Arquivo mensais:outubro 2012

GRANDES DOUTRINAS DA BÍBLIA – 21 – Evangelização e missões

IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ

GRANDES DOUTRINAS DA BÍBLIA – 21

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho.

 

INTRODUÇÃO

Evangelização e missões estão no DNA da igreja de Cristo. Jesus foi missionário, tinha coração missionário e pediu que a igreja orasse por evangelistas e missionários (Mt 9.35-38). Muitos crentes enxergam vida cristã como ser abençoado e receber coisas de Deus. Vida cristã é uma vida dada a Deus para disseminar o nome de Jesus. Uma igreja batista que não seja evangelística nem missionária é um despropósito. Um batista que não reparta sua fé e ache que os convertidos um dia vão aparecer, pois Deus os trará, não entendeu o evangelho. Eis o que diz nossa Declaração Doutrinária sobre o tema.

 

XI. EVANGELIZAÇÃO E MISSÕES

A missão primordial do povo de Deus é a evangelização do mundo, visando à reconciliação do homem com Deus (1). É dever de todo discípulo de Jesus Cristo e de todas as igrejas proclamar, pelo exemplo e pelas palavras, a realidade do Evangelho, procurando fazer novos discípulos de Jesus Cristo em todas as nações, cabendo às igrejas batizá-los a observar todas as coisas que Jesus ordenou (2). A responsabilidade da evangelização estende-se até aos confins da terra e por isso as igrejas devem promover a obra de missões, rogando sempre ao Senhor que envie obreiros para a sua seara (3).

(1) Mt 28.19,20; Jo 17.20; At 1.8; 13.2,3
(2) Mt 28.18-20; Lc 24.46-49; Jo 17.20
(3) Mt 28.19; At 1.8; Rm 10.13-15

OBSERVAÇÕES

1. De acordo com o item 1 podemos dizer que a igreja é a única instituição do mundo que existe em função dos que não são seus membros. Ela existe para glorificar a Deus e para alcançar os sem Cristo. Nossa razão de ser não somos nós. É Deus e os sem salvação.

2. Evangelização não é tarefa do pastor, mas de toda a igreja. Como disse alguém: “Evangelização é um mendigo dizendo a outro mendigo onde encontrar pão”. Éramos mendigos espirituais e encontramos o pão da vida. Temos que dizer aos outros onde encontrá-lo.

3. Jesus sabia que sua igreja iria se apaixonar por questiúnculas mais que pela evangelização. É impressionante como a igreja encontra causas pelas quais se apaixonar e ocupar-se, sem cumprir sua missão. No passado era a segunda bênção e dons carismáticos. Hoje são bênçãos e perspectivas teológicas particulares que são superdimensionadas. Há gente mais ocupada, por exemplo, com doutrinas e teólogos do passado que com a salvação dos perdidos. Há gente mais ligada em Calvino, Tillich, batismo no Espírito Santo, prosperidade e outras doutrinas que com evangelização e missões. Há gente mais preocupada com sua carreira pessoal no ministério e com a igreja-empresa que com os perdidos.

4. Em Mateus 9.38 (“mande obreiros”) o verbo “mande” é o mesmo verbo “foi expulso” em Mateus 9.33 (“o demônio foi expulso”). É preciso orar por obreiros que amem evangelização e missões para que o Espírito os expulse de sua zona de conforto. A igreja precisa sair de sua zona de conforto e ser evangelística e missionária.

5. Quando uma igreja ama evangelização e missões os convertidos vão aparecendo. Não num passe mágica, mas como fruto da obra do Espírito Santo valendo-se da instrumentalidade da visão da igreja. Uma igreja que não ama evangelização e missões não é digna do nome de “igreja de Cristo”. 

NÃO TOQUEIS NOS MEUS UNGIDOS

Não toqueis em meus ungidos, não maltrateis meus profetas” (Salmo 105.15, King James).

Isaltino Gomes Coelho Filho

No meu grupo de estudos teológicos em Monte Dourado, no Vale do Rio Jari (imponente tributário do majestoso Amazonas), alguém levantou esta questão de não tocar nos ungidos do Senhor, exatamente quando estudávamos Tito, no tocante ao caráter do obreiro. Comentei que o Salmo 105.15 vem sendo usado equivocadamente, para defender a intocabilidade de obreiros que esgrimem o texto para se colocarem acima da crítica. Eles são ungidos do Senhor e nada se lhes pode fazer, mesmo quando estão em pecado.

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GRANDES DOUTRINAS DA BÍBLIA – 20 – Mordomia

IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ

GRANDES DOUTRINAS DA BÍBLIA – 20

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho.

 

INTRODUÇÃO

Mordomia é um tema que espanta. Alguns pensam que vão pedir seu dinheiro. Não entendem que mordomia tem a ver com a soberania de Deus. Ele é o dono de tudo e nós somos os administradores. Entende-se a dificuldade. Antigamente cantávamos “Tudo entregarei!” (295, CC). Hoje fazem-se correntes para ter coisas. Queremos um Deus que nos dê coisas, não um Deus a quem servir. Mordomia é reconhecer que somos servos. Tudo nosso é dele. Inclusive os bens, mas muito mais que os bens: a vida.

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REFLEXÕES SOBRE PROFECIAS HUMANAS

Isaltino Gomes Coelho Filho

 

Em um dos meus pastorados, assumi pregar uma série de sermões sobre Cristo no Apocalipse. Não analisaria o livro, mas veria os retratos de Cristo. Dispondo de cerca de 30 comentários sobre o Apocalipse e algumas versões bíblicas, julguei ter material suficiente. E tinha. O bastante para me confundir e me deixar perplexo com a facilidade com que as pessoas fazem “profecias”.

 

Preparei a primeira mensagem, “O cartão de visitas do Cristo glorificado” (1.4-6), e fui para a mensagem no texto de 1.7. O tema seria “Ele vem!”. Um dos livros que usei, embora superficialmente, foi o comentário de Champlin sobre o Novo Testamento. O comentarista remete os leitores a um artigo no volume 1 (o comentário do Apocalipse está no 6): “A tradição profética e a nossa era”. E afirma sobre o artigo: “Que a história julgue a veracidade do que é dito aqui. Que o leitor consulte, mas não condene antes do tempo!” (p. 374). Meu exemplar da obra de Champlin está datado de 4.2.1980. Passados 32 anos, a história julgou seu artigo. Pinço trechos de sua obra, sem os comentar. Como ele pediu, que o leitor julgue. Nada tenho contra o autor, mas é para vermos o risco de declarações humanas feitas como se fossem oráculo do Senhor. As citações são do artigo “A tradição profética e a nossa era”, às páginas 180-184 do volume 1 de O Novo Testamento interpretado versículo por versículo.

 

(1) “Nossos filhos, se não nós, veremos Israel nacionalmente convertido a Cristo. Dentro dos próximos 35 anos Israel tornar-se-á a poderosa nação cristã ‘missionária’, a mais fanática de todas, substituindo certas nações que agora arcam com a responsabilidade missionária”

 

(2) “Ezequiel 38 e 39 descrevem a posição da Rússia nos últimos dias (…). Tudo começará com a invasão russa nas terras dos combatentes árabes e judeus (pois esse conflito prosseguirá interminavelmente) e isso provocará o início da Terceira Guerra Mundial (…). Isso terá lugar em algum ponto perto do fim do século XX”.

 

(3) Sobre o anticristo: “Cremos que esse homem já vive, a confiar nas declarações de certos místicos contemporâneos, que se sabe possuírem poderes preditivos (…). É perfeitamente possível, conforme já foi predito por alguns deles, que o anticristo tenha nascido a 5 de fevereiro de 1962. Notemos que esse ‘ano’ é igual a 666 numericamente considerado, pois se adicionarmos 1+9+6+2 = 18, ou seja, três vezes seis (…). No começo da década de 1990 esperamos vê-lo” .

 

(4) Sobre a Terceira Guerra Mundial: “Grande terremoto atingirá Israel dando a seus inimigos árabes uma vantagem momentânea do que resultará a invasão das terras de Israel. Perdas imensas terão lugar, em ambos os lados, e isso continuará até cerca de 1988 (…). Por volta do ano 2000, as forças comunistas terão sido isoladas no Oriente Médio”.

 

(5) “Em meio a esse pior de todos os holocaustos, subitamente se tornará visível no firmamento o sinal do Filho do homem, uma grande cruz luminosa. Jesus será visto corporalmente entre os soldados israelenses, que estarão lutando pela sobrevivência da própria nação, quando estiverem quase perdendo a esperança de que isso será possível. As notícias de que Jesus está conosco se propagarão como um incêndio por todo o Israel. Os homens serão convocados para a vitória. Israel proclamar-se-á uma nação cristã; e tendo sobrevivido tornar-se-á a mais poderosa nação cristã da época”.

 

(6) Sobre cataclismos: “A geologia revela-nos que por muitas vezes, na história do globo terrestre, seus pólos magnéticos subitamente mudaram de posição, provocando imensos dilúvios destruidores (…). Alguns cientistas predizem que isto pode estar próximo. Isso pode ter algo a ver com a derrubada do anticristo e pode estar associado ao segundo advento de Cristo” (o itálico é meu).

 

No volume 2, no comentário sobre Lucas 21.9 (p. 202): “A Terceira e a Quarta Guerras Mundiais, que esperamos para antes de 2025 – a terceira virá antes do fim do nosso século XX – serão guerras atômicas”.

 

Champlin não está só. Muitos devem se lembrar das precipitações sobre o alinhamento dos planetas, em 1982. Lawrence Olson lançou um livro intitulado O alinhamento dos planetas. Meu exemplar é da quinta edição, mas outras foram tiradas. Quanto argumento vazio, mal alinhavado, sem sentido algum! Tudo para provar que Jesus poderia voltar em 1982! E o que dizer de A agonia do grande planeta Terra, de Lindsey, que vendeu uma edição em três meses! Quanta impropriedade, quanta exegese a fórceps, com passagens sacadas do contexto, e fatos históricos mal interpretados! O Mercado Comum Europeu era dado como o Império Romano Redivivo assim que chegasse a dez nações, cumprindo profecias de Daniel e Apocalipse (p. 88) Já são 25 nações. Jean-Jacques Servan Schreiber é insinuado como o “fuehrer do futuro”. Na obra Evangélicos em crise, Paulo Romeiro transcreve pregação de Valnice Coelho marcando a volta de Cristo para 2007 (p. 182). Passaram-se cinco anos, Cristo não voltou e ela, convenientemente, se calou. Impressiona a empáfia com que pregadores fazem afirmações deste tipo. Errando, não se desculpam! E ainda são levados a sério!

 

Não quero ridicularizar Champlin, Olson, Lindsey e Valnice. Seus adeptos farão vistas grossas a seus erros e me criticarão por “tocar nos ungidos do Senhor”. Cegueira mental e espiritual é terrível! Mas o leitor que tem bom senso pode avaliar seus escritos. Não desprezo tais pregadores. Mantenho comigo a obra de Champlin, consulto-a em alguns textos e ele me elucida porque nem só de equívocos vive uma pessoa. Mas não me calo com a falta de seriedade no que se chama de “profecia” e na pompa egomaníaca com que seus autores as proferem. É incrível: há quem os justifique! Talvez por causa de uma citação de Demóstenes, registrada no livro de Lindsey: “Cremos em qualquer coisa que quisermos”. Deve ter sido por isto que ele escreveu Aagonia

 

O Antigo Testamento nos dá o fio de prumo para analisarmos os chamados “profetas” de hoje. Diz Deuteronômio 18.21-22: “E, se disseres no teu coração: Como conheceremos qual seja a palavra que o Senhor falou? Quando o profeta falar em nome do Senhor e tal palavra não se cumprir, nem suceder assim, esta é a palavra que o Senhor não falou; com presunção a falou o profeta; não o temerás.”. Se não se cumprir, a profecia não é de Deus. Simples, não é? Mas não é tudo.

 

Se o profeta falar, o que ele disser se cumprir e ele se valer disto para desviar o povo da Palavra, deve ser rejeitado. Diz Deuteronômio 13.1-5: “Se levantar no meio de vós profeta, ou sonhador de sonhos, e vos anunciar um sinal ou prodígio, e suceder o sinal ou prodígio de que vos houver falado, e ele disser: Vamos após outros deuses que nunca conhecestes, e sirvamo-los, não ouvireis as palavras daquele profeta, ou daquele sonhador; porquanto o Senhor vosso Deus vos está provando, para saber se amais o Senhor vosso Deus de todo o vosso coração e de toda a vossa alma. Após o Senhor vosso Deus andareis, e a ele temereis; os seus mandamentos guardareis, e a sua voz ouvireis; a ele servireis, e a ele vos apegareis. E aquele profeta, ou aquele sonhador, morrerá, pois falou rebeldia contra o Senhor vosso Deus, que vos tirou da terra do Egito e vos resgatou da casa da servidão, para vos desviar do caminho em que o Senhor vosso Deus vos ordenou que andásseis; assim exterminareis o mal do meio vós.”. Não quero o apedrejamento desses profetas. Só mostro que em vez de ouvi-los devemos rejeitá-los. O padrão é a Palavra de Deus. Se a temos como autoritativa e revelação completa, fiquemos com ela. Ela basta.

 

Passou da hora de dar um basta em revelações, profecias, visões, sonhos e interpretações particulares que avultam em nosso meio. Rejeitemos a megalomania de pregadores que se dizem “canal especial de Deus para esta geração”. Diz Jeremias 23.28. “O profeta que tem um sonho conte o sonho; e aquele que tem a minha palavra, fale fielmente a minha palavra. Que tem a palha com o trigo? diz o Senhor.”. Por fim, guardemos Isaías 8.20: “A Lei e ao Testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca lhes raiará a alva.”. Firmemo-nos na suficiência das Escrituras e afirmemos um princípio hermenêutico: quando a Bíblia é explícita, somos explícitos e falamos. Quando ela se cala, nós não inventamos e nos calamos. Que cessem as comichões nos ouvidos e voltemos ao apego às Escrituras. Elas são a verdade. Sobriedade no ensino bíblico nunca fez mal a alguém.

 

 

 

A MARAVILHOSA GRAÇA DE DEUS

Steven Cole

Pastoral do boletim da Igreja Batista Central de Macapá, 28.10.12

Extraído do MCA em marcha, boletim da MCA da PIB de Manaus

Pouquíssimas vezes usei material alheio nas pastorais de boletim de igreja que pastoreio. Mas minha ex-ovelha Adelaide Alves, de minha ex-igreja, a PIB de Manaus, enviou-me o boletim da MCA da igreja manauara de setembro de 2011. Há nele este artigo que transcrevo.

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UM BOM LEGADO

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

Pastoral do boletim da Igreja Batista Central de Macapá, 21.10.12

Na comemoração do dia das crianças num shopping, no Rio, duas mães brigaram por que “era a vez de seu filho”, num brinquedo. Os maridos intervieram, trocando socos, como arruaceiros, mostrando-se aos filhos como animais. Um deles, policial, usou a arma de serviço para atirar no outro. A festa quase termina em tragédia por falta de compostura de quatro adultos. Que exemplo lamentável!

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GRANDES DOUTRINAS DA BÍBLIA – 19 – o ministério da Palavra

IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ

GRANDES DOUTRINAS DA BÍBLIA – 19

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho.

 

INTRODUÇÃO

O assunto hoje é o ministério da Palavra. Em Macapá proliferam apóstolos, bispos, “pai de multidão” e gente que não é pastor é tratada por pastor. Ao mesmo tempo, no imaginário público, pastor é um espertalhão que vive à custa do dízimo de incautos. Sim, há líderes que exploram o rebanho. Mas o ministério pastoral é bíblico. Vejamos o entendimento dos batistas sobre o ministério pastoral.

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AH, SE…

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

Pastoral do boletim da Igreja Batista Central de Macapá, 14.10.12

 

Terminei um comentário sobre o evangelho de Marcos, para a Abba Press, após meses de trabalho. Revisei-o, para corrigir o texto e melhorar a argumentação. Coincidiu que fiz a segunda revisão exatamente após o primeiro turno das eleições municipais. E topei com o texto de 12.13-17, onde há a expressão “A César o que é de César”. Comentei que me surpreende que as pessoas se centrem mais nesta frase que no seu complemento, “a Deus o que é de Deus”.

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GRANDES DOUTRINAS DA BÍBLIA – 18 – O dia do Senhor

IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ

GRANDES DOUTRINAS DA BÍBLIA – 18

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho.

 

INTRODUÇÃO

Estudamos hoje “O dia do Senhor”. Diferentemente de judeus e seitas judaizantes, não guardamos o sábado. Com este estudo segue, para os membros da igreja, o texto contendo o capítulo sobre o sábado, de meu livro A atualidade dos dez mandamentos, 2ª. edição, Juerp. Podem ver vários documentos do primeiro e segundo séculos de nossa era, mostrando que os cristãos guardavam o domingo antes de Constantino. É falsidade histórica alegar que ele mudou o dia de culto e a igreja passou a guardá-lo. Ele adotou o domingo porque a igreja o praticava há três séculos. Mas é matéria do texto anexo.

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A ESPOSA DE JESUS

Por

Pr. Darlyson Feitosa

(Oficina de Teologia e Cultura: textos artesanais para a igreja urbana. Brasília/DF. Texto 024 – 21/09/2012)

Como registra a imprensa mundial, o fragmento de papiro de um suposto evangelho apócrifo apresentado pela Dra. Karin King em Harvard e na Itália há poucos dias tem causado sensação. Apesar de estar bastante fragmentado, no papiro se lê com clareza Jesus disse a eles, ‘Minha mulher (…)’. A questão maior aqui é a implicação de Jesus ter sido casado, com a secundária (e popular) possibilidade de Maria Madalena ser a mulher/esposa mencionada. Algumas observações: Continue lendo A ESPOSA DE JESUS

COERÊNCIA AO VOTAR

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

Pastoral do boletim da Igreja Batista Central de Macapá, 7.10.12

Terça à noite, Meacir e eu voltávamos para casa. Moramos no Cabralzinho, e nosso caminho é a Av. Padre Júlio. É a mais amapaense de todas as ruas. Sai da orla do rio Amazonas e dá pra ir até o Oiapoque. Paramos na Rua Minas Gerais para resolver algo. Ao sairmos, passou por nós um veículo da Secretaria do Trânsito. Os dizeres na lateral davam-no da Fiscalização.

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MINISTÉRIO PASTORAL: FIRME E CONTEMPORÂNEO – ESTUDOS NAS EPÍSTOLAS PASTORAIS

MINISTÉRIO PASTORAL: FIRME E CONTEMPORÂNEO – ESTUDOS NAS EPÍSTOLAS PASTORAIS

4º. ENCONTRO ANUAL DA ORDEM DOS PASTORES BATISTAS DO BRASIL – TOCANTINS

ACONTECIDO EM PALMAS, 27 A 29 DE SETEMBRO DE 2012

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

OBSERVAÇÃO: Este material foi preparado para o encontro com os pastores do Tocantins, e para discussão com eles. Seu uso fora do ambiente para o qual foi preparado carece de, pelo menos, uma autorização do autor.

A 1ª. EPÍSTOLA A TIMÓTEO

As duas cartas dirigidas a Timóteo e a carta a Tito são costumeiramente chamadas de “epístolas pastorais”. Mas todas as epístolas de Paulo foram pastorais, porque foram escritas por um pastor e com finalidade pastoral. Mas estas são assim denominadas porque foram diretamente escritas a dois pastores, para tratar de questões atinentes à vida das igrejas e dos pastores da época, bem como com orientações para a vida deles. Elas foram produzidas no fim da vida de Paulo, quando ele se preparava para morrer e queria deixar os dois jovens pastores bem firmados (2Tm 4.6-9). O tom é bastante sentimental e em alguns momentos chega a ser melancólico, de alguém que se despede (2Tm 6.20). O conteúdo é rico mostra como era a vida das igrejas, não apenas em termos de doutrina, mas muito mais de formação de liderança. Neste primeiro momento, cuidamos da primeira carta a Timóteo. Este foi um dos pastores mais destacados da igreja primitiva, sendo neto e filho de mulheres cristãs (2Tm 1.5). Ele fazia parte da terceira geração de cristãos, portanto. Parece que foi Paulo quem o evangelizou, porque o chama de “filho na fé” (1Tm 1.1). O apóstolo o considerava mais que um filho na fé. Tinha-o como um verdadeiro filho (2Tm 1.2). Dito isto, vamos à carta.

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