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	<title>Isaltino Gomes Coelho Filho &#187; Marcelo Quirino</title>
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		<title>O que é ser jovem cristão?</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Sep 2011 12:22:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Quirino</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Marcelo Quirino]]></category>

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		<description><![CDATA[Marcelo Quirino Psicólogo Clínico Docente Seminário Teológico Batista de Dq Caxias www.marceloquirino.com             O que é ser jovem? O que não é ser jovem? Ser jovem é ter vida? Ser jovem é ter fantasias e sonhos? Ser jovem é ter força? Não sei. Acho que isso não é ser jovem. Conheço muitos senhores e senhoras [...]]]></description>
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										</div><p align="right"><strong><em><br />
Marcelo Quirino</em></strong></p>
<p align="right"><strong><em>Psicólogo Clínico </em></strong></p>
<p align="right"><strong><em>Docente Seminário Teológico Batista de Dq Caxias</em></strong></p>
<p align="right"><a href="http://www.marceloquirino.com/" target="_blank"><strong><em>www.marceloquirino.com</em></strong></a></p>
<p>            O que é ser jovem? O que não é ser jovem? Ser jovem é ter vida? Ser jovem é ter fantasias e sonhos? Ser jovem é ter força? Não sei. Acho que isso não é ser jovem. Conheço muitos senhores e senhoras de 80 anos que tem vida, força e sonhos. Então o que é ser jovem? Só sei que não sei definir o que é ser jovem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Esse problema me intriga. Queria definir o que é ser jovem. Afinal, então por que inventaram essa palavra ‘jovem’? Será que é só para marcar a etapa da vida que vai dos 13 aos 35 anos? Epa! Peraí! E quem define que ser jovem começa aos 13 e termina aos 35? Tá errado isso!? Tem muitos ‘jovens’ de 22 que mais parecem velhos.</p>
<p><!--:--><span id="more-2079"></span><!--:en--></p>
<p>Não sei definir quando começa a juventude. Por que inventaram a palavra ‘jovem’ sem saber defini-la e ainda por cima estipularam um prazo de quando ela começa e quando termina? Meio doido isso! Inventam uma coisa que não sabe bem o que é direito&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dizem que jovem é a força do mundo. Mas hoje há muitos jovens que são preguiçosos e esperam a vida passar. Não é correto essa característica de força do mundo. Conheci uma senhora que terminou o curso de medicina aos 80 anos de idade. Quem é o jovem da história? E conheci um menino de 20 anos deprimido porque disse não ter mais força para agüentar a vida pesada que tem. Por que ele, o jovem, desistiu da vida e a velhinha não? E também conheci um senhor de 45 anos que mora nessa rua aqui, que anda de cadeira de rodas e pega o ônibus todo dia para vender balas no metrópoles. Quem é o jovem da história?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não sei o que é ser jovem e acho que ninguém sabe o que é ser jovem. Na verdade, quando me faço a pergunta o que é ser jovem, eu não descubro a resposta. Eu descubro apenas que as definições que damos para essa palavra são erradas e injustas. Essa definição de ser a força do mundo, os sonhadores, os revolucionários, os que têm entre 13 e 35 anos, tudo isso é furado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não dá para a gente entender o que é ser jovem com essas ideias. Ah, eu acho que sei como resolver essa questão de definir o que é ser jovem. Creio que a gente poderia sonhar um pouco e imaginar um novo mundo. Só dá para definir bem o que é ser jovem se a gente imaginar um novo mundo cheio de esperança, paz, harmonia e tranqüilidade. Aí a gente bota neles as pessoas que têm entre 13 e 35 anos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Imagino que eles viveriam bem nesse mundo. Não teria problemas, não teria brigas, não teria discussões, não teria contra quem se revolucionar, não teria o que sonhar. Porque sonho é quando a gente imagina algo melhor pra gente e se esse mundo imaginado é perfeito, então a gente não precisa ter sonhos.</p>
<p>Gostei dessa ideia, um mundo perfeito com pessoas entre 13 e 35 anos de idade que se chamam jovens. Ué, por que se chamam assim? Ora, não sei, a gente definiu que os de 13 a 35 anos de idade seriam os jovens não foi? Então foi, tá combinado, combinamos assim.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas peraí. Temos um problema nessa nossa hipótese! Pensa comigo&#8230; Se a gente colocou neste mundo imaginário só pessoas entre 13 e 35 anos de idade e sem ninguém mais de outra idade, não tem porque a gente chamá-las de jovens. São pessoas, humanos!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Claro! Só tem o porquê a gente definir ‘jovem’,‘criança’, ‘adolescente’, ‘adulto’ se a gente colocar todo mundo junto. Epa”olha que descoberta maneira. Só existe a palavra jovem em contraste com a palavra criança, adolescente, adulto e velho. Mas caramba&#8230; É melhor não entrarmos nessa confusão não. Já ta difícil definir ‘jovem’, imagina tentar definir criança, adolescente, adulto e velho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Que legal, o jovem só existe se ao lado dele existir adolescente, adulto, velho e criança, entendeu? Se todo mundo for entre 13 e 35 anos de idade, não precisa chamar de jovem. A gente chama de pessoas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Olha então achamos outra característica: pra ser jovem, deve-se respeitar os diferentes. Os adolescentes, os adultos, os velhos e as crianças. Só é possível ser jovem com tolerância e respeito ao diferente. Eeeeeee pra mim. Consegui ao menos chegar a uma conclusão legal.</p>
<p>Agora sabe qual é o maior problema? É definir o que é ser jovem no mundo de hoje. Nesse mundo que não é perfeito como aquele que a gente imaginou. É um mundo violento, egoísta, interesseiro, briguento, corrupto. Como ser jovem num mundo desses? Não dá.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Epa. Acho que descobri outra coisa. Pra ser jovem num mundo como esses, é só misturar as características daquele mundo imaginário, perfeito, harmônico e com paz nesse mundo aqui, o real. O jovem, pra ser jovem no mundo de hoje, precisa querer criar o mundo imaginário, um mundo melhor, um mundo que não existe, um mundo a ser construído.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Caramba. Que estranho isso! Só é possível ser jovem entre os diferentes e só é possível ser jovem vivendo num mundo e pensando que se está vivendo em outro mundo, um melhor. Creio que ser jovem é encurtar distancias. Éeeeeeeee. Encurtar distâncias, entre os diferentes que nos cercam e entre os mundos em que vivemos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Temos um mundo real, mas criamos um mundo melhor em nossas cabeças para tentar igualar esse mundo real ao mundo imaginário. Isso é ser jovem. Um encurtador de distancias. Encurta distâncias entre pessoas e encurta distancias entre os mundos. Eeeeeeeeee pra mim!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Viu!? Estou conseguindo chegar a algumas conclusões. Mesmo sem a ajuda de vocês que só ficam ai sentados ouvindo meus pensamentos. Mas creio que não é só isso encurtar distâncias entre mundos e pessoas. Falta algo&#8230; Sempre falta&#8230; ué! Deus e Deus onde está? Claro. Precisamos definir o que jo-vem cris-tão. E não somente jovem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas será que é suficiente definirmos juventude apenas como encurtadores? Mas e onde fica Deus nessa história? Creio que ele não fica no céu. É isso mesmo. Ele não está no céu. Mas se ele não está no céu, onde ele está? Ele está dentro do jovem, claro!. Mas de qualquer jovem?</p>
<p>Não. Claro que não. Apenas dentro daqueles que fazem a vontade do Pai, de Deus.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Hummmm. Já que o jovem é o que encurta as coisas, ele é quem deve encurtar distâncias entre Céus e os homens. Não é um barato. É isso! O jovem cristão deve ser aquele que encurta distâncias entre a humanidade e as boas novas. E como se faz isso?</p>
<p>Não é tão fácil. Creio que em primeiro lugar pra ser um encurtador de distâncias entre o divino e o homem, o jovem deve ter o divino morando em si mesmo. Só assim será possível encurtar a distância dos outros que estão longe de Deus.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas que tarefa difícil hein. Encurtar distancias entre Deus e os homens. Isso é ser jovem cristão! Iiii mas o adolescente, o adulto, o velho e criança não fazem isso também? Hahahaha. Eu acho que não dá p definir o que é isso. Deve ser uma invenção das pessoas&#8230;.. É isso! Eureca. A palavra jovem é uma invenção. E como podemos definir o que é fruto da imaginação? Não dá! Não dá para definir o que é ser jovem sem ser preciso e sem fazer exclusão de quem não é jovem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Isso me alivia sabia. Na verdade não sei porque a palavra jovem é uma definição das pessoas. Mas se é uma definição das pessoas, será que Deus se importa com isso? Acho que não. Ele quer que todo mundo seja um encurtador de distâncias entre ele e as pessoas. Isso é o que importa pra ele.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Então se você é adolescente, adulto, velho, criança ou jovem, encurte distâncias. É pra encurtar e não pra acabar com ela, porque se acabar com as distâncias é um perigo e as pessoas serem todas iguais. Encurte a distancia entre os mundos, entre as pessoas e entre a humanidade e Deus.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Se você fizer isso pode se considerar um jovem cristão. Se somos todos irmãos, não há necessidade de definirmos o que é ser jovem, o que é ser criança ou adulto. Basta que sejamos irmãos, que encurtemos as distâncias e os senhores de 80 anos que quiserem ser jovens, aqueles de 11 anos que quiserem ser jovens conosco aqui na JUGUAR, estejam todos à vontade, afinal o único critério é ser um ‘encurtador de distâncias’ mesmo.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O Conflito de Gerações em Família</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jun 2011 02:12:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Quirino</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Marcelo Quirino]]></category>

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										</div><p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>Dr Marcelo Quirino</em></strong></p>
<p><strong><em>Psicólogo Clínico</em></strong></p>
<p><strong><em><a href="http://www.marceloquirino.com/" target="_blank">www.marceloquirino.com</a></em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O embate no lar é um fato corriqueiro. Mas por que é tão difícil harmonizar as vontades de pais e filhos? Por vezes, fugir não é possível, mas antes de saber lidar como conflito, é necessário entendê-lo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O conflito é sempre no mínimo entre duas pessoas e pode ser considerado um sinal. Sinal de quê é a questão. Pode ser reação comportamental a algum problema familiar crônico formado ao longo do tempo. Pode ser devido a uma fase do desenvolvimento humano e pode ser circunstancial devido a momentos específicos de alguma pessoa não relacionados à fase.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Biblicamente, há algumas teorias sobre o intervalo de gerações. Pode ser de 100 anos conforme Gênesis 15. Entre 30 a 40 anos conforme Jó 42. Já Mateus 1 entende geração com referencia a uma pessoa. O intervalo de tempo pode ser questionável. Focaremos o conflito de gerações familiar. O que especifica esse conflito é a autoridade estabelecida entre a geração paterna e a filial.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A psicodinâmica do conflito de gerações</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Conflito é luta por espaço, individualidade, autonomia, liberdade de ser. Conflito pode ser ainda a tentativa fantasiosa de destruir algo ou alguém. Uma pergunta-chave seria: qual aspecto os filhos fantasiosamente gostariam de apagar nos pais e estes nos filhos? Geralmente é o que explica a psicodinâmica dos conflitos de gerações. Essa liberdade de ser confronta-se com um limite estabelecido que precisa ser ultrapassado por quem reage.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entretanto essa tese de limite a ser ultrapassado não explica alguns conflitos de gerações. As formas de linguagem, as preferências, as formas de se expressar, enfim a forma de estar no mundo assume modos diferenciados ao longo dos anos. A distância cultural colabora para que as gerações não se reconheçam em seu novo modo de ser e expressar-se.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pode haver certa intolerância quanto ao novo modo de ser do outro. O que nossos avós diriam das calças coloridas e dos sapatos de cores diferentes de hoje? Ou o que diríamos dos cabelos Black Powers ou das calças boca-de-sino?  Não reconhecemos o modo de expressar-se do outro como legítimo. Isso é intolerância, porque é só um modo de dizer as próprias questões afetivas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Contudo, devemos ter cuidado com o simplismo e não definir o conflito de gerações como questão exclusiva de adolescentes rebeldes. Isso é simplório demais. Comportamento humano é complexo e precisa ser entendido de forma integral dentro do todo sociocultural.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pra ampliar o entendimento, precisamos identificar as motivações individuais dos envolvidos, as tipologias de relações interpessoais existentes entre os componentes da família, assim como o conjunto cultural na qual está inserta a família. Industrialmente falando, essa problemática não é muito observada em alguns países de cultura oriental e primitiva.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os elementos psicológicos que constituem um conflito de gerações são: uma expectativa de comportamento projetada sobre o outro, uma lei expressa ou oculta a ser cumprida, a revolta de quem tem que cumprir a lei e por fim o castigo ou punição. A revolta pode ser comportamental, cognitiva, afetiva, velada, expressa, latente, indireta ou direta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No período da pós-modernidade, o conflito de gerações tomou formas diferenciadas dos conflitos de algumas décadas. Hoje difere em formas de manifestações devido à mudança histórica empreendida neste intervalo. Tais mudanças abrangem a sociedade, a economia, a família e até mesmo o modo de ser igreja.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A geração de hoje não encontra uma sociedade tanto repressora quanto a de algumas décadas atrás. É só ver o quanto é difícil para os pais dizerem não para os filhos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Assim, os conflitos mudaram sua forma de expressividade. São menos grupais e mais individuais, focados em famílias onde o diálogo é ineficaz e o filho precisa aliar identidade a alguma atitude não tolerada pelos pais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O que explica o conflito é sempre alguma questão localizada naquela relação conflitante. Mas podemos citar alguns fatores que podem estar presentes e motivando isso. O que não significa que sejam exatamente esses ou todos esses para todo tipo de relação conflituosa. A lista pode ser extensa, maior do que esta abaixo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitos fatores podem alimentar o conflito, tais como pais inautênticos, incongruentes, violentos, injustos, autoritários, sem habilidade na demonstração afetiva, distantes e que priorizam trabalho ao invés do filho. Pais com conflitos parecidos na família de origem, educação sem limites, filhos sem atividade social positiva, filhos longe da realidade de privação financeira, personalidade do filho que não tolera frustração e limitação, ou vê as frustrações como sinal de invasão e de perda de autonomia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda podemos citar mentalidade social (todos podem porque eu não posso?), filhos adotados por familiares e que tem pais biológicos mais ou menos presentes, pouca habilidade socioemocional dos pais de criação, problemas eventuais na família, pais que não ajudam os filhos a tomarem decisões sozinhos, pais que projetam expectativas nos filhos, intolerância ao diferente, e por incrível que pareça até mesmo inveja por não poder mais ser jovem como era antes, dentre outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Algumas vezes, os progenitores com toda a experiência acumulada precisam poupar os filhos de cometerem os mesmos erros e até mesmo não aceitam os filhos como independentes e adultos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os filhos podem reagir através do comportamento a alguma conflito parental, como a distância afetiva entre os pais e a premente separação conjugal. Filhos podem reagir à infidelidade de um dos pais, se inserir nos conflitos conjugais e reagir para evitar separação, etc.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Logo, percebe-se que o que desenvolve esses conflitos de gerações é algo histórico, crônico e multifatorial e não alguma coisa eventual e localizada exclusivamente no presente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em suma, o que precisamos entender é qual sinal o conflito emite. Sempre defende e pretende dizer algo, mas as palavras falham e assim o comportamento diz. É respondendo a essas perguntas que seremos mais hábeis na arte de lidar e negociar. O conflito pode ser vontade de transgredir a lei, mas isso pode trazer em seu bojo uma mensagem que precisa ser decifrada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Lidando com o Conflito de Gerações em família</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A melhor técnica para lidar com o conflito de gerações é a prevenção pela educação. Uma parte dos conflitos de gerações se explica pela inabilidade dos pais nessa tarefa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitas características podem descrever a educação. A educação precisa ser desde bebês. Pais precisam ter inteligência emocional na educação para não se posicionarem de forma chantagista e injusta evitando o que está em Colossenses 3:21.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Antes, a repressão era a tática exclusiva para educação, na verdade tal tática era ato de criação. Já em novos tempos, o foco da educação deve ser educar para pensar com autonomia, negociar, dialogar, a empatia, o exemplo próprio, educar a decidir, educar para a tolerância, dentre outros devem ser as novas táticas de pais pós-modernos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O mundo se globalizou, está mais diverso e sem uma verdade única a ser imposta. Com a derrubada do conceito de verdade, o liberalismo sexual e o ‘é proibido proibir’, educar virou tarefa difícil. Alia-se a isso uma grande permissividade dos pais devido à falta de tempo. Tal comportamento em longo prazo distancia afetivamente pais e filhos e pode até mesmo estimular o conflito de gerações.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Portanto, um desafio se nos impõe: como educar e possibilitar liberdade ao indivíduo? Educar é amar, comunicar-se, doar-se, entrar no mundo do filho e não se relacionar somente através de correções que ao longo do tempo formam autoestima rebaixada nos filhos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Elogie seu filho. Torne-o próximo e amigo. Converse e brinque com ele. Não deixe a falta de tempo estabelecer uma distância afetiva. Pais não devem nunca relegar a tarefa de educar exclusivamente para as mães.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Há pais que pela criação desenvolvem filhos mimados e sem noção do seu limite com o outro e com o mundo. Pais pensam que filhos mimados são apenas aqueles que possuem bens à disposição. Mas uma família de classe C pode mimar os filhos se não criar na psique deles o senso de autolimitação, que sempre se desenvolve a partir do não.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Educar pelo exemplo é o mais sensato. Pais com comportamentos não congruentes (os que educam pelo ‘faça o que eu digo e não faça o que faço’) são mais autoritários e os filhos reagem ao comportamento que difere da fala dos pais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nos pais autoritários, a psicodinâmica relaciona-se a medo de reconhecer erros e perder autoridade. Assim, perdem a oportunidade de ensinar a justiça, pois não assumem seus erros. Os pais autoritários são ainda inábeis em educar os filhos a decidirem porque decidem tudo e não os ensina a pensar e tal comportamento pode desencadear conflitos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Só precisamos ter cuidado para não colocarmos os adolescentes como o pivô dos conflitos. Adolescente reage a pais e à família. Só se deve entendê-los olhando para o contexto familiar social total no qual estão inseridos. Muitos fatores devem ser levados em consideração.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para amenizar conflitos, pais precisam ter sincronia no modo de educar. Devem reservar tempo de qualidade para relação familiar, oração e conversar sobre o processo educacional e psicológico dos filhos em todas as suas fases. Pais precisam ainda rever o próprio comportamento destoante do que se prega, não terem medo de dizer não e sempre ensinar a dialogar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Pais precisam pensar a própria educação e o que projetam nos filhos a partir dela. Geralmente se tiveram uma infância reprimida, tendem a educar de forma liberal. Se tiveram uma infância de muita escassez, tendem a abastar excessivamente os filhos com o dinheiro. E assim falta o equilíbrio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A empatia e a audição inteligente do mundo dos filhos ajudarão nessa tarefa de entendê-los. É preciso nessa fase criar e estimular a criação de um ambiente de respeito mútuo onde as discordâncias não afetem a pessoa e a imagem de nenhum componente familiar. É preciso ter em mente que é possível negociar, discordar e amar ao mesmo tempo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>No diálogo sobre os conflitos, aprenda a falar de seus sentimentos e não do agressor. Quando o filho ou o pai te atingir, não devolva a ofensa. Ao invés disso, fale de si e do que sentiu no ato da agressão. Geralmente quem sofre ofensa não se comporta como Cristo dando a outra face e recorre à chantagem, ao ódio, ao drama, às retaliações dentre outros realimentando o conflito.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em alguns momentos, o conflito já está instalado. Nessa fase, em algumas famílias, pode ser tarde demais e um profissional deve ser procurado. Mas o que se pode fazer é ceder através de diálogo e negociação. Nessa tática, a habilidade de conversar e de entender as motivações do outro através da empatia devem ser regras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Portanto, faça de tudo para exterminar as forças psicológicas que alimentam os conflitos. Esse papel é dos pais pela sabedoria e oração. Ore por sabedoria e enquanto isso procure ajuda, mas mantenha o sigilo de seu problema familiar.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;-<br />
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		<title>Pastores Pintores de Deus</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Apr 2011 16:41:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Quirino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelo Quirino]]></category>

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		<description><![CDATA[Dr Marcelo Quirino Psicólogo Clínico e Docente do STBDC www.marceloquirino.com &#160; &#160; Talvez o pastor não saiba, mas ele é um pintor. Ele pinta um desenho para a sua congregação e a partir desse desenho a congregação forma uma imagem mental do Deus altíssimo. Mais ainda, há o risco de a congregação somente conhecer Deus [...]]]></description>
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										</div><p><strong>Dr Marcelo Quirino</strong></p>
<div><strong>Psicólogo Clínico e Docente do STBDC<br />
<a href="http://www.marceloquirino.com/" target="_blank">www.marceloquirino.com</a></strong></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Talvez o pastor não saiba, mas ele é um pintor. Ele pinta um desenho para a sua congregação e a partir desse desenho a congregação forma uma imagem mental do Deus altíssimo. Mais ainda, há o risco de a congregação somente conhecer Deus exclusivamente através desses desenhos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É pela postura pastoral no púlpito que há a criação de uma representação social de Deus a partir da própria visão pastoral. Com isso, quer se dizer que o ministro seleciona, ressalta, exclui, distorce, nega ou cria características divinas de acordo com suas características pessoais.</p>
<p><span id="more-1828"></span></p>
<p>Estranho isso? Sim. Por isso nosso desafio em oração deve ser: ‘Senhor, afasta-me de mim mesmo a cada dia e assemelhe-me cada vez mais ao Mestre para que eu possa pregá-lo com fidelidade aos meus irmãos’.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Desenhamos o que aprendemos a desenhar desde pequenos</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A postura pastoral tem muito a ver com a posição teológica, o histórico pessoal do pastor e da sua relação pessoal com Deus. Sua arquitetura ministerial está relacionada a experiências próprias do pastor com Deus, às teorias teológicas, à sua infância e história de vida, aos traumas e à personalidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Todos esses fatores podem representar fontes de distorções perceptivas baseadas em traumas, personalidade, dons, histórico de vida, aprendizagem primitivas, relacionamento com Deus e posição teológica. Eis um desafio pastoral: lapidar-se para assemelhar-se a Cristo. Um desafio de todos, sem exceção.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Deus é o ser infinito e complexo, mas tem seus traços selecionados e sublinhados de acordo com essas características pastorais. Com isso, o Deus das ovelhas corre o risco de ser o Deus desenhado pelo pastor de acordo com suas características, histórias de vida e postura teológica.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Assim, o perfil de líderes forma um perfil ministerial que estabelece um perfil de igreja e de ovelhas de acordo com o histórico pessoal de vida. Para amenizar os efeitos negativos disso, só a vida cheia de oração, disciplina nos estudos das escrituras, autoavaliação ministerial, autocorreção pessoal e ministerial, introspecção com ajuda do Espírito, coragem para ouvir críticas, humildade para não misturar os próprios desejos como sendo desejos divinos, dentre outras posturas pastorais para garantir a fidelidade da mensagem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tudo se agrava se o ministério pastoral passa a imagem que só através dele há relacionamento entre as ovelhas e Deus, haverá conseqüências negativas para a congregação local e para o reino.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As distorções psíquicas provocam as distorções teológicas, mas somente pela humildade e disponibilidade constante para a autoavaliação espiritual com o Espírito que o pastor diminui esse fator constituinte de qualquer personalidade humana.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Contudo, um fator de impedimento é a ideia equivocada de autoridade divina inquestionável diante da congregação. Se houver uma concepção de que autoridade não se equivoca, não se corrige, não se retifica e não volta atrás, pode ser sinal de um distúrbio de personalidade megalomaníaca e narcisista processando de forma equivocada o conceito de autoridade. Tal postura pode imobilizar e não mobilizar o pastor na sua busca pelo crescimento no conhecimento na graça de Cristo. Nesse caso, uma psicopatologia impede a santificação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Querido pastor, cuidado com o que você desenha de Deus. Pois é justamente essa imagem que será absorvida pelas suas ovelhas. Se o pastor não estimula a autonomia doutrinária e o autodidatismo, as ovelhas tendem a ser formadas subjetivamente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Crê-se biblicamente inclusive, que a relação pessoal das ovelhas com Deus e com a bíblia produz mais crescimento e frutos a partir de uma relação direta entre criatura e criador.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A falta de autonomia no conhecimento divino proporciona algumas conseqüências psicológicas e ministeriais negativas para o pastor. Podem-se citar algumas delas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Primeiro cria ovelhas dependentes tanto espirituais quanto ministeriais. São pessoas que não bebem direto da fonte e são poucas hábeis em resolver seus problemas ministeriais e em promover a santificação. São discípulos que constantemente dão problemas aos pastores e que aprendem muito, mas nunca chegam ao conhecimento da verdade e ou à uma estabilidade espiritual.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo, há o risco de os pastores criarem uma relação parasitária com suas ovelhas, o que possibilita mais stress e problemas ministeriais a serem resolvidos. Sem poder de autonomia e proatividade, as ovelhas se perdem e se acham inseguras para resolver qualquer problemática.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em último e o mais importante, o crescimento departamental da igreja fica arrastado. Conseqüentemente a formação de novos discípulos e o crescimento do reino ficam comprometidos. Ovelhas sem autonomia são discípulos que não dão passos com as próprias pernas e que não visualizam oportunidades e se estagnam em suas funções e características pessoais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Nosso desafio é um curso de desenho com o Arquiteto do Mundo</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O desafio está, portanto, em discernir a visão divina dos próprios desejos e intentos para a igreja. Isso se consegue a partir do crivo bíblico neotestamentário, onde Cristo é a chave hermenêutica do Novo testamento e este por sua vez do velho testamento. Ao contrário da postura veterotestamentária de exclusividade de relação profeta-Deus.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Logo, para conferir às ovelhas autonomia no conhecimento de Deus, o pastor precisará de 3 posturas: um estímulo direcionado da autonomia devocional de suas ovelhas. O pastor precisará demonstrar para suas ovelhas a vantagem de praticarem suas devocionais, seus estudos, sua relação com Deus, suas orações e tudo o mais. As ovelhas deverão ser desafiadas a produzir santidade e obras e frutos do espírito.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Segundo o pastor precisará pensar em longo prazo. Desenvolver autonomia nas ovelhas não é tarefa para meses, mas sim para anos. É um investimento estratégico através da EBD, do púlpito, dos aconselhamentos e da escolha correta de líderes discipulados que vão garantir o sucesso nesse empreendimento de conferir autonomia espiritual às ovelhas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por último, o pastor precisará acreditar na vantagem disso, até porque é bíblico. Cristo veio possibilitar aceso direto ao Pai por intermédio dele. Por que então se fazer de profeta e como no velho testamento intermediar a relação espiritual entre as ovelhas e Deus? As ovelhas precisam ser doutrinadas e enviadas diretamente à fonte. Não é só do pastor que se bebe a água da vida. Ele não é poço, mas muitos líderes pecam nesse erro dramático que cria relações parasitárias entre ele e suas ovelhas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Paulo disse sede meus imitadores, assim com eu sou de Deus. Nunca vi essa seguinte vertente de interpretação exegética, mas o sentido mais correto seria não somente imitar o que Paulo faz, mas imitar pra onde ele olha, ou seja, para o Mestre. O que devemos imitar não são as atitudes de Paulo, mas o que ele faz, que é imitar o Mestre.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Portanto, devemos autoavaliar constantemente nossos desenhos Divinos antes de oferecê-los para as ovelhas. Deve-se acima de tudo, estimulá-las a serem desenhistas por elas mesmas a fim de alcançarem um grau cada vez maior de conhecimento e crescimento espiritual. Só assim o reino poderá crescer, e se dividir, cumprindo melhor a função do Ide através de soldados mais bem preparados para o século XXI.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;-<br />
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<p>&nbsp;</p>
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		<title>Pastores da Visão</title>
		<link>http://www.isaltino.com.br/2011/03/pastores-da-visao/</link>
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		<pubDate>Sat, 12 Mar 2011 10:05:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Quirino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelo Quirino]]></category>

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		<description><![CDATA[Marcelo Quirino Psicólogo Clínico www.marceloquirino.com &#160; Um líder de verdade não tem uma visão própria, ao contrário do que muitos pensam. Soa estranho isso e até meio absurdo, mas como diz o ilustre mestre de epistemologia psicológica, Hilton Japiassu, ‘as palavras são exatas para cada área do conhecimento’. &#160; Palavras são plurissêmicas, têm vários sentidos. [...]]]></description>
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										</div><p><em>Marcelo Quirino</em></p>
<p><em>Psicólogo Clínico</em></p>
<p><em><a href="http://www.marceloquirino.com/" target="_blank">www.marceloquirino.com</a></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um líder de verdade não tem uma visão própria, ao contrário do que muitos pensam. Soa estranho isso e até meio absurdo, mas como diz o ilustre mestre de epistemologia psicológica, Hilton Japiassu, ‘as palavras são exatas para cada área do conhecimento’.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Palavras são plurissêmicas, têm vários sentidos. Dependendo de qual campo de conhecimento estejam, possuem este ou aquele sentido. Assim, “<em>líderes de verdade não têm uma visão“ </em>possui um sentido de leitura bem específico. Um sentido psicológico e por incrível que pareça, cristão. É óbvio que aqui nos restringimos à liderança que se pretende cristã.</p>
<p><span id="more-1783"></span></p>
<p>A visão pode ser definida como um alvo, uma forma de caminhar, as companhias e os recursos utilizados para se chegar onde se pretende. Esse alvo pode ser de alcance de um estado grupal ou de objetivos de estado para o grupo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É imprescindível deixar anotado que uma visão não deve ser um pacote pronto formulado nas experiências passadas de um pastor que padroniza modos de direção e de liderança em detrimento das especificidades dos grupos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sustentar uma visão assim é como andar por aí com uma caixinha quadrada para enfiar pessoas redondas, triangulares, retangulares, etc. Acaba-se excluindo ao invés de incluir. A tarefa que era de pastoreio vira de opressão. Sustenta-se autoritarismo em nome de Deus.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Essa opressão pode ser efetuada através do ‘deus me deu essa visão’, mas um modo de liderança que causa mais confusão do que direção. Mais reação do que ação, mais conflitos do que diálogo e mais discussão do que adesão. Destarte, confirma-se que é uma visão padronizada retirada de pensamentos humanos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A visão divina considera o bem da igreja e principalmente é realizada nos formatos bíblicos. Pode até gerar discussão por ser divina, dirão alguns, mas será neotestamentária e não veterotestamentária, onde o líder se põe na posição de sacerdote exclusivo entre o povo e Deus em detrimento do sacerdócio universal.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O sacerdócio universal é muito mais do que um simples acesso ao Pai. O acesso ao Pai traz implicações necessárias. É muito mias do que ter acesso à oração sem interveniência de um terceiro. É um atributo da igreja neotestamentária.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com acesso ao pai, a igreja alcança status de autonomia perante suas escolhas e decisões eclesiásticas. A posição de homem interpondo-se entre Deus e o homem para trazer as visões se esvaiu na passagem do velho para o novo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Líderes que possuem uma visão desconsideram o fator complexidade que possui a liderança e apenas demonstram que não entendem nada desse fenômeno. Se tal visão for rígida e inflexível, são líderes localizados na leva de autoritários e cegos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A cegueira advém justamente por se ter uma visão e se desconsiderar a complexidade que são as pessoas e a igreja neotestamentária. Líderes precisam entender que pessoas são complexas, paradoxais, divergentes e mutáveis. Torna-se mais complexo quando toda essa estabilidade encontra-se reunida num grupo. Contudo não é a complexidade que vai nos permitir sustentar o autoritarismo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Temos que ressaltar que o Espírito não é uma dádiva de líderes, mas de toda igreja. Assim, o Espírito se revela em todos nós possibilitando o Sacerdócio Universal. É justamente essa prerrogativa que confere à igreja uma visão partilhada de seu caminhar e um planejamento conjunto de suas atividades.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Deve-se ressaltar que os princípios desse bem comum estão todos elencados na Bíblia e óbvio que nem passa perto de benção, promessa, conquista, vitória, catarse emocional, etc. O evangelho é negação da carne e elevação do espírito. É uma luta constante entre a santidade e alguns elementos da cultura.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Portanto, qualquer visão deve ser feita a partir da igreja, pela igreja, com a igreja e para o bem da igreja. A igreja é o fim de toda visão dada por Deus. Visão compartilhada, porque a igreja é neotestamentária.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Líder não tem uma visão própria. Ele carreia uma visão embasada na Bíblia e formulada em conjunto com a igreja na qual se encontra. Contudo, o maior desafio está em ser profeta de acordo com I Co 14:3 e ao mesmo tempo um líder democrático.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Motivações Ocultas dos Liderados</title>
		<link>http://www.isaltino.com.br/2011/02/motivacoes-ocultas-dos-liderados/</link>
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		<pubDate>Thu, 17 Feb 2011 13:33:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelo Quirino]]></category>

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		<description><![CDATA[Dr Marcelo Quirino Psicólogo Clínico www.marceloquirino.com &#160; Muitos líderes se perdem entre os conflitos que emergem no seio de suas equipes. Encontram-se perdidos, impacientes e confusos ante a determinados conflitos de liderados que não se explicam, nem se resolvem. &#160; O líder pensa: já estabeleci funções, limitei papéis, admoestei, orei, fiz de tudo para com [...]]]></description>
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										</div><p><strong>Dr Marcelo Quirino</strong></p>
<p><strong>Psicólogo Clínico</strong></p>
<p><strong><a href="http://www.marceloquirino.com/" target="_blank">www.marceloquirino.com</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Muitos líderes se perdem entre os conflitos que emergem no seio de suas equipes. Encontram-se perdidos, impacientes e confusos ante a determinados conflitos de liderados que não se explicam, nem se resolvem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O líder pensa: já estabeleci funções, limitei papéis, admoestei, orei, fiz de tudo para com quase todos e essa problemática não se resolve. Sempre há conflitos que se repetem entre a mesma pessoa ou grupo.</p>
<p><span id="more-1745"></span></p>
<p>Nesse instante o líder perde a paciência e os&#8221;frutos do espírito&#8221;. O líder-ministro ou o pastor já fez um balanço em todos os aspectos para identificar a raiz de um conflito que não se resolve: aspectos estruturais, funcionais, operacionais, espirituais e nada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entretanto muitos líderes se esquecem que suas ovelhas possuem uma mente com necessidades psicológicas ocultas e desconhecidas por até eles próprios.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma vez, ao esperar do lado de fora do gabinete de um pastor-amigo para conversarmos, percebi que ele estava dando um aconselhamento pastoral. Era um daqueles ‘passa sabão com jeitinho&#8217; que os pastores sempre dão nos membros problemáticos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Percebi que ele estava pisando em ovos, pois os membros eram antigos e da terceira idade. Havia um mal-entendido entre duas senhoras que o pastor gostaria de resolver. Um disse-me-disse que o líder estava retificando.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A queixa declarada de uma das senhoras &#8211; que inadvertidamente tive que ouvir já que estava na sala de espera &#8211; era sobre uma função sua que não fora respeitada pela outra senhora. Mas pelo tom de voz, pelas palavras repetidas e pelo conteúdo dos argumentos que sustentavam a queixa da dita senhora, pude perceber que a problemática na verdade era outra: ciúmes. Isso mesmo.  Ciúmes!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Só que o líder-pastor não pôde perceber isso, e estava acreditando que se tratava de um conflito de papéis organizacionais. Mas dessa vez não era. A tal senhora estava com ciúmes ocultos de uma outra que ela julgava inconscientemente mais capacitada para realizar a tarefa e isso é o que determinava o conflito. Um aspecto psicológico oculto e não declarado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Vejo muitos líderes se perderem nisso. Talvez por espiritualizarem tudo, tornarem as coisas frias demais na gestão, esquecendo-se de aspectos psíquicos ou até mesmo por falta de habilidade de ler essas motivações ocultas de suas ovelhas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>São justamente essas motivações ocultas: inveja, ciúme, egoísmo, medo, receio, dúvidas, dentre outros que podem atravancar um projeto e impedir que a equipe logre o sucesso nos seus objetivos. O líder procura respostas organizacionais quando na verdade aspectos psíquicos latentes estão prendendo um processo organizacional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E o que fazer? Simples. Empatia neles pra começar. Empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro. Para isso, a audição tem que estar preparada. Há muitos lideres que não sabem ouvir, não sabem ter empatia e assim se tornam presas fáceis das motivações ocultas que embargam projetos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Cristo fora mestre em pôr-se no lugar do outro e imaginar. Para isso, o líder precisará de três funções básicas: disposição para ouvir e entender, aproximar-se do mundo das ovelhas com suas histórias e formas de pensamento e por fim, criar hipóteses psíquicas a serem checadas para que expliquem o conflito.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Só assim o líder terá recursos para começar a lidar com as motivações ocultas que sempre entravam os ministérios. Numa equipe, o que determina o sucesso é justamente o alinhamento dessas motivações ocultas de todos os membros do grupo, mas como fazer o alinhamento dessas motivações ocultas é o texto para uma próxima oportunidade.</p>
<p>Marcelo Quirino<br />
Psicólogo Clínico (UFRJ)<br />
Fone (021) 8260.6966<br />
<a href="http://www.marceloquirino.com/" target="_blank">www.marceloquirino.com</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Mordomia Ambiental em Questão</title>
		<link>http://www.isaltino.com.br/2011/01/mordomia-ambiental-em-questao/</link>
		<comments>http://www.isaltino.com.br/2011/01/mordomia-ambiental-em-questao/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 25 Jan 2011 11:31:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Quirino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelo Quirino]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.isaltino.com.br/?p=1709</guid>
		<description><![CDATA[Texto Publicado na Revista Casal Feliz da Convenção Batista Brasileira em Dez/2010 &#160; Marcelo Quirino Psicólogo Clínico/UFRJ Docente do Seminário Teológico Batista de Duque de Caxias www.marceloquirino.com &#160; E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e [...]]]></description>
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										</div><p><em>Texto Publicado na Revista Casal Feliz da Convenção Batista Brasileira em Dez/2010</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Marcelo Quirino</strong></p>
<p><strong>Psicólogo Clínico/UFRJ</strong></p>
<p><strong>Docente do Seminário Teológico Batista de Duque de Caxias</strong></p>
<p><a href="http://www.marceloquirino.com/" target="_blank"><strong>www.marceloquirino.com</strong></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong> </strong>E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. Pronto, está dada biblicamente a base para a nossa responsabilidade perante o meio ambiente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Perante essa assertiva, não há mais necessidade de se provar o ensinamento bíblico da mordomia ambiental. Tal mandamento implica numa ética cristã estabelecida por Deus que visa a médio e longo prazo benefícios psíquicos, espirituais e orgânicos.</p>
<p><span id="more-1709"></span></p>
<p>Portanto, a questão ambiental não é responsabilidade somente de políticos, de ONGs ou de indústrias. Temos um papel bíblico definido de responsabilidade ambiental perante todo fruto da criação sob a face da Terra.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O meio-ambiente e a saúde integral do homem</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Psicologia Ambiental é uma disciplina relativamente nova que estuda as relações que o homem estabelece com o meio ambiente e também analisa as influências psíquicas oriundas dessa relação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Meio ambiente para a Psicologia Ambiental é o espaço onde se dão as relações sociais. Pode ser micro como o espaço arquitetônico, médio como a cidade e macro como o meio ambiente natural, ou ecossistema.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Psicologia Ambiental apresenta alguns princípios básicos da relação homem-meio que precisam ser sabidos por um cristão que se pretende mordomo da revelação geral. Segundo alguns critérios didáticos específicos apresentam-se alguns.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O primeiro princípio aponta a total integração entre o homem e o meio físico e social. Isso significa que somos seres viventes, conforme Gn 2:7, em completa harmonia com o ambiente e somos partes integradas ao meio ambiente e não estamos separados dele.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O segundo princípio diz que o meio ambiente deve ser entendido sempre como o espaço criado e modificado pelo homem para realizar suas ações sociais, que por sua vez, sofrem influência do resultado dessa própria modificação ambiental.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O meio ambiente só pode ser estudado na sua relação com o homem que compõe a estrutura do meio em que habita. A ação econômica do homem modifica o ambiente e por conseguinte o homem é modificado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um terceiro princípio apregoa que a saúde psíquica depende da qualidade do meio e vice-versa. Ou seja, a qualidade de vida do ser humano está intimamente atrelada à qualidade ambiental. Essa qualidade de vida é naturalmente a psíquica, a orgânica e também a espiritual.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em quarto lugar, o ambiente estimula inconscientemente o indivíduo através da percepção e das sensações. Ou seja, há variações de humor relacionadas ao espaço físico. Percepções de senso estético e sensação de conforto geram um bem-estar psíquico com profundas influências no comportamento e na atitude humana.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como exemplo, citamos a relação que há entre dias chuvosos ou ensolarados e o humor de algumas pessoas. Uma cidade barulhenta e poluída gera estresse. Já um ambiente interiorano proporciona paz de espírito e leveza.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Essa percepção do homem relacionada ao meio não se refere somente ao espaço físico em si. A apresentação das pessoas compõe e modifica o ambiente. As pessoas fazem parte dos elementos que o constituem. Esse é o quinto princípio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Isso significa que o homem julga o meio ambiente considerando também as pessoas que nele habitam. A partir dos seus elementos constituintes e da nossa percepção, o ambiente porta uma identidade específica. Criamos um julgamento do meio a partir dessa identidade. É com esse julgamento inconsciente que o homem estabelece a sua interação socioambiental.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O último princípio demonstra que a transformação sofrida pelo meio ambiente pode viabilizar ou inviabilizar o atendimento das necessidades do homem, o que pode ser decisivo para sua saúde e para seu bem estar no ecossistema.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ou seja, para haver continuidade saudável da existência humana, é preciso sustentabilidade, que seria o uso racional dos recursos para a renovação ótima em tempo hábil de recuperação para novo uso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Em defesa de um suporte teológico para mordomia ambiental</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A questão ambiental não estava na ordem do dia dos primeiros Batistas organizados em Santa Bárbara do Oeste por volta de 1867, mas pra nós deste século esse engajamento é mais do que uma necessidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Cientifica e socialmente temos argumentos de sobra que determinam nossas ações. Contudo, no debate do tema, precisamos ainda desenvolver bases teológicas conclusivas para o suporte da mordomia ambiental. Na tentativa de lançar o debate, apresentam-se algumas iluminações.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma primeira tese é que há benefícios espirituais oriundos do cuidado com o meio. O homem habita o espaço através do templo do espírito. Conseqüentemente, não podemos negar que o templo do espírito sofre influência direta do meio ambiente produzido pelo homem nas suas relações sociais com a irmandade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em segundo lugar, uma postura de mordomia ambiental nos oferece a possibilidade de resguardar a revelação geral divina e preservá-la como forma de valorizar a obra da criação que durou seis longos dias de trabalho ao nosso Criador supremo. Uma forma de louvor, portanto através do zelo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O terceiro argumento para embasar teologicamente nossas ações ambientais está inserido no próprio conceito de mordomia. Mordomia é saber que o próximo também são as futuras gerações. Só é possível servir eficazmente com consciência ambiental.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um quarto argumento é que pelo engajamento socioambiental vivificamos nossa fé e demonstraremos ao mundo um exemplo de testemunho ambiental como forma de se posicionar como luz diante dos homens na exploração do mundo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por fim, podemos ressaltar que a degradação ambiental inconseqüente é denotativa da ausência de frutos do espírito. O Amor só é possível com respeito pelas próximas gerações. A paz só se houver recursos hídricos suficientes. A longanimidade só se houver engajamento social ativo. O Gozo só com desenvolvimento sustentável e por aí vai.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Deus fez o meio para o homem habitar e governar sobre ele. Deus gastou seis dias para fabricar um mundo que nos possibilita não só mantimento, mas principalmente existência saudável. Por que degradar e poluir o meio de onde se retira vida em toda sua plenitude?</p>
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<p><strong>Ética Cristã &amp; Mordomia Ambiental</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dominar sobre a obra da criação não significa habitação inconseqüente do meio. Explorar o mundo sem responsabilidade ambiental resulta numa degradação incongruente com o discurso de amor ao próximo apregoado por cristãos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A palavra dominar no português significa elevar-se acima de e ter autoridade ou poder sobre. Dominar não necessariamente denota um tipo específico de relação que é a de destruição. Nosso papel bíblico é a relação de dominação de subtipo zelo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Já a palavra sujeitar em português denota fixar alguma coisa para torná-la estável. Logo, tornar o ambiente instável e degradado não deve ser o sentido de sujeitar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A partir dessa análise gerada pela Psicologia Ambiental, Teologia e áreas afins, concluímos o dever do cristão em assumir um papel decisivamente ativo na defesa de toda obra da criação. O engajamento ambiental do cristão se dá através dessas múltiplas possibilidades de intervenção que não se esgotam num texto introdutório.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Educação ambiental deve estar elencada na pauta curricular de nossos programas de educação, na ordem do dia de nossas assembléias, convenções, reuniões e até mesmo nas lições da EBD.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A necessidade e o dever da mordomia ambiental se expressa por variadas e infinitas ações. Tanto no nível individual, quanto institucional. Tanto em nível corretivo, preventivo, educativo, político ou prático-quotidiano.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na batalha por implementação de ações responsáveis, pode-se apontar o uso racional de recursos hídricos e energéticos como um dever institucional da igreja, assim como reaproveitar agentes poluidores através de micro ações internas de reciclagem e reaproveitamento de materiais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Entretanto, o conceito de responsabilidade ambiental da igreja ultrapassa os próprios muros do patrimônio físico localizado num espaço determinado. Suas ações podem ser sociais com fim de promoção de uma mentalidade ecológica. A igreja pode inclusive estabelecer programas sociais locais de educação ambiental e de promoção da responsabilidade e intervenção socioambiental.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para tal, a ação institucional da igreja requer um desenho organizacional pautado no estabelecimento de cargos, treinamentos de pessoal e recursos para um ministério específico direcionado à questão ambiental, visando preservação, exploração ótima de recursos e reutilizações de materiais tanto através de ações educativas quanto ações práticas e técnicas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nessas ações, o foco de intervenção é a mentalidade; a reutilização de materiais através de técnicas especificas de reaproveitamento; o desenvolvimento de tecnologia para uso ótimo de recursos ministeriais; a diminuição de agentes poluidores tanto físico quanto visuais, incluindo aí cartazes e faixas de divulgação de eventos espalhados pelo bairro e posteriormente abandonados e por fim a organização do próprio espaço físico interno da igreja.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os meios de ação da igreja para engajamento ambiental são as políticas e os programas sociais, a habitação saudável do meio físico através da implementação de uma arquitetura eficiente, as ações educativas interna e externas, o estabelecimento de um departamento socioambiental, dentre outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Estrategicamente as ações se otimizam nas fundações de ONGs e no estabelecimento de parcerias diversas com o governo para promoção de serviços comunitários, na ação intermediária de captação e reorientação transparente de recursos financeiros para promoção de programas ambientais diversos, dentre outros.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Portanto, os meios de ação e as formas de execução de programas ambientais ficam atrelados às possibilidades de cada agência local, que há de operar em concordância com suas limitações de recurso e pessoal nesse engajamento socioambiental.</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Ética cristã se aprende em casa</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Considerando que a família é o primeiro local de confronto da criança com o meio ambiente, ressaltamos a importância do microambiente familiar como um espaço representativo do macro ambiente que é a sociedade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É em família que a criança tem a oportunidade de lidar com questões de reciclagem de lixo, reaproveitamento de resíduos, economia de recursos hídricos e elétricos, etc. A consciência ambiental precisa ser estimulada no lar para que a responsabilidade do indivíduo perante o ambiente seja um ato preventivo e não corretivo para a sociedade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os pais precisam saber que assim como o culto a Deus começa no lar, a mordomia em todos os seus aspectos tem início também em casa. É a relação responsável com o meio que torna o lar habitável com saúde psíquica e social.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As principais estratégias dos pais devem ser fazer a criança perceber que ela é parte do meio em que vive não só através de diálogos, mas principalmente fazendo a criança intervir no seu meio ambiente de forma saudável e organizada para construir a noção de espaço habitável.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os benefícios de uma educação ambiental no lar repercutem em toda a personalidade da criança, principalmente em fundar na psique dos pequeninos a noção de limite próprio e de respeito ao próximo. É pela educação ambiental que se viabiliza um processo educativo mais integral da criança.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A criança precisa aprender a se relacionar com os outros através do respeito ao meio circundante. É pela boa relação com o meio que se estabelece uma relação respeitosa com o outro, o irmão, os pais, a família, etc.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Através da responsabilidade ambiental no próprio quarto com as próprias roupas organizadas e com os brinquedos que a criança aprende a se portar no meio com responsabilidade e aprende que a organização do meio ambiente é um caminho para a relação saudável com seus pares e com o próprio ambiente que se torna mais aconchegante e promotor de bem-estar psíquico.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os pais podem se utilizar de tarefas específicas para cada filho desde pequenos, mas a educação só terá efeito se o próprio comportamento dos pais for um exemplo de responsabilidade ambiental.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O lar é, portanto um representativo microambiental para a criança. É nesse ambiente que estão localizadas as oportunidades mais fecundas para estabelecer um programa de educação socioambiental que há de promover benefícios amplos para a personalidade infantil e para a sociedade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Gozar globalmente, servir localmente</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Portanto, é insustentável defender uma ética cristã centrada exclusivamente na relação que se estabelece com os salvos e os perdidos sem um posicionamento crítico, ativo e político da cristandade perante a questão ambiental.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A ética cristã ficaria incompleta se houvesse negligência perante a mordomia ambiental e ou se nosso discurso fosse dissociado de prática no zelo do ecossistema. Para sermos luz de maneira congruente, a nossa relação com o meio ambiente integrado de pessoas, seres e recursos precisa ser integral.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A raiz da exploração degradante está no simbolismo que o consumo porta. No modelo capitalista, alia-se consumo exagerado do supérfluo ao bem-estar e à identidade social. Há um acúmulo de riquezas nas mãos de poucos que detém o poder econômico e político.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O homem escraviza o homem, destrói o ambiente e promove a ideia de que esse sistema é reto através da conquista justa pelo suor do trabalho de cada um, ao contrario da atitude cristã no primeiro século de repartir.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Assim, o conceito de mordomia fora contaminado pela ideia capitalística de posse. Ficamos mordomos somente daquilo que julgamos seja nosso para uso privado. Mas mordomia perpassa o conceito de posse e abrange toda a obra divina sob nosso domínio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mordomia só é serviço se o outro for o objetivo final de todas as nossas ações. Mordomia exclusiva do próprio salário não é mordomia. É na questão ambiental que encontramos a sobrepujança para serviço ao próximo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O meio ambiente está aqui para nos servir, mas precisamos desse ambiente saudável para melhor servir ao próprio meio. Ser servo zelador desse macroespaço é a ordem da agenda cristã do século XXI. Portanto, mordomia é total sinônimo de responsabilidade ambiental em prol da própria criação, que somos nós mesmos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Marcelo Quirino<br />
Psicólogo Clínico (UFRJ)<br />
Fone (021) 8260.6966<br />
<a href="http://www.marceloquirino.com/" target="_blank">www.marceloquirino.com</a><br />
Protegido por YHWH</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A SAÚDE MENTAL DO CORPO</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Oct 2010 20:26:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Quirino</dc:creator>
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										</div><p style="text-align: right;"><em>Dr. Marcelo Quirino &#8211; Psicólogo Clínico</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Docente do Seminário Teológico Batista de Duque de Caxias</em></p>
<p style="text-align: right;"><em><a href="http://www.marceloquirino.com/" target="_blank">www.marceloquirino.com</a></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ao contrário do que muitos pensam, o corpo de Cristo também pode padecer de problemas mentais. Enquanto uma organização de pessoas que devem sustentar uma cultura bíblica, a igreja local é portadora de uma mente sobre a qual pode incidir saúde ou doença.</p>
<p>A instituição com saúde mental é aquela que realiza adequadamente as funções para a qual fora designada. Sinais de ausência de saúde mental em uma instituição são o desempenho anômalo das suas missões, o desvio das finalidades e ou dos objetivos a que deve perseguir.</p>
<p><span id="more-1494"></span></p>
<p>O corpo de Cristo também deve perseguir um parâmetro de saúde mental e saber distinguir corretamente os critérios verdadeiros dos falsos para averiguação de seu estado de saúde emocional, mental e principalmente o espiritual para não padecer doença sem perceber.</p>
<p>A congregação desfavorecida de saúde mental ainda apresenta uma anormalidade na funcionalidade que se expressa quando há uma centralização sobre o ego do próprio corpo e não sobre a mente saudável do corpo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Falsos critérios de saúde mental do corpo</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Enquanto uma organização social e espiritual, a igreja deve se guarnecer com parâmetros adequados para identificar o estado de saúde mental da sua congregação local.</p>
<p>Há igrejas que acham que por ter um método e uma visão possuem saúde mental do corpo. Isso é um risco. Se a mente da Eclésia for o somatório da mentalidade de alguma parte da membresia ou do conjunto da liderança local ou mesmo do líder, pode haver o risco do pastoreio de uma visão em detrimento do pastoreio de ovelhas<a href="http://co122w.col122.mail.live.com/mail/RteFrame.html?v=15.3.2529.0827&amp;pf=pf#_edn1"><strong>[1]</strong></a>.</p>
<p>Assim como no ser humano, a doença mental prejudica a autonomia. A falta de autonomia da congregação se expressa pela dependência de fatores como os métodos, as pregações para automotivação humana, os cultos transformados em shows e etc.</p>
<p>Falsos critérios de diagnóstico da saúde mental do corpo de Cristo podem conduzir o corpo para uma aparente saúde mental, na qual só será identificada quando vir o vento forte das tempestades e dos conflitos do mundo. Aí se saberá se a igreja fixou-se ou não com saúde sobre a Rocha.</p>
<p>Critérios como dízimo, crescimento numérico de membresia, supostos milagres, aumento do patrimônio, acréscimo de novos ministérios e gravação de mídias musicais podem ser evidências, mas não determinam a presença de saúde mental do corpo de Cristo e nem devem ser critérios para definição da saúde do corpo de Cristo.</p>
<p>A alegria em si mesma também não é um critério seguro de saúde mental do corpo de Cristo e muito menos uma igreja triste também. A alegria pode ser apenas emocional e não um resultado espiritual da salvação eterna da alma. Nesse caso vemos uma igreja do oba-oba, onde tudo é festa e tudo pode, menos ser santos e pregar o evangelho.</p>
<p>Pregar o evangelho somente não é sinal de saúde mental do corpo. Há ainda aqueles que crêem e pregam a mensagem de Cristo, expulsam demônios e mesmo assim não estarão com seus nomes escritos no livro da vida. O próprio mestre diz que todo aquele que escuta as suas palavras, e as pratica, será como o homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha.</p>
<p><strong>Critérios bíblicos para a definição da saúde mental do corpo</strong></p>
<p>Como as funções de uma igreja se situam prioritariamente no âmbito espiritual e não no social ou psicológico, os critérios de diagnóstico do estado mental do corpo de Cristo devem ser biblicamente definidos para que não se edifique a casa sobre na areia pensando que seja rocha.</p>
<p>Em saúde tomamos sempre medidas preventivas e as medidas terapêuticas. O corpo de Cristo também deve tomar medidas preventivas e terapêuticas.</p>
<p>A conversão é a medida terapêutica para quem busca a salvação da alma, revertendo os seus caminhos através da metanóia. Já a medida preventiva é a santificação, pela qual buscamos o crescimento no conhecimento e na graça de Jesus.</p>
<p>O próprio Jesus e o apóstolo Paulo definiram os critérios para a averiguação do estado mental do corpo de Cristo: a presença dos frutos do Espírito como amor, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.</p>
<p>O corpo com saúde mental ainda apresenta armaduras. Tem cingido os lombos com a verdade, e veste a couraça da justiça. Calça os pés na preparação do evangelho da paz e toma o escudo da fé, o capacete da salvação, a espada do Espírito, que é a palavra de Deus e ora em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, vigiando com toda a perseverança e súplica por todos os santos.</p>
<p>A busca de crescimento no conhecimento de Cristo é outro critério de saúde que se alcança pela firmeza doutrinária. Este critério faz com que Cristo cresça e o ego diminua, para que nos pareçamos cada vez mais com o Mestre.</p>
<p>Esse critério é ainda medida preventiva de saúde para o corpo. Quanto mais nos parecemos com Jesus, mais firmes seremos. Cristo é o remédio e a pedra sobre a qual está erigida a igreja em plena saúde.</p>
<p>Enfim, todos esses critérios levam a um outro critério: a comunhão do corpo para a necessária perseguição conjunta da missão do Ide e fazei discípulos. Uma igreja com saúde mental não esquece a sua principal missão: salvar o máximo de homens que for possível enquanto Cristo não volta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>A mente saudável de Cristo</strong></p>
<p>Portanto, a igreja deve buscar continuamente o parâmetro certo de identificação de seu estado mental, mas sempre analisando biblicamente o seu estado de saúde para que não caia em estado de doença.</p>
<p>Só quando souber definir seus critérios de diagnóstico biblicamente a igreja garantirá a perfeita  saúde espiritual do corpo.</p>
<p>Cristo é o cabeça da igreja e enquanto assim permanecer, o corpo de Cristo gozará de plena saúde espiritual e consequentemente mental. Este é o único critério para afirmação do estado de saúde mental da congregação.</p>
<p>Igreja com saúde mental tem firmeza, frutos, missão, comunhão, santificação, discipulado, testemunho e amor para com os perdidos. Um corpo assim possui habilidade de amar como Cristo amou.</p>
<p>Um amor sofredor, benigno, não invejoso, não leviano e nem ensoberbecido, um amor decente, que não busca os próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal e não folga com a injustiça, mas folga com a verdade.</p>
<p>Enfim, pode-se perceber que a saúde mental do corpo de Cristo nada mais é do que uma saúde plenamente espiritual. Essa saúde mental só se consegue atingir quando a mente é totalmente perfeita. Quando a mente do corpo é exclusivamente Cristo e mais nada.</p>
<hr size="1" />
<p style="text-align: right;"><a href="http://co122w.col122.mail.live.com/mail/RteFrame.html?v=15.3.2529.0827&amp;pf=pf#_ednref1"><strong>[1]</strong></a><strong> </strong>Alguns poucos pastoreiam visões. As ovelhas que não se encaixam ficam à margem da política do corpo eclesiástico. São ovelhas encurraladas ‘você está com a gente ou não está?’. Ou seja, ‘está ou não com a minha visão de igreja?’. Se a ovelha responder ‘não’, o que será feito?</p>
<p>Algumas igrejas deveriam estar ocupadas com o cuidado das ovelhas e não com supostas visões. O papel da liderança não é impor visão bíblico-cultural para ovelhas, mas sim pastoreá-las como dever supremo.</p>
<p>Como resultado, algumas lideranças chegam com uma visão pronta à qual todos devem se encaixar ou fugir. Não há métodos retirados do próprio grupo e feito sob medida para não excluir um sequer. Assim, forma-se uma pratica indireta e oculta de violência, à medida que privilegia métodos pré-prontos em detrimento de ovelhas.</p>
<p>Nesse mundo pós-moderno de múltiplas ideias, todo mundo gosta de ter a sua própria ideia, sem exceção. O perigo é quando essa ideia é encarada como uma visão fornecida exclusivamente por um Deus e que por isso tem o direito de excluir os diferentes.</p>
<p>Dificilmente dois ou mais líderes postos lado a lado teriam uma mesma ideia para uma mesma igreja, entretanto, se sacramentam visões como inspiradas, o que já fere o princípio bíblico de Cristo como sendo a suprema revelação.</p>
<p>Dessa forma, alguns pastoreiam primariamente visões, métodos, modos de fazer, modos de liturgia e outras coisas, mesmo que isso exclua ovelhas que ficam relegadas num plano secundário. Na maioria dos casos, não são ovelhas que se excluem, mas estas reagem aos métodos excludentes.</p>
<p>Lembremos que Cristo antes de dizer para Simão apascentar as ovelhas, Ele perguntou três vezes se Simão o amava. Talvez para certificar a Simão que ele deveria apascentar ovelhas exclusivamente pelo amor de Cristo e não pelo amor de visões.</p>
<p>Apascentar é uma ordem suprema acima de qualquer visão ou método. Quantas ovelhas não estão recusadas aos lobos por não se encaixarem em visões e métodos inventados? Toda ovelha deve ser apascentada e não espremida num modo de fazer ou despojada. Parece que Cristo pedirá conta de métodos e visões e não de ovelhas.</p>
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		<title>O Equívoco do Emocionalismo na Liturgia</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Aug 2010 13:55:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Quirino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelo Quirino]]></category>

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		<description><![CDATA[Dr. Marcelo Quirino &#8211; Psicólogo Clínico Docente do Seminário Teológico Batista de Duque de Caxias &#160; Na forma litúrgica do discurso neopentecostal percebe-se que há uma fixação em expressividade emocional intensa. Qualquer forma comedida e tímida de louvar a Deus no momento de culto é radical e toscamente constrangida se não estiver sob o formato [...]]]></description>
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										</div><p style="text-align: right;"><strong>Dr. Marcelo Quirino &#8211; Psicólogo Clínico</strong></p>
<p style="text-align: right;"><strong>Docente do Seminário Teológico Batista de Duque de Caxias</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na forma litúrgica do discurso neopentecostal percebe-se que há uma fixação em expressividade emocional intensa. Qualquer forma comedida e tímida de louvar a Deus no momento de culto é radical e toscamente constrangida se não estiver sob o formato de expressão intensa e ampla de emoções, o que é julgado por ideal.</p>
<p>O Louvor a Deus é medido por essa expressividade emocional que precisa ser extensa e intensa, senão não é caracterizado como louvor ao Pai. Um formato litúrgico é imposto como o verdadeiro e o idealmente aceito. Esse formato litúrgico é equivocado, pois se baseia na exclusividade de apenas um item da dimensão humana como fator expressivo do louvor, desconsiderando todas as outras muitas dimensões da subjetividade humana. Um parâmetro de louvor ideal equivocadamente se estabelece levando em consideração somente um aspecto do humano.</p>
<p><span id="more-1418"></span>Um louvor comedido de emoções e catarses é típico de ‘almas sem Cristo e que não oferecem o melhor para Deus’. Dizem: ‘<em>dêem o seu melhor para Cristo’</em>. E esse ‘melhor’ a que o clero litúrgico se refere é a expressividade ampla, extensa e intensa de emoções e gestuais. Nesse ‘melhor para Cristo’, o âmbito do cristianismo genuíno fora decepado para ceder formato a um reducionismo na vida do suposto adorador. A vida de adorador se avalia pelas emoções expressas no culto, somente. É a chamada Adoração Extravagante. De onde tiraram respaldo bíblico para esse nome não se sabe.</p>
<p>Um formato supostamente ideal é apresentado como o unicamente certo e por assim ser considerado, é exigido da congregação uma postura expressiva nesse cenário (neo)evangelical brasileiro pós-moderno. Com isso, criam-se os marginais da adoração, ‘os que não sabem adorar, já que não se permitem entregar a Deus e deixar ser guiado pelo Espírito de forma emocional’.</p>
<p>À emoção se reservou o status de quatro funções na liturgia de neopentecostais e de alguns bem-intencionados acríticos: 1) constata a experimentação sensorial da presença de Deus, 2) é o nível pelo qual se mede a espiritualidade do indivíduo e 3) é a apresentação da forma correta de se achegar ao Pai em adoração; 4) É fator psicoterapêutico em culto.</p>
<p>Essa expressividade emocional precisa ser ampla, extensa e intensa. Ou seja, uma emoção eivada de gestuais espaçosos, que perdure durante longo tempo e que alcance clímax emocionais típicos de catarses.</p>
<p>Esses são os papéis que lhe cabe no formato litúrgico pós-moderno. Esse equívoco teológico se funda numa hermenêutica pneumatológica (assim auto-referido pelo discurso neopentecostal, pois ‘pneumatológica’ é uma impropriedade semântica e também conceitual. Na verdade é uma hermenêutica sensorial e subjetiva, já que não se usa as manifestações bíblicas do Espírito Santo para interpretar e sim as próprias sensações designadas ao Espírito, Coelho Filho, 2008) e não cristocêntrica.</p>
<p>As Escrituras comprovam:</p>
<p>·         II Tessalonicenses 2:9 “<em>A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira”.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>·         Mateus 7:22-23 “<em>Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas</em>?”  Então Cristo lhes dirá: “<em>Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade</em>”.</p>
<p>·         I João 4:1: “<em>não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo</em>”.</p>
<p>·         João 7:24: “<em>Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça</em>”.</p>
<p>·         Mateus 7:16: “<em>pelos seus frutos os conhecereis</em>”.</p>
<p>Portanto, os frutos não são sinais e nem prodígios, nem adesão de muitos membros na igreja e nem conquistas materiais por parte da membresia.  Sinais e prodígios o diabo faz, maravilhas e profecias e expulsão de demônios o homem também faz.  Isso atrai multidão.</p>
<p>O fruto aqui sinalizado é daquela lista de Gálatas 5:22 <em>“Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança”. </em>Esses frutos dizem respeito à vida interior do cristão e não ao exterior demonstrável e ou aos sinais vistos dentro da igreja.</p>
<p>Tomamos os sinais, as maravilhas e os prodígios como fatores exclusivos e suficientes para a constatação da presença de Deus. Ignora-se a vida crucificada com Cristo e a conseqüente postura ética advinda disso. O problema não são os sinais. Não se nega que Cristo os faz. Mas torná-los suficientes e objeto de busca exclusiva é o perigo.</p>
<p>Paulo nos alertou sobre o comichão nos ouvidos dos últimos tempos que daria lugar para os desejos da carne humana. Por isso, não se deve crer em todo o espírito. Devem ser provados e julgados (sim) pela reta justiça, ou pela Bíblia como nos diz João em Jo 7:24<em>“Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça”</em>.</p>
<p>Deve-se avaliar os frutos oriundos de uma plena identificação com Cristo. A essência do cristianismo é deixar que Cristo viva ao invés da carne e de emocionalismos (Gl 2:20). Esse é o verdadeiro fruto da conversão humana.</p>
<p>Quanto à forma verdadeira e genuína de louvar a Deus, ela não se demonstra com emoções ou gestuais ou tremeliques. Não é isso que Deus nos exige e não é essa a mensagem de Cristo. Onde está esse formato litúrgico no Novo Testamento? Aliás, onde se encontra um formato litúrgico que  respalde possíveis fixações em alguns modelos como o certo?</p>
<p>Paulo nos adverte sobre a Teologia do Empirismo, aquela em que pelos sentidos e sensações se mede a espiritualidade. Paulo teme que <em>”assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo</em>” (II Co 11:3).</p>
<p>E sabe com o quê o serpente (diabo) enganou Eva, tentou Cristo e assim da mesma forma hoje faz? Ele usou uma fixação carnal humana por: 1) manifestações de sinais, 2) por prodígios e 3) por poder e desejos materiais.</p>
<p>Quando o diabo tentou Jesus, o que ele ofereceu ao mestre? 1) Sinal (<em>manda que estes pães se transformem em pedras</em>), 2) prodígios (<em>aos seus anjos dará ordem ao teu respeito</em>) e 3) poder e desejos materiais (<em>tudo isto te darei</em>). E o que ele usou para isso: a Palavra (<em>porque está escrito</em>).</p>
<p>Isto é diferente das fixações humanas por sinais, por prodígios e por poder e materialismo que há hoje na pós-modernidade em detrimento da figura de Cristo durante a adoração? O diabo usa a própria Palavra de Deus como uma Verdade contada pela metade para conseguir seu intento.</p>
<p>Esse argumento se põe porque o emocionalismo virou categoria de sinais para a presença de Deus. Cristo não disse: “<em>onde estiverem dois ou três sentindo minha presença aí estarei eu no meio deles</em>”. Alguns buscam sentir Cristo e não viver Cristo. A auto-sugestão está aí posta.</p>
<p>Mas se perguntaria: “<em>e quanto a Atos</em> 4:31: <em>E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com ousadia a palavra de Deus</em>”? Cheio do Espírito Santo aqui se refere a uma capacidade concedida pelo Espírito para um determinado fim: ousadia para falar das obras de Cristo e não emocionalidade para experimentar Cristo.</p>
<p>E como princípio de interpretação Bíblica, não podemos nos esquecer da intenção de Lucas ao escrever Atos: apologética e não normativa para os crentes. Como roga os princípios de hermenêutica (de interpretação bíblica): “não tomar descrição por prescrição” e “considere a intenção do autor”.</p>
<p>A intenção de Lucas em Atos é descritiva e apologética e não prescritiva e normativa. O argumento desta proposição se apresenta a partir do momento que consideramos Atos em seu conjunto: uma continuação do Evangelho de Lucas. Atos deve ser entendido como a continuação do Evangelho de Lucas.</p>
<p>Atos é uma carta descritiva e apologética escrita a Teófilo. Esta intenção de Lucas ao escrever Atos dos Apóstolos não se demonstra pelo autor, mas como Atos é a continuação do Evangelho de Lucas, podemos ver essa intenção no Evangelho.</p>
<p>Ao recorrermos ao Evangelho vemos essa intenção dita por Lucas: <em>“havendo já <span style="text-decoration: underline;">informado</span> minuciosamente desde o princípio”</em> (intenção descritiva) e <em>“para que conheceis a <span style="text-decoration: underline;">certeza</span> das coisas que já estais informado”</em> (intenção apologética).</p>
<p>Portanto, a hermenêutica de Atos deve ser entendida e considerada corretamente a fim de não reduzirmos a obra do Espírito a manifestações de catarse, possibilitando a auto-sugestão e o emocionalismo.</p>
<p>Entretanto, quer-se com isso ressaltar que o problema não reside na emoção. Mas sim na sua interposição entre a figura de Cristo e os homens como o único instrumento de vivenciar Deus em sua plenitude. Está em se colocar essa dimensão afetiva como a baliza que guia para Cristo em detrimento da vida crucificada por Cristo. O cerne da questão não está na emoção per si, mas na relação que cria ao intermediar Cristo e os homens.</p>
<p>Portanto, a verdadeira forma de louvar a Deus é o buscar parecer-se com Cristo, de forma integral. Essa é a verdadeira espiritualidade, buscar andar como o mestre andou. Espiritualidade cristã não á expressão de emoção meramente, mas antes sim uma expressão ética oriunda da assunção de atitudes. Isto é fruto do Espírito por meditação ativa.</p>
<p>Isso não significa uma mera assunção de atitudes éticas e morais gerais. Mas sim uma atitude consciente e sacrificatória em direção à Estatura de Cristo e ao seu Caráter. Estes formam a verdadeira ética cristã.</p>
<p>O louvar a Deus não se mede com o nível de emoções, antes sim com a identificação com Cristo e com seu caráter. A intensidade de emoções até os loucos expressam, mas a consciência da negação da concupiscência carnal em prol da estatura de Cristo crucificada em si é uma atitude de santificação, de diminuir o ‘eu’ e engrandecer a Cristo dentro de si.</p>
<p>Devemos andar nEle e permanecer nEle como João andou e permaneceu, e não gritar para Ele, espernear para Ele ou realizar catarse para Ele. Para cristo emoção não é nada. A negação da carne sim. Isso é o verdadeiro cristianismo, baseado em atitudes e não em emoções como modelo de formato litúrgico.</p>
<p>Paulo nos centra mais uma vez em Cristo ao dizer que <em>“Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e  se  entregou por mim”</em> (Gl 2.20). Isso se consegue com gritos e catarses? Ou na labuta diária pela santificação? Onde está na Bíblia que Paulo ‘catarsou’ para parecer-se com Cristo através da autonegação dos desejos concupiscentes?<em> </em></p>
<p>O louvor que Deus requer é integralista. Louve a Deus com todo o seu ser, entregando-se integralmente a Cristo para purificação. As emoções são somente um item e um item muito pequeno da criação Divina constituída de atitudes e de comportamentos e de ações e de ética e de moral e de temperamento e de razão e de escolhas e de personalidade e de inconsciente e de consciente e de pré-consciente e de decisões e de memória e de sentimentos e de vontade e de motivação e de corpo e de linguagem e de raciocínio. Apenas um deles.</p>
<p>Dispensar os reducionismos da Palavra é necessário. Ao mesmo tempo em que o salmista exorta que devemos usar de sinceridade e não com o coração pela metade (“<em>Louvarei ao Senhor de todo o meu coração, na assembléia dos justos e na</em> <em>congregação” &#8211; </em>Salmos 111:1), Paulo nos adverte que o louvor vem de uma atitude ética para Deus ao assumir Cristo como o Novo Caráter e sermos “<em>Cheios dos frutos de justiça, que são por Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus”</em> (Fp 1:11).</p>
<p>Esse ‘todo coração’ do salmista é emoção sim, mas não a magnitude e a intensidade da expressividade emocional. Aqui a sinceridade e a autenticidade de sentimento são medidas por Deus. As Escrituras dizem para “<em>seguir a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor</em>” (II Tm 2:22). O Senhor observa um coração puro e uma vida santificada.</p>
<p>A expressividade das emoções é outra dimensão humana do próprio sentimento dessas emoções no coração. Sentir e expressar são distintos. Sentir é distinto de catarse. A intensidade da expressividade emocional não se pode aliar ao amor que se tem para com o Mestre.</p>
<p>Por que só entregar a Ele as emoções e medir a espiritualidade pela expressividade, amplitude e intensidade das emoções?  O ser humano é somente emoção? Cristo só quer expressão de emoção?  Cristo não quer mais vida crucificada com Ele? O ser humano não é amplamente constituído de dimensões maiores e mais amplas que meras emoções, ou melhor, que meras emoções expressas que nem podem ser genuínas e autenticas? Louvar a Deus do jeito que Ele merece pressupõe somente a expressividade catártica de supostas emoções sinceras, logo o lado irracional do ser humano?  Louvor a Deus se reduz a expressividade de emoções? Só isso? E o ser integral do ser?</p>
<p>E o lado racional descrito em Genesis como a pérola da criação de humana, a razão? O homem não é criado à imagem e semelhança de Deus? Deus é só emoção, portanto?  Por que se mede a espiritualidade e o louvor do crente pelas emoções expressas no culto? Por que se considera e se incomoda demais com as emoções expressas no momento litúrgico? Essas emoções não podem ser apenas uma aprendizagem vicariante, mas que não significa crucificação da carne com Cristo? Por que se impõe essa forma litúrgica, eis a questão.</p>
<p>As emoções são mesmo um item fidedigno de se medir a espiritualidade e a crucificação do ser humano em Cristo? Não se expressam emoções em qualquer lugar e em qualquer hora? Logo essa expressividade de emoções não é algo trivial e comum que se expressa em qualquer evento? Então emoção não é uma exclusividade sacra, certo? Por que pegamos apenas uma dimensão do ser humano e logo o menos significativo e mais ludibriante para se medir uma vida de louvor sacrificada para Cristo? Isso é certo mesmo?</p>
<p>A atitude de louvor é uma atitude ética e não meramente emocional, pois “a<em>quele que afirma que permanece nele, deve andar como ele andou</em>” (I Jo 2:6). Cristo não andou realizando catarse não é? “Como ele andou” significa uma atitude ética, processual, não? Ou “como Ele andou” aqui significa uma amplitude de expressão de emoções?</p>
<p>Mais uma vez ressalta-se que o problema não são as emoções. Mas sim pô-las sob o indicativo exclusivo da presença de Cristo e ou do Espírito. Observá-la como o crivo para a análise da adoração (se é que isso é ético) e como fator de uma espiritualidade madura.</p>
<p>O problema se inicia quando se reduz o cristianismo a uma mera expressão de ‘emocionalidades’. O perigo é reduzir o louvor para Cristo a isso e tornar suficiente o ato de santificação pela expressividade emocional. Não se pode tomar suficiente a emocionalidade. Não se deve revelá-la como a verdadeira e excludente forma certa de expressão de louvor. Aqui reside o perigo e a heresia pós-moderna.</p>
<p>Pois somos alertados pelas Escrituras quanto à forma de se conhecer a espiritualidade sadia. Eis o versículo e a análise em seguida:</p>
<p><strong>1) </strong>(I João 2:3) - <em>E nisto sabemos que o <span style="text-decoration: underline;">conhecemos</span>: se <span style="text-decoration: underline;">guardarmos os seus mandamentos</span>.</em></p>
<p>·         Não se conhece Deus só porque se jaz em catarse.</p>
<p><strong>2) </strong>(I João 2:4) &#8211; Aquele que diz: Eu conheço-o, e não <span style="text-decoration: underline;">guarda os seus mandamentos</span>, é mentiroso, e nele não está a verdade.</p>
<p>·         Atitude ética e não afetiva. O conhecer Deus implica uma atitude ética.</p>
<p><strong>3) </strong>(I João 2:5) &#8211; Mas qualquer que <span style="text-decoration: underline;">guarda a sua palavra</span>, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele.</p>
<p>·         Ser Cristão é uma medida integral. Guardar a Palavra é uma atitude ética e processual e intelectual.</p>
<p><strong>4) </strong>(I João 2:6) &#8211; Aquele que diz que está nEle, também deve <span style="text-decoration: underline;">andar</span> como Ele <span style="text-decoration: underline;">andou</span>.</p>
<p>·         Estar em Cristo não é um passo emocional, mas sim ético e processual, como o verbo ‘andar’ no modo infinitivo.</p>
<p><strong>5) </strong>(I João 4:13) &#8211; Nisto conhecemos que estamos nele, e ele em nós, pois que nos <span style="text-decoration: underline;">deu do seu Espírito</span>.</p>
<p>·         Estar em Deus já é uma promessa. Sua presença não vem através de experimentação emocional.</p>
<p><strong>6) </strong>(João 16:13) -  Mas, quando vier aquele, o Espírito de verdade, ele vos <span style="text-decoration: underline;">guiará</span> em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir.</p>
<p>(João 14:26) -  Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos <span style="text-decoration: underline;">ensinará</span> todas as coisas, e vos fará <span style="text-decoration: underline;">lembrar</span> de tudo quanto vos tenho dito.</p>
<p>(João 15:26) -  Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele <span style="text-decoration: underline;">testificará</span> de mim.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>·         ‘Guiar na verdade’, ‘ensinar’, ‘lembrar’ e ‘testificar’ pressupõem uma atitude intelectiva.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>7) </strong>(I João 2:17) -  E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que <span style="text-decoration: underline;">faz a vontade de Deus</span> permanece para sempre.</p>
<p>·         Guarda a sua vontade e não experimentação de emoção.</p>
<p><strong>8 ) </strong>(Hebreus 13:21) -  Vos <span style="text-decoration: underline;">aperfeiçoe em toda a boa obra</span>, para <span style="text-decoration: underline;">fazerdes a sua vontade</span>, operando em vós o que perante ele é agradável por Cristo Jesus, ao qual seja glória para todo o sempre. Amém.</p>
<p>·         Aperfeiçoar para a boa obra e realizar a vontade de Deus é atitude ética.</p>
<p><strong>9) </strong>(João 14:21) -  Aquele que <span style="text-decoration: underline;">tem os meus mandamentos e os guarda</span> esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.</p>
<p>·         Aquele que guarda e não o que realiza catarse.</p>
<p><strong>10) </strong>(II Timóteo 3:10) -  Tu, porém, tens seguido a minha doutrina, <span style="text-decoration: underline;">modo de viver</span>, intenção, fé, longanimidade, amor, paciência,</p>
<p>·         Modo de viver diz tudo.</p>
<p><strong>11) </strong>(Mateus 7:21)  Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.</p>
<p>·         Reparem: “Senhor, Senhor”, duas vezes, o que ressalta que quem clama pelo Senhor o faz com exagero, com extravagância. Não se quer dizer que a extravagância é um erro, mas é longe de ser a ideal, a exclusiva o modelo e o sinal de presença de Deus ou de intimidade com Ele. Quem te intimidade com Deus é aquele que faz a vontade dEle.</p>
<p><strong>12) </strong>(Colossenses 1:9) &#8211; Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais <span style="text-decoration: underline;">cheios do conhecimento da sua vontade</span>, em toda a <span style="text-decoration: underline;">sabedoria</span> e <span style="text-decoration: underline;">inteligência</span> <span style="text-decoration: underline;">espiritual</span>;</p>
<p>·         E o melhor versículo. ‘Cheio do conhecimento de sua vontade’ e não da experimentação catártica. Em sabedoria e inteligência e não em intuição e emocionalismo.</p>
<p>Ser Cristão não se reduz a uma expressão emocional catártica. Muito menos adotar a experimentação emocional como parâmetro bíblico para a certeza da presença de Deus. Antes disso, ser Cristão é adotar Cristo numa atitude ética no quotidiano.</p>
<p>Portanto, a espiritualidade não pode ser medida (se é que isso é possível) por parâmetro desse âmbito. Não se adquire a Estatura de Cristo por via da experimentação de emoções. Uma Teologia Empirista não é o legado de Cristo.</p>
<p>Paulo nem outro apóstolo alcançaram a Estatura de Cristo com experimentação catártica. O derramar do Espírito é sempre com um propósito definido e não um fim em si amoldado a apenas uma dimensão humana, a emotiva. O derramar do Espírito também provém sobre a intelectualidade. Paulo se fez de “<em>tudo para com todos”</em> e isso foi obra de intelecto via Espírito de Deus e não de emocionalismo.</p>
<p>Cristo exige a integralidade do ser humano e não 0,99 %. O Espírito não se experimenta por via exclusivamente emocional. Indagar o porquê da fixação em expressividade emocional é um assunto para um outro texto e para outro formato de análise mais acurada. Enquanto isso, busquemos a Estatura Perfeita e não a emoção suspeita.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline;">Referências</span></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Coelho Filho. <strong>Neopentecostalismo: uma avaliação pastoral</strong>. Campinas: autor, 2008<strong> </strong></p>
<p>Marcelo Quirino<br />
Psicólogo Clínico (UFRJ)<br />
Fone (021) 8260.6966<br />
<a href="http://www.marceloquirino.com/" target="_blank">www.marceloquirino.com</a><br />
Protegido por YHWH</p>
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		<title>AS LEIS DO FENÔMENO LIDERANÇA</title>
		<link>http://www.isaltino.com.br/2010/06/as-leis-do-fenomeno-lideranca/</link>
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		<pubDate>Mon, 21 Jun 2010 12:06:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Quirino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelo Quirino]]></category>

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		<description><![CDATA[Dr. Marcelo Quirino Psicólogo Clínico/UFRJ www.marceloquirino.com Estive lendo, quer dizer, ouvindo o audiobook de John Maxwell sobre o que ele considera serem as 21 leis irrefutáveis da liderança. É um bom livro para termos uma compreensão geral e introdutória do fenômeno da liderança. Neste livro, o autor apresenta algumas leis imprescindíveis que qualquer líder deverá [...]]]></description>
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										</div><p style="text-align: right;">Dr. Marcelo Quirino Psicólogo Clínico/UFRJ<br />
<a href="http://www.marceloquirino.com/" target="_blank">www.marceloquirino.com</a></p>
<p>Estive lendo, quer dizer, ouvindo o audiobook de John Maxwell sobre o que ele considera serem as 21 leis irrefutáveis da liderança. É um bom livro para termos uma compreensão geral e introdutória do fenômeno da liderança.</p>
<p>Neste livro, o autor apresenta algumas leis imprescindíveis que qualquer líder deverá seguir para lograr êxito na sua missão de tornar-se e permanecer líder.</p>
<p><span id="more-1355"></span>Temos apresentado no livro a lei da influência, do respeito, da base sólida, da intuição, da navegação e outras que constituem modos de funcionamento determinantes para as relações humanas. O termo lei é bem empregado porque liderança é da ordem de um fenômeno.</p>
<p>Como todo fenômeno, a liderança também se submete a leis, possui uma multiplicidade de fatores-causa que podem ou não variar para produzir a influência, é explicável e também pode ser reproduzida intencionalmente ou acontecer ao acaso, sem que esse acaso signifique ausência de fatores determinantes.</p>
<p>Como todo fenômeno, a liderança é também multideterminada. Isso significa que não basta meia-dúzia de fatores para produzi-la. A liderança é determinada pelas mais diversas condições, tais como o meio ambiente, as pessoas, os fatos, as decisões, os valores, a cultura, etc.</p>
<p>Manipular eficazmente essas dimensões é o desafio do pretenso líder. O líder tem o objetivo de produzir o fenômeno da liderança no seu grupo observando que antes de serem passo a passo para o êxito, as leis são forças que explicam tal fenômeno.</p>
<p>Essas leis atuam em todas as sete dimensões da liderança (vide artigo “As 7 Dimensões da Liderança”) e dão conta de explicar os fatores que estão em funcionamento no processo de liderar. O que não podemos esperar é que todas essas leis podem ser alcançadas e desempenhadas ao mesmo tempo.</p>
<p>Dominá-las por completo é um ideal que não deve servir de desestímulo, mas de reflexão para o processo contínuo de melhora, segundo a própria Lei do Processo.</p>
<p>Há de se entender que a base da liderança é a influência, nada mais. Contudo, existem diversos tipos de influência e o líder deve saber quais são as tipologias mais adequadas para determinado tipo de grupo. Por exemplo, a influência por espiritualidade não é o tipo de influência que determinará a ação de militares.</p>
<p>Ao produzir intencionalmente a influência, o líder não deve perder de vista que isso será um fato artificial, uma vez que sairá da naturalidade das relações humanas e passará ao intencional. Isso implica que a liderança será um eterno aprendizado, pois as condições em que a liderança pode ser exercitada são infinitas. Nesse ínterim, líderes autocráticos e narcisistas não têm vez.</p>
<p>A liderança é um fato social básico de todas as relações humanas e acontece naturalmente onde há seres humanos. A artificialidade da liderança significa apenas que esse fato será intencionalmente produzido.</p>
<p>Ao buscar desenvolver a influência de modo intencional, o pretenso líder sairá do domínio do acaso e do natural para buscar mais segurança num tipo de influência específica para o grupo em que se encontra.</p>
<p>Um líder nunca deve pressupor que é líder por si mesmo. Isso é ignorar o princípio axiomático de que a liderança é um fenômeno. Um líder nunca deve pressupor que sua liderança é confortavelmente transportada para diversos grupos sem nenhum efeito ou custo.</p>
<p>Esse pensamento equivocado cria líderes autoritários, que pensam que seus subordinados são insubmissos. Mas na verdade são liderados não conquistados devido à incompetência do líder em saber que a liderança é uma conquista e não uma dádiva de sua personalidade ou espiritualidade.</p>
<p>Saber que liderança é um fenômeno não é apenas um mero conhecimento. Isso implica posturas para produzir a influência de forma contínua, artificial e eternamente adaptada. O livro “O Monge e o Executivo” demonstra esse principio da artificialidade ao expor que a responsabilidade do líder é desenvolver modos de aumentar o campo de abrangência da sua influência através da postura de servo, o que Cristo fez, mesmo sendo O Filho do Homem.</p>
<p>O livro é de boa leitura e concentra de forma prática, objetiva e concreta as leis que operam para determinar o processo de influência humana. Esse processo obedece a leis, é complexo e extrapola as características da pessoa do líder.</p>
<p>Portanto, o verdadeiro líder é aquele que não precisa apontar para si mesmo e indicar quem é o líder. Se o líder faz isso, em si já é um sinal de que não é o líder. E de quem é a culpa? Dos liderados que não souberam reconhecer a beleza de personalidade que tem o ‘líder’ ou da incompetência da liderança em manejar a artificialidade desse fenômeno complexo?</p>
<p>Contudo, cada vez que o líder precisa diversificar seus modos de influência, se torna mais líder. Para ser mais líder é preciso saber que influência não será fenômeno natural dado em todas as circunstâncias e lugares, mas sim desenvolvido para cada novo grupo.<br />
Marcelo Quirino<br />
Psicólogo Clínico (UFRJ)<br />
Fone (021) 8260.6966<br />
<a href="http://www.marceloquirino.com/" target="_blank">www.marceloquirino.com</a><br />
<a href="http://twitter.com/quirinopsico" target="_blank">http://twitter.com/quirinopsico</a><br />
Protegido por YHWH</p>
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		<title>Sexo Virtual?</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Mar 2010 23:23:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcelo Quirino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelo Quirino]]></category>

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										</div><p><em><strong>Marcelo Quirino</strong></em></p>
<p><em><strong>Psicólogo Clínico</strong></em></p>
<p><em><strong><a href="http://www.marceloquirino.com/" target="_blank">www.marceloquirino.com</a></strong></em></p>
<p>Estamos em pleno século de relacionamentos virtuais e um fato é agravante: esta é a geração cujos pais não souberam educar seus jovens para o manejo da internet justamente por não terem contato com tal ferramenta. A conseqüência negativa da ausência da ciber-educação é o vício por computadores.</p>
<p>O cibervício pode culminar em varias tipologias como o vício por internet, o vício por mundos virtuais, além do ciberadultério, o cibersexo (estimulação sexual por computador) e o ciberporno (consumo de produtos pornográficos por computador)</p>
<p><span id="more-1193"></span></p>
<p>Psiquiatras do Projeto de Dependentes de Internet do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo estimam que cerca de 2,5 milhões de brasileiros podem ser viciados em Internet, abrangendo 10% da população entre homens e mulheres, de qualquer idade ou classe social.</p>
<p>Segundo a psicóloga Rosa Maria Farah, coordenadora do Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática da PUC-SP, esses comportamentos são muito mais sintomas do que problemas em si mesmos, pois as pessoas já trazem alguma dificuldade de fundo que se manifesta desta forma.</p>
<p>O vício em computador e internet se assemelha ao vício por drogas e álcool. O viciado possui estado de dependência, síndrome de abstinência e experimenta graus elevados de ansiedade por não estar conectado ao computador. Dentre todos os vícios, o ‘sexo’ virtual pode ser um dos perigos para o cristão.</p>
<p><strong>Visão bíblica do sexo</strong></p>
<p>Sexo é um tema polêmico. Ainda mais se for ‘sexo’ virtual e numa temática gospel. Portanto, precisamos refletir o tema para evitar radicalismos e ao mesmo tempo nos manter santos como deseja Cristo.</p>
<p>Diante do sexo, a sociedade comporta-se quase exclusivamente por dois polos: ou permissividade (liberdade sexual onde tudo pode e ninguém tem nada a ver com isso) e ou repressão (motivado por tabu, o sexo é pecado e devemos nos purificar dele). O cristão deve evitar os dois polos.</p>
<p>A bíblia regulamenta o sexo como prática entre um homem e uma mulher casados com o respeito do consentimento mútuo sobre o que e como fazer o sexo dentro do biblicamente permitido. A bíblia impede a bestialidade (sexo com animais), o adultério (que pode ser em pensamentos pela fantasia), a homossexualidade, a prostituição, a fornicação, o estupro, o incesto, os coitos abusivos e a lascívia.</p>
<p>A forma do sexo não é regulamentada pela bíblia, mas o casal casado não deve romper os princípios acima elencados no relacionamento íntimo. Contudo, a ausência de regulamentação da forma do sexo na bíblia não é evidência de liberalidade, pois o pecado pode estar mesmo na mente do cristão antes do ato consumar-se.</p>
<p>Se formos pensar o livro de Cantares como uma poesia sobre o sexo, percebe-se que o ato sexual envolve interação corporal, sedução audiovisual e táctil, comunicação de palavras, demonstrações de afeto, carinho e amor, embelezamento do corpo, preparação para o ato, divagações de pensamentos e fantasias, tensão e desejo corporal, casamento, intimidade, o ato em si, dentre outros.</p>
<p>Portanto, biblicamente o sexo é um relacionamento integral que visa fundir momentaneamente o corpo, a alma, o espírito e o intelecto. Sexo é estudo do outro é dar no ato de receber e não ser egoísta para visar somente o receber. Alguns casais não sabem, mas as preliminares da relação sexual que acontecerá à noite começam pela manhã ao se dar um bom dia com amor e atenção. O sexo é o apogeu do amor e do respeito mútuo diário entre o casal.</p>
<p><strong>Sexo virtual é pecado?</strong></p>
<p>Tanto o cristão casado quanto o solteiro deve observar princípios bíblicos quanto a essa prática. A primeira questão para os casados então seria: ‘sexo’ virtual é pecado? Entretanto, antes de respondermos a esta pergunta, uma outra nos surge: existe realmente ‘sexo’ virtual?</p>
<p>Devemos usar a palavra ‘sexo’ virtual entre aspas, por considerar que não há relação sexual nessa forma de relacionamento íntimo. Não há sexo pela internet. Há apenas autoestimulação auditiva e visual diante de palavras de outra pessoa vinda pelo computador. Não há interação táctil.</p>
<p>Assim, ‘sexo’ virtual não é sexo e nem deve substituí-lo. Entretanto, não é por não haver sexo que os casados e solteiros estejam livres para fazer o que queiram desconsiderando outros mandamentos bíblicos.</p>
<p>Então sua prática estaria liberada, poderiam dizer os solteiros? Não, pois precisamos entender que apesar de não haver uma relação sexual completa, existe uma intimidade sexual e libidinosa envolvida no âmbito imaginário.</p>
<p>Jesus ao afirmar que quem cobiça a mulher do próximo já está pecando quis dizer que o pecado está mesmo em pensamento e antes mesmo da efetuação do pecado.</p>
<p>Além disso, a prática do sexo por computador pode se tornar um ato pecaminoso se os pensamentos do cristão se tornarem em devaneios contra a fidelidade conjugal e se a integralidade do ato sexual ficar comprometida a ponto de gerar transtornos psicológicos. Deus certamente não fez o sexo para ser constantemente praticado parcialmente e assim gerar problemas psicológicos ao templo do Espírito.</p>
<p>Um objetivo psicológico e fantasioso do sexo é a fusão com determinados aspectos do outro de maneira imaginada através da interação corporal. Quando esse objetivo é constantemente frustrado, pode gerar síndromes de ansiedade e de angústias incontroláveis, justamente por não atenuar toda a libido sexual durante o coito.</p>
<p>Tendo já chegado à conclusão que não existe sexo virtual, mas apenas estimulação sensorial e imaginativa, resta-nos avaliarmos se essa relação virtual entre cristãos casados é ou não pecado.</p>
<p>‘Sexo’ virtual é pecado? Para responder a esta pergunta, deve-se primeiro perguntar: ‘Sexo’ virtual com quem? Em que circunstância? Privado ou em público? Com que freqüência? Extrapolando a privacidade e o respeito? É conveniente para ambos? Eventualmente ameniza distâncias geográficas? Por que dessa forma? Utiliza-se o pensamento para completar as sensações lidas e vistas pelo computador ou telefone? Se sim, em que ou em quem se pensa? Pode-se controlar o pensamento e ser fiel na fantasia? Perguntas assim ajudam a amenizar radicalismos e nos manter no bom-senso.</p>
<p>Nem o radicalismo, nem o liberalismo sexual precisam ser princípios de vida sexual para o cristão. Existe a possibilidade de eventualmente o casal cristão realizar algumas estimulações sensoriais e imaginativas via rede mundial de computadores. Contudo, o bom-senso, a garantia de privacidade, a fidelidade e o respeito mútuo precisam ser princípios de conduta para que essa forma não prejudique nem a relação nem o templo do Espírito.</p>
<p>A eventualidade de uma viagem e da distância pode ser amenizada com uma relação virtual íntima, mas sua frequência e exclusividade podem determinar o fracasso de uma relação que não chega às vias de fato ou que mesmo compromete a fidelidade através da traição por pensamentos fantasiosos diante do computador.</p>
<p><strong>O cristão casado precisa de equilíbrio </strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sexo é comunicação. Tanto de amor e respeito quanto carinho. Essa comunicação se dá intimamente pelo corpo, pelo gestual, pelas palavras, pelas atitudes. Enfim pela relação integral entre corpos, almas, mentes e espíritos de dois seres biblicamente casados e do sexo oposto.</p>
<p>Quando se define o sexo assim, fica evidente que não dá para se relacionar integralmente pela internet. Se essa forma de comunicação utiliza o corpo, o olhar, as palavras e visando estimular percepções, sensações, emoções como o ápice do bom relacionamento entre dois seres do sexo oposto casados biblicamente, então não pode haver interação sexual satisfatória pelo computador entre cristãos casados.</p>
<p>Todas as coisas nos são lícitas, mas nem todas nos convêm e não nos deixaremos dominar por nenhuma delas. O bom senso, o equilíbrio e a eventualidade são os princípios que devem reger a vida do casal cristão frente ao ‘sexo’ virtual. No novo testamento pecamos mesmo por pensamentos e o nosso desafio é como nos manter santos frente ao computador.<strong></strong></p>
<p>Marcelo Quirino<br />
Psicólogo Clínico (UFRJ)<br />
Fone (021) 8260.6966<br />
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Protegido por YHWH</p>
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