Arquivo mensais:junho 2013

MUDANÇA DE CONCEITOS

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

Pastoral do boletim da Igreja Batista Central de Macapá, 30.6.13

 Desde minha consagração ao ministério pastoral até hoje houve mudanças significativas no cenário evangélico. Algumas boas, outras nem tanto. Uma das mudanças mais expressivas foi o conceito do que seja um pastor. Antes era um homem que estudava e ensinava a Bíblia ao povo e lhe dava assistência espiritual. Hoje, algumas igrejas querem animadores de auditório. Se o pastor não é, arranjam um para dirigir o culto para ele. O negócio é agito e não reflexão. As pessoas não vão à igreja para conhecer mais sobre Deus. Vão para externar emoções. A comunicação hoje não é mais cognitiva (ideias), mas gestual (com o corpo). Não se reflete. Sacode-se.

Continue lendo MUDANÇA DE CONCEITOS

“O procedimento do povo do novo pacto” – Hebreus 10.15-25

IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ

ESTUDO BÍBLICO EM HEBREUS

“O procedimento do povo do novo pacto” – Hebreus 10.15-25

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

 

INTRODUÇÃO

Já vimos a ideia de novo pacto e novo tempo apresentados pelo autor de Hebreus. No texto hoje estudado, ele mostra que a nova aliança fora profetizada em Jeremias 31.33-34. No v. 18, por causa dela, reafirma o fim do sacerdotalismo judaico. O tempo novo é o de Cristo. A seguir, passa a mostrar como a igreja (o povo do novo pacto)  é e como deve proceder.

Continue lendo “O procedimento do povo do novo pacto” – Hebreus 10.15-25

MENOS BATISTA, MENOS…

Isaltino Gomes Coelho Filho

                Estava em Monte Dourado, no vale do Rio Jari, aonde vou mensalmente para lecionar para um grupo de servos de Jesus e da sua igreja. Um privilégio dado por Deus, o de trabalhar na formação de obreiros. Vêm irmãos de Vitória do Jari, Laranjal do Jari e Munguba (do Amapá), Almeirim e Monte Dourado (do Pará).  Estudo sério, um bom café, e sempre um bom peixe, no sábado.

Continue lendo MENOS BATISTA, MENOS…

“O que Jesus está fazendo agora?” – Hebreus 10.11-14

IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ

ESTUDO BÍBLICO EM HEBREUS– 19.6.13

O que Jesus está fazendo agora?” – Hebreus 10.11-14

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

INTRODUÇÃO

Conhecemos a obra de Cristo. Sabemos o que ele fez: foi crucificado, ressuscitou, ascendeu aos céus, e voltará. Mas, o que faz lá? Até sua volta, o que ele faz? Dorme? Sonha, planeja? Texto responde. Esta seção, vv. 11-14, se concentra na glória atual de Cristo, após ofertar seu corpo (v. 10), o que vimos no último estudo. Vamos examinar.

  Continue lendo “O que Jesus está fazendo agora?” – Hebreus 10.11-14

AS PEDRAS NÃO CLAMARÃO!!!

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

Pastoral do boletim da Igreja Batista Central de Macapá, 23.6.13

“Ao que ele respondeu: Digo-vos que, se estes se calarem, as pedras clamarão” (Lc 19.40).

Com base nestas palavras de Jesus, vez por outra, alguém, desafiando a igreja à obra missionária, diz que se não pregarmos o evangelho, as pedras clamarão. A afirmação é bem intencionada, mas incorreta. Não foi isso que Jesus disse. Este equívoco ecoa há muito tempo em nosso meio, e é um tiro no pé.

Continue lendo AS PEDRAS NÃO CLAMARÃO!!!

“Sombra e realidade” – Hebreus 10.1-10

IGREJA BATISTA CENTRAL DE MACAPÁ

ESTUDO BÍBLICO EM HEBREUS – 12.6.13

“Sombra e realidade” – Hebreus 10.1-10

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho.

 

INTRODUÇÃO

A argumentação do autor parece com “o mito da caverna”, de Platão. Homens vivem acorrentados, desde o nascimento, numa caverna. Passam sua vida olhando a parede do fundo, onde sombras são projetadas pela luz de uma fogueira. Eles pensam que aquele mundo de sombras é o real. Um dia, um dos prisioneiros sai da caverna e vai ao mundo exterior. Ele viu as coisas como são, o mundo real. Na volta, diria aos amigos que aquilo é sombra de um mundo real. Eles não creriam, se zangariam e o ameaçariam. O autor de Hebreus é este homem, teologicamente falando. Ele saiu da caverna do Antigo Testamento, viu a verdade do Novo Testamento. Viu que a Lei era sombra e que Jesus é a realidade. Por isso, nada de voltar ao Antigo Testamento. Nada de Lei. Nem de reconstruir o templo de Salomão, como querem alguns. Leia Colossenses 2.17. Vejamos, então, “Sombra e realidade”.

Continue lendo “Sombra e realidade” – Hebreus 10.1-10

PRAZO DE VALIDADE VENCIDO

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

Pastoral do boletim da Igreja Batista Central de Macapá, 16.6.13

Uma vez senti-me enjoado com um pão comprado em supermercado. Depois que olhei o saquinho, vi o prazo de validade vencido. Desde então examino o prazo de tudo que compro. Falaram-me de um mercado que substitui as etiquetas do produto, quando o prazo vence. Assim, passei a examinar o produto. Um dia desses ia comprar castanha do Pará e vi que o prazo não vencera. Mas o produto apresentava sinais de deterioração. Não basta ver o prazo. É preciso ver o produto.

Continue lendo PRAZO DE VALIDADE VENCIDO

A LEI DA CRUZ

Isaltino Gomes Coelho Filho

Publicado primeiramente na revista “Você”.

E Jesus proclama às multidões: ‘Se alguém deseja seguir-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz dia após dia. E caminhe após mim’” (Lucas 9.23).

“Ai, não aguento mais isso, estudar Matemática é a minha cruz!”; “Tomar esse ônibus lotado todas as manhãs, com sono, é a minha cruz!”. Uma senhora idosa se queixava, na fila do banco, que a artrose era a sua cruz. Muitos de nós já ouvimos expressões semelhantes a essas. As pessoas pensam em cruz como algo desagradável, que as incomoda e da qual elas, se pudessem, se livrariam. “Cruz” se tornou sinônimo de algo desagradável, mas não mortal. Mas, muito mais que desagradável, ela era mortal. Ser crucificado não era ser levemente incomodado, mas era morrer de morte bastante dolorosa.

Continue lendo A LEI DA CRUZ

IGREJA, UM CASO DE AMOR

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

Pastoral do boletim da Igreja Batista Central de Macapá, 9 de junho de 2013.

A igreja é fascinante. Ela difere de qualquer outra organização, por causa de seus fundamentos teológicos. Ela é “a única instituição do mundo que existe em favor dos que não são seus membros” (William Temple). Seu grande valor não é ela, mas seu Dono e as pessoas a quem ela se dirige. É o seu diferencial. A igreja que vive em função de si mesma perdeu sua substância. Aspectos culturais e sociológicos se sobrepuseram à teologia e a diminuíram. Um exemplo é a distorção chamada koinonite, que leva algumas a viverem em função de seus membros: “Você traz bolinho e eu trago chá”. Elas vivem em função de comunhão. Ensimesmam-se.

Continue lendo IGREJA, UM CASO DE AMOR