Arquivo mensais:novembro 2007

A Cruz Antiga e a Nova

A Cruz Antiga e a Nova

A. W. Tozer

Totalmente sem aviso e despercebida, uma nova cruz surgiu nos círculos populares evangélicos nos tempos modernos. Parece-se com a antiga cruz, mas é diferente: as semelhanças são superficiais; as diferenças, fundamentais.

Desta nova cruz brotou uma nova filosofia da vida cristã, e dessa nova filosofia proveio uma nova técnica evangélica – um novo tipo de reunião e uma nova espécie de pregação. Esta nova evangelização emprega a mesma linguagem da antiga, mas seu conteúdo não é o mesmo e a sua ênfase não é como antes.

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Cuidado Com Piolhos

Cuidado Com Piolhos

 

                Em 1808 – Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a história da de Portugal e do Brasil, Laurentino Gomes narra a migração da corte de D. João VI para o Brasil, em 1808, quando Napoleão invadiu Portugal.  As mudanças sociais e culturais no Brasil foram enormes! O livro é muito bom e fornece uma excelente visão do Brasil no início do século 19.

 

                A viagem foi terrível, como ele narra, e a Princesa Carlota, suas filhas e damas da corte desembarcaram no Rio de Janeiro com as cabeças raspadas ou cabelos bem curtos, protegidas por turbantes, por causa dos piolhos adquiridos na viagem. As mulheres do Rio ficaram encantadas. Acharam que era a última moda na Europa. Cortaram seus cabelos e passaram a usar turbantes para imitar as nobres piolhentas.


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A Bandeira do Brasil

A Bandeira do Brasil

Dia 19, segunda-feira, é o Dia da Bandeira Brasileira. Ela foi criada pelo decreto no 4, de 19.11.1889, preparado por Benjamin Constant, membro do Governo Provisório. O responsável pela sua criação foi o Prof. Raimundo Teixeira Mendes, presidente do Apostolado Positivista do Brasil, ajudado por Dr. Miguel Lemos e Prof. Manuel Pereira Reis, catedrático de Astronomia da Escola Politécnica. O desenho foi feito por Décio Vilares. Raimundo Teixeira e Miguel Lemos eram positivistas. Daí o lema “Ordem e Progresso”, síntese do positivismo.

 

As cores receberam uma interpretação curiosa: o amarelo é nosso ouro; o verde, as nossas matas; o azul, nosso céu; o branco, a paz.  Mas o verde representa a casa real de Bragança, do Imperador D. Pedro I; o amarelo, a casa real dos Habsburg, da Imperatriz Leopoldina. O círculo interno azul corresponde a uma imagem da esfera celeste, inclinada segundo a latitude da cidade do Rio de Janeiro, às 12 horas siderais (8 horas e 30 minutos) do dia 15.11.1889. A faixa branca é apenas lugar para a inscrição do lema "Ordem e Progresso". É a interpretação objetiva.

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Amigo é para se guardar do lado esquerdo do peito

Amigo é para se guardar do lado esquerdo do peito

Isaltino Gomes Coelho Filho 

                Tive a honra de ser o orador da assembléia da Convenção Batista Cearense, dias 2 e 3 de novembro, em Fortaleza. Muita coisa boa, mas o melhor foram as pessoas. Em  eventos assim é bom rever amigos. Revi o Pr. Abdoral, meu sucessor na PIB de Bauru, reeleito presidente da Convenção, e o Pr. Valdemiro Saraiva e família, ex-ovelhas na Cambuí. Revi o Chuck, da Missão Sem Limites, que construiu mais de 100 templos na Amazônia e completou o 200º., no Ceará. Mas o júbilo foi rever a Fernanda Collyer, que batizei menina, em Manaus, hoje moça vistosa, e um casal, Júnior e Ester, que batizei em S. Paulo. Fernanda e o casal se decidiram quando preguei e foram batizados por mim. O vínculo de afeto é muito grande. O pastor acaba vendo estas pessoas como filhas na fé, mesmo que elas tenham sido evangelizadas por outros. São fruto de outras pessoas, mas um pedaço nosso ficou nelas. E um pedaço delas em nós.

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1ª Epístola de Paulo aos Santos Tupiniquins

1ª Epístola de Paulo aos Santos Tupiniquins

Daniel Rocha – Pastor da Igreja Metodista em Itaberaba – [email protected]

 

Como seria uma carta endereçada à igreja brasileira pelo maior escritor do Novo Testamento, o apóstolo Paulo? Observando os temas abordados por ele nas cartas escritas à ainda incipiente Igreja Primitiva, e considerando que muitos problemas enfrentados por ela se perpetraram também em nosso território, podemos imaginar, através de uma paráfrase de seus textos, o velho apóstolo escrevendo uma epístola de admoestação e exortação em letras bem grandes para nós. Talvez ela fosse mais ou menos assim…

 

 

Prefácio e Saudação

Paulo, apóstolo, não da parte de homens, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, a todos os santos e fiéis irmãos em Cristo Jesus, que se encontram em terras brasileiras, graça e paz a vós outros.

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Todo Mundo Odeia O Chris e Os Waltons

Todo Mundo Odeia O Chris e Os Waltons

Isaltino Gomes Coelho Filho

 

            “Todo mundo odeia o Chris” e “Os Waltons” são dois seriados. Eventualmente, na hora do almoço, assisto um trecho de “Chris”. “Os Waltons” é do início de minha mocidade. Lembro pouco dele, pois o início da minha mocidade está alguns anos atrás. E televisão tem efeito sonífero sobre mim.

 

            Não gosto do seriado “Chris”. Patrulhadores me acusarão de racista porque Chris é afro-americano e John Boy é branco (ou euro-americano?). Mas eu, qualquercoisa-brasileiro, não comento por questões de cor. A história de Chris é narrada por um garoto negro (copiando os Waltons, que era narrado por John Boy, loiro). Chris é um garoto legal, bom menino, que estuda, por imposição dos pais, numa escola de brancos. É hostilizado por um garoto robusto (gordinho é politicamente incorreto) e é sempre injustiçado, embora de comportamento elogiável. Tem um casal de irmãos. Impressiona neste lar de cinco pessoas a ausência de noção de grupo. São cinco individualidades. Seus irmãos são egoístas, sempre buscando vantagem sobre os outros. Os pais não têm gestos de ternura. Como os filhos, vivem em competição. Bem produzido, o seriado é envolvente, mas mostra (e nos leva a simpatizar com ela) uma família em que a noção de lar é subordinada a projetos pessoais e mesmo vivendo sob o mesmo teto são pessoas mesquinhas.

 

            Os Waltons foi exibido pela Globo nos anos 70 e 80. Seu tema eram laços de família (em Chris, não é a família, mas a individualidade). No final de cada episódio, a cena se repetia: “Boa noite, John Boy”, “Boa noite, Mary Ellen”. Todos se cumprimentavam com ternura. A história era narrada por John Boy, o mais velho dos sete filhos de John e Olivia Walton. Morando em fazenda e sendo pobre, o rapaz sonhava vir a ser um escritor. Mas havia um profundo sentido de solidariedade familiar no seriado.

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