Arquivo mensais:Maio 2011

ALERTA À NAÇÃO BRASILEIRA

 

Uma declaração da convenção batista brasileira

 

Um dos papeis da Igreja na sociedade é ser uma consciência profética capaz de ajudar a cada ser humano (entendido como um indivíduo livre e competente diante de Deus e dos homens, vivendo em uma sociedade pluralista) a discernir valores essenciais que norteiam os relacionamentos em todas as suas dimensões.

É nesse contexto que os batistas – integrantes de uma denominação cristã que, ao longo de toda a sua história, defende a liberdade religiosa, de consciência e de expressão – se manifestam para alertar sobre os perigos que a sociedade brasileira corre diante das novas conjunturas sociais aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e que estão sendo propaladas por leis que tramitam no Congresso Nacional e por ações promovidas pelo Executivo. Continue lendo ALERTA À NAÇÃO BRASILEIRA

EU VI A CRUZ!

EU VI A CRUZ! Era de cartolina amarela. Media cerca de dez por sete centímetros. Na parte superior estava o texto de Apocalipse 2.10: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida”. Em baixo, um pequeno cordão. Era um marcador de livros, à venda em uma livraria evangélica. Custava R$ 2,00.

EU VI A CRUZ! Era de pedra sabão, muito bonita. Bem trabalhada, media uns vinte e cinto centímetros por quinze. Tinha uma base, também de pedra sabão, que lhe permitia ficar de pé. Estava numa feira de artesanato. Custava R$ 25,00. Continue lendo EU VI A CRUZ!

E chega de insensatez!

INTRODUÇÃO

O assunto ainda é o insensato. Foram três estudos porque é  uma figura bem forte no livro. Ele é o oposto do sábio. Há três termos para ele, que nossas Bíblias traduzem como “insensato”. O primeiro é kêsil, o segundo é ‘ewil e o terceiro é  nabal. Hoje comentamos o nabal. Há apenas três referências a ele no livro. É  que o termo é mais forte. Os dois anteriores falam da pessoa obstinada. Este, da pessoa grosseira em atos e palavras. E em Salmos, como veremos, a pessoa incrédula, sem Deus. Continue lendo E chega de insensatez!

O VALOR DE UM PASTOR

Enviado pelo Pr.n Joaquim de Paula Rosa

  • O valor de um pastor não é medido por sua popularidade, poder de persuasão ou quantidade de pessoas que atrai, mas sim por seu caráter e fidelidade a Deus (Jo 6.66 e 67);
  • O valor de um pastor não é medido pela aprovação de homens, mas pela aprovação de Deus. O pastor é segundo o coração de Deus e não segundo o coração dos homens (Jr 3.15);
  • O valor de um pastor não é medido pelo tamanho de sua igreja, mas por suas qualidades éticas, morais e espirituais;
  • O valor de um pastor não é medido pelo volume das entradas financeiras de sua igreja, mas por sua capacidade de suprir seu rebanho com a Palavra de Deus. Há pastores que se preocupam com a lã. Há pastores que se preocupam com as ovelhas. Continue lendo O VALOR DE UM PASTOR

Mais um pouco sobre a insensatez

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

 

 

INTRODUÇÃO

O assunto ainda é o insensato. Como vimos no último estudo: “Parece uma das figuras mais fortes no livro. Há três termos usados para ele, que nossas Bíblias traduzem como “insensato”. O primeiro é kêsil, o segundo é ‘ewil e o terceiro é  nabal. Assim mudamos da sabedoria para insensatez, a não sabedoria”. Na semana passada vimos o insensato kêsil. Hoje vamos ver o insensato ‘ewil.

 

  1. RELEMBRANDO O INSENSATO KÊSIL

Na semana passada, além de vermos os três tipos de insensato, vimos o primeiro tipo, chamado, em hebraico, de kêsil. Para relembrar, voltemos à sua definição: “É o termo mais comum, aparecendo quase cinqüenta vezes. A idéia é da pessoa estúpida e obstinada, que nunca cede em seus pontos de vista. Sempre se julga certa. Em si mesmo, ele é uma pessoa sem capacidade de se concentrar em algum projeto”. É o insensato que sabe tudo e que nunca muda seus pontos de vista e quer que o mundo se amolde a ele. É a idéia de alguém arrogante, turrão. Continue lendo Mais um pouco sobre a insensatez

STIGMATA: VOCÊ TEM?

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

Pastoral do boletim da Igreja Batista Central de Macapá, 22.5.11

“… Eu trago em meu corpo as marcas de Jesus” (Gl 6.17).

No dia 15 preguei neste texto, com o título “As marcas de Jesus”. O termo grego para “marcas” é stigmata, que tem dois sentidos: (1) A marca feita num escravo, a ferro, com o logo ou o nome de seu dono; (2) Cicatrizes. Comentei que havia uma diferença entre o servo e o escravo. Alguém podia se alugar como servo por um tempo, após o qual estava livre. O escravo era propriedade do dono para sempre. Paulo se apresentava como escravo. Tinha stigmata. Continue lendo STIGMATA: VOCÊ TEM?

MODELOS E CRESCIMENTO DAS IGREJAS BATISTAS

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho, preparada para o Congresso da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil, Secção Pará – Palestra 3

INTRODUÇÃO

Associar crescimento das igrejas com um modelo eclesiológico me parece surrealista. Só é entendível que isto suceda porque vivemos numa sociedade que valoriza a tecnologia, tem forte viés iluminista, e vê a igreja como uma organização secular, sujeita às mesmas circunstâncias das organizações seculares. É um reducionismo simplista que vem desde Giovanni Vico, e que foi reforçado pelo Iluminismo. E encampado pelo marxismo. Disse Vico: “A natureza das coisas não é mais do que virem elas a ser em determinados momentos e de determinadas maneiras. Onde quer que as mesmas circunstâncias estejam presentes, surgirão os mesmos fenômenos e não quaisquer outros (…) refiro-me a esta verdade incontestável: o mundo social é certamente obra do homem; e daí se segue que se podem e devem encontrar os princípios deste mundo nas modificações da própria inteligência humana”[1]. A igreja tem sido vista como obra do homem e ficou sujeita a leis programadoras, num mecanicismo histórico, típico do marxismo. Achamos que podemos programar o crescimento das igrejas, e que isto acontecerá se reproduzirmos circunstâncias e situações. Se aplicarmos as técnicas certas, os resultados surgirão, independente do lugar ou das pessoas. Podemos fazer as coisas acontecerem. Basta sabermos fazer. Tendo acontecido, basta repetir em outros lugares. Isto é um reducionismo, que empobrece o evangelho e diminui Deus. Nesta visão secularizante, basta aplicar determinadas técnicas para que um organismo social cresça. Como a igreja é vista como um organismo social deve haver técnicas certas para seu crescimento. Continue lendo MODELOS E CRESCIMENTO DAS IGREJAS BATISTAS

AUTONOMIA E COOPERAÇÃO NAS IGREJAS BATISTAS

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho, preparada para o Congresso da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil, Secção Pará – Palestra 2

INTRODUÇÃO

Começo por Sócrates: “Se queres conversar comigo, define tuas palavras”. E como dizia meu mestre em Filosofia, Dr. Purim, a qualquer pergunta que fizéssemos: “Bem, bem, bem vamos definir os termos!”. Definamos palavras e termos. Autonomia é a faculdade de se governar por suas próprias leis, por vontade própria. Deriva do grego autós, “próprio”, e nomós, “lei”. Cooperação é o ato de cooperar, “operar com alguém”. Não gosto de começar com definições, ainda mais de dicionários. Mas fiz assim para mostrar que os dois termos nada têm de conflitantes. Uma igreja autônoma pode muito bem ser uma igreja cooperante. E uma igreja cooperante não perde sua autonomia. Continue lendo AUTONOMIA E COOPERAÇÃO NAS IGREJAS BATISTAS

POR QUE SOMOS BATISTAS HOJE

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho, preparada para o Congresso da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil, Secção Pará – Palestra 1

 

INTRODUÇÃO

Esta primeira palestra brota do coração. Sou batista. Não me envergonho de sê-lo e não pretendo deixar de sê-lo. Conheci o evangelho numa igreja batista. Foi por causa do ministério de uma delas que conheci Jesus Cristo como meu Salvador. Estudei num seminário batista, sustentado por igrejas batistas, e foi nele que recebi minha base teológica, e onde me apaixonei pela Teologia. Fui consagrado por um concílio de pastores batistas, a pedido de uma igreja batista, e sempre recebi sustento de igrejas batistas. O mínimo que posso ter pelos batistas é gratidão. Não vi incompatibilidade entre uma igreja batista e a essência do evangelho. Como nunca tive sonhos de ser megastar evangélico, não  pensei em carreira solo nem escrever meu nome em gás néon, permaneci como pastor batista. Já me é um título honroso e bastante pesado, por isso nunca aspirei a ser bispo, arcebispo, apóstolo, patriarca, cardeal ou outra coisa. Sempre pedi a Deus que me concedesse sensibilidade para distinguir entre minha frustração com pessoas e com a estrutura comandada por pessoas, e a denominação como um todo, com sua doutrina, sua história e seus princípios. Subordinei minhas birras pessoais (e sou birrento) à visão do todo. Afoguei minhas ambições pessoais, com a graça de Deus. Estou em paz com minha denominação, amo-a, e se ela não me ama pelo menos me tolera. Continue lendo POR QUE SOMOS BATISTAS HOJE

A BUSCA DE APLAUSOS DO MUNDO

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

“Se o mundo vos odeia, sabei que, antes de vós odiou a mim. Se fôsseis do mundo, ele vos amaria como se pertencêsseis a ele. Entretanto, não sois propriedade do mundo; mas Eu vos escolhi e vos libertei do mundo; por essa razão o mundo vos odeia” (João 15.18-19, King James).

 

Para evitar distorções de meu escrito, que fique bem claro que não digo que a igreja deve ser gratuitamente beligerante. Agressividade iracunda não é o mesmo que ardor evangelístico. E mau humor não significa espiritualidade ou ortodoxia. Eis o ponto: vemos hoje alguns segmentos da igreja buscando aplausos do mundo. É um tal de  igrejas amigáveis, de igrejas querendo ser relevantes (ora, se ela prega Jesus como Salvador é a instituição mais relevante do mundo) e de busca de honrarias humanas que me desnorteia. Entendo a perspectiva de muitos, de quererem respeito e reconhecimento. Assim vemos igrejas abordando temas mais sociais que espirituais, na esteira de temas da moda, querendo ser vistas pelo mundo como “relevantes”. Para o mundo, igreja é algo ocioso, que trata de uma vida que não interessa. Assim, ocupemo-nos do que interessa e dá ibope: cuidar dos pobres, falar de ecologia, ser um espaço alternativo, etc. Ao invés de salvar os pecadores, muitos querem salvar as baleias. Nada contra as baleias, por favor. Mas precisamos de cautela para não transformamos a igreja numa ONG. Muitos desses temas podem ser encampados por ONGs até dirigidas por cristãos, mas pregar o evangelho, anunciar o reino de Deus, o perdão dos pecados em Jesus, só a igreja pode fazer. E é a missão mais relevante do mundo, anunciar o reino de Deus chegado em Jesus. Isto é, se a igreja crê mesmo no reino de Deus mostrado nas Escrituras. Continue lendo A BUSCA DE APLAUSOS DO MUNDO

Um pouco sobre a insensatez

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

 

INTRODUÇÃO

O assunto hoje é o insensato. É uma das figuras mais fortes no livro. Há três termos hebraicos que nossas Bíblias traduzem como “insensato”. O primeiro é kêsil, o segundo é ‘ewil e o terceiro é nabal. Assim mudamos da sabedoria, da semana passada, para insensatez, a não sabedoria. Mas hoje vamos ver só o insensato kêsil.

 

  1. O INSENSATO KÊSIL EM SI MESMO

É o termo mais comum. Aparece quase cinqüenta vezes. A idéia é da pessoa estúpida e obstinada, que nunca cede em seus pontos de vista. Sempre se julga certa. Ele é uma pessoa sem capacidade de se concentrar em algum projeto. Em 17.24 se vê que ele vagueia os olhos pelo mundo, sem se fixar em nada. Em 26.7 e 9, onde o termo é traduzido por “tolo”, se vê que o que ele fala não ajuda. Nada se aproveita. Em 17.10, onde o kêsil é novamente “insensato”, se vê que ele não aprende. O insensato kêsil é o que sempre está certo e nada constrói. É aquela pessoa crítica, que vê erros em todos, sabe tudo, mas nada produz. Pois é, há gente que é assim.

 

  1. O INSENSATO KÊSIL TEM UM PROBLEMA DE ORDEM ESPIRITUAL E NÃO MENTAL

Sua estupidez e obstinação não são mentais. São espirituais.  Em 26.11, onde o termo é traduzido por “tolo”, é como o cão que volta ao seu vômito. Os cães eram necrófagos. Faziam o papel de urubus (o corpo de Jezabel foi comido por cães). Era o que havia de pior (Fp 3.2). Ele não quer aprender a verdade e volta ao vômito. Quando aprende é para enganar as pessoas (14.8). Em 1.32 ele é chamado de “louco”, e “prosperidade” não significa riqueza. Bem traduziu a LH: “Os tolos morrem porque rejeitam a sabedoria; os que não têm juízo são destruídos por estarem satisfeitos consigo mesmo”.  A impressão de bem-estar e de prosperidade é que o leva à destruição. É arrogante, sem humildade para mudar. Pois é, há gente que é assim.

 

3. O INSENSATO KÊSIL NO SEU RELACIONAMENTO COM O PRÓXIMO

Deve ser evitado porque não há nada de bom nele: 14.7. Ele é pior que uma ursa a quem roubaram os filhotes: 17.12.  É perigoso porque é obstinado, nunca muda e nada acrescenta. Tem prazer em praticar o mal (10.23), adora brigas, discussões e bate-boca (18.6). Por isso, fuja dele porque você sofrerá aflições: 13.20. E nunca confie palavras a ele, nem mande recados por ele (ou seja, não lhe confie palavras especiais): 26.6. Pois é, há gente que é assim.

 

 

CONCLUSÃO

Como vimos, kêsil pode ser traduzido por tolo, insensato e outros. Mas o sentido é o mesmo: a pessoa que sempre está certa, não aprende, não muda e é um prejuízo para os outros. Devemos nos perguntar o quanto há de kêsil em nós. E fugir do insensato que está ao nosso redor. Há pessoas que acrescentam. Há pessoas que são uma opressão. Pois é, há gente que é assim.

 

ESPERANÇA E SENTIDO NA VIDA

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

 

Pastoral do boletim da Igreja Batista Central de Macapá, 15.5.11

Numa de minhas idas a Cuba preguei na cidade de Cojímar, onde Ernest Hemingway escreveu O velho e o mar. A cidade está caindo aos pedaços, mostrando traços de um passado próspero. O comunismo chegou e cumpriu ali sua missão histórica: socializar miséria.  O  final do livro de Hemingway é trágico, mostrando a futilidade dos esforços do homem para se realizar. Continue lendo ESPERANÇA E SENTIDO NA VIDA

Um pouco sobre a sabedoria

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

INTRODUÇÃO

A questão da busca da sabedoria domina o livro.  Do estudo passado, vimos que a finalidade do livro está em 1.2-6. Vimos também que “sabedoria” é a palavra hokhmâ, cujo sentido é “ter orientação para viver bem”. Não é especulação, mas prática. É vivencial. Vimos também o que “sabedoria” não é. Hoje veremos um pouco mais sobre ela.

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NÃO É PRECISO TEMER O DRAGÃO

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

Pastoral do boletim da Igreja Batista Central de Macapá, 8.5.11

Um dos contos do russo Liev Tolstoi versa sobre um jovem perseguido por um tigre. Em sua fuga, ele atravessou um bosque correndo, e chegou à beira de um abismo. Para lhe escapar, pendurou-se na raiz de uma árvore junto ao abismo. No fundo do precipício, um dragão esperava sua queda. Para piorar, dois roedores, um preto e um branco, roíam a raiz onde ele se agarrava. Seu destino era mesmo o fundo do abismo. Por isso se sentia desesperado. Continue lendo NÃO É PRECISO TEMER O DRAGÃO

AMOR, O QUE É ISTO?

Não existe maior amor do que este: de alguém dar a própria vida por causa dos seus amigos” (João 15.13, King James, em português).

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

A maior característica do amor é sua dadivosidade. Quem ama dá. João 3.16 deixa isso claro: Deus amou e deu o que tinha de mais importante. No texto de João 15.13 Jesus dimensiona a grandeza de seu amor em dar sua vida pelos seus amigos.

Um cínico definiu amor como “a capacidade de gostarmos de nós mesmos e elegermos pessoas para nos satisfazerem”. Talvez tal pessoa ame assim. Mas o verdadeiro amor é dadivoso. É pródigo em dar-se.

Para os gregos, o amor estava associado à estética, à beleza e à contemplação. Conseqüentemente, o amor lhes era sentimento. Culturalmente somos filhos dos gregos, por isso muitos de nós associamos amor a devaneios, suspiros e sensações. Amar é sentir algo por alguém. Muito do que se chama de amor, em nosso meio, são apenas sentimentos. Inclusive há um livro com este título: “Amor, sentimento a ser aprendido”. Até mesmo em nossa espiritualidade associamos nosso amor a Deus pelo que sentimos. Se temos boas emoções, estamos amando a Deus. Isso é problemático. Porque, para alguns, basta sentir emoções no culto. Continue lendo AMOR, O QUE É ISTO?

CARTAS NA MESA

“Quando Abrão tinha noventa e nove anos, o Deus Eterno apareceu a ele e disse: – Eu sou o Deus Todo-Poderoso. Viva uma vida de comunhão comigo e seja obediente a mim em tudo. Eu farei a minha aliança com você e lhe darei muitos descendentes (…). Naquele mesmo dia Abraão fez como Deus havia mandado. Ele circuncidou o seu filho Ismael e todos os outros homens da sua casa, incluindo os escravos nascidos na sua casa e os que tinham sido comprados de estrangeiros” (Gênesis 17.1-2, 23).

 

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho

 

Neste texto, o Deus Eterno reafirma e sela sua aliança com Abrão. O relato é majestoso: “Eu sou El Shadday”. Literalmente, “o Deus que é suficiente”, com a idéia de que ele tem poder para fazer as coisas acontecerem. É um título antigo para Deus, usado mais em Gênesis e Jó, e poucas vezes em outros lugares da Bíblia. Normalmente associa o poder de Deus com a fraqueza humana. Passaram-se dezesseis anos entre os capítulos 16 e 17. Havia dezesseis anos que Deus não se revelava a Abrão, e se  haviam se passado vinte e quatro anos desde que ele fez a promessa de 12.1, quando chamou o patriarca. Usando este episódio de Abrão, há gente prometendo “resultados” em uma semana de reuniões e contribuições na igreja. Mas foram dezesseis anos de silêncio. E hoje há gente que tem revelações de cinco em cinco minutos. Abrão deve se sentir inferiorizado com essas pessoas…

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