Qual a Cor Certa da Roupa na Virada do Ano?

Qual a Cor Certa da Roupa na Virada do Ano?

 

            Li, num site da Internet, um artigo sobre as cores a usar na passagem do ano para se ter sorte em 2007. Começa assim: “Uma das superstições mais comuns em todo o mundo é a roupa que você deve vestir na passagem do ano. Já que um novo ano está nascendo com mil e uma coisas para serem feitas e descobertas, nada mais natural que o clima de renovação se reflita também em suas roupas que devem ser novas. Se o dinheiro estiver curto, roupas íntimas já dão conta do recado”.

 

            O artigo diz que é superstição. Gozado, né? Esse pessoal rejeita o evangelho, que fala de uma pessoa histórica, que viveu no tempo e no espaço, que dividiu a história, que mudou o mundo, e crê em superstição. Que incoerência! Diz ainda o artigo: “No Brasil, a cor mais usada é a branca, devido à forte influência da cultura e da religião africana, que acredita que esta cor traz boas vibrações… Vista-se de branco para ter um ano repleto de paz, verdade, sabedoria e calma. O branco repele as energias negativas e eleva as vibrações. Estimula a memória e gerencia o equilíbrio interior”.  Ora, se o branco trouxesse boas vibrações, o São Cristóvão seria o eterno campeão carioca. O Santos não teria ficado tantos anos na fila. A endeusada África seria pacífica e rica.

 

            Custa crer que as pessoas pensem que seu destino depende de cores, comer três frutinhas, quebrar garrafas na passagem do ano ou usar sete peças de roupa íntima, e não do que façam, do seu caráter, de sua determinação. Achar que o futuro depende da cor da roupa é risível. Veja esta afirmação sobre a cor laranja: “Atrai sucesso monetário. Ajuda nas conquistas pessoais e profissionais. Se você está aguardando aquela promoção, ou mesmo está procurando um emprego, encontrou a cor certa”. Laranja é a cor dos garis de Campinas. Devem estar recebendo um supersalário e devem ser promovidos todo ano! Laranja atrai promoção!

 

            As superstições florescem onde a verdade está ausente.  E em nosso tempo as pessoas não têm compromisso com a verdade. Não a buscam.  Florescem a ignorância e a superstição, porque as pessoas abandonaram a verdade sobre Deus e sobre si mesmas. A Bíblia diz quem somos. Ela mostra a verdade sobre nós, mas o mundo prefere a mentira. Assim encontramos quem creia em astrologia, resquício de um tempo em que se presumia que a Terra era o centro do universo e que o céu fosse um teto fixo. A decantada ciência (invocada para se combater a fé cristã e ignorada para manter a superstição) provou que a astrologia é uma impossibilidade. E que determinadas cores podem exercer influência sobre nosso estado de espírito em um dado momento, mas não fazem nosso futuro nem atraem dinheiro nem resolvem problemas.

 

O Velho Livro diz que somos responsáveis por nossa vida, que tomamos decisões de acordo com nosso querer. Que não somos vítimas de astros, de cores, de números. Que somos pessoas responsáveis. Que Deus nos deu capacidade de pensar, avaliar, tomar decisões. E nos cobrará isto. Mas as pessoas não querem ouvir falar de responsabilidade, e sim de possibilidades. Não de culpa, e sim de prazer. Mas permanece um fato: nós fazemos a nossa vida, com nossas decisões e atitudes. Ninguém culpe astros, cores, números, perfumes. Cada um é responsável por si, diante de Deus.

 

            Não se preocupe com a cor de sua roupa. Preocupe-se com a cor do seu coração. Na Bíblia, o vermelho, figuradamente, é a cor do pecado. Branco se associa à pureza, embora usar roupa branca não torne alguém santo. Mude a cor de seu coração. De vermelho para branco. “Os seus pecados os deixaram manchados de vermelho, manchados de vermelho escuro; mas eu os lavarei, e vocês ficarão brancos como a neve, brancos como a lã”  (Is 1.18). Deus não liga para a cor de sua roupa. Mas para a cor do seu coração. Está vermelho ou sujo? Lembre-se: “o sangue de Jesus, o seu Filho, nos limpa de todo pecado”  (1Jo 1.8).

 

            A roupa? De qualquer cor! O coração? Deus pode limpá-lo em Cristo. Preocupe-se com isto.

 

            Isaltino Gomes Coelho Filho