Arquivo mensais:agosto 2010

“E ASSIM ACONTECEU”

“E assim aconteceu” (Gênesis 1.7, 9, 11, 15, 24 e 30, LH)

Isaltino Gomes Coelho Filho

“E assim aconteceu”, diz, seis vezes, o capítulo inicial de Gênesis. Aconteceu o que Deus disse. O refrão pode ser estendido a toda a Bíblia, extrapolando o relato da criação. Sempre acontece o que Deus diz. A Bíblia é seu texto-prova. Seu teor comprova que aquilo que o Senhor falou realmente aconteceu. Mais tarde, o livro de Isaías registrará: “A erva seca, e as flores caem quando o sopro do Deus Eterno passa por elas. De fato, o povo é como a erva. A erva seca, a flor cai, mas a palavra do nosso Deus dura para sempre” (Is 40.7-8). No Novo Testamento, mostrando sua autoridade e o peso de sua palavra, Jesus diz: “O céu e a terra desaparecerão, mas as minhas palavras ficarão para sempre” (Mc 13.31).

A Palavra de Deus está firmada para sempre: “Ó Deus Eterno, a tua palavra dura para sempre; ela é firme como o céu” (Sl 119.89). Como isto nos exorta! A Palavra de Deus é digna de confiança. O que ele fala, isso acontece. Não é uma palavra comum, mas a Palavra Viva de um Deus Vivo. Uma Palavra que faz as coisas acontecerem!

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“NO COMEÇO DEUS” (Gênesis 1.1-2, LH)

“No começo Deus criou o céu e a terra. A terra era um vazio, sem nenhum ser vivente, e estava coberta por um mar profundo. A escuridão cobria o mar, e o Espírito de Deus se movia por cima da água”.

Isaltino Gomes Coelho Filho

Quanta solenidade nestas palavras! Ao mesmo tempo, quanta profundidade! Assim começa tudo. Não havia nada, tudo era um vazio. Mas Deus estava lá. O impacto de “No começo Deus” se vê em Isaías 46.10 e 48.12, palavras destinadas ao povo na Babilônia. No meio da multidão de divindades pagãs, o Judá cativo devia lembrar que seu Deus é que era o Criador, que estava no começo e estará no fim. Foi dele a primeira palavra. Será dele a última palavra.

Mesmo criada a terra, não havia ninguém. Nada vivo. Só a Vida estava presente. Só o Senhor e Autor da Vida.  A Linguagem de Hoje diz que “a terra era um vazio”. O hebraico é tohû wâ bohû. Um rico jogo sonoro! Tohû dá a idéia de algo que não se pode agarrar porque é informe. Bohû dá a idéia de vácuo, de vazio. A terra era um nada. Apenas uma massa ígnea, gases, ainda informe. Mas Deus já estava lá. Estava lá quando tudo começou. Estará quando tudo terminar.

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GOLEIRO MEDIANO, MAU ATOR, CARÁTER DUVIDOSO

Isaltino Gomes Coelho Filho

Numa noite dessas, pouco antes de dormir, liguei a televisão para ver se havia algo que não fosse gente pulando. Passei por um canal, que transmitia Ponte Preta e Portuguesa de Desportos, pela 2ª. divisão. Não vi o jogo (nem sei qual foi o placar), porque há muito que perdi o interesse pelo futebol. A seleção do Dunga contribuiu para isso. Além isso, Ponte e Portuguesa só mesmo para os apaixonados pelos dois. Mas nem minha filha Nelya, pontepretana, se interessou.

Liguei no exato momento em que um jogador da Ponte se chocou com o goleiro da Portuguesa. Estendeu-lhe a mão para se desculpar, mas ele, ostensiva e grosseiramente, a recusou. O atacante da Ponte pôs-lhe a mão no braço, para lhe falar, o goleiro se desviou, deu dois passos e se jogou nao chão, segurando o braço como se tivesse levado uma navalhada, contorcendo-se em dores. Cena ridícula! Queria cavar a expulsão do adversário. Continue lendo GOLEIRO MEDIANO, MAU ATOR, CARÁTER DUVIDOSO

POSSE DO PR. ISALTINO GOMES COELHO FILHO NA IB CENTRAL DE MACAPÁ

Rosana Costa Figueiredo

A Igreja Batista Central de Macapá teve sua origem em cultos realizados no ano de 1969, pela missionária Ibéria N. Galvão em sua casa, na Av. Mendonça Furtado, esquina com a Rua Manoel Eudóxio Pereira, no bairro Central, junto com a família da irmã Maria de Lourdes P. Borges, ainda hoje membro atuante da IBC. Assim surgiu a Congregação Batista Luz do Evangelho.

Mais tarde, passou a fazer parte dos batistas bíblicos, mudando o nome para Congregação Batista Bíblica de Macapá, subordinada à 1ª Igreja Batista Bíblica de Vitória da Conquista, na Bahia.

Com o tempo, o lugar ficou pequeno, pois havia vários novos convertidos participando dos cultos. Daí surgiu a idéia de construir um templo. O irmão Francisco P. Borges, já falecido, esposo da irmã Lourdes doou o terreno em que está localizada hoje a IBCM, na Rua Manoel Eudóxio Pereira, nº 1754, bairro Central.

Já sediada no novo templo, foi organizada, em 21.02.1971, a PIB Bíblica de Macapá, pelo pastor Gerson Rocha, com 15 membros, e filiada a Convenção Batista Bíblica da Bahia. A Igreja Batista Central de Macapá foi organizada por uma igreja da Bahia!

Como era difícil ter um obreiro do grupo batista bíblico em Macapá, o Pastor Eurico Ferreira Rabelo orientou a igreja a se transferir para a então Convenção Batista do Pará e Amapá, e ela foi adotada como congregação da Igreja Batista Memorial de Macapá, em 1984.

A denominação de 1ª Igreja Batista Bíblica de Macapá foi mudada na gestão do pastor Medeiros, para 3ª Igreja Batista de Macapá. Em 2004, na presidência do Pr. Juscelino, passou a se denominar Igreja Batista Central de Macapá, filiada atualmente à Convenção Batista Amapaense e à Convenção Batista Brasileira.

Há meses estávamos sem pastor-presidente, mas firmados na Rocha que é Jesus. Deus atendeu o nosso clamor, através das orações que fazíamos, pedindo que nos enviasse um obreiro. Na noite de sábado, dia 31 de julho do corrente ano, às 19 horas e 30 minutos, celebramos o culto de posse do Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho, servo do nosso Senhor, confirmando em nossos corações a resposta de Deus. Os contatos começaram em novembro de 2009, quando o Pr. Isaltino foi o orador da 13ª. Assembléia da Convenção Batista Amapaense, ele que já fora o orador da primeira assembléia do estado, em 1996, quando as igrejas do Amapá deixaram a Convenção do Pará.

O culto contou com a participação de vários membros da própria igreja; de convidados; da família do pastor; de diáconos, membros de outras regiões (Pará, S. Paulo e Amazonas) e de igrejas locais; da presença de treze pastores do campo, inclusive dos obreiros das nossas congregações: Boas Novas, Antioquia e Cutias do Araguari.

O culto foi dirigido pela irmã Hilma Menezes, presidente da igreja, que agradeceu a presença de todos. O templo ficou completamente lotado,

para honra e glória do nosso Senhor.

O diácono Beny Gomes Coelho, da Igreja Batista de Rio Maria, da Convenção Batista de Carajás, sul do Pará, filho do pastor Isaltino, orou empossando o seu pai, por autorização da igreja. O Dr. Beny, na sua fala, enfatizou sua grande satisfação de ter os pais de volta à Amazônia e da alegria de sua mãe, Meacir Carolina F. Coelho, e de seu genitor, de encerrarem a carreira na região Norte. O irmão Beny é mestrando em Teologia e aspira ao ministério pastoral. Sua família tem uma longa história de pastores, tanto por parte do pai (Gomes Coelho e Werdan) como por parte da mãe (família Lota).

A bênção pastoral foi feita pelo Pr. Isaias Gomes Coelho, presidente da Igreja Batista Nova Vida, da Convenção Batista do Distrito Federal, eirmão do pastor Isaltino, e que pediu a igreja, para estender suas mãos, no momento da oração.

Tivemos também o privilégio de cultuarmos ao Senhor através da mensagem bíblica, inspirada por Deus, no texto de Efésios 4.11, na voz do Dr. Vanias Batista de Mendonça, diácono da PIB de Manaus, Juiz naquela cidade, e que foi relator do GT de reestruturação da CBB. A mensagem foi um desafio à igreja e aos crentes em geral e foi muito bem aceita. O Dr. Vanias testemunhou ainda da sua alegria em servir a Cristo, quando se identificou como evangelista do Senhor. Fez parte da programação a homenagem à irmã Hilma Menezes, prestada pela igreja.

A IBCM é uma igreja voltada para missões. Desde sua origem tem a responsabilidade de cooperar com os obreiros que estão nos campos missionários, tanto locais, nacionais, quanto mundiais. No ano passado (2009), obteve o 46º lugar, no Brasil, em contribuição para missões

nacionais. Constantemente está fazendo caravanas de membros para evangelizar no interior do Amapá. Uma de suas congregações fica a 150 km de Macapá.

O Pr. Isaltino é bastante conhecido da denominação. Seu retorno para a Amazônia atende a uma vocação do casal para esta região. Eles têm um filho trabalhando nesta região, e nora e neto amazônidas. E o filho aspira ao ministério pastoral na Amazônia. Damos boas-vindas à família Gomes Coelho, que já tem vínculos de trabalho e também afetivos com a região. Que seja uma bênção para nossa igreja e nossa igreja seja uma bênção para ela.

PAREM DE TENTAR SALVAR A IGREJA!

Isaltino Gomes Coelho Filho

Como intelectual, lia eu certa vez uma história de Walt Disney, em que Zezinho, Huguinho e Luisinho, escoteiros mirins, tentavam fazer sua boa ação do dia. Assim, pegaram uma senhora idosa pelo braço e a fizeram atravessar a rua, num trânsito bastante pesado. A senhora ficou furiosa. Não queria atravessar a rua. Conseguira vir do lado para onde os escoteiros a levaram, e eles a fizeram retornar! Ajudantes trapalhões!

A história me voltou à mente ao reler um dos livros que arrumava em minha biblioteca. Um livro com análises sociológicas sobre a igreja, com várias receitas para salvá-la. Alguns dos temas versavam sobre “caminhos alternativos”, “reflexões e propostas”, “uma proposta para o futuro da igreja”, “novos paradigmas para viabilizar a igreja”, etc. Segundo os comentaristas, a igreja está doente, e seus judiciosos conselhos poderiam revitalizá-la. Queriam salvá-la. Lembrei-me quando cheguei ao Seminário do Sul, com 19 para 20 anos, e ouvia os veteranos conversarem sobre o futuro da igreja. O marxismo e o existencialismo avolumavam-se como uma onda. Era a época da teologia da morte de Deus, de Altizer, Hamilton, Adolphs, Van Buren, e a igreja estava para morrer. Um colega, bem incisivo, não dava dez anos para as igrejas fecharem as portas. Naquela época, era sinal de intelectualidade criticar a igreja e vaticinar seu fim. Hoje, além disso, parece ser sinal de espiritualidade. Ah, antes que me esqueça: o colega incisivo não está no ministério. Nem em alguma igreja local.

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UM PAI QUE PASSA VALORES AOS FILHOS

Isaltino Gomes Coelho Filho

Hoje é o dia dos pais, data sem o brilho do dia das mães. A figura da mãe é ímpar, mística, em nosso meio. É mais terna e romântica. O pai leva desvantagem na nossa cultura. Em muitos lares, ele fica com a disciplina dos filhos. Chega em casa, à noite, cansado, e a esposa diz: “Dá um jeito nesse menino!”. Ou: “Dá um jeito no seu filho!”. E o garoto pensa: “Chegou o pai, chegou a bronca!”.

A mídia ocidental massacra o homem. Há muitos livros tipo “Mulheres que amam, e maridos que (alguma coisa ruim)”, “Por que as mulheres fazem isso (algo bom) e os homens (algo ruim)”, ou “Mulheres são isso assim-assim (algo bom) e os homens são assim (algo ruim)”! Os homens estão mal na foto…

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ÉTICA CRISTÃ E POLÍTICA: UMA REFLEXÃO SOBRE O EXERCÍCIO DA CIDADANIA PLENA

Em milhares de municípios, brevemente, milhões de brasileiros escolherão aqueles que em seu nome e benefício elaborarão leis justas, pertinentes e eficazes as suas necessidades e, sobretudo devem governar para o bem comum o Estado Brasileiro. Um verdadeiro festival da democracia e da cidadania conforme se poderá ver em todo o país.
Contudo, antes de tratarmos das implicações da ética cristã para a atividade política, é necessário que diferenciemos o sentido de ética e de política. Ethos significa “estilo de vida, conduta, costume ou prática”, segundo o Novo Testamento (Lc 1.9; 2.42; Jo 19.40; At 6.14; 28.17; Hb 10.25). Entretanto, a ética cristã na história recebe diversos nomes: Sittenlehre – “ciência dos costumes”; “moral” e, Ethik (ética) derivado do texto bíblico. Definindo: Ética é o estudo da moralidade (do Latim: “moralitos”, que significa “a qualidade do que é moral”, “caráter”), e não o estudo de costumes. Por isso, ela procura a verdade e o bem através do Supremo Bem que é Deus e de Sua vontade revelada aos homens nas Escrituras Sagradas (cf., Reifler, H.N., in: A Ética dos Dez Mandamentos. 1992:16-17).

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