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Não dá para tratar batata como alface

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

Culinariamente não dá mesmo. A batata deve ser descascada e cozida ou frita. Alface não. Com sal e um bom azeite português por cima já está boa.

O título vem de uma observação de Peter Kreeft, catedrático de filosofia no Boston College e no King’s College, no livro “Jesus, o maior filósofo que já existiu”. No capítulo  “A antropologia de Jesus”, ele diz: “O liberalismo secular (termo enganoso, pois não é realmente libertador)… nega a realidade  do pecado pessoal e acha que o homem é um pé de alface, não uma batata. A alface apodrece de fora para dentro; a batata, de dentro para fora. Por essa razão, a solução dele é sempre uma solução ‘alface’: façamos isso ou aquilo, melhoremos o ambiente social, coloquemos algum dinheiro nas estruturas sociais ou condicionemos as pessoas com uma educação melhor. Eles são como os fariseus que limpam o exterior, mas ignoram a podridão interior (Mt 23.25,26). Alguém definiu o liberal como aquele que exige o direito de respirar ar puro para que possa proferir palavras  sujas” (p. 83). Continue lendo Não dá para tratar batata como alface

O PERIGO DA JUDAIZAÇÃO DA IGREJA – Igrejas evangélicas estão adotando costumes judaicos

Autor: Pr. Luiz César Nunes de Araújo

INTRODUÇÃO

Tem sido comum em nossos dias, algumas igrejas evangélicas adotarem práticas descritas no Antigo Testamento, comuns no judaísmo e não no cristianismo. É uma espécie de judaização da igreja. Pessoas não judias estão vivendo como se as fossem. Esta tendência iniciou-se no período da igreja primitiva quando alguns judeus convertidos orientavam que todos os demais, inclusive os gentios convertidos, observassem parte da legislação do judaísmo, a fim de se completar neles a obra da salvação. Os judeus convertidos tinham muita dificuldade em descansar na obra vicária de Jesus a sua salvação completa.

Em Atos 15 é citada a dissensão na igreja por causa da forte pressão exercida pelo grande número de convertidos judeus sobre os novos crentes, para que estes se circuncidassem a fim de serem salvos (v. 1). Tal ensino não prosperou devido a oposição de alguns apóstolos, especialmente de Tiago (v. 13). No seu julgamento os gentios convertidos não deviam ser “perturbados” (v. 19). Continue lendo O PERIGO DA JUDAIZAÇÃO DA IGREJA – Igrejas evangélicas estão adotando costumes judaicos

Casa de Oração ou Antro de Assaltantes?

Discurso paraninfal do Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho aos bacharelandos

em Teologia pela Faculdade Teológica Batista de Campinas,

em 7 de março de 2009


Eis o texto de Mateus 21.12-13, na Almeida Século 21: “Jesus entrou no templo e expulsou todos os que ali vendiam e compravam; e revirou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. E disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; vós, porém, fazeis dela um antro de assaltantes”. Não seguirei pelos vários usos deste texto em nosso meio. Analisá-lo-ei á luz do seu contexto. Jesus citou Jeremias, 7, onde o escopo é maior que a venda de bugigangas no templo, coisa, aliás, ainda em voga em nosso meio. Há seitas neopentecostais a vender bênçãos. É lhes raso vender quinquilharias.

Ao citar Jeremias, Jesus foi além do comércio no templo. Este era um dos aspectos da questão. O pano de fundo de Jeremias vivia-se no tempo de Jesus. E no nosso. Bem disse Durkheim: “A única lição que a história nos ensina é que não aprendemos nada das lições da história”. Por isso vejamos o assunto casa de oração x antro de assaltantes. Continue lendo Casa de Oração ou Antro de Assaltantes?