33 D.C. – O Ano que Transformou o Mundo

33 D.C. – O Ano Que Transformou O Mundo

 

            33 d.C. – o ano que transformou o mundo, de Colin Duriez, é um livro enriquecedor. O autor narra a história de dois homens: um judeu e um romano. O romano é Tibério. O judeu é Jesus. O romano não me interessa a não ser por ampliar horizontes. Meu foco é o judeu.

 

Nos últimos anos tenho me dedicado mais a ler, estudar e refletir sobre a pessoa de Jesus. Pus outros temas em segundo plano.  Tenho sido enriquecido com isto. Além de crer nele como meu Salvador pessoal, Senhor da história, o Deus encarnado, Jesus me fascina e intriga. Novos aspectos, novas luzes, novas discussões têm surgido envolvendo seu nome. Boa parte é bobagem pura, de grupos esotéricos de conteúdo ralo e pobre e de forças que agem nos bastidores tentando desmoralizá-lo. Isto apenas prova algo: a pessoa histórica de Jesus de Nazaré, que teve uma vida pública de apenas três anos, numa região obscura, num país inexpressivo, numa época atrasada, marcou o mundo para sempre. Quem se depara com sua figura tem que responder isto: “Quem foi este sujeito?”. 

            Volto ao livro: “A crença na ressurreição de Jesus, três dias após sua morte, deu novo fôlego a seus seguidores desmoralizados, levando, em poucas semanas ao nascimento do movimento cristão que acabou por conquistar o poderoso império sem uso de uso de forças, e por mudar irreversivelmente a face do mundo” (p. 23). O obscuro judeu Jesus superou o poderoso romano Tibério. E mudou o mundo. À frente, o autor reafirma: “A crença na ressurreição de Jesus pelos discípulos logo após sua execução por Pilatos, em Jerusalém, é o fato central da subseqüente expansão dinâmica da fé cristã. O mundo não mudaria sem essa crença” (p. 126). Tibério morreu e acabou. Jesus foi morto e ressuscitou. Os discípulos acovardados tiveram alguma experiência inexplicável pela razão, que os levou a mudarem a si e o mundo. Esta é a pedra de toque da fé cristã: Cristo ressuscitou. O ponto central da fé cristã não é o natal de Jesus, mas sua morte e ressurreição: “E, se Cristo não foi ressuscitado, é vã a vossa fé, e ainda estais nos vossos pecados” (1Co 15.17).

 

            Roberts (History of Europe) corrobora isto: “O que fez da fé cristã algo único na transformação da história mundial foi a convicção de que Jesus ressuscitou. Sua existência como um pregador leigo, nascido no final do reinado de Augusto, não importa quão carismático fosse, não basta para explicar seu impacto na história”. Não foram a ética, os ensinos ou os milagres de Jesus. Nem sua pregação sobre o amor, porque amor todo mundo prega. Foram sua pessoa, sua morte substitutiva, e sua ressurreição que empolgaram os discípulos e mantêm a fé cristã viva, hoje mais que nunca.

 

            As tentativas de depreciar Jesus são inúteis. No terceiro milênio, seu nome é mais cultuado que nunca. Ele ainda é a pessoa sobre quem mais se fala, se produzem livros e músicas, monografias, teses e dissertações. O mundo nunca se livrará do seu nome e de sua pessoa! Ele é e será sempre o maior vulto da história. E previu isto: “E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim” (Jo 12.32). O Jesus crucificado e ressuscitado é o ponto central da história da humanidade.

 

            Mais importante que ser o homem sobre quem mais se fala é isto: Jesus ainda é maior fonte de transformação de vidas, de regeneração de pessoas, de conforto na dor e sentido para a existência. Ninguém morre clamando por Tibério, Marx, Comte, Freud, e outros. Milhões morrem com seu nome nos lábios e um sorriso no rosto. Ele venceu a morte e ajuda a vencer a morte. Nele vale a pena crer.

 

Isaltino Gomes Coelho Filho