A Igreja do Cambuí, em Campinas

A Igreja do Cambuí, em Campinas

 

                Com 1.031.887 habitantes (censo de 2004), Campinas é maior que muitas capitais. É a sede da Região Metropolitana de Campinas, que responde por 9,2% do PIB do Brasil (igual ao do Chile e superior ao do Estado do Rio). Aqui residem 30% dos cientistas brasileiros. Aqui estão excelentes universidades e um dos melhores centros médicos do Brasil. Das rodovias que cortam a cidade, quatro estão entre as dez melhores do Brasil.

                O Cambuí é o bairro mais charmoso e badalado de Campinas. Como disse alguém, “o Cambuí é uma grife”. Aqui foi estabelecida, há 78 anos, a “Segunda Egreja Baptista de Campinas”, com 14 membros. Neste tempo ela mudou seu nome para o do bairro, organizou nove igrejas, está no seu segundo templo, tem o projeto do terceiro, e vive um momento muito bom, de paz e progresso.

 

                Este é o nono aniversário da igreja que comemoro, como seu pastor. Neste tempo a igreja foi formatada numa filosofia de ministério, sempre relembrada, em seu conteúdo, pelo pastor. Não são propósitos, pois estes foram estabelecidos por Jesus há 2.000 anos: o Ide e a Grande Comissão. Eis a filosofia de ministério:

 

1)       A igreja, mais uma família que uma instituição;

2)       A igreja celebra sua fé sem rigidez, mas sem artificialismo;

3)       A ênfase é na Palavra;

4)       O crescimento é de dentro para fora;

5)       A igreja é os seus membros.

 

Por aqui caminhamos. Para quem deseja trabalhar em grupo e em fraternidade, esta é uma igreja admirável. Quem almeja carreira solo ou tem projetos personalistas não se encaixa aqui. Somos uma família, um grupo unido. Tanto que nossas reuniões administrativas são chamadas de “culto administrativo”. Quase que todas as decisões são tomadas por unanimidade. Não temos brechas na liderança. Não há espaço para desagregadores ou individualistas. Não somos uma igreja com culto “oba-oba”, desses com a consistência de goma de mascar. Nossa ênfase é a Bíblia. Ela é ensinada e a igreja é desafiada a se reger e auto-examinar por ela.

E em termos de expansão, não optamos por “crescimento de igreja”, mas por evangelização e missões. Não os vejo como sinônimos. O crescimento real e seguro vem pela proclamação da salvação pela fé em Jesus Cristo.

Começamos nossa história como “Segunda Egreja Baptista de Campinas”, no bairro do Cambuy. Hoje somos a Igreja Batista do Cambuí, uma igreja leal ao evangelho de Jesus e aos princípios batistas. A igreja é filiada à Associação Batista de Campinas e Adjacências, à Convenção Batista do Estado de S. Paulo, à Convenção Batista Brasileira, e adota a Declaração Doutrinária da Convenção Batista Brasileira como expressão fiel do seu corpo doutrinário. Quem vem de outras denominações e de outros grupos batistas e aqui é aceito deve reconhecer isto: somos batistas da CBB. As posições que o pastor repassa à igreja não são pessoais, mas são as da CBB.

                A Igreja Batista do Cambuí tem rumo. Sabe para onde vai. Sabe onde pisa. Tem nexo. Não se ilude com novidades eclesiológicas, e reconhece a eclesiologia batista cristalizada em quatro séculos do movimento batista no mundo como bíblica. E continuará, neste pastorado, a andar por onde sempre andou. Na trilha segura legada por nossos ancestrais.

                O profeta Zacarias perguntou: “Ora, quem despreza o dia das coisas pequenas?” (Zc 4.10). As coisas pequenas não devem ser desprezadas. A pequena “egreja baptista” de 14 membros se tornou a Igreja Batista do Cambuí. Forte, segura, útil, produtiva e com rumo.

                Isaltino Gomes Coelho Filho