Uma Visão do Processo de Ensino na EBD: Em Busca de uma Metodologia Funcional

 

Uma Visão do Processo de Ensino na EBD: Em Busca de uma Metodologia Funcional

 

Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho para o Encontro dos Professores da Escola Bíblica Dominical da Igreja Batista em Lindóia, Curitiba, PR, em 29 de novembro de 2008

 

INTRODUÇÃO

            O processo de ensino na EBD é uma questão vital na vida de nossas igrejas. Algumas pessoas entendem pouco do processo de educação, por vezes desconhecem o que seja uma classe, e fazem um mini-púlpito de seu trabalho. Outros conhecem bem o processo de educação, até mesmo porque são professores. E trazem os mesmos vícios, de um processo educacional que não vem dando certo nas escolas, para as igrejas. Aliás, recomendo aos interessados em educação, a entrevista da Dra. Eunice Durham, na revista “Veja”, de 26.11.2008, sob o título “Fábrica de maus professores”. Ela critica duramente os professores pelo seu corporativismo, por acharem que não são culpados pela péssima educação brasileira, e critica principalmente as faculdades de pedagogia que os entopem de conceitos esquerdizantes, repletos de chavões, mas absolutamente irrelevantes, numa visão absolutamente anacrônica. A preocupação é com transmissores de ideologia, mais que com professores. Fiquei pensando nisto, em termos da educação brasileira e em termos da educação em nossas igrejas. Pouca reflexão e por vezes, excesso de frases feitas. Mas as deficiências precisam ser tratadas.

 

 

            A educação religiosa difere da educação secular. E mais ainda a educação cristã. Três motivos me parecem saltar aos olhos: (1) A educação cristã não deve transmitir conceitos, mas fundamentalmente uma pessoa, Jesus Cristo; (2) Não deve transmitir uma ideologia, mas formar um caráter; (3) A condição sine qua non não é a formação acadêmica do professor, mas sua vida cristã. Seu conteúdo vale mais que sua formação acadêmica. Estes três motivos estão claramente delineados na declaração de Paulo em Efésios 4.11-16: “E ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres, tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de Cristo; para que não mais sejamos meninos, inconstantes, levados ao redor por todo vento de doutrina, pela fraudulência dos homens, pela astúcia tendente à maquinação do erro; antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, do qual o corpo inteiro bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, efetua o seu crescimento para edificação de si mesmo em amor”. A EBD deve formar o caráter de Cristo nos seus alunos. E, obviamente, o instrumento para isto é um professor que tenha o caráter de Cristo em sua vida.

            O comentário no primeiro parágrafo não significa que invalido o trabalho dos professores de EBD. Pelo contrário.  Recordo-me de um adolescente, iniciado nos estudos de Teologia, picado pela mosca azul, que se auto-intitulava de “intelectual” e se achava o supra-sumo do pensamento teológico brasileiro. Escreveu um artiguete vaporoso, cheio de chavões, e como o refutei, escreveu um segundo artigo, onde se auto-intitulava de “teólogo” e me chamava de “professor de EBD”. O que ele tinha de idade eu já tinha de ministério pastoral e magistério teológico, mas ele se julgava um teólogo. Respondi ao seu segundo artigo dizendo que me sentia lisonjeado em ser chamado de “professor de EBD”. E lamentava por ele. Porque os professores de EBD têm um histórico de construção da igreja. E os maiores problemas das igrejas têm sido causados por teólogos. Mas deixemos o rapaz de lado e fixemo-nos nisto: os professores de EBD são pessoas de grande valor para a igreja de Cristo. Não devem subestimar seu trabalho e nem devem fazê-lo de qualquer maneira. São obreiros muito valiosos.

            Quero apontar alguns princípios bíblicos que podem nos ajudar na visão correta do processo de ensino na EBD, e depois apontar sugestões metodológicas. Não de forma exaustiva, porque demandaria um semestre, mas numa forma que permita o lançamento de bases e a discussão do exposto.

 

1. O MÉTODO DE ENSINO DE JESUS

Jesus é considerado o mestre por excelência. Gostaria que nos centrássemos nele. Creio que nossa educação sofre por copiar modelos seculares, e não os bíblicos. Certa vez, em uma reunião de professores de Teologia perguntei por que havia uma fixação com Paulo Freire e não com Jesus ou Paulo, como professores. Não preciso provar para ninguém que não invalido a cultura secular, mas me incomoda que desprezemos a rica cultura bíblica em muitos momentos, em detrimento da visão secular.

Na própria personalidade de Jesus descobrimos muito de seu método. Pensemos um pouco nele. Nele, o homem é o método.

(1) Qual era sua filosofia de ensino? A autodoação. “O Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e dar a sua vida em resgate de muitos” (Mc 10.45). Ele não transmitia idéias, mas transmitiu-se a si mesmo. Sem megalomania, mas na profunda consciência de que era o Salvador. O bom professor precisa nutrir esta consciência de seu valor como agente do Reino. Não transmite idéias, mas a vida que há em Cristo e que deve haver nele. Ele precisa dizer: “Não mais eu vivo, mas Cristo vive em mim” (Gl 2.20). Ele precisa se doar a Cristo e se doar ao magistério bíblico.

(2) Qual era o seu alvo? As pessoas. “E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas suas sinagogas e pregando o evangelho do reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo” (Mt 4.23).  Seu ministério foi voltado primeiro para Deus, mas seu alvo eram as pessoas. O alvo do professor não deve ser um programa de um ensino ou a transmissão de um conteúdo. Isto é secundário. O principal são as pessoas. No processo de educação, o aluno é o principal. Há educação sem professor, mas não há educação sem aluno. O professor de EBD tem que ver seus alunos como alvo do seu trabalho. Numa igreja em que fui pastor, o professor dos adolescentes se chamava Jorge Henrique. Hoje é pastor. Recordo-me da sua alegria quando batizei mais dois adolescentes. E ele me disse, jubiloso: “Eram os dois que faltavam entregar a vida a Cristo”. Ele via as pessoas, não uma tarefa ou apenas “a classe”.

(3) Sua ferramenta: sabedoria. As multidões se admiravam de sua sabedoria e diziam que ninguém falara como ele. Os doutos ficavam embaraçados com suas respostas e mais ainda com suas perguntas. Mas sabedoria é diferente de cultura secular ou formação acadêmica. Vem de Deus (Pv 2.6). E quem não a tem, deve pedi-la a Deus que dá a quem pede (Tg 1.5). Sabedoria é conhecer seus limites, conhecer suas limitações, ter dependência de Deus, ter o que dizer, saber quando falar, saber quando calar. Isto tudo estava na vida de Jesus. E deve estar na vida do professor da EBD.

(4) Sua estratégia: a empatia. Empatia é a capacidade de se sentir como a outra pessoa. Tive um amigo que, quando a esposa engravidava, ficava com vômitos.  Isto é que é empatia. Mas a empatia divina é a maior de todas: Jesus se fez carne e andou entre nós. Há professores que se colocam num pedestal, muito acima dos alunos. Ele sabe e eles, não. Ele tem espiritualidade e eles, não. Alguém se queixou de um missionário norte-americano que tratava os alunos brasileiros como se estes tivessem descido das árvores há pouco (eu fui um dos queixosos). O bom professor se identifica com os alunos. Envolve-se com eles. Tem o que dizer, mas não de pedestal.

O professor de vida cristã não pode ter outro modelo que não seja este. Nem outro método que não seja o método o Mestre dos mestres.  Afinal, este método deu certo. E lembremos que por mais que venhamos a utilizar métodos seculares (eles não são pecaminosos só por serem seculares) os métodos e modelos bíblicos têm um valor enorme.

 

2. DE QUE PRECISA UM PROFESSOR?

            Qual era o material de Jesus?

            Aparentemente ele estava desfavorecido, em relação às modernas técnicas de ensino e de comunicação atuais. Mas na realidade estava muito bem provido. Primeiro, ele tinha uma revelação da parte de Deus. Em segundo lugar, ele tinha um bom conhecimento do ser humano, pois conhecia o que se passava no coração humano (Lc 9.47). São dois elementos fundamentais para um bom professor bíblico. Conhecer a Palavra de Deus e conhecer as pessoas a quem ministra.

            Um bom professor precisa, acima de tudo, conhecer a revelação de Deus em Jesus Cristo.  Do ponto de vista material, ele deve possuir umas três traduções bíblicas bem seguras. Respeitosamente, indicaria a Versão Revisada, da Imprensa Bíblica Brasileira, a NTLH e a King James em português. Indicaria também a Bíblia de Jerusalém, de produção católica. As notas de rodapé da KJ e da BJ são excelentes. Deve ter uma boa concordância bíblica, como a da SBB, e um dicionário bíblico (neste caso, “O Novo Dicionário da Bíblia”, da Vida Nova). E um dicionário secular, obviamente. O material de ensino é a revelação em Jesus Cristo.

            Depois precisa conhecer os alunos. A igreja deveria fornecer estudos ou material aos professores sobre o modo de ser das diversas faixas etárias e de receber informações dos diversos grupos etários, para instrumentá-los. E os professores não podem ter um conhecimento meramente dominical de seus alunos, mas ter um relacionamento pessoal com eles, fora do ambiente eclesiástico.

            Jesus tinha um método de interpretar as Escrituras. Aparentemente, num exame superficial, ele seguia o método rabínico. Mas erram os que vêem em Jesus um mestre rabínico. Ele não seguiu este método. Seu modelo era novo, completamente distinto de tudo que se vira até então. Ele reinterpretou as Escrituras na sua pessoa.  Ele era o novo intérprete da Torah. E isto a tal ponto que Lucas 16.16 diz que “A lei e os profetas duraram até João…”. Ele dizia com muita naturalidade: “Ouvistes o que foi dito, eu, porém vos digo”. O professor deve interpretar as Escrituras pela pessoa de Jesus Cristo. A igreja de Cristo vive um momento delicado hoje com um processo de rejudaização, que se vê na presença nos templos de símbolos do judaísmo, na nomenclatura (há até gente se intitulando de levitas, hoje) e nos cânticos. Como se canta o Antigo Testamento, no meio de cânticos! Isto sem falar daqueles que eu, pelo menos, não sei o que significam. Jesus usou o Antigo Testamento, mas o reinterpretou em sua pessoa. Não pretendo ministrar um curso de hermenêutica aqui, embora reconheça que os professores de EBD deveriam ter alguma orientação nesta área. Mas deixo duas regras elementares de interpretação da Bíblia aqui: (1) A Bíblia interpreta a Bíblia. Por isso não aceite este negócio de jogar um versículo bíblico contra outro. Ela é um todo coerente; (2) O Novo Testamento interpreta o Antigo e Cristo é o cânon dentro do cânon. Ele é o fio de prumo para se entender a Bíblia, pois é a palavra final de Deus (Hb 1.1-12 e 2Jo 9).

            Um bom professor precisa de algum material básico, mas principalmente de uma postura: ele é um cristão e por isso deve ater-se à pessoa de Cristo, e formar uma cosmovisão cristã. Isto é mais importante que qualquer material didático. Lembremos que Paulo só foi ter com os apóstolos quando seu ministério estava em andamento há anos. Mas eles nada lhe acrescentaram nem ele ensinou algo errado antes disto (nem depois). Paulo tinha uma forte cosmovisão cristã. Ele enxergava o mundo a partir de Cristo. Precisamos, como líderes, retornar a esta visão.

 

3. COMO ENSINAR?

            Agora entro na questão de métodos de ensino. Normalmente usamos mais a palestra, quando o professor prepara um roteiro, seguindo algum material que lhe foi apresentado, e o comenta diante da classe, com eventuais perguntas e questionamentos.

            Gostaria de apresentar algumas técnicas de ensino, em termos gerais, que devidamente adaptadas, podem ser empregadas em nossas igrejas.  Muitos já as conhecerão.

(1)                             Debate. Duas pessoas (até três, mas precisa haver muita direção) que são especialistas num assunto debatem o tema diante do auditório. É preciso haver um acerto anterior para se evitar o bate-boca (como em debates políticos) e orientação ou firmeza do coordenador para evitar a torcida da platéia.

(2)                             Seminário. É o estudo de um assunto em reuniões devidamente planejadas. Os membros do grupo, sem informações prévias (ou até mesmo com elas), pesquisam o assunto, em sistema de cooperação. Depois apresentam as conclusões. É um método tradicional, que traz informações de vários ângulos, mas enfrenta entre nós o problema de bibliografia e tempo. Por isso que a pesquisa prévia pode ajudar. Um estudo específico sobre divórcio, novo casamento, como ajudar alguém em uma situação específica, por exemplo.

(3)                             Simpósio. Nos tempos gregos, simpósio era o lugar aonde as pessoas iam para beber. E lá discutiam vários assuntos.  O simpósio é uma abordagem de assuntos por especialistas, que enfocam aspectos variados. O público pode ver a questão por vários ângulos. Quando bem elaborado é poderosa ferramenta, pois elucida muito.

(4)                             Painel. Parece-se com simpósio. Um determinado tema é debatido por especialistas. Difere, no entanto, porque os “painelistas” debatem entre si. E às vezes se preocupam mais em debater que orientar o público. Mas bem elaborado é também poderosa ferramenta de ensino.

(5)                             Mesa redonda. Segue o mesmo esquema do simpósio. Pessoas diferentes abordam aspectos diferentes de um tema. Mas no simpósio a palavra é dirigida aos ouvintes. Na mesa redonda, como no painel, o debate é entre si. Acho que a diferença é a mesa…

(6)                             Workshop. Conhecido também como oficina ou laboratório. Um tema é entregue a um grupo e cada componente pode falar durante certo tempo. Há um coordenador que prepara uma resenha do que foi tratado e apresenta a um grupo maior. Geralmente os workshops são grupos dentro de uma assembléia.

(7)                             Entrevista. Uma pessoa, bem preparada, com perguntas bem elaboradas, entrevista outra que conhece um assunto. As perguntas podem ser colhidas em encontro anterior com o grupo, sabedor este que virá um preletor para abordar um assunto de interesse geral.

(8)                             Fórum. O grupo debate um assunto. Todos podem fazer perguntas. Há um coordenador, incumbido de distribuir a palavra, administrar o tempo, coletar informações por escrito. Deve haver um secretário que organize as idéias debatidas, no final, expressando a opinião geral do grupo.

(9)                             Estudo de casos. O grupo analisa de uma forma detalhada uma situação real, trocando idéias entre si. Usei muito este método para abordar ética cristã em estudos com jovens, em uma igreja que pastoreei. Usava um personagem bíblico que viveu um problema (José e a tentação sexual, por exemplo) e analisava com eles as alternativas e os princípios para hoje.

(10)                         Preleção. É o modelo mais conhecido entre nós. Não é uma técnica ultrapassada. Mas requer que o preletor domine o assunto e tenha domínio de auditório. Ele deve saber se expressar e deve falar com segurança. No final desta apostila insiro um capítulo sobre falar em público, extraído de uma de minhas apostilas de Homilética. A preleção pode ser mesclada com outros métodos, para ser mais dinâmica.

(11)                         Phillips 66. Grupos de seis pessoas discutem um assunto em seis minutos (daí o 66: 6 pessoas em 6 minutos). Depois apresentam os resultados. Isto obriga à objetividade e ajuda a controlar os mais faladores.

(12)                         Estudo dirigido. Uso muito este método em provas (evito mensurar o aluno por perguntas prévias). O professor prepara um roteiro e leva os alunos a estudarem ou pesquisarem o tema, em sua presença. Ele precisa estar presente, orientando, apontando rumos, mostrando falhas, sugerindo bibliografia, etc. Leva o aluno a pesquisar e a disciplinar-se nesta área. Dá mais trabalho ao professor, mas é muito funcional.

Há muitos outros métodos, pois não os esgotei aqui. Mas estes são os mais usados e mais fáceis de praticar em nossa estrutura. Dois bons livros que podem ajudar são: “Cartilha para líderes”, de Ford, editado pela Juerp (que falta nos faz!) e “Andragogia em ação – como ensinar adultos sem se tornar maçante”, de Bellan, editado pela Socep.

 

4. COMO É QUE SE APRENDE?

            Deixei este tópico por último para mostrar sua importância e que conhecer o processo de aprendizagem determina o método de ensino. Cada professor deverá identificar em sua classe a facilidade ou dificuldade com que os alunos aprendem. Um educador disse certa vez que “se o aluno não aprendeu, o professor não ensinou”. É uma dessas frases que nos pegam de jeito. O ensino pressupõe aprendizagem e se um aluno não entendeu nem nada aprendeu, o ensino não sucedeu. Mas a frase pode colocar a culpa no professor. Ele pode saber ensinar e ensinar bem. Em uma classe sempre haverá alguém que não entenda. Circunstâncias que não comportam aqui podem explicar isto.

            O quero dizer é que não basta saber ensinar. É preciso saber como as pessoas aprendem, para ajuntar as duas pontas.

            A aprendizagem sucede quando houve assimilação do que foi transmitido. Em um determinado momento pode parecer que a pessoa não aprendeu, até mesmo porque não há como mostrar que assimilou. Aprendemos usando nossos sentidos para processar dados, fatos, números, figuras, conceitos, exemplos, etc. O uso dos sentidos se chama percepção sensorial. Aprendemos pelos sentidos. Um cego não aprenderá distinções de cor, nem um surdo compreenderá distinções sutis de tonalidade. Só vivos podem aprender. Neste sentido, compreendemos que realidades espirituais dependem muito, em seu ensino, da atuação do Espírito Santo. É ele quem transmite vida.

            Quando alguém assimila informações, está usando um dos sentidos. Vejamos, então, os diferentes tipos de assimilação de informações.

(1)   Auditiva. Na assimilação auditiva, a pessoa aprende ouvindo orientação verbal. Há pessoas que aprendem mais assim. Inclusive, quando lêem, repete em voz alta o que leram. Elas têm memória auditiva, assim seu ensino se processa melhor assim. A Bíblia reconhece a força da aprendizagem auditiva: “Ouve, ó Israel…”. Neste caso, quem ensina precisa ter voz clara, boa dicção, vocabulário assimilável pelos ouvintes e conceitos bem expressos. Há preletores confusos, com sentenças gramaticais longas, voz mastigada, cheia de apócopes e aféreses. Quem ensina com a voz deve tê-la bem clara e bom vocabulário.

(2)   Visual. Na assimilação visual, a pessoa aprende mais vendo. Por isto, o uso de multimídia, flanelógrafo e demais recursos visuais. Lembre-se que vivemos numa geração icônica (visual) mais que letrada. A televisão forma uma geração que não lê, mas apenas vê figuras. Não é de se estranhar que a geração mais nova tenha dificuldades em ler e interpretar um texto. Como nem sempre se podem usar figuras, use figuras verbais, a linguagem pictórica. Jeremias era mestre nisto: criar figuras de imagem que ajudavam as pessoas a “ver” o que ele falava. Quem aprende mais por figuras precisa associá-las a palavras, por isso o multimídia é um bom recurso. Jesus usou o método visual: “Isto é o meu corpo…”, por exemplo. Ele ensinou uma lição através de um elemento visual.

(3)   Sinérgica (ou Sinestésicas, como dizem alguns). Na assimilação sinérgica, a pessoa aprende quando se envolve fisicamente e age, efetuando alguma tarefa ligada ao transmitido. É a pessoa que têm dificuldades em concentração, precisa sempre estar em movimento. É o aluno agitado, que associa o recebido com movimentos e objetos ou uso do corpo. Jesus também foi sinérgico em seu ensino. Quando pegou uma toalha e lavou e enxugou os pés dos discípulos, ensinou-lhes a lição da humildade, que já transmitira por palavras e atitudes. Quando pegou uma criança e a colocou no meio dos discípulos e disse que eles deveriam ser como crianças.

O professor deverá observar os tipos de alunos e a maneira como aprendem. Deve mesclar seu ensino para alcançar todos, se possível. Notará que, assim como alguns se desligam das informações verbais haverá outros que se desligarão das visuais e das sinérgicas. Ele nunca conseguirá uma eficiência de 100%, mas poderá se esforçar para ser o mais eficiente possível. Vimos que a Bíblia nos transmite lições orais, visuais e sinérgicas ou sinestésicas, como dizem alguns (ou, ainda, encarnadas).

 

CONCLUSÃO

            É evidente que em uma palestra preparada para ser debatida em um encontro, mesmo ocupando todo o sábado, não podia suprir todas as áreas. Talvez nem tenha tocado em questões que os irmãos julgam mais necessárias. Mas cá está nosso ponto de partida. Saindo daqui vamos desenvolver algumas idéias, aprofundar nossas questões, sempre em busca de melhora. Se lhes fui útil fico grato a Deus. Se não pude ajudar muito, pelo menos poderão exercer uma virtude cristã: a misericórdia. Sejam, pois, misericordiosos.

            Aos professores presentes neste encontro (e até aos que depois lerão este material), fica a lembrança da exortação bíblica: “ (…) se é ensinar haja dedicação ao ensino” (Rm 12.7b). Que sejam instrumentos para glorificar o NOME sobre todo nome.

 

DEZ SUGESTÕES PARA FALAR BEM EM PÚBLICO

 

Prof. Isaltino Gomes Coelho Filho

 

1. Lembre-se de que o auditório deseja seu sucesso – Muitas vezes o orador se desespera vendo o auditório diante dele como se fosse um juiz ou como se estivesse para ver sua desgraça.  Não se apavore. O auditório deseja o bom sucesso do orador. Está ali para receber a mensagem que este tem para lhe entregar. O fracasso do orador é o fracasso do auditório e, na medida em que o orador se mostra inseguro ou temeroso, o auditório se inquieta. O bom sucesso do orador é o bom sucesso do auditório. Na medida em que o orador vai se mostrando seguro, convicto e transmitindo informações que acrescentem à vida dos ouvintes, o auditório vai se mostrando seguro e tranqüilo. Por isso, aceite o fato de que os ouvintes lhe são simpáticos. Adote uma posição de empatia, de interação com seus ouvintes. Não os tema.

2. Seja autêntico – É bastante provável que algum pregador ou orador lhe tenha influenciado no estilo. Isto é normal. Mas não o imite. Seja você mesmo. A comunicação é também a pessoa. Não apenas comunicamos idéias. Comunicamo-nos também. Comunicamos nossa pessoa, nosso jeito de ser, nossa cultura, nossa personalidade.  O auditório sente quanto o pregador é artificial (voz artificialmente impostada, tom afetado, pose que não é a usual). Ninguém gosta de fingimentos. A autenticidade é fundamental porque produz naturalidade. Quando se é natural e espontâneo o impacto da comunicação é maior. Sabe-se que a pessoa é verdadeira. O próprio orador se sente mais seguro porque está sendo o que realmente é. O povo crê e ele não tem que se preocupar em manter um clima artificial. 

3. Pronuncie bem as palavras – Isto não significa ser artificial ou pedante. Significa ser claro e compreensível. Quem fala, fala para ser compreendido. Não engula sílabas, principalmente as átonas finais, em uma palavra proparoxítona ou paroxítona. Não engula os rr e os ss finais. Por exemplo: não pronuncie “os apóstolo”. Pronuncie “os apóstolos”.  Não diga está, fazê, dizê. É estar, fazer e dizer. Pronuncie os ii e os uu intermediários. Não é primêro, mas “primeiro” que se diz. Não é dorado, mas “dourado”. Fale direito, como pessoa escolarizada.

Evite as apócopes, como o falar carioca na feira, que em vez de pedir “me dá um pedaço de abóbora d’água” diz “me dá um peda da boba dágua”.  Não é ou tamo. É estou e estamos. Não existe o número  dolze. É doze. Quem fala  quato é locutor de tevê. O número é quatro. Casa própia não existe. Existe casa própria.  Não existe o número “um mil”. É mil, apenas.  Estude português, aprenda a se expressar acertadamente.  Falar corretamente não é afetação. O povo respeita quem fala corretamente. Admira-o. Uma reportagem publicada há tempos no  O Jornal do Brasil, do Rio, mostrou que a pessoa que o carioca mais respeita e até teme é o professor de português. Tendo um falar tão cheio de gírias e até incorreto, o carioca se sente respeitoso com o professor. Mas do ponto de vista prático, a lição é esta: quando se pronunciam corretamente todos os fonemas a mensagem é mais bem compreendida. Sua imagem será muito mais respeitada. Faça exercícios de dicção. Leia em voz alta. Grave sua leitura e corrija seus erros. Veja o apêndice B de O sermão eficaz, p. 181.  Eis alguns exercícios para você treinar:

1. O peito do pé do Pedro é preto.

2. Ri o rico Ricardo porque risonha lhe é a vida, range de raiva os dentes o pobre Papadoulos porque raivosa lhe é a barra.

3. No alto daquele morro há um ninho de magafaguifa com sete magafagafinhos.  Quando a magafaguifa guifa, guifam todos os sete magafagafinhos.

4. Se o bispo de Constantinopla quisesse se desconstantinopolitanizar, quem seria o desconstantinopolitanizador que o desconstantinopolitanizaria? Teria ele que se autodesconstantinopolitanizar?

Procure outros mais para treinar sua dicção e pronúncia correta de palavras.

4. Cuidado com o tom de voz – Ênfase não significa grito. No livro “Como dar seu recado em 30 segundos ou menos”, Frank Milo, um professor de comunicação verbal disse que quando quer dar ênfase a uma idéia fala mais baixo. Aí todos prestam mais atenção. Falar alto demais cansa os ouvintes e esgotará sua voz. E dá uma impressão de desvario. Parece que muitos pregadores acham que grito é sinal de autoridade e conteúdo. Não é. Mas falar baixo demais produz desinteresse e sono. Não pregue como se estivesse lendo bula de remédio. Nem se como se estivesse vendendo tomate na feira e precisasse berrar como louco para ser ouvido. O volume da voz se relaciona com o ambiente. Quem fala para cinqüenta pessoas em um salão de trinta metros quadrados terá tom de voz diferente de quem prega para cinco mil pessoas num ginásio. Mas não grite nem murmure. Não seja muito lento, o que cansa e desestimula os ouvintes. Não seja muito rápido, falando como uma metralhadora ou como locutor de corrida de cavalos. Seu nome não é Enéas. Lembre-se do padrão: o povo deve ouvir bem todas as suas palavras e assimilá-las. Não imite aquele famoso deputado do programa “A Praça é Nossa”. Quem fala muito rápido não permite que suas idéias sejam bem assimiladas.

5. Alterne a velocidade da voz – A monotonia cansa o ouvinte, trazendo-lhe enfado. O estilo “metralhadora” durante todo o tempo também cansa e irrita. Haverá momentos mais lentos, momentos mais rápidos, ocasiões em que o tom deverá ser mais alto ou mais baixo. Evite os gaguejos, como “do, do, do, da, da, da”, tão comuns.  Evite os “ah, ahn, é, que alguns têm a mania de intercalar nas frases. Isso não é elegante. Parece mais lentidão mental. A pessoa não consegue falar e em toda frase larga um “ahn” ou um “é”. Evite terminar cada frase com um “né”. Estude bem o que vai dizer. Quando começar a sentença, saiba exatamente o que vai dizer, sem vacilações.

6. Cuidado com o vocabulário utilizado ­ ­– Gírias não ficam bem no púlpito. Nem o preciosismo literário, tipo “esta grei” em vez de “esta igreja”.  O primeiro caso, a gíria, evidencia pobreza intelectual ou vocabular. O segundo mostra pernosticismo. O púlpito trata das coisas sagradas e a vulgaridade da gíria diminui o valor do que se trata. Ao mesmo tempo, o púlpito deve ser entendido por todos. É verdade que alguns pregadores, por seu nível cultural e pelas leituras, acabam tendo um vocabulário elevado, mas falar complicado é frustrar o objetivo de ser compreensível. Erudição não é falar complicado. A verdadeira erudição é falar as coisas mais profundas em termos compreensíveis. Mire-se no exemplo do Mestre. Quem não entende o sermão do monte?  Quem não compreende o sentido das parábolas? Pode-se distorcer o sentido, mas o significado é bem simples. Evite o teologuês, o igrejês, o batistês e o pentecostês. Por exemplo: o que significa dizer que “Jesus é uma bênção”? O que quer dizer isto para uma pessoa não crente? Que significa “o culto foi poderoso”?  Já viu coisa mais pobre e sem sentido que “maravilha gostosa”? O que uma pessoa não evangélica entende disto?  Que significa, para uma pessoa não crente, esta expressão ouvida em um sermão: “O neonascido foi justificado e lavado no sangue do Cordeiro Glorificado”?  E este trecho de uma mensagem: “O processo soteriológico tem sua culminância concretizatória  na obra vicária do Logos humanizado”, quer dizer o quê para uma pessoa não crente? E, mesmo para uma pessoa crente, por que não se diz em linguagem de gente normal? Lembre-se: pregamos para ser entendidos e não para mostrar erudição. Pregamos para glorificar a Jesus e não depreciá-lo com palavras vulgares.

7. Cultive o seu idioma – Estude português. Não é um bicho de sete cabeças. O que há é preguiça e conformismo. Leia bons autores. Preste atenção ao que lê. É inconcebível um estudante ler “Jerusalém”, na Bíblia, e escrever “Jeruzalém” no seu caderno. Falta muita atenção. Há regras elementares de gramática que devem ser obedecidas e são fáceis de aprender. A leitura é a melhor fonte de aprendizado. Lembre-se que um erro gramatical pode destruir a argumentação. Conta-se a história do aluno que transcreveu Marcos 16.6 sem pontuação alguma. Ficou assim: “Buscais a Jesus o nazareno que foi crucificado ele ressurgiu não está aqui eis o lugar onde o puseram”. Uma pessoa leu assim: “Buscais a Jesus, o nazareno que foi crucificado? Ele ressurgiu? Não, está aqui. Eis o lugar onde o puseram”. São as mesmas palavras, mas a pontuação mudou o sentido por completo. Estude português e leia bons livros. Cuide bem de sua capacidade de verbalização de idéias. Ah, por favor: evite o gerundismo: “Vamos estar orando”, “vamos estar cantando”, “vamos estar indo”. Isto dói.

8. Quanto à apresentação pública – A postura do pregador é fundamental para seu bom desempenho. Há algumas atitudes que devem ser evitadas e outras que devem ser praticadas. Evite as mãos no bolso, como se fosse modelo de roupas ou malandro. Evite sacolejar moedinhas no bolso como fundo musical para sua pregação. Evite aquele tira óculos e põe óculos. Ponha-se firme em pé sobre as duas pernas e não apenas apoiado ora numa ora noutra. Deixe uma distância de uns quinze centímetros entre uma perna e outra.  Isso distribui bem o peso do corpo, favorece a circulação e ajuda a diminuir a tensão nervosa. Para aliviar mais a tensão, respire fundo e solte o ar lentamente. Não se apresente de ombros caídos, tipo “cachorro espancado” que está pedindo perdão a Deus por ter nascido. Sem ser arrogante, seja seguro. Procure mostrar na fisionomia o que está dizendo. O bom pregador não prega apenas com a voz, mas com o corpo e, principalmente, com o rosto. Olhe as pessoas. Bancos, paredes e teto não se convertem. Só gente. Olhe o povo. As pessoas crêem mais em quem lhes fala olho no olho. Por isso, olhe para elas. Não se preocupe com os gestos. Deixe os braços naturalmente, ao longo do corpo, sem se preocupar em usá-los. Pouco a pouco, com o andamento da mensagem, você os moverá. Não force a situação, portando-se como um helicóptero, batendo asas furiosamente. Acontecerá, normalmente. Tome muito cuidado com gestos. Por exemplo: o gesto do dedo indicador apontado para uma pessoa é o gesto mais antipático que existe.  Não adianta dizer “Jesus te ama” e brandir um punho cerrado, com cara de mau, para o ouvinte. Um excelente livro sobre gestos é “O Corpo Fala”, de Pierre Weil, da Editora Vozes. Vale a pena lê-lo.

9. Quanto à argumentação – Sua fala deve ter início, meio e fim. Em linguagem homilética, isso significa introdução, corpo e conclusão. São partes essenciais do discurso e também do sermão.

            Início – Busque atrair os ouvintes. Lembre-se da fórmula de Publicidade: A I D A (Atrair, Interessar, Desenvolver, Adquirir). Lembre-se de seu auditório estará atento e cauteloso, no início. “O que vai sair daí?” é a pergunta na mente de muitos. Seja interessante logo no início. Por isso, cuide bem da primeira sentença, evitando a banalidade. Começar com “O mundo está em crise” é a coisa mais banal que se pode ouvir. Quando Adão e Eva foram expulsos do Éden, um deve ter dito isto para o outro.  Quando o mundo não esteve em crise?  Uma ilustração é bem-vinda. Um problema levantado é oportuno. Uma frase de impacto (não confunda com sensacionalismo) ajuda bastante. Um autor respeitado e conhecido ajuda bastante. Li, diariamente, por muitos anos, uma coluna de Joelmir Beting, sobre economia. A primeira coisa que fazia era ler a citação do dia.  Mostre humor sem descambar para a pândega e hilaridade. Seja bem humorado, mas não seja palhaço.  Manifeste domínio do assunto que está abordando. Se não conhece o assunto, tenha o bom senso de não abordá-lo.  Seja sempre atual, ligando sua palavra inicial com algo que os ouvintes conheçam. Contar um episódio do século XVI na Baixa Eslovênia, sobre um assunto pelo qual ninguém se interessa, é suicídio oratorial. Por isso fuja dos enlatados de ilustrações, tipo “Tesouro de Ilustrações”.  Suas ilustrações devem ser sempre atuais. Deixe uma ligação clara com o ambiente ao qual está pregando.

            Algumas coisas que não se deve fazer, no início:

1ª) Não peça desculpas, dizendo que não se preparou ou que não está à altura, etc. Isto não é humildade. É um ducha de água fria em quem foi para aprender ou receber alguma coisa.

2ª) Não comece contando piadas.

3ª) Não faça perguntas que você não pode responder ou para as quais não deseja perguntas.

4ª) Não tome partido em questões nas quais a congregação não tenha unanimidade.

5ª) Não seja banal, com frase como “o mundo está em crise”. Uma coisa tão óbvia, assim, não lhe trará interesse.

6ª) Não apele para o sensacionalismo.

            O corpo da argumentação – Ao deixar o início (ou introdução) e entrar no corpo, diga numa única frase o que pretende dizer. Por exemplo; “Nesta noite desejo falar sobre a segurança que tem a pessoa que põe sua fé em Jesus Cristo”. Em seguida, mostre como isso se relaciona com o texto ou se baseia nele. Desenvolvendo o assunto, deixe bem claras as divisões para que as pessoas compreendam o rumo da pregação. No seu argumento, use a exegese do texto, dados estatísticos, ilustrações, citações, etc., sempre com critério. Nunca deixe de fazer aplicações à vida das pessoas que o ouvem enquanto fala.

            A conclusão – Pode-se recapitular o que foi dito, pode-se utilizar um argumento que enfeixe tudo o que foi dito, pode-se voltar ao ponto de partida e mostrar que provou sua tese ou que respondeu à questão que levantou. Deixe bem claro que o que disse faz parte de sua vida e desafie o auditório a se apropriar da sua mensagem. Os ouvintes precisam saber que sua palavra deve ser respondida com uma atitude. Desafie-os a fazerem o que foi dito. Não envie recados. Chame o povo a tomar uma atitude. Sua linha de argumentação, embora você não diga isto explicitamente, deve ser a seguinte: “Eu desejo que vocês façam isso”. Não diga “era isso que eu tinha” ou “já estou terminando”. Não peça desculpas, como o autor de Macabeus. Tendo falado em nome de Deus deixe bem claro que não tem do que se envergonhar ou se desculpar e que o ouvinte é que tem que posicionar. Sua palavra deve ser segura e com autoridade. Se não tem autoridade, não fale.

10. Treine bastante – Não se conforme com o que é, mesmo que tenha alcançado sucesso como pregador. Busque melhorar. Busque crescer. Ouça quem seja um pregador melhor. Veja o que pode aprender dele. Grave seus próprios sermões e analise-os criticamente. Se tiver o hábito de escrever, leia e releia até encontrar uma forma que o satisfaça. Tendo pregado, analise seu sermão: quais os pontos em seu estilo e argumentação que podem ser desenvolvidos? Não fique deslumbrado ouvindo sua voz. Procure ver o que deve melhorar. Se vier a pregar o sermão outra vez, veja em que pode melhorá-lo.

 

OBSERVAÇÃO: Poderia ter adaptado este material, mas preferi mantê-lo com algo dirigido a pregadores. Creio que o leitor é quem deve fazer a adaptação à sua atividade. Será um bom exercício. E se alguém for pregador, poderá se valer, se desejar e julgar que tem valor, o material. É posto na apostila com o sincero desejo de ser útil.