O Servo Hoje

Palestra preparada pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho para os diáconos da Igreja Memorial Batista de Brasília, e apresentada em 5.12.9

Tenho certo receio com temas que trazem o “hoje”. Anos atrás, uma denominação irmã me pediu para falar em uma formatura de seu seminário e me deu o tema “O perfil do obreiro de Deus necessário para os dias de hoje”. Preparei o trabalho, mas deixei claro que era o mesmo perfil do obreiro de ontem. Fui falar em um seminário de nossa denominação, em 1992, e me deram o tema “Como deve ser o pastor no próximo milênio”. Eu disse que deveria ser o mesmo do milênio em que estávamos. Outra palestra, e creio que para a ABIBET, foi “O papel do seminarista na igreja de hoje”. Segui a mesma linha: deve ser o mesmo papel do seminarista na igreja de ontem.

Explico-me. Não é rabugice, mas fruto de preocupação. Não invalido o tema nem discordo dos irmãos. Muito pelo contrário. Vejo o tema com satisfação porque expõe o desejo de querer servir hoje. O desejo de querer ser diácono hoje, mesmo com tantas mudanças que até colocam em xeque a diaconato, substituindo-o por conselhos, juntas, colegiados e colégio pastoral ou ministério colegiado. Estas coisas podem existir, mas o diaconato é bíblico. Minha preocupação é com um possível desvio de foco, de modo que o referencial seja o hoje, o momento presente, e não as Escrituras. O tempo atual é o espaço onde o diaconato se move, mas o perfil deve ser delineado pelas Escrituras, como tudo nosso. Contextualizar é bom, mas o norte deve ser dado pela Bíblia. Se sair dela, corre o risco de errar.

John McArthur Jr. disse que não se preocupava em conhecer em detalhes as heresias teológicas ou seculares, para combatê-las. Ele se aprofundava no estudo bíblico. Em princípio soou-me inusitado, mas depois entendi. Primeiro ele formava a cosmovisão bíblica. Depois é que fazia o aggiornamento, ou seja, a análise, a contextualização e a aplicação. É por isso que começo pela Bíblia e vou pincelando com nosso tempo, com o hoje.

UM PONTO DE PARTIDA – O PERFIL DO DIÁCONO

Meu ponto de partida é Marcos 10.45: “Pois também o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos”. Não farei um sermão aqui. Usarei o texto como ponto de conexão com o que julgo ser o perfil de um diácono. E explico.

“Ser servido” é diakonethenai, verbo derivado do substantivo diákonos. “Servir” é diakonesai, derivado do mesmo substantivo. Deu para entender por onde iremos. O perfil do diácono deve ser encontrado na pessoa de Jesus. Ele foi o maior de todos os diáconos. Os irmãos não remontam, em atividade, a Atos 6, mas aos evangelhos. O diaconato não começa com Estêvão, mas com Jesus. Porque a instituição diaconato fica de pé ou cai se for leal ao seu princípio básico, que é o serviço. E ninguém serviu como Jesus.

Alguém enquadrou o perfil do pastor no ministério de Jesus. Fiquei assustado, porque é uma carga acima do que posso suportar. Mas depois me conformei. É isso mesmo. O modelo para o pastor não é Davi, é Jesus mesmo. Eis as palavras de um dos maiores pastores do cristianismo, que combinou em sua pessoa os ofícios de pastor, evangelista, missionário e teólogo, Paulo. Diz ele: “Rogo-vos, portanto, que sejais meus imitadores” (1Co 4.16). Já é pesado, mas ele diz: “Sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo” (1Co 11.1). O título da obra clássica de Tomás à Kempis, que bem define toda a vida cristã, está aqui: “Imitação de Cristo”.

O grande desafio para o pastor, para o diácono e para todo e qualquer membro da igreja é este: ser igual a Cristo. Alguém pensará que estou exagerando. Não estou. É que a igreja está perdendo Cristo de vista, no cipoal de novidades da feira evangélica que nos empurra quinquilharias espirituais. O alvo da vida cristã é ser como Cristo. Diz Efésios 4.13: “Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, ao estado de homem feito, à medida da estatura da plenitude de Cristo”. O alvo da vida cristã é dizer como Paulo: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” (Gl 2.20). A vida cristã é um processo de cristificação.

Não há castas no evangelho. Não há classes especiais de cristãos, no cristianismo. Há no neopentecostalismo, mas não no cristianismo, onde há a doutrina do sacerdócio universal de todos os crentes, que abarca mais que o direito de orarmos a Deus. Implica em que todos temos direitos e responsabilidades espirituais. Implica em que todos somos iguais em fazer a obra de Deus progredir. Não é tarefa de ministros ordenados. É de todos os crentes.

Pastores e diáconos são oficiais de uma igreja batista, mas são membros da igreja, são igreja, não estão acima dela, estão sob a jurisdição dela e lhe devem lealdade. São responsabilidades dos diáconos hoje: (1) enfatizar o sacerdócio universal de todos os crentes, numa época de sacerdotalização e rejudaização da igreja, e, (2) restaurar o conceito de igreja, como a instituição que se compõe dos crentes, mas que tem autoridade espiritual sobre o crente. Devemos lealdade à igreja. Estou ultimando um livro cuja feitura me tem enriquecido muito. Versa sobre o fruto do Espírito (Gl 5.22-23). Nesta semana trabalhei no capítulo sobre “fidelidade”. O termo grego é pístis e ao defini-lo, no livro, faço este comentário:

Quando pístis é usado no sentido ético, sua tradução mais exata é fidelidade, confiabilidade, fidedignidade, lealdade. Dockery diz que “a palavra dá a idéia de confiabilidade ou lealdade” 1. Vaughan a traduziu, do grego para o inglês, como “trustworthiness”, que é “probidade, integridade de caráter ou lealdade”, e diz ele que isto é “no relacionamento com os outros” 2, não apenas no relacionamento com Deus.

O sentido ético do termo implica em lealdade, e não apenas para com Deus. Para com as pessoas, também. Lealdade é algo extremamente necessário para a igreja contemporânea. Vejo em alguns carros um adesivo e até mesmo pintura: “Deus é fiel”. Entendo e respeito esta declaração de confiança em Deus, mas gostaria de ver um adesivo dizendo “Eu sou fiel”. Sim, gostaria de ver os crentes dizendo “Eu sou fiel ao meu Deus, à minha igreja, ao meu cônjuge, aos meus valores”. Presumo que tal adesivo não venderia muito. As pessoas pulam de igreja em igreja em busca de algo que as satisfaça. Elas não têm lealdade, mas querem ser servidas. O diácono deve ser um homem leal, que sirva, e que sinalize serviço à membresia da igreja. Falo como pastor, mas isto não significa que reivindico que o diácono deve lealdade apenas ao pastor. Deve ser leal ao Senhor, à igreja, ao reino, à família. O diaconato deve se compor de homens e mulheres fiéis. Homens e mulheres honrados e dignos. Este perfil é bíblico, o de ontem, o de hoje e deverá ser o de amanhã.

Delineei algo que devem ser marcas de um diácono hoje: (1) vocação de serviço, num mundo em que as pessoas querem ser servidas; (2) ter Cristo como perfil, num ambiente evangélico que celebra o Antigo Testamento e foge do Novo, da cruz e de Cristo; (3) consciência do conceito de igreja, num ambiente de comércio espiritual; (4) uma vida de lealdade, num tempo de deslealdade e de conveniências, e não de convicções. Diáconos devem ser pessoas que sinalizem pistas bem claras para a igreja, que anda meio desorientada.

A AÇÃO DO DIÁCONO NA AÇÃO DE JESUS

“Veio servir” é a expressão chave. A vida de Jesus foi serviçal. Infelizmente o termo “servo” virou título nobiliárquico. Tornou-se mais designação de nobreza espiritual que designação de função e de ação. Como diácono, como pastor, como bispo, como apóstolo. Tornaram-se termos pomposos. Vamos revesti-los do cunho bíblico, em nossa perspectiva.

A função do diácono é servir, e isto quer dizer mais que servir às três mesas. Aliás, até contorno esta questão. No grego clássico, “diácono” era um termo indigno. Aludia a um escravo, que não tendo habilidades manuais nem capacidade de ensino, fazia os serviços domésticos. Era a figura do copeiro, do servidor de mesa. Tanto que um homem como Platão disse: “Como pode um homem ser feliz se sua atividade é tão indigna como ser diácono?”.

Mas “pastor” também era termo indigno. Não nos iludamos com o Salmo 23. Ser pastor era trabalho de gente sem capacidade alguma. Cito Murphy-O’Connor:

Essas eram as ocupações sem reputação dos quais a Mishnah nos oferece uma lista representativa: “Abba Gorion de Sidon disse em nome de Abba Saul: um homem não deverá ensinar o seu filho a ser um condutor de burros, ou um condutor de camelos, ou um marinheiro, ou um carreteiro, ou um pastor, ou um lojista, pois essas são artes de ladrões”. 3

Um pastor era visto como ladrão, pelos rabinos. E sua profissão, como indigna. A Mishnah também proibia comprar carne dos pastores, pois significava que eles haviam roubado seu rebanho. A idéia de “um bom pastor”, como Jesus disse, foi mais uma de suas declarações desconcertantes. Jesus é tão desconcertante que não foi à corte de Herodes que seu nascimento foi anunciado, mas aos pastores que estavam no campo. Não foi à nobreza, mas à ralé. Ele dignificou os termos. E fez isso quando se disse como quem veio servir. A glória do diácono é o serviço. Ele se parece com Cristo quando serve. Em algumas igrejas, nos EUA, o diaconato é como o Departamento de Pessoal da igreja. Contrata e demite pastores. Liderar traz ônus e líderes sentem o ônus de tomar decisões. Porém, a função do diácono não é comandar, mas servir. E se serve bem, como o Sublime Diácono, pode comandar, e comandará, pelo exemplo e pelo caráter. É assim que Jesus tem comandado milhões de pessoas, ao longo da história. Seu caráter é cativante e sua personalidade fascina, envolve e leva as pessoas a seguirem-no. A liderança diaconal deve vir pelo caráter, mais que pelo título.

Há serviço patológico. Há gente que tem patologias e busca espaço para suas doenças na igreja. Se for bem dedicada, se envolver-se com várias atividades (algumas dispensáveis, mas às quais dará um ar de extremamente necessárias para a vida da igreja), a pessoa alcançará prestígio. Há aquelas pessoas que adoram se sobrecarregar de atividades, porque isto lhes dá a sensação de indispensáveis e as leva a terem proeminência como servos de Deus bem consagrados. Mas a igreja carece de serviço de autodadivosidade. De gente que se doe. Que não faça cobranças à igreja. Que a ame e a sirva. Há gente demais apedrejando a igreja. São pecadores blasfemos, porque a igreja é de Cristo. É corpo de Cristo. E não apenas a Igreja Universal (não do Reino de Deus, mas a Militante). A igreja local é corpo de Cristo. Paulo disse isso aos coríntios: “Ora, vós sois corpo de Cristo, e individualmente seus membros” (1Co 12.27). É fácil amar a igreja que não se vê, a igreja ideal, a igreja etérea, gasosa, vaporosa. Porque projetamos nela a igreja que queremos, cheia de clones nossos, e dizemos ser a igreja dos nossos sonhos. Mas somos chamados a amar a igreja real, a local. Esta é a igreja verdadeira, esta é a igreja dos sonhos de Jesus, cheia de pecadores, mas é a igreja dos sonhos dele porque ele ama pecadores e sua graça se direciona para eles. É nesta igreja cheia de defeitos que a graça de Jesus opera. Caros diáconos, vocês são servos da igreja real, a de carne e osso, que se reúne como Igreja Memorial Batista. Este é o ministério de vocês. Servir à igreja real de Jesus.

O RUMO DO DIÁCONO NO RUMO DE JESUS

“Dar a sua vida”, diz Jesus, no texto de Marcos. Não pedirei que morram. O caso é específico. Só ele podia dar sua vida em resgate dos outros. Ele viveu em função dos outros. Do Pai e dos homens. Não vemos em Jesus um traço sequer de preocupação consigo ou de busca de seus interesses pessoais. Ele era o homem em função do Pai e dos outros: “Ele, porém, respondeu: Uma comida tenho para comer que vós não conheceis. Então os discípulos diziam uns aos outros: Acaso alguém lhe trouxe de comer? Disse-lhes Jesus: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou, e completar a sua obra” (Jo 4.32-34). E, ainda, em Lucas 12.50: “Há um batismo em que hei de ser batizado; e como me angustio até que venha a cumprir-se!”. Ele tinha propósitos na vida, mesmo sem ler os livros de Rick Warren, alguns deles muito bons, por sinal.

Um homem com ideal de serviço e um homem para os outros, assim era Jesus. Um homem com ideal de serviço e um homem para os outros, assim deve ser um diácono da igreja de Jesus. Uma mulher com ideal de serviço e uma mulher para os outros, assim deve ser a diaconisa da igreja de Jesus.

Um diácono é uma pessoa para servir os outros. Para servir a Cristo através da sua igreja. Para servir a Cristo através do serviço a pessoas membros da igreja. Precisamos de diáconos assim hoje. Gente dadivosa e com rumo, com nexo na vida. Tenho viajado um pouco. Em um ano fiz quarenta e oito viagens. Fui orador de assembléias estaduais, ordens de pastores, encontros de pastores não batistas e efetuei conferências em seminários, inclusive não batistas. Estou profundamente chocado com a falta de rumo de tantas igrejas e de tantos pastores. Os diáconos têm um valor muito grande porque vivem a igreja, por vezes mais que os pastores. Estes são passageiros, vêm para a igreja e depois a deixam. Mas os diáconos estavam lá antes dele e continuarão depois. E vivem a vida real, não a vida livresca e conceitual que muitos pastores vivem.

Os diáconos precisam de rumo, de determinação, de senso de direção em sua vida e para a vida da igreja. Precisam ser aprumados para darem prumo. Não são apenas diáconos. São diáconos batistas. Têm uma herança histórica e teológica pela qual zelar. Os batistas temos uma tradição por preservar. Há tradição que engessa porque fossiliza a vida. Mas há uma tradição que baliza a vida. Paulo diz isto em 2Tessalonicenses 3.6: “Mandamo-vos, irmãos, em nome do Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo irmão que anda desordenadamente, e não segundo a tradição que de nós recebestes”. Há uma tradição a guardar, e o diácono é um dos responsáveis por mantê-la. Este é um papel do diácono hoje, no meio de tanta anarquia espiritual, doutrinária, litúrgica e teológica. Ele é oficial da igreja.

Trabalhei nove anos na Faculdade Teológica Batista de Brasília. Fui vice-reitor de Dewey Mulholland e depois o substitui na função. Foi o período áureo da instituição, a ponto de um ex-presidente da CBDF ter dito que ela era a menina dos olhos da Convenção. E, numa ocasião, o plenário votou recomendação para que a Faculdade diminuísse seu ritmo e andasse no ritmo do campo, que era lento. Em outra, precisei pedir o parecer sobre nosso relatório, porque disseram que não era necessário, pois iriam dizer a mesma coisa, que tudo ia bem. Mas o Dr. Dewey me deu um conselho, quando assumi sua função: “Mantenha a Faculdade alinhada com a Bíblia”. Eu passo as palavras do meu bom amigo, hoje aposentado nos EUA: mantenham a igreja alinhada com a Bíblia. Não são reitores da igreja, mas são servos dela, como Dewey e eu éramos servos da Faculdade. Não permitam as reinvenções da igreja nem o novo evangelho, que é um evangelho sem cruz, sem Jesus, o evangelho da satisfação pessoal, aguado, mistura de gnosticismo esotérico, nova era e autoajuda. E isto com boa dose de rock pauleira subsidiando o ensino, mantendo as pessoas agitadas e sem possibilidades de pensar.

“Não é isso que Atos 6 ensina!”, dirá alguém. Bem, se querem cumprir Atos ao pé da letra, cuidem apenas de beneficência. Mas o princípio lá é bem claro: diáconos são pessoas que cuidam de bastidores para que os pastores se dediquem àquilo a que Deus os chamou. Havia perturbação nos bastidores, havia dissensão na membresia, havia a possibilidade de um racha por causa de murmuração. Eles assumiram a função de trabalhar pela paz da igreja e pelo progresso do evangelho. Que os pastores pregassem a palavra de Deus, o Jesus crucificado e ressuscitado, exaltado como Senhor e Cristo. Eles cuidariam dos bastidores. Isto é função diaconal: servir nos bastidores, desimpedindo o pastor para trabalhar no que mais deve fazer, que é ensinar a igreja sobre Jesus. Não permitam, nunca, que Jesus seja colocado em segundo lugar na vida da igreja. E comecem isto não o colocando em outro lugar que não seja o primeiro, na sua própria vida.

EIS A RECOMPENSA

O Sublime Diácono deu a sua vida em resgate de muitos. E por isto entrou para a história. Por isto lembramo-nos dele sempre, e rememoramos sua pessoa de maneira especial na ceia. A recompensa de Jesus foi ter cumprido a missão, honrado o Pai, formado a igreja, marcado o mundo para sempre. E Deus o exaltou soberanamente.

Os diáconos que servem bem não têm promessas de riquezas materiais nem de poder humano. Entrarão para a história de muita gente, marcarão vidas, ajudarão a firmar a igreja. A maior recompensa deles é de ordem espiritual: “Porque os que servirem bem como diáconos, adquirirão para si um lugar honroso e muita confiança na fé que há em Cristo Jesus” (1Tm 3.13). Um lugar de honra e confiança na fé, que aqui parece ter o sentido de se tornaram cada vez mais seguros em seu testemunho. Serão mais fortes por causa do cumprimento do serviço.

Minha oração é esta. Que vocês sirvam bem e melhor, cada vez mais, e com isso se sintam cada vez mais seguros em seu relacionamento com Deus e em seu testemunho. Ele os honrará. Está em Hebreus 6.10: “Porque Deus não é injusto, para se esquecer da vossa obra, e do amor que para com o seu nome mostrastes, porquanto servistes aos santos, e ainda os servis”. Ele levará seu serviço em conta, no dia do galardão.

E tenho dito.

1 DOCKERY, D. S. “Fruto do Espírito”, in HAWTHORNE, Gerald (ed.). Dicionário de Paulo e Suas Cartas. São Paulo: Paulus, São Paulo: Edições Vida Nova, São Paulo: Edições Loyola, 2008, p. 574.

2 VAUGHAN, Curtis. Galatians – A Study Guide. Grand Rapids: Zondervan Corporation, 1972, p. 106.

3 MURPHY-O’CONNOR, Jerome. Jesus e Paulo: Vidas Paralelas. S. Paulo: Paulus, 2008, p. 84.