Os Cânticos Do Apocalipse

Os Cânticos Do Apocalipse

 

Isaltino Gomes Coelho Filho

            Para muitos, o Apocalipse é misterioso e aterrorizante. Para outros, infelizmente, é uma cabala evangélica, usado para adivinhações grotescas, em que se “vêem” o Japão, EUA, helicópteros, Saddam Hussein reconstruindo Babilônia e outras hermenêuticas levianas, mostradas entre nós como escatologia séria. É triste o sensacionalismo bíblico!  Mais triste é o anseio por ele em nossas igrejas!

 

            O Apocalipse é um livro de louvores e cânticos. Celebra o triunfo final de Jesus, o Cordeiro de Deus. Seu reino será vitorioso. Os cânticos são de triunfo. Há muita liturgia, mas, semanticamente, talvez não seja apropriado falar de “cânticos”, embora Apocalipse 15.2 diga que “entoavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro”. Na realidade, são aclamações de louvor em que a corte celestial prorrompe espontaneamente ao ver descortinada a história e o triunfo do reino implantado por Jesus. Não são cânticos elaborados, mas expressões espontâneas. Mas são um precioso ensinamento: nós celebramos a vitória do reino de Cristo. Cantamos sua obra redentora, seu poder na história, o triunfo dele sobre o poder do mal, a imbatibilidade da Igreja.  Nosso louvor deve exaltar o triunfo de Cristo e a vitória final do seu reino.

 


           São liturgias celestiais. O livro nos apresenta o louvor nos céus. O nosso é humano, produzido aqui na terra. Não conseguiremos reproduzi-lo em nossas igrejas, mas ele é um sinal da realidade de um mundo novo que já é nosso e que se concretizará um dia. E se adotarmos a postura platônica do autor de Hebreus, de que o real é cópia do ideal (Hb 7.5-6), nosso louvor deve ser uma cópia do louvor celestial. Por isso é bom atentar para ele. No esquema de Gruson (em obra da qual não tenho referências), são quatro celebrações litúrgicas, a saber:

(1)   Glória ao Cordeiro imolado – 4.11, 5.9-10,12-13

(2)   Eis a realeza do nosso Deus – 11.17-18 e 12.10b-12

(3)   Maravilhosas são as tuas obras – 15.3-4

(4)   As núpcias do Cordeiro – 19.1-2, 5, 6b-7.

Isto mostrado, vejamos o teor da liturgia celestial. Ela expressa uma teologia correta, pois é celebrada nos céus. Examiná-la nos fará bem.

 

GLÓRIA AO CORDEIRO IMOLADO – 4.11, 5.9-10,12-13

            O versículo 11 anuncia o poder Criador de Deus. Ele é o Idealizador (foi por sua vontade, ato de pensar e querer) que tudo veio a existir. Ele é digno de receber o louvor. Este ato de culto dos anciãos é a resposta aos seres viventes que no versículo 8 repetem a declaração dos serafins de Isaías 6, que anunciam a santidade de Deus. Evitando entrar nas discussões sobre os detalhes do Apocalipse, não digo que são serafins, mas digo que cumprem o papel destes. São guardiões e carregadores do trono. Estes seres não estão cantando. Apenas executam uma tarefa diuturna. À semelhança de Isaías 6.3, anunciam a santidade de Deus ininterruptamente. Com base neste texto, é errado falar do “Deus três vezes santo”. A idéia do hebraico é que as três parelhas declaram “santo”, uma de cada vez, sem cessar. É o Deus infinitamente santo, não três vezes santo.

            No Apocalipse, os anciãos, líderes, declaram a dignidade (o direito de receber) de Deus, com base em sua santidade, e afirmam seu poder criador. O Criador é santo. O hino ”Grandioso és Tu” captou muito bem o poder criador do Deus santo.

            A dignidade divina de receber culto (ser digno é ser merecedor) é reafirmada em 5.9 e 5.11. Em 4.11, a dignidade é do Pai. Em 5.9 e 5.11 é do Cordeiro, título preferencial de Cristo no livro. O Pai e o Filho são declarados dignos. O Filho é digno. Ele toma o livro da história dos homens em sua mão. Ele tem a história em suas mãos. Jesus deve ser louvado porque a história é dele. Ela convergirá para ele (Ef 1.10). O Pai é Criador (o Filho também, como diz João 1.3) e o Filho é o Consumador. A vinda do Filho consumará todas as coisas. Tudo terminará na mão dele. A igreja deve louvar e glorificar a Jesus, o Senhor da história, o Senhor da Igreja, o Senhor do Tempo, aquele que concluirá todas as coisas. Precisamos cantar sobre isto: a história está nas mãos de Jesus. Ela terminará nele. Ele é o Alfa e Ômega (Ap 22.12) e porá o ponto final na história. Nosso louvor deve incluir isto: a consumação. Os cânticos atuais pouco falam de vida futura, mas de um cristianismo pragmático, funcional, ou uma adoração descrita em linguagem esotérica. É preciso resgatar esta historicidade da fé e o papel do Filho, Jesus, na condução e conclusão da história. Que falta fazem os hinos escatológicos! Sua ausência empobrece nossos cultos, bem como a ausência de pregação sobre a consumação empobrece a vida dos crentes.

            O versículo 5.10 é bem claro: Jesus constituiu a Igreja. Ele a comprou com seu sangue, com sua morte. Esquecer da morte de Cristo é esquecer o fundamento da fé cristã, Cristo crucificado. Cantamos a cruz? Cantamos a morte de Cristo? Quão escassa é a hinologia alusiva à ceia, por exemplo, que dimensiona bem o ensino deste cântico: o sangue de Jesus fez nascer a igreja! Ao celebrar a ceia do Senhor com minha igreja sempre repito esta frase: “Esta é a certidão de nascimento da igreja!”. É isto que os versículos 9-10 estão a dizer. Cantemos a igreja como algo sobrenatural, nascida da cruz, comprada pelo sangue, presente do Filho para o Pai! A igreja é a mais fantástica instituição da história!

            Este primeiro ato de louvor conclui com um coral universal celebrando o Cordeiro! Lembremos disto! Muitos de nossos cânticos são generalistas, falando de Deus, de forma abstrata. Alguns podem ser cantados numa sinagoga, outros numa missa e outros em qualquer lugar. “Deus” é uma palavra em que cabe tanta coisa! Mas nós somos cristãos. Não apenas louvamos a Deus (que para alguns é uma Força, para outros uma Energia e para outros, o próprio homem). Nós louvamos o Deus que se manifestou na pessoa humana histórica, real e concreta de Jesus de Nazaré. Louvamos o Deus que esteve entre os homens na pessoa de Jesus. Há cânticos que começam e terminam sem uma menção sequer a Jesus! Alguns, baseados nos salmos, caberiam, como dito, numa sinagoga. O Cordeiro de Deus, Jesus, Senhor da Igreja, é o centro de nossa fé. Ele é a essência do cristianismo.

            O primeiro cântico (chamemo-lo assim) é crescente. A uma declaração de quatro anjos, respondem vinte e quatro anciãos. Depois, milhões e milhões de anjos (v. 11). Quando se pensa que tal coral não pode ser ampliado, a ele se juntam as vozes da terra, de toda a criação (5.13). Que fantástico! Uma apoteose! Nossos cultos devem ser uma apoteose, devem se desenvolver num crescendo até a magnitude. Devem empolgar o povo e terminar num clímax que leve as pessoas a saírem abaladas do templo, com esta consciência: “Estive na presença de Deus!”. Culto desanimado, burocrático, para cumprir agenda, cheira a blasfêmia. O culto deve ser vivo e vivificador. Deve empolgar. Deve declarar a dignidade de Deus e do seu Filho em receberem nossa adoração.

 

EIS A REALEZA DO NOSSO DEUS – 11.17-18 E 12.10B-12

            Respondendo à declaração de que o reino foi assumido por Deus e por Cristo, os anciãos adoram a Deus. É um cântico de ação de graças (“Graças te damos…” – v. 17). Por qual bênção estão dando graças? Por esta: ele é e era (é eterno, está fora do tempo) e assumiu seu poder e começou reinar. Não foi um benefício pessoal, mas a bênção é que Deus reina. A vitória final de Cristo é a vitória do crente. Ele é rei, tem todo poder, e nós celebramos isto. O reino é dele. Deus deve ser louvado pelo seu poder.

            O versículo 18 nos traz a idéia de juízo divino sobre os pagãos. Cantamos o juízo. A graça é cantada, mas o juízo é? O louvor também ensina e proclama o evangelho. Precisamos falar do julgamento de Deus sobre o mal. Esta é uma questão que não pode ser ignorada. Muitos cânticos são mera auto-ajuda, mas nosso louvor deve celebrar o senhorio de Cristo, incluindo seu juízo, sobre o mundo. Isto é bíblico. Menos do que isso é ser parcial na interpretação bíblica.

Após este louvor que declara a vitória e o juízo divinos sobre o mundo, o santuário celeste se abre e a arca da aliança é vista (v. 19). Ela não existia mais. Foi destruída quando da queda de Jerusalém. Mas o terreno é uma cópia do celestial. Há um templo celestial do qual o terreno é cópia. A arca celestial está lá. Ela simboliza o pacto de Deus com sua igreja. Esta é outra mensagem que a igreja precisa cantar. Deus fez uma aliança com ela. Não a simbolizada pela arca, que era mosaica, mas a com Cristo, na ceia (Mt 26.28). A arca lembra a aliança, mas a aliança final foi feita em Jesus. É significativo que o juízo para galardão dos salvos e o juízo para condenação dos ímpios (v. 18) estejam conectados à visão da aliança entre Iahweh e a igreja (v. 19). A exaltação dos fiéis, a condenação dos ímpios e o pacto que Deus fez conosco estão interligados.

O cântico continua anunciando a vitória de Cristo (12.10-12). A vitória de Cristo está ligada à declaração de que Satanás foi lançado para a terra. Na interpretação amilenista, a deste autor, não há muitos problemas. Satanás está na terra agindo, rugindo e buscando a quem possa tragar (1Pe 5.8). Mas sua derrota é certa e a vitória de Cristo também. Este é um dos motivos do nosso louvor. As tentações, as lutas, as provações, as perseguições aí estão. “Mas em todas essas coisas somos mais que vencedores…” (Rm 8.37). A igreja é militante, mas assim como os mártires venceram por causa do sangue do Cordeiro (v. 11), ela vencerá. Alguém, com ironia cínica, disse que alguns hinos parecem açougue. Falam muito de sangue. Eles não falam de sangue, mas do sangue do Cristo. Ao crítico falta conhecimento da teologia bíblica, do significado do culto judaico, e de toda a epístola de Hebreus. A igreja precisa cantar e se regozijar no sangue de Cristo. Não é vodu. É bíblico. “Há poder, sim, força sem igual, só no sangue de Jesus” é mais bíblico, muito mais bíblico, que voar nas asas do Espírito e mergulhar nos rios de Deus. Isto é esoterismo evangélico. Devemos cantar as verdades bíblicas e não uma “viagem” espiritual, como se o louvor fosse um “ácido lisérgico espiritual”.

 

MARAVILHOSAS SÃO AS TUAS OBRAS – 15.3-4

            Temos agora o chamado “cântico de Moisés e do Cordeiro”, que foi reproduzido em um corinho muito bonito.  É um louvor pelo agir de Deus. O juízo divino está por vir e os remidos vencedores entoam o cântico. Deus agiu no tempo dele. Aqui se afirmam sua soberania e seu governo sobre o mundo. Como comenta Gourgues: “O mar e o fogo simbolizam não apenas o mar Vermelho atravessado a pé enxuto, mas a grande prova do martírio. Se os fiéis perseguidos saíram vencedores, foi graças ao Cordeiro que os arrastou na vitória definitiva sobre a Besta”. Trata da derrota final do poder do mal e do triunfo dos fiéis com Cristo.

            Estas duas idéias deveriam aparecer mais em nossos cânticos. Deus é soberano e triunfante. Ele esmagará o poder do mal. Muitos cânticos falam disto, mas em termos vagos. Se ele é soberano é soberano na vida do adorador. Não apenas no momento do culto, mas em sua vida, em qualquer circunstância. O adorador está sofrendo? Não se desespere. Deus é soberano. Pode ser que nosso sofrimento faça parte de seu plano. Podemos não gostar disto, mas é assim que Deus age. Manifestamos mesmo a soberania de Deus em nossa vida, aceitando o que ele tem para nós? Falamos da submissão do crente, em qualquer circunstância? Cantamos a vitória mesmo na pior aflição?

            Em Apocalipse 6.10, os mártires questionam a Deus por ele não julgar os maus e vingar os mártires. Foi lhes dito que esperassem (v. 11).  Falamos muito de triunfo, temos cânticos triunfalistas, mas e os cânticos que falam do direito de Deus sobe nós, inclusive se nosso sofrimento fizer parte de seu propósito? Visitei uma senhora, paciente terminal, em um hospital. Ela era da área médica e sabia que seu caso era fatal. Encontrei-a testemunhando de Jesus. E lembro-me de sua palavra: “Este leito é meu púlpito. Meu Senhor me colocou aqui para pregar”. Numa situação desta, de enfermidade e de dor, cantamos “Grandes são as tuas obras?”. Este louvor celestial não fala apenas do juízo, mas da grandeza de Deus em sua economia, sua administração do mundo e do reino. Quando cantamos este cântico em nossas igrejas, declaramos nossa submissão a ele?  

            Mas sem dúvida que o sentido do cântico é escatológico e fala da vitória de Cristo na história. O reino se consumará. Mais uma vez a nota de triunfo: o reino de Cristo vencerá, mesmo que para isto tenhamos que sofrer. O triunfo nos agrada, mas a cultura contemporânea, de busca de prazer e fuga da dor, não quer mostrar que há um preço, na vida cristã, a pagar: a inteira submissão aos planos do Pai. Para isto precisamos sacrificar tantas coisas que amamos!

            Associa-se o cântico de Moisés (Ex 15) com o cântico do Cordeiro. Em Êxodo, o juízo veio sobre os egípcios, inimigos de Israel. No Apocalipse, virá sobre o mundo, inimigo da igreja. Os adversários da igreja serão julgados. Mas ela terá que lutar e sofrer, como os israelitas. A mesma certeza deles é a da igreja: o Senhor batalha por nós. Esta é outra lição deste cântico: nas nossas lutas e aflições não estamos sós. O Senhor peleja por nós.

 

AS NÚPCIAS DO CORDEIRO – 19.1-2, 5, 6B-7

            Este é um dos cânticos mais belos do Novo Testamento. Segue num crescendo até que uma numerosa multidão o entoa, de forma apoteótica. De novo a idéia de um louvor que caminha para um clímax. Como o culto deve ser. O cântico celebra a vitória final de Cristo e as suas bodas com a Noiva, a igreja (v. 7). O reino de Cristo será definitivamente estabelecido e é narrado em uma figura de intimidade, de comunhão e de alegria.  O cristão pode cantar de uma fé que faz dele alguém em íntima comunhão com Senhor. Uma fé alegre. No romance do laureado escritor judeu Isaac Bashevis Singer, Sombras sobre o rio Hudson, um judeu pergunta ao outro, numa sinagoga, no dia da comemoração da destruição dos muros de Jerusalém: “O senhor está comemorando alguma perda?”. É a religião da depressão e da melancolia. Nós não celebramos perda ou derrota. Celebramos a vitória que há em Cristo. Nosso culto não é melancólico, mas jubiloso.

A exultação é grande, como se vê no quádruplo uso de “Aleluia!” (vv. 1, 3, 4 e 6). Aliás, diga-se que somente aqui, neste texto, a palavra “aleluia” é empregada no Novo Testamento. Nunca entendi porque há tanto de sua repetição em nossas igrejas, com um uso tão parcimonioso nos escritos neotestamentários.

            A estrutura do texto elucida muito. O primeiro canto vem do céu (vv. 1-4). Os anciãos e os seres viventes ajuntam seu louvor (v. 4). Uma voz vinda do trono exorta todos a juntarem suas vozes no louvor a Deus (v. 5). E por fim, um coral com um volume de voz “semelhante ao fragor de águas torrenciais e ao ribombar de fortes trovoes” (v. 6, Bíblia de Jerusalém) entoa um aleluia porque o Senhor Todo-poderoso passou a reinar. Esta esperança tem mantido a verdadeira igreja de pé ao longo de dois milênios. Seu Senhor vem e virá como vencedor. A igreja tem cantado, ao longo de vinte séculos, a sua convicção de vitória. O culto não é mera catarse para colocar emoções para fora. É a celebração da vitória de Cristo. O júbilo dos crentes não deve ser a de sensação de alívio físico e emocional porque se sentiram bem num exercício psicológico em que extravasaram emoções, expeliram ar dos pulmões e sacudiram o corpo. É o júbilo de estarem engajados na causa vitoriosa de Jesus. A igreja não é uma comunidade de fracassados nem de derrotados. Pode sofrer e muito, mas é predestinada para a vitória. Cantemos nossa vitória em Cristo! Há uma diferença entre o triunfalismo infantil que se vê em alguns cânticos (como bater em Satanás) e cantar da certeza da vitória que há em Cristo.

            A Noiva está pronta, tendo se vestido e enfeitado (v. 7). O louvor da igreja contemporânea precisa enfocar mais a segunda vinda de Cristo, seu encontro com sua igreja, e o julgamento final. Este mundo está sob o juízo de Deus. É preciso dizer isto. E os cânticos são pregação cantada. Não podem se resumir a um intimismo entre o crente e Deus, sem avisar ao não crente que ele tem que acertar sua vida com o Senhor. E novamente nos vem a lembrança de que a escatologia cristã deve ser cantada por nós. O cristianismo não é só “aqui e agora”. “Se é só para esta vida que esperamos em Cristo, somos de todos os homens os mais dignos de lástima” (1Co 15.19). Sem escatologia a fé cristã é inócua. Ela deve ser acalentada por nós e devemos ser acalentados por ela.

 

CONCLUSÃO

            Os dois capítulos finais do Apocalipse, o 20 e 0 21, são o que há de mais esperançoso na vida cristã. Ele vem! Entenda-se agora o que digo: se me coubesse o direito de opinar sobre o louvor do Apocalipse, só pediria uma coisa: que o texto de 22.16 fosse um solo. Um solo feito pelo Cordeiro de Deus, o Grande Vencedor: “Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas a favor das igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã”. Ler o Apocalipse é para mim um bálsamo. Meu Senhor virá. Ele submeterá tudo a si e reinará. Ele é digno de reinar. Posso confiar.

            Por isso, cada vez que leio o Apocalipse faço a oração de 22.20: “Amém; vem, Senhor Jesus”. Nossos cultos deveriam reforçar em nós a certeza da vitória final de Jesus, fortalecer nossa convicção de que estamos engajados numa causa que é triunfante (embora ainda militante) e ansiar pela volta de Jesus. Que oremos e trabalhemos para que nossos cultos sejam uma antevisão da vitória final de Jesus.