Arquivo mensais:julho 2008

“Se estes se calarem…”

“Se estes se calarem…”

 

            “Ao que ele respondeu: Digo-vos que, se estes se calarem, as pedras clamarão” (Lc 19.40).

            Com base nestas palavras de Jesus, vez por outra, alguém, desafiando a igreja à obra missionária, diz que se não proclamarmos o evangelho, as pedras clamarão. A afirmação é bem intencionada, mas merece reparos, pois Jesus não disse isto. Este equívoco vem se repetindo há muito tempo em nosso meio, e é um tiro no pé.

O contexto do texto esclarece bem. Os discípulos, entusiasmados com a entrada de Jesus em Jerusalém, começaram a louvar a Deus e a gritar: “Bendito o Rei que vem em nome do Senhor; paz no céu e glória nas alturas”. Incomodados, os fariseus pediram a Jesus que os repreendesse. Foi então que ele deu a resposta contida em Lucas 19.40. Que é bem específica: “se estes se calarem”. Que ele era o Rei prometido, o Messias esperado, era tão gritante, que se seus discípulos se calassem, as pedras proclamariam isto. O contexto não é de evangelização ou missões. Jesus não disse que pedras evangelizariam. Só seus seguidores podem fazer isto.

            A tarefa de pregar o evangelho é tão restrita aos discípulos de Jesus, que os anjos gostariam de desempenhar esta tarefa (1Pe 1.12) e não conseguiram o privilégio.

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Dez razões por que nunca tomo banho

Dez razões por que nunca tomo banho

 

As pessoas que não freqüentam a igreja apresentam argumentos curiosos em defesa de sua atitude. O adjetivo “curiosos” se aplica mais pelo seu teor simplório. Para mostrar a inconsistência de alguns desses argumentos, alguém elaborou uma lista bem-humorada chamada “Dez razões por que nunca tomo banho”. Veja as razões e compare-as com as desculpas dadas para não freqüentar uma igreja:

 

1. Meus pais me forçaram a tomar banho quando eu era criança. Tomei aversão.

2. As pessoas que tomam banho são hipócritas. Elas se julgam mais limpas que as outras.

3. Há muitos tipos de sabonete. Eu nunca saberia, exatamente, qual deles usar.

4. Eu costumava tomar banho, mas tornou-se algo rotineiro e perdeu o encanto.

5. Nenhum dos meus bons amigos toma banho e eu preciso ser igual a eles. Se souberem que tomo banho vão zombar de mim. Preocupo-me mais com a opinião deles do que com minha higiene pessoal.

6. Tomo banho no Natal e na Páscoa. Isso não é suficiente?

7. Começarei a tomar banho quando ficar mais velho. A juventude não é uma época boa para se tomar banho, pois há coisas mais importantes por fazer. O banho atrapalha minhas aspirações de jovem.

8. Não tenho tempo. Ando muito ocupado, trabalhando, estudando, cuidando do meu futuro. Banho pode esperar. Um pouco de sujeira não faz tão mal assim. Na realidade, banho é para desocupado.

9. O banheiro é muito frio. Ou: “O banheiro é muito quente”. Ou, ainda: “É difícil o estacionamento para se chegar ao banheiro”.

10. Os fabricantes de sabonete estão somente atrás do meu dinheiro.

 

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Seja o melhor e faça o melhor

Seja o melhor e faça o melhor

 

            Michael Horton, no livro O cristão e a cultura, cita um advogado cristão que, querendo consagrar sua vida a Jesus, disse “Eu só quero servir a Deus” e queria largar a profissão, “virando as costas para o mundo” e “entregando a vida a Jesus”. Horton diz que vivemos numa cultura que precisa ser salgada pelo evangelho, e que não é bom abandoná-la, pensando que só se serve a Deus como pastor ou missionário. Tem razão. Conheço gente que como profissional secular é um excelente cristão, com um vibrante testemunho de fé, e que não seria um bom pastor ou missionário. É um equívoco presumir que só pode se servir a Deus no ministério eclesiástico.

       Horton cita um episódio de Lutero. Um sapateiro convertido perguntou-lhe o que deveria fazer para servir bem a Deus. Talvez esperasse o conselho de fechar seu negócio e tornar-se pregador do evangelho.  Lutero respondeu: “Faça um bom sapato e venda por um preço justo”. Ele serviria a Deus sendo um profissional competente e honesto. Esta foi a lição de Lutero: um seguidor de Jesus deve ser bom no que faz, e deve ter caráter. Deve ser o melhor e deve fazer o melhor na sua área. Pode ser uma pessoa simples, iletrada, de profissão humilde, mas não pode ser medíocre. Deve ser bom. Nós devemos ser os melhores no que fazemos.

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Alma à venda

Alma à venda

            A Internet é um poderoso meio de comunicação e de instrução, pelas possibilidades de pesquisas. Mas pode ser perda de tempo, em “chats” para conversar “abobrinha” ou fonte de imoralidade, pelos muitos sites de pornografia, alguns promovendo pedofilia, que é crime. E tem banalidade em demasia. Um site de humor tem uma seção chamada “Notícias que vão mudar o mundo”. Uma delas mostrava uma atriz numa farmácia, e a legenda: “Fulana de tal compra esmaltes”.

            Mas veio uma notícia banal, sobre a qual desenvolvo a pastoral de hoje. Um rapaz de 24 anos, na Nova Zelândia, pôs a alma à venda, num leilão pela Internet. Que coisa mais sem nexo! Os lances chegaram a U$ 189 (parece que a alma dele não vale muito). Pois é, e esta notícia correu o mundo.

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