Arquivo mensais:setembro 2006

O Gato Hipoalergênico

O Gato Hipoalergênico

      Joshua é o primeiro gato hipoalergênico (não produz alergia) do mundo.  Produzido em laboratório, tem um ano e meio de vida. Inaugura uma espécie de gatos que estará à venda nos Estados Unidos, a partir de 2007, por quatro mil dólares. Há 30.000.000 de americanos alérgicos a gatos, e que poderão ter um. O cálculo me impressiona: trinta milhões! Como americano é inteligente! Calcula até gatófilos alérgicos. 

      Gosto de gatos. Tive o Platão, Aristóteles, Sócrates, a Xantipa (mulher do Sócrates), Hegel, Schleiemacher, Kierkegaard e, menos sofisticada, a Ana Júlia. Tenho o Mahavira Rambo Gomes Coelho. Meu filho, um bom arquiteto, que seria um excelente veterinário, enche-nos de bichos. Deu-nos o Mahavira. Como tem pedigree, deu-lhe seu sobrenome. Que é o meu. O sobrenome cultivado desde D. Júlio Diniz (pseudônimo de Joaquim Guilherme Gomes Coelho) está num gato.

 

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É Questão De Caráter

É Questão De Caráter
 
    Recebi mais uma carta anônima, nesta semana. Elas são cíclicas. Vêm, geralmente, de homossexuais e pentecostais. Uma veio de uma petista zangada porque quando Mário Covas morreu eu disse que ele fora um homem íntegro. E era. Não carregava dólares em roupas de baixo nem pagava ou recebia mensalão. Mas deixa pra lá. Ignoro o motivo pelo qual optam pelo anonimato. Será humildade? Esta veio com um recorte de um jornal da cidade onde um colunista fala dos políticos evangélicos corruptos. Até aí nada demais. Fiz duas pastorais sobre eles.

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?Todas as coisas contribuem…? – Cremos mesmo nisto?

“Todas as coisas contribuem…” – Cremos mesmo nisto?
            No livro Cura pela Palavra, Marcelo Aguiar conta uma história que eu lera na Internet e perdi. Um rei tinha o hábito de caçar na floresta, acompanhado de seu conselheiro. Certo dia, ao disparar a arma, esta explodiu e lhe arrancou um dedo da mão direita. Ele perguntou ao conselheiro como Deus deixara isto acontecer. O conselheiro respondeu citando Romanos 8.28, que diz que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus. Irritado com a resposta, o rei mandou encarcerá-lo.

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Uma Análise Dos Cânticos Nos Evangelhos – O Magnificat E O Benedictus

Uma Análise Dos Cânticos Nos Evangelhos –
O Magnificat E O Benedictus

 

            Tem havido uma ênfase muito grande no Antigo Testamento, em nossas igrejas. Esta ênfase se verifica inclusive nas pregações e nos cânticos.  Isto não é mau, em si. O autor deste trabalho é professor de Antigo Testamento e disciplinas correlatas, e autor de vários comentários exegéticos de livros do Antigo Testamento e se sente bem nesta porção da Bíblia. O problema é que alguns parecem esquecer que somos cristãos, somos regidos pelo Novo Testamento, que interpreta o Antigo, que somos filhos de nova aliança, prometida em Jeremias 31.31 e concretizada na instituição da ceia do Senhor, como lemos em Lucas 22.20. Muitas práticas e posições têm sido estabelecidas sem o parâmetro do Novo Testamento. Inclusive na área do louvor e de adoração. Isto se torna problemático para a igreja. Cristo tem sido empurrado para a periferia em muitas pregações e em muitas celebrações de louvor. E, em algumas ocasiões em que é lembrado, mais se assemelha a um Cristo da nova era, uma força ou uma energia, um emblema de uma espiritualidade vaga, do que a pessoa histórica em que Deus se encarnou e esteve entre nós.

 

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Por que deixei de ser espírita

Por que deixei de ser espírita

 

Hoje percebo: eu já andei nas trevas, pensando andar na luz. Só quem, como eu, foi, por 32 anos, espírita, pode avaliar como é bom poder orar sem apagar as luzes, sem esperar que um poder extraordinário, mas não divino, viesse dar forma à emoção que todos queríamos viver e não conseguíamos de modo normal , como sinto agora…
Hoje percebo que as reuniões espíritas provocam o recolhimento e a concentração para que as pessoas não percebam quanto estão fora de si, de seu racional. Orar a Deus e chegar ante Ele não é perder o controle do próprio corpo, a ponto de deixar que “outra vontade” nos domine.

 

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