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VISÃO PANORÂMICA DO EVANGELHO DE MATEUS

IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ

VISÃO PANORÂMICA DO EVANGELHO DE MATEUS

Preparando para o estudo do segundo trimestre

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

O evangelho não declara quem é seu autor, mas a Igreja sempre o atribuiu a Mateus, desde o primeiro século. A provável data de sua redação se deu bem cedo. Sabe-se que foi antes de 70 porque nesta época os judeus e cristãos (ainda tidos como seita judaica) expulsos da Palestina. O primeiro evangelho reflete ter sido uma obra para os cristãos da Palestina. Ireneu, (130-200), em Contra as heresias, e Eusébio, em História eclesiástica, dizem que “Mateus introduziu um evangelho escrito entre os judeus ao estilo deles (tê idia autôn dialektô)…”. Segundo Papias, ele o escreveu em hebraidi dialektô. Teria escrito em aramaico, e depois traduzido. Mas há incertezas quanto a isto. Segundo David Alan Black (Por que 4 evangelhos?), “o evangelho de Mateus era o manifesto da igreja mãe de Jerusalém e, por conseguinte, o documento fundamental da fé cristã”.

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Uma ética cristã para hoje

Um estudo em Mateus 5.1-3, preparado originalmente para a revista “Você”, da UFMBB

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

A Ética é um dos ramos da Filosofia. Trata da conduta ideal do indivíduo. Tem muito a ver conosco, cristãos, porque um dos pontos mais fortes da vida cristã é a conduta diante do mundo. Ou seja, como devemos proceder no mundo. Há até um ramo da Ética chamado de Ética Cristã.

Refletir sobre ética, a conduta ideal do cristão no mundo, é bastante oportuno. Afinal, seguir a Cristo não é viver na igreja cantando, mas é viver no mundo. Jesus orou pelos seus seguidores nestes termos: “Não peço que os tires do mundo, mas que o guardes do Maligno” (Jo 17.15). Vivemos no mundo, não dentro da igreja. Então, como vier corretamente?

Nosso ponto de partida será o chamado “Sermão do Monte” de Jesus, contido em Mateus, capítulos 5 a 7. É o mais famoso discurso religioso de todos os tempos. Trata-se de um primor literário e também de conteúdo. Se todas as pessoas, inclusive nós, cristãos, o praticassem, o mundo seria um paraíso. Ele é considerado como “a constituição do reino de Deus”. Jesus veio pregando o reino de Deus, logo após a tentação no deserto (Mt 4.1-10), começou a pregar e a pregar o reino de Deus. O sermão do monte estabelece as regras de conduta do cidadão do reino. Continue lendo Uma ética cristã para hoje

A bênção da dor no coração

Um estudo em Mateus 5.7, preparado originalmente para a revista “Você”, da UFMBB

Bem-aventurados os misericordiosos…” Mateus 5.7

Em nosso estudo da ética do sermão do monte, estamos analisando as bem-aventuranças pronunciadas por Jesus. Chegamos à quinta, que tem uma estrutura diferente das demais. Ela é retribuidora. Explico. Nas bem-aventuranças anteriores, a pessoa era algo e por isso recebia alguma coisa. Nesta, a pessoa receberá o que ela é. Na realidade, não se diz que receberá o que é, mas que alcançará para si o que faz aos outros. É como se fosse algo que está lá, esperando por ela.

Quem for misericordioso alcançará a misericórdia. Vivemos num mundo em que o negócio é ser forte, competitivo, em que os fracos vão caindo pelo caminho. E quem deseja vencer e triunfar na vida precisa sobrepujar os outros. É a ética do mundo. Quem tiver a boca maior engole o outro. Mas o cristão é exortado a usar de misericórdia para alcançá-la para si. Vamos ver o que Jesus pretendia nos ensinar com esta bem-aventurança.

O que é misericórdia?

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Casa de Oração ou Antro de Assaltantes?

Discurso paraninfal do Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho aos bacharelandos

em Teologia pela Faculdade Teológica Batista de Campinas,

em 7 de março de 2009


Eis o texto de Mateus 21.12-13, na Almeida Século 21: “Jesus entrou no templo e expulsou todos os que ali vendiam e compravam; e revirou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. E disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; vós, porém, fazeis dela um antro de assaltantes”. Não seguirei pelos vários usos deste texto em nosso meio. Analisá-lo-ei á luz do seu contexto. Jesus citou Jeremias, 7, onde o escopo é maior que a venda de bugigangas no templo, coisa, aliás, ainda em voga em nosso meio. Há seitas neopentecostais a vender bênçãos. É lhes raso vender quinquilharias.

Ao citar Jeremias, Jesus foi além do comércio no templo. Este era um dos aspectos da questão. O pano de fundo de Jeremias vivia-se no tempo de Jesus. E no nosso. Bem disse Durkheim: “A única lição que a história nos ensina é que não aprendemos nada das lições da história”. Por isso vejamos o assunto casa de oração x antro de assaltantes. Continue lendo Casa de Oração ou Antro de Assaltantes?