Arquivo mensais:junho 2008

Ditadura do Pensamento Único

Ditadura do Pensamento Único

 

            No “Folha de S. Paulo” de 21.6 , Clóvis Rossi, no artigo “Não há arroz para todos”, comenta a visão simplista do Presidente Lula sobre a questão dos alimentos no mundo. A seguir, usa a expressão “ditadura do pensamento único” para se queixar da busca de consenso que se vê hoje.

            Saúdo Rossi pela expressão “ditadura do pensamento único”. Como cristão, eu a sinto há mais tempo. Querem nos obrigar a pensar como os demais, acatando pontos de vista e abrindo mão dos nossos. Nunca pedem aos demais para respeitar os nossos, nem lhes pedem para concordar conosco. Por exemplo, se aprovada a lei contra homofobia, que visa amordaçar os discordantes, não poderemos mais dizer que o homossexualismo é errado. Pode-se discordar da opção política, futebolística, religiosa, filosófica, mas não sexual das pessoas. Será crime. É a ditadura do pensamento único da minoria. Ao invés de respeitar a minoria, temos que pensar como ela.

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Reflexão sobre A menina que roubava livros

Reflexão sobre A menina que roubava livros

 

De Campinas a Natal, parando em S. Paulo e Recife, há muito tempo para se ler. Assim li A menina que roubava livros, de Zusak. O livro está há 65 semanas na lista da Veja dos mais vendidos. Ao terminar, fiquei entre engasgar e aplaudir.

Nele se vê o sofrimento das crianças com a guerra. Quantas maldades elas sofrem dos adultos, em geral! O livro tira também aquela impressão de que todos os alemães são nazistas. Muitos discordavam de Hitler, mas o patrulhamento ideológico calava quem não seguia o pensamento oficial. Mostra a perplexidade de judeus alemães. Por que sua pátria os perseguia? Mostra a fragilidade das pessoas e suas crises no meio da multidão. A maldade humana é sem limites e o homem pode ser de incrível selvageria. A maçonaria costuma dizer que escolhe os homens bons e os torna melhores. Ingenuidade! A Bíblia diz que não há homens bons. Todos são pecadores, todos são caídos, passíveis de atos brutais. Não pode haver bondade sem a graça de Deus, que age e transforma. Tentar tornar homens bons pela razão é a utopia do Iluminismo. Os homens bons do conhecimento iluminista produziram duas guerras mundiais e criaram regimes de terror. Hitler, Stalin, Idi Amin, Bokassa, Fidel, Pinochet e assassinos menores são de nosso mundo racionalista. Razão sem a graça cria algozes mais capacitados. A razão é dom de Deus, mas também foi contaminada pela queda.

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Recuperando o Tempo Perdido

Recuperando o Tempo Perdido

 

Pr. Ivan Fidelis dos Santos

 

            Conta-se a estória de um homem que, ao morrer, é colocado diante de Deus e o SENHOR, em sua infinita misericórdia, concede que lhe seja feita apenas uma pergunta. Então, em toda sabedoria que este homem poderia dispensar disse: “SENHOR, por toda a vida a humanidade tenta compreender quem, de fato, é Deus; mas ninguém consegue chegar a uma definição exata. Portanto, humildemente, peço que o SENHOR defina, com uma palavra, o ser humano”.

            Ao que Deus respondeu prontamente: “Curioso! – É a palavra – Filhinho, a humanidade, desde que pecou, tornou-se um ser muito inconstante. Quando adolescente pensa em viver como jovem; quando jovem quer viver como adulto; quando adulto gostaria de voltar à infância. Enfim, nunca vive o presente! Perde seu tempo imaginando o futuro e, quando está nele, quer voltar ao passado. Se a humanidade vivesse segundo o propósito da criação, seria perfeito, como uma criança sob os cuidados do Pai. – E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus (Mt 18.3)”

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Minutos de sabedoria…

Minutos de sabedoria…

 

Pr. Ivan Fidelis dos Santos

 

            Este é o título de um livreto antigo, que ainda deve estar à venda até os dias de hoje, o qual contém alguns textos estimulantes; um para cada dia, como uma espécie de indicador da energia espiritual que estaria influenciando aquela pessoa, naquele dia.

            Um momento para reflexão acerca de situações cotidianas e tão comuns que ninguém dispensa um instante de suas vidas pensando nelas. Os autores destas tais reflexões, na maioria das vezes, são anônimos; ou então, estão tratando de temas tão irrelevantes que preferem não divulgar seus nomes; ou ainda, estão utilizando-se de frases que são de domínio popular.

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