Arquivo mensais:outubro 2007

?Por Jovens, Game Violento na Igreja?

“Por Jovens, Game Violento na Igreja”

Isaltino Gomes Coelho Filho

 

            Este é o título de um artigo no jornal O Estado de S. Paulo, de 21.10.7 (p. A-43). E diz assim: “Desesperados para atrair jovens fiéis, centenas de ministros e pastores dos Estados Unidos têm motivado preocupações e críticas com o uso de uma ferramenta de recrutamento incomum: o realista e violento videogame Halo”. O texto do Estado é confuso, e alguns não entenderão. O que se diz é que muita gente está preocupada com a atitude de alguns pastores nos Estados Unidos que têm patrocinado noitadas de um videogame violento para atrair jovens. Um participante, de 12 anos, disse: “Simplesmente é divertido explodir pessoas”. O jogo só é vendido para maiores de 17 anos!

 

            Falta saber o que tais pastores farão para atrair pedófilos, compulsivos sexuais, drogados, tarados de todo tipo, os loucos que saem atirando a esmo, e outros. Afinal, estão dando o que as pessoas querem! Mas as igrejas devem dar o que as pessoas precisam: a Palavra de Deus. Entende-se: boa parte das igrejas é orientada para o sucesso, e não para a fidelidade. Sua preocupação é: Como atrair pessoas? Que tipo de programa e de pregação devemos ter para que as pessoas sejam “clientes”?

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Eu Vi a Cruz!

EU VI A CRUZ!

 

Isaltino Gomes Coelho Filho

 

            EU VI A CRUZ! Era de cartolina amarela. Media cerca de dez por sete centímetros. Na parte de cima estava escrito o texto de Apocalipse 2.10: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida”. Em baixo, um pequeno cordão. Esta cruz era um marcador de livro. Estava à venda em uma livraria evangélica. Custava um real.

 

            EU VI A CRUZ! Era de pedra sabão, muito bonita. Bem trabalhada, media uns vinte e cinco centímetros por quinze. Tinha um pedestal, uma base, também de pedra sabão, que permitia que ela ficasse de pé. Estava à venda numa feira de artesanato. Custava R$ 20,00.

 

            EU VI A CRUZ! Era de ouro puro, dezoito quilates. Media uns cinco centímetros por três. Havia uma lâmpada brilhando sobre ela, que repousava sobre um fundo de veludo vermelho escuro, ressaltando-a. Custava R$ 2.500,00 e era acompanhada por uma correntinha para pendurar no pescoço.


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Assuntando em Icaraí

Assuntando em Icaraí

 

Isaltino Gomes Coelho Filho

 

            Os eruditos filosofam. São filósofos como o mutante Mangabeira e a agora calada Chauí. O semi-erudito é um pensador. Eu, se muito, sou “assuntador”. Campineiro, apenas “assunto”. Mas, semântica à parte, vamos em frente.

 

            Três dias de folga no meio da semana! Que bom! Assim, “assuntava” na bela praia de Icaraí, na aprazível Niterói. Meacir e Nelya estavam na areia, filha deitada no colo da mãe e eu andando. Manhã tranqüila, eu identificando lugares. Um hotel onde fora hospedado em outra ocasião, dois restaurantes onde irmãos de igrejas da cidade me levaram, o apartamento de um jogador de futebol onde me hospedei, o restaurante onde almocei com minha irmã, quando ela voltou de Londres. Olhava o mar tranqüilo, o trânsito ordeiro, uma barca indo da Praça XV para Charitas, um avião alçando vôo do Santos Dumont… Que tranqüilidade! Que paz!

 

            De repente, um estrondo! Gritos, buzinas, apitos, banhistas correndo para a avenida. Um caminhão causara tudo.  A carga de canos deslizara para um lado, o caminhão tombou, fechando o trânsito. Carros amassados e gente machucada? Não sei, não fui ver. Não tinha como socorrer ninguém e seria mais um no tumulto atrapalhando quem podia ajudar. Guardas mantinham tudo sob controle e afastavam as pessoas.

 

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A Árvore dos Problemas

 

A Árvore dos Problemas

 

Isaltino Gomes Coelho Filho

 

Um dos “meus filhos espirituais” enviou este e-mail, que reproduzo, com permissão, na íntegra:


"Esta é uma história de um homem que contratou um carpinteiro para ajudar a arrumar algumas coisas na sua fazenda. O primeiro dia do carpinteiro foi bem difícil. O pneu do seu carro furou. A serra elétrica quebrou. Cortou o dedo. E ao final do dia, o seu carro não funcionou. O homem que contratou o carpinteiro ofereceu uma carona para casa. Durante o caminho, o carpinteiro não falou nada. Quando chegaram à sua casa, o carpinteiro convidou o homem para entrar e conhecer a sua família. Quando os dois homens estavam se encaminhando para a porta da frente, o carpinteiro parou junto a uma pequena árvore e gentilmente tocou as pontas dos galhos com as duas mãos. Depois de abrir a porta da sua casa, o carpinteiro transformou-se. Os traços tensos do seu rosto transformaram-se em um grande sorriso, e ele abraçou os seus filhos e beijou a sua esposa.


Um pouco mais tarde, o carpinteiro acompanhou a sua visita até o carro. Assim que eles passaram pela árvore, o homem perguntou:

 

– Por que você tocou na planta antes de entrar em casa?

  

– Ah! Esta é a minha Árvore dos Problemas. Eu sei que não posso evitar ter problemas no meu trabalho, mas estes problemas não devem chegar até os meus filhos e minha esposa.
Então, toda noite, eu deixo os meus problemas nesta Árvore quando chego em casa, e os pego no dia seguinte. E você quer saber de uma coisa? Toda manhã, quando eu volto para buscar os meus problemas, eles não são nem metade do que eu me lembro de ter deixado na noite anterior."

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