REMINISCÊNCIAS PAULISTANAS

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

Pastoral do boletim da Igreja Batista Central de Macapá, 24 de junho de 2012

              Fui a S. Paulo falar no 1º. Congresso de Eclesiologia da Convenção do Estado. Foi no Colégio Batista, em Perdizes, bairro em que morei quando saí de Bauru. Ali nasceu minha filha Nelia, que depois afrancesou o nome como o da avó materna, Nelya, e adotou seu sobrenome Werdan, que eu não tenho. Revi ex-alunos e ex-ovelhas, agora pastores e com pastorado brilhante, como o Pr. Jorge Henrique de Azevedo Miranda, a quem muito admiro. Cabra bão, torcedor do Santos!

Em frente ao Colégio havia um bazar. Em 1990, quando fiz os exames para o mestrado em Teologia, na FTBSP, ao sair da prova de Hebraico, entrei nele. Vi uma Torah de acrílico, com os dez mandamentos em hebraico. A dona do bazar viu-me lendo, perguntou-me se eu era israelita. Disse-lhe ser cristão e ela se enrijeceu. Disse-me ser messiânica, ou seja, encontrara o Messias. Não se chamava de cristã porque o nome não lhe fazia sentido (Cristo é termo grego) e cristão era Hitler. Ela contou sua conversão a Jesus, e como isto acabou com seu casamento. Pensava ir para Israel. Voltei algumas vezes ao mestrado e trocamos algumas palavras. O bazar não existe mais. Terá ela ido para Israel?

Nem guardei seu nome. Ela seguia a Jesus, o que lhe custou o casamento e a luta pela guarda das filhas, que também se converteram a Jesus. Quando encontrá-la na eternidade, lhe direi que ela me comoveu. Eu não precisei abrir mão de nada por causa do evangelho. Ela abriu do casamento.

Assim é o reino de Deus. Gente que entra em nossa vida, nos marca, vai embora, vai testemunhar em outro lugar. Meu ex-professor na EBD, Dr. Jeiel, foi para a igreja celestial. Sua esposa, D. Loecy, minha professora quando adolescente, também foi promovida para a igreja celestial. Gente que marca nossa vida, deixa lembranças, como a israelita messiânica de Perdizes. Lembrei-me do Dr. Werner, que estando eu com 29 anos, convidou-me para lecionar na Faculdade. Deu-me suas disciplinas, Antigo Testamento e Homilética. Foi a figura mais expressiva que conheci na área teológica, junto com Dewey Mulholland, de Brasília, outro homem fantástico!

Lembrei-me de Tiago Lima. Saíamos eu, ele e nossas esposas. Ele tinha um Fusca verde, que o Beny adorava, e por isso queria ir no carro do “tio Tiago”. Tiago hoje está na igreja celestial, devidamente galardoado. Seu sobrinho postiço está na Amazônia, homem feito, líder cristão.

Obrigado, meu Deus, pelos amigos do passado. Pelos bons momentos na fenomenal Sampa. Houve maus momentos, mas seus causadores sumiram na poeira dos tempos. Os bons momentos tiveram um Causador, Jesus, a quem sirvo. E foram muito maiores.

Você tem momentos do passado para agradecer a Deus? Faça-o hoje! É bom lembrar bênçãos passadas. Quem tem um passado vivido com Jesus tem coisas boas para contar. Por isso viva com ele!