ESTUDO BÍBLICO EM FILIPENSES – TEXTO: 4.10-20 – A GRATIDÃO DE UM OBREIRO A UMA IGREJA AMOROSA

IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ
ESTUDO BÍBLICO EM FILIPENSES – FOLHA 14
TEXTO: 4.10-20 – A GRATIDÃO DE UM OBREIRO A UMA IGREJA AMOROSA
Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho – 4 de abril de 2012

INTRODUÇÃO

Numa carta alegre e grata, o apóstolo termina agradecendo à igreja, pelo apoio financeiro. Muitos dão apoio espiritual: “Vou orar por você!” (se é que oram mesmo). Outros dão apoio moral: “Força! Tô contigo!” (mas somem). A igreja orava por Paulo e investia financeiramente nele. Estando preso, ele precisava de recursos. Continuou escrevendo. Precisava de tinta, de pergaminho, de alimentação decente e de roupas. A prisão não o impediu de escrever e trabalhar. A igreja investiu nele. Era uma igreja amorosa e ele, por isso, era-lhe um obreiro grato. Vejamos o texto.

 

V. 10 – A igreja renovara o cuidado por ele, ofertando-lhe de novo. Faltara oportunidade e ela fazia agora. Não havia bancos e era necessário levar dinheiro em mão. Epafrodito levara.

 

V. 11 – Ele estava satisfeito em qualquer circunstância. No muito ou no pouco. Nós ficamos satisfeitos com o pouco? Nos momentos negativos, ficamos satisfeitos ou nos queixamos?

 

V. 12 – Três contrastes: necessidade ou abundância, fartura ou fome, muito ou escassez.  Fosse qual fosse seu estado, isso não o deprimia. As coisas não eram sua paixão. Era Cristo. Se você tivesse uma queda brusca em sua vida material, como reagiria? Se tivesse que morar em um cortiço,  ainda louvaria a Deus? Paulo perdeu todos os privilégios do judaísmo, ao se converter a Cristo. Expulso da sinagoga e cassado como fariseu, como começar a vida aos 40 anos? Fez tendas (atividade manual, ele, que era um intelectual) e dependeu de ofertas. Da boa vontade dos outros. Nunca se queixou. Sobre a atitude da igreja: “Quando um cristão ou igreja contribui com o sustento missionário, está participando ativamente  das lutas e aflições de irmãos que entregaram suas vidas para levar as boas novas do Evangelho àqueles que, como nós, não tinham qualquer esperança (Hb 10.33)” (Bíblia King James).

 

V. 13 – Pensamos em termos de força. O sentido é de fraqueza. “Posso sofrer tudo porque ele me fortalece”. “Posso tudo” é um verbo que traz a idéia de “ser forte”. “Deus me fortalece na fraqueza material”, é o que ele diz. Quando Deus é nosso valor maior somos fortalecidos.

 

VV. 14-16, 18-19 – A igreja participara de sua aflição. Só ela. Em Tessalônica, duas vezes. Isso fora há dez anos (At 16.40). Agora, recebeu tanto que tinha de sobra. Foi um ato de culto: “sacrifício aceitável…”. Dar é um ato de culto. Nós nos assemelhamos a Deus Pai e a Deus Filho quando damos (Jo 3.16 e Mc 10.45). O amor é dadivoso. O egoísmo, que é amor desfocado, porque é amor a si, pede.

 

V. 17 – Não está atrás de coisas. Mas isso amplia o crédito da igreja. Com quem? Com Deus: v. 19. São os tesouros no céu de que Jesus falou (Mt 6.20). Há gente com muita coisa aqui e que será miserável no céu, sem galardão.

 

V. 20 – E graças a Deus que faz todas essas coisas na vida dos seus servos e pelos seus servos. Enriqueceu a Paulo e enriqueceu a igreja. Porque investir no reino enriquece a pessoa.

 

CONCLUSÃO

Paulo tinha motivos para ser grato. Mas a igreja também. Pela vida dele, pela oportunidade de abençoar outras pessoas (ele e os que ele alcançava com o evangelho). A bênção não está em ter muitos bagulhos, mas em ser útil nas mãos de Deus. Com a vida e com os bens.