ESTUDO BÍBLICO EM FILIPENSES – TEXTO: 1.12-18

IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ

ESTUDO BÍBLICO EM FILIPENSES – FOLHA 5

TEXTO: 1.12-18

Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

 

INTRODUÇÃO

Uma carta alegre escrita da prisão. Seu teor mostra que o sofrimento não deve derrubar um fiel. “Benditos sejam os problemas”.  Conceito hoje: “Pare de sofrer”. Paulo: há sofrimento, mas Deus pode torná-lo em vitória. O centro da argumentação:  v. 18. A ele voltaremos no fim do estudo.

COMENTÁRIO TEXTUAL

Vv. 12-14 –  Acalma a igreja. Está tudo bem com ele. “Progresso” é prokope, “avanço mesmo com bloqueio”. V. 13: preso por sua fé. “Guarda pretoriana” (9.000 soldados, de elite, que acabaram ouvindo o evangelho). Preso a um, em cadeias (Ef 6.20). Que oportunidade de testemunho! Se este soldado a quem Paulo estava preso não se converteu, está mesmo perdido! Como deve ter ouvido de Jesus! Nossas dificuldades podem ser instrumento nas mãos de Deus.  V. 14: outros, estimulados por seu testemunho, se lançam à pregação. Nossa atitude em meio às lutas é estímulo para os outros. Quando sofremos, perseveramos e vencemos estimulamos outros. “Pare do sofrer” não é a questão. A questão é: se sofrer, aja como um cristão. O sofrimento por causa da fé identifica-nos com Cristo: 1Pedro 4.12-16.

 

Vv. 15-18 – Há gente se exibindo, mas e daí? Há quem pregue em competição com ele (v.17).  A King James traduziu “por ambição egoísta” (v. 17). Na realidade, o que eles diziam era, mais ou menos: “Nós pregamos e estamos bem; ele prega e está preso. Deus está do nosso lado!”. Mas e daí?  Ele não está preocupado em fazer carreira ou competir com alguém. Sua alegria: Cristo está sendo anunciado, mesmo que com intenções escusas dos pregadores. Era a sublime obsessão de Paulo. Stott: “Paulo era um homem intoxicado de Cristo”. Hoje: intoxicados de denominação, de estruturas eclesiásticas, de vontades pessoais, de dons. Cristo ocupa a periferia dos sentimentos. Há gente intoxicada de um time de futebol. Você está intoxicado de alguma coisa? Há gente cheia de si. Paulo estava cheio de Cristo (Gl 2.20).

 

 

CONCLUSÃO

O v. 18 dá título à carta:  “a epístola da alegria”.  Concluamos com uma citação de Weingärtner: “Se a nossa pregação não produzir alegria, se ela não tirar fardo, iluminar trevas, abrir prisão, então ela sofre de um mal grave.  Talvez nos tenhamos acostumado a amaldiçoar as trevas, em vez de deixarmos brilhar a luz. Devemos entender que maldição não muda treva nenhuma. A alegria em Cristo, porém, assim como transformou as trevas da prisão de um missionário, dois mil anos atrás, poderá transformar as trevas de nossa vida, mesmo na situação mais desesperadora.”   (Filipenses, p. 38). E também transformará as trevas espirituais de muitas vidas. Que nossa preocupação não seja “livrar nossa cara”, mas glorificar a Cristo, em qualquer circunstância.