A MÃE DE MARIA DO CÉU MESTRINHO

Maria do Céu Mestrinho, amazonense de boa cepa, escreveu as meditações do “Manancial”, de 1 a 8 de setembro deste ano. A do dia 7 foi comovente e instrutiva. Ela relembra sua mãe, que realizava intenso trabalho social nos bairros pobres e periféricos de Manaus. Diz ela, sobre sua genitora (pude imaginá-la fazendo isso, no sol escaldante de Manaus): “Dava alimento aos que tinham fome, vestia os descamisados, calçava os pés descalços e oferecia o Pão da Vida – Jesus, àqueles que precisavam sair das trevas para a luz”. Mais à frente, diz Maria do Céu: “Não raro, levava para passar o fim-de-semana em nossa casa, moças da Igreja que moravam sozinhas, além de receber para morar conosco, os sobrinhos que vinham do interior para estudar”. Mestrinho fala ainda do apoio de seu pai à iniciativa da mãe. Quem conhece a realidade da Amazônia sabe como essas redes sociais e familiares são de grande valia para os que moram no interior, tão desassistido!

Quando lia o texto, minha esposa, Meacir Carolina, se lembrou de sua mãe, Debir Frederico. Sua mãe fazia isso. Eu sei. Eu vi. E lembrou de seus avós, pais de D. Debir, o Pr. José Galdino da Silva Lota e D. Carolina. Não conheci o Pr. Lota nem D. Carolina, de tantos netos e bisnetos no ministério. Mas conheci D. Debir, uma pessoa extraordinária. Vi poucas assim. Herdou isso dos pais. Meacir herdou dela, porque, como eu disse em um dos livros que lhe dediquei, é a pessoa mais fantástica que conheci.

Mães que melhoram o mundo são mães como a da irmã Maria do Céu, como Carolina Lota, Debir Frederico, Meacir Carolina, e tantas outras, que educam os filhos, civilizam os esposos, ajudam os necessitados e repartem o pão material e o da vida com os carentes! Mães que mostram o caráter de Jesus na sua vida. E como é bom quando seus maridos apóiam a iniciativa delas! Como isso é bonito!

Há muita gente hoje com visão curta, pensando apenas em proteger sua prole, sem visão social, sem se incomodar com os carentes! Muitos pais e mães dão coisas aos filhos, mas não lhes transmitem um caráter cristão amoroso! E nem exibem um caráter amoroso. Mesmo nas igrejas, a preocupação de muitos fiéis é em receber bênçãos, sem nunca desejar ser uma bênção. Precisamos de crentes que queiram ser abençoadores! De adoradores as igrejas estão cheias! Faltam-lhe servos! Carecemos de lares que abençoem os sem lar e sem recursos! Há crentes que só pensam em seus problemas. Sua unha encravada dói mais que a fome dos que não tem o que comer! É gente que quer ser abençoada, receber coisas boas, ser ajudada, mas não se preocupa em ser útil. Quem é útil se realiza e é feliz!

A palavra de Maria do Céu Mestrinho sobre o lar em que foi criada me encantou. Precisamos de lares assim. Que mostrem o amor de Jesus, que falem dele, e ajam em seu nome. Lares assim marcam os filhos, são úteis, e melhoram o mundo. Mas há lares que só olham para si. Que pena! Nunca descobrirão a alegria de serem abençoadores e marcarem vidas! São lares pobres, porque nada é mais rico que ser útil! Graças a Deus por lares ricos como os de Maria Mestrinho!