Arquivo mensais:fevereiro 2013

IGREJA, UM CASO DE AMOR

IGREJA, UM CASO DE AMOR

Isaltino Gomes Coelho Filho

A igreja é fascinante. É o tema sobre o qual mais leio e sobre o qual mais ajunto livros. Refletir sobre ela sempre me traz novos aspectos e me faz ver sua grandeza e beleza, e como sou abençoado em fazer parte dela. Que honra ser igreja de Jesus! Escrevi um livro com um título À igreja, com carinho, que foi uma declaração de amor ao corpo de Cristo. Amo igreja!

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HEBREUS 4.1-10 – “Entre no descanso”

IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ

ESTUDO BÍBLICO EM HEBREUS – 20.2.2013

HEBREUS 4.1-10 – “Entre no descanso”

 

INTRODUÇÃO

Hebreus tem três grandes divisões: (1) A superioridade universal e infinita de Jesus, o Cristo (1.1-4.16); (2) A superioridade inquestionável do sacerdócio de Jesus, o Cristo (5.1-10.39); (3) A superioridade da pessoa e do poder de Jesus, o Cristo (11.1-13.19). Estamos terminando a primeira divisão. O tema ainda é o descanso, que, já vimos, significa a entrada na totalidade das promessas de Deus, a completude de sua obra em nós. O modelo é a peregrinação dos homens de Israel pelo deserto. Foram tirados da escravidão, mas a obra de Deus não se completou na vida deles. Muitos cristãos vivem neste estado, de uma obra que nunca se complementa em suas vidas. Vejamos isso, estruturando-nos em algumas expressões do texto.

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ELE

Pastoral do boletim da Igreja Batista Central de Macapá, 24 de fevereiro de 2013

Assisti, com Meacir, a um DVD com a orquestra e coro de André Rieu, em exibição ao vivo no Music Hall, de Nova York. Vimos várias vezes, e nos encantamos. No Funiculi Funicula rimos muito. Meacir é neta de italianos, então é com carinho que digo que a italianada que estava no Musica Hall liberou geral. Cantou, bateu palmas, se esgoelou, fez tudo o que tinha direito. Mas vimos umas dez vezes o “Aleluia”, de Haendel, e “Amazing Grace”.

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UMA OPINIÃO INSUSPEITA

UMA OPINIÃO INSUSPEITA

Isaltino Gomes Coelho Filho

Civilização – ocidente x oriente, de Niall Ferguson, é um desses livros que, terminada a leitura, deixa-nos a sensação de ter feito um curso. Só a bibliografia ocupa trinta páginas. Apesar de ser severo com Max Weber e A ética protestante e o espírito do capitalismo, seu capítulo “Trabalho” (págs. 302-344) faz uma acurada análise do trabalho e sua relação com a fé cristã. Ele começa citando o boquirroto John Lennon: “O cristianismo vai deixar de existir. Vai definhar e desaparecer. Não preciso discutir isso; tenho razão, e o futuro vai mostrar que tenho razão”. Logo após, cita um membro da Academia Chinesa de Ciências Sociais, mantido no anonimato por razões óbvias: “Nos últimos 20 anos, percebemos que o cerne de nossa cultura é a religião de vocês: o cristianismo. É por isso que o Ocidente foi tão poderoso. A base moral cristã da vida social e cultural foi o que tornou possível o surgimento do capitalismo e então a transição bem-sucedida para a politica democrática. Não temos dúvida quanto a isso”. O acadêmico parece estar certo. Lennon deixou de existir e desapareceu. Continue lendo UMA OPINIÃO INSUSPEITA

VIDAS TRANCADAS

VIDAS TRANCADAS

Isaltino Gomes Coelho Filho

Pastoral do boletim da Igreja Batista Central de Macapá, 17 de fevereiro de 2013

Rachel de Queiroz tem um conto intitulado Tangerine Girl, sobre uma jovem que se enamora de um marinheiro americano que sobrevoa diariamente seu quintal, num dirigível. Ela idealiza o romance com o marinheiro. Só que não era um marinheiro. Eram vários, e nenhum, em particular, apaixonado por ela. Eram rapazes corteses, que a tratavam bem, na solidão em que viviam, e em resposta a um aceno seu, inicial. Ela se tornou uma espécie de mascote do regimento. Mas há uma bela frase de Rachel, mostrando o sentimento do primeiro marinheiro: “O marinheiro agitou-se todo com aquele adeus. Várias vezes já sobrevoara aquela casa, vira gente embaixo entrando e saindo; e pensara quão distantes uns dos outros vivem os homens, quão indiferentes passam entre si, cada um trancado na sua vida”. Continue lendo VIDAS TRANCADAS

VONTADE DE DEUS E ATOS DAS PESSOAS

VONTADE DE DEUS E ATOS DAS PESSOAS

Isaltino Gomes Coelho Filho

“Ele os ensinava, dizendo: Não está escrito: a minha casa será chamada casa de oração para todas as nações? Mas vós a transformastes num antro de assaltantes” (Marcos 11.17, Almeida Século 21)

“Mas”. Você conhece esta palavra. É uma conjunção adversativa. Sua função é estabelecer um contraste entre duas afirmações. Há um “mas” na palavra de Jesus que encima este artigo. Na primeira sentença, encontramos o que Deus desejava que o templo de Jerusalém fosse: uma casa que atraísse pessoas de todas as nações. Nela, as pessoas de todas as raças poderiam orar a ele. Na segunda, iniciada pela adversativa, o que os homens fizeram: transformaram-na num antro, um covil, de assaltantes. Na primeira, a vontade de Deus. Na segunda, o que os atos das pessoas produziram. Continue lendo VONTADE DE DEUS E ATOS DAS PESSOAS

HEBREUS 3.07-19 – “Você entrou no descanso?”

IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ

ESTUDO BÍBLICO EM HEBREUS – 6.2.2013

HEBREUS 3.07-19 – “Você entrou no descanso?”

INTRODUÇÃO

Viemos até o versículo 6. O teor muda, agora. De Moisés e Jesus para Israel e Igreja. Libertado da escravidão e tendo a promessa de Canaã, Israel quis voltar ao Egito. Aquela igreja, libertada do mundo e das regrinhas do judaísmo, também queria voltar ao passado. Os destinatários da carta, cristãos, estavam sendo incrédulos e rebeldes. Como os hebreus. Três ideias servem de estrutura do texto: (1) Um descanso não apropriado; (2) Um procedimento que não deve ser imitado; (3) Uma frustração que pode ser evitada. Vejamos isso.

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MORSE, BEATLES E JESUS

Isaltino Gomes Coelho Filho

Pastoral do boletim da Igreja Batista Central de Macapá, 10 de fevereiro de 2013

Quando Samuel Morse inventou o telégrafo, há mais de um século, comentou: “Como Deus deve ter ficado perturbado!”. Hoje, o telégrafo é vencido pelo fax, pelo e-mail e outros. Se Morse fosse vivo, como ficaria perturbado! Sua invenção, que ele julgava tão fantástica, é nula, e Deus segue imperturbável. E o cristianismo cresce, mais que em qualquer época. Continue lendo MORSE, BEATLES E JESUS

INDIVIDUALISMO E COOPERAÇÃO

Isaltino Gomes Coelho Filho

 

Sei que é lugar comum, mas começo por aqui: o cenário evangélico contemporâneo é uma balbúrdia. Inclusive o nosso. Várias razões podem ser aduzidas por pessoas mais gabaritadas que eu. Mas uma razão que me salta aos olhos é o excessivo individualismo de líderes, individualismo que contamina as igrejas. O sistema congregacional, nosso modelo eclesiológico, soa-me biblicamente correto, mas parece-me favorecer o personalismo. O líder se refugia em uma torre de marfim e brada sua autonomia e a de sua igreja (conceitos nos quais creio e que esposo) como uma muralha a objeções aos seus projetos. Continue lendo INDIVIDUALISMO E COOPERAÇÃO