Arquivo mensais:março 2009

Páscoa, o que significa isto?

Uma meditação pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

Páscoa vem do hebraico pesach, “passar sobre”. Foi quando Israel, após 400 anos de escravidão no Egito, foi libertado miraculosamente por Deus, e constituído como seu povo. A páscoa era o pacto entre Deus e Israel. Deus cuidaria do povo e Israel lhe seria obediente. Sua instituição está em Êxodo 12.1-13:

Neste texto destacamos três aspectos: o cordeiro, o participante e o sangue do cordeiro. Analisamos os três separadamente, ajuntando depois suas partes, e cotejando com a pessoa de Jesus, podemos entender um pouco mais sobre o significado cristão da páscoa. A páscoa judaica era também uma profecia factual, que se cumpriu em Cristo. Continue lendo Páscoa, o que significa isto?

UM Fenômeno Corporal E NÃO ESPIRITUAL (uma reflexão sobre o cair no espírito)

Pr. Jurandir Marques – [email protected]

Textos: Efésios 4. 1-16; 1 Cor. 14.33.

É uma prática que perdeu a sua ênfase anos atrás, mas que agora volta. Nas reuniões praticadas pelo nascente grupo Templo dos Levitas, em Tangará da Serra,  MT, alguns batistas, saudosos dos encontros que reuniam centenas de irmãos, lá voltaram e encontraram uma realidade diferente. O acampamento não é mais “aquele”! Houve práticas que alguns estranharam e que outros se assustaram. Solicitaram meu ponto de vista.

Este comportamento recebe os mais variados nomes, tais como: desmaio no espírito, prostração, arrebatamento.  Segundo alguns observadores, trata-se da terceira onda. A primeira foi o surgimento do pentecostalismo clássico e a segunda o neopentecostalismo. Começou em Toronto, no Movimento da Vinha, liderada por John Wimber. Nas reuniões, além do desmaio, ocorria o que denominavam de “gargalhada santa” e havia imitação de animais como expressão de comunhão. O fato ocorreu nas décadas de 80 e 90.

Os que defendem esta prática justificam como sendo um instrumento para salvação de almas que, atraídas pela curiosidade, acabam se decidindo ao lado de Jesus.

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Acusada de desviar fortuna de igreja põe culpa no diabo

Isaltino Gomes Coelho Filho

Eis o que veio na Internet, no dia 20 de março de 2009:

Acusada de desviar fortuna de igreja põe culpa no diabo

Uma senhora de 62 anos, em Washington, EUA, está sendo acusada de ter desviado mais de 72 mil dólares dos cofres de uma igreja onde trabalhava como auxiliar administrativa.

Mais do que o sumiço do dinheiro, o que surpreendeu aos policiais foi a confissão da mulher. Ela, que assumiu uma parte da culpa, disse que o que pesou mais no roubo foi o diabo.

A mulher justificou que ela estava abarrotada com dívidas. Com medo de perder sua casa, acabou sucumbindo às tentações do demônio. Assim, falsificou a assinatura de pastor responsável pela igreja em mais de 80 cheques. Até que foi pega”.

Não é fantástico? Ignorarei a “exatidão” da mídia: a senhora não tem nome, a igreja não é mencionada, o quando do evento não é dado. A gente acredita se quiser. Mas fiquemos com a desculpa da mulher, presumindo que ela tenha existido: Um primor de cinismo ou realidade? Diria eu: as duas coisas. E explico.

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Ministros Segundo Ló ou Ministros Segundo Abraão?

Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho e apresentado como aula magna do Seminário Teológico Batista Goiano, 12.3.9

“Habitou Abraão na terra de Canaã, e Ló foi armando as suas tendas até chegar a Sodoma” (Gn 13.12).

Nesta minha palavra desejo fazer uma comparação entre Abraão e Ló. Quero vê-los como dois tipos de pessoas com responsabilidades diante de Deus. Sem fazer uma exegese a fundo quero vê-los como dois tipos de ministros. Abraão foi para Canaã, terra que seria sua por desígnio divino. Sua ida já era uma antecipação das promessas de Deus. Ló foi armando as suas tendas até chegar a Sodoma, onde veio a ser administrador, o que se deduz de estar sentado à porta de Sodoma. É um idiomatismo para designar o tribunal. Ele não era um pedinte, mas administrador de Sodoma. São duas perspectivas diferentes. A de Abraão é a do homem que não se preocupa em ter o melhor, porque descansa nas promessas de Deus. A ponto de deixar que Ló escolha o melhor. A de Ló é a do homem olha o material a ponto de passar por cima do que seria o direito do tio, homem mais velho. Na cultura patriarcal, isto era imperdoável.

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O PERIGO DA JUDAIZAÇÃO DA IGREJA – Igrejas evangélicas estão adotando costumes judaicos

Autor: Pr. Luiz César Nunes de Araújo

INTRODUÇÃO

Tem sido comum em nossos dias, algumas igrejas evangélicas adotarem práticas descritas no Antigo Testamento, comuns no judaísmo e não no cristianismo. É uma espécie de judaização da igreja. Pessoas não judias estão vivendo como se as fossem. Esta tendência iniciou-se no período da igreja primitiva quando alguns judeus convertidos orientavam que todos os demais, inclusive os gentios convertidos, observassem parte da legislação do judaísmo, a fim de se completar neles a obra da salvação. Os judeus convertidos tinham muita dificuldade em descansar na obra vicária de Jesus a sua salvação completa.

Em Atos 15 é citada a dissensão na igreja por causa da forte pressão exercida pelo grande número de convertidos judeus sobre os novos crentes, para que estes se circuncidassem a fim de serem salvos (v. 1). Tal ensino não prosperou devido a oposição de alguns apóstolos, especialmente de Tiago (v. 13). No seu julgamento os gentios convertidos não deviam ser “perturbados” (v. 19). Continue lendo O PERIGO DA JUDAIZAÇÃO DA IGREJA – Igrejas evangélicas estão adotando costumes judaicos

Casa de Oração ou Antro de Assaltantes?

Discurso paraninfal do Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho aos bacharelandos

em Teologia pela Faculdade Teológica Batista de Campinas,

em 7 de março de 2009


Eis o texto de Mateus 21.12-13, na Almeida Século 21: “Jesus entrou no templo e expulsou todos os que ali vendiam e compravam; e revirou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. E disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; vós, porém, fazeis dela um antro de assaltantes”. Não seguirei pelos vários usos deste texto em nosso meio. Analisá-lo-ei á luz do seu contexto. Jesus citou Jeremias, 7, onde o escopo é maior que a venda de bugigangas no templo, coisa, aliás, ainda em voga em nosso meio. Há seitas neopentecostais a vender bênçãos. É lhes raso vender quinquilharias.

Ao citar Jeremias, Jesus foi além do comércio no templo. Este era um dos aspectos da questão. O pano de fundo de Jeremias vivia-se no tempo de Jesus. E no nosso. Bem disse Durkheim: “A única lição que a história nos ensina é que não aprendemos nada das lições da história”. Por isso vejamos o assunto casa de oração x antro de assaltantes. Continue lendo Casa de Oração ou Antro de Assaltantes?

Ensinando Para Transformar Vidas

Preparado pelo Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho para o Congresso de Educação da Igreja Cristã Evangélica de Brasília, em 28.2.9

INTRODUÇÃO

Parece-me que o discurso de nossas igrejas sobre a autoridade das Escrituras e sua importância para a vida cristã não se coaduna com o pouco valor que o estudo da Bíblia tem em nosso meio. Conto duas historietas para ilustrar isso (sou um incorrigível contador de histórias). Amigo meu, hoje em outro país, contou-me que foi realizar conferências de aniversário em uma igreja, de sexta a domingo. Puseram-no como hóspede de uma família, o que é normal. Lá, ele teve que dormir no quarto de um adolescente, destes típicos, que deixam até roupa de baixo pendurada no lustre. Deram-lhe uma gratificação de R$ 300,00. No domingo à noite veio um conjunto musical que se hospedou em um bom hotel (foi uma de suas exigências) e recebeu um cachê de R$ 3.000,00 (outra exigência). Por favor, esqueçam a questão de valores. Não são os fundamentais. Eles são citados aqui para compor o quadro. Meu colega não é artista do púlpito nem vende sermões. É um homem íntegro, mas contou-me a história para que se visse o que as igrejas valorizam.

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