POR QUE SOMOS BATISTAS HOJE

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho, preparada para o Congresso da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil, Secção Pará – Palestra 1

 

INTRODUÇÃO

Esta primeira palestra brota do coração. Sou batista. Não me envergonho de sê-lo e não pretendo deixar de sê-lo. Conheci o evangelho numa igreja batista. Foi por causa do ministério de uma delas que conheci Jesus Cristo como meu Salvador. Estudei num seminário batista, sustentado por igrejas batistas, e foi nele que recebi minha base teológica, e onde me apaixonei pela Teologia. Fui consagrado por um concílio de pastores batistas, a pedido de uma igreja batista, e sempre recebi sustento de igrejas batistas. O mínimo que posso ter pelos batistas é gratidão. Não vi incompatibilidade entre uma igreja batista e a essência do evangelho. Como nunca tive sonhos de ser megastar evangélico, não  pensei em carreira solo nem escrever meu nome em gás néon, permaneci como pastor batista. Já me é um título honroso e bastante pesado, por isso nunca aspirei a ser bispo, arcebispo, apóstolo, patriarca, cardeal ou outra coisa. Sempre pedi a Deus que me concedesse sensibilidade para distinguir entre minha frustração com pessoas e com a estrutura comandada por pessoas, e a denominação como um todo, com sua doutrina, sua história e seus princípios. Subordinei minhas birras pessoais (e sou birrento) à visão do todo. Afoguei minhas ambições pessoais, com a graça de Deus. Estou em paz com minha denominação, amo-a, e se ela não me ama pelo menos me tolera.

Em outras palavras, não apenas não me envergonho de ser batista, mas me rejubilo nisto. Completo, em novembro, quarenta anos de consagração ao ministério batista. Caminho para o poente com a consciência de que falhei em muitos pontos, que deixei a desejar em outros, mas que dentro de minhas limitações, fui útil. Sairei de cena em paz com o grupo onde entrei e onde quis permanecer. Entrei pela porta da frente e sairei pela porta da frente. Lamento não ter mais quarenta anos pela frente. Porque gosto de servir a Cristo como pastor batista.

Se parecer a alguns que estou me ufanando, ponderem bem: estou mesmo me ufanando ou estão tão acostumados a ouvir críticas a denominação que quando alguém diz que a ama isto lhes desconcerta e incomoda? Eu amo minha denominação. Não me aproveito dela. Eu a sirvo.

Mas vamos à questão: por que somos batistas hoje? Ofereço algumas respostas.

 

1. POR ACIDENTE

Muitos são batistas “por acidente”. Eu mesmo poderia ter me convertido em uma igreja de outra denominação. Mas estes batistas “acidentais” de que falo nunca aprofundaram seus vínculos nem buscaram conhecer a história do seu grupo. Não têm noção de nada. Infelizmente há alguns assim. Fui presidente de convenção estadual e não poucas vezes obreiros insatisfeitos em seus grupos queriam se tornar batistas. Não tinham convicção doutrinária alguma. Queriam apenas uma ocupação que gerasse renda. O ministério lhes era apenas uma atividade remunerada, sem qualquer paixão. Era um emprego. Não deu certo numa empresa, muda para outra. Gente sem paixão e sem lealdade doutrinária alguma.

Mas os que, como eu, se tornaram batistas “por acidente”, e depois por opção, assim fizeram porque examinaram e ficaram. Optaram por continuar no grupo. O “acidente” (sempre entre aspas) se tornou opção. Numa época de frustração pessoal com a denominação, recebi sondagens de dois outros grupos, mas sou batista por opção. Nem saberia como sair. E não amaria o lugar para onde poderia ir, porque me faltariam os vínculos existenciais. Sou batista por “acidente”, um destes “acidentes” conduzidos por Deus. Como muitos dos meus ouvintes. Por este motivo sou e muitos de nós somos batistas.

 

2. POR AMOR À NOSSA HISTÓRIA

Uma das razões pelas quais decidi permanecer como batista é por conhecer nossa história. Ela me encanta. Não nascemos de um racha por dinheiro nem de briga por poder. Surgimos ao redor de princípios e os mais elevados: a suficiência das Escrituras, a liberdade religiosa, o batismo de pessoas convertidas a Cristo, ênfase na regeneração, autonomia das igrejas, batismo e ceia como ordenanças e não como sacramentos. Somos os paladinos na luta pela liberdade religiosa. Temos uma história como poucos grupos a têm. Ela deveria ser mais estudada e bem conhecida em nossas igrejas e bem sabida por todos os pastores batistas.

Grande parte disso se deve ao fato de que os batistas não têm um fundador, um homem em especial que descobriu uma doutrina, como a alegada visão de Hellen White de ter visto as tábuas da Lei no céu, com o mandamento de guardar o sábado envolto em luz. Nem como Hagin que recebeu uma visitação especial de Jesus e este lhe ter dito que alguém se opusesse a ele seria aniquilado. Nascemos ao redor de princípios que vários cristãos, em vários lugares, em estudo criterioso das Escrituras, viram que a Reforma não assimilara, e que ela necessitava ser completada. Agruparam-se homens e mulheres em busca do certo, e não do conveniente e do mais vantajoso. Thomas Helwys, John Smyth e aqueles trinta e oito que com eles fundaram uma igreja batista na Holanda, em 1609, estavam direcionados por princípios teológicos, e não por briga por dinheiro ou espaço político. Não tinham uma revelação especial, mas se prendiam à velha revelação, a das Escrituras. Queriam cumpri-la. Thomas Helwys fundou a primeira igreja batista na Inglaterra, em Spitafields, em 1612. Ele redigiu o primeiro documento pedindo liberdade religiosa, e tentou entregá-lo ao rei Tiago I. Quando foi encarcerado, provavelmente em 1614, a liderança da igreja foi transferida para John Murton, que seguiu na mesma linha de pedir liberdade religiosa [1]. Os batistas sempre defenderam o direito de a pessoa escolher a fé que deseja, e até mesmo não ter fé alguma.

A um crítico de nossa denominação, disse eu certa vez: “Nós, os tradicionais, assim pejorativamente chamados, trouxemos o evangelho para este país. Tivemos Bíblias apreendidas e queimadas em praças públicas, pregadores intimidados e apedrejados, templos apedrejados. Sem retórica, obreiros nossos derramaram sangue para estabelecer o evangelho nesta terra. Aplainamos a estrada por onde vocês andam à sombra das árvores que plantamos. Levamos cem anos para estabelecer um nome respeitado no Brasil. De repente, um grupo que ninguém sabe de onde veio, surgiu, maculou a imagem de crentes, e ainda nos joga pedras. No mínimo, vocês nos devem respeito!”.

Não comento isto por ufanismo, mas por observar que alguns dentre nós parecem sentir um complexo de inferioridade quando, numa visão do reino  equivocada em sua teologia e mundana na sua essência, quantificam o reino e avaliam o conteúdo e a história de uma denominação pelos números. Se números validam a verdade, os muçulmanos estão com a verdade. Como os comunistas estiveram com ela, no passado. Nós temos uma origem nobre, um passado limpo e um futuro cheio de possibilidades. Nossa história nos faz detentores de um nome honrado e nos coloca com a responsabilidade de dar continuidade a uma saga de heróis. Eu me sinto jubiloso em trabalhar na Amazônia. Deus não me deu o privilégio de nascer nesta região, mas eu optei por ela. E ele me deu netos nascidos nesta região. Meus descendentes serão amazônidas. Minha família faz parte da Amazônia. E a Amazônia está impregnada na nossa alma. Louvo a Deus por isso. Mas trabalhar aqui me lembra que estou dando continuidade à saga de um “monstro sagrado” como Eurico Nelson, e seguindo os passos de um visionário como Paul Edwin Sanderson. Nossos antepassados são suficientes para que digamos: “Sou batista porque o passado do meu povo é honroso!”.

 

3. PORQUE TEMOS UM CORPO DOUTRINÁRIO COERENTE

Porque nosso corpo doutrinário é coerente e sólido. Não temos uma crença tipo comida por quilo, em que o sujeito mistura peixe ensopado com feijoada e lasanha, e ainda joga queijo ralado por cima. Não somos uma mistura de opiniões, um amontoado de idéias, mas temos uma teologia coerente e muito bem embasada biblicamente. Tanto que dos grandes teólogos bíblicos do passado e dos contemporâneos podemos colocar os batistas no topo. Desde o início de sua história os batistas articularam sua teologia. Não brincaram de “cabra cega”, seguindo um líder errático. Puseram seu credo no papel, exposto à análise e à crítica. Assim, desde 1611, com a primeira declaração batista da história, feita por Thomas Helwys, temos teologia[2]. Bem feita, bíblica, coerente e espiritual. Um Strong, um Conner, um Mullins, um Gundry, e muitos outros mostram que somos uma denominação que pode expor suas idéias, e que elas podem ser examinadas e debatidas. Não apelamos para um autoritarismo em que apenas uma voz se pode ouvir. Não temos uma Helen White que foi elevada à categoria de inspirada no mesmo nível das Escrituras. Temos muitos teólogos, mas nenhum deles é nossa voz oficial. Isto porque damos espaço para fazer teologia.

Os batistas brasileiros temos uma Declaração Doutrinária que é um documento muito bem elaborado, biblicamente embasado, com uma visão geral das Escrituras e da vida. Nele é possível verificar que a Bíblia é, para nós, o todo que rege as partes. Muitos grupos analisam o todo pela parte. As Escrituras passam a ser interpretadas à luz da experiência de alguém ou de um evento bíblico, em particular. É uma visão atomizada da Bíblia e a formação de uma teologia manca, porque sai do particular para interpretar o geral. No nosso caso, nossa visão não é fragmentária nem temos uma doutrina preferida por um líder em particular e que subordina as demais a si.

Eu era seminarista quando o Pr. Irland, que foi meu professor, contou que, em uma de suas viagens, sentou-se junto a ele um cônego, que disse ter feito seu doutorado no Vaticano, especializando-se no estudo de grupos evangélicos. O cônego lhe teria dito que após estudar vários grupos evangélicos, reconheceu que os batistas eram os que mais se aproximavam do ensino do Novo Testamento. Eis um testemunho bem forte de quem somos. Temos um credo bíblico, norteado pelas Escrituras. Até mesmo nossa maneira de elaborar teologia dá segurança. As Escrituras são o nosso cânon e o nosso eixo, e Cristo, numa frase feliz de Lutero, é “o cânon dentro do cânon”. Por isso somos batistas. Somos bíblicos e cristocêntricos.

 

4. PORQUE TEMOS ESPAÇO PARA DISCORDÂNCIA

Aqui vou além. Sou batista e da Convenção Batista Brasileira. Abrigamos calvinistas e arminianos. Pré, pós e amilenistas. Lecionei em um seminário batista de outro grupo. Fui respeitado e os respeitei, mas teria dificuldades em ser daquele grupo porque ele é declaradamente prémilenista. Mas éramos batistas, com um corpo doutrinário em comum muito maior do que pontos específicos. Preguei em algumas igrejas deles e muitos deles, quando de férias, iam à minha igreja. A amizade se ampliou a ponto de relacionamento doméstico, entre famílias.

O sistema de governo eclesiástico batista é congregacional. Neste sentido, as igrejas são confederadas em convenções que não têm poder jurisdicional sobre elas, mas que devem submeter-se à voz delas. No sistema batista, a base pode mudar a cúpula. Isto garante espaço para discordância, o que é mais difícil em sistemas eclesiásticos de administração piramidal descendente, em que a  autoridade emana de cima para baixo. Nosso modelo  traz certa desordem, quando a vaidade fala mais alto que o espírito de solidariedade, mas impede o domínio de uma pessoa ou de um grupo. Na assembléia local, cada batista é um voto. Na assembléia associacional ou convencional, a maior e mais rica igreja não tem domínio sobre as igrejas menores e mais pobres. A proporcionalidade pode parecer domínio, mas não é e manifesta justiça. Os problemas que surgem por manipulação e pressão em bastidores (ou mesmo em público) devem ser atribuídos a pessoas, que são más e pecadoras, mas não ao sistema. Qualquer sistema oferecerá problemas, porque será usado por homens pecadores. Mas o sistema congregacional e confederado, além de bíblico, é equilibrado.

 

5. PORQUE TEMOS POSSIBILIDADES DE COOPERAÇÃO

Cooperação sempre foi uma palavra chave entre nós. Nenhuma igreja, em particular, poderia manter o que a Convenção Batista Brasileira mantém em termos de missões mundiais e nacionais. Nenhuma igreja, em particular, poderia manter o trabalho de missões estaduais, como nossas convenções mantêm. Temos mecanismos de promoção do reino que funcionam muito bem quando nos agrupamos. Por isso que cooperação nos é fundamental. Sem ela ficamos mutilados.

Vivemos numa época de fragmentação e de culto ao “eu”. A cooperação tem cedido lugar ao individualismo, tanto de pessoas como de igrejas. O culto ao “eu” é pecado, mas tem sido visto como virtude.  Parece que uma negação de Gálatas 2.20: “Não mais Cristo, mas EU”. Assim temos uma doença chamada “umbiguite”. Foge-me a memória neste momento, por isso não posso afirmar se é de Packer ou de Tozer a expressão “adoradores de umbigo”. Aplica-se ao obreiro e da igreja que olha apenas seu ministério, em egoística alienação. É a mesma idéia de Marrou, que na sua obra Teologia da história, fala do homem que cultiva seu jardinzinho, sem noção de história, buscando apenas ser beneficiário do processo social [3]. É a visão de si mesmo e o olhar ao grupo com a pergunta: “O que eu ganho?”. Talvez a pessoa tenha noção de história, mas da sua história pessoal. Este me parece ser um dos maiores problemas batistas, hoje: a perda de uma visão histórica global e o enxergar apenas sua história. Isto permeia a denominação, com obreiros que nunca se ajuntam, nunca somam, porque vêem apenas seu ministério. Estão decididos a brilhar e a serem figurões. Querem ter “seu” ministério, e não fazer de seu trabalho um ministério que se ajunte aos demais. Esta atitude também permeia as igrejas, com tanta gente que está preocupada com sua vida, e não com o reino de Deus em geral. A visão, tanto do obreiro como do membro de igreja, nestes casos, é utilitária: quais os benefícios que recebo? Quem tem uma visão histórica do grupo com o qual está envolvido tem atitude doadora e até mesmo sacrificial. Falta, a muitos de nós, a visão de grupo. Falta corpo e sobre umbigo. Há muito personalismo e pouco envolvimento com os demais.

A ênfase em si mesmo é muito problemática. E por vezes é justificada porque o obreiro não confia nos demais e tem uma indulgente  e até excessiva imagem de si mesmo. Ele se superdimensiona. Isto, além de prejudicar os demais, pode trazer dificuldades para o autoconfiante. Chesterton comenta uma observação do editor de seus livros, apontando-lhe uma pessoa: “Aquele homem vai progredir; ele acredita em si mesmo”. Chesterton respondeu: “Quer saber onde ficam os homens que acreditam em si mesmos? Eu sei. Sei de homens que acreditam em si mesmos com uma confiança mais colossal que a de Napoleão ou César… Os homens que acreditam em si mesmos estão todos em asilos de lunáticos” [4]. É o culto a si mesmo, a supervalorização de si, de uma maneira que raia à megalomania. Não é virtude. É doença.

Preguei em igrejas batistas em outros países. Senti-me realizado em ver que fazia parte de um grupo mundial. Que tinha irmãos na fé e na doutrina, no mundo inteiro.  É bom saber que fazemos parte de um todo, e que podemos colaborar com o todo, em todo lugar. A visão de umbigo prescinde de cooperação, alimenta a vaidade e prejudica a obra como um todo. Como batistas, podemos cooperar. Fazemos parte de um projeto mundial. Fiquei muito comovido quando fui a Altamira, e vi o trabalho desempenhado pelos irmãos daquela região. Esta comoção se renovou quando estive em Uruará. Como é bom fazer parte de um grupo e poder cooperar com o grupo! O ermitão tem problemas sérios. O ermitão eclesiástico também. Evitemos o isolacionismo. A vida em grupo nos enriquece.

 

6. PORQUE TEMOS FUTURO

Não somos uma denominação fracassada. Nem liderada por pessoas sem competência. Nem ainda um grupo sem conteúdo. A denominação batista brasileira tem futuro, porque tem rumo, conteúdo, mostrou que sabe superar crises, e não se fossilizou. Temos efetuado mudanças, não de essência, mas de embalagem. Superamos crises como as das juntas que faliram, de colégios que foram mal, seminários com problemas financeiros e liderança que estava deixando a desejar.

Creio na existência do Maligno e de seu poder e interesse em estorvar o povo de Deus. Ele é nosso maior inimigo. Depois dele, somos nós mesmos e nossa dificuldade de convivência, que me parece grave indício de baixa espiritualidade.

Entrei no seminário em 1968, ainda adolescente. Desde aquela época ouço coveiros da denominação falando do seu fim. Os coveiros eram obreiros com prazo de validade. Foram fazer outra coisa na vida e a denominação continuou. Exatamente porque é um projeto sério, que as falhas humanas não conseguem sufocar. Voltamos ao início: ela não repousa sobre pessoas ou estruturas, mas sobre princípios e valores eternos. Há falhas porque é tocada por pessoas, mas uma denominação que, no Brasil, no deu homens como José dos Reis Pereira, João Filson Soren, Éber Vasconcelos, Werner Kaschel, Luis Sayão, Waldemiro Tymchak, Fernando Brandão, e mulheres como Beatriz Silva e Margarida Gonçalves, sem dúvida que merece respeito. Deu gente de valor, dá gente de valor e dará gente de valor.

Temos futuro porque não pertencemos a um povo irrisório, mas a um povo de valor, e que tem tudo para continuar sua marcha, fazendo correções de rota que se tornarem necessárias.

 

CONCLUSÃO

Esta palestra, deu para notar, é uma declaração de amor à denominação. É também uma renovação de minha confiança em meu povo, e de reiteração de meu envolvimento com ela. Quero convidá-los a declararem seu amor à denominação que os recebeu e lhes dá oportunidades de servir a Cristo. E de renovarem sua confiança e reiterarem seu envolvimento com ela.

Há problemas? Sim, há. E muitos. Mas ao invés de reclamar e de apedrejar, coloquemos os ombros sob a carga, e trabalhemos com afinco. Ela merece isso de nós.


[1] OLIVEIRA, Zaqueu. Liberdade e exclusivismo – ensaios sobre os batistas ingleses. Rio de Janeiro: Horizonal, e Recife: STBNB Edições, 1997, p. 42.

[2] Esta declaração se intitulava A declaration of  faith of  English people remainingin Amsterdam in Holland (“Uma declaração de fé do povo inglês permanecendo em Amsterdã na Holanda”).

[3] MARROU, Henri-Irenée. Teologia da história. Petrópolis: Editora Vozes, 1989, p. 18.

[4] CHESTERTON, Gilbert. Ortodoxia. São Paulo: Mundo Cristão, 2007, p. 26.