RUBI OU ESMERALDA

A Igreja Batista Central de Macapá completa jubileu de rubi (ou esmeralda). Surgiu como congregação em 1969, com cultos realizados pela irmã Ibéria Galvão em sua casa, na Mendonça Furtado, esquina com a Manoel Eudóxio Pereira, onde ainda está. Seu nome era Congregação Batista Luz do Evangelho.

Mais tarde, foi adotada pelos batistas bíblicos, com o nome de Congregação Batista Bíblica de Macapá, da PIB Bíblica de Vitória da Conquista, BA. Em 21.2.1971 foi organizada como PIB Bíblica de Macapá, pelo Pr. Gerson Rocha, com 15 membros, e filiada a Convenção Batista Bíblica da Bahia. A Central foi organizada por uma igreja da Bahia!

O Pr. Eurico Rabelo orientou a igreja a se transferir para a então Convenção Batista do Pará e Amapá, para ter assistência pastoral. Assim a Central foi adotada como congregação da IB Memorial de Macapá, em 1984. Poderia ter sido aceita diretamente na Convenção, mas seguiu este caminho. Mas é igreja desde 1971, embora o nome original fosse PIB Bíblica de Macapá. São 40 anos de existência.

Passou por dificuldades que aqui não comportam, porque não damos ibope para o Maligno. Importa que é uma igreja viva e calorosa, sem apelar para o estrambótico no culto e na liturgia. Sua ênfase está na Bíblia e na seriedade espiritual, e não no show religioso. Tem três congregações que vão bem. Compõe-se de membros que se entendem, que se têm ajuntado e caminhado unidos. Tem visto várias conversões. Levanta expressivas ofertas para missões, ficando em primeiro lugar no campo. Não se orgulha disso, pois faz sua obrigação.

É uma igreja filiada à Convenção Batista Amapaense e à Convenção Batista Brasileira. O povo batista tem uma história de mais de 400 anos, e surgiu ao redor de princípios, não de lutas por poder. Há uma tradição que engessa e que fossiliza. Há uma que é rica e dá rumo à vida. Paulo disse: “Mandamo-vos, irmãos, em nome do Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo irmão que anda desordenadamente, e não segundo a tradição que de nós recebestes” (2Ts 3.6).

Não propomos separatismo (somos uma igreja que soma à Convenção e não que divide), mas este versículo mostra haver uma tradição teológica desde o Novo Testamento. Por isso rejeitamos as reinvenções do evangelho.

Amo a Central de Macapá porque vejo nela crentes sérios, que querem instrução na Palavra de Deus, e não o exótico. Quem queira uma igreja séria, que ama a Palavra e busca maturidade espiritual tem na Central lugar para ficar.

São 40 anos. Gostaria que ela não completasse 41. Que Cristo viesse logo. Mas se tiver que esperar mais 40, que eles sejam de fidelidade. A Deus e à Bíblia. E ancorada na tradição que vem da Palavra.

 

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho