NÃO SEJA POBRE!

 

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

Pastoral do boletim da Igreja Batista Central de Macapá, 26.6.11

 

Domingo passado, pedi uma caneta a uma irmã para anotar um aviso que deveria fazer  do púlpito. Ela me emprestou uma BIC. Perguntei-lhe se sabia qual era o cúmulo da pobreza. É quando a BIC acaba acender um fósforo na ponta para ver rende mais. Ela disse que já fizera isso. Outra irmã disse que o cúmulo da pobreza é juntar o resto de um sabonete ao outro. Lembrei de um colega de seminário que guardava os restos de sabonetes e pedia os restos aos colegas do dormitório. Nas férias levava para a mãe, que os dissolvia e lhe fazia novas barras. Ser pobre é fogo!

No sábado, quase 6 da manhã, vindo para a reunião de oração na igreja, vi a maior pobreza que há. Há um boteco na esquina da Pe. Júlio com a Manoel Eudóxio. Sua clientela vara a madrugada. Dobrei a Manoel Eudóxio para chegar à igreja. Havia um carro parado no meio da Pe. Júlio.  Seu condutor não conseguia ligá-lo, de tão bêbedo. Que pobreza! A pobreza emocional, existencial e espiritual é pior que a econômica. O PIB emocional, existencial e espiritual do povo é baixíssimo!

 

“Intelectuais”, entre eles o ex-presidente FHC, querem  descriminalizar as drogas. FHC alega  que já perdemos a batalha para elas. Por raciocínio análogo libere-se o crime e a corrupção. Ninguém derruba os corruptos. Não sei em que mundo essas pessoas vivem. A Veja desta semana traz reportagem sobre os efeitos devastadores do crack e do óxi. Histórias de pessoas reais que não moram no mundo conceitual dos “intelectuais”, mas no mundo histórico. Que pobreza!

Por que as pessoas se drogam? Sem preocupação com o politicamente correto: porque são pobres, paupérrimas mesmo. Sua pobreza é  emocional, existencial e espiritual. Vidas vazias, sem conteúdo e sem expectativas sadias. A cultura de atribuir os fracassos aos pais e à sociedade leva a pessoa a se acomodar e a não  reger sua vida. E se a refugiar no prazer e no lúdico. Mas quem depende de uma rodada de cerveja para se alegrar é indigente emocional. Quem se droga  para fugir da vida ou  tentar achar sentido nela é mendigo espiritual e existencial. Foge da responsabilidade e da vida séria.

 

Juniores, adolescentes e jovens: a igreja lhes é uma bênção. Seus colegas dizem-nos caretas, nerds e jurássicos? Mas temos algo que enche a vida de significado, o evangelho de Jesus. Nele lemos que Deus nos ama, que a vida tem um propósito, que é possível viver uma vida segura, rica e cheia, numa comunidade sincera e amorosa. A igreja aponta caminhos milenares e não tendências culturais.

 

Os “intelectuais” seguem descontruindo os valores. E se admiram do caos que vem de sua ideologia. A igreja continua sua toada: sua mensagem vem do passado, tem dois milênios, mas dá certo: Jesus Cristo dá sentido à vida. Ele nos revela o desígnio de Deus para nós.  No evangelho, não há pobreza. Há as insondáveis riquezas de Deus. Fique no evangelho!