Advertência contra o humanismo

“Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, faz daquilo que é mortal a sua força e afasta do SENHOR o seu coração” – Jeremias 17.5 (Almeida Século 21).

Ameaçado de juízo divino por causa de seus pecados, Judá buscou solucionar o problema. Era bem fácil: arrependimento e postura correta diante de Deus. Isto eliminaria o juízo que viria pela Babilônia. Mas Judá tinha suas soluções: buscava alianças políticas ora com a Assíria, que destruíra Israel, ora com o Egito. Em vez de confiar em Deus, confiava nos homens. Por isso a palavra dura em Jeremias 17.5: “Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, faz daquilo que é mortal a sua força e afasta do SENHOR o seu coração”.

Abstraída do contexto e aplicada em seu sentido geral, como esta palavra é atual! A igreja contemporânea é tão humanista! Não é humana, é humanista mesmo. O humanismo é a doutrina filosófica que exalta o homem, que o vê como capaz, que exclui a necessidade de forças espirituais para ajudá-lo. Ele se basta. Como nossas igrejas confiam em planos, modelos eclesiológicos, modelos litúrgicos e líderes humanos! Como idolatramos pastores, gurus, bispos e “apóstolos”! Como os batistas confiamos em nossas instituições, juntas (a maior parte falindo), associações, comissões e GTs! Todos os nossos problemas, cremos, podem ser resolvidos por um Grupo de Trabalho! Nunca vi um chamado ao jejum e à oração por parte de toda a denominação para resolver nossos problemas administrativos (juntas, colégios e seminários semifalidos). Mas sempre temos planos. Que parecem não dar certo.

Billy Graham criticou os Estados Unidos, dizendo que estes colocavam em sua moeda a inscrição “Nós confiamos em Deus”, mas no coração diziam: “Primeiro em nós”. Não são apenas os Estados Unidos. Somos nós, como denominação. Somos nós, como igrejas. Somos nós, como indivíduos. É o humanismo de confiar em si, sua capacidade, e depois de planos feitos, uma oraçãozinha para Deus abençoar o que fizemos.

A solução está em Jeremias 17.7-8: “Bendito o varão que confia no Senhor, e cuja esperança é o Senhor. Porque é como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro, e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano de sequidão não se afadiga, nem deixa de dar fruto”. Tão simples, não é? Menos homem, mais Deus. Menos confiança em seus planos, mais oração e mais dependência de Deus.

Não me importa o humanismo filosófico. É uma falácia. Incomoda-me ver o humanismo religioso. Este é terrível! E não impede que Babilônia chegue e leve tudo de roldão.