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	<title>Isaltino Gomes Coelho Filho &#187; rebeldia</title>
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		<title>Técnicas e contribuições de um psicólogo para o aconselhamento pastoral de adolescentes</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Apr 2009 12:49:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Isaltino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelo Quirino]]></category>
		<category><![CDATA[personalidade desafiadora]]></category>
		<category><![CDATA[rebeldia]]></category>

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		<description><![CDATA[Marcelo Quirino Psicólogo Clínico CRP 05-37728 A Visão Preconceituosa na Adolescência Entre alguns adultos há uma visão preconceituosa sobre a fase da adolescência como a fase da rebeldia. Por outro lado há também uma visão preconceitusosa do adolescente sobre os adultos como a fase da tirania. Uma visão preconceituosa é o resultado da outra. É [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align: right;"><strong> </strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: right;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;">Marcelo Quirino</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: right;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;">Psicólogo Clínico</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: right;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;">CRP 05-37728</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
<strong>A Visão Preconceituosa na Adolescência</strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
</span></strong><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;">Entre alguns adultos há uma visão preconceituosa sobre a fase da adolescência como a fase da rebeldia. Por outro lado há também uma visão preconceitusosa do adolescente sobre os adultos como a fase da tirania.<br />
Uma visão preconceituosa é o resultado da outra. É o que se pode chamar de conflitos de gerações. Na verdade não passa de um conflito de comunicações, mas não se resume somente a isto, apesar de começar por aqui. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
Essa visão preconceituosa de ambos &#8211; adolescentes e adultos &#8211; é o que não permite uma aproximação saudável e empática entre estas duas fases da vida. Por vezes se faz uma aproximação desgastante e nada eficiente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
Se o aconselhador de adolescentes quiser proporcionar um Aconselhamento Pastoral (AP) eficiente deve em primeiro lugar despir-se dos seus preconceitos sobre essa fase da vida do ser humano, para depois permitir-se compreender esse mundo de conflitos entre uma personalidade em formação.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p><strong>Reações Emocionais na Adolescência</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;">Muitas vezes, o adolescente reage à incompreensão de sua vida psicológica e à falta de uma comunicação empática que verse sobre seu desenvolvimento e necessidade de independência.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><span> </span><span id="more-716"></span><br />
A adolescente reage ao cerceamento da sua individualidade. A individualidade está relacionada à inserção grupal, à identidade e à sexualidade. O adolescente requer autonomia para estar em um grupo onde o aceite, requer uma identidade reforçada por esse grupo e ainda busca o descobrimento de sua sexualidade como forma de contribuir com sua identidade. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
Buscar essa inserção num grupo social e buscar autonomia para que esta inserção aconteça e haja uma aceitação grupal não é nada demais. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
O problema começa quando essa aceitação num grupo social é resultado de uma incompreensão no seio da família ou quando essa necessidade de aceitação grupal se alia à construção de sua autoestima ou de sua identidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
Como o adolescente está em processo de formação de identidade e de individualidade, há uma alta sugestionabilidade para grupos de comportamentos desviantes, como reação à tirania do autoritarismo dos pais que não o compreendem de forma plena. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p><strong>Objetivos do Aconselhamento com Adolescentes</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;">Portanto, uma função do aconselhamento é proporcionar ao adolescente uma visão introspectiva sobre si mesmo. Possibilitar que o adolescente se esclareça dos fatores de sua psique que fornecem estrutura à sua personalidade. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
O aconselhador deve permitir o adolescente uma conversa sobre si mesmo e consigo mesmo. Uma conversa sobre seus sentimentos, seus pensamentos, e seus grupos prediletos, sua relação com a autoridade parental e os porquês de suas reações indisciplinadas.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><span> </span><br />
Como a necessidade de aceitação está nesse momento ligada à autoestima, não ser aceito pelo grupo é sinônimo de queda na autoestima ou de depressão. Por isso a relação de aconselhamento deve tentar desvencilhar a necessidade de aceitação grupal da autoestima do adolescente. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
Alguns comportamentos de desafio de autoridade podem estar dirigidos à aceitação num grupo especifico como uma forma de reação à sua busca pela individualidade que está cerceada na relação com o responsável. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
Portanto, o papel do aconselhador é o de proporcionar a aceitação do adolescente no seio da família, pois é isto o que ele busca por vezes. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
Se o adolescente não é aceito dentro de casa, busca aceitação num grupo como forma de reagir à autoridade constituída. Esta aceitação diz respeito ao amor prático e genuíno que Jesus pregava. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
Muitas vezes a atitude de desafiador e de rebeldia è resultado de uma reação quanto à inabilidade dos pais de o aceitarem como um ser em desenvolvimento rumo à individualidade.<br />
Os pais o cerceiam por demais e uma reação explosiva do adolescente é o resultado de um pedido de socorro que visa buscar o seu autodesenvolvimento psicológico. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
O aconselhador deve trabalhar com os familiares para ajustar a assessoria dos pais em direção à busca da individualidade em formação. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
O objetivo do aconselhador é equilibrar para que não haja autoritarismo demais e nem libertinagem em excesso no processo de educação. Esse é um dos desafios do aconselhador para essa fase de vida do ser humano que é a adolescência.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
O aconselhador deve proporcionar um desenvolvimento saudável da individualidade do adolescente. Para isso busca o desempenho de um papel de facilitador e de assessor amigável, que se utiliza de princípios e de diretrizes bíblicas como parâmetros para o desenvolvimento dessa individualidade em formação. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
<strong> </strong></span></p>
<p><strong>O Aconselhador e a Comunicação em Família</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;">Algumas famílias são aparentemente equilibradas psicologicamente, mas os adolescentes buscam caminhos de desafio às autoridades. Nesse caso específico um mecanismo de comunicação e de conscientização do processo de desenvolvimento psicológico do adolescente pode estar em falha. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
Ter uma família equilibrada não é sinal de adolescente equilibrado e formado nos caminhos do Senhor. Muitos pais não erram na educação dos filhos, mas apenas não a apresentam de forma justa e presente com qualidade especifica na comunicação. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
O adolescente precisa aprender a voltar os olhos sobre si e seus sentimentos a fim de que saiba lidar com impulsos e com necessidades de aventuras desmedidas que desconsiderem as limitações dos responsáveis. O aprendizado da introspecção (autoanálise) precisa vir da família.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
Neste caso, o papel do aconselhador é oferecer à família um canal de comunicação que verse especificamente sobre a psicologia daquele adolescente em formação, que verse sobre seus sentimentos, suas emoções e seus comportamentos. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
Não ser entendido e compreendido pode ser um sinal de rebeldia futura. A adolescência é uma fase onde a necessidade de comunicar-se sobre si mesmo é alta, visto que é um processo de desenvolvimento psicológico muito grande.<br />
Elementos do infante e da vida adulta se misturam, portanto, um olhar sobre si e sobre a própria psique necessita estar presente para um desenvolvimento mais saudável. Por isso essa comunicação deve versar entre o adolescente e a família e entre o adolescente e ele mesmo através da introspecção.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p><strong>O Aconselhador e a Sexualidade na Adolescência </strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;">Há o descobrimento da sexualidade nessa fase, e a conversa sobre o próprio desejo é fundamental. Pais devem educar os filhos desde crianças para que se tornem adolescentes com mais conhecimento sobre a sua própria sexualidade.<br />
Conversar sobre sexualidade não é somente oferecer informações, mas sim pôr o adolescente em contato com o seu desejo e com a forma com que se relaciona consigo e com os outros do sexo oposto. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
Em alguns momentos, a necessidade de encontrar um namoro está inserida na ausência de vínculos afetivos no seio familiar. Nestes casos específicos, a saída está na busca de uma relação amorosa para a construção de laços afetivos compensadores da ausência familiar. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
É importante que o aconselhador busque orientar a família do adolescente quanto à educação sexual de seus filhos. A função desta tarefa não é apenas de informação, mas também de confrontação. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
Isto possibilitaria ao adolescente por sob a fala alguma necessidade não satisfeita que é buscada inadequadamente numa relação amorosa. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p><strong>Os Vínculos Entre Aconselhador e Adolescente </strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;">A natureza do laço social entre aconselhador e adolescente deve ser de amizade, de confiança e aceitação total de pensamentos, mas não de comportamentos – o que significa uma correção com amor e uma limitação com compreensão.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
O entendimento da própria fase de vida é essencial. Para isso a técnica de espelhamento da fala, dos sentimentos e das emoções se torna útil. Adolescentes podem ser incompreendidos, visto que estão entre a responsabilidade da vida adulta e a saída da infância. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
A rebeldia pode ser um sinal de busca pela autonomia. Deve-se lidar com isso através de conversa empática, mostrando que seu mundo é entendido e compreendido de forma total e eficaz.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
Muitos conselheiros cristãos falham com o aconselhamento desta fase, pois não fazem o primeiro passo de forma eficaz: demonstrar que os conflitos e questões psicológicas do adolescente são totalmente compreendidos e aceitos. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
Um mito é que o adolescente não permite que se discorde dele, sendo rebelde e indomável. Esta não é uma característica que pertence somente a ele, mas pode ser resultado de uma relação interpessoal ineficaz, onde a empatia do adulto não está presente.<br />
Perceber que o aconselhador está sendo empático é muito terapêutico para alguns adolescentes. Perceber que o adulto compreende, que entende totalmente a problemática apresentada por ele já pode ser uma boa garantia de que o comportamento desviante será corrigido. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p><strong>O Aconselhador e o Comportamento Rebelde </strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;">A empatia do aconselhador deve preceder a autoridade. Autoridade e empatia caminham juntas, mas em alguns casos se percebe o autoritarismo e antipatia na família, o que pode gerar estados de rebeldia no adolescente. Muitas vezes esse comportamento rebelde é sinal de incompreensão somente. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
Portanto, em alguns casos se o adulto mostra-se na relação como um amigo empático essa rebeldia talvez se dissipe. Por vezes esse estado de rebeldia se extingue quando o adulto se mostra empático e neutro, sem criticas, mas com uma autoridade amiga e justa que conversa sobre o importante. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
Não é a discordância do aconselhador em relação às atitudes do adolescente que vai proporcionar o estado de rebeldia, mas antes sim a incompreensão de seu estado psicológico atual, não deixando claro que o entende de forma plena.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
A necessidade de ser entendido e aceito é muito maior do que a necessidade de autoestima por um grupo de fora da família. Portanto, alguns adolescentes vão buscar fora o que não possuem na família: a aceitação. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
Isto pode ser o resultado da inabilidade de a família proporcionar ao adolescente um olhar sobre si mesmo e sobre seus sentimentos, ou seja, não saberem conduzir o adolescente para uma análise desse seu período de vida.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
Vale deixar claro que compreensão e empatia não são sinais de libertinagem e liberalidade quanto à educação dos adolescentes, mas antes sim sinal de amor e de aceitação. Isto é tudo o que se precisa para esta fase da vida. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
Como há uma personalidade em formação, os elementos da infância coexistem com os elementos da vida adulta. Responsabilidade e entretenimento coexistem. O aconselhador deve esclarecê-los deste momento, apresentando-os não como características conflitantes, mas sim em desequilíbrio. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
Em alguns casos o AP com adolescentes visa suprir o que faltou na família, em outros momentos municiar a família e em alguns casos fazer o papel que a família não pode alcançar por ter a situação de rebeldia saído do controle. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p><strong>O Aconselhador e os Adolescentes com Transtornos Específicos</strong></p>
<p><strong> </strong>Adolescentes vitimam de violências necessitam de um suporte emocional para elaborarem o trauma e para junto com os responsáveis darem o certo sentido dessa experiência invasiva que é o ato violento.</p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
Não permitir que o adolescente forme pensamentos de generalização, tal como “todos os adultos são assim, desta forma, violentos” é o objetivo de um AP com adolescentes vítimas de violências. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
A assessoria emocional e psíquica de um adulto se torna necessária nesses casos. A evolução rumo à inserção social normal será lenta e gradativa e a simples presença de um adulto pode proporcionar o suporte de que precisa o adolescente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
Já adolescentes portadores de transtornos mentais específicos carecem tanto quanto um adulto de inserção social que vise o desenvolvimento de tarefas que proporcionem desenvolvimento da auto-estima e do sentido de pertença a num grupo especifico. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
Numa situação de adolescentes portadores de transtornos mentais específicos, a tarefa de um AP é a de assessorar a inserção grupal e o relacionamento entre eles de forma saudável. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p><strong><br />
Os Desafios para o Aconselhador de Adolescentes</strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;">Por fim, se percebe que essa é uma fase de vida que é marcada por preconceitos mútuos de adolescentes e de adultos. Uma fase de vida incompreendida e não-aceita tal como é. Uma fase de vida pressionada a ser aquilo que ainda não é e a deixar de ser aquilo que não abandonou por completo, a fase adulta e a fase infantil respectivamente.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
Aconselhar a adolescência é permitir-se parecer um pouco com eles, é permitir-se voltar no tempo e questionar-se sobre os conflitos específicos dessa fase e se despir dos preconceitos que cerceiam o entendimento integral dessa fase especifica de vida humana.<br />
Aconselhar adolescente é assessorar o seio familiar no processo de educação do adolescente e possibilitar que se estabeleça um olhar crítico sobre as mútuas formas de comunicação, que se crie entendimento genuíno e a aceitação do processo de mudança. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
Portanto, são esses os três fatores que podem ficar comprometidos na família quando há a presença de um adolescente: a comunicação familiar, o entendimento mútuo entre pais e filhos e a aceitação da autonomia do adolescente. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
Restaurar isto é o objetivo principal de um aconselhador de adolescentes e isso se faz no instante em que o aconselhador possibilita ao adolescente expressar seus medos e receios das mudanças pelas quais está passando no momento. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
O aconselhador deve permitir que o adolescente &#8211; a partir da análise das relações sociais que estabelece e a partir da análise sobre os próprios sentimentos e pensamentos &#8211; se perceba enquanto um ser em desenvolvimento de identidade.<br />
Esta comunicação saudável deve permitir o esclarecimento dos contratos familiares. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;">O entendimento deve proporcionar um contato mais próximo entre a vida afetiva de pais e filhos e a aceitação visa estreitar os laços familiares e dirimir o medo que os pais possuem de perder uma criança que agora se torna um adulto autônomo e portador das próprias escolhas. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><a href="http://www.marceloquirino.com/"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: blue;">www.marceloquirino.com</span></a><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
</span><a href="mailto:quirino@ufrj.br"><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: blue;">quirino@ufrj.br</span></a><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: &amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; color: #444444;"><br />
Membro da PIB Guarani – São João de Meriti</span></p>
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