Apresentação de “Família – Vale a pena acreditar”

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Pela primeira vez em sua história, a civilização ocidental encara o desafio de ter que definir o significado dos termos “casamento” e “família”. O que até recentemente era considerado uma família “normal”, constituída de um pai, uma mãe, e um determinado número de filhos, tem sido visto, nos últimos anos, como mais uma dentre tantas opções, que não pode mais alegar ser a única forma, muito menos a forma superior, de se ordenar os relacionamentos humanos.

A visão judaico-cristã do casamento e da família, com suas raízes fincadas na Escritura Sagrada, tem sido ampla e significantemente trocada por valores que superestimam os direitos humanos, a auto-realização e o utilitarismo pragmático, em detrimento da verdade e do amor ao próximo, tanto em nível individual, quanto social. O resultado é que o casamento e a família estão sitiados, vivendo sob o ataque de toda sorte de forças. E com o casamento e a família, a própria civilização ocidental está ameaçada, fadada à ruína.

O filósofo e educador paulistano Dante Donatelli, em seu livro Quem Me Educa? A Família e a Escola diante da (In)Disciplina, sabiamente discerniu os nossos tempos. Ele disse que “a moral cristã não cabe mais em nosso mundo capitalista burguês de consumo em massa, no qual tudo está à venda; por outro lado, nada pôde substituí-la”. Que triste verdade!

É neste contexto que Isaltino Gomes Coelho Filho se propõe a discutir a família, apontando o caminho bíblico seguro para o qual a sociedade contemporânea precisa urgentemente retornar. O resultado é esta obra lúcida que o leitor tem em mãos.

O Pr. Isaltino escreve fácil. É gostoso de ler. Seus livros, além de serem repletos de teologia bíblica, destilam vasto conhecimento cultural e sóbrio discernimento das coisas. A presente obra não foge à regra. Família – vale a pena acreditar, é um verdadeiro tratado de teologia prática, escrito por um pastor apaixonado pelo ofício recebido de seu Senhor e pai de família admirado por sua tão simpática esposa e filhos.

Se me permitem dizer, essa admiração por parte de esposa e filhos, eu mesmo fui testemunha, durante os quase seis anos em que convivemos na cidade de Campinas, onde Isaltino pastoreou, por nove anos, a Igreja Batista do Cambuí.

Várias vezes saímos para comer macarrão ao molho de bacalhau e pude desfrutar de tão saudável e agradável convívio familiar. Muitas vezes vi Isaltino com os olhos marejados de lágrimas, falando de seu amor pela família e o ministério pastoral, ou compartilhando dos insights que ele tivera, estudando um texto da Bíblia. Não digo isto para enaltecer a pessoa do autor. Ele não precisa disto, mas para dizer que este livro é fruto de quem, não só acredita na família, mas que também, e acima de tudo, fala com propriedade e sólida base bíblica. Isaltino vive o que escreve e escreve o que vive.

Obrigado meu amigo. Obrigado pelo belo trabalho. Obrigado pela honra de prefaciar o seu vigésimo sétimo livro (Parabéns!). Obrigado por enriquecer a minha vida com sua amizade e tão belo exemplo familiar. “Cabra bom! Eu queria ter um pai assim.”.

Boa leitura, amigo leitor!

Pr. Leandro B. Peixoto

Igreja Batista Central

Campinas/SP

Janeiro de 2009