NO DIA DO PASTOR…

É bom lembrar que ele é alguém vocacionado por Deus para o ministério e, nesta categoria, deve liderar o povo de Deus com humildade e submissão ao Pastor dos pastores – Jesus Cristo.

É bom lembrar que ele não é um super-homem como alguns podem imaginar. O pastor tem fraquezas, se cansa, comete falhas, adoece, precisa de descanso, necessita de carinho e afeto. Isto devemos reconhecer para não exigir demais de um pastor.

É bom lembrar que ele deve ser objeto das orações do povo de Deus, pois o inimigo tudo fará para destruí-lo. E se não conseguir, vai atacar sua família.

É bom lembrar que, às vezes, seu coração está triste e abatido, e não tem ninguém que o console!

É bom lembrar que, às vezes, num mesmo dia, ele realiza o culto fúnebre de uma ovelha querida e depois vai visitar uma criança recém-nascida no hospital. Como ele consegue demonstrar tristeza e alegria ao mesmo tempo? Só mesmo segurando nas mãos de Deus!

É bom lembrar que, é verdade: há ministérios estéreis e púlpitos vazios. Há pastorados que trazem vexame e tristeza ao povo de Deus. Mas, há outros que são frutíferos, prósperos em termos de edificação e conversões, promovendo o crescimento do reino de Deus. Não podemos generalizar!

É bom lembrar que ele precisa ser sustentado condignamente, para que possa cumprir seu árduo ministério sem preocupações de ordem financeira, podendo manter sua família com dignidade. É bíblico: “Digno é o obreiro do seu salário” (1ª Tm 5.18).

Neste dia, é bom lembrar dos pastores “porque velam por vossas almas” (Hb 13.17).

Autor: Pr. Billy Graham Rodrigues
Primeira Igreja Batista em Serra Dourada-ES

junho 11, 2010 · Isaltino · No Comments
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A CARTA AOS GÁLATAS

Um estudo preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

A data da fundação da igreja na Galácia é estimada entre os anos 46 e 47, quando da primeira viagem missionária de Paulo, que é narrada em Atos 13 e 14. O apóstolo adoeceu e teve que se tratar naquela região e aproveitou para evangelizar: “e vós sabeis que por causa de uma enfermidade da carne vos anunciei o evangelho a primeira vez, e aquilo que na minha carne era para vós uma tentação, não o desprezastes nem o repelistes, antes me recebestes como a um anjo de Deus, mesmo como a Cristo Jesus” (Gl 4.13-15). À luz do versículo 15 alguns consideram que foi uma enfermidade nos olhos.  Isto seria confirmado pelo texto de 6.11 que parece indicar que Paulo tinha algum problema de visão (“Vede com que grandes letras vos escrevo com minha própria mão”). Segundo alguns comentaristas, tal problema o acompanhou por toda a vida adulta. Teria sido uma febre ocular contraída nas praias da Panfília, região de malária.

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junho 2, 2010 · Isaltino · No Comments
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UM ESTUDO EM 1TIMÓTEO

Estudo ampliado do esboço preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho para os pastores batistas em Cabo Frio, RJ, agosto de 2004

INTRODUÇÃO

As cartas a Timóteo e a Tito são chamadas de “epístolas pastorais”. Na realidade, todas as cartas de Paulo foram pastorais, porque ele as escreveu como um pastor. Mas estas são assim chamadas porque foram dirigidas a dois pastores: Timóteo e Tito. O sentido da palavra “pastoral” aqui ficou quase como sendo sinônimo de “clerical”, uma carta para pastores. Somos pastores. Servem-nos por isto. Paulo, o grande pastor, missionário, o maior teólogo da igreja, tem algo a nos dizer aqui. Vejamos, aprendamos e tenhamos humildade de internalizar.

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maio 30, 2010 · Isaltino · No Comments
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O PESO DA EXPERIÊNCIA PESSOAL

Isaltino Gomes Coelho Filho

“Respondeu ele: Se é pecador, não sei; uma coisa sei: eu era cego, e agora vejo” – João 9.25

A conversa era tensa. E piorou quando o sinédrio disse: “Dá glória a Deus”, iniciando o diálogo com ex-cego de nascença. Esta frase iniciava o processo por heresia. Normalmente degenerava em condenação. A resposta do inquirido foi desconcertante. Desconhece teologia, mas tem certeza de uma coisa: era cego e agora via. Contra os discursos, exibiu a sua experiência. Mais à frente, o ex-cego fulminou a falação dos teólogos: “Desde o princípio do mundo nunca se ouviu que alguém abrisse os olhos a um cego de nascença. Se este não fosse de Deus, nada poderia fazer” (vv. 32-33).

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maio 28, 2010 · Isaltino · No Comments
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A 2ª CARTA AOS CORÍNTIOS

Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho para núcleos de estudos bíblicos

A data mais recente para esta carta é o ano 57, segundo a maioria dos estudiosos. É a data limite, pois muitos entendem que teria sido escrita antes disto. Paulo passara por Éfeso, pouco depois de escrever a primeira carta aos coríntios, que parece ter sido levada por Tito (2Co 12.17-18).  De lá foi para Trôade, onde esperava encontrar-se com o mesmo Tito, para ser informado do efeito que a sua carta causara na igreja (2Co 2.12-13). Não o encontrando, foi para a Macedônia, onde, por fim, o encontro entre os dois se deu. Foi aí que Paulo ficou sabendo como os coríntios se contristaram com o seu escrito. Aliás, é curioso como as pessoas nem sempre se contristam por andar erradas, mas se entristecem quando são corrigidas. Elas amam o pecado, mas resistem à correção. E, quando corrigidas, ficam tristes. Mas pior é quando as pessoas, ao serem corrigidas, se abespinham, se zangam, e tentam derrubar o obreiro. Muito pastor já perdeu pastorado por mexer em “casas de marimbondo” do pecado de alguém famoso ou de dízimo alto na igreja. Lembro-me da queixa de um pastor que, além de deposto do pastorado, quase foi agredido fisicamente, por não ter aceitado que o filho de um “poderoso” na igreja fosse traficante drogas. O filho do poderoso era membro da igreja e traficante…

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maio 27, 2010 · Isaltino · No Comments
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A 1ª CARTA AOS CORÍNTIOS

Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho para núcleos de estudos bíblicos

Corinto era uma grande metrópole de origem grega. Na realidade, apesar de Atenas ser a capital, era a cidade mais importante da Grécia, por sua localização geográfica. No tempo de Paulo, era uma das maiores cidades do Império Romano, com cerca de 400.000 habitantes, um número considerável, na época (hoje já é bastante!). Ficava a 80 km de Atenas, sendo rota comercial, uma espécie de encruzilhada do mundo da época (por isso que era a mais importante da Grécia). Era a capital da província da Acaia. Paulo implantou o evangelho ali (At 18.1-3), tendo ficado um ano e meio na cidade (At 18.11). Parece que conseguiu muitos frutos em seu trabalho (At 18.9-10).

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maio 27, 2010 · Isaltino · No Comments
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PARABÉNS, SR. NEYMAR

Isaltino Gomes Coelho Filho

Não é o Neymar, jogador do Santos, que estou elogiando. É seu pai. Torço pelo Santos, mas esse negócio de “meninos da Vila” é bobeira. Paulo Henrique tem 20 anos e Neymar, 18. Menino é quem tem dez, onze anos, no máximo quinze. Com 18 e com 20 anos, o sujeito já deve ter tomado senso na vida. Já vota, está ou passou pelo serviço militar.  É tempo de tomar juízo.

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maio 23, 2010 · Isaltino · No Comments
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QUEIMANDO INCENSO AOS DERROTADOS

Isaltino Gomes Coelho Filho

“Quando Amazias veio da matança dos edomeus, trouxe consigo os deuses dos filhos de Seir e os elevou para serem os seus deuses, prostrando-se diante deles e queimando-lhes incenso. Pelo que o Senhor se irou contra Amazias e lhe enviou um profeta, que lhe disse: Por que buscaste os deuses deste povo, os quais não livraram o seu próprio povo da tua mão?” (2Crônicas 25.14)

Quando eu era criança, meus pais tentaram me cooptar para torcer por seu time de futebol. Ele, Flamengo. Ela, Fluminense. Duas vezes, pois nasceu no Estado do Rio. Minha mãe deu a cartada final. Haveria um jogo no Maracanã: Fluminense e Porto, de Portugal. Ela disse ao meu pai: “Isaltino, leva o menino para conhecer o Maracanã. Haverá pouca gente, não haverá riscos”.

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maio 23, 2010 · Isaltino · No Comments
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OS PARDAIS NOVAMENTE

Isaltino Gomes Coelho Filho

Escrevi três artigos sobre os pardais: “Deus cuida dos pardais – mas eu dou comida e água para eles”, “A volta dos pardais” e “Os pardais e a filosofia”. Este é o quarto, mas a lição veio de um colega, o Pr. Sérgio Vaz, presidente da Convenção Goiana, pastor da PIB de Urias Magalhães, em Goiânia. Em conversa comigo e com Meacir ele falou dos pardais que faziam ninho em sua varanda, onde estávamos. Alguém lhe recomendou que tirasse os ninhos, mas ele se recusou e deu as razões, que alisto a seguir.

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maio 23, 2010 · Isaltino · No Comments
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UMA IGREJA VELHA! QUERO UMA IGREJA VELHA!

Isaltino Gomes Coelho Filho

“Intolerâncias” é o título de artigo de Mauro Santayana, no “Jornal do Brasil”, de 12 de outubro. Começa assim: “Um fiel ‘desequilibrado’ da Assembléia de Deus apedrejou a imagem de Nossa Senhora, durante a procissão do Círio de Nazaré, em Belém. O ‘bispo’ da Igreja Universal do Reino de Deus, Sérgio von Helder, esmurrou e chutou a imagem de Nossa Senhora Aparecida, em programa de televisão visto por milhões de pessoas, faz dez anos hoje – e não era desequilibrado”.

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maio 23, 2010 · Isaltino · No Comments
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A BOA E ANTIGA EBD

Pr. Tarcísio Farias Guimarães, PIB de Divinópolis, MG

A história do cristianismo evangélico está claramente marcada pelo empenho em proporcionar ensino bíblico a todos os povos, gerando discípulos de Cristo que conhecem os ensinos do Mestre. Seminários teológicos, editoras, publicações, pregações e distribuição gratuita de Bíblias têm sido alguns meios pelos quais os evangélicos promovem ensino cristão. Destacamos ainda a Escola Bíblica Dominical (EBD), que tem uma história de séculos na promoção do ensino bíblico em todo o mundo.

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maio 20, 2010 · Isaltino · No Comments
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PREPARANDO-SE PARA ACERTAR NO CASAMENTO


Uma palestra preparada e apresentada por Meacir Carolina Frederico Coelho, aos jovens da Igreja Batista em Maracaju – MS

INTRODUÇÃO

“As emoções compartilhadas/expressas são ingredientes essenciais nos relacionamentos saudáveis” (Gary Oliver). Quando se pensa em casamento, a preocupação é preparar-se para um relacionamento saudável. Não basta conhecer alguma coisa a respeito da outra pessoa. É preciso abrir o coração, dividir anseios e desejos profundos. Arriscar expor suas dúvidas, medos e inseguranças. Ou seja, compartilhar emoções. Para que assim aconteça, é preciso permitir que Deus renove mentes (1Co 2.16, Rm 12.2, Fp 2.5), cure emoções (Rm 14.1, Ef 4.26 e 5.1-2) e dirija escolhas (Rm 13.12, Ef 4.22-24, Fp 3.13).

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maio 20, 2010 · Isaltino · No Comments
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O SÉCULO DAS TREVAS

Isaltino Gomes Coelho Filho

Mudar-me-ei para Macapá, Amapá, em julho. Leio diariamente dois jornais da cidade, pela Internet, para me familiarizar com meu futuro domicílio. Um dos jornais é o “Diário do Amapá”. Sua edição de 7.5.10 trouxe um editorial sob o título “Século das trevas”. O jornal comenta o assassinato de um homem de 37 anos, em Mazagão, interior do estado, com requintes de crueldade, por quatro delinqüentes.

O que é rotina nas grandes metrópoles ainda soa como novidade na cidade de Mazagão. O editorialista faz algumas observações que eu, particularmente, venho fazendo há anos. Ele se choca com o fato de que o século 21, que deveria ser o século das luzes, é a “Idade das trevas”. Parece ainda nutrir a visão do Iluminismo racionalista de que o progresso científico, econômico e social traria o novo Éden para a humanidade. É a visão ingênua que diz “Educai as crianças e não será preciso punir os homens”. Como os formadores de opinião são lentos em entender isto! Criaram uma visão mecanicista do homem. Ele é uma máquina que pode ser programada e condicionada e produzir os resultados que se esperam dele. Ele apenas responde a estímulos e a condicionamento social, quer sejam estes de ordem cultural ou econômica. Mas o articulista entende que o homem é corrupto e criminoso, apesar de receber educação.

A certa altura diz o editorial: “Vive-se hoje no Brasil, a mais a absoluta inversão de valores. O homem honesto é visto com desconfiança em muitos gabinetes oficiais. O homem correto, aquele que devolve ao dono aquilo que não é seu quando encontra, por acaso, uma quantia em dinheiro ou objeto de valor é chamado de otário. A mulher virtuosa é discriminada, como se a depravação moral que domina a sociedade fosse o correto e o normal”. Viu bem. Há uma absoluta inversão de valores. Cresce o cinismo e acua-se o que era visto como virtude. A maior parte das leis hoje, para exemplificar isto, é para tirar limites, e não para impô-los. Há uma espécie de “Liberou geral, galera!”, nos meios de comunicação e na cultura em geral. Se alguém discordar de minha posição religiosa, exerce seu direito de opção. Se eu discordar da opção sexual de alguém (eu achava que sexo não fosse opção, que viesse de “fábrica”) serei criminoso. Que radicalismo! Que parcialidade! Há um lento e laborioso processo de desconstrução de valores e da cultura, em geral. Acua-se cada vez a pessoa que tem valores e exalta-se quem os demole.

Caminho com o autor do editorial até um ponto. Dissocio-me da caminhada com ele quando ele diz que a causa de nossos males é a impunidade: “Infelizmente, a maior mazela de quantas se abatem sobre o Brasil de hoje e de sempre é a impunidade”. Creio que sua visão, aqui, foi pouco clara.

A impunidade é uma desgraça, mas não é a causa de nossas mazelas. Ela as amplia, mas nossas mazelas se devem ao pecado humano. A imagem de que o homem é bom, e que seus problemas são deficiências de educação e de bens, escassez de lazer e semelhantes, é um engodo. O século 20, que deveria ser o século das luzes, viu duas guerras mundiais. Viu monstros como Hitler, Stalin, Idi Amin, Bokassa, Mao Tse-Tung, etc. Não vimos o Éden. Vimos Treblinka e Auschwitz. Vimos Hiroshima e Nagasaki. Desde 1789, quando da Revolução Francesa, coroa do Iluminismo, não houve um só dia em que pelo menos duas nações não estivessem em guerra, na face da terra.

Não sou ingênuo e nutro uma péssima imagem do ser humano. E explico: sou um cristão, que crê na Bíblia, e ela menciona, repetidas vezes, que o homem é pecador, é mau, carrega a maldade dentro de si. Billy Graham disse bem: “O homem é exatamente que a Bíblia diz que ele é”. Não é a sociedade que torna o homem mau. Ele torna a sociedade má. Ele é um rei Midas às avessas. Tudo que Midas tocava se tornava em ouro. Tudo que o homem toca se arruína. A Bíblia diz que o homem é pecador e que seu problema é espiritual. Que ele precisa se acertar com Deus. Mas diariamente, quem crê em Deus, é ridicularizado. A fé cristã é mostrada como tolice de quem vive numa Idade das Trevas mental. A humanidade descrê de Deus, zomba de valores religiosos, apregoa que o homem é um macaco aperfeiçoado, apenas matéria, e espera que haja um comportamento digno do homem? Ora, se valemos tanto quanto um macaco, um feixe de capim ou um monte de estrume de boi, se somos apenas matéria, que dignidade há em nós ou no nosso semelhante? Se não há dignidade intrínseca do ser humano, por que esperar bondade dele? Por que praticar bondade? Por que esperar resultados morais se não há valores morais, por absoluta ausência de referenciais? Como bem disse Dostoievski, “Se Deus não existe, tudo é permitido”. Sem um absoluto, tudo é relativo! Isto é acaciano! Destroem-se valores, zomba-se da retidão, reprimem-se os críticos da imoralidade, chamando-os de “fundamentalistas”, e se espera virtude? C, S. Lewis disse bem: “Caçoamos da honra e nos surpreendemos ao encontrar homens desonrados entre nós”.

E o editorial, bem escrito, termina com esta expressão: “E tal qual um novo Cícero, pergunto aos senhores da vida e da morte de todos nós: “Quousque tandem, abutere patiencia nostra…?”, ou seja, até quando – senhores da política – abusarão da nossa paciência?”.

Vou terminar parafraseando-o, também em latim: “Quousque tandem, abutere patientia divinae?”. Até quando os homens continuarão virando as costas para Deus, e acharão que são capazes de se curarem a si mesmos? Tentar resolver o problema do homem com recursos humanos é como tentar se levantar pelos cordões dos sapatos. O homem precisa de Deus. Precisa do evangelho de Jesus. Ele é tão corrupto e tão pecador, que muitos desfiguram o evangelho e o torcem para formar impérios econômicos. Se torcem coisas santas como o evangelho, por certo que com mais facilidade torcem os valores humanos.

O nosso século não é das luzes. É das trevas. E a Bíblia mostra que o pecado são trevas. Mostra, ainda, que Jesus é a luz. É num coração transformado por Jesus que o mundo pode ser melhorado. O resto é ingenuidade. O ingênuo não é o que crê no evangelho. Ingênuo, mesmo, é que não crê, que lhe vira as costas, e tenta mudar o mundo. É preciso muita fé para crer assim. E fé deste tamanho eu não tenho.

maio 9, 2010 · Isaltino · No Comments
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A Mulher por Inteiro

por Meacir Carolina Frederico Coelho

Clique aqui para download do arquivo.

maio 9, 2010 · Isaltino · No Comments
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O ERRO DO POLITICAMENTE CORRETO

Isaltino Gomes Coelho Filho

” disse-lhe Jesus: Nem eu te condeno; vai-te, e não peques mais” – João 8.11

O “politicamente correto” tem pontos positivos, como evitar o desrespeito a pessoas e instituições, mas tem sido usado como cerca contra críticas e discordâncias de comportamentos. Discordar é ser mal visto. Ou, o que parece ser o pior rótulo hoje em dia, “preconceituoso”. Esta parece ser a grande nódoa de qualquer pessoa ou o novo pecado imperdoável: ser preconceituoso. Geralmente se pespega o rótulo a quem não aceita certo tipo de conduta. Quando alguém não concorda com o homossexualismo, logo é taxado de preconceituoso. Mas se alguém não concorda com minha fé, não é preconceituoso. Tem convicções. Isto se parece com a postura daquela moribunda ideologia política que clama por liberdade e, ao chegar ao poder, nega-a aos discordantes. Os não preconceituosos são preconceituosos com seus discordantes.

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maio 7, 2010 · Isaltino · No Comments
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O JUSTO VIVERÁ PELA FÉ

Pr Luciano R. Peterlevitz – Missão Batista Vida Nova, 18/04/2010

Romanos 1.16-17:

Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé. (Almeida Revista e Atualizada).

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abril 26, 2010 · Isaltino · No Comments
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A PRIMEIRA CARTA DE JOÃO

Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho para núcleos de estudo bíblico

INTRODUÇÃO

Quase chegando ao fim da Bíblia, encontramos as três cartas de João. A segunda e a terceira são os menores livros da Bíblia. A primeira é uma dessas jóias semi-ocultas, quase nunca estudadas em nossas igrejas. Mas tem um valor enorme por nos mostrar o cenário teológico da igreja no primeiro século, bem como nos trazer lições preciosas do último discípulo de Jesus a morrer. João foi o discípulo que mais viveu. Tinha consciência de que sua vida estava se acabando e, sendo a última pessoa que viu Jesus vivo, precisava doutrinar bem a igreja. Neste sentido, sua carta, que hoje começamos a estudar é riquíssima.

AUTORIA

As três epístolas atribuídas a João omitem o nome do autor. Mas universalmente tem sido creditada a autoria a João, o apóstolo. Isto foi afirmado desde cedo, na história da Igreja, por homens como Policarpo, Papias, Eusébio, Irineu, Clemente de Alexandria e Tertuliano. Estes homens foram chamados de “pais da Igreja”, porque durante o ministério deles a Igreja se consolidou e firmou sua doutrina. O ensino deles é chamado de “patrística”, derivado de pater, “pai”. Pois bem, a teologia patrística sempre reconheceu o apóstolo João como sendo o autor das três epístolas que levam seu nome. No ano 170 de nossa era, isto já estava aceito pela igreja.

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abril 26, 2010 · Isaltino · No Comments
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SOMBRAS NO CAMINHO

Dra. Kátia Regina Goebel Nichele, psicóloga

Uma análise da situação psicológica-espiritual de Davi, no Salmo 42

Não há no mundo alguém que enfrente as dificuldades de maneira impassível. Por mais experientes e controlados que sejamos, sempre haveremos de esboçar alguma reação diante de situações adversas e inesperadas. É interessante observar como as pessoas reagem quando, de repente, entram num túnel durante uma viagem de trem. Alguns fecham os olhos, outras ficam estáticas, pálidas de medo, as crianças gritam, outros riem, namorados se beijam… Quando estou deprimida, durmo demais, outros perdem o sono, se viram na cama a noite toda ou andam pela casa como fantasmas. Há os que levantam à noite pra comer…

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abril 14, 2010 · Isaltino · No Comments
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UMA BREVE INTRODUÇÃO À BÍBLIA

Uma abordagem histórica-devocional, feita pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho, para grupos de estudo bíblico.

INTRODUÇÃO

A Bíblia contém 66 livros (39 no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento), escritos por cerca de 40 autores (31 do AT e 9 do NT).  Ela foi escrita durante um período de mais ou menos 1.500 anos (1.400 a.C. a 100 d.C.), mas tem um único tema – a redenção do homem.  O AT compõe três quartos do conteúdo da Bíblia; o NT, um quarto.  Em termos da mensagem do evangelho:

  1. O AT relata: …………………………….  a preparação para o Evangelho
  2. Os quatro evangelhos relatam: …..  a manifestação do Evangelho
  3. Atos relata: …………………………….. a expansão do Evangelho
  4. As epístolas relatam: ………………..  a explicação do Evangelho
  5. O Apocalipse relata: …………………  a consumação do Evangelho.

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abril 14, 2010 · Isaltino · No Comments
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ESTUDO BÍBLICO EM FILIPENSES

Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

INTRODUÇÃO

A cidade de Filipos recebeu este nome em homenagem a Filipe, pai de Alexandre, o Grande. Era uma cidade predominantemente grega e, geograficamente, a primeira cidade da Macedônia, sendo colônia romana, nos tempos do Novo Testamento (Atos 16.12).  Possuía templos a Baal e Astarte (a esposa de Baal, no paganismo oriental), segundo informações históricas. Parece que não havia muitos judeus na cidade, porque não há registro de uma sinagoga. Tanto que Paulo encontrou um grupo de mulheres judias piedosas, em oração, junto a um rio (Atos 16.13).  A igreja em Filipos teve sua origem em um projeto missionário, após uma visão de Paulo de que deveria ir para aquela região: Atos 16.9-12. A conversão de Lídia (Atos 16. 14-15) foi o início do cristianismo na cidade. Ela era uma das mulheres judias piedosas, junto ao rio. Tudo indica que era umas igrejas tranqüilas, que nunca deu grandes problemas ao apóstolo. Até pelo contrário, podemos presumir, lendo a carta, que era uma das melhores igrejas da época. A carta parece ter sido escrita quando da primeira prisão de Paulo, em Roma, entre os anos 59 a 61 (Atos 28.30-31). Ele foi solto e parece ter voltado à igreja (Filipenses 1.25). Sua segunda prisão, quatro anos depois, é que foi a fatal, culminando em seu martírio.

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abril 13, 2010 · Isaltino · No Comments
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O Jacó e o Israel – Breve análise das visões de Amós

Prof. Luciano R. Peterlevitz

O profeta Amós é reconhecidamente um profeta visionário. Ele é assim denominado até por seus oponentes (7.12). De fato, as “palavras” de Amós expressam aquilo que o profeta “viu a respeito de Israel” (1.1). Mas são as cinco visões narradas no livro que permitiram o profeta ser denominado de ‘vidente’. Tais visões compõem a terceira e última parte do livro de Amós, a saber, os capítulos 7 – 9, já que as duas outras partes são formadas por Am 1-2 (ciclo dos povos) e Am 3 – 6 (conjunto de ditos a respeito de Israel).

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abril 13, 2010 · Isaltino · No Comments
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O LIVRO DOS SALMOS

MATÉRIA PREPARADA PARA A FACULDADE TEOLÓGICA BATISTA DE CAMPINAS

Prof. Isaltino Gomes Coelho Filho

(É proibido o seu uso em salas de ensino, sem a autorização do autor. Por favor, respeite os direitos autorais).

O livro de Salmos está colocado bem no coração da nossa Bíblia. O Salmo 117 é o capítulo central e 118.8 é o versículo central.  Das 283 citações diretas do AT (há ainda mais 79 alusões) encontradas no NT, 116 ou 40% são dos Salmos.  Elas foram tiradas de 97 dos 150 Salmos (65%) e encontram-se em 23 dos 27 livros do NT.

O grande valor dos Salmos está no seu conteúdo, pois eles têm sido uma das maiores fontes de inspiração para a oração e adoração a Deus.  Eles percorrem todas as escalas da experiência do homem com Deus, desde a mais profunda depressão (Sl 42.5,6,9-11) até a mais exaltada êxtase de louvor (Sl 145.1-5).  Enquanto os livros históricos mostram Deus falando acerca do homem, e os livros proféticos mostram Deus falando ao homem, os Salmos mostram o homem falando a Deus, abrindo seu coração e louvando-o em todas as circunstâncias por causa da sua fidelidade e misericórdia.  Aqui temos poesia, teologia, hinologia, etc.

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abril 7, 2010 · Isaltino · No Comments
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Pedir ou Determinar?

Pr. Celmir Guilherme

“E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho” Jo 14:13

Em seu livro “Exija seus direitos” RR Soares, líder da Igreja Internacional da Graça ensina que o crente não deve pedir a bênção, mas determiná-la ou exigir como um direito. A suposta base bíblica para essa sua doutrina nefasta é Jo 14:13, muito embora ele a credite a Kenneth Hagin. Ambos afirmam que “a palavra pedirdes foi mal traduzida” e que aiteo “deveria ter sido traduzido por exigirdes ou determinardes” (p. 42). Segundo ele “continuar orando, pedindo, suplicando por algo que já é seu é declarar que a Palavra do Senhor pode não ser a verdade” (p. 45). Chega ao extremo de dizer que ser paciente e suportar a provação é dar lugar ao Diabo (p. 78).

No livro ele afirma que não é versado em grego. Mas acreditou piamente no que Hagin lhe disse. Depois disse que conferiu no dicionário de Strong e que de fato a palavra aitéo também pode significar exigir, determinar. A propósito, ele define determinar como “a nossa ação com base na Palavra de Deus, o que nada mais é do que tomar posse da bênção e exigir os nossos direitos” (p. 27).

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abril 4, 2010 · Isaltino · No Comments
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EUDEMONISMO FAZ BEM, MAS NÃO PRECISA EXAGERAR!

Isaltino Gomes Coelho Filho

Eudemonismo não tem a ver com demônio. É um neologismo que vi, pela primeira vez, em uma obra de Packer, intitulada “Religião vida mansa”. Vem do grego eudaimon, termo para “feliz”. Um dicionário da língua inglesa define eudemonismo como “o sistema de filosofia que faz da felicidade humana seu objetivo mais alto”.

Packer faz este comentário, após definir eudemonismo: “O eudemonismo diz que, já que a felicidade é o valor supremo, podemos confiantemente olhar para Deus aqui e agora para nos proteger de coisas desagradáveis em cada circunstância, ou então, se as coisas desagradáveis aparecerem, livrar-nos delas imediatamente, pois nunca é da vontade dele que tenhamos que conviver com elas”.

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abril 4, 2010 · Isaltino · No Comments
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O ENCANTO DA TERCEIRA IDADE

Preparado por Meacir Carolina Frederico Coelho para a IB Nova Vida – Valparaíso – GO

02/04/2010

INTRODUÇÃO

Quando Carlos se aposentou, ficou muito feliz. Levantou tarde, tomou uma segunda xícara de café, leu os jornais da manhã e disse à esposa “Isso é que é vida!”. Logo depois pensou como seria problemático preencher suas tardes. Resolveu fazer o cruzeiro que ganhara de prêmio da firma e levou a esposa. Na volta, foi visitar os colegas de trabalho no escritório. Foi uma festa. Muito elogiado, resolveu voltar na semana seguinte para nova visita e viu um jovem de 25 anos ocupando a mesa de trabalho que fora sua. “Ele está operando um computador”, reparou Carlos, que nunca chegou a usar um desses aparelhos. Reconheceu ali, que era tempo de ir embora e se lançar em uma vida nova. Ficou com um pouco de medo, mas viu também a oportunidade de um futuro maravilhoso.

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março 31, 2010 · Isaltino · No Comments
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UM QUE FAZ FALTA E OUTRO QUE NÃO

Isaltino Gomes Coelho Filho

Estou lendo a Bíblia na versão Almeida Século 21. Hoje li o livro de Lamentações. Antes de lê-lo, li o comentário introdutório. É bom fazer isso. É como ler o prefacio e o índice de um livro. Ajuda-nos a ver o que leremos.

Duas observações do comentarista me ajudaram muito. Elas tocam em dois aspectos bem sérios. Um que nos faz falta, porque o esquecemos. Outro que não, e espero que desapareça de nossas igrejas.

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março 30, 2010 · Isaltino · No Comments
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PARA QUEM RECLAMA DA JUSTIÇA OU OS EVANGÉLICOS AINDA NÃO APRENDERAM A CIDADANIA

Isaltino Gomes Coelho Filho

Transcrevo a notícia que saiu no “Folha Online”, de 25 de março de 2010, às18h18min, sob título “Justiça de S. Paulo derruba mudanças na lei do Psiu”. Começa com esta afirmação: “O TJ (Tribunal de Justiça de São Paulo) derrubou as mudanças aprovadas pela Câmara Municipal na lei de ruído de São Paulo. A prefeitura havia entrado na terça-feira (23) com ação de inconstitucionalidade da lei e o TJ deu nesta quinta a decisão favorável ao governo”.

A Lei do Psiu é um recurso do cidadão massacrado pelo volume exagerado de decibéis vindos de bares, boates e, principalmente, de igrejas evangélicas. As igrejas são as campeãs em queixas.  A questão é tão significativa que havia até um site intitulado “Deus não é surdo”, contendo denúncias contra igrejas barulhentas. Muitos evangélicos também escreviam para o site, mas geralmente para dizer que sua igreja era diferente. Um adventista chegou a dizer que sua igreja “era a melhor de todas”. Este não tem problemas de auto-imagem, evidentemente. Mas as mensagens dos evangélicos mostram nossa dificuldade de fazer autocrítica, e como nos sentimos desconfortados quando somos confrontados com nossos erros. Geralmente tentamos desqualificar nossos discordantes (aliás, isso parece muito comum em debates em nosso meio) e depois apelamos para nossos direitos. Não gostamos de ser desqualificados nem pensamos nos direitos alheios.

Muitas vezes tenho dito que no passado nosso símbolo distintivo era a Bíblia e o povo, inclusive, nos chamava de “bíblias” pelo nosso apego ao Livro. E que hoje nosso símbolo distintivo é a caixa de som com que atazanamos a vida de nossos vizinhos. Um de meus críticos me perguntou o que eu tenho contra o louvor. Eis o hábito evangélicos de torcer as palavras alheias. Nada comentei de louvor, mas de barulho. São duas coisas diferentes. É irritante ser incomodado dentro de casa por gritaria e músicas das quais não gostamos. As pessoas têm o direito de não ouvir músicas e pregações em suas casas. Como eu me sinto incomodado quando um vizinho meu me faz ouvir o pagode de que ele gosta e que eu, particularmente, abomino.

Voltemos à Psiu. O autor de mudanças que gerou o novo teor da lei (derrubado pelo TJ) foi o vereador Carlos Apolinário, evangélico. Na troca de favores habituais, a Câmara aprovou seu projeto de mudança, que transformava a vítima, o massacrado pelo barulho, numa pessoa sob suspeita e a colocava sob risco, inclusive. Diz o artigo, ainda, agora a respeito do projeto do evangélico: “As mudanças impostas pela Câmara Municipal acabavam com a denúncia anônima de barulho, exigiam que a medição de ruído fosse feita na casa do vizinho do local barulhento e na presença do dono do estabelecimento, aumentava os prazos de adequação e reduzia as multas para quem fosse pego com barulho acima do limite”. As mudanças beneficiavam o infrator e prejudicavam a vítima.

O cidadão tinha que receber em sua casa os técnicos que mediriam o som e ainda o dono do estabelecimento. Como a má educação de som alto não é exclusividade de igrejas, o pacato sujeito que queria apenas dormir após uma da manhã, após um dia de trabalho, precisava receber em sua casa o dono do boteco barulhento. E a clientela de boteco nem sempre é muito gentil nem se preocupa muito com os direitos alheios. A pessoa teria que se expor à ira e até vingança de quem ela acusasse.

É lamentável que tenhamos perdido tantos parâmetros que nos eram valiosos. Como, por exemplo, o respeito pelo direito alheio. Morei em Perdizes, na Cardoso de Almeida, em um sobrado que tinha outro sobrado ao lado. Em baixo do sobrado vizinho havia um bar, que aos sábados ia até a madrugada. No domingo eu chegava na igreja com cara de quem havia passado a noite na gandaia. E era verdade. Só que na gandaia alheia. Isso me indignava. Por que imaginamos que nosso barulho incomoda menos que o dos outros? Perdemos a educação?

Tenho outra pergunta: a função de políticos evangélicos é fazer leis ou mudar leis para nos beneficiar ou é levar os padrões morais evangélicos para a política? Não será por essa compreensão defeituosa do que seja a política e até mesmo do que seja um crente em Jesus Cristo que temos até a famosa oração da propina, correndo pela Internet, no escândalo de Brasília? Políticos evangélicos não devem ser despachantes para facilitar a vida de nossas igrejas e digo, afirmo, sustento e repito: não podemos transgredir as leis; devemos ser bons cidadãos!

E tenho uma questão teológica: de onde saiu a idéia de que gritaria e barulho são  sinais de espiritualidade? Meu bom amigo Pr. Gessy Frutuoso, de Itaperuna, cidade natal de meu pai, me contou de sua surpresa, num dia, às 6 da manhã, ao passar por uma igreja evangélica e ouvir um vozerio enorme em oração. Pensou que havia umas quinhentas pessoas orando (era uma dessas igrejas em que todo mundo ora junto). Olhou da porta. Eram duas pessoas, e cada uma com um microfone, uma em cada lado do salão de cultos, gritando suas orações. Respeito a teologia de cada um, mas isto é non sense. Se não é pelo muito falar que seremos ouvidos, também não é pelo muito gritar que o seremos.

Parabéns ao Tribunal de Justiça de S. Paulo. Lamento que nós, seguidores de Jesus, sejamos mal vistos não pela nossa fé, mas pelo nosso mau testemunho. Lamento que queiramos contornar leis para nos beneficiar. Precisamos de cidadania neste país. E ela se manifesta em questões até pequenas. Uma delas é esta: paremos de incomodar nossos vizinhos. Não precisamos de gritaria nem de barulho infernal em nome de Deus. E lembro que um bom advogado pode ganhar uma causa ruim. Mas uma causa boa pode ser perdida por um mau advogado. Não prejudiquemos o evangelho.

março 26, 2010 · Isaltino · No Comments
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Reflexos de uma teologia EQUIVOCADA

Isaltino Gomes Coelho Filho

Parece-me haver um debate teológico em nossa denominação, enfocado de maneira equivocada e com rótulos pouco acertados. Vejo que alguns dividiram o cenário entre “conservadores obscurantistas fossilizados” contra “intelectuais arejados, sintonizados com novos tempos”. Li, um dia, que sou o líder do fundamentalismo batista, “tendência tolerada pela CBB”. Não sei quem me constituiu líder, e talvez a pessoa que me rotulou não sabe o que é um fundamentalista. Parece que ela se vê como um intelectual sintonizado com os novos tempos. Mas nada é mais fundamentalista que um intelectual sintonizado com os novos tempos. Fora do seu esquema não há salvação. Nem vida inteligente. É o detentor do saber e da erudição teológica, embora mais douto em sociologismo e filosofismo que em teologia.

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março 19, 2010 · Isaltino · No Comments
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DOIS TIPOS DE DISCÍPULOS

Isaltino Gomes Coelho Filho

“Respondeu-lhe Felipe: Duzentos denários de pão não lhes bastam, para que cada um receba um pouco. Ao que lhe disse um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro: Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é isto para tantos?” – João 6.7-9

Filipe e André são discípulos de Jesus com nomes gregos significativos: “amigo dos cavalos” e “homem”. Um voltado para animais e outro para pessoas. Ambos são mais de bastidores que da linha de frente. São mencionados sempre em papéis secundários, e nunca propriamente de comando.

André é uma figura fantástica. Viveu nos bastidores e à sombra do irmão, Pedro, que ele levou a Jesus. Sempre com uma palavra positiva e colaborando para decisões. No episódio em tela, Jesus levanta a questão: onde arranjar comida para tanta gente? Já decidiu o que fará, mas experimenta os discípulos. Se foi um teste, do ponto de vista de Recursos Humanos, Filipe foi reprovado e André foi aprovado.

Quando Jesus traz o problema a Filipe, este o agrava: sete meses de salário de um trabalhador não bastariam. Filipe dramatiza o problema. André aponta numa direção. Não chega a dar uma resposta, mas devolve o problema para o Senhor, após mostrar alguma coisa. E a pista de André é assumida imediatamente por Jesus, que age a partir de sua sugestão. Se fosse se lastrear na palavra de Filipe, Jesus apenas teria o problema com cores mais vívidas.

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março 17, 2010 · Isaltino · No Comments
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Quando Dizes…

março 17, 2010 · Isaltino · No Comments
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