A Bandeira do Brasil

A Bandeira do Brasil

Dia 19, segunda-feira, é o Dia da Bandeira Brasileira. Ela foi criada pelo decreto no 4, de 19.11.1889, preparado por Benjamin Constant, membro do Governo Provisório. O responsável pela sua criação foi o Prof. Raimundo Teixeira Mendes, presidente do Apostolado Positivista do Brasil, ajudado por Dr. Miguel Lemos e Prof. Manuel Pereira Reis, catedrático de Astronomia da Escola Politécnica. O desenho foi feito por Décio Vilares. Raimundo Teixeira e Miguel Lemos eram positivistas. Daí o lema “Ordem e Progresso”, síntese do positivismo.

 

As cores receberam uma interpretação curiosa: o amarelo é nosso ouro; o verde, as nossas matas; o azul, nosso céu; o branco, a paz.  Mas o verde representa a casa real de Bragança, do Imperador D. Pedro I; o amarelo, a casa real dos Habsburg, da Imperatriz Leopoldina. O círculo interno azul corresponde a uma imagem da esfera celeste, inclinada segundo a latitude da cidade do Rio de Janeiro, às 12 horas siderais (8 horas e 30 minutos) do dia 15.11.1889. A faixa branca é apenas lugar para a inscrição do lema "Ordem e Progresso". É a interpretação objetiva.

A bandeira, símbolo de nossa pátria, nos lembra que este país é nosso. Foi construído com luta, com sangue e sacrifício. Mas o Brasil atual não é o ideal. Até mesmo nos envergonha, por causa de algumas pessoas. Mas sejamos honestos: a classe política que tanto criticamos foi eleita por nós. Não adianta dizer que não nos representa. Representa, sim. É o retrato exato do país. Alardeia-se que os políticos são imorais. Mas o nível de moralidade e de decência em todo o país é baixo. Muita gente que critica os corruptos suborna agentes, paga propina, e acha que a malandragem é o melhor retrato do brasileiro. Nossas piadas ironizam o trabalho, a virtude e a honra. Ministros fazem gestos obscenos e dizem grosserias. Os programas de televisão dão um bom retrato do nível moral do país. Baixíssimo.  

 

A melhor maneira de honrarmos o Brasil é sendo bons cidadãos, e não apenas pedir que outros o sejam. Esta cidadania requer grande seriedade na escolha de políticos. O povo elegeu e reelegeu desqualificados e o fará de novo. Precisamos de integridade em nossas escolhas e motivações. Não podemos achar que roubo, se feito por outro partido, é errado. Mas por gente do “nosso” lado se justifica. Nossa visão, como seguidores de Jesus, deve ser de valores, mais que de pessoas e de partidos, meras siglas vazias, sem conteúdo. Nós não aceitamos a rapinagem, a corrupção, o desregramento moral, a legalização de drogas, a apologia de vícios. Nossa cosmovisão deve ser bíblica, e não das novelas da Globo. Devemos analisar os ensinos humanos à luz da sadia teologia bíblica, e não analisar a Bíblia à luz dos ensinos humanos. Cristão autêntico é cristão. Cristão moderno, cristão liberal, cristão marxista, cristão socialista, cristão progressista, são rótulos que mostram que ser cristão não é valor último. O valor máximo é o ensino de Cristo: o que ele diria? Como se portaria? Como o NT analisa isto?

 

A bandeira é um símbolo pátrio. Nós a respeitamos.  A cruz é o símbolo maior de nossa fé. Nós a amamos. Nosso desejo maior deve ser o de ver a cruz de Cristo triunfar no Brasil. Não é alterar a bandeira, mas ver Jesus ser exaltado por todo o Brasil, e os valores do evangelho triunfarem em nossa pátria. Por isto, sejamos bons cidadãos. E cristãos autênticos!

 

Isaltino Gomes Coelho Filho