A igreja num mundo sem fronteiras

A igreja num mundo sem fronteiras

Sermão oficial pregado à Assembléia da CBESP,pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho, dia 20 de julho de 2005, em Registro

O texto que subsidia nossa assembléia é Efésios 2.17-18, que faz parte de um contexto mais amplo, Efésios 2, e, em termos gerais, da carta aos efésios. Tenhamos isto em mente para entender o texto e assim evitar fazer com que ele diga o que não está dizendo.
. Efésios é um tratado de eclesiologia. Não trata da funcionalidade da Igreja, mas de seu substrato teológico. É uma carta que carece de estudo e de análises demoradas porque temos uma crise de identidade teológica que se manifesta em três áreas: eclesiológica, soteriológica e cristológica. No topo de tudo a questão cristológica: quem é Jesus Cristo? O grande problema do neopentecostalismo, por exemplo, é o que fazer com Cristo e sua cruz. Em alguns segmentos, na simbologia que expressa a teologia, Cristo foi trocado por Abraão e Gideão, e sua cruz foi trocada pelo cajado de Moisés ou espada de Josué. No ornamento de muitas igrejas, a cruz foi trocada pela estrela de Davi, que, com muita probabilidade, nada tem a ver com Davi.
Efésios é uma carta eclesiológica e cristológica. São dois conceitos entranhados. Não há eclesiologia sem cristologia e a cristologia que não contemple a eclesiologia é falha. Efésios contempla os dois aspectos.
Seu ponto alto é a obra de Jesus, que gerou a Igreja. Esta não é um acidente. Segundo Efésios 1.3, ela nasceu na eternidade, no coração de Deus. Idealmente, a Igreja nasce na eternidade e se concretiza na história com o ministério de Jesus. Em Efésios 1 vemos o irromper da Igreja, desde sua idealização até sua concretização. No capítulo 2 vemos os efeitos da salvação efetuada por Cristo, que fez surgir a Igreja. Em 2.1-9, Paulo mostra os efeitos pessoais da salvação. Do versículo 11 ao 22, os efeitos sociais da salvação. O versículo 10 liga os dois momentos, o individual e o social. Ele preparou boas obras para praticarmos. Elas são o efeito imediato da salvação, quer em nível individual quer em nível social. “Boas obras” não devem ser entendidas em termos de varejo, de pequenas atitudes, embora elas tenham valor. Aludem à ética cristã, que é mais que guarda de preceitos. É a totalidade da vivência cristã no mundo. É a forma de ser do cristão, como conseqüência da cosmovisão que Jesus lhe trouxe.
A discussão agora é sobre quem éramos, o que somos e as implicações de sermos o que somos. Vou andar por aqui e peço-lhes paciência e atenção.

1.QUEM ÉRAMOS ANTES DE CRISTO – VV. 11-12
Efésios era uma igreja composta de gentios. Paulo descreve quem eles eram antes de seu encontro com Cristo. Há cinco características da situação de nossa vida, nós, os gentios, antes de Cristo transformá-la.
(1) Estáveis (…) sem Cristo – É assim que ele inicia. Parece óbvio. Antes de encontrarmos Cristo estávamos sem ele! No argumento paulino não é uma questão de lógica. É uma questão de base. Esta é a base de todas as desgraças. Estar sem Cristo é uma desgraça. A Igreja é o povo que experienciou a entrada de Cristo em sua vida. Sabe que sem ele a vida é uma sucessão de desgraças, por melhor que seja a situação econômica e social. O homem sem Cristo está perdido, sem perspectivas espirituais verdadeiras e sem perspectivas eternas. A Igreja não é um clube espiritual. Nem uma organização reformadora ou um entretenimento espiritual. É o povo de Cristo num mundo sem Cristo, de onde ela veio.
(2) Separados da comunidade de Israel – Talvez não consigamos entender o impacto desta expressão. Naquela época a humanidade estava dividida radicalmente entre judeus e gentios. Paulo sabia do que falava. Cerca de três anos antes, quase fora linchado porque alguns judeus pensaram que ele introduzira um gentio, Trófimo, por sinal um efésio, no templo. Mas, que diferença faria estar separado da comunidade de Israel? Estou separado da comunidade australiana, e com todo respeito à Austrália, isto não me faz a menor diferença. A resposta vem nos dois itens a seguir.
(3) Estranhos aos pactos da promessa – A promessa era para Israel. Deus fizera um pacto com a nação, como se lê em Êxodo 6.7: “Eu vos tomarei por meu povo e serei vosso Deus”. Não éramos o povo de Deus. Os gentios abandonaram Deus e foram abandonados por ele. Romanos 1.18-21 mostra este processo de abandono mútuo. Em conseqüência, há um refrão em Romanos 1. 24, 26 e 28 – “Deus os entregou”. É neste mundo em que a Igreja atua: um mundo que abandonou Deus e foi por ele entregue aos seus instintos mundanos. Ela não pode se enamorar do mundo, mas testemunhar junto a ele.
(4) Não tendo esperança – Esta é a quarta característica do homem sem Cristo, como nós éramos, e o segundo desdobramento da separação da comunidade de Israel. Os judeus esperavam um messias. Ele lhes traria um novo tempo. Os gentios não tinham nada em que esperar. Mutatis mutandis, é o que acontece hoje. Quem tem Cristo tem esperanças. Entre as muitas esperanças, uma, que é maior de todas: a volta do Senhor Jesus, em poder e glória, para consumar a história. Não tínhamos em que crer. Agora temos. Colocamos nossa fé em Jesus, Senhor da história. O novo tempo que os judeus esperavam nós o temos.
(5) Sem Deus – Esta é a quinta característica do homem sem Cristo.. Como começou a listagem, Paulo a termina. A primeira é sem Cristo. A última é sem Deus. Sem Cristo o homem não tem Deus. Parece banal? É relevante. Um dos nossos problemas, como disse, é soteriológico. A religião das pessoas é, em grande parte, determinada pela geografia. Um tibetano, provavelmente, não será batista. O que será de pessoas, algumas tão boazinhas, melhores que muitos cristãos, e que não tiveram oportunidade de ouvir de Jesus? A questão é complexa e eu não conseguiria esgotá-la. Mas duas questões devem ser afirmadas. A primeira é que não se trata de religião, mas sim de que sem Cristo a pessoa está perdida. Ele é o Salvador. Não há dois salvadores. A segunda é a enorme responsabilidade em seguir a Cristo, em geral, e exercer liderança no evangelho, em particular. Não podemos brincar de religião, mas anunciar Jesus Cristo, Senhor do mundo, a todo o mundo. Sem Cristo o mundo está perdido, mesmo que tenha elevado valor moral e espiritual. A salvação é pela fé em Jesus Cristo. Temos coragem de assumir o ônus desta afirmação teológica?

Quem éramos? Numa palavra, éramos perdidos. Precisamos recuperar este conceito teológico, que vai se esmaecendo, sob a pregação de bênçãos materiais, riqueza material e saúde física, ao invés do perdão dos pecados. Sem Cristo, o homem está perdido, sem esperanças. Está condenado. Como diz Efésios 2.1, está morto em seus delitos e pecados, e condenado à perdição eterna. A Igreja é chamada a testemunhar da salvação que há em Cristo. Se a teologia da libertação demonizou as riquezas, a teologia da prosperidade as canonizou. Colocou-as como o que há de mais importante nesta vida. Não são. Precisamos recuperar isto: o que há de mais valioso neste mundo é a salvação em Jesus Cristo. Nós a temos. Devemos pregá-la ao mundo.

2.O QUE SOMOS DEPOIS DE CRISTO – VV. 13-14
De um relato sombrio, o texto gira, em uma guinada radical. A mudança começa com uma conjunção coordenativa adversativa. Coordena o assunto, mas segue adversamente: “mas”. "Mas agora", diz o versículo. O que aconteceu? “Em Cristo”. Acontece uma mudança radical. Estávamos longe, sem Deus, sem esperanças, mas algo aconteceu. Numa excelente estrutura literária, Paulo, que mostrara cinco características da vida antes, mostra cinco características da vida depois.
(1) Em Cristo. Esta é a expressão chave de Paulo. Ser cristão não é seguir determinados preceitos éticos ou praticar uma religião determinada ou pronunciar expressões estereotipadas. Pergunta-se que horas são e a pessoa responde: “Sete e meia, amém?”. É estar em Cristo. A preposição grega én é usada somente com o locativo, dando a idéia de instrumental. É por meio de Cristo. É por meio de Cristo que nosso relacionamento com o Pai é mudado. É por meio de Cristo que somos salvos. É por meio de Cristo que este mundo pode experimentar as bênçãos de Deus e ser reconciliado com ele. A vida toda muda por causa de Cristo. O carro-chefe da Igreja é Cristo, o tema da Igreja é Cristo, os óculos pelos quais a Igreja enxerga o mundo é Cristo. Assusta ver a interpretação de Cristo por Marx, por Freud, por Piaget e outros. Assusta ver leituras do evangelho por correntes modernas de pensamento ou tentativas de amoldar Jesus ao pensamento secular. A igreja está em Cristo. Vive por meio dele, vive para ele, só tem razão de ser por causa dele. A Igreja não é um evento sociológico (a tendência de sociologizar o evangelho deve ser bem analisada). É um evento cristológico e, além disso, jesuológico. Gira ao redor de Jesus Cristo..
(2) Estáveis longe (…) chegastes perto é a segunda expressão que traduz a característica da vida após Cristo. Fomos aproximados de Israel e das promessas do pacto. A Igreja é a comunidade que foi aproximada de Deus. Seus membros, como indivíduos, andavam distantes dele, mas foram aproximados. Somos chamados a refletir sobre as implicações teológicas e éticas do evento Igreja. O mundo vê que andamos perto de Deus? Que momento triste, deplorável mesmo, ver e ouvir Roberto Jefferson acusar políticos de receberem o mensalão, e referir-se a um deles, com bastante ênfase: “Bispo Fulano”. Ele poderia estar mentindo, mas deveríamos ser pessoas cuja conduta fosse exemplar para o mundo, a ponto de jamais sermos colocados sob suspeita. Fomos trazidos para perto. Devemos mostrar vida de quem anda perto de Deus.
(3) Pelo sangue de Cristo é a terceira expressão a traduzir a característica da vida após Cristo. Fomos aproximados das promessas, de uns dos outros, e do próprio Deus pelo sangue de Cristo. No judaísmo, a pessoa era aproximada de Deus pelo sangue de um animal. No cristianismo, pelo sangue do Cordeiro Imaculado, Jesus. O sangue de Jesus nos aproxima de Deus e dos homens. Estávamos distantes de Israel e do pacto. Mas o sangue do Cordeiro de Deus nos aproxima. Isto é um axioma teológico. Só por Cristo o mundo poderá experimentar paz. A verdadeira paz, não apenas cessação de conflitos, só é possível por meio de Cristo. Ele nos reconcilia com o Pai e uns com os outros. Mais uma vez somos chamados a entender isto: fazer missões, pregar Jesus Cristo como Salvador do mundo, como quem nos reconcilia com o Pai e uns com os outros, é a mais importante tarefa que temos a desempenhar. Se o púlpito se ocupa de economia, de psicologia ou de sociologia, frustra o propósito de Deus para o mundo e prejudica o mundo. A esperança para o mundo viver bem está em aceitar o plano de Deus para a humanidade consubstanciado em Jesus. O tema do púlpito deve ser Cristo e Cristo crucificado.
(4) Desfez a inimizade (…) assim fazendo a paz é a quarta expressão a mostrar outra característica da obra de Cristo por nós. Ele não apenas dá a paz, ele fez a paz. Uniu os dois blocos, judeus e gentios, em um só, a Igreja. Compreendemos mais sobre a Igreja. É a comunidade das pessoas reconciliadas com Deus e reconciliadas entre si. Brigas eclesiásticas são um escândalo. Discussões que chegam à dissensão por questões de fé são uma bizarria. O fabulista Trilussa tem uma poesia que, em prosa, diz isto, mais ou menos. Um leão acordou de manhã, num zoológico, viu a porta da jaula aberta e saiu. O macaco o inquiriu sobre seu destino e ele disse: “Vou ao Coliseu, seguir a glória dos meus ancestrais, matar cristãos”. O macaco explicou que tudo mudara. Os cristãos dominaram o mundo. E enquanto ia falando, o leão ia se “boqueabrindo”. Por fim, perguntou: “Mas, e agora, quem devora os cristãos?”. Respondeu o macaco: “Ora, amigo leão, deixa por lá os cristãos, eles se devoram entre si”. Nossas assembléias convencionais e as de algumas igrejas refletem a palavra do macaco. Não somos adversários mútuos, somos parceiros de jornada e de batalha. Cristo fez a paz. Não a destruamos. Cantamos “Pai, faz-nos um!”. Ele já nos fez um! Que não destruamos a unidade!
(5) Derrubando a parede da separação é a quinta expressão. Duas interpretações são aventadas aqui. A primeira diz referir-se a uma balaustrada entre o pátio das mulheres e dos gentios, aos quais era vedada a entrada no templo. A outra é que alude à interpretação da lei pelos fariseus. Se for a primeira, entendemos que missões é algo a fazer num mundo sem fronteiras geográficas, mas também sem fronteiras culturais. Os rabinos diziam que era melhor queimar os livros da lei que permitir que uma mulher os lesse. Sobre os gentios, diziam que Deus os fizera para serem combustível do fogo do inferno. Diz Gálatas 3.28: “Não há judeu nem grego, não há escravo nem livre, não há homem nem mulher”. Cristo deve ser pregado a todas as nações e a todas as classes sociais. Se for a segunda, lembremos que o assunto de nossa pregação é Cristo, e Cristo crucificado, e não a parafernália religiosa do Antigo Testamento. A Igreja precisa voltar ao Novo Testamento, e entender que tudo do Antigo era sombra do que viria, conforme Colossenses 2.16. Que a Igreja não levante barreiras nem se esqueça da palavra do Pai, na Transfiguração: “Este é meu Filho amado, em quem me comprazo. A ele ouvi”. Ouvimos a Jesus, não a Moisés e a Elias. Os ouvidos da Igreja devem se inclinar para Jesus.

Resumamos esta divisão. Somos uma família, formada pelo sangue de Cristo, como diz o versículo 13, e pela cruz, como diz o versículo 16. Devemos ser um exemplo de unidade para o mundo. Uma igreja local, em particular, e uma denominação, em geral, divididas, não têm autoridade moral para pregar ao mundo. A vida depois de Cristo é uma vida de comunhão com Deus e de comunhão com os irmãos.

3.AS IMPLICAÇÕES DA MUDANÇA – VV. 15-20
Houve uma mudança. Passamos de pessoas sem Deus, sem esperança, a povo de Deus, povo do pacto, povo que vive perto de Deus. Foi por Cristo. Mas quais as implicações disto?
(1) Aboliu a (…) lei dos mandamentos (v. 15). A lei é santa, boa e pura, no dizer de Paulo, mas foi deturpada. O quarto mandamento, por exemplo, recebeu setenta divisões. Cada divisão recebeu setenta subdivisões. A ênfase era no que a pessoa podia fazer. Tornou-se a religião do esforço próprio. O evangelho acabou com a religião do esforço próprio. “Porque Deus encerrou a todos debaixo da desobediência, a fim de usar de misericórdia com todos” (Rm 11.32). Chegou um novo tempo, o tempo da graça. A Igreja é o povo da graça. Ele precisa aprender a viver pela graça, a depender da graça. Vez por outra ouço alguém dizer que precisamos de mais políticos crentes ou até mesmo de um presidente da República que seja crente para defender nossos direitos. Ou eleger o maior número de possível de evangélicos para fazer o reino de Deus avançar. É bom que tenhamos crentes em todas as áreas sadias da vida, mas não é deles que dependemos nem neles podemos confiar nossas expectativas. Dependemos de Deus, da sua graça, da sua misericórdia. O reino de Deus não avança por decretos humanos, mas pela graça de Deus. Em Daniel 3.29 lemos que Nabucodonosor baixou um decreto condenando qualquer blasfêmia contra o Deus de Sadraque, Mesaque e Abedênego. No capítulo seguinte, em 4.7, a corte está cheia de magos, encantadores, adivinhadores, trazidos por Nabucodonosor, e por ele consultados. Baixou um decreto a favor do Deus de Israel e continuou promovendo o ocultismo. Não precisamos do poder humano para o reino avançar. Precisamos da graça de Deus, do seu poder, da sua misericórdia que opera por nós.
(2) “Não mais (…) estrangeiros e peregrinos…" (v. 19). Somos membros da família de Deus. Não andamos sem rumo nem somos forasteiros. Cidadãos do reino somos agora. Ser cidadão pressupõe um conjunto de direitos. Sendo cidadãos brasileiros temos direitos. Mas ser cidadão pressupõe também um conjunto de deveres. Ser cidadão estar significa estar inserido em um processo. Somos cidadãos do reino. Hoje se fala muito de direitos, pouco de deveres. Um cidadão consciente lembra de seus deveres. Um deles é garantir a existência de sua própria pólis. Sendo cidadão do reino, temos a certeza de que quem garante o reino é o Senhor, mas temos deveres com ele. Investir no reino, orar por ele. Usar a vida em prol dele. Um cidadão é crítico, mas é engajado. Vejo hoje muita crítica e pouco engajamento. Um cidadão ama sua pólis. Amar o reino e gastar a vida no reino é um desafio para quem não é estrangeiro nem peregrino. Não estamos de passagem pela Igreja de Cristo. Somos a Igreja. Ela merece nosso amor e nossa dedicação.
(3) “Morada de Deus no Espírito” (v. 22). Somos o templo de Deus. O templo era um lugar sagrado para os judeus. O gentio vivia sem Deus, sem o messias, sem o templo. Agora, nós, ex-gentios e atualmente povo de Deus, temos Deus, temos o messias e somos o templo. O cristianismo traz um ensino fantástico: sagrado não é o prédio, mas as pessoas. Deus habita nas pessoas. Cristo mudou tudo. Você é o templo de Deus. Cabe uma pergunta: você está vivendo de maneira que a glória de Deus habita em sua vida? Queremos fazer diferença no mundo, queremos que nossas igrejas mudem o mundo. Mas como disse alguém: “todos falam em mudar o mundo, mas ninguém quer mudar-se a si mesmo”. Não devemos esperar que nossas igrejas ou nossa denominação causem impacto no mundo. Devemos começar do primeiro tijolo: eu devo fazer diferença no mundo. Minha igreja e minha denominação serão tão boas quanto eu for. Nossa espiritualidade e nosso caráter cristão determinam a qualidade moral e espiritual de nossas igrejas e denominação. “Morada de Deus no Espírito”. O Espírito mora em nós. Que seriedade ser de Cristo!

CONCLUSÃO
Antes de Jesus entrar em nossa vida: falta de rumo, falta de significado e prestes a morrer. Depois de Jesus: somos templo onde Deus vive. E termino com ilustração de Rubens Lopes. Em seu sermão Cristo, Operário Número Um, ele idealizou Jesus trabalhando como carpinteiro, na adolescência, ajudando o pai. Idealizou-o recebendo uma tora de madeira, bruta, informe, sem utilidade. Suas mãos trabalhavam aquela tora e de lá saía uma mesa, uma cadeira, um banco, um móvel. É isto que Cristo faz conosco. Massa bruta, informe, que somos, passamos por suas mãos. Ele corta, aplaina, modela, faz sair algo útil. É o Grande Operário a fazer uma obra de arte em nossa vida, e uma obra de arte útil. Isto é ser de Cristo: ser trabalhado e moldado dia a dia por ele.
Para a utilidade no reino e para espelharmos a glória do Pai e de seu bendito Filho ao mundo, trabalhe o Espírito do Senhor em nossas vidas. Então, pessoas trabalhadas pela Divindade, seremos a Igreja do Senhor num mundo sem fronteiras.