaarder, ensaio filosófico, 225 p. Crítica ao dualismo agostiniano sobre o material e o espiritual. Avaliação: excepcional.

17. “Pense biblicamente”, MacArthur (ed.), apologética, 541 p. Excelente para ajudar a formar uma cosmovisão bíblica. Avaliação: muito bom.

18. “Verdadeira espiritualidade”, Schaeffer, espiritualidade, 222 p. Avaliação: bom. Leia tudo de Francis Schaeffer, até lista de compras em supermercado.

19. “Terra caída”, Potyguara, Potyguara, ficção, 291 p. Um romance sobre o Acre. Avaliação: muito bom.

20. “Como viveremos?”, Schaeffer, apologética, 222 p. Avaliação: excelente! Indispensável como leitura aos cristãos pensantes.

21. “O bem e o problema do mal”, Stella, (?), 31 p. Avaliação: fraco.

22. “Deus quer o sofrimento?”, Zuchetto, espiritualidade, 63 p. Avaliação: bom.

23. “Paixão pela verdade – a coerência intelectual do evangelicalismo”, McGrath, teologia, 239. Um “livraço”, uma abalizada contestação ao liberalismo teológico e afirmação da ortodoxia. Avaliação: excelente.

24. “Jesus – o maior filósofo que já existiu”, Kreeft, filosofia, 150 p. Avaliação: bom, com alguns senões.

25. “O Jesus que eu nunca conheci”, Yancey, cristologia, 327 p. Avaliação: excelente.

26. “Death in the city”, Schaeffer, apologética, 108 p. Avaliação: excelente.

27. “Proibida a entrada de pessoas perfeitas”, Burke, teologia pastoral, 415 p. Avaliação: excelente.

28. “Em busca do alvo”, Neemias Lima, crônicas, 73 p. Avaliação: bom. Um livro espiritual de um homem espiritual.

29. “A essência da igreja”, Horrel, teologia da igreja, 165 p. Avaliação: excelente. Eu gostaria de tê-lo escrito!

30. “Ortodoxia”, Chesterton, apologética, 264 p. Avaliação: excelente!

31. “O jornalista, o escritor e o aviador”, Falcão, ficção, 366 p. Romance sobre Santos Dumont e Júlio Verne. Avaliação: excelente.

32. “A maldição do Cristo genérico”, Petersen, cristologia ou espiritualidade, 398 p. Avaliação: excelente.

33. “As novas passagens masculinas – descobrindo o mapa da vida dos homens atuais”, Sheey, psicologia, 298 p. Avaliação: muito bom.

34. “Como desenvolver uma vida poderosa de oração”, Frizzel, devocional, 143 p. avaliação: bom.

35. “Paris no século XX”, Júlio Verne, ficção, 223 p. Avaliação: razoável para bom.

36. “Histórias do centro velho”, Pinheiro, contos, 161 p. Contos que se passam na velha Sampa. Que saudades da querida S. Paulo, minha maior paixão geográfica! Avaliação: muito bom.

37. “Crônicas que edificam”, Fernando Veiga, crônicas, 156 p. Avaliação: bom, agradável mesmo!

38. “Cristo por Paulo”, Thomas Manson, cristologia, 125 p. Excelente! Aprendi muito. Deu vontade de aplaudir.

39. “O médico e o monstro”, Robert Stevenson, ficção, 125 p. Muito bom. Um romance com Rm 7.19-24 como fundo. Faltou Rm 7.25.

40. “Jesus, a verdadeira história”, Duquesne, cristologia, 309 p. O título é pretensioso, porque a verdadeira história está nos evangelhos. Mas o livro é bom. Acrescenta.

41. “Homens de verdade têm sentimentos”, Oliver, psicologia, 255 p. Um bom livro. Vale a pena lê-lo.

42. “Perspectivas paulinas”, Kaesemann, teologia, 185 p. Cansativo, mas erudito. Necessitei lê-lo, pois estou preparando estudos sobre a teologia paulina.

43. “Encontrar sentido na vida: propostas filosóficas”, Blank, 96 p. Muito bom até os dois últimos capítulos quando tenta ressuscitar a falecida teologia da libertação, e pior, mostrando-a como o sentido da vida. É um tal de “projeto visionário” de Jesus que cansa.

44. “A mensagem de S. Paulo para o homem de hoje”, C. H. Dodd, 183 p. Não gostei. Confuso. Pareceu-me que tenta reescrever Paulo, como Blank tentou reescrever Jesus.

45. “Paulo, sua vida e sua presença ontem, hoje e sempre”, Rega (ed.),410 p. Tenho dois capítulos neste livro. Reli-os bem como aos demais, num estudo que faço sobre Paulo. Os outros autores foram bem.

46. “Apologética cristã no século XXI”, McGrath, apologética, 364 p. O “intelectual de Oxford”mostra que é digno do título. Excelente livro. Atraente até o fim.

47. “Baudolino”, Umberto Eco, ficção, 600 p. Eco recria o mundo da igreja medieval , com este romance que se passa no ano 1204. Erudito e divertido. Bom livro.

48. “Por que você não quer mais ir à igreja?”, de Jacobsen e Coleman, 205 p. Ficção até agradável e para pensar, mas a tradução prejudica muito. Pastores não rezam nem celebram missas. O mundo não evangélico insiste em ignorar a rica e complexa cultura evangélica. E se expõe ao desgaste.

48. “A mensagem de Romanos 5-8”, Stott, 105 páginas. Estudo bíblico, na linha de Stott. Erudito e piedoso.

50. “House e a filosofia – todo mundo mente” – Coordenação de William Irwin. Um livro chato, em que um monte de gente tenta fazer do seriado House um tesouro de filosofia, e mais ainda, da filosofia oriental. Como se forçam situações! Comparar House com Sócrates, mestres Zen e mestres Dao é dose!

51. “Ânimo – o antídoto contra o tédio e a mediocridade” – Eugene Petersen, teologia devocional, 181 páginas. Um excelente estudo sobre a vida de Jeremias. Grande livro!

52. “Escrito nas estrelas” – Sidney Sheldon, ficção, 414 páginas. Bom entretenimento para tempo ocioso.

53. “Sem medo de viver” – Max Lucado, teologia devocional, 215 páginas. No estilo de Lucado, fácil de ler e piedoso.

54. “Alter ego” – Kathy Lette, ficção, 397 páginas. Se a autora queria provar que uma mulher pode dizer mais palavrões que um homem, conseguiu.

55. “Acorda, Alice! Mãe, o que você está fazendo com o seu filho?”, Regina Pundek, psicologia infantil, 155 páginas. Um bom livro. Os casais com filhos pequenos ou que os planejam devem ler este livro.

56. “O vendedor de sonhos”, Augusto Cury, autoajuda em ficção estilo pastelão, 295 p. Bom entretenimento.

57. “Viktor Frankl: a antropologia como terapia”, Ricardo Peter, psicoterapia, 120 p. Análise da principais idéias da logoterapia, escola psicanalítica fundada Por Frankl. Muito bom, se lido depois de “Em busca de sentido”, do próprio Frankl.

58. “Picos e vales”, Johnson, autoajuda, 126 páginas. É, eu li este livro.

59. “1989 – o ano que mudou a história. A verdadeira história da queda do muro de Berlim”. Meyer, história, 247 páginas. A esquerda autoiludida que gosta de pensar que a crise econômica de 2008 sepultou o capitalismo deve ler este livro, e parar de fazer de conta que o comunismo não morreu em 1989. Muito bom!

60. “Angústia”, Graciliano Ramos, ficção, 345 páginas. Já lera dele “S. Bernardo” e “Vidas Secas”, muito bons. Mas este é chatíssimo! Crise existencial é coisa para adolescentes etários e emocionais!

61. “Maravilhosa Bíblia”, Eugene Petersen, espiritualidade, 191 páginas. Petersen fala da única maneira proveitosa de ler a Bíblia: para si, para aprender e ser corrigido. Mais uma vez ele me ensinou, embora eu sempre dissesse isso.

62. “Cuidado com as tentações no ministério”, Jopencil Silva, ministério pastoral, 109 páginas. Um bom livro, com boas recomendações de um pastor sério. Vale a pena ler.

63. “O pastor de que Deus precisa para o mundo atual”, Jopencil Silva, ministério pastoral, 83 páginas. Mais um livro valioso do colega Jopencil. Excelente!

64. “Semelhante a Jesus”, Aloizio Penido, devocional, 93 páginas. Livro escrito por um homem de Deus. Destaque para o capítulo “Estamos em tempo de guerra”. Deus o use mais, Aloizio.

65. “Recordar para refletir”, Jonair Monteiro da Silva, crônicas pastorais. Jonair completou 50 anos de ministério. Não é para qualquer um. Crônicas leves (não banais), agradáveis e enriquecedoras. Deus o conserve, Jonair.

66. “Um assassinato, um mistério e um casamento”, Mark Twain, ficção, 104 páginas. Estava inédito e foi publicado 125 anos após a autoria. Bem inferior a “As aventuras de Huckleberry Finn” e “As aventuras de Tom Sawyer”. Twain mostra sua francofobia e ressentimento contra Júlio Verne.

67. “O fantasma”, Robert Harris, ficção, 319 p. A história de um “ghost-writer”, mostrando os bastidores do mundo político. Bom entretenimento. Deu para ler de Brasília a Macapá.

68. “O caminhos da Jesus e os atalhos da igreja”, Eugene Petersen, cristologia,  313 p. Excelente. O final dá vontade de aplaudir.

69. “Os caminhos de Jesus Cristo – cristologia em dimensões messiânicas”, Jurgen Molttmann, cristologia, 497 p. Um teólogo alemão prolixo, que usa cem palavras onde poderia usar dez, com muitas notas de rodapé para citações óbvias que são autênticas platitudes. Cansativo e pouquíssimo acrescentador. Chega a ser chato.

70. “Abril vermelho”, ficção, Santiago Roncagliolo, 290 p. Um escritor peruano! Uma construção literária muito bem feita e boa descrição da cultura peruana. Bom entretenimento. Deu para ler de Brasília a Belém.

71. “Jesus e Paulo – vidas paralelas”, teologia, Murphy-O’Connor, 152 p. Diz ele sobre a morte de Jesus: “Jesus estava no lugar errado na hora errada” e “Jesus teve sorte de ter perdido muito sangue na flagelação, pois suportou apenas três horas na cruz…”. Em que este teólogo católico crê? Pelo menos ocupou-me na viagem de Belém a Altamira.

72. “Pacto e Comunhão”, documento batista, 95 p. Organizado por Sócrates Oliveira de Souza. Li-o como preparo para falar em um congresso doutrinário. Bem elaborado e coerente.

73. “A coroa, a cruz e a espada – lei, ordem e corrupção no Brasil Colônia”, história do Brasil, Eduardo Bueno, 276 p. Muito bom! Muito bem escrito! Irei atrás dos outros volumes da coleção.

74. “Paradigmas – uma nova perspectiva para ler nossas verdades”, Hildomar Oliveira, vida cristã, 152 p. Bom livro. Erros de impressão não chegam a prejudicá-lo. Bem pensado e desafiador.

75. “Confissões de um pastor – Por que decidi tirar a máscara da perfeição”, Craig Groeschel, vida crista, 190 p. Um pastor abre o coração, fala de suas falhas, fraquezas e limitações. Numa época em que tanta gente critica os pastores ele fala francamente dos bodes que estão nas igrejas, disfarcados de ovelhas, e são peritos em esfolar pastor. Vale a pena ser lido!

76. “Abril vermelho”, ficção, Santiago Roncagliolo, 290 p. Um escritor peruano! Uma construção literária muito bem feita e boa descrição da cultura peruana. Bom entretenimento. Deu para ler de Brasília a Belém.

77. “Zero absoluto”, ficção, Chuck Logan, 494 paginas. Bom entretenimento. Mas não precisava ser tão extenso!

78. “O ritual da sombra”, Giacometti e Ravenne,  395 paginas. Historia confusa envolvendo a maçonaria que apoiou os judeus e os Aliados, contra a Thule, organização religiosa pagã demoniaca, que inspirou Hitler. Muita imaginação!

79. “Religião vida mansa”, James Innel Packer, 192 paginas. Analise do evangelho que mostra um Deus as nossas ordens, pronto para satisfazer nossos caprichos. Cansativo e um pouco chato.